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29 setembro, 2018

ENTRE MORTOS. Carta inedita de Mouzinho de Albuquerque a Sua Alteza o Principe Real D. Luiz de Bragança. [Prefácio de Luís Gaivão]. Lisboa, Typographia "A Editora", 1908. In-4.º (25,5cm) de 14, [2] p. ; [12] p. fac-sim. ; B.
1.ª edição.
Oferta manuscrita (do prefaciador?) na f. rosto ao General Miguel Vaz Guedes Bacelar.
Inclui fac-símile da carta manuscrita de Mouzinho de Albuquerque para D. Luís Filipe, que pelas circunstâncias que rodearam as duas figuras, nunca viria a ser enviada. O primeiro, militar de prestígio, cometeu suicídio em 1902. O segundo, príncipe herdeiro da coroa portuguesa, seria assassinado no Terreiro do Paço em 1908, acto que ditaria o princípio do fim da monarquia em Portugal.
"Entre os papeis contidos na pasta relativa [a um livro projectado por Mouzinho sobre Moçambique] encontrava-se uma carta-dedicatoria a Sua Alteza o Principe D. Luiz Filippe, carta em que o Aio descreve ao seu Real Pupilo, com um enthusiasmo em que se vê palpitar a maior paixão da sual alma, o perfil ideal do Rei Soldado, nos grandes traços moraes da coragem, da firmeza, da abnegação e do sacrificio.
Era uma dedicatoria, mas era sobretudo uma licção. Offerecendo-lhe o livro em que narrava os ultimos factos que no meio da decadencia da patria, evidenciavam a persistencia das virtudes fundamentaes do soldado portuguez, Mouzinho apresentava ao Principe esse modelo humilde do soldado que, n'essa humildade, encerra as duas qualidades primarias do homem d'acção - saber mandar e saber obedecer."
(Excerto do prefácio)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capa com pequenos rasgões e falhas de papel nos cantos superiores.
Invulgar.
10€

02 agosto, 2018

COSTA-SACADURA, Professor - A OBRA DA A. N. AOS TUBERCULOSOS E A RAINHA D. AMÉLIA. Através de algumas cartas inéditas. [Pelo]... Da Academia das Ciências. Lisboa, [s.n. - Tip. Silvas, Lisboa], 1949. In-4.º (23cm) de 33, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Deste opúsculo fez-se uma tiragem especial de cem exemplares, exclusivamente destinados a ofertas. [N.º 90]. Valorizado pelo autógrafo do autor.
Livro ilustrado com os retratos da Rainha D. Amélia, D. Maria Brandão Palha e do Cardeal D. Américo, bispo do Porto, cada qual em página inteira. Contém ainda numa outra página os retratos dos ilustres membros da Comissão técnica da A. N. T. (8).
"Se entre muitas outras excelsas virtudes que exornam o carácter da Senhora D. Amélia de Orleans e Bragança mais não houvesse do que as que se referem às obras de assistência que criou em Portugal, estas sobrariam para a impôr à gratidão de todos os portugueses, e mais que a todos aos humildes que tanto protegeu e que eternamente a elegeram Rainha do seu coração.
Essas suas três criações admiráveis que aí perduram o testemunham bem alto e claro - a Assistência Nacional aos Tuberculosos, o Instituto Bacteriológico Câmara Pestana e o Dispensário de Alcântara."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta rasgão no canto inferior direito sem perda de papel.
Raro.
Indisponível

05 junho, 2018

PARA A HISTORIA DO CORPO EXPEDICIONARIO PORTUGUÊS. Transcrição do diario lisbonense O MUNDO, de 9 de Fevereiro de 1924. Macau, 9 de Abril de 1924. Macau, Imprensa Nacional, 1924. In-8.º (13x22cm) de [2], 32, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Capa assinada por Francisco Valença, com a inscrição no pé: «ASSIM SE HONRA A PÁTRIA!».
Resposta de Paul von Hindenburg ao reparo que o capitão Nuno Antunes fez ao Marechal alemão, a propósito das considerações pouco abonatórias sobre o exército português perante o ataque alemão, na batalha de La Lys, que este último incluiu no seu livro de memórias.
Contém reproduzida a correspondência dos dois militares.

"O sr. capitão de artelharia de campanha Nuno Antunes que foi oficial do C. E. P., impressionado pelas referências injustas que o marechal Hindenburg fazia nas suas Memórias à acção do exército português no combate de 9 de Abril, escreveu ao generalíssimo alemão uma carta rebatendo tais afirmações. O marechal Hindenburg respondeu prontamente rectificando-as da maneira mais satisfatória para a honra do nosso exército. Conseguimos obter por intermédio de um amigo comum, que também fez parte do C. E. P., a carta do oficial português e a resposta de Hindenburg."
(Excerto do preâmbulo)
“Os factos narrados no meu livro baseiam-se nos depoimentos de um oficial inglês prisioneiro e nas informações dadas por oficiaes alemães que tinham tomado parte no combate. As investigações, a que desde então se tem procedido, dão, porém, um juizo diferente do comportamento das tropas portuguesas, e não tenho duvida em declarar o seguinte: No meu livro «Aus meinem Leben», acha-se, na narração da batalha do Lys o seguinte período:
«As tropas portuguesas, na sua maior parte, retiraram-se do campo de batalha em uma fuga desordenada, renunciando definitivamente ao combate a favor dos seus aliados».
Conforme fui informado, esta redacção deve ser modificada. O assalto dos alemães encontrou os portugueses em uma posição pouco favorável, e o progresso do ataque alemão foi mais favorecido por êste facto, do que por culpa da tropa. Considerando-se as circunstâncias difíceis, a tropa, tanto o oficial como o soldado, bateram-se valentemente. Nas edições novas do meu livro far-se há igualmente a correspondente rectificação.”

