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18 abril, 2018

CASTELLO BRANCO, Camillo - A DIFFAMAÇÃO DOS LIVREIROS SUCCESSORES DE ERNESTO CHARDRON. Porto, Imprensa Civilisação, 1886. In-8.º (22cm) de 32 p. ; E.
1.ª edição.
O producto liquido d'este opusculo é applicado a auxiliar as despezas do anno lectivo de um estudante pobre que frequenta a Universidade de Coimbra.
Livrinho publicado por Camilo, na sequência da polémica apreensão na tipografia da sua obra Boémia do espírito, por intervenção judicial da casa livreira Lugan & Genelioux.
"O aggravo que o snr. Eduardo da Costa Santos, editor e proprietario da Bohemia do espirito, levou para a 2.ª instancia está pendente da deliberação dos juizes.
Recusei-me algum tempo a escrever sobre semelhante assumpto, receando que a minha defeza fosse interpretada como pretensão estolida de explicar aos juizes a injustiça da apprehensão da obra impressa. Se eu me defendesse com tal intento, duvidaria da intelligencia dos magistrados e da solicitude do illustre advogado do snr. Costa Santos.
Resolvi, porém, escrever logo que li os articulados dos snrs. Lugan & Genelioux para a «acção ordinaria». Ahi sou injuriado, affrontado e calumniado com quanta audacia póde impulsionar a infamia. As aleivoseias são ahi formuladas n'um tom decisivo, sem ambiguidades, sem precauçoens, nem subtergugios; mas o aviltamento de quem as suggeriu e redigiu está na documentada e irrefutavel verdade com que as repulso. Os snrs. Lugan & Genelioux confiaram tão pouco na sua justiça que recorreram á detracção insultuosa, assacando-me antigas fraudes comerciaes com os meus editores para tornarem verosimeis as modernas.
Sordido expediente!"
(Advertencia)
Belíssima encadernação inteira de pele com ferragem gravada a seco e a ouro na pasta anterior. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
65€

14 março, 2018

A PAIXÃO DE CAMILO (Ana Plácido) : um romance verdadeiro. [S.l.], [s.n.], [1924?]. In-8.º (18cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Folheto de apresentação da obra de Rocha Martins A paixão de Camilo. No interior, são reproduzidas as crónicas jornalísticas publicadas na imprensa portuguesa acerca do romance e do seu merecimento: "O Jornal do Comércio"; "O Comércio do Porto"; "Diário de Notícias"; "O Século"; "O Primeiro de Janeiro"; "O Correio da Manhã"; "O Dia"; "A Tarde"; "Suplemento da Batalha"; "Diário de Notícias" : página literária em que o autor explica a sua obra; "O Primeiro de Janeiro" : o que diz António de Cértima; "Jornal de Notícias" : o que diz  Joaquim Costa; "O Dia" : o que diz Augusto de Lacerda; "Heraldo", da Madeira : o que diz Reis Gomes; Carta de Lisboa no "Jornal de Notícias", do Porto : o que diz Eduardo de Noronha.
Capa belíssima de Stuart Carvalhais que ostenta a "máscara ensanguentada do suicida" emoldurada por desenho de fina filigrana.
"É mais do que um romance de amores porque é a tragedia viva, acontecida, de dois amorosos que por muito amar se perderam. E que amorosos! Ele, o que tanto queria à sua amada, fez da sua dôr um poema: «Amor de Perdição», as paginas lidas e soluçadas, banhadas de prantos, soletradas com angustias.
Ela, a que ao genio se entregou, deixando a existencia calma pela aventura, no seu «Diario», ao qual se arrancaram paginas para a «Paixão de Camilo», soube bem dizer como se lhe confrangia a alma pelas desditas do seu amor em que houve todas as amarguras: desesperos e ciumes mortais, a loucura de um filho, a cegueira do amante, a desilusão da sua alma e o tiro do suicida, do ingrato que sósinha deixou no mundo a apaixonada, tão perdida pelos beijos de sua bôca como pela luz de seus talentos."
(Preâmbulo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Peça de colecção camiliana.
Opúsculo sem referências bibliográficas, incluindo a BNP.
Indisponível

