VALDEZ, Abel Joaquim Travassos - O 4.º G. B. A. NA GRANDE GUERRA. Artilharia Portuguesa em França. Monografia coordenada por... Major de artilharia. Concluída em Lisboa aos 31 de Março de 1923. Lisboa, Composto e Impresso na Imprensa Beleza, 1936. In-4.º (23,5cm) de 132, [4] p. ; [9] mapas desd. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia, com interesse estratégico e militar, sobre a participação do 4.º Grupo de Batarias de Artilharia na Grande Guerra.
Livro ilustrado com 9 mapas desdobráveis representando as posições do 4.º G. B. A. ao longo do conflito.
"Nêste modesto trabalho procurei sobretudo não fugir à verdade.
Para isso recorri aos documentos, respeitantes ao C. E. P. existentes nos arquivos do Estado Maior do Exército, aos meus apontamentos pessoais e àqueles que os meus ex-companheiros do 4.º G. B. A. tiveram a amabilidade de me fornecer.
Aquilo que, de leitura dêle, pudér parecer exagêro, não passa, porém, da expressão do que vi e do que senti."
(Excerto da Introdução)
"O 4.º G. B. A. (4.º Grupo de Batarias de Artilharia) foi uma das unidades portuguesas que mais se distinguiu em França, e, seguramente, aquela que durante mais tempo se manteve na frente de batalha, sempre sem um desfalecimento. Encarregado de escrever uma monografia sôbre a sua acção durante a Grande Guerra, julgo ser dever meu não omitir um único facto que se ligue com a história daquela unidade."
(Excerto do Cap. I, A missão de artilharia em campanha)
Índice:
I - A missão de artilharia em campanha. II - Organização da artilharia de campanha. III - Elnes. IV - Fauquissart. V - As Batarias do 4.º G. B. A. adstritas a outros grupos portugueses: A) - 2.ª Bataria (Cap. Cortez); B) - 3.ª Bataria (Cap. Valdez); C) - 1.ª Bataria (Cap. Simões Pereira). VI - Neuve Chapelle. VII - Colonne-sur-la-Lys. VIII - Vermelles. IX - Acção na Belgica.
Anexos:
I - Recompensas. II - Relação dos oficiais e praças do 4.º G. B. A. mortos durante a campanha. III - Relação dos oficiais e praças do 4.º G. B. A. feridos ou intoxicados por gases durante a campanha.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto. Pequena falha de papel no topo da lombada.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP menciona a obra, "sem informação exemplar".
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19 dezembro, 2018
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08 novembro, 2018
ALMEIDA, Alberto Augusto de - A ARTILHARIA PORTUGUESA NA GRANDE GUERRA (1914-1918). [Pelo] Tenente-Coronel de Artilharia... Prefácio do Ex.ᴹᴼ General Carlos Vidal de Campos Andrada, Director da Arma de Artilharia. Separata da Revista de Artilharia (1967-1968). In-8.º (22,5cm) de 286, [2] p. ; [5] mapas desd. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Obra de referência sobre a intervenção da artilharia portuguesa na Grande Guerra. Trata-se talvez da obra mais completa que sobre este assunto se publicou entre nós.
Ilustrada no texto com fotogravuras, quadros, tabelas e diagramas, e em separado, com os seguintes mapas desdobráveis:
- Zona do Norte da França e da Bélgica onde estiveram as tropas do C. E. P. durante a Grande Guerra (30,5x63cm). Escala: 1/320 000.
- O sector do C. E. P. (22,5x30cm). Escala: 1/100 000.
- Dispositivo da infantaria e da artilharia da 2.ª Divisão no dia 9 de Abril de 1918 : Sectores de Fauquissart - Neuve-Chapelle - Ferme du Bois (40x43cm). Escala: 1/30 000.
- Teatro das operações de Angola (1914-1915) (23x30cm).
- Teatro das operações de Moçambique (1914-1915) (17x22,5cm).
"Na primeira parte do trabalho começa por ser explicado como, em consequência do pedido feito pela França, sem Setembro de 1914, da cedência de algum do nosso material de artilharia de campanha de modelo bastante recente para a época (peça de 7,5 cm em T. R. m/904), o Governo português, de acordo com a opinião do Ministro da Guerra, o General Pereira d'Eça, resolveu não fornecer aquele material sem que fosse guarnecido por artilheiros portugueses; e como o Exército não veria com bons olhos a cooperação de uma só Arma, propôs o envio de uma Divisão. Como esta proposta tivesse sido aceite pelo Governo inglês, começou a ser organizada, em fins de Novembro de 1914, a chamada «Divisão Auxiliar» à França.
Por vários motivos, entre os quais avultam as perturbações internas da natureza política, a organização dessa Divisão parou em Março de 1915, e só depois da declaração de guerra pela Alemanha, em 9 de Março de 1916, é que os respectivos trabalhos voltaram a ter andamento com a criação da chamada «Divisão de Instrução» concentrada em Tancos, da qual nasceu depois o «Corpo Expedicionário Português (C. E. P.)». A seguir indica a organização do C. E. P., em Artilharia, e faz uma descrição do C. E. P. para melhor compreensão dos acontecimentos que ocorreram durante o tempo em que as nossas tropas o ocuparam.
Descreve depois a acção da nossa artilharia ligeira e pesada do C. E. P., desde o início da sua instrução em França e Inglaterra, até ao armistício em 11 de Novembro de 1918.
Por fim é feita a história do Corpo de Artilharia Pesada Independente (C. A. P. I.) destinado a cooperar com o Exército francês, mas que, por vários motivos, acabou por ser fraccionado em 2 Grupos que, depois de receberem instrução do respectivo material inglês, se destinavam a ser incorporados no C. A. P. do C. E. P., o que não chegou a efectivar-se devido ao armistício.
