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26 dezembro, 2018

TABORDA, Vergílio - ALTO TRÁS-OS-MONTES : estudo geográfico. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1932. In-8.º (22,5cm) de XI, [1], 224, [2] p. ; [8] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Dissertação de Doutoramento na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Ciências Geográficas).
Ilustrada no texto com tabelas, e em separado com desdobráveis e fotogravuras impressas sobre papel couché.
"Êste livro pretende ser uma contribuição para o estudo geográfico de Portugal como ela se me afigura mais útil, quer dizer sob a forma de monografia regional. Com efeito, só depois duma série de trabalhos desta natureza, de pacientes e minuciosos inquéritos que cinjam tanto quanto possível toda a realidade geográfica nos seus múltiplos aspectos dentro dos vários pequenos quadros regionais, só depois disso será possível ensaiar-se um grande e sério trabalho de síntese geográfica do país."
(Excerto do Prefácio)
"A região que se designa aqui por Trás-os-Montes compreende apenas uma parte, embora a maior parte, da província interior do além Douro. Quem da Régua sobe para Chaves nota, passada Vila Real, uma mudança de aspectos e de paisagem: entra-se no Alto Trás-os-Montes.
Com ter características geográficas próprias, a região do Alto Trás-os-Montes integra-se num todo maior que é a província transmontana. Quem diz província diz unidade histórica. Mergulhado no isolamento das suas montanhas e vales profundos, privados de estradas e caminhos acessíveis, à margem da circulação que animava o litoral do país, de natureza rude, clima excessivo, solo em regra pouco fértil, habitado por uma grei rural que, mantendo uma tradição comunalista vivaz, praticava uma agricultura primitiva e criava os seus gados, bastando-se a si própria, Trás-os-Montes oferece desde cedo uma fisionomia peculiar que o distingue das outras regiões de Portugal."
(Excerto de A região e os seus limites)
Índice:
I - A região e os seus limites. II - Os materiais do solo. III - O relêvo do solo. IV - Clima. V - Revestimento vegetal. VI - As culturas. VII - Criação de gado. VIII - Propriedade e exploração do solo. IX - Relações económicas. X - A habitação e as povoações. XI - A população.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico, antropológico e etnográfico.
Indisponível

10 novembro, 2018

REGO, José Teixeira - NOVA TEORIA DO SACRIFÍCIO. Fixação do texto, prefácio e notas de Pinharanda Gomes. Lisboa, Assírio & Alvim, 1989. In-8.º (22cm) de 203, [5] p. ; il. ; B.
Interessante e pouco conhecido conjunto de ensaios histórico-filosóficos sobre religião, muito valorizado pela análise e notas do pensador e ensaísta Jesué Pinharanda Gomes.
"Teixeira Rego (1881-1934) escreveu a sua Nova teoria do sacrifício em fascículos entre 1912-1915 publicados como artigos na revista Águia. Três anos depois foram editados em livro na Renascença Portuguesa [cujo registo a BNP não possui]. Este trabalho foi levado a cabo na condição de autodidata com todos os riscos que isso comporta.
A sua teoria do sacrifício tenta contestar as teses do fervoroso portuense Roberto Guilherme Woodhouse (1828-1876) presidente da Associação Católica em 1872 que tentava adequar as teorias evolucionistas com o livro dos Génesis. Teixeira Rego serve-se das investigações que se tinham começado a desenvolver com a história comparada das religiões a partir do final século XIX. Ao ler os seus textos saltam imediatamente à vista a sua cultura e a abrangência de pontos de interesse, de curiosidade e de leituras. No caso que aqui nos atém, Teixeira Rego tenta aplicar ao texto genesíaco os novos conhecimentos da história comparada das religiões. A este nível considerámo-lo verdadeiramente inovador na medida em que conseguiu sair do panbabilonismo da exegese bíblica de então e espelhar o texto bíblico numa enorme variedade de tradições literárias e culturais que não apenas as do médio oriente antigo2 , contexto mais próximo (e normalmente até o único) a ser considerado quando se trata de aplicar os métodos histórico-críticos ao texto bíblico. A teoria do sacrifício de Teixeira Rego tenta compaginar os pontos comuns de várias tradições culturais e literárias. [...]
A sua grande tese, enquanto mitólogo e filósofo da história comparada das religiões, leva-o a considerar o mito apenas do ponto de vista fenomenológico enquanto repetição ritual de uma ação, «a reprodução mais ou menos alterada de um facto»."
(fonte: http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/19008/1/A%20teoria%20do%20sacrif%C3%ADcio%20de%20Teixeira%20Rego%20revisitada.pdf)
"O rito do sacrifício, já de si singularíssimo, ainda apresenta de estranho o ser praticado por todos os povos, desde os tempos mais remotos até hoje. A causa, pois, que o determina deve ser universal, impressionante, terrível, para produzir tal duração e generalidade. As hipóteses tendentes a explicá-lo, embora algumas engenhosíssimas, com indiscutíveis verosimilhanças, tais as de Tyler, Robertson Smith e escola de Durkheim, têm o direito comum de justificarem o sacrifício em alguns povos somente, pois que não é de crer que as mesmas aproximações, mais ou menos remotas, mais ou menos subtis, fossem feitas em toda a parte; e, se se recorre à irradiação dessas ideias do povo ou povos que as pensaram para os restantes povos, não se vê em tais ideias suficiente importância e evidência para serem universalmente adoptadas com um cerimonial rigoroso e complexo, e acatadas com o máximo respeito."
(excerto do Cap. I, O problema do sacrifício)
José Augusto Ramalho Teixeira Rêgo (1881-1934). "Nascido em Matosinhos em 1881, conviveu desde jovem com algumas das mais importantes figuras do círculo intelectual portuense, tornando-se discípulo de Sampaio Bruno e aprofundando a sua predileção intelectual no âmbito das línguas orientais, da filosofia, da religião e dos temas da cultura geral em sentido lato. Diretor do jornal "O Debate" e membro da "Renascença Portuguesa", movimento cultural que despontara no Porto, estreitou laços de amizade com Leonardo Coimbra, de quem partiu o convite para exercer o magistério na recém-criada Faculdade de Letras do Porto. A sua entrada como Professor Contratado do 2.º Grupo (Filologia Românica), em 1919, rodeou-se de polémica nos meios académicos portugueses, uma vez que José Teixeira Rêgo apenas possuía os estudos liceais. Porém, essa questão foi facilmente resolvida com os argumentos de se tratar uma nomeação governamental e de se basear no critério legal do reconhecimento da idoneidade científica e cultural do candidato."
(fonte: sigarra.up.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

