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19 abril, 2019

AMARAL, Francisco Keil – LISBOA : uma cidade em transformação. Lisboa, Publicações Europa-América, 1970 [copy, 1969]. In-8.º (18,5cm) de 237, [11] p. ; [28] p. il. ; B. Colecção Estudos e Documentos, 55
1.ª edição.
Ilustrada em separado com fotografias de Lisboa.
"As cidades são algo mais do que conjuntos de edifícios ladeando ruas e praças. São organismos vivos.
Os edifícios, as ruas e as praças formam, com as pessoas que ali habitam, transitam, trabalham e passeiam, unidades coerentes e características. A relação entre as construções e quem nelas vive e viveu é complexa, mas efectiva e constante. E a prova disso – de que sai organismos vivos – é que as cidades morrem, mesmo sem terem sido destruídas. Basta quebrarem-se os elos que ligam num todo harmonioso os edifícios e as pessoas; basta que o modo de vida deixe de corresponder à feição e ao carácter das edificações."

Matérias:
I. Sobre o crescimento urbano e suburbano de Lisboa. Alguns números e as realidades a que dizem respeito; II. Sobre a solidão em comum; III. Sobre a grandeza das cidades; IV. Sobre a ganância, o amor e outros materiais de construção; V. Sobre o automóvel na cidade; VI. Sobre uma aragem mediterrânica nos aspectos mais lisboetas de Lisboa; VII. Sobre as mulheres entaladas e a intervenção dos artistas plásticos na dignificação da cidade; VIII. Sobre edifícios de outros tempos e a nossa condição especial de lisboetas; IX. Sobre o Município e a transformação de Lisboa.
Francisco Keil Amaral (1910-1975). "É um dos mais conhecidos arquitectos portugueses e o seu talento peculiar é bem patente em numerosas obras cujo traçado tem concebido. Observador atento dos grandes fenómenos do urbanismo moderno, Lisboa mereceu-lhe, neste livro simultaneamente pitoresco e grave, um estudo de profunda repercussão cultural, pois trata-se da primeira obra em que se faz o balanço de toda uma política de urbanismo, se escalpeliza o estranho fenómeno do crescimento de uma cidade e se traça, enfim, um panorama rigoroso da nossa capital numa fase particularmente importante da sua existência. Nas próprias palavras do autor não se trata, pois, dum livro técnico, embora escrito por um profissional sobra as matérias do seu ofício. Tão-pouco dum livro teorizante – estendal de lucubrações eruditas para iniciados. É apenas um conjunto de reflexões sobre vários aspectos desta cidade bem-amada, ou que com ela se relacionam, para melhor compreendermos e mais sensata e equilibradamente a continuarmos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas. Com assinatura de posse na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

31 outubro, 2018

LAND, Carsten & HÜCKING, Klaus J. & TRIGUEIROS, Luiz - ARQUITECTURA EM LISBOA E SUL DE PORTUGAL DESDE 1974 : ARCHITECTURE IN LISBON AND THE SOUTH OF PORTUGAL SINCE 1974. Lisboa, Editorial Blau, Lda., 2005. In-fólio (15x30cm) de 719, [2] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Exaustiva pesquisa de referência que apresenta mais de 630 obras e projectos de arquitectura, sistematizando os autores e as obras de várias gerações activas desde 1974 até 2005.
Encadernação do editor em tela vermelha gravada a seco com sobrecapa policromada. Excelente exemplar.
Esgotado.
35€

 

15 setembro, 2017

QUATRO ANOS DE PROPAGANDA DO CAFÉ PORTUGUÊS : QUATRE ANS DE PROPAGANDE DU CAFÉ PORTUGAIS : PORTUGUESE COFFEE-FOUR YEARS' PUBLICITY. Separata N.º 26. Revista do Café Português. Lisboa, Junta de Exportação do Café, 1961. In-4.º (25,5cm) de 98, [2] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Bonita edição de propaganda ao café português produzido no Ultramar.
Colaboraram nas Campanhas de Propaganda da Junta os Artistas seguintes. Desenhadores e Pintores: Adolfo Rabanal, Baltazar, Domingos Saraiva, Garcês, Garcia, Jaime Correia, Jorge Oliveira, Júlio Gil, Luiz Filipe de Abreu, Luís Osório, Manuel Correia, Marcello, Mário Costa, Paulo Guilherme e Taborda.
"Qualquer produto, por melhor que seja, precisa de ser conhecido para se impor. E esse conhecimento é feito através da propaganda, actividade a que já se chamou a grande descoberta do nosso século. [...]
Nenhum dos meios mais modernos se poupou para estas campanhas, desde a publicidade gráfica à televisão, passando pelo teatro, pela rádio, pelo cinema e pela comparência em feiras nacionais e internacionais com representações adequadas [...]
A presente brochura pretende dar um resumo do muito que se fez na propaganda do café e não deixar que se percam algumas belas gravuras que foram utilizadas, «maquettes» de pavilhões, passagens de filmes de cinema, etc. Artistas plásticos dos mais categorizados do nosso meio, mas já com projecção internacional, deram-nos a sua colaboração preciosa, principalmente em matéria de propaganda gráfica."
(excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