Na segunda parte deste trabalho, descreve-se a acção da nossa artilharia que fez parte das expedições a Angola, Moçambique e Cabo Verde, nas quais se destacou o Regimento de Artilharia de Montanha, que nelas tomou parte muito activa."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
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20 julho, 2018
SANTOS, N. Valdez dos – MANUEL BOCARRO O GRANDE FUNDIDOR. Lisboa,
Comissão de História Militar, 1981. In-4.º (23,5cm) de 138, [4] p. ; il. ; B.1.ª edição.
Importante subsídio sobre Manuel Bocarro, famoso
fundidor de canhões português seiscentista que possuía oficina em Macau, e é considerado
pelos especialistas como “o maior
fundidor de artilharia que Portugal teve”.
Livro ilustrado com fotografias de canhões emblemáticos em página inteira.
Livro ilustrado com fotografias de canhões emblemáticos em página inteira.
"Em 1625, Manuel Tavares Bocarro, filho de Pedro Tavares Bocarro, chefe dos fundidores de Goa, de onde partiu, chegou a Macau para reformular e dirigir uma fundição. A fábrica ficou localizada numa zona designada por Chunambeiro, junto à Fortaleza do Bom Parto e no sopé da colina da Penha. O encontro das técnicas metalúrgicas ocidentais e orientais tornou famosa a oficina tendo produzido inúmeros canhões, sinos e estátuas.
Já em 1635, o cronista António Bocarro, falando de Macau, escrevia: «Este lugar possui uma das melhores fundições de canhões no mundo, quer de bronze, que já tem ha muito ou de ferro, que foi feita por ordem do Vice-rei, Conde de Linhares, e onde é fundida continuamente artilharia para todo o seu Estado (da India), a preço muito razoável»."
Já em 1635, o cronista António Bocarro, falando de Macau, escrevia: «Este lugar possui uma das melhores fundições de canhões no mundo, quer de bronze, que já tem ha muito ou de ferro, que foi feita por ordem do Vice-rei, Conde de Linhares, e onde é fundida continuamente artilharia para todo o seu Estado (da India), a preço muito razoável»."
(Fonte: http://macauantigo.blogspot.com/2017/07/o-canhao-milagre.html)
“Para que a história da vida de Manuel Tavares Bocarro fique
completa não basta pesquisar velhos arquivos na mira de se encontrarem
documentos ainda inéditos. Torna-se necessário, também, conhecer a sua obra,
estudá-la sob os aspectos técnicos e artísticos e, ainda, saber que destino
tiveram os seus canhões, sinos e âncoras – quais os que foram destruídos pelo
tempo e pelos homens, quais os que chegaram aos nossos dias e quais os que
jazem ignorados nas ruínas de algumas fortalezas de outrora ou nos seculares
destroços de velhas naus e galeões."
(Excerto do texto)
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e militar.
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22 janeiro, 2018
VALLE, General Pereira do - ALGUMAS BOCAS DE FOGO NOTÁVEIS NO MUSEU MILITAR DO PORTO. Porto, Delgação do Museu Militar, [196-]. In-4.º (23,5cm) de 16 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre alguns dos canhões que compõem o espólio do Museu Militar do Porto. Após uma breve resenha sobre a história da artilharia, do século XV ao século XIX, o autor passa a apresentar as "mais notáveis bocas de fogo" do referido museu - duas de ferro forjado, duas de bronze e uma de ferro fundido: Falconte; Esmeril; Pelicano; Pedreiro; Lantaca - tudo devidamente documentado com fotografias a p.b. das peças e respectiva descrição técnica e histórica.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e militar.
10€
1.ª edição.
Interessante monografia sobre alguns dos canhões que compõem o espólio do Museu Militar do Porto. Após uma breve resenha sobre a história da artilharia, do século XV ao século XIX, o autor passa a apresentar as "mais notáveis bocas de fogo" do referido museu - duas de ferro forjado, duas de bronze e uma de ferro fundido: Falconte; Esmeril; Pelicano; Pedreiro; Lantaca - tudo devidamente documentado com fotografias a p.b. das peças e respectiva descrição técnica e histórica.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e militar.
10€
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22 abril, 2017
PINTO, Maia - O ESFORÇO MILITAR DE PORTUGAL NOS ÚLTIMOS MESES DA GUERRA (1914-1918). [Por]... (Tenente-coronel de Artilharia). Porto, Manuel Maia Pinto, 1960. In-8.º (19,5cm) de 104, [8] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Livro publicado pelo filho do autor em preito à memória de seu pai. Trata-se de um conjunto de crónicas de Maia Pinto publicadas no jornal republicano "O Norte", no decorrer do ano de 1919, e que dizem respeito à acção do 3.º Grupo de Bateria de Artilharia (G. B. A.), de que foi comandante, em França, durante os últimos meses de 1918.
Ilustrado com um retrato do autor em extratexto.
Edição em tiragem muito reduzida (200 exemplares).
"Quando as tropas portuguesas sofreram o violento embate alemão, em 9 de Abril, estavam em véspera e, pode dizer-se, já em vias de rendição. Creio que nenhuma tropa aliada se conservou tanto tempo seguido na linha como algumas das nossas.
Esta circunstância e a falta de oficiais e graduados tornou necessária a retirada total das nossas forças muito para a retaguarda a fim de se reorganizarem e reconstituírem. O desbarato e as perdas de 9 de Abril mais acentuaram essa necessidade.
Por deslocações sucessivas veio o C. E. P. a concentrar-se em Dévres (1.ª div.) e Samer (2.ª div.) e mais tarde em Ambeleteuse. [...]
Nos vastos areais se organizaram e instalaram os acampamentos de tropas que vinham chegando; os oficiais que puderam alugaram e instalaram-se pelas casas da vila.
Os alemães prosseguiram a sua grande e última ofensiva.
Detida ao norte pela resistência heróica no monte Kemel que lhe cortava o caminho Harzebrouck- Calais, suspensa na nossa antiga frente na altura em que estivera o quartel general do C. E. P. (St. Venant), prosseguia temerosa e inquietante em direcção de Amiens e Paris.
Esse período de dúvidas e ansiedade passaram-no as tropas portuguesas em Ambeleteuse.
