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12 maio, 2015

[CHERNOVIZ, Pedro Luís Napoleão] - MEMORIAL THERAPEUTICO OU BREVE INDICAÇÃO DE VARIAS FORMULAS EMPREGADAS COM INEXCEDIVEL EXITO NO DECURSO DE MAIS DE TRINTA ANNOS DE EXERCICIO PRATICO DE CLINICA E PHARMACIA NO IMPERIO DO BRAZIL. Acompanhado como additamento de uma exposição botanica das plantas medicinaes brazileiras, cujos usos vão indicados no texto d'esta obra. Lisboa, Typgraphia Universal de Thomaz Q. Antunes, Impressor da Casa Real, 1873. In-8º peq. (13,5cm) de [2], 123, [1] p. ; E.
1.ª (e única) edição.
Curiosíssimo trabalho publicado sob anonimato, sabe-se que o seu autor foi Pedro Luís Napoleão Chernoviz, médico polaco, durante muitos anos radicado no Brasil. O livro divide-se em duas partes:
O Memorial Therapeutico, que inclui 185 preparados;
A Descripção das Plantas Medicinaes Brazileiras citadas em varias fórmulas d'este Memorial.
Mais tarde, o autor integraria esta obra em edições posteriores do seu conhecido Formulario ou Guia Médica (1841), julgamos que, a partir da 10.ª edição (1879).
"A presente publicação nada tem de commum com essa alluvião de formularios, que um desejo de ganhar nome, ou a cubiça do lucro acarretam quasi quotidianamente para o mercado dos livros; não passando a maior parte das vezes de meras especulações, com que se illude a credulidade do vulgo ignaro sem proveito da sciencia.
As fórmulas recoplidas n'este livrinho, e entregues hoje á publicidade, são exclusivamente o fructo de conscenciosas observações e experiencias medico-pharmaceuticas, emprehendidas e executadas no periodo de tres decadas de annos em que o auctor residiu e exerceu os dois ramos da arte de curar no imperio de Vera Cruz."
(excerto da introdução)
Pedro Luiz Napoleão Chernoviz (1812-1881). "O doutor Pedro Luiz Napoleão Chernoviz, nome abrasileirado de Piotr Czerniewicz, nasceu na Polônia (Lukov), em 1812. Em 1830, já como estudante de medicina na Faculdade de Varsóvia, foi obrigado a sair de seu país, ainda bem jovem, por ter participado de um levante contra o domínio russo. Assim como milhares de outros poloneses, recebeu abrigo em território francês, onde pôde continuar seus estudos, doutorando-se, aos 25 anos, em medicina pela Faculdade de Montpellier.
Na busca de fama e fortuna, resolveu, em 1840, aventurar-se pelas terras brasileiras, uma vez que o país era visto como promissor na área da saúde. Em dezembro do mesmo ano, teve seu diploma reconhecido pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e foi aceito na Academia Imperial de Medicina, como membro titular. Entretanto, ao entrar em contato com as vivências e costumes da capital brasileira, percebeu que, para atingir seus propósitos de enriquecimento, o meio mais eficaz não seria clinicar ou dedicar-se à arte cirúrgica. Isto porque já existiam muitos consultórios médicos e de cirurgiões renomados na cidade carioca.
Entretanto, esse quadro não se repetia nos vilarejos interioranos, afastados dos grandes centros urbanos. Havia uma numerosa população rural carente de todo tipo de assistência relacionada à saúde. A partir dessa constatação, Chernoviz dedicou-se à idéia de produzir manuais em língua portuguesa, que tivessem explicações sobre o conjunto posológico e indicações de procedimentos básicos, que pudessem orientar leigos e acadêmicos nos atendimentos diários e nos primeiros diagnósticos.
A idéia viria a se materializar com as publicações do Formulário e Guia Médico (1841) e do Dicionário de Medicina Popular e das Ciências Acessórias (1842), que se tornaram referência para as questões médicas. Grande foi a aceitação desses manuais, o que resultou na publicação de várias edições. Segundo o estudioso Hilton Seda, possivelmente em virtude das críticas que estava recebendo pelo fato de seus manuais facilitarem o acesso dos leigos à medicina, Chernoviz teria se desligado, em 1848, da Academia Imperial de Medicina.
Em 1855, retornou a França, em companhia de sua mulher Julie Bernard e de seus seis filhos (um dos quais daria continuidade a seu grande projeto editorial) e morreu, em Paris, em 1881. Sem dúvida, foram várias as contribuições de Chernoviz para o campo da saúde: publicou diversos artigos na Revista Médica Fluminense e na Gazeta Médica da Bahia. Entretanto, não ficou conhecido no Brasil por sua atuação acadêmica ou clínica, mas por seus manuais médicos, que se tornaram instrumentos essenciais para disseminar práticas e saberes aprovados pelas instituições médicas oficiais no cotidiano daquela população.
A imagem de Chernoviz foi, assim, associada aos próprios manuais, como fica claro a partir do poema Dr. Mágico, de Carlos Drummond de Andrade: "Dr. Pedro Luís Napoleão Chernoviz / Tem a maior clientela da cidade. / Não atende a domicílio / Nem tem escritório. / Ninguém lhe vê a cara. / Misterioso doutor de capa preta ou invisível, (...)"."
(in http://www.museudavida.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=40&sid=30)
Encadernação inteira de percalina com título da obra gravado a seco e a ouro na pasta frontal.
Raro.
45€