22 maio, 2017

LINO, Raul - ARQUITECTURA, PAISAGEM E A VIDA. [Lisboa], Separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa : Janeiro - Março, 1937. In-8.º (24,5cm) de 14 p. (15-28 pp) ; B.
1.ª edição independente.
Curioso opúsculo. Trata-se de um conjunto de reflexões filosóficas e técnicas sobre a interação da arquitectura - e sua evolução - com a Arte e a Natureza. Ilustrado com 6 estampas extratexto, impressas sobre papel couché, contendo 15 fotogravuras de vários edifícios históricos, monumentos, jardins e vistas aéreas rodoviárias.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa de Mestre Raul Lino ao Dr. Joaquim Fontes.
"É talvez atributo dos arquitectos, o saberem apreciar a solidez, virtude natural que nos inspira, manifestando-se à roda de nós na própria estrutura da Terra e refelectindo-se, também às vezes e porventura, na construção das ideias. [...]
Passemos agora a exemplos mais concretos; falemos de arquitectura, e escolhamos justamente o ponto em que ela entra em contacto directo com a Natureza, onde ela tem por obrigação integrar-se na paisagem.
Não foi sempre de tão completa barafunda o aspecto nos nossos centros populacionais. Até há cerca de cem anos, os aglomerados de casaria, maiores ou até os mais modestos, nunca deixavam de apresentar uma boa arrumação, e, dado que se respeitavam usos tradicionais - (a tradição em si é uma disciplina resultante da experiência das gerações), - e que não existiam ainda as exteriorizações de vaidade sob a forma de caprichos e extravagâncias arquitectónicas, o panorama das povoações guardava sempre uma compustura, por vezes digna, outras vezes pitoresca, que além de ser decorosa e aprazível à simples vista, revelava sinais de um incontestável estilo na maneira de se viver."
(excerto do texto)
Raul Lino (1879-1974). "Arquiteto português, lisboeta, nascido a 21 de novembro de 1879 e falecido a 14 de julho de 1974. Estudou em Windsor, Inglaterra (1890) e no Instituto de Hanôver, na Alemanha. Trabalhou no atelier do arquiteto alemão A. Haupt, um especialista em arquitetura medieval portuguesa. Foi um prolífico autor, responsável por mais de 700 projetos, mas ficou conhecido sobretudo pela sua obra escrita em que teoriza sobre a arquitetura portuguesa, por vezes suscitando veemente polémica. Destas obras destaca-se A casa Portuguesa (1929) onde tenta sistematizar as características específicas da arquitetura portuguesa, e propõe modelos de moradias para serem adotados pelos projetistas. Esta obra terá uma grande influência nas décadas de 30 e 40, sendo mesmo inspiradora da tentativa de criação de uma arquitetura oficial do Estado Novo e suscitando forte antagonismo da geração modernista.
Viajou muito por Portugal e pelas então colónias tomando apontamentos sobre elementos arquitetónicos da arquitetura tradicional que viria a integrar nos seus projetos.
Entre as suas obras incluem-se a Casa O'Neil, Cascais (1902), a Casa dos Patudos, Alpiarça (1904), a Casa do Cipreste, Sintra (1912), ou o Cinema Tivoli, Lisboa (1924)
Foi também nomeado Diretor-Geral dos Monumentos Nacionais em 1949, e foi Diretor da Associação Nacional de Belas-Artes, a partir de 1967."
(fonte: https://www.infopedia.pt/$raul-lino)
Exemplar em razoável estado de conservação. Com sinais de humidade junto ao corte lateral do livro, mais visível na capa, onde apresenta um certo esboroamento. Pelo interesse e raridade, e pelo autógrafo do Mestre, a justificar restauro e encadernação.
Raro.
Indisponível