25 abril, 2018

TEIXEIRA, J. S. - PAUL RICOEUR E A PROBLEMÁTICA DO MAL. Separata de Didaskalia : Vol. VII (1977). [S.l.], [s.n. - Composto e impresso nas oficinas da Gráfica de Coimbra, Coimbra], [1977]. In-4.º (24cm) de 87 p. (43-129 pp) ; B.
1.ª edição independente.
"Embora com as inevitáveis dificuldades - provenientes quer da complexidade do assunto, quer do tratamento envolvente que o Autor lhe confere, quer do carácter esparso e incompleto dos escritos sobre o tema em questão -, pretende este artigo apresentar dum modo bastante fiel o pensamento de Paul Ricoeur sobre o mal, que julgamos ser pouco conhecido do público de expressão portuguesa. O tema do mal, que se centra sobretudo nos dois volumes da «Filosofia da Vontade», de título genérico «Finitude et Culpabilité», é um tem privilegiado pera nele e a partir dele se tentar compreender e articular o projecto ainda não acabado de Riscoeur. Depois de algumas questões necessárias de carácter geral e metodológico, analisaremos em primeiro lugar o problema da falibilidade antropológica (a «porta» por onde o «mal entra no mundo») e, em segundo lugar, as questões suscitadas pelos símbolos e mitos do mal («lugar» da sua revelação enigmática). Aparecerão aqui e ali alguns acenos à esperança, à «saída do mal do mundo», aos contra-símbolos e anti-tipos do mal, problema este que, sem totalmente se poder desligar da Simbólica - e portanto da Empírica -, é remetido mais precisamente para uma Poética da Vontade."
(Preâmbulo)
Paul Ricœur (1913-2005). “Foi um dos grandes filósofos e pensadores franceses do período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial. As suas obras mais importantes são: A filosofia da vontade (primeira parte: O voluntário e o involuntário, 1950; segunda parte: Finitude e culpa, 1960, em dois volumes: O homem falível e A simbólica do mal). O conflito das interpretações (1969); A metáfora viva (1975). Ricœur vê que o homem concreto é vontade falível e, portanto, capaz do mal. A antropologia de Ricœur delineia um homem frágil, "desproporcionado", sempre à beira do abismo entre o bem e o mal. A problemática da simbólica do mal leva Ricœur ao tema da linguagem, ou melhor, ao projeto da construção de uma grande filosofia da linguagem - projeto que assenta num trabalho sobre Freud: Da interpretação. Ensaio sobre Freud (1965)."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
A BNP possui apenas um exemplar.
10€