19 fevereiro, 2018

SILVA, José Barbosa e - AMAR É SOFFRER. Estudos do coração. Romance por... Precedido d'um juiso critico de Camillo Castello-Branco. Porto : Typ. de J. J. Gonçalves Basto, 1855. In-8.º (18cm) de 336 p. ; E.
1.ª edição.
Romance histórico duplamente valorizado pelo prefácio de Camilo Castelo Branco e pela dedicatória manuscrita do autor na f. rosto ao conhecido bibliófilo vianense Cândido Xavier da Costa.
"Além de político do partido liberal (deputado, por Viana do Castelo e adido em Paris, entre outros cargos) José Barbosa e Silva dedicou-se também às letras (poesia, romance e jornalismo). Camilo apoiava e incentivava esta atividade do amigo vianês, promovendo-lhe a publicação, em jornais do Porto e de Lisboa, de poemas, crónicas e, em folhetins, o romance Viver para Soffrer (1855). Dedicado aos irmãos e subintitulado Estudos do Coração, este romance, com benevolente prefácio de Camilo (pp. 5-16), apesar de impresso, nunca chegou, porém, a entrar no mercado. Como se sabe, a abastada família Barbosa e Silva e, em particular, o José, eram o pronto socorro a que o Escritor frequentemente recorria, nos seus apertos financeiros ou estados psicológicos de abatimento.
Camilo integrou, depois, o prefácio de Viver para Soffrer, no volume Esboços de Apreciações Litterarias (1865: 39-49)."

(Fonte: http://vianacamilo.blogspot.pt/2014/11/016.html)
 "Estudos do Coração é o titulo opulento com que Barbosa e Silva recommendou o seu romance.
Essas palavras, que uma indiscreta precipitação poderia ter inventado, responsabilisam o author a contas rigorosas.
Estudar o coração é cortar fundo com o escalpello no proprio; é invocar remeniscencias de feridas que sangram sempre; é acordar os eccos de um gemido surdo no coração estranho; é tocar a evidencia da dôr, surprehendendo-a no sanctuario daquelles que mais a segredam: é em fim dizer: «soffremos assim, ou assim deviamos soffrer.»"
(Excerto do prefácio de Camilo)
"A Historia que vai ler-se, não é phantastica nos esboços constitutivos. Filha das monstruosidades, que a sociedade esconde no seu seio de torpesas, surge do tumulo do passado, rasga o veu de mysterios, que a cobre, mostra-se á luz do dia, e sacode sobre a lousa o seu diadema de crimes.
Não são pois phantasticos os esboços desta narrativa. Quem traçou esses segredos, com caracteres indistinctos, mal sustinha já, com as mãos d'esqueleto, a lousa do tumulo, que lhe caia sobre o peito! Não mentem as revelações insufladas pelos resquicios dessa lousa, gélida, como o peso da desgraça, sobre o coração do infeliz. [...] Felizes no mundo os que podem escutar as confissões expansivas da consciencia do moribundo!..."
(Excerto do preâmbulo)
"N'um vasto aposento do soberbo palacio de D. Heitor Fajardo de Carvalho, na margem esquerda do Lima, passeava, já alta noite, com subida anciedade e inquietação, um pobre velho, singelo, e até vulgar nos trajes, mas venerando no aspecto. Era no pino do inverno. O vento assobiava nas açotêas e ameias dentadas, que guarneciam o largo átrio do solar; a noite não se diria tempestuosa, mas humida, fria, e ameaçadora para as horas da maré-cheia, que já subia os marneis e declives pantanosos da fazenda do fidalgo. [...]
Saibamos desde já, que o mysterioso ancião, que passava e repassava sem descanço, com mostras de tanta attribulação, era Simão Rodrigues, mordomo e administrador das avultadas rendas e pensões de D. Heitor Fajardo, um dos mais ricos e philauciosos fidalgos d'entre Minho e Lima."
(Excerto do Cap. I)
Belíssima encadernação em meia de pele com nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Raro.
A Biblioteca Nacional dispõe de apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Indisponível