18 abril, 2017

NINY, Henrique Jorge - INQUÉRITO HABITACIONAL. Organizado pela Direcção Geral de Saúde Pública - Inspecção de Sanidade Terrestre - em colaboração com o Instituto Nacional de Estatística. Estudo crítico por... Inspector-adjunto. Lisboa, Ministério do Interior, 1941. In-4.º (25,5cm) de 302, [2] p. ; [14] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo levado a cabo em Lisboa, incidindo com algum pormenor em quatro freguesias: Santos, Camões, Belém e Arroios.
Ilustrado no texto com quadros, tabelas, plantas e fotografias a p.b., muitas delas em página inteira, e em separado, com 14 mapas em folhas desdobráveis.
"Foi da escolha do Ex.mo Director Geral a terra em que se realizou o trabalho, a cidade de Lisboa, e dentro desta cidade, de enorme área, a escôlha das zonas a que êle se limitaria, uma vez que for falta de verbas e de pessoal seria impossível que êle fosse completo. Pensou S. Ex.ª que essas áreas deviam ser formadas por freguesias, e designou quatro, duas na parte central e duas na parte periférica da cidade, cada grupo formado por uma freguesia muito antiga e outra de desenvolvimento relativamente moderno. Foram, e respectivamente, Santos e Camões, e Belém e Arroios. [...]
Pareceu-nos sempre que se devia limitar a investigação ao que desde logo se reconhecesse possível verificar em cada habitação, em cada fogo, qualquer que fôsse a condição social da família."
(excerto do preâmbulo, Algumas palavras...)
"As aglomerações urbanas - como a vida humana - têm um desenvolvimento natural que necessita de ser vigiado. Não basta que as suas casas tenham um belo aspecto estético, não chega que as suas ruas, irrepreensìvelmente simétricas ou quebradas com curvas harmoniosas, deixem antever soberbas perspectivas, torna-se necessário que o seu médico-sanitarista lhe proporcione tôdas as condições de salubridade indispensáveis á vida e ao bem estar dos seus habitantes. [...]
As cidades, no seu crescimento progressivo, apresentam à dobadoira do tempo, problemas sempre novos e complexo de demandam, como na medicina, e cada vez mais, uma especialização mais profunda. A civilização com seu frenético dinamismo traz, constantemente, novas concepções e idéias de tal variedade e mutabilidade que a sua aplicação exige a conjugação dos conhecimentos dos vários ramos da higiene pública.
Como os homens, as urbes definham-se e adoecem e a terapêutica não deve restar apenas sintomática, tem de ir às origens para debelar o mal e tem ainda de marcar a profilaxia para que, no futuro, o morbo não reapareça. O aglomerado não vive só uma geração, tem de perdurar robusto, firme, acolhedor, para albergar sucessivas gerações, e para bem desempenhar esta missão hospitaleira o seu meio tem de ser saüdável. É então que a salubridade dita as suas leis, marcando as directrizes da habitação quanto à sua implantação, orientação, materiais de construção, disposição de compartimentos, iluminação, ventilação, instalações sanitárias, etc., proporcionado, enfim, casa salubre."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa rasgada na diagonal, conservando o pedaço para posterior restauro.
Raro.
A BNP possui apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Com interesse urbanístico.
30€

12 fevereiro, 2017

BATALHA, Fernando - A URBANIZAÇÃO DE ANGOLA. [Por]... Arquitecto. Luanda, Edição do Museu de Angola, 1950. In-4.º (28cm) de 22, [2] p. ; [16] p. il ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo sobre a urbanização colonial em Angola ao longo dos anos, anteriormente publicado em três números especiais do jornal «A Província de Angola».
Ilustrado em separado sobre papel couché com fotografias a p.b. de arruamentos, edifícios, vistas aéreas, e plantas de várias cidades, vilas e povoações angolanas.
"A formação urbana das povoações antigas de Angola não foi meramente casual ou resultante da sorte, pois a análise retrospectiva das suas origens mostra-nos suficientemente a existência de ponderosas determinantes de origem geográfica, económica e política a condicionar a escolha do local ou a criação do aglomerado urbano, que se nos apresentam como o produto dum móbil deliberado e consciente, germe da primeira colonização que nos tempos modernos se empreendeu no continente africano."
(excerto do Cap. I)
Fernando Batalha (1908-2012). “Arquitecto português, nascido a 5 de maio de 1908, na cidade do Redondo, no distrito de Évora. Depois de concluir o curso de arquitetura, partiu para Luanda, em 1935. Aí, realizou vários projetos de arquitetura. Entre 1940 e 1947, foi responsável pelo Gabinete de Urbanização de Benguela e, durante a década de 40, realizou vários trabalhos em Benguela e noutras cidades de Angola. Exerceu vários cargos, como o de delegado do Gabinete de Urbanização do Ultramar (em Angola), o de vogal na Comissão Provincial dos Monumentos Nacionais de Angola e o de funcionário do Instituto de Investigação Científica do Ultramar (no setor da Arqueologia). Para além disso, o arquitecto dedicou-se ao estudo e divulgação do património urbanístico de Angola. Publicou algumas obras, como Urbanização de Angola (1950), Povoações de Interesse Histórico, Arqueológico e Turístico (1960), Em Defesa da Vila do Dondo (1963), Em Defesa do Património Histórico e Tradicional de Angola (1963), entre outras."
(fonte. infopédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€