Esse período de dúvidas e ansiedade passaram-no as tropas portuguesas em Ambeleteuse.
Para muitos foi um período de desespero vendo esfumar-se, olvidar-se e anular-se todo o nosso esforço, pela inacção absoluta em que nos encontrávamos. Esses sonhavam e esforçavam-se pela reconstituição de qualquer parcela que fosse representar na frente o nome de Portugal.
No meio do desnorteamento e depauperamento moral de Ambeleteuse, um grupo de boas vontades consegue reorganizar a 1.ª divisão portuguesa que via instalar-se na área onde tinham sido organizadas as nossas primeiras forças, antes de seguirem para as linhas, em 1917. Dessa 1.ª divisão fez parte o 3.º G. B. A., unidade que não sofrera as violências do 9 de Abril, por ter, como outros, sido rendida pouco antes daquele dia, mas que tinha já dado demoradas provas na frente."
(excerto do Cap. II, A acção do 3.º G. B. A. depois de 9 de Abril)
Índice:
Biografia. Ao Leitor. I - O esforço militar de Portugal nos últimos meses da guerra. II - A acção do 3.º G. B. A. depois do 9 de Abril. III - Preliminares da marcha. IV - O 3.º G. B. A. nas antigas posições da estrada de La Bassée. V - Nas linhas de Armentières. VI - Em perseguição. VII - A caminho da Bélgica. VIII - A mudança de posição. IX - A propósito de A acção do 3.º G. B. A. Uma carta do Dr. Eduardo Pimenta. X - Ainda o 3.º G. B. A. Respondendo à carta do Dr. Eduardo Pimenta. XI - Ainda a propósito do 3.º G. B. A. Outra carta do Dr. Eduardo Pimenta. Nota final da Redacção.
Carlos Henrique da Silva Maia Pinto (1866-1932). "Foi um oficial de Artilharia do Exército Português e político republicano do período da Primeira República Portuguesa que, entre outras funções de relevo, exerceu os cargos de deputado à Assembleia Nacional Constituinte de 1911, governador civil de Viana do Castelo (1914), ministro das Colónias (1921) e presidente do Ministério (primeiro-ministro), acumulando com a pasta de ministro do Interior (1921).
Nasceu no Porto, filho de Henrique Pinto, juiz da Relação do Porto, e de Carolina Amélia da Silva Maia Pinto. Depois de ter frequentado os estudos secundário no Liceu do Porto, frequentou os estudos preparatórios na Escola Politécnica de Lisboa e ingressou na Escola do Exército em 1886, na qual se formou como oficial de Artilharia no ano de 1892.
Ainda aluno da Escola do Exército já se revelara defensor dos ideais republicanos, participando activamente nas iniciativas da Liga Patriótica do Norte e nas manifestações nacionais de repúdio À cedência portuguesa às exigências do ultimato britânico de Janeiro de 1890.
Já oficial no activo, colocado em unidades militares do Norte de Portugal, entre 1894 e 1897 tomou parte em diversas conjuras fracassadas contra o regime da Monarquia Constitucional Portuguesa que se tentaram organizar naquela região na sequência da Revolta de 31 de Janeiro de 1891. Paralelamente colaborou com diversos periódicos republicanos, com destaque para O Povo, de Viana do Castelo, onde publicou violentos artigos antimonárquicos assinados com as iniciais M. P., mas cuja autoria lhe era já publicamente atribuída. Paralelamente, desenvolveu uma importante acção de propaganda republicana no interior dos quartéis por onde andou, secundado por outros oficiais e por sargentos e praças que com ele alinhavam.
Criou no Regimento de Artilharia n.º 5 um núcleo republicano que após a implantação da República Portuguesa foi instrumental para suster, sob o comando de Carlos da Maia Pinto, uma das tentativas de contra-ofensiva monárquica a partir do Norte.
Nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte que se realizaram em 1911, Carlos Maia Pinto foi eleito deputado, tendo participado nos trabalhos que levaram à aprovação da Constituição Portuguesa de 1911.
Entre 21 de Março e 5 de Setembro de 1914 exerceu as funções de governador civil do Distrito de Viana do Castelo .
No posto de tenente-coronel foi integrado no Corpo Expedicionário Português enviado para França no decurso da Primeira Guerra Mundial, tendo aí comandado uma bataria integrada com forças inglesas e francesas.
Atingiu o posto de Coronel.
A 17 de Maio de 1919 foi feito Comendador da Ordem Militar de Avis; a 28 de Junho de 1919 foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo.
Mantendo-se sempre na ala mais radical do movimento republicano, na sequência da "Noite Sangrenta" de 19 de Outubro de 1921, Maia Pinto, então com o posto de coronel, foi convidado para integrar o governo presidido pelo também coronel Manuel Maria Coelho, para a pasta de ministro das Colónias, mas não chegou a tomar posse. O governo então formado foi efémero, durando apenas 18 dias, tendo pedido a sua demissão a 3 de Novembro. Com a queda do executivo, coube a Maia Pinto assumir as funções de chefe do novo executivo que tomou posse a 5 de Novembro.
Novamente a instabilidade política, e em particular as repercussões do assassinado de Machado Santos, António Granjo e outros republicanos ocorrida na "Noite Sangrenta", que retiravam qualquer resquício de legitimidade ao governo, provocou uma rápida erosão da sua base de apoio e Maia Pinto foi obrigado a demitir-se a 16 de Dezembro, apenas 40 dias depois de ter tomado posse.
A 5 de Outubro de 1922 foi elevado a Grande-Oficial da Ordem Militar de Avis.
Já na situação de reserva e a viver no Porto, em 1925 foi detido por participar num comité de apoio à Revolta de 19 de Julho de 1925, uma tentativa de sublevação com o intento de derrubar o Parlamento e forçar novas eleições, liderada por José Mendes Cabeçadas e Jaime Baptista."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
25€
1.ª edição.