15 dezembro, 2014

LANDOLT, Cândido Augusto - FAUNA E FLORA MARITÍMAS DA PÓVOA DE VARZIM. Por... (Com um prefácio do Ilustre Prof. Dr. Duarte Carrilho). Braga, Tipografia Sousa Cruz, 1928. In-4º (22cm) de 59, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Com um retrato do autor em extratexto.
Curioso estudo sobre as espécies que habitam o litoral poveiro.
Matérias:
Breves noções sobre a classificação natural dos seres vivos.
I - Animais e vegetais. II - Classificação dos seres vivos. Classificações artificiais e naturais. III - Classificação actual dos seres vivos. Classificação botânica. IV - Uso das Floras. V - Classificação dos animais. VI - Classificação dos seres vivos, citados neste livro. VII - Mamíferos. Cetáceos. VIII - Aves. IX - Estudo alfabetado das espécies observadas. X - Observação do prefaciante. XI - Reptis e batráquios. XII - Estudo de alguns reptis. XIII - Estudo de alguns batráquios. XIV - Peixes. Estudo de alguns peixes. XV - Invertebrados. XVI - Esboço da classificação dos invertebrados. XVII - Alguns invertebrados da Póvoa de Varzim, alfabetados.
Nota final.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

25 setembro, 2014

ARTE DA AGRICULTURA PALMARICA : em que se ensina o modo de plantar as palmeiras, conservar e grangear os palmares, conforme foi impressa no n.º 8 (Janeiro de 1855) do Boletim e Annaes do Conselho Ultramarino. Lisboa, Imprensa Nacional, 1855. In-8.º (15,5cm) de VI, [2], 49, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de plantação de palmeiras, especialmente impresso para a divulgação do seu cultivo na África portuguesa.
"Entre as numerosas producções com que a mão do Creador enriqueceu a Zona intertropical, poucas são talvez tão preciosas, como em geral são as diversas especies da numerosissima familia das palmeiras."
(excerto da introdução)
"A arte que se vai lêr, é o fructo do trabalho e longa experiencia de um Leigo Jesuita, que esteve á testa das grandes e numerosas fazendas, que aquella riquissima ordem possuia na Provincia de Salsete. Não consta que fosse impressa, a não ser que ha pouco tempo se estamparam algumas paginas. Só existe na mão de alguns curiosos, mas tão inçada de erros dos copistas ignorantes, que verdadeiramente a tornam inintelligivel em muitas partes. Não fiz portanto mais do que, confrontando varias copias, purga-la d'estas manchas grosseiras; e explicar em notas especialmente alguns nomes e termos usados na India e em Gôa, e que debalde se procurarão nos Diccionarios de lingua portugueza."
(Advertência ao leitor)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos. Carimbo de oferta do Ministério da Colónias na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