13 novembro, 2016

GRAÇA, Mário Quartin - CULTURA, URBANISMO, MUNICÍPIO. O caso de Lisboa. Separata da Revista Municipal : N.os 136-137. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nos Serviços Gráficos da Liga dos Combatentes], 19973. In-4.º grd. (29cm) de 18, [2] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição independente.
Comunicação apresentada ao I Congresso da Acção Nacional Popular : Tomar, 3 a 6 de Maio de 1973.
Livro impresso na sua totalidade sobre papel couché, muito ilustrado com fotos a p.b.
"Quaisquer que sejam o modelo de ordenamento urbanístico adoptado ou a ética, a economia e a política que estejam na base de um plano de urbanização, de que constituem fundamento necessário e suficiente, as quatro funções humanas fundamentais comummente consideradas pelos urbanistas são o «habitat», o trabalho, a cultura e os tempos livres ou, na definição da Carta de Atenas, habitar, trabalhar, circular e cultivar o corpo e o espírito."
(excerto do Cap. I, O equipamento cultural nos planos urbanísticos)
"Justificada a necessidade de um equipamento cultural urbano, a que Le Corbusier chama «os utensílios dos lazeres espirituais», constituídos por bibliotecas, teatros, centros culturais, salas de concertos e conferências, galerias de exposições, museus, etc., etc., perguntamos o que no nosso país se passa nesta matéria desde que ao urbanismo, ao planeamento urbano, foi conferido «direitos de cidade», pois não se ignora que se trata de uma aquisição recente ao serviço do bem-estar da humanidade..."
(excerto do Cap. I, O caso português)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

11 julho, 2016

LE CORBUSIER - MANEIRA DE PENSAR O URBANISMO. Tradução de José Borrego. Lisboa, Publicações Europa-América, [1969]. In-8.º (18cm) de 211, [6] p. ; il. ; B. Colecção Saber
1ª edição portuguesa.
Muito ilustrada no texto com esboços, desenhos esquemáticos, maquetes, etc.
“Se ainda era possível considerar, até às primeiras décadas do século XX, dois estabelecimentos humanos tradicionais - a cidade como organismo urbano e a aldeia como organismo rural coerentes - as transformações ocorridas, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, com a explosão caótica das cidades e seus congestionamentos, mudaram de modo radical a visão dos urbanistas e arquitectos. Com a clara percepção deste facto, Le Corbusier analisa e propõe as metas de uma nova visão arquitetónica e urbanística capaz de colocar o homem num entorno que privilegie concomitantemente o humano e o natural.”
(in cidadesrebeldes.wordpress.com) 
Le Corbusier (1887-1965). “Jeanneret, mais conhecido por Le Corbusier, nasceu a 6 de Outubro de 1887 em La Chaux-de-Fonds, Suíça, mas viveu a maior parte da sua vida em França. Iniciou a sua carreira como intelectual, pintor e escritor («homme de lettres»). Nas suas viagens pelo mundo, Le Corbusier contactou com estilos de épocas diversas. De todas estas influências, captou aquilo que considerava essencial e intemporal, reconhecendo em especial os valores da Arquitectura Clássica grega. Interessado pelos problemas do planeamento urbano, resultantes do crescimento das cidades, abre em 1922 o seu primeiro atelier de Arquitectura. Desenvolveu um sistema construtivo com pilares de cimento armado, que libertava as paredes de qualquer função estrutural. As estruturas «esqueléticas» permitiam muitas variações para definir os espaços interior.
É considerado o arquitecto mais importante do século XX. Os seus edifícios, os seus livros, e até os seus caraterísticos laços e óculos de massa pretos afectam a nossa ideia de arquitectura moderna e de Modernismo em geral. Apesar das críticas que o seu trabalho enfrentou, Le Corbusier influencia ainda hoje a arquitetura e o planeamento urbanístico.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