06 outubro, 2017

QUE SORTE, CIGANOS NA NOSSA ESCOLA! Lisboa, Centre de recherches tsiganes : Secretariado Entreculturas, 2001. In-4.º (23,5cm) de 333, [3] p. ; il. ; B. Colecção Interface
1.ª edição.
Estudo sobre a comunidade cigana - a sua história, os seus hábitos e cultura -, um olhar para o passado, presente e futuro do povo cigano.
Ilustrado no texto com desenhos esquemáticos, gráficos e tabelas, e com fotografias a p.b.
Grupo de trabalho: Carlos Cardoso; Carlos Jorge dos Santos Sousa;  Elisa Lopes da Costa - consultora científica; Elisabete Mateus; José Maria Vargas Peña; Maria Helena Torres Chaves; Mercedes Torres; Mirna Montenegro; Teresa Fernandes; Tiago Maymone Martins.
"A educação da pessoa assenta, invariavelmente, sobre a sua disponibilidade para encetar uma viagem interior de verdade e, no limite, de 'conversão'.
Se queremos mudar uma relação difícil temos de começar por nos transformarmos a nós próprios. Este axioma cristalino, mas frequentemente escamoteado, tem aplicação tanto no plano das pessoas, como no das comunidades ou no da relação entre povos. A reciprocidade tem sempre uma origem e esta é a responsabilidade individual, quiçá moral, de cada um.
Com efeito, o preconceito gera preconceito, do mesmo passo que o ódio multiplica o ódio, ou a violência provoca mais violência. [...]
No caso vertente, que ocupa substantivamente os ensaios sob escrutínio, a libertação de preconceito é tarefa maior da educação dos Ciganos que, fruto de uma clausura comunitária, muitas vezes se vêm tolhidos na sua relação como o mundo exterior. Mas ela constitui também um objectivo nuclear da educação intercultural de todos os membros da sociedade portuguesa para que ultrapassem, nas suas mentes, imagens profundamente distorcidas da comunidade cigana, quantas vezes acriticamente propagadas de geração em geração.
Este livro é bordado com a mais delicada filigrana humana. Por ele perpassa muito da dimensão colectiva e da memória espiritual do povo Rom."
(excerto da apresentação)
Índice:
Nota de abertura. Prefácio. Pinta a erva da cor que quiseres, ela será sempre erva. A erva curva-se ao vento e levanta-se de novo quando o vento passa. A mais bela fogueira começa com pequenos ramos. A águia voa alto, mas corta-lhe as asas e ficará uma galinha. Caminha sobre a erva com pés leves, os teus cavalos podem precisar dela. Ainda que montes um cavalo virado para a cauda, ele continuará a caminhar para a frente. Informações úteis.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

31 agosto, 2017

MORÃO, Joaquim César de Figaniére e - DESCRIPÇÃO DE SERRA-LEÔA E SEUS CONTORNOS. ESCRIPTA EM DOZE CARTAS. Á QUAL SE AJUNTÃO OS TRABALHOS DA COMMISSÃO-MIXTA PORTUGUEZA E INGLEZA, ESTABELECIDA NAQUELLA COLONIA. O. C. D. Á SOCIEDADE LITTERARIA PATRIOTICA O CIDADÃO... Membro da mesma Sociedade e Ex-Commissario Arbitro de S. M. F. em Serra-Leôa. LISBOA: NA IMPRESSÃO DE JOÃO BAPTISTA MORANDO. ANNO 1822. In-8.º (19cm) de 97, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para a história do tráfico negreiro. Na época em a presente obra foi publicada, o comércio de escravos caminhava para o seu ocaso, fruto das pressões exercidas pela coroa inglesa sobre Portugal e dos tratados celebrados entre os dois países que, a pouco e pouco, apontavam para a abolição geral. Muito interessante pelas descrições geográficas do território colonial, as impressões transmitidas pelo autor do seu dia a dia em Freetown ao longo do tempo que aí permaneceu como representante português na Comissão Mista e pela particularmente curiosa abordagem etno-antropológica dos indígenas que Figaniére descreve com algum pormenor.

Em 1815, foi celebrado um Tratado entre os dois países “para a abolição do tráfico de escravos em todos os lugares da Costa da África ao norte do Equador”. Além dessa medida, o texto bilateral assinala que D. João VI resolvera adoptar ”em seus domínios, uma gradual abolição do comércio de escravos”. Em 1817, não sendo ainda possível ao governo inglês atingir o seu maior objetivo, alcançara pela Convenção que tem por fim “impedir qualquer comércio ilícito de escravatura”, o famoso “direito de visita e busca” nas embarcações suspeitas de tráfico, e a criação de “comissões mistas” para julgarem os navios negreiros apresados, que passaram a funcionar em Serra Leoa e no Rio de Janeiro.
                                             ....................
"Quando tive a honra de ser nomeado, por Sua Magestade Fidelissima, Membro da Commissão-Mixta em Serra-Leôa (Africa) hum meu íntimo Amigo ordenou-me que lhe desse d'aquelle Paiz noticias que interessassem, o que cumprí misturando-as com outras familiares. Tive a fortuna de escapar aos horriveis males daquella terra e cheguei felizmente à minha. Aqui tendo a ventura de encontrar o meu fiel Amigo, e outras pessoas da minha amizade, aconselhárão-me que redigisse das Cartas as noticias Africanas, e que as aprezentasse ao Público, por julgalas dignas d'Elle, visto que podem dar alguma instrucção. Movido, pois, de suas instancias, cumpro com seus dezejos, e accrescento (visto a opportunidade) os trabalhos daquella Commissão em quanto eu tive a honra de lhe pertencer."
(excerto do prólogo)
Joaquim Cesar de Figaniére e Morão (Lisboa, 1798- Brooklin, New York, EUA, 1866). “Filho de Cesar Henrique de la Figaniere, Capitão de mar e guerra que foi da armada real portuguesa e de D. Violante Rosa de Mourão. Foi ministro plenipotenciário de Portugal nos Estados Unidos. Inicialmente, exerceu as funções de cônsul-geral em Norfolk e adido da Legação portuguesa em Washington D.C. até 1823. Posteriormente, passou a ser cônsul-geral em Nova Iorque, entre 1824 e 1829. Ligado à causa liberal, foi nomeado agente da Regência Liberal e em 1834 foi designado encarregado de negócios nos Estados Unidos, cargo que ocupou até 1838. Nesse ano mudou-se para o Rio de Janeiro, igualmente como encarregado de negócios. O regresso à América aconteceu em 1840, quando foi designado ministro residente. Foi promovido a ministro plenipotenciário em 1854, tendo permanecido neste posto até à sua morte em 1866.”
(fonte: SÁ, Tiago Moreira de, História das Relações Portugal EUA (1776-2015), Lisboa, 2016)
Encadernação coeva em meia de pele com cantos, e com rótulo carmim e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
120€