Livro publicado pelo filho do autor em preito à memória de seu pai. Trata-se de um conjunto de crónicas de Maia Pinto publicadas no jornal republicano "O Norte", no decorrer do ano de 1919, e que dizem respeito à acção do 3.º Grupo de Bateria de Artilharia (G. B. A.), de que foi comandante, em França, durante os últimos meses de 1918.
Ilustrado com um retrato do autor em extratexto.
Edição em tiragem muito reduzida (200 exemplares).
"Quando as tropas portuguesas sofreram o violento embate alemão, em 9 de Abril, estavam em véspera e, pode dizer-se, já em vias de rendição. Creio que nenhuma tropa aliada se conservou tanto tempo seguido na linha como algumas das nossas.
Esta circunstância e a falta de oficiais e graduados tornou necessária a retirada total das nossas forças muito para a retaguarda a fim de se reorganizarem e reconstituírem. O desbarato e as perdas de 9 de Abril mais acentuaram essa necessidade.
Por deslocações sucessivas veio o C. E. P. a concentrar-se em Dévres (1.ª div.) e Samer (2.ª div.) e mais tarde em Ambeleteuse. [...]
Nos vastos areais se organizaram e instalaram os acampamentos de tropas que vinham chegando; os oficiais que puderam alugaram e instalaram-se pelas casas da vila.
Os alemães prosseguiram a sua grande e última ofensiva.
Detida ao norte pela resistência heróica no monte Kemel que lhe cortava o caminho Harzebrouck- Calais, suspensa na nossa antiga frente na altura em que estivera o quartel general do C. E. P. (St. Venant), prosseguia temerosa e inquietante em direcção de Amiens e Paris.
Esse período de dúvidas e ansiedade passaram-no as tropas portuguesas em Ambeleteuse.
Esse período de dúvidas e ansiedade passaram-no as tropas portuguesas em Ambeleteuse.
Para muitos foi um período de desespero vendo esfumar-se, olvidar-se e anular-se todo o nosso esforço, pela inacção absoluta em que nos encontrávamos. Esses sonhavam e esforçavam-se pela reconstituição de qualquer parcela que fosse representar na frente o nome de Portugal.
No meio do desnorteamento e depauperamento moral de Ambeleteuse, um grupo de boas vontades consegue reorganizar a 1.ª divisão portuguesa que via instalar-se na área onde tinham sido organizadas as nossas primeiras forças, antes de seguirem para as linhas, em 1917. Dessa 1.ª divisão fez parte o 3.º G. B. A., unidade que não sofrera as violências do 9 de Abril, por ter, como outros, sido rendida pouco antes daquele dia, mas que tinha já dado demoradas provas na frente."
(excerto do Cap. II, A acção do 3.º G. B. A. depois de 9 de Abril)
Índice:
Biografia. Ao Leitor. I - O esforço militar de Portugal nos últimos meses da guerra. II - A acção do 3.º G. B. A. depois do 9 de Abril. III - Preliminares da marcha. IV - O 3.º G. B. A. nas antigas posições da estrada de La Bassée. V - Nas linhas de Armentières. VI - Em perseguição. VII - A caminho da Bélgica. VIII - A mudança de posição. IX - A propósito de A acção do 3.º G. B. A. Uma carta do Dr. Eduardo Pimenta. X - Ainda o 3.º G. B. A. Respondendo à carta do Dr. Eduardo Pimenta. XI - Ainda a propósito do 3.º G. B. A. Outra carta do Dr. Eduardo Pimenta. Nota final da Redacção.
Carlos Henrique da Silva Maia Pinto (1866-1932). "Foi um oficial de Artilharia do Exército Português e político republicano do período da Primeira República Portuguesa que, entre outras funções de relevo, exerceu os cargos de deputado à Assembleia Nacional Constituinte de 1911, governador civil de Viana do Castelo (1914), ministro das Colónias (1921) e presidente do Ministério (primeiro-ministro), acumulando com a pasta de ministro do Interior (1921).
Nasceu no Porto, filho de Henrique Pinto, juiz da Relação do Porto, e de Carolina Amélia da Silva Maia Pinto. Depois de ter frequentado os estudos secundário no Liceu do Porto, frequentou os estudos preparatórios na Escola Politécnica de Lisboa e ingressou na Escola do Exército em 1886, na qual se formou como oficial de Artilharia no ano de 1892.
Ainda aluno da Escola do Exército já se revelara defensor dos ideais republicanos, participando activamente nas iniciativas da Liga Patriótica do Norte e nas manifestações nacionais de repúdio À cedência portuguesa às exigências do ultimato britânico de Janeiro de 1890.
Já oficial no activo, colocado em unidades militares do Norte de Portugal, entre 1894 e 1897 tomou parte em diversas conjuras fracassadas contra o regime da Monarquia Constitucional Portuguesa que se tentaram organizar naquela região na sequência da Revolta de 31 de Janeiro de 1891. Paralelamente colaborou com diversos periódicos republicanos, com destaque para O Povo, de Viana do Castelo, onde publicou violentos artigos antimonárquicos assinados com as iniciais M. P., mas cuja autoria lhe era já publicamente atribuída. Paralelamente, desenvolveu uma importante acção de propaganda republicana no interior dos quartéis por onde andou, secundado por outros oficiais e por sargentos e praças que com ele alinhavam.
Criou no Regimento de Artilharia n.º 5 um núcleo republicano que após a implantação da República Portuguesa foi instrumental para suster, sob o comando de Carlos da Maia Pinto, uma das tentativas de contra-ofensiva monárquica a partir do Norte.
Nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte que se realizaram em 1911, Carlos Maia Pinto foi eleito deputado, tendo participado nos trabalhos que levaram à aprovação da Constituição Portuguesa de 1911.
Entre 21 de Março e 5 de Setembro de 1914 exerceu as funções de governador civil do Distrito de Viana do Castelo .
No posto de tenente-coronel foi integrado no Corpo Expedicionário Português enviado para França no decurso da Primeira Guerra Mundial, tendo aí comandado uma bataria integrada com forças inglesas e francesas.