07 março, 2016

NASCIMENTO, Alfredo Ferreira do – A TORRE DO BUGIO. Lisboa, [s.n. – imp. Ramos, Afonso & Moita, Lda.], 1958. In-4.º (24,5cm) de 22, [2] p. ; il. ; B. Separata de «Olisipo» - Ano XXI – N.º 81, Janeiro de 1958
1.ª edição independente.
Curiosa monografia sobre a Torre do Bugio. Ilustrada no texto e em página inteira com desenhos e esboços, e uma fotografia da Torre.
Anda nos olhos de todos nós, porque ela se integra sem esforço no complexo paisagístico de Lisboa, a silhueta bem característica, e de certo modo airosa, da velha Torre do Bugio. Emparceirada com S. Julião da Barra coube-lhe, durante pouco mais de um século, a missão de montar a guarda vigilante do passo da barra. Depois, e cumulativamente com aquele encargo, recebeu, o de servir de guia a mareantes, o único que ainda hoje se mantém. Prisão de Estado em épocas agitadas da nossa história, alvitra-se agora que nela se erga um monumento aos homens dos descobrimentos, enquanto que, por outro lado, há quem sugira a sua adaptação a fins turísticos, um e outro aproveitamento sem menosprezo da sua função primacial de farolagem.
Primitivamente conhecida por Torre da Cabeça Seca, outras designações lhe são atribuídas em numerosos documentos a ela referentes. Assim, chamaram-lhe também Torre de S. Lourenço, de S. Lourenço da Barra e, ainda, de S. Lourenço da Cabeça Seca. Mas a partir de uma determinada altura passou a ser concorrentemente designada por Torre do Bugio. [...]
Mas, do Bugio porquê?...”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

27 novembro, 2015

CIDADES, PORTOS E FRENTE DE ÁGUA - MEDITERRÂNEO. Revista de Estudos Pluridisciplinares sobre as Sociedades Mediterrânicas. N.os 10/11. Semestral. 1997. [Director: Moisés Espírito Santo]. Lisboa, Instituto Mediterrânico : Universidade Nova de Lisboa,[1998]. In-4º (24cm) de 242, [14] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com fotografias, desenhos, quadros, mapas e plantas a p.b.  nas folhas de texto e em página inteira.
Capa: Carlos Miguel. Porto de Lisboa. Fotografia cedida pela Administração do Porto de Lisboa.
Duplo número da revista Mediterrâneo, especialmente dedicado a Lisboa e à requalificação da frente ribeirinha da capital. Contém no final do livro três artigos de divulgação, não assinados: Lisbon – A modern port for a competitive region (texto em inglês); Porto de Setúbal – um porto com futuro; Sines. Encontram-se todos ilustrados com fotografias a p. b.
                                    ....................................
“As cidades portuárias constituem, provavelmente, o exemplo mais característico de cidades localizadas à “borda d’água”. É aqui que a água atinge toda a sua expressão, ao justificar a localização e existência do porto. […]
A história destas cidades está repleta de exemplos de maior afastamento ou aproximação em relação às sua frentes de água, embora os portos não sejam os únicos responsáveis por estas situações. Elas foram, também, influenciadas pela própria evolução do papel atribuído à água nas cidades e, não raras vezes, foram as próprias cidades que viraram as costas ao rio ou ao mar. […]
É esta importância da água como elemento de estruturação e de valorização urbana e dos espaços portuários como espaços privilegiados de mediação entre as cidades e a água que justifica a importância dada à reconversão dos antigos espaços portuários desafectados. […]
Foi a riqueza e a diversidade destas intervenções e a sua actualidade em Portugal, onde o exemplo digno de mais realce é a requalificação da frente ribeirinha de Lisboa e o interesse que esta temática tem suscitado entre investigadores técnicos e o próprio cidadão comum, que nos levou a dedicar este número da revista Mediterrâneo ao tema «Cidades, Portos e Frentes de Água».”
(excerto da Apresentação)
Índice.
Apresentação – João Figueira de Sousa.
Cidades, Portos e Frente de Água
- Contexto, cenário e impacto das operações de reconversão urbana em “frentes de água” – Luís Viegas, Miguel Branco, Nuno Grande.
- La reconquête des waterfronts: logiques et enjeux de la régnération urbaine – Claude Chaline e Teresa Vilan.
- Los Waterfronts de nuevo una prioridade urbanística – Joan Busquets.
- Breve síntese da Política Urbanística Municipal da zona ribeirinha de Lisboa, 1900-1995 – Teresa Craveiro.
- Uma estratégia para a gestão das Frentes Ribeirinhas do Porto de Lisboa – Natércia Rêgo Cabral.
- As “novas descobertas” marítimas da Metrópole de Lisboa – Alexandra Castro.
- A reconversão da Frente Urbano-Portuária de Setúbal – Processos, objectivos e soluções – João Figueira de Sousa e Ernesto Carneiro.
- La relazioni tra città e porto in Italia, nel quadro delle transformazioni delle aree di waterfront. I casi de Genova e Venezia – Rinio Bruttomesso.
- Waterfront revitalization in pos-industrial port cities of North America: a cultural approach – R. Timothy Sieber.
 - The New Waterfront: principles, perceptions and practice in the UK and Canada – Brian Hoyle.
- O projecto de Rive Seine Gauche: uma oportunidade perdida de uma zona ribeirinha em profunda reconversão urbana – Pedro Janarra.
- Kopes – Um porto e uma cidade no Mar Adriático – João Figueira de Sousa.
Notas/Opiniões
- História de uma campanha feliz (A luta contra o POZOR) – Miguel Sousa Tavares.
- Lisboa antes e depois do POZOR. A minha experiência ribeirinha – Miguel Correia.
- A reabilitação da Frente Ribeirinha de Lisboa – Alcino Soutinho.
- Cidades de água. A u-topia de Lisboa? – Vítor Matias Ferreira.
Exemplar com capas flexíveis em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