12 agosto, 2017

SILVA, Rodolfo Xavier da – CRIME E PRISÕES. Por… Médico-Director da 1.ª Secção do Instituto de Criminologia, Assistente do Instituto de Medicina Legal de Lisboa. 2.ª Edição. Lisboa, Livraria Depositária Ailaud e Bertrand [Composto e Impresso nas Oficinas da Cadeia Nacional de Lisboa], 1926. In-4.º (24cm) de 294 p. ; [1] f. il. ; il. ; B.
Reflexões do autor sobre o crime, as suas causas e o cumprimento das penas. Trata-se de um importante estudo socio-antropológico sobre a população prisional e o sistema prisional.
Ilustrado com 47 desenhos e fotogravuras no texto.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Prof. Joaquim Fontes.
“Ninguém está livre de cometer um crime.
A dureza desta arrojada afirmativa, sob uma rápida análise, vai, certamente, explodir como uma bomba no lar do burguês austero ou no da dama honesta e de irrepreensível educação. Mas a esses, que nos possam olhar com um sorriso, ao mesmo tempo compassivo e irónico, diremos que à arrogância do seu critério, à frouxa observação do seu lorgnon, responderá a irrefutabilidade da nossa asserção.
Volvida e revolvida a frase, ela permanecerá inflexível como se fôra uma lei. É tão positiva e palpável a sua verdade, que escalou já os domínios da filosofia popular, sintetizada e consagrada nes’toutra expressão de bem mais fácil alcance: «no melhor pano cai a nódoa».
No entanto precisamos ponderar que a prática do crime é favorecida pela oportunidade e por condições especiais, na dependência de múltiplos e variados factores, como podem ser, entre outros, a idade, o temperamento, a instrução, a educação, o meio, as condições económicas e psicológicas do seu agente, etc.
Necessário será também o expor que há nítida diferença entre um crime primário acidental ou ocasional e aquele que é perpetrado por um delinquente habitual, onde quase sempre pode marcar-se um predomínio ou acentuação da maldade, do cinismo, da perversidade.”
(excerto do Cap. I)
Matérias:
PRIMEIRA PARTE
O Crime: I - Crime e castigo. II - Génese do crime. III - Agentes do crime. IV - Prática do crime: A arte de furtar; Burlões e gatunos de expedientes; Gatunos de golpe; Gatunos de arrombamento, escalamento ou chaves falsas.
SEGUNDA PARTE
Prisões: V - As prisões portuguesas. VI - Linguagem das prisões. VII - Vida prisional. VIII - A tatuagem das prisões. IX - Literatura nas prisões. X - Trabalho prisional.
Rodolfo Xavier da Silva (1877-1955). “Licenciado em 1905 pela Escola Médico-Cirúrgica, foi médico e professor no Instituto de Medicina Legal. Co-organizou o Arquivo Geral do Registo Criminal, tendo ascendido a Director do Instituto de Crimonologia. Ocupou o cargo de Governador Civil de Lisboa em 1917 para, em 1919, tomar assento na Câmara de Deputados. De 30 de Março a 28 de Junho é Ministro dos Negócios Estrangeiros, pasta que irá ocupar de novo entre 20 e 26 de Junho de 1920. Regressou, depois de uma passagem por Moçambique, para assumir a pasta do Trabalho, entre 6 Julho a 22 de Novembro de 1924. Ministro da Instrução, no governo de Vitorino Guimarães, de 15 de Fevereiro a 1 de Julho de 1925.”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas em mau estado, com alguns rasgões e pequenas falhas de papel. Pelo interesse e raridade a justificar trabalho de restauro.
Invulgar.
Indisponível