Atingiu o posto de Coronel.
A 17 de Maio de 1919 foi feito Comendador da Ordem Militar de Avis; a 28 de Junho de 1919 foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo.
Mantendo-se sempre na ala mais radical do movimento republicano, na sequência da "Noite Sangrenta" de 19 de Outubro de 1921, Maia Pinto, então com o posto de coronel, foi convidado para integrar o governo presidido pelo também coronel Manuel Maria Coelho, para a pasta de ministro das Colónias, mas não chegou a tomar posse. O governo então formado foi efémero, durando apenas 18 dias, tendo pedido a sua demissão a 3 de Novembro. Com a queda do executivo, coube a Maia Pinto assumir as funções de chefe do novo executivo que tomou posse a 5 de Novembro.
Novamente a instabilidade política, e em particular as repercussões do assassinado de Machado Santos, António Granjo e outros republicanos ocorrida na "Noite Sangrenta", que retiravam qualquer resquício de legitimidade ao governo, provocou uma rápida erosão da sua base de apoio e Maia Pinto foi obrigado a demitir-se a 16 de Dezembro, apenas 40 dias depois de ter tomado posse.
A 5 de Outubro de 1922 foi elevado a Grande-Oficial da Ordem Militar de Avis.
Já na situação de reserva e a viver no Porto, em 1925 foi detido por participar num comité de apoio à Revolta de 19 de Julho de 1925, uma tentativa de sublevação com o intento de derrubar o Parlamento e forçar novas eleições, liderada por José Mendes Cabeçadas e Jaime Baptista."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
25€
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*PINTO (Maia),
1ª E D I Ç Ã O,
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História de Portugal,
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28 março, 2017
AOS MUTILADOS DE SACAVEM. Os Officiaes do seu Regimento. Lisboa, Lithographia Guedes : Typographia Castro Irmão, 1886. In-4.º (24,5cm) de 16 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Bonita peça bordaliana. Opúsculo publicado pelos oficiais do 4.º Regimento de Artilharia a título de solidariedade, e em favor de dois camaradas feridos num acidente ocorrido em Maio de 1886 que os deixariam estropiados.
Obra belissimamente ilustrada ao longo de todas as páginas de texto por Rafael Bordalo Pinheiro. As capas são também da sua responsabilidade.
Emprestaram a sua colaboração, através de textos em poesia e em prosa, algumas conhecidas figuras do meio literário da época, entre outros, Tomás Ribeiro, José Ferreira da Cunha Júnior, Rodrigues da Costa, Zeferino Brandão e Assis de Carvalho. Inclui o resumo cronológico do 4.º Regimento de Artilharia
"E um grande heroismo a obediencia; e quanto maior em tempos, em que tão grandiosa se ostenta a liberdade humana!
Pois não é essa obediencia, ás vezes mais sublime que o commando, a que faz os maiores heroes - aquelles que não sabem que o são? Não é ella quem faz sorrir dos perigos? Não é ella quem idealisa o dever?
Foi a patria buscal-os - a esses infelizes soldados - aos enlevos das aves da aldeia, aos canticos das alvoradas campesinas. Mandou-os servir, sem consciencia do dia de amanhã, nas fileiras dos regimentos, que repousam agora indifferentes sobre as tradições de gloriosas batalhas, mas que podem, n'um dia de provação, ter que honrar esta terra, esta bandeira, este nome, que as nações repetem com enthusiamo ao lerem a epopeia da civilisação ou a historia da redempção humana."
(excerto de A odediencia, Rodrigues da Costa)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
40€
1.ª edição.
Bonita peça bordaliana. Opúsculo publicado pelos oficiais do 4.º Regimento de Artilharia a título de solidariedade, e em favor de dois camaradas feridos num acidente ocorrido em Maio de 1886 que os deixariam estropiados.
Obra belissimamente ilustrada ao longo de todas as páginas de texto por Rafael Bordalo Pinheiro. As capas são também da sua responsabilidade.
Emprestaram a sua colaboração, através de textos em poesia e em prosa, algumas conhecidas figuras do meio literário da época, entre outros, Tomás Ribeiro, José Ferreira da Cunha Júnior, Rodrigues da Costa, Zeferino Brandão e Assis de Carvalho. Inclui o resumo cronológico do 4.º Regimento de Artilharia
"E um grande heroismo a obediencia; e quanto maior em tempos, em que tão grandiosa se ostenta a liberdade humana!
Pois não é essa obediencia, ás vezes mais sublime que o commando, a que faz os maiores heroes - aquelles que não sabem que o são? Não é ella quem faz sorrir dos perigos? Não é ella quem idealisa o dever?
Foi a patria buscal-os - a esses infelizes soldados - aos enlevos das aves da aldeia, aos canticos das alvoradas campesinas. Mandou-os servir, sem consciencia do dia de amanhã, nas fileiras dos regimentos, que repousam agora indifferentes sobre as tradições de gloriosas batalhas, mas que podem, n'um dia de provação, ter que honrar esta terra, esta bandeira, este nome, que as nações repetem com enthusiamo ao lerem a epopeia da civilisação ou a historia da redempção humana."
(excerto de A odediencia, Rodrigues da Costa)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
40€
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Rafael Bordalo Pinheiro
05 dezembro, 2016
CORPS D'ARTILLERIE LOURDE PORTUGAIS : C. A. L. P. - Materiaes de escorregamento sobre o reparo. Plataformas, pontarias e tiro. 1917. [S.l.], [s.n.], 1917. In-8.º (17,5cm) de [4], 181, [3] p. ; il. ; B.
Manual de instruções manuscrito elaborado pelo C. A. L. P., policopiado, e distribuído ao Corpo de Artilharia portuguesa estacionado em França.
O presente exemplar ostenta o carimbo de posse do «3.º GROUPE : 9.ª BATTERIE * C. A. L. P.», com a indicação manuscrita na parte superior da capa 'Archivo da 9ª bateria'.