29 setembro, 2015

QUINTA PATINO : ESTORIL. Fotografia: Manuel Gomes da Costa. [S.l.], Espart-Grupo Espírito Santo, [s.d.]. In-fólio (30cm) de [18] p. ; todo il. ; E.
Tiragem exclusiva de 1.000 exemplares numerados, para oferta de Quinta Patino, Sociedade de Investimentos Turísticos e Imobiliários, S.A. (O presente exemplar leva o N.º 237).
Edição de prestígio. Obra luxuosa de promoção ao conhecido empreendimento imobiliário, famoso pelas festas memoráveis aí realizadas nos anos 60 do século passado pelo seu proprietário - Antenor Patiño - que, em 1968, pôs Portugal no roteiro do jet-set internacional, com a organização da "festa das festas", um baile referenciado em todo o mundo que contou com a presença de 1500 convidados.
Trata-se de um conjunto de rara beleza gráfica ilustrado superiormente com fotografias a cores dos mais belos recantos da quinta.
"Parada no tempo, cercada por vales e montes onde crescem pinheiros, cedros e oliveiras, tendo por horizonte o brilho prateado do mar, ergue-se a casa outrora construída por Antenor Patiño, em que a riqueza arquitectónica aliada ao encanto luxuriante dos jardins formam um conjunto onde viver é um dom e convidar um orgulho.
A arquitectura de Leonardo Castro Freire, de raíz portuguesa com laivos renascentistas, revela promenores que demonstram uma incessante procura de perfeição."
(excerto de A História da Quinta)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro, aplicação manual de uma fotografia e estojo executado artesanalmente.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

05 setembro, 2014

ALMEIDA, Fialho de - LISBOA MONUMENTAL. Lisboa, Edição da Câmara Municipal de Lisboa, Maio - 1957. In-4º (25,5cm) de 44, [4] p. ; il. ; B.
Ilustrado com 11 belíssimas gravuras desenhadas por Alonso impressas nas páginas do texto.
"No final da sua vida, Fialho de Almeida redige duas longas crónicas que ficaram conhecidas pelo título Lisboa Monumental. Publicadas em Outubro e Novembro de 1906 [e recolhidas no volume póstumo «Barbear, Pentear», editado em 1911], foram ilustradas pelos desenhos de Joaquim Guilherme Santos Silva (Alonso). No seu estilo peculiar - truculento e desabrido - apresenta a sua visão da capital do futuro e propõe soluções, formas e modos para alterar a imagem da cidade, para a engrandecer e tornar cosmopolita, ao mesmo tempo que lança um olhar provocador sobre a sociedade lisboeta do início de século."
Pelo centenário do nascimento de Fialho de Almeida e com o apoio da Livraria Clássica Editora, proprietária da obra literária do autor, a Câmara Municipal de Lisboa reimprimiu as crónicas neste Lisboa Monumental.
"Para que lembrar outros embelezamentos de que já hoje se deixou ou está deixando passar a oportunidade? A praça Saldanha, que no mesmo caso da Pombal, foi planeada dum bloco, e podia ficar sendo um dos mais encantados sítios da Lisboa recente, caso o Município tivesse levado os construtores à adopção de certos tipos de casa integrados num aro ou todo arquitectónico, lá está cheia de casarões e cubatas imbecis, com um jazigo bacoco ao centro, onde me dizem vão pôr o marechal - ponto é que o Senhor dos Passos, a quem ele ficou a dever 40 contos, não determine penhorar-lhe o poleiro e a vera efígie, com o que nada perderiam as artes monumentais deste país."
(excerto do texto)
Legenda das gravuras:
1- O que poderia e deveria ser a rotunda do Marquês de Pombal no coroamento da Avenida da Liberdade - A entrada para o Parque Eduardo VII.
2 - A malograda comunicação dos jardins da Escola Politécnica e Avenida da Liberdade, que por uma mesquinha questão de preço deixou de realizar-se.
3 - No ponto em que a Avenida Ressano Garcia entra no Campo Grande dizia bem um arco triunfal...
4 - O Terreiro do Paço visto do mar depois da ampliação monumental do cais de desembarque.
5 - Uma das entradas do viaduto - Aspecto da Avenida da Liberdade atravessada pelo viaduto entre S. Pedro de Alcântara e o Campo de Sant'Ana.
6 - Uma exposição industrial no futuro Parque Eduardo VII.
7 - O palácio das festas no morro do Castelo, coroando a cidade com as suas cúpulas.
8 - Futuro Arsenal da Marinha na outra margem do Tejo.
9 - A grande ponte para caminho de ferro e peões, entre as duas Lisboas do futuro.
10 - Bairro operário, do tipo higiénico moderno.
11 - Santa Engrácia restaurada em Panteon.
José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911). "Foi um médico e escritor português. Formou-se em medicina, mas nunca exerceu, preferindo a boémia da noite lisboeta. Dedicou-se à literatura e ao jornalismo até 1893, data em que deixou Lisboa para regressar à sua terra natal - Vila de Frades. O seu estilo literário foi irregular, pautado pelo Naturalismo, procurando as sensações fortes da "vida real". Os seus temas foram principalmente a cidade e o campo. Fialho de Almeida ficou conhecido como um escritor bilioso e colérico, carregado de ressentimentos para com a vida."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. 
Invulgar e muito curioso.
Indisponível