20 junho, 2017

CARVALHO, Luiz Augusto Pinto de Mesquita - ESTUDO SOBRE A FAMILIA E O CASAMENTO. Dissertação para a 4.ª Cadeira da Faculdade de Direito. Por... Alumno da mesma Faculdade. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1888. In-4.º (25cm) de 101, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo histórico sobre a família e o casamento. A presente tese faz a análise histórica destas duas instituições, e constitui a 1.ª parte de um estudo mais alargado, cuja segunda parte - considerações e propostas sobre a família e o casamento na actualidade (da época) - terá sido publicada mais tarde, em 1908, como trabalho autónomo.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a José Ferreira Ferrão Castello-Branco.
"Da observação que temos feito, concluimos que as modificações successivas por que passou a instituição da familia, vão denotando sempre um progresso crescente nos povos que, modificando o modo da sua constituição, a melhoraram.
Assim o mais selvagem systema, sem duvida o que mais se approxima da animalidade primitiva, é a promiscuidade; ella, porém, sob a acção benefica de uma civilisação relativa, separa-se nos dois ramos immediatamente seguintes e por isso immediatamente superiores: a polygamia e a polyandria, menos vulgar, deveria ser o systema familiar que regeria a humanidade através longos seculos, e de tal fórma seria activa a sua acção que, atravessando de envolta com as grandes revoluções posteriores, havia de reflectir-se, embora frouxamente, nas epochas actuaes.
A ultima fórma, e a mais perfeita a que chega a humanidade, é a monogamia, o traço mais caracteristico dos povos que teem atingido os graus mais proeminentes da civilisação. De feito, na monogamia se funda a verdadeira moral, quer ella seja social, quer domestica, quer meramente pessoal."
(excerto do Cap. V, O nosso seculo)
Índice:
Prologo. I - Constituição da familia e condição da mulher nas epochas anteriores á Grecia. 1. A China; 2. A India; 3 - A Persia; 4. A Assyria; 5. O Egypto. II - Grecia e Roma. 1. Grecia; 2. Roma. III - Influencia do christianismo. IV - A mulher da edade-media. V - O nosso seculo.
Luís Augusto de Sales Pinto de Mesquita de Carvalho (1868 - 1931). “Foi um advogado e político Português. Ministro da Justiça por duas vezes em 1916/1917 e 1920. Nasceu no Porto em 1868, filho do General Luís Pinto de Mesquita Carvalho e de Mafalda Júlia de Lemos Barbosa de Albuquerque. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo obtido o grau de Bacharel em 1890. Dedicou a sua vida profissional à advocacia e ao notariado. Foi notário público em Vila do Conde, Vila da Feira, advogado em Aveiro, Vila do Conde, Porto e Lisboa. 1.º oficial da Direcção Geral de Saúde do Ministério do Interior (Até 1917). Foi membro dos Partidos Evolucionista e Liberal. Deputado por Santo Tirso (1911 e 1915). Ministro da Justiça entre 16 de Março de 1916 e 25 de Abril de 1917, e novamente entre Janeiro e Março de 1920. Esteve preso em 1918, tendo retomado o assento parlamentar por Oliveira de Azeméis em 1919. Casou com Fernanda Elisia de Catalã do Amaral Osório da qual teve dois filhos. Mais tarde viria a casar com Maria Isabel de Guerra Junqueiro, filha de Guerra Junqueiro, da qual não teve descendência. Faleceu em 1931. Publicou as Obras A Família o Casamento (1908) e Projecto de Lei do divórcio em Portugal (1910). Constitui a fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luís Mesquita de Carvalho, pertença da Câmara Municipal do Porto, a qual mantém a Casa-Museu Guerra Junqueiro no Porto."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Envelhecido. Sem capa frontal. Com defeitos e perdas de papel na contracapa. Papel de fraca qualidade, amarelecido por acção do tempo. Pelo interesse e raridade a justificar encadernação.
Raro e muito interessante.
Com interesse histórico.
20€

19 abril, 2017

LOURES NO TEMPO E NA MODA. Exposição etnográfica : 17 de Julho a 16 de Novembro 1992.  Realização dos textos do catálogo - Ana Paula Assunção, Francisco Sousa e Eugénia Correia. [Loures], Museu Municipal de Loures : Departamento Sócio-Cultural : Câmara Municipal de Loures, 1992. In-4.º (27x27cm) de 48 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Livro muito ilustrado com bonitos desenhos e fotogravuras.
"Fala-se da(s) moda(s) entre finais do século XIX (1870) e princípios do seguinte (1906), tendo presente todo o contexto de mudança que envolveu o indivíduo e a sociedade foi o pretexto para esta abordagem da Etnografia Local Saloia, pondo o acento no ritual da moda que embora apresentando traços próprios e tradicionais para os Saloios, não deixou, no entanto, de ser contaminada pelo contacto obrigatórios como o «outro» com quem se relacionou no espaço público ou privado, na oficina, no comércio, no campo, na cozinha, no salão ou teatro, ou na política. [...]
Para este tema - a procura da inovação é obrigatória - a História tinha de apresentar o diálogo da aproximação, o reflexo deste naquele, do laço na touca, do chapéu no barrete, do sapato na bota.
Espaços comuns mas também individuais e/ou privados.
Paralelamente, as Cidades vão-se afirmando; o município é o espaço onde o cidadão se identifica com o Poder; as estradas aproximam gentes e costumes, o comboio traz as notícias de Paris, a cultura, enfim, a moda."
(excerto de Considerações gerais)
Matérias:
I - Considerações gerais. II - A cidade e o campo - traços gerais de hábitos, memórias. Debaixo da Regeneração, a caminho do Capitalismo; A euforia da alta burguesia: uma história de hábitos; Memórias de Loures; O campo está na moda; A moda às mãos da modista, do alfaiate. III - Sobre o gosto e o trajar : os alfacinhas e os saloios. Fins do séc. XIX - Inícios do séc. XX. Sobre o trajo; Sobre a moda; Sobre a difusão dos gostos e da moda; Sobre os alfacinhas e os saloios - o seu trajar. IV - Modos de trajar na região saloia. Período de 1870 a 1906: Características gerais do trajo; Variações do trajo deste período; Descrição detalhada de alguns trajes: o testemunho da peça de vestuário e da fotografia.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