30 dezembro, 2011

LISBOA, Frei Cristóvão de - HISTÓRIA DOS ANIMAIS E ÁRVORES DO MARANHÃO. Estudo e notas do Dr. Jaime Walter ; prefácio de Alberto Iria. Lisboa, Publicação do Arquivo Histórico Ultramarino e Centro de Estudos Históricos Ultramarinos, 1967. In-fólio (31cm) de XII, 158, [186] p. ; il. ; B.
Exemplar valorizado com extensa dedicatória autógrafa do prefaciador ao "Dr. Clemente Rogeiro, eminente Director Geral de Informação, no dia da posse deste seu alto cargo...".
Tabuada: Prefácio; I - Explicação; II - Estudo; III - Leituras e comentários; IV - Reprodução fac-similada do códice; V - Índice dos peixes do Maranhão e do Pará, plantas, árvores e pássaros.
"Na secção de «Reservados» da biblioteca do Arquivo Histórico Ultramarino existe um códice que mede 0,30 cm X 0,22 cm, com encadernação inteira de pergaminho grosso, já amarelo-carregado, tendo na lombada, em caracteres do século XVII, escritos com tinta castanho-escura, a indicação Animaes do Maranhão. Contém esse livro cento e noventa e oito folhas de papel, todas em bom estado, com uma marca de água que não conseguimos identificar. A folha do frontispício dá-nos a indicação de se tratar da História dos animaes, e arvores do/Maranhão/Pelo muito Reverendo Padre Fr. Chris-/tovão de Lisboa Calificador do Santo/Officio, e fundador da Custodia do/Maranhão da Recolecção de/Santo António de/Lisboa. Anno... não indicando, como se verifica, além da palavra ano, a data em que foi escrita ou se fizera a sua compilação. As três primeiras folhas, a seguir, sem numeração, são ocupadas por um índice alfabético dos nomes das espécies contidas no códice. As cento e sessenta e quatro folhas seguintes, todas numeradas, contêm desenhos variados, feitos a lápis e cobertos a tinta, com um ou outro esboço ainda a lápis, apresentando-se em branco as fols. 29, 30, 31, 61 e 70, e havendo vestígios de ter sido arrancada a fol. 35. As trinta folhas restantes são as que contêm um texto escrito, relacionado com as espécies desenhadas, estando igualmente em branco a fol. 171." (excerto do estudo)
Frei Cristóvão de Lisboa (1583-1652) foi um missionário português. "Escreveu A História dos Animais e Árvores do Maranhão, presumivelmente, entre 1624 e 1627, mas foi impressa apenas em 1967. Frei Cristóvão soube, durante o seu trabalho de evangelização, captar e valorizar informações sobre os habitantes e a natureza maranhenses. Realçe na obra, para os desenhos e a acuidade da caracterização descritiva e dos comentários feitos pelo franciscano português. A interpretação sonora e a transcrição do nome pelo qual era conhecida a espécie pelos habitantes locais, bem como a citação do modo de tratar e usar como alimento as suas sementes, como feitos por Frei Cristóvão, trazem à tona uma pequena fracção do saber sobre a natureza que as populações autóctones detinham antes da chegada dos europeus ao território brasileiro e de como este conhecimento pode ser captado e valorizado."
Exemplar brochado com as capas plastificadas reproduzindo a encadernação original inteira de pergaminho.
Excelente exemplar.
Invulgar, com interesse histórico.
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25 setembro, 2011

BONANÇA, João - HISTORIA DA LUZITANIA E DA IBERIA : Desde os Tempos Primitivos ao Estabeleciemnto Definitivo do Dominio Romano : Parte Fundada em Documentos atá ao Presente Indecifraveis : Obra illustrada de muitas gravuras de plantas e animaes das eras geologicas dos primeiros productos da industria humana e das primitivas moedas hispanicas; dos duzentos caracteres do alphabeto luziberico e de um amplo mappa geographico da Hispanha antiga contendo consideravel numero de povoações mais do que as inscriptas nos mappas até agora publicados e do que as mencionadas pelos antigos escriptores : por... Volume I [e único]. Lisboa, Imprensa Nacional [na capa] ; Empresa da Historia da Luzitania e da Iberia, 1891 [na capa] [no verso do rosto vem assinalado 1887]. In-4º (28cm) de 900, [5] p. il. ; il. ; E.
"João Bonança (1836-1924), foi um jornalista, escritor e político. Personagem controverso, foi padre, mas afastou-se da Igreja em 1870. Tornou-se jornalista e entrou na política. Participou em vários movimentos nacionais, entre eles na corrente para abolir a pena de morte e para a introdução do código civil. Escreveu sobre religião e sobre mudanças sociais. Ajudou a fundar o jornal “O Trabalho”. Era amigo de Antero de Quental e de Teófilo Braga, entre outros nomes da geração de 70. Em 1911, forma o partido político "Integridade Republicana", tendo-se candidatado à Presidência da Repúnlica, embora sem resultado."
Belíssima encadernação contemporânea inteira de pele com cercadura a ouro nas pastas e dourados na lombada; conserva as capas originais; a assinalar um pequeno restauro de amador no pé da capa anterior e uma assinatura de posse no anterrosto, em tudo o mais, estamos em presença de um excelente exemplar.
Invulgar.
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