(Excerto da carta de Hindenburg, Hannover, 19 de Janeiro 1924)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.

Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

17 março, 2018

HINO, Ashihei - GUERRA E SOLDADO. Diario de um combatente japonês. Tradução de Jayme Barcellos. São Paulo, [s.n.], 1941. In-8.º (22cm) de 463, [5] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada com mapas em pagina inteira.
Relato do primeiro ano da 2.ª Guerra Sino-Japonesa (Outubro de 1937 - Outubro de 1938) por um combatente nipónico, na sua maioria, em forma de cartas dirigidas ao seu irmão mais novo.
"A guerra sino-japonesa, que ocorreu entre 1937 e 1945, é um dos episódios da Segunda Guerra Mundial mais esquecidos da história. Depois da invasão do nordeste da China pelos japoneses, em 1931, a guerra eclodiu em 1937 entre o exército nipónico e os nacionalistas e comunistas chineses, que se uniram para combater o inimigo comum.
Durante 4 anos a China lutou sozinha contra um inimigo moderno, que pretendia conquistar em três meses o império rival desgastado por um século de conflitos internos.
Os chineses pagaram um preço muito alto. Dos 60 milhões de mortos, registados durante a 2.ª Guerra Mundial, 20 milhões eram chineses."
(Fonte: pt.euronews.com)
"Amanhecia já, mas a neblina continuava densa. Não obstante, quasi inesperadamente, distinguimos a orla do oceano, arvores e uma torre de ferro. Balas zuniram deante de nós. Até então só pensavamos em nossos pobres pés. Nesse instante, esqueci tudo, caí, na lama, de bruços. Todos me imitaram. Entretanto, o fogo inimigo aumentava. Deliberamos então ficar onde estavamos; marcharmos sem nenhuma protecção seria expormo-nos a um desastre certo. Contudo, passado algum tempo, calámos baionetas e avançamos, cobrindo as setecentas jardas que nos separavam da praia."
(Excerto Cap. V, Em certo navio - 5 de Novembro)
Encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

09 dezembro, 2017

PIMENTA, Alfredo - CARTAS POLITICAS DE SUA MAGESTADE EL-REI O SENHOR DOM MANUEL II. Colligidas por... Com um prefacio de «um monarchico». Lisboa, [Centro Typographico Colonial] - depositaria - Portugalia, 1922. In-4.º (23cm) de [2], 47, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de cartas de D. Manuel II dirigida a diversas personalidades, datadas de 1909 até 1920, onde são abordados, entre outros temas, o clima social vivido antes da revolução de Outubro, o período pós-revolucionário, a conflagração europeia e a assinatura do armistício.
"As Suas cartas teem uma lucidez que encanta, e affirmam uma profundidade de pensamento que impressiona. Nem rethoricas, nem banais. São cartas de um Rei que pensa, e conhece muito bem a responsabilidade da Sua missão. Rei de Portugal, para Elle só ha portuguezes. No dia em que mataram Miguel Bombarda, havia assignatura. El-Rei estava á Sua Secretária, assignando os diplomas do Estado. Nisto, entra um official ás ordens, e dá a noticia, empregando, para definir o assassinado, uma expressão depreciativa. El- Rei poisou a pena, ergueu os olhos do diploma que acabara de assignar, e observou: «porque chama isso ao Bombarda? porque é republicano? Não é razão. Todos têem o direito de ser o que quizerem..."
(excerto do prefácio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas, ligeiramente oxidadas. Assinatura de posse na capa.
Raro.
Com interesse histórico.
10€

23 outubro, 2017

A INTERVENÇÃO OU DOCUMENTOS HISTORICOS Relativos á interferencia armada de França, Hespanha, e Inglaterra nos negocios internos de Portugal em 1847. Lisboa, Typographia de Borges, 1848. In-8.º (21cm) de [4], 162 p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de documentação relevante sobre a Patuleia, guerra civil portuguesa entre Cartistas e Setembristas, que teve a duração de aproximadamente oito meses, conhecendo o seu epílogo em 30 de Junho de 1847, com a Convenção de Gramido. Esta guerra deu sequência à Revolução da Maria da Fonte (Maio de 1846) e ao golpe palaciano conhecido por Emboscada, ocorrido alguns meses depois, a 6 de Outubro de 1846. O desfecho da Patuleia só foi possível após a intervenção estrangeira protagonizada pelos países que constituíam a Quádrupla Aliança que desequilibraram os pratos da balança em favor dos Cartistas, partidários de D. Maria II. O compilador deste livrinho terá sido o editor, Joaquim Ribeiro de Faria Guimarães, conhecido empresário do Porto, e proprietário de uma tipografia.
"O Editor da Intervenção vendo um opusculo, que o Ex.ᵐᵒ Sr. Conde das Antas publicou, com  o titulo - Correspondencia entre o Conde das Antas e os Ministros Plenipotenciarios e outros Agentes das Potencias signatarias do Protocolo de 31 de Maio de 1847, acompanhado de varios actos officiaes da Junta Provisoria do Governo Supremo do Reino no Porto, e outros documentos, - o qual distribuiu pelos seus amigos; sollicitou, e obteve, de S. Ex.ª a permissão de transcrever a dita Correspondencia n'esta obra, que d'esta maneira se torna interessantissima, e digna de ser lida por todos os Portuguezes que devidamente apreciarem a liberdade da sua patria; não só por se convencerem da veracidade de certos factos, que, sendo adulterados, poderiam prejudicar a honra dos primeiros homens, que se puzeram á testa do pronunciamento popular; mas ainda para ficarem com perfeito conhecimento d'alguns acontecimentos bastante notaveis que se não deram ainda a publico."
(introdução do Editor, Ao Publico)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada reforçada com fantasia de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