14 abril, 2017

LOPES, António Rodrigues - A SOCIEDADE TRADICIONAL ACADÉMICA COIMBRÃ : introdução ao estudo etnoantropológico. Coimbra, [s.n. - comp. e imp nas oficinas da Gráfica de Coimbra, Coimbra], 1982. In-4.º (23cm) de 328 p. ; [7] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo antropológico sobre a comunidade estudantil coimbrã.
Ilustrado com quadros, gráficos, tabelas e mapas no texto, e com sete fotogravuras a p.b. em separado.
"O Autor viveu os primeiros vinte e quatro anos da sua existência em Coimbra, dos quais a maior parte na Alta medieval conimbricence. Ali se imbui do espírito sui generis do Universo Académico, designadamente o romantismo boémio e o singular estilo cultural praticado pelos estudantes.
O estudo que ora se publica esteve em reserva mental desde a sua juventude, era pois inevitável que adquirisse forma depois de ter concluído a sua licenciatura em Ciências Antropológicas e Etnológicas.
Pela primeira vez, supomos, a análise antropológica aborda o fenómeno da Sociedade Tradicional Académica coimbrã, ao revelar aspectos inusitados (etnocídio), desfazendo nebulosas interpretações ou equívocos levianamente expressos e pior aceites, deturpando a realidade que teve lugar na Lusa-Atenas.
A pesquisa aborda aspectos sócio-políticos, institucionais e metodologias do ofício da Antropologia, nomeadamente os contornos da Comunidade Académica, com o objectivo de fazer compreender o que até aqui se tem negligenciado.
Obra inédita, fruto da tentativa bem conseguida, de sacar uma investigação sistemática, foi reforçada pela observação participante do autor.
Precioso ensaio para o público universitário, e também excelente manual para não especialistas. Trabalho inovador no meio português e também leitura aliciante pela perspectiva diacrónica, ao desenhar o perfil da estrutura institucional do que foi a Sociedade Tradicional, que não se modelou em nenhuma outra."
(excerto da apresentação de António S. R. Minga)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€

04 abril, 2017

MISÉRIA E FOME EM PORTUGAL - [DOSSIER]. As reportagens foram elaboradas por: Rui Pereira, Ana Gamboa, Filomena Cruz e António Henrique Silva (fotografia). [Sl.], Edições Um de Outubro, 1984. In-8.º (21cm) de 243, [1] p. ; mto il. ; B. Col. Realidade Social Portuguesa, 2
1.ª edição.
Trabalho promovido pela CGTP-IN.
"O conjunto de reportagens que se seguem elaboradas por um grupo de trabalho da CGTP-IN não se destinam a constituir mais uma acha para alimentar um diálogo de surdos que se trava hoje na nossa sociedade acerca da existência ou não de fome em Portugal.
O facto de, para a elaboração deste trabalho, ter sido traçado um trajecto de mais de dois mil quilómetros ao longo do nosso país onde seguramente iríamos encontrar, tal como aconteceu,  centenas de famílias que "vivem" hoje "abaixo da linha da pobreza" (para usar uma insuspeita definição) e acrescentar ao facto que verificamos durante a nossa viagem de não ser preciso procurar muito para encontrar esses milhares de portugueses (alguns deles) elimina à partida qualquer discussão. [...]
Ao longo de quase um m~es entrevistámos entidades responsáveis, recolhemos depoimentos, opiniões, testemunhos de pessoas que, por esse país fora,  revelaram um pouco mais da sua situação para a qual muitos e muitos de nós ainda não despertaram.
Viajámos ao longo de 7 distritos e falámos com as pessoas. Entramos nas suas casas, nas empresas, nas cooperativas, nas ressurgidas "sopas pobres". Entramos nessa casa  do céu aberto como telhado que é a rua dos mendigos e vagabundos. E quando finalmente regressamos a Lisboa com quase um milhar de películas fotográficas, com muitas horas de som recolhido e vários milhares de folhas de papel preenchido podémos apenas afirmar: - "Tudo isto não é mais do que um fragmento do quanto vai por aí". [...]
A finalizar esta nota prévia apenas uma chamada de atenção: - Tudo o que se vai seguir nestas reportagens acontece em Portugal em finais do ano de 1984.
(excerto da Nota prévia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