Muito ilustrado com fórmulas matemáticas, quadros e desenhos esquemáticos nas páginas de texto.
"O Corpo de Artilharia encontrava-se organizado de forma independente ao Corpo Expedicionário Português (CEP) e esteve estabelecida em diversos locais, incluindo outras frentes de combate. Cooperaram directamente com os aliados, tendo recebido com frequência referências elogiosas relativamente à capacidade de acção e ao valor técnico dos oficiais e praças de artilharia.
Foi a França que solicitou a Portugal, em 26 de Dezembro de 1916, a cedência de artilharia portuguesa para o "front", como auxílio directo de Portugal à França. Não existindo a vontade de ceder o nosso material de artilharia pesada, após conversações, foi contraposto à França a cedência de "pessoal de artilharia para constituir no front francês, 25 batarias de artilharia pesada" que ficariam sob as ordens do Exército Francês e independentes das Divisões Portuguesas que cooperavam com o Exército Britânico. Para tal o Governo Português recrutou pessoal do exército e algum da marinha de guerra, e colocou no comando do Corpo de Artilharia o Coronel João Clímaco Homem Teles. A 10 de Maio partiram os primeiros oficiais e praças para França, para preparar o aquartelamento e administrativamente a chegada dos artilheiros.
O acordo entre o Governo Português e o Governo Francês, "Convenção Militar para o Emprego de forças Portuguesas de Artilharia Pesada na Linha Francesa de Operações em França" foi assinada pelo Ministro da Guerra Português Norton de Matos e o Ministro da Guerra Francês Paul Painlevé, em 17 de Maio de 1917.
Este acordo deu origem ao Corpo de Artilharia Pesada Independente (C.A.P.I.), que foi inicialmente organizado com 10 batarias. A composição inicial compunha-se de 1 coronel, 4 majores (para comandar os grupos de batarias), 8 capitães, 5 tenentes e alferes e 10 sargentos. Três dos majores ficaram a comandar 3 grupos tácticos a três batarias e um major a comandar o depósito.
A 15 de Janeiro de 1918, o efectivo do Corpo de Artilharia portuguesa passou a ser de 70 oficiais e 1.569 praças.
Em 4 de Novembro de 1917, o Corpo de Artilharia já estava dotado do material ferroviário de combate, abastecimento e de alojamento e a área de aquartelamento concluídos. Pronto para combate, o Corpo de Artilharia Pesada Independente, passou a ser denominado pelo exército francês como: "Corps Artillerie Lourde Portugais", (C.A.L.P.).
Em Abril de 1918, após a redução orgânica do C.A.P.I., para um grupo misto e uma bataria de depósito, passou a contar com um efectivo de 38 oficiais e 553 praças ao serviço da França.
Em Ordem de Serviço do CEP, de 10 de Novembro de 1918, foi publicado que o C.A.P.I. seria extinto em 30 de Novembro do mesmo mês e que as suas batarias seriam deixadas em França. O pessoal do Corpo ficou acantonado em Crecques, onde trabalhou no arrasamento de trincheiras e remoção de arame farpado até Março de 1919. A 3 de Abril de 1919 o Corpo de Artilharia foi para Cherbuourg, onde embarcou no vapor inglês "N.W. Miller", que o repatriou."
(Fonte: http://www.momentosdehistoria.com/MH_05_03_02_Exercito.htm)
Matérias:
Primeira Parte - Generalidades sobre a construção dos ramaes de tiro
- Operações topograficas relativas ao levantamento dos ramaes de tiro: I. Estação no centro: a) Determinação do raio e da posição do centro; b) Graduação do rail exterior; c) Coordenadas do centro; d) Orientação d'uma direcção referencia e do levantamento dos ramal de tiro; e) Construção grafica. II. Estação fora do centro: a) Coordenadas do ponto de estação; b) Determinação do raio; c) Graduação do rail exterior; d) Orientação d'uma direção referencia e do levantamento dos ramaes de tiro; e) Construção grafica e determinação das coordenadas do centro. - Emprego d'uma fração de jogo de vigotas. - Mudança de objectivo.
Segunda Parte - Pontarias e correções de tiro
- Regras para a execução da pontaria em direcção. - Methodos para a execução da pontaria em direcção. - Pontaria em direção: Pratica das reguas. Pratica dos diversos methodos de pontaria.- Correções a considerar para a execução de tiro: 1.º Correção do vento; 2.º Correção da inclinação do eixo dos munhões; 3.º Correção do movimento de rotação da terra (1.ª Correcção do angulo de sitio; 2.ª Correcção do vento; 3.ª Correção devida á variação de densidade do ar; 4.ª Correção devida á variação po peso de projectil; 5.ª Correção devida á variação da velocidade inicial; 6.ª Correção devida á falta de paralelismo entre a meza do quadrante e o eixo da boca de fogo; 7.ª Correção devida ao regimen da boca de fogo; 8.ª Correção devida ao deslocamento da peça sobre o ramal de tiro; 9.ª Correção devida á curvatura da terra; 10.ª Correção devida ao movimento de rotação da terra.).
Terceira Parte - Regras, mecanismo e regulação de tiro
- Regras para a execução do tiro. - Tiro por salvas. - Tiro de rajadas. - Repartição do tiro e mudança d'objectivo. - Regulação do tiro. Tiro sobre alvo auxiliar. - Transporte de tiro. - Tiro de noute. - Folha rectificativa á 2.ª Parte.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
Indisponível
Manual de instruções manuscrito elaborado pelo C. A. L. P., policopiado, e distribuído ao Corpo de Artilharia portuguesa estacionado em França.
O presente exemplar ostenta o carimbo de posse do «3.º GROUPE : 9.ª BATTERIE * C. A. L. P.», com a indicação manuscrita na parte superior da capa 'Archivo da 9ª bateria'.
Muito ilustrado com fórmulas matemáticas, quadros e desenhos esquemáticos nas páginas de texto.