25 janeiro, 2018


CHAMPAGNE, E. M. - DICCIONARIO UNIVERSAL DE EDUCAÇÃO E ENSINO : util á mocidade de ambos os sexos, ás mães de familia, aos professores, aos directores e directoras de collegios, aos alumnos que se preparam para exames, contendo o mais essencial da sabedoria humana e toda a sciencia quotidianamente applicavel em assumpto. 1.º - De Educação: Conhecimento e direcção dos caracteres, faculdades, defeitos, meritos e aptidões. - Religião, moral, philosophia. - Logica, rhetorica, poetica. - Litteratura, pedagogia, civilidade, , escriptores antigos e modernos. - . - Agudezas, proverbios, , maximas, epigrammas, etc. 2.º - De Instrucção Primaria: Leitura, escripta, calculos, problemas, formulas, systema metrico, moral religiosa. - Lingua portugueza, orthographia usual e grammatical, redacção, estylo epistolar, homonymos, synonymos, raizes, etymologias. - Methodos, disciplina, meios praticos de execução. - Historia universal de cada seculo, varões insignes, , descobrimentos e factos assignalaveis. - Geographia descriptiva, cidades principaes, indole e costumes e productos de todos os paizes, monumentos celebres, panoramas, curiosidades de toda a especie. - Noticia das sciencias usuaes, artes, mesteres e profissões, etc. 3.º - Instrucção Secundaria: Linguas: portugueza, franceza, latina, hespanhola e ingleza. - Geologia, mineralogia, botanica, zoologia. - Physica, chimica, astronomia, mechanica. - Arithmetica, algebra, geometria. - Industria, hygiene, desenho, agrimensura, commercio, agricultura, etc. Segue: DICCIONARIO ETYMOLOGICO DE TODAS AS PALAVRAS TECHNICAS PROVENIENTES DAS LINGUAS GREGAS E LATINA. Tudo simplificado ao alcance de alumnos e pessoas meramente desejosas de instrucção com elucidações tão proficuas aos mestres quanto proveitosas no trato das familias. Redigido com a collaboração de escriptores peculiares. Por... director de collegio. Trasladado a portuguez por Camillo Castello Branco e ampliado pelo traductor nos artigos deficientes em assumptos relativos a Portugal. Vol. I [e II]. Porto : Braga, Livraria Internacional de Ernesto Chardron : Rugenio Chardron, 1873. 2 vols in-4.º (23,5cm) de 806 p. (I) e 798 p. (II) a 2 col. ; E.
1.ª edição.
Importante obra de tradução camiliana. Muito valorizada pelo excelente prefácio de Camilo.
"A voga ou o descredito de certos livros são os symptomas moraes que denunciam, até certo ponto, os sentimentos e idéas do publico. Se, com legitimo orgulho, cofessamos que nunca tantos livros se fizeram, destinados a derramar instrucção, nem tão prosperamente se aventaram meios de insinual-a nas multidões, cumpre tambem confessar que as insines e boas obras vão rareando cada vez mais, como se o publico locupletado ganhasse fastio á leitura. A litteratura, propriamente dita, poemas e até romances já não enthusiamam ninguem. [...] Pelo que, os livros em voga são as Encyclopedias. [...]
Esta obra, monumento singular em sua especialidade, prestadía como bibliotheca inteira, cujos artigos tem a variedade e agrado das publicações periodicas, resumindo com os pormenores essenciaes todas as curiosidades scientificas e litterarias, todos os pensamentos mais argutos e profundos dos espiritos insignes (com indicação de author e obra), tudo que friza á sciencia da instrucção primaria e secundaria, - facultará aos educandos de ambos os sexos progredir pressurosamente em seus estudos classicos, e predisporem-se, a sós, e com bom exito, a qualquer exame, denotando em suas praticas um certo relêvo de novidade. [...]
Foi trabalho de grande fôlego inquadrar na mais conveniente moldura um diccionario, e conciliar a fórma alphabetica mais favoravel a quem o manuseia, com o merito do encadeamento e ordem methodica, indispensaveis ao bom resultado do ensino."
(Excerto do prefácio de Camilo Castelo Branco)
Encadernação ao gosto da época em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplares em bom estado de conservação. No vol. I falta folha em branco que precede f. anterrosto(?); no vol. II falta f. anterrosto.
Obra invulgar e muito apreciada.
50€

03 janeiro, 2018

PRATT, Alfredo - MEMORIAS BIOGRAPHICAS DE CAMILLO CASTELLO BRANCO. Volume I. Edição do auctor. Coimbra, Casa Minerva, 1906. In-8.º (19,5cm) de 41, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa peça camiliana. Obra dedicada "à fecundidade litteraria de Camillo", conforme sub-título impresso na capa.
Com periodicidade mensal prevista, apenas o presente opúsculo - o Volume I - viria a ser publicado.
"Camillo, cujos livros desdobram diante de nós uma extensa galeria de quadros, que ora nos commovem até ás lagrimas pelo sentimento do seu preciosismo, ora nos obrigam ao riso franco, á mais