19 março, 2017

CAMACHO, Brito - MOÇAMBIQUE : problemas coloniais. Lisboa, Livraria Editora Guimarães & C.ª, [1926]. In-8.º (18,5cm) de 256, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Preciosa monografia sobre Moçambique, fruto das observações e reflexões do autor ao longo dos dois anos (1921-1923) em que desempenhou o cargo de Alto Comissário na colonia.
"Possuimos colonias ha seculos; temos colonias espalhadas por todo o mundo, e se nem todas teem o mesmo alto valor intrinseco, não há uma só que não tenha um apreciavel valor de posição, para nos servirmos duma linguagem emprestada. [...]
Para que o paiz se interesse, a valer, pelas colonias, é condição indispensavel... conhecel-as. Vagamente ele sabe que possuimos terras, imensas terras, na Africa, na Asia, na Oceania, tendo perdido ha bons cem anos as que possuiamos na America e constituem hoje um Estado independente, uma das mais florescentes republicas do Novo Mundo. [...]
Se o futuro de Portugal está nas colonias, é necessario que o Paiz as conheça, saiba o que elas valem, como centro produtor de materias indispensaveis á actividade industrial da Metropole, sendo ao mesmo tempo centro de consumo de quanto a Metropole lhes pode fornecer, e elas são incapazes de produzir."
(excerto do prefácio)
Índice:
- Prefácio. - Aptidões culturaes do Solo. - O assucar. - Um contrato. - A fisionomia da terra. - Madeira e lenha. - Os minerais. - Gados. - A população. - A assistencia aos indigenas. - A preguiça indigena. - Trabalhadores e salario. - Poligamia.
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

22 fevereiro, 2017

PEREIRA, Isaías da Rosa - LIVRO DE RECEITAS E DESPESA DOS PRESOS RICOS DA INQUISIÇÃO DE LISBOA (1594-1596). Lisboa, Livraria Olisipo, 1994. In-4.º (23,5cm) de 175, [1] p. ; B.
1.ª edição.
"O Livro n.º 397 do cartório da Inquisição de Lisboa tem o título de Livro dos Presos Ricos. Nele estão escrituradas as verbas de receita e despesa dos presos entre os anos de 1594 e 1596.
A análise desses números leva-nos a concluir que não se trata de presos ricos no sentido de possuírem muitos bens ou de pertencerem a uma classe social abastada. São pessoas que tinham possibilidade de se sustentar à sua custa. Só nos aparecem dois ou três casos em que os presos seriam oriundos de famílias de maiores recursos. [...]
A escassez de informações sobre Autos-da-Fé no século XVI dificulta as conclusões. Em Lisboa celebrou-se Auto-da-Fé em 1594, com 95 penitentes; entre 1594 e 1597 leram-se 35 sentenças na sala do Tribunal, e em 1597 realizou-se Auto-da-Fé com 90 penitentes. É muito possível que a maior parte dos presos inscritos neste livro tenha terminado a prisão em 1597.
A despesa com a alimentação dos presos é sempre diferentes para homens e mulheres; estas recebem 35 ou 40 réis por dia e aqueles 40 ou 50 réis. Não sabemos a razão desta diferença.
O registo das despesas fornece-nos ainda informações muito curiosas, Para os presos, compraram calçado, lençóis, camisas, toalhas, gibões, ceroulas, toalhas de cabeça (para as mulheres), alguns alimentos especificados, nomeadamente dois queijos do Alentejo, um quarteirão de figos, dez arráteis de passas, panelas de açúcar rosado (este era usado como medicina).
Além disso, alguns presos estiveram doentes e gastaram diversas quantias na botica. Duas presas foram sangradas e compraram-lhes galinhas para alimentação mais forte. Outra faleceu no cárcere e uma delas deu à luz uma criança.
Também se anotam as quantias pagas aos advogados que passavam muitas horas ou até dias inteiros com os presos para lhes preparar a defesa ou contradita. Por cada período recebiam 200 ou 300 réis.
As contraditas consistiam em procurar provar que as testemunhas de acusação não falavam verdade (os factos referidos não se tinham passado) ou que eram seus inimigos, ou ainda que os réus tinham sido sempre bons cristãos e não tinham realizado práticas judaicas, ou luteranas, ou de feitiçaria. Em geral, apresentam testemunhas para provar o seu direito.
A menção de algumas compras dá uma ideia de quanto custavam certas peças de roupa nos fins do século XVI: uma camisa, uma toalha, umas calças, uns calções, uns sapatos, uma panelas de açúcar rosado, um gibão de linho, umas chinelas, um enxergão.
Alguns registos dão notícia do envio de dinheiro para os presos por parte de sua família."
(excerto da introdução)
Índice geral:
Introdução. Lista das pessoas mencionadas no registo da recita. Lista das pessoas mencionadas no registo da despesa. Livro dos presos ricos - Receita (texto do códice). Livro dos presos ricos - Despesa (texto do códice). Índice alfabético das pessoas registadas no códice. Índice toponímico.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa com manchas.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