"O Corpo de Artilharia encontrava-se organizado de forma independente ao Corpo Expedicionário Português (CEP) e esteve estabelecida em diversos locais, incluindo outras frentes de combate. Cooperaram directamente com os aliados, tendo recebido com frequência referências elogiosas relativamente à capacidade de acção e ao valor técnico dos oficiais e praças de artilharia.
Foi a França que solicitou a Portugal, em 26 de Dezembro de 1916, a cedência de artilharia portuguesa para o "front", como auxílio directo de Portugal à França. Não existindo a vontade de ceder o nosso material de artilharia pesada, após conversações, foi contraposto à França a cedência de "pessoal de artilharia para constituir no front francês, 25 batarias de artilharia pesada" que ficariam sob as ordens do Exército Francês e independentes das Divisões Portuguesas que cooperavam com o Exército Britânico. Para tal o Governo Português recrutou pessoal do exército e algum da marinha de guerra, e colocou no comando do Corpo de Artilharia o Coronel João Clímaco Homem Teles. A 10 de Maio partiram os primeiros oficiais e praças para França, para preparar o aquartelamento e administrativamente a chegada dos artilheiros.
O acordo entre o Governo Português e o Governo Francês, "Convenção Militar para o Emprego de forças Portuguesas de Artilharia Pesada na Linha Francesa de Operações em França" foi assinada pelo Ministro da Guerra Português Norton de Matos e o Ministro da Guerra Francês Paul Painlevé, em 17 de Maio de 1917.
Este acordo deu origem ao Corpo de Artilharia Pesada Independente (C.A.P.I.), que foi inicialmente organizado com 10 batarias. A composição inicial compunha-se de 1 coronel, 4 majores (para comandar os grupos de batarias), 8 capitães, 5 tenentes e alferes e 10 sargentos. Três dos majores ficaram a comandar 3 grupos tácticos a três batarias e um major a comandar o depósito.
A 15 de Janeiro de 1918, o efectivo do Corpo de Artilharia portuguesa passou a ser de 70 oficiais e 1.569 praças.
Em 4 de Novembro de 1917, o Corpo de Artilharia já estava dotado do material ferroviário de combate, abastecimento e de alojamento e a área de aquartelamento concluídos. Pronto para combate, o Corpo de Artilharia Pesada Independente, passou a ser denominado pelo exército francês como: "Corps Artillerie Lourde Portugais", (C.A.L.P.).
Em Abril de 1918, após a redução orgânica do C.A.P.I., para um grupo misto e uma bataria de depósito, passou a contar com um efectivo de 38 oficiais e 553 praças ao serviço da França.
Em Ordem de Serviço do CEP, de 10 de Novembro de 1918, foi publicado que o C.A.P.I. seria extinto em 30 de Novembro do mesmo mês e que as suas batarias seriam deixadas em França. O pessoal do Corpo ficou acantonado em Crecques, onde trabalhou no arrasamento de trincheiras e remoção de arame farpado até Março de 1919. A 3 de Abril de 1919 o Corpo de Artilharia foi para Cherbuourg, onde embarcou no vapor inglês "N.W. Miller", que o repatriou."
(Fonte: http://www.momentosdehistoria.com/MH_05_03_02_Exercito.htm)
Matérias:
Primeira Parte - Generalidades sobre a construção dos ramaes de tiro
- Operações topograficas relativas ao levantamento dos ramaes de tiro: I. Estação no centro: a) Determinação do raio e da posição do centro; b) Graduação do rail exterior; c) Coordenadas do centro; d) Orientação d'uma direcção referencia e do levantamento dos ramal de tiro; e) Construção grafica. II. Estação fora do centro: a) Coordenadas do ponto de estação; b) Determinação do raio; c) Graduação do rail exterior; d) Orientação d'uma direção referencia e do levantamento dos ramaes de tiro; e) Construção grafica e determinação das coordenadas do centro. - Emprego d'uma fração de jogo de vigotas. - Mudança de objectivo.
Segunda Parte - Pontarias e correções de tiro
- Regras para a execução da pontaria em direcção. - Methodos para a execução da pontaria em direcção. - Pontaria em direção: Pratica das reguas. Pratica dos diversos methodos de pontaria.- Correções a considerar para a execução de tiro: 1.º Correção do vento; 2.º Correção da inclinação do eixo dos munhões; 3.º Correção do movimento de rotação da terra (1.ª Correcção do angulo de sitio; 2.ª Correcção do vento; 3.ª Correção devida á variação de densidade do ar; 4.ª Correção devida á variação po peso de projectil; 5.ª Correção devida á variação da velocidade inicial; 6.ª Correção devida á falta de paralelismo entre a meza do quadrante e o eixo da boca de fogo; 7.ª Correção devida ao regimen da boca de fogo; 8.ª Correção devida ao deslocamento da peça sobre o ramal de tiro; 9.ª Correção devida á curvatura da terra; 10.ª Correção devida ao movimento de rotação da terra.).
Terceira Parte - Regras, mecanismo e regulação de tiro
- Regras para a execução do tiro. - Tiro por salvas. - Tiro de rajadas. - Repartição do tiro e mudança d'objectivo. - Regulação do tiro. Tiro sobre alvo auxiliar. - Transporte de tiro. - Tiro de noute. - Folha rectificativa á 2.ª Parte.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
Indisponível
17 junho, 2016
LOPES, David & PEREIRA, F. M. Esteves - A PEÇA DE DIU. Memoria destinada á X Sessão do Congresso Internacional dos Orientalistas. Por... Sociedade de Geographia de Lisboa. Lisboa, Imprensa Nacional, 1892. In-4.º (25cm) de [4], 18 p. ; [2] desd. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com duas litografias desdobráveis extratexto:
- A Peça de Diu (Alçado e Planta). Escala 1:20.
- Inscrições em caracteres arábicos reproduzidos da parte superior da bolada da Peça.
