DORES, Raphael das - DICCIONARIO TETO-PORTUGUÊS. Pelo S. S. G. L. ... [Prefácio de A. R. Gonçalves Vianna]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1907. In-8.º (22cm) de IX, [3], 247, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Trabalho pioneiro sobre o tétum, principal "língua nacional" de Timor-Leste, com origem malaio-polinésia e considerável influência da língua portuguesa, com a qual partilha actualmente o estatuto de "língua oficial".
"E evidente a conveniencia, direi mais, a absoluta necessidade que se manifesta de habilitar os funccionarios publicos e outras pessoas que teem de conviver com os indigenas das nossas colonias, a estarem nas circumstancias de, pelo menos praticamente, conhecer algum ou alguns dos idiomas vernaculos dêsses povos. [...]
Um dêsses idiomas que tem sido, e sempre foi, descurado pelos nossos, é a grande familia de linguas malaio-polynesias, a respeito da qual a principal literatura didactica é de origem hollandesa, actualmente.
Em possessão nossa, Timor, falam-se varios dialectos pertencentes a essa familia, e entre elles é, ao que parece, o mais geral o teto, ou tétum como lhe chama o padre Sebastião Apparicio da Silva no seu Diccionario português-tétum.
Publica o Sr. Raphael das Dores agora o Diccionario teto-português, complemento daquelle, acompanhado de algumas notas gramaticaes, se bem que succintas, sufficientes para a comprehensão da estructura phonetica e morphologia do tétum, simplicissima como as de todas as linguas desta familia.
Emprega o autor transcrição portuguesa para a escrita dêste dialecto analphabetico, e faz bem; assim houvessem sempre feito os que expõem em português doutrinas relativas a possessões nossas."
(Excerto do Prefácio)
"A ilha de Timor, a ultima da sequencia de ilhas que limita o estreito de Malaca, pertence ao archipelago da Sonda, e nella existe uma colonia portuguesa que resta do imperio que os nossos heroes do fim do seculo XV e principio do XVI descobriram.. Ahi se falam varias linguagens, a que os portugueses que por lá teem passaram deram o nome de dialectos, e das quaes a maior parte tem um campo de expansão muito restricto.
A mais geral, falada ou entendida em quasi toda a ilha, e que me parece talhada para vir a ser a lingua unica do país, alem da portuguesa, se os dirigentes a isso de propuserem, é a denominada teto, não só por ser mais conhecida, mas principalmente por conter muitissimas palavras das que entram em cada uma das outras.
É, pois, d'essa linguagem ou dialecto que vou tratar, começando por chamar-lhe lingua, resolução que submetto á conspicua apreciação dos mestres em philologia.
Reduzir á escrita uma lingua ou dialecto que tem apenas existencia oral, é trabalho de grande folego, para que não me julgo completamente habilitado. Não obstante esse convencimento, proponho-me a coordenar todos os apontamentos que tomei em Timor, a respeito da lingua que ali se fala, denominada teto."
(Excerto de Diccionario de teto, Preliminares)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Folha de rosto apresenta defeitos: rasgão sem perda de papel; mancha de humidade à cabeça; selo e carimbos oleográficos de biblioteca (2). Selo na lombada.
Invulgar.
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14 março, 2019
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18 outubro, 2017
NORONHA, Dom Thomas de - TALES OF INDIA. By... Madras: Higginbotham & Co., 1910. In-8.º (18,5cm) de [6], 142, [2] p. ; B.
1.ª edição inglesa.
Publicado originalmente em português (1905), a presente obra é composta por quatro contos sobre a Índia portuguesa, tendo conhecido grande sucesso na época, culminando com a presente tradução para inglês.
D. Tomás de Noronha (1870-1934). "Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, professor e escritor, etc. Fez o Curso Superior de Letras, de que foi aluno distinto. Em 1901 partiu para a Índia a ocupar o seu lugar de professor de alemão no liceu de Nova Goa. O sr. D. Tomás de Noronha tem colaborado em vários jornais, e nas Novidades de 25 de julho de 1906 publicou: Dois perfis (D. Maria Amália Vaz de Carvalho e Teófilo Braga). Em Coimbra é o seu nome muito conhecido, tendo ganho ali as gerais simpatias desde o seu tempo de estudante laureado. Foi ele o autor da peça de despedida do seu ano, A Barca dos RR, e nessa época publicou o Umbrano (Lisboa, 1899) elegia, em tercetos quinhentistas, e mais tarde outro livro de versos: Tempos perdidos. Quando esteve na Índia publicou (em 1905) um livro, com o título de Contos da Índia, que mereceu lisonjeiros artigos de toda a imprensa. O livro encerra quatro contos: O meu guia, O bacharel Crisóstomo, Milagres de S. Francisco e Rucuminó. Em 1906 publicou a sua Carta aos portugueses da Índia, sobre a «Assistência Escolar»."
(fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/noronhatomas2.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada apresenta pequenas falhas de papel.
Raro.
30€
1.ª edição inglesa.
Publicado originalmente em português (1905), a presente obra é composta por quatro contos sobre a Índia portuguesa, tendo conhecido grande sucesso na época, culminando com a presente tradução para inglês.
D. Tomás de Noronha (1870-1934). "Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, professor e escritor, etc. Fez o Curso Superior de Letras, de que foi aluno distinto. Em 1901 partiu para a Índia a ocupar o seu lugar de professor de alemão no liceu de Nova Goa. O sr. D. Tomás de Noronha tem colaborado em vários jornais, e nas Novidades de 25 de julho de 1906 publicou: Dois perfis (D. Maria Amália Vaz de Carvalho e Teófilo Braga). Em Coimbra é o seu nome muito conhecido, tendo ganho ali as gerais simpatias desde o seu tempo de estudante laureado. Foi ele o autor da peça de despedida do seu ano, A Barca dos RR, e nessa época publicou o Umbrano (Lisboa, 1899) elegia, em tercetos quinhentistas, e mais tarde outro livro de versos: Tempos perdidos. Quando esteve na Índia publicou (em 1905) um livro, com o título de Contos da Índia, que mereceu lisonjeiros artigos de toda a imprensa. O livro encerra quatro contos: O meu guia, O bacharel Crisóstomo, Milagres de S. Francisco e Rucuminó. Em 1906 publicou a sua Carta aos portugueses da Índia, sobre a «Assistência Escolar»."
(fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/noronhatomas2.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada apresenta pequenas falhas de papel.
Raro.
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