09 fevereiro, 2017

PERALTA, Elsa - A MEMÓRIA DO MAR. Património, Tradição e (Re)imaginação Identitária na Contemporaneidade. Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas : Universidade Técnica de Lisboa, 2008. In-4.º (24cm) de 455 p. ; B.
1.ª edição.
Capa: More Sail, foto Alan Villiers/Museu Marítimo de Ílhavo
Interessante estudo entnográfico sobre Ílhavo e a ligação das suas gentes ao mar, sobretudo à pesca do bacalhau.
Tiragem: 1.000 exemplares.
"A presente obra debruça-se sobre a temática da memória cultural, procurando contribuir para a clarificação do corpo teórico específico de um âmbito de estudo vasto que atravessa diferentes áreas disciplinares e que tem vindo a receber uma atenção crescente por parte da academia. Tendo por base empírica o processo de construção de uma memória do mar em Ílhavo, com especial incidência sobre a activação patrimonial das vivências associadas à pesca do bacalhau à linha, este trabalho sublinha igualmente a preponderância do mar, na sua expressão histórica e simbólica, na construção da identidade nacional portuguesa."

(excerto da apresentação)
Elsa Peralta. "É doutorada em Ciências Sociais (na especialidade de Antropologia Cultural) pelo ISCSP-UTL, em 2006. Licenciou-se em Antropologia no ISCP-UTL em 1997 e fez o Master 1999 em Património Cultural na Universidade Complutense de Madrid (com reconhecimento do grau de Mestre pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). Foi Assistente (2000-2006) e Professora Auxiliar (2006-2009) no ISCSP-UTL, tendo leccionado matérias de antropologia geral e metodologia das ciências sociais e regido a unidade curricular de "Património e Identidade". Actualmente é Investigadora de Pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa e Honorary Research Fellow na Universidade de Manchester.
A sua pesquisa tem incidido sobre processos de activação e materialização de memórias colectivas. Assumindo uma orientação interdisciplinar que emerge da intersecção entre a antropologia, a história e os estudos culturais, tem-se interessado particularmente pela forma como as noções de identidade e pertença são construídas e articuladas na esfera pública por recurso à fixação de imagens selectivas do passado. Tem também focado a sua investigação nas temáticas do património, da cultura material e dos estudos de museus. É autora do livro A Memória do Mar: Património, Tradição e (Re)imaginação Identitária na Contemporaneidade (ISCSP, 2008), no qual procura problematizar a relação entre memória e identidade na contemporaneidade tendo por base empírica o processo de activação de uma memória do mar em Ílhavo, onde realizou prolongado trabalho de campo."
(fonte: www.ics.ul.pt)
Exemplar brochado em bom exemplar.
Muito invulgar.

Com interesse histórico e regional.
20€

06 fevereiro, 2017

DUSSAUD, Georges - TRÁS-OS-MONTES. Textos [de] Miguel Torga. Paris, l'Équinoxe, 1984. In-fólio (24x30cm) de [112] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Edição original do 1.º trabalho do fotógrafo francês sobre Portugal.
Trabalho dedicado por Dussaud a Trás-os-Montes. Em entrevista a um jornal português disse:
"Trás-os-Montes é muito fotogénico. É teatral. Os interiores são rústicos, com a luz crua da pintura holandesa, como nos interiores de Vermeer. Trás-os-Montes é uma região autêntica. Autêntica, mas não folclórica. Miguel Torga dizia que quando os camponeses saem para o campo com o rebanho parece que levavam uma constelação de estrelas atrás do capote. É isso. É essa poesia."
(in http://www.cmjornal.pt/mais-cm/domingo/detalhe/georges-dussaud-tras-os-montes-e-muito-fotogenico)

"O negro e a luz são a matéria com que Georges Dussaud descortina, como um poema visual, a cartografia de um universo visceralmente telúrico, ainda que aparentemente antigo e agreste.
Da ampla narrativa de imagens de Georges Dussaud, que convocam simultaneamente as suas vivências, sobressaem histórias de vida, povoadas de homens, mulheres e crianças, mas também de lugares, de olhares, de gestos, de instantes irrepetíveis que congela a cada rigoroso disparo da máquina fotográfica."
Georges Dussaud (n. 1937). "É um nome de referência na fotografia francesa. Está ligado desde 1986 à agência Rapho, criada em Paris em 1933 pelo húngaro Charles Rado, e refundada depois da 2.ª Guerra (na época em que Cartier-Bresson e Robert Capa lançavam a Magnum), num momento em que o fotojornalismo se afirmava como veículo privilegiado de comunicação. Com figuras como Robert Doisneau e Edouard Boubat, a Rapho sempre cultivou uma fotografia de pendor humanista. É esta a marca de Dussaud, e Portugal (e a região de Trás-os-Montes) tem nele um dos olhares mais dedicados.
Nascido em 1934 na pequena cidade de Brou, perto de Chartres, na Bretanha francesa, Georges Dussaud visitou pela primeira vez Portugal em 1980 e, a partir daí, produziu um magnífico espólio fotográfico que abrange todo o país, nomeadamente a região duriense.
Para além de Portugal, França, Cuba, Grécia e Irlanda foram outros territórios alvo das suas objetivas, tendo recebido ao longo da sua vasta carreira diversos prémios e outras distinções internacionais."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com grande interesse etnográfico.
Indisponível