05 junho, 2013

RAIMUNDO, Domingos de Mendonça – CENTRO CULTURAL DE BELÉM : aspectos significativos da construção. Lisboa, Centro Cultural de Belém : Sociedade de Gestão e Investimento Imobiliário, S. A., 1994. In-4º (25cm) de [8], 90, [6] p. ; [44] p. il. ; B.
Fotografia de Francisco Leite Pinto e José Alexandre Inácio.
Orientação artística e gráfica de João Paulo de Abreu e Lima.
Tiragem: 500 exemplares.
Muito ilustrado em separado com fotografias a cores das diversas fases da obra.
Documento da maior relevância para o conhecimento técnico das diversas variáveis e fases de construção do CCB - Centro Cultural de Belém.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor, Domingos de Mendonça Raimundo, Engenheiro-Residente da obra.
“O Centro Cultural e Belém é a expressão visível e concreta da vontade, assumida a nível decisório, de conferir aos espaços que se estendem entre dois magníficos monumentos, classificados património mundial e dos mais evocativos da grandes feitos da nossa História – O Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém – a dignidade imposta pela sua importância histórica e arquitectónica.
Esta realização consubstanciou ainda o aparecimento de novas estruturas culturais, atinentes à prática dos mais prestigiados tipos de espectáculos – teatro, ópera, bailado, concertos – e à mostra das mais valiosas peças do património cultural e artístico mediante exposições temporárias ou permanentes. Criou ainda espaços vocacionados e equipados para todo o tipo de reuniões, congressos, conferências culturais, técnicas, científicas em local prestigiado, propiciador do ambiente adequado a tais realizações.
Transitoriamente, permitiu ainda a instalação de todos os serviços e das áreas requeridas pela realização da presidência portuguesa das Comunidades Europeias.”
(excerto da introdução)
Matérias:
Descrição Sumária do Projecto
- Módulo 1. - Módulo 2. - Módulo 3.
A Gestão da Obra
- Planeamento e controlo do progresso. - Seguimento e fiscalização da obra. – Concursos/Aprovisionamentos. – Controlo de custos.
A Gestão do Projecto
- O Protocolo para Gestão e acompanhamento do projecto. – Assistência Técnica do Projecto à Obra (ATP). – A gestão dos projectos da área de Electricidade e afins. – O Núcleo Integrado para o Desenvolvimento Coordenado dos Projectos.
O Planeamento
- Organização Estrutural. – O Planeamento geral. – O programa integrado. – O controlo do progresso. – A coordenação Geral em obra. – A gestão técnica e o controlo de qualidade.
O Controlo de Qualidade
- Os betões. – As estruturas metálicas. – Os ensaios sónicos das estacas de fundação. A recepção dos materiais.
A Execução da Obra
- Trabalhos preparatórios. – Fundações. – Estruturas e Alvenarias. – Acabamentos e vãos interiores, impermeabilizações e revestimentos em terraços e pavimentos exteriores. – Fornecimento e assentamento de pedra em paramentos exteriores.
Espaços Cénicos
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

