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25 outubro, 2017

HOMENAGEM AOS SOLDADOS DESCONHECIDOS : IX-IV-CMXVIII - IX-IV-CMXXI. - Ministério da Guerra. O produto da venda deste folheto é destinado ao monumento aos mortos da Grande Guerra. [Desenho de Sousa Lopes. Poesias de Júlio Dantas, Jaime Cortesão e Augusto Casimiro]. [Lisboa], Ministério da Guerra [Comp. e imp. nas oficinas da Direcção dos Serviços Graficos do Excercito], [1921]. In-fólio (25,5x32,5cm) de 6 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em página inteira com uma belíssima cromolitografia de Adriano Sousa Lopes (dim. 25,5×32cm) representando uma cena bélica, com um soldado português em 1.º plano.
Contém três poesias emolduradas por desenhos de guerra a p.b.

"Se alguem julga que o enterra,
Esse é que leva a mortalha;
Quem morreu em bôa guerra
Fica sempre na Batalha.

Nunca de Deus foi ouvido
Quem se não dá, quem não ama;
E por mais que ande na fama,
Esse é que é desconhecido.
A morte não tem sentido
P'ra quem se deu todo à Terra;
É desses mortos da guerra
Que nasce a esperança da vida
Bem traz a mente iludida
Se alguem julga que o enterra."

(excerto do poema de Jaime Cortesão, Para os soldados cantarem ao Irmão Desconhecido)

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Muito raro.
Peça de colecção.
75€

16 outubro, 2017

CASIMIRO, Capitão Augusto - CALVÁRIOS DA FLANDRES (1918). Terceiro milhar. Porto, Renascença Portuguesa : Rio de Janeiro, Luso-Brasiliana, 1920. In-8.º (19,5cm) de [2], 213, [3] p. ; E.
Capa de Sousa Lopes.
1.ª edição.
"Efectivara-se, emfim, apesar de todos os esforços do nosso comando para o evitar, a Convenção de 21 de Janeiro de 1918. Estávamos a 6 de Abril.
A 1.ª Divisão, menos uma Brigada, (a 3.ª, como a 3 fôra combinado com o 1.º exército), começa a retirada para a região de Desvres. As tropas estão cansadas, diminuidas em número pelas baixas de Março e pelo envio nulo de reforços desde Dezembro, em moral pela falta de licenças, ausências de oficiais e o desinterêsse evidente dos que governam em Portugal.
O excesso de trabalho, as ordens e contra ordens dadas sôbre a rendição de tropas, as solenes promessas dum repouso largamente anunciado, nunca realisadas, juntam àquelas suas fôrças desintegradoras e desvairantes."
(excerto do Cap. I, 9 de Abril)
Matérias:
- Portugal e Flandres. - 9 de Abril. - Good Luck! Good Bye! - Calvarios da Flandres I. - Aviões ao luar. - Calvários da Flandres II. - Searas da Morte. - Prisioneiros. - Enfermeiras da Grande Guerra. - Oração Lusíada. - Da Aleluia e da Paz. - O rapto das Donzelas. - O imperativo dos mortos. - Depois do armistício. - A oração da trincheira. - Da Vitória.
Augusto Casimiro dos Santos (1889-1967). “Escritor e militar português. Após a conclusão dos estudos liceais em Coimbra, em 1906, integrou a Escola do Exército. Como oficial, participou na Campanha da Flandres (1917-18) durante a Primeira Guerra Mundial, o que lhe valeu várias condecorações e a promoção a capitão. Exerceu também o cargo de governador do Congo português, de secretário do Governo-Geral de Angola, em 1914, e acompanhou a missão de delimitação da fronteira luso-belga em África. Por se opor ao regime nacionalista, esteve preso na Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, na década de 30, regressando a Lisboa, em 1936, graças a uma amnistia. Um ano depois, foi de novo reintegrado no Exército português, mas como reserva.
A experiência militar marcou a sua escrita, especialmente em Nas Trincheiras da Flandres (1919) e Calvários da Flandres (1920). Como autor de poesia, ficção e textos de intervenção, em que manifestava a sua filiação no ideário republicano, o escritor publicou ainda, entre outros livros, Para a Vida (1906), A Evocação da Vida (1912), Primavera de Deus (1915), A Educação Popular e a Poesia (1922), Nova Largada (1929) e Cartilha Colonial (1936), obra na qual manifestou o seu desejo patriótico de afirmação de Portugal no mundo. De referir que Augusto Casimiro foi colaborador da revista Águia e cofundador (1921), dirigente e redator (1961 a 1967) da revista Seara Nova, principal órgão de comunicação que se oponha democraticamente ao regime de Salazar e ao Estado Novo.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€