A Peça de Diu, também conhecida por «Tiro de Diu», é um impressionante canhão em bronze do século XVI com cerca de 6m de comprimento e um peso aproximado de 20 toneladas. Fundido em 1533, pertenceu a Bahâdur, sultão de Cambaia, tendo sido encontrado pelos portugueses, nos armazéns da cidade de Diu, durante a sua ocupação.
"Tem de comprimento 27 palmos e 3 pollegadas: a sua circumferencia na culatra é de 9 palmos e 9 pollegadas, e na parte mais grossa da moldura da bôca 7 palmos e 7 pollegadas. Póde levar balas de ferro de 110 arrateis, tendo de diametro na bôca 8 pollegadas e 8 linhas. A sua materia é uma liga de cobre e estanho: vê-se que não foi torneada depois de fundida, porque apresenta vestigios da fôrma; porém a fundição está excellentemente feita. Esta peça foi achada pelos portuguezes em Diu, quando tomaram posse da cidade, tendo morto o sultão Badur. Eis o que a este respeito diz o historiador João de Barros no livro 8.º da sua 4.ª Decada.
"Os artilharia assi dos navios, como dos almazens, era de grande numero de peças de metal mui grandes, em que havia tres basiliscos de admiravel grandesa, dos quaes um que fôra do Sultão de Babylonia, que Rumechan trouxe quando veio a Dio, por ser peça notavel, Nuno da Cunha mandou a el-rei a Portugal, e as peças de ferro eram sem numero, e dellas mui fermosas e grandes."
Segundo uma nota de João Baptista Lavanha, editor da 4.ª Decada de Barros, este basilisco estava no castello de Lisboa, em tempo dos Philippes. Murphy, na viagem a Portugal, refere que estando para se fundir a estatua equeste d'elrey D. José, fôra esta peça trazida com outras, para ser derretida: mas que um embaixador de Tunes, então residente em Lisboa, vendo-a, fizera notar ao interprete, Fr. João de Sousa, a inscripção arabe que está sobre a peça, e que assim foi salva e depositada no arsenal do exercito, onde hoje está."
(fonte: O Panorama, Vol. I - 24 Junho, 1837)
"A bocca de fogo, conhecida pelo nome de Peça de Diu, que actualmente está depositada no pateo do Museu do Commando Geral de Artilharia com o n.º 18, é um basilisco segundo a antiga denominação, e segundo a moderna nomenclatura é classificada como peça de sitio e de praça. [...]
A peça é de carregamento pela bocca, e pode arremessar balas de ferro de 110 libras (50 kilogrammas).
Esta peça, formada de uma liga de cobre e estanho, está bem fundida; mas não foi depois torneada, conservando ainda as escabrosidades da fôrma. Proximo da extremidade anterior do refôrço a peça tem dois munhões, que entram em uma caixa de forma especial, e permittem dar inclinação ao eixo da peça no plano vertical."
(excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
1.ª edição.
Ilustrada com duas litografias desdobráveis extratexto:
- A Peça de Diu (Alçado e Planta). Escala 1:20.
- Inscrições em caracteres arábicos reproduzidos da parte superior da bolada da Peça.
A Peça de Diu, também conhecida por «Tiro de Diu», é um impressionante canhão em bronze do século XVI com cerca de 6m de comprimento e um peso aproximado de 20 toneladas. Fundido em 1533, pertenceu a Bahâdur, sultão de Cambaia, tendo sido encontrado pelos portugueses, nos armazéns da cidade de Diu, durante a sua ocupação.
"Tem de comprimento 27 palmos e 3 pollegadas: a sua circumferencia na culatra é de 9 palmos e 9 pollegadas, e na parte mais grossa da moldura da bôca 7 palmos e 7 pollegadas. Póde levar balas de ferro de 110 arrateis, tendo de diametro na bôca 8 pollegadas e 8 linhas. A sua materia é uma liga de cobre e estanho: vê-se que não foi torneada depois de fundida, porque apresenta vestigios da fôrma; porém a fundição está excellentemente feita. Esta peça foi achada pelos portuguezes em Diu, quando tomaram posse da cidade, tendo morto o sultão Badur. Eis o que a este respeito diz o historiador João de Barros no livro 8.º da sua 4.ª Decada.
"Os artilharia assi dos navios, como dos almazens, era de grande numero de peças de metal mui grandes, em que havia tres basiliscos de admiravel grandesa, dos quaes um que fôra do Sultão de Babylonia, que Rumechan trouxe quando veio a Dio, por ser peça notavel, Nuno da Cunha mandou a el-rei a Portugal, e as peças de ferro eram sem numero, e dellas mui fermosas e grandes."
Segundo uma nota de João Baptista Lavanha, editor da 4.ª Decada de Barros, este basilisco estava no castello de Lisboa, em tempo dos Philippes. Murphy, na viagem a Portugal, refere que estando para se fundir a estatua equeste d'elrey D. José, fôra esta peça trazida com outras, para ser derretida: mas que um embaixador de Tunes, então residente em Lisboa, vendo-a, fizera notar ao interprete, Fr. João de Sousa, a inscripção arabe que está sobre a peça, e que assim foi salva e depositada no arsenal do exercito, onde hoje está."
(fonte: O Panorama, Vol. I - 24 Junho, 1837)
"A bocca de fogo, conhecida pelo nome de Peça de Diu, que actualmente está depositada no pateo do Museu do Commando Geral de Artilharia com o n.º 18, é um basilisco segundo a antiga denominação, e segundo a moderna nomenclatura é classificada como peça de sitio e de praça. [...]
A peça é de carregamento pela bocca, e pode arremessar balas de ferro de 110 libras (50 kilogrammas).
Esta peça, formada de uma liga de cobre e estanho, está bem fundida; mas não foi depois torneada, conservando ainda as escabrosidades da fôrma. Proximo da extremidade anterior do refôrço a peça tem dois munhões, que entram em uma caixa de forma especial, e permittem dar inclinação ao eixo da peça no plano vertical."
(excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
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*LOPES (David),
*PEREIRA (F. M. Esteves),
1ª E D I Ç Ã O,
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