01 janeiro, 2017

CESARINY, Mário - [JORNAL DO GATO]. Contribuição ao saneamento do livro pacheco versus cesariny edição pirata da editorial estampa colecção direcções velhíssimas. Lisboa, Assírio & Alvim, 2004. In-8.º (20,5cm) de 59, [5] p. ; il. ; B.
Este livro foi publicado pela primeira vez em 1974, em edição de autor com o apoio de Raul Vitorino Rodrigues. Trata-se da correspondência trocada entre Mário Cesariny, Luiz Pacheco, António Maria Lisboa, Victor Silva Tavares, … aqui divulgada por forma a responder às incorrecções que surgiram na edição que Luiz Pacheco publicou na Estampa, sem o conhecimento dos destinatários das cartas publicadas. 
Exemplar autografado, muitíssimo valorizado pela extensa e melancólica dedicatória hard-core do poeta a... sobre amores desencontrados... com trocadilhos "hereges".
Ilustrado com uma fotografia em página inteira de Cesariny "correndo pelas ruas de Toledo".
Mário Cesariny (Lisboa, 1923-2006). "Poeta e pintor, a sua formação artística conta com o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio, estudos na área da música com o compositor Fernando Lopes Graça e a frequência da academia parisiense La Grande Chaumière. Mário Cesariny é considerado o mais importante poeta do surrealismo português, tendo exercido grande influência na criação do Grupo Surrealista de Lisboa, em 1947, no mesmo ano em que se encontrou com André Breton, facto que marcaria o seu trabalho pictórico e literário. A sua personalidade inquieta e algumas discordâncias ideológicas levariam-no a afastar-se desse grupo e a lançar Os Surrealistas, escrevendo o Manifesto Abjeccionista, com Pedro Dom. Da obra escrita: poesia, intervenção, sempre polémica, significativas antologias, para o que é do surrealismo em Portugal e no mundo, traduções de Rimbaud, Buñuel, Novalis. Dos primeiros anos da década de 40 datam as suas primeiras pinturas, poemas e desenhos. Após uma breve passagem pelo neo-realismo e de influências de Cesário Verde e do futurismo de Álvaro Campos, é na corrente surrealista que encontra o seu estilo. No entanto, a pintura de Cesariny nunca foi citação, nem recitação, dos temas, formas e paisagens que fazem a imagem vulgar e banalizada do surrealismo. A propósito da sua pintura não faz sentido fazer uma teoria geral. Como a poesia, a pintura de Cesariny é espontânea e subversiva, marcada por uma dimensão algo mágica e onírica, com predomínio da cor, da desordem ou do caos associados ao automatismo e ao acaso próprios do surrealismo. O recurso ao "non-sense" e ao absurdo, tão caros às primeiras vanguardas, aparecem na sua obra pictórica, mas também nos objectos e nas "assemblages", a par de uma atitude estética de experimentação, através do uso de métodos menos convencionais (colagens, tintas de água) mas que se traduzem numa consistente obra plástica. Defensor e impulsionador de um movimento surrealista em Portugal, Cesariny influenciou diversos artistas portugueses, tendo visto reconhecida a sua contribuição para a arte portuguesa do século XX com a atribuição do Grande Prémio EDP 2002."
(fonte: cvc.instituto-camoes.pt)
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar e polémico.
125€

05 outubro, 2016

PORTUGAL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918). Tomo I. As Negociações Diplomáticas até à Declaração de Guerra [Tomo II. As Negociações Diplomáticas e a Acção Militar na Europa e em África]. Lisboa, Ministério dos Negócios Estrangeiros, 1997. 2 vols in-4.º (26cm) de 446, [2] p. e 383, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Obra em dois volumes (completa). Colecção de documentos diplomáticos relevantes para a compreensão das decisões políticas e militares tomadas antes e durante a participação portuguesa no conflito mundial, com influência nos diversos teatros de operações em que o país se viu envolvido militarmente - na Europa, em França, e nas colónias portuguesas africanas. Em 1920, fora já impressa uma parte bastante incompleta dos documentos que iam até à declaração de guerra, com a finalidade de ser apresentado nesse ano pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros ao Congresso da República.
Matérias:
Tomo I - As negociações diplomáticas, os incidentes ocorridos nas colónias portuguesas e as pressões exercidas no sentido de levar Portugal a entrar na guerra.
Tomo II - As negociações preparatórias da entrada do Corpo Expedicionário Português na guerra da Europa e o desenrolar das operações militares em França e em África.
"Com a publicação destes dois volumes do Livro Branco sobre a primeira guerra mundial (1914-1918) realiza-se o propósito do Ministério dos Negócios Estrangeiros de trazer a lume o texto dos documentos respeitantes à acção diplomática desenvolvida por Portugal. [...]
No primeiro tomo desta obra, reproduz-se a documentação referente às diligências diplomáticas levas a efeito enttre o nosso país e a Inglaterra no sentido de procurar definir, no quadro da Aliança Inglesa, a atitude a tomar pelo Governo português em vista da entrada da nossa aliada na guerra, e bem assim perscrutar a posição que aquela assumiria, no caso de virem a ser atacados os territórios portugueses em África.
Igualmente se alude, nesta primeira parte de tal colectânea, aos incidentes ocorridos nas nossas colónias do continente africano com as tropas da Alemanha e às decorrentes relações então estabelecidas entre os Governos dos dois países. A apropriação dos navios alemães surtos em portos portugueses e a reacção que tal medida provocou por parte do Governo de Berlim são também referidas nas comunicações na altura trocadas.
Assume ainda especial relevo a documentação alusiva ás pressões exercidas, quer interna quer internacionalmente, sobre o Governo no intuito de nos levar a participar nas hostilidades na Europa ao lado das potências aliadas A situação daí resultante veio a ser considerada insustentável,o que provocou a dissolução do Governo, aliás, explicitamente referida em carta dirigida pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros cessante ao Ministro de Portugal em Londres.
Com a declaração de guerra, em 9 de Março de 1916,  e as suas repercussões imediatas no domínio internacional conclui-se a parte mais assinalável do primeiro volume da obra."
(A. de Paula Coelho, Nota Prévia do Tomo I)
"Conclui-se, neste segundo tomo do Livro Branco, a reprodução dos documentos respeitantes à actividade diplomática desenvolvida e, sobretudo, à acção exercida pelo Corpo Expedicionário Português no teatro das operações na Europa.
Sobreleva, de entre o acervo encontrado, a correspondência relativa a diversos aspectos da guerra de que se destacam:
As diligências destinadas a determinar o transporte e a participação das forças militares portuguesas nas hostilidades em França, e a sua integração nas tropas aliadas que combatiam naquele país.
Os incidentes militares ocorridos em Angola e Moçambique entre tropas portuguesas e alemãs.
A questão da administração dos territórios africanos conquistados pelas forças portuguesas aos alemães.
A reacção provocada entre os Aliados por uma proposta de paz apresentada pela Alemanha e seus aliados, bem como uma nota, também a favor da paz, enviada pelo Presidente dos Estados Unidos da América aos Governos dos países na guerra.
Tentativas inglesas no sentido de conseguir que os navios apropriados aos alemães passassem a participar do esforço de guerra da Grã-Bretanha.
Incidente resultante de uma declaração do «Labour Party» acerca dos territórios portugueses em África e posição a este respeito assumida pelo Governo britânico.
Diligências inglesas no sentido de ser autorizado o recrutamento de indígenas em Moçambique destinados a operarem com as forças inglesas em África.
Arranjos propostos  para a inserção das forças das forças militares portuguesas nos exércitos que combatiam em França.
Colaboração militar entra as forças portuguesas na África oriental."
(excerto da Nota Prévia do Tomo II)
Exemplares brochados em bom estado de conservação.
Muito invulgar conjunto.
Com indubitável interesse histórico.
Indisponível

19 agosto, 2016

PACHECO, Luiz - MANO FORTE : dezassete cartas de Luiz Pacheco a António José Forte. Transcrição e apresentação de Bernardo de Sá Nogueira. [Lisboa], Alexandria, 2002. In-8.º (19,5cm) de 168, [8] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada com fac-símiles da correspondência em página inteira, ao longo do livro.
Desta primeira edição de MANO FORTE [dezassete cartas de Luiz Pacheco a António José Forte, transcritas e apresentadas por Bernardo de Sá Nogueira], edição Alexandria, fez-se uma tiragem de mil exemplares sobre papel Renovaprint de 90 g., numerados de 1 a 1000, e uma tiragem especial de cento e trinta exemplares sobre papel Renovaprint de 120 g., cartonados, assinados pelo autor, dos quais cem numerados de 1 a 100, e trinta, reservados a bibliófilos e numerados de I a XXX, com estojo e encadernação em tela. Impressão e acabamento nas oficinas gráficas da Editorial Minerva, no mês de Fevereiro de 2002.
Exemplar da tiragem especial de 100 assinado pelo autor.
"Imagens escritas, traçadas à máquina e à mão em carta e postal e enviadas, entre 1961 e 1966, pelo editor-escritor Luiz Pacheco, de Lisboa, Cacilhas, Almoinha (Santana - Sesimbra), Macieira (Sertã), Porto, Setúbal e Caldas da Rainha, ao poeta António José Forte, em Vieira do Minho, Tomar, Portalegre e Santarém; onde se fala da vida (altos, baixos, ramerrame), dos amores, dos amigos e dos inimigos, da escrita (de uns e de outros), de livros, folhetos, postais (lidos, escritos, publicados) e da edição como forma de guerra (principalmente pela sobrevivência), talvez ccom sonhos de fama ou outros, mas tentando sobretudo agarrar o dia a dia - com (ou sem) pessoas, sonhos, vinho, lecas, miragens, textos; textos fortes feitos de  palavras fortes, ao serviço de ideias fortes."
(apresentação)
"Nos anos em estudo, António José Forte dirigia uma biblioteca do Serviço Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian. [...]
Ao longo de todo o período em questão, só muito raramente Luiz Pacheco se esquece de enviar cumprimentos a Amélia, mulher de António José Forte.
Nesta época Luiz Pacheco viveu sucessivamente com duas irmãs - Maria do Carmo (1959-1962) e Maria Irene Matias (1962-1967) -, mães dos seus filhos Luís (n. 1959) e Adelina Maria (n. 1961), a primeira, e Paulo (n. 1963), Maria Eugénia (n. 1964) e Jorge (n. 1965), a segunda.
Em 4 de Outubro de 1961, LP tinha um quarto na Rua Almirante Barroso, 7-1º, "só para este mês. Claro!" (carta II). Regresso a uma rua com recordações, onde vivera alguns anos antes, em meados de cinquentas, no número 44-6º esquerdo. Tudo perto da Estefânia da sua meninice.
Aí LP diz ter quatro empregos. 1 - revisor-chefe na Seara Nova: 2 - revisor-paginador-chefe na Revista Portuguesa de Economia e Finanças; revisor-literário-chefe na Editorial Livros do Brasil; 4 - revisor-aprendiz no jornal "O Século". Três deles, porém, seriam mais empregos em perspectiva que outra coisa: "de todo este grande futuro, só comecei ainda a trabalhar na Seara". Menos de um mês depois, em 1 de Novembro (carta III), informa AJF que perdeu em Lisboa "os empregos todos, com certa alegria"."
(excerto da nota prévia)
Luiz Pacheco (1925-2008). Escritor, editor, polemista, epistológrafo e crítico de literatura português. "Era capaz das loucuras mais desapiedadas, mas também de actos de grande generosidade. Pessoa cheia de contrastes e incoerências, tinha uma enorme facilidade para relacionar-se com os outros e, depois, para cortar relações. Impulsivo e inconstante, aparecia e desaparecia de repente. Capaz de prescindir de tudo e de começar do zero, durante anos viveu em pensões manhosas, de onde muitas vezes era expulso por falta de pagamento. Era um especialista em dívidas e em não as pagar. Conheceu a miséria, o vício e a degradação. Gostava de estar perto dos marginais e das ovelhas ranhosas, porque com aqueles que não têm nada a perder conhecem-se melhor os labirintos da alma humana. Fundador da Editora Contraponto, conhecia bem o campo da edição e o meio das Letras, onde fervilhavam as intrigas e as capelinhas, e contra tudo isso lutou, recusando-se a participar na engrenagem dos manejos literários. Desmascarou os falsos prestígios e maltratou alguns intocáveis da cultura. Alguns viam Pacheco como um apocalíptico, um herdeiro da tradição dos grandes inconformistas. Mas foi simultaneamente um produto do próprio meio literário. Capaz de aparecer nu no meio do Montijo ou de pijama no Largo do Carmo, no 25 de Abril, em torno de Luiz Pacheco criou-se uma lenda, histórias e boatos que circulavam e que quase nunca se incomodou em desmentir, porque, como alguém disse, essa era a melhor forma de chegar a génio."
(www.fnac.pt, apresentação da obra Puta Que os Pariu - A Biografia de Luiz Pacheco)

Encadernação editorial em tela revestida com sobrecapa de protecção, impressa com uma fotografia de Luiz Pacheco da autoria de Luís Ochôa.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

06 agosto, 2015

QUEIROZ, Eça de - CORRESPONDENCIA. Porto, Livraria Chardron, de Lello & Irmão, 1925. In-8º (18,5cm) de XVI, 312 p. ; [1] f. il. ; E.
1ª edição.
Ilustrada com o retrato de Eça, da autoria de António Carneiro, em separado.
Apreciada edição original da correspondência escolhida do grande prosador. O prefácio de 12 páginas pertence a José Maria de Eça de Queiroz, seu filho.
"O pequeno volume que hoje lançamos a publico não passa d'uma breve collecção de cartas, escolhidas com paciencia e escrupulo, e que, pela elegancia da fórma ou os assumptos que versam, me parecerem dignas de publicidade. E comtudo, foi muito pensadamente que escolhi este titulo generico, laconico, grave, que de certo sugere uma obra mais vasta e mais completa: Correspondencia. [...]
Com effeito, para mim, este pequeno volume representa apenas uma base, um esboço, o ponto de partida d'uma importante publicação, d'uma larga obra de estudo e de arte, , a verdadeira Correspondencia de Eça de Queiroz, organizada e definitiva, e que será, além do «commentario constante que acompanhe e illumine a sua obra», o espelho em que possamos seguir com precisão a sua vida intima, e nos ajude a discernir, sob o escriptor humoristico e um pouco irreverente que o grande publico se habituou a conhecer, o homem encantador, simples,  fino e infinitamente bondoso que elle era na realidade."
(excerto do prefácio)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. 
Invulgar.
15€

13 julho, 2015

QUEIROZ Eça de - EÇA DE QUEIROZ ENTRE OS SEUS : cartas íntimas. Apresentado por sua filha. Porto Livraria Lello & Irmão, 1948. In-8º (19,5cm) de 476, [2] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em extratexto com uma fotogravura de D. Maria Emília (mulher de Eça) e seus quatro filhos.
Eça de Queiroz entre os seus constituiu, na época em que foi dado ao público, uma reacção contra apreciações críticas que, durante muito tempo, haviam de fazer escola. Na Quinta de Vila Nova, em Santa Cruz do Douro, concelho de Baião - a mítica Tormes d`A Cidade e as Serras, hoje sede da Fundação Eça de Queiroz - D. Maria d`Eça de Queiroz conservava as cartas trocadas por seus pais. A apresentação pública dessas cartas, a manifestação de carinho entre os dois e os cuidados com os filhos, contrariava as teses surgidas em 1945. [...] Para discutirem a obra do escritor não faltam escribas ou críticos; para mostrar o seu coração estão aqui os dois filhos que restam e seis netos que veneram a sua memória.» Maria d`Eça de Queiroz e António d`Eça de Queiroz"
(in http://www.fnac.pt/Eca-de-Queiroz-Entre-os-Seus-Eca-de-Queiros)
"Não foi sem longamente termos pensado, nem, hoje, sem funda emoção, que nos resolvemos a dar ao público cartas íntimas do nosso Pai.
Se o fazemos, não é no intuito de satisfazer curiosidades, nem de alcançar êxitos literários, mas ùnicamente para dar a conhecer o o homem que era Eça de Queiroz.
Não são histórias ou recordações que vamos dar à estampa, não são ilusórias imaginações ou piedoso embuste de filhos que desejam reabilitar a memória de seu Pai.
Nada disso! O nosso Pai não precisa de reabilitação. É êle mesmo que vai falar, e falar de um modo insuspeito, com as cartas que se seguem, tôdas dirigidas a nossa Mãe.
Aí não existe literatura, não há artifício, nem êle teve ao escrevê-las, a mais leve suspeita de que, um dia, olhos curiosos devassariam o que fôra escrito apenas para uns olhos.
O receio de profanar, se assim se pode dizer, essa coisa sagrada - cartas de noivo para uma noiva, de marido para sua mulher, - fez-nos hesitar; decerto êle não gostaria, decerto acharia desnecessário esse estendal dos seus mais íntimos sentimentos.
Mas o que êle também não podia suspeitar é que um dia a discussão se elevasse tão acérrima ao redor da sua personalidade, que a esquartejassem, a despissem de tôda a verdade e a deixassem desfigurada, por vezes enlameada, caluniada, para assim ficar pelos anos fora.
A dor amarga, e a surprêsa, que nos tem causado tão estranha maneira de engrandecer um artista, a absoluta certeza de poder reivindicar para o nosso Pai qualidades e virtudes que muitos ambicionariam, fizeram-nos sair duma reserva natural, herdada de nossos Pais - por vezes bem mal compreendida, e oferecer à consciência pública o nosso intímo tesouro."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

17 março, 2015

TELLES, Bazilio - O FLAGELLO DOS MARES (cartas). Porto, Renascença Portuguesa,1918. In-8º (18,5cm) de 310, [2] p. ; B.
1.ª edição.

"Em consequência da paz que celebrou com a Rússia e a Rumania, a Allemanha pôde abrir na frente occidental a offensiva poderosa a qu'estamos assistindo. E ou consegue apoderar-se de Paris, ou não consegue. Na primeira hypóthese, é provavel que a grande conflagração armada receba emfim o seu desfecho; na segunda é inevitavel que prosiga por um tempo que não é possivel determinar.
Dure porém quanto dure essa nova phase, e qualquer que venha a ser o grupo vencedor, o caracter da lucta parece-nos que será menos militar do que económico; e o bloqueio submarino virá, portanto, a assumir uma importância que, apezar dos immensos estragos já feitos, não se lhe reconhecia até agora."
(excerto da introdução)
Matérias:
1.ª Parte - Inventos contra os submarinos
I - Simon Lake e o seu projecto de submersiveis de 10:000 toneladas. II - A fumaraça, ou nuvem protectora. III - Os caça-submarinos. IV - Outros caça-submarinos. V - Inventos ignorados. VI - A couraça contra minas e torpedos. VII - Os dirigiveis do engenheiro Usuelli. VIII - A pesca dos submarinos.
2.ª Parte - Resultados do bloqueio
IX - O Deve e o Haver das marinhas de commércio: cálculos de lorde Carson e da Havas. X - O mesmo assumpto da carta precedente: cálculos de Mr. Geddes, 1.º lord civil do Almirantado. XI - Como organisar as estatísticas das perdas navaes. XII - A ameaça submarina e as companhias de seguros. XIII - Commentário á reducção das taxas pelas companhias norte-americanas. XIV - Reservas opportunas e inopportunas de Mr. Geddes. XV - Modelo para boletins mensaes das perdas marítimas. XVI - Medidas tomadas contra o bloqueio pela Entente. XVII - O mesmo assumpto da antecedente carta. XVIII - Açores, zona bloqueada. XIX - Afundamentos e anecdotas.
3.ª Parte - Problemas a resolver
XX - Submersiveis e submarinos. XXI - Visão directa á superficie do mar: cálculo da distância. XXII - Reflexão da luz no mar: alterações da imagem reflectida. XXIII - Refracção da luz no mar: estudo theórico da imagem refractada. XXIV - A agitação do mar reduzida á interferência das suas ondulações, grandes e pequenas. XXV - Resposta a objecções. XXVI - Hypóthese complementar á da carta XXIV. XXVII - Condições da visibilidade d'um objecto fluctuante por um submarino em immersão completa. XXVIII - Invisibilidade, (visão subquatica) e velocidade em immersão completa asseguram ao submarino o dominio dos mares. XXIX - O bloqueio pelos submarinos e o Direito das Gentes.
Notas Finaes
A) Perdas maritimas anteriores ao bloqueio intensivo. B) Discurso de Mr. Geddes sobre perdas e construcções navaes. C) Modelo de boletim.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada restaurada com cartolina.
Invulgar.
15€

08 março, 2015

QUEIROZ, Eça de - CORRESPONDENCIA. Porto, Livraria Chardron, de Lello & Irmão, 1925. In-8º de XVI, 312 p. ; [1] f. il. ; E.
Com o retrato de Eça, por António Carneiro, em separado.
1ª edição.
Apreciada edição original da correspondência do grande prosador.
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

20 fevereiro, 2015

FREITAS, Padre Senna - PERFIL DE CAMILLO CASTELLO BRANCO. Nova edição  auctorisada pelo auctor. Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron : Casa editora Lugan & Genelioux, Successores, 1888. In-8º (18,5cm) de 151, [5] p. ; E.
Retrato de Camilo traçado por Sena Freitas. No final do livro, são reproduzidas as cartas dirigidas por Camilo ao autor.
"Isto não é o que se chama uma biographia. Não se faz a biographia d'um homem em vida d'elle.
O retrato exige a presença do retratado; a biographia, pelo contrario, suppõe o véo da mortalidade interposto entre aquella e o personagem por ella historiado. O meu personagem não sahiu por ora de scena, felizmente; o panno está ainda em cima; contenhâmo'nos.
O que se offerece ao leitor é o contôrno rapido d'um enorme vulto litterario, delineado por um dos seus cultores. É a anthropologia, ou o duplo perfil physico e moral d'um amigo tracejado por um amigo, mas por um amigo independente."
(excerto da introdução, Pouco mais de duas palavras)
Matérias:
Pouco mais de duas palavras.
I - A minha primeira visita a Camillo. II - O homem physico. III - O homem de sentimento. IV - O homem intellectual. V - Como se maneja uma lingua. VI - As crenças de Camillo. VII - Talvez por um equivoco!
Cartas de Camillo Castello Branco dirigidas ao auctor.
José Joaquim de Sena Freitas (1840-1913). Natural de Ponta Delgada, Açores. "Foi um sacerdote, orador sacro e polemista português. Publicou um extenso conjunto de obras, a maior parte sobre questões religiosas e de moral. Manteve intensas polémicas com diversos intelectuais e jornalistas portugueses e brasileiros.” Faleceu no Rio de Janeiro.
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

13 dezembro, 2014

FEIJÓ, Ruy de Menezes de Castro - CARTA ABERTA A AQUILINO RIBEIRO. Separata do jornal «A Aurora do Lima» do número 93 de 29 de Novembro de 1957. [Viana do Castelo], [s.n. - imp. Tip. Aurora do Lima, Viana do Castelo], [1957]. In-4º (23cm) de 13, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Rara peça aquiliniana, cuja tiragem se resume a 200 exemplares. Muito valorizada pela assinatura de posse de Aquilino na f. rosto.
Trata-se de uma polémica relacionada com o romance de Aquilino, «A Casa Grande de Romarigães». O autor corrige Aquilino e faz alguns reparos acerca do perfil psicológico dos personagens que integram o romance, seus antepassados.
"Ao seu último trabalho literário deu V. Ex.ª, senhor Aquilino Ribeiro, o título de «A Casa Grande de Romarigães» e classifica-o de «Crónica Romanceada».
Esta designação acusa um contraste que o decorrer do livro nos mostra pondo o romance em contradição completa com a crónica que tem de ser verdadeira. [...]
Agora permita-me V. Ex.ª que no «gamelo que estava a fazer para o cão» eu toque um pouco de viola para defender a memória de meus avós. [...]
Porque V. Ex.ª designou com nomes autênticos e situando-os no meio onde realmente viveram os personagens da sua obra, eu, tomando a defesa deles, quero apenas honrar o nome dos meus antepassados e repor a verdade onde ela falta. A ninguém agrada ouvir a respeito de sua família aquela quadra de Augusto Gil:
Quando tu foste gerada
Pôs-se o sol, nasceu a Lua
Estava tua Mãe deitada
Andava teu pai na Rua..."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Cadernos soltos da encadernação. Ausência f. anterrosto(?).
Raro e muito curioso.
Indisponível

09 novembro, 2014

MARTINS, J. P. Oliveira - CORRESPONDENCIA DE J. P. OLIVEIRA MARTINS. Prefaciada e anotada por Francisco d'Assis Oliveira Martins. Acompanhada dum autógrafo inédito de El-Rei D. Carlos. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1926. In-8.º (19,5cm) de 23, [1], 290 p. ; [4] p. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com um fac-símile de 4 páginas - carta autografada remetida pelo Rei D. Carlos a Oliveira Martins.
Correspondência trocada entre Oliveira Martins e ilustres personalidades da sua época, entre outros, António Enes, Ramalho Ortigão, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz (em grande número), Conde de Arnoso, El-Rei D. Carlos I.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

12 julho, 2014

CARTAS INÉDITAS DA SEGUNDA MULHER DE CAMILLO CASTELLO BRANCO. Com algumas notas e commentarios de A. d'A. N. B. Lisboa, Depositária: Livraria de J. Rodrigues & C.ª, 1916. In-4º (22cm) de [1], 27, [3] p. ; [4] f. il. ; B.
Opúsculo de reduzida tiragem, da responsabilidade de Afonso de Azevedo Nunes Branco, publicado por ocasião das comemorações do 91.º aniversário do nascimento de Camilo Castelo Branco.
Ilustrado com 4 estampas em extratexto.
«O produto liquido da venda d'este folheto reverte a favôr da subscripção, aberta em Villa Nova de Famalicão, para reconstruir a casa de S. Miguel de Seide.»
"Tão ligado anda ao nome de Camillo Castello Branco o de Anna Augusta Placido, que escrevendo sobre um preciso se torna escrever sobre o outro: mórmente quando se relatam ou historiam episodios do Inferno de Seide, como se deve classificar a vida de ambos e de seus filhos."
(excerto dos comentários do autor)
"Meu amigo
Faço-o participante das mªs alegrias!...
Depois d'horas infernaes ha 20 dias por causa do tal ferimento nos olhos de Camillo, e quando já quase me faltava o animo, (porq elle acuzava todos os symptomas da catarata, e está quase n'um estado de vista q não pode aturar a luz) partiu hoje pª o Porto resolvido a um desengano.
Recebi o 2.º telegramma!
3 medicos dão o encommodo curavel, sendo o ultimo o primeiro especialista do Porto.
Imagine a mª alegria!
Estou sem dormir e sem comer mas sinto-me forte, rija, e quase com as forças dos 20 annos.
Tenho andado sempre com o Camillo p.ª o Porto, 2 dias cá, 2 dias lá!
Emquanto houvia o Ricardo Jorge, bem estavamos. Assim q chegava a caza «estou cego, suicido-me». Cansada d'esta lucta, disse-lhe q fosse desenganar-se. Se era cegueira, que pozessemos em ordem as nossas vidas e soubessemos morrer juntos com a coragem com que temos affrontado a desgraça: Hoje esperava a sentença de morte.
Chegou a de vida, e por isso lh'o participo como se fosse um filho estremecido.
Adeus abraça-vos a vossa am.ª
A. Placido."
(carta de Ana Plácido para Manuel de Ascensão Espinho, em 1886)
Exemplar brochado, com capas lisas (originais?), em bom estado de conservação. Trabalho de traça em quatro folhas, à cabeça, sem no entanto afectar o texto. A f. anterrosto tem inscrito "S. Miguel de Seide, 20/06/926", porventura assinalando o local e a data em que o livro terá sido adquirido.
Muito invulgar.
Com interesse camiliano.
Indisponível

02 julho, 2014

DIAS, Carlos Malheiro - EM REDOR DE UM GRANDE DRAMA. Subsidios para uma Historia da Sociedade Portuguêsa (1908-1911). Por... Da Academia de Sciencias de Lisboa e da Academia Brasileira de Lettras. Lisboa, Livrarias Aillaud & Bertrand : Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves, [1912]. In-8º (19cm) de XXXIX, [1], 374, [2] p. ; E.
1.ª edição.
"O regimen, até hoje, não poude curar as tres grandes enfermidades nacionaes: as suas tres grandes crises ou lesões organicas - a do dinheiro, a da fé e a da disciplina. Somos uma sociedade depauperada, desiludida e indisciplinada, sem a vocação do trabalho, da austeridade e da ordem. Esta sociedade, tal como se acha contituida, explica a falencia do liberalismo e a desorientação da democracia. Nasceu pobre. Endividou-se. Nasceu fraca. Viciou-se. Nasceu turbulenta. Anarchisou-se."
(excerto da introdução, A imparcialidade é a mais dififcil das coragens)
Carlos Malheiro Dias (1875-1941). “Historiador, jornalista, diplomata, ficcionista, contista e cronista, Carlos Malheiros foi considerado um dos mais talentosos escritores portugueses. Mais conhecido como o autor do romance A mulata (1896), que gerou grande polémica no meio intelectual luso-brasileiro, Malheiros Dias é dono de uma vasta e profícua produção literária hoje pouco conhecida e reconhecida que, em diversos sentidos, revela um forte engajamento político e social em relação ao momento em que viveu. O seu olhar atento, pragmático e crítico percorreu o final da Monarquia, a Primeira República e o início do Estado Novo.”
Encadernação inteira de tela com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinaturas de posse na f. rosto e anterrosto.
Invulgar.
Com interesse para a História da República.
10€

10 maio, 2014

CARTAS DE NAPOLEÃO A MARIA-LUÍZA : comentadas por Carlos de la Roncière, Conservador em chefe da Biblioteca Nacional de França. Pôrto, Livraria Lello - Editora, Proprietária da Livraria Chardron, [1935]. In-8º de 321 p. ; [78] p. il ; E.
Esta obra contém 78 gravuras de página, sendo 21 de cartas fac-símiladas, impressas em papel "couché" e fora do texto. 
Obra com interesse histórico para o conhecimento de Napolão Bonaparte - o homem e o militar. 
“No princípio do mês de Dezembro de 1934, uma notícia sensacional emocionava a República das Letras. Mais de trezentas cartas inéditas, ou antes, desconhecidas, de Napoleão I à Imperatriz Maria-Luiza, iam ser vendidas em leilão, em Londres. Referiam-se elas às épocas mais patéticas da epopeia imperial, da chegada à França, da arquiduquesa austríaca até às despedidas de Fontainebleau..."
(excerto do texto)
Matérias:
- A compra das Cartas de Napoleão. - O casamento de Maria-Luiza (1810). - Viagem do casal Imperial ao Norte (1811). - A campanha da Rússia. - O Grande Exército. - A batalha de Moskova. - O incêndio de Moscou. - A retirada da Rússia. - A passagem do Berezina. - As campanhas da Alemanha (A campanha da Primavera - A Vitória). - Campanha do Verão e do Outono (A Derrota). - A campanha de França (1814) - A Invasão. - O despertar do leão. - A paz desvanece-se. - O Imperador traído por... uma das suas cartas. - O drama da abdicação. - A ilha de Elba e os Cem Dias.
Notas do tradutor:
A Legião Portuguesa ao serviço de Napoleão.
O Exército Anglo-Luso na Guerra Peninsular.
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. guarda (em bco).
Invulgar.
10€

18 novembro, 2013

O CASO DOS ALIADOS : segundo as respostas dos aliados ao Presidente Wilson e o despacho do Ministro dos Negocios Extrangeiros da Grã-Bretanha, o sñr. Arthur James Balfour. Londres, Eyre and Spottiswoode, Ltd., 1917. In-8º (18,5cm) de 24 p. ; B.
“Os Aliados estão completamente conscios das perdas e soffrimentos que esta guerra tem acarretado tanto aos neutros como aos belligerantes, e sentem essas perdas e soffrimentos, mas não se podem considerar responsaveis por tal, pois de modo algum desejaram ou provocaram esta guerra.”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Páginas oxidadas.
Muito invulgar.
10€