01 abril, 2013

ARROYO, Antonio - O CASO DO MONUMENTO AO MARQUEZ DE POMBAL. Lisboa, Typographia "A Editora Limitada", 1914. In-4.º (23cm) de 36 p. ; [2] est. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo ilustrado com duas gravuras em separado:
- O Terreiro do Paço com a estátua de D. José em 1.º plano, podendo divisar-se ao fundo, em 2.º plano, o Arco do Triunfo inacabado.
- Maquete do projecto da autoria do arquitecto Marques da Silva e do escultor Alves de Sousa.
Contém memória descritiva do projecto de Marques da Silva e Alves de Sousa.
“O monumento ao estadista [Marquês de Pombal],  que a memória cívica procurava reabilitar desde as comemorações oficiais do 1º centenário da sua morte, em 1882, esteve envolvido em diversas polémicas e limitações orçamentais que atrasaram a sua construção. Em 1918 é celebrada com os autores a escritura de adjudicação do monumento, iniciando-se os trabalhos das fundações. A 13 de Maio de 1926, decorre a cerimónia formal de lançamento da 1ª pedra, dando lugar ao lançamento das sucessivas empreitadas de arquitectura,  escultura e fundição. O monumento contou com a participação das parcerias escultóricas de Leopoldo de Almeida e Simões de Almeida (Sobrinho) que, em 1930, substituíram Francisco Santos na direcção do projecto, tendo sido inaugurado a 13 de Maio de 1934.” (in museudacidade.pt)
O presente opúsculo foi parte de uma “guerra” entre os adeptos dos dois projectos a concurso pela edificação do monumento ao Marquês – o vencedor, da autoria dos arquitectos Adães Bermudes e António Couto e do escultor Francisco Santos, e o outro, da autoria do arquitecto Marques da Silva e do escultor Alves de Sousa. Dirimido a maior parte das vezes nas páginas dos jornais, como era uso na época, esta foi uma polémica de “longa duração” que viu vários concursos serem anulados, e que contou com a intervenção de algumas figuras de relevo da cultura nacional.
António Arroio, partidário do projecto classificado em 2º lugar, “arrasa” o projecto ganhador sugerindo a viciação do concurso pelo júri, e tecendo os mais rasgados elogios ao projecto preterido.
“O actual caso do monumento ao Pombal integra-se na serie lamentavel das obras más que deslustram Lisboa e de todo contrastam com o traçado e o espirito da sua obra de constructor.
Parece que, no exame das diferentes maquettes apresentadas a concurso, o jury, cada um dos seus membros em separado, deveria compenetrar-se da extrema e excepcional gravidade do problema a resolver. O monumento tinha necessariamente de encerrar o conjunto dos tres temas expressivos a que atrás me referi: ser um organismo forte e valioso, simbolisar o trabalho productor do nosso povo e coroar dignamente a bela cidade reconstruida pelo marquez, no ponto culminante d'onde a vemos desenrolar-se até á borda do Tejo, até ao logar em que ele levantou, ao rei que lhe deu força para realisar a sua obra, um monumento de inexcedivel beleza. […] Consta porem, que não houve discussão alguma; que houve apenas uma votação por escrutínio secreto!
Todos quanto conhecem estes casos de apreciação critica e julgamento não deixarão por certo de ficar surpreendidos e até desorientados. Pois é porventura possível que uma votação dessa ordem não seja precedida de larga e até violenta controvérsia?
Mas emfim o juri, na sua alta sabedoria, não discutiu. Não discutiu e enganou-se. É incontestavel. Porque, ao passo que todos encontram uma enorme superioridade ao monumento que obteve o 2.° premio sobre o primeiro premiado, que verbalmente e por escripto o afirmam sem a menor hesitação, ninguém se apresenta a defender a obra que o júri preferiu.  e o seu auctor vê-se forçado a vir fazê-lo; ninguém perfilha a resolução do júri porque afinal, como algures já disse, para mim e para todos, o monumento que obteve o 2.º premio, do arquitecto Marques da Silva e do escultor Alves de Sousa, é uma obra absolutamente excepcional em concursos deste género. […] Eu não julgava que houvesse em Portugal dois artistas capazes de um tal esforço.. Tudo ali é belo, grande, nobre e superiormente tratado. O monumento que obteve o 1º premio é uma obra mal concebida e concebida a frio, sem caracter, sem significação, feita principalmente de bocados ligados apenas materialmente uns aos outros; verdadeira manta de retalhos, sem espirito a reuni-los, e de uma miséria mental que deveras lamento.” (excerto do texto)
António José Arroio (1856-1934). “Foi um engenheiro, político, crítico de arte e professor que, para além da sua carreira técnica como engenheiro, foi autor de obras sobre literatura, música e artes plásticas. Destacou-se como promotor em Portugal do ensino técnico e das artes aplicadas.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Ausência de f. rosto e capa posterior.
Raro.
Indisponível