21 dezembro, 2014

CASIMIRO, Augusto - NOVA LARGADA : romance de África. Capa de Tagarro. Lisboa, [s.n. - Composta na Tip. da «Seara Nova : Impresso nas Oficinas Gráficas, Lisboa], 1929. In-8.º (19cm) de 240 p. ; B.
1.ª edição.
Apreciada obra do autor, vencedora do prémio do Concurso de Literatura Colonial (1929).
"Nova Largada surge-nos como uma narrativa a várias vozes, que se desenvolve quer através de excertos de diários quer através de excertos epistolares que são intercalados ao longo do desfiar da(s) história(s). Traduzindo aspectos da vida em África após o final da I Grande Guerra, este romance insere-se claramente na problemática que se colocou à administração portuguesa dos territórios africanos no pós-guerra."
(in literaturacolonialportuguesa.blogs.sapo.pt)
Augusto Casimiro dos Santos (1889-1967). “Escritor e militar português. Após a conclusão dos estudos liceais em Coimbra, em 1906, integrou a Escola do Exército. Como oficial, participou na Campanha da Flandres (1917-18) durante a Primeira Guerra Mundial, o que lhe valeu várias condecorações e a promoção a capitão. Exerceu também o cargo de governador do Congo português, de secretário do Governo-Geral de Angola, em 1914, e acompanhou a missão de delimitação da fronteira luso-belga em África. Por se opor ao regime nacionalista, esteve preso na Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, na década de 30, regressando a Lisboa, em 1936, graças a uma amnistia. Um ano depois, foi de novo reintegrado no Exército português, mas como reserva.
A experiência militar marcou a sua escrita, especialmente em Nas Trincheiras da Flandres (1919) e Calvários da Flandres (1920). Como autor de poesia, ficção e textos de intervenção, em que manifestava a sua filiação no ideário republicano, o escritor publicou ainda, entre outros livros, Para a Vida (1906), A Evocação da Vida (1912), Primavera de Deus (1915), A Educação Popular e a Poesia (1922), Nova Largada (1929) e Cartilha Colonial (1936), obra na qual manifestou o seu desejo patriótico de afirmação de Portugal no mundo. De referir que Augusto Casimiro foi colaborador da revista Águia e cofundador (1921), dirigente e redator (1961 a 1967) da revista Seara Nova, principal órgão de comunicação que se oponha democraticamente ao regime de Salazar e ao Estado Novo.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

24 outubro, 2014

SEMANA MILITAR DAS COLÓNIAS : Maio, MCMXLII - REVISTA MILITAR. N.º 5. Maio de 1942. Ano XCIV. Lisboa, Revista Militar [Comp. e imp. na Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra], 1942. In-4.º (23,5cm) de 56 p. (261-316 p. ) ; B.
Conjunto de artigos, produzidos por ilustres militares, com grande interesse para a História colonial portuguesa.
"Como foi fixado no programa de acção do corrente, êste fascículo, correspondente ao mês em que a benemérita «Sociedade de Geografia de Lisboa» dá realização à sua já tradicional «Semana das Colónias», é destinado a reunir uma serie de artigos relativos à notável e secular acção colonizadora dos portugueses em terras do Ultramar, acção civilizadora para a qual tanto e tanto contribuíram a Armada e o Exército, e onde se assinalaram notávelmente os mais ilustres Servidores do Império Colonial Português"
(excerto da introdução)
Matérias:
- Os imperativos nacionais na transformação de Angola - General Norton de Matos.
- A nossa história colonial contemporânea na educação militar da juventude - General Ferreira Martins.
- Organização militar do ultramar - Coronel Eduardo Barbosa.
- As antigas estações coloniais - Cap. Mar e Guerra A. N. Tancredo de Morais.
- A função do cronista colonial na propaganda e na educação do espírito colonial militar - Coronel Azambuja Martins.
- A Administração Militar nas campanhas de ocupação das nossas colónias -  Coronel J. R. da Costa Júnior.
- A Marinha na Colonização Portuguesa - Comandante C. A. Moura Braz.
- Rotas aéreas imperiais - Tenente Coronel Carlos Beja.
- Nos Dembos - Major David Magno.
- Caldas Xavier - Capitão Mário Costa.
- Louvor do Soldado Africano - Capitão Augusto Casimiro.
Crónica da Guerra - Brigadeiro Barreto de Oliveira, Coronel Pires Monteiro e  Coronel-Aviador Craveiro Lopes.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

05 março, 2014

CASIMIRO, Augusto – A PRIMEIRA NAU. Pôrto, Renascença Portuguesa, 1912. In-8º (19cm) de 19, [1] p. ; B.
Muito rara e apreciada obra poética do autor, numa bonita edição totalmente impressa sobre papel couché.

Quási não pulsa o Mar, calmo e abandonado,
No silêncio da noite a murmurar…
- Coração infantil, como um leão domado,
O coração do Mar…

Vêm ondas bater, mansas, nos rudes flancos…
As belas mãos! que doces mãos a acarinhar!
Brandas mãos que parecem lírios brancos
E afagos de luar…

Na beleza amorosa e enternecida
Daquela noite religiosa e mansa,
Sobre a equipagem, sobre a nau adormecida,
Ergueu-se a voz religiosa e comovida
Da Saùdade, - e a voz ansiosa da Esperança…

(excerto do poema, A Evocação da Saudade)

Augusto Casimiro dos Santos (1889-1967). “Escritor e militar português. Após a conclusão dos estudos liceais em Coimbra, em 1906, integrou a Escola do Exército. Como oficial, participou na Campanha da Flandres (1917-18) durante a Primeira Guerra Mundial, o que lhe valeu várias condecorações e a promoção a capitão. Exerceu também o cargo de governador do Congo português, de secretário do Governo-Geral de Angola, em 1914, e acompanhou a missão de delimitação da fronteira luso-belga em África. Por se opor ao regime nacionalista, esteve preso na Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, na década de 30, regressando a Lisboa, em 1936, graças a uma amnistia. Um ano depois, foi de novo reintegrado no Exército português, mas como reserva.
A experiência militar marcou a sua escrita, especialmente em Nas Trincheiras da Flandres (1919) e Calvários da Flandres (1920). Como autor de poesia, ficção e textos de intervenção, em que manifestava a sua filiação no ideário republicano, o escritor publicou ainda, entre outros livros, Para a Vida (1906), A Evocação da Vida (1912), Primavera de Deus (1915), A Educação Popular e a Poesia (1922), Nova Largada (1929) e Cartilha Colonial (1936), obra na qual manifestou o seu desejo patriótico de afirmação de Portugal no mundo. De referir que Augusto Casimiro foi colaborador da revista Águia e cofundador (1921), dirigente e redator (1961 a 1967) da revista Seara Nova, principal órgão de comunicação que se oponha democraticamente ao regime de Salazar e ao Estado Novo.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Discreta dedicatória na capa. Folhas ligeiramente oxidadas.
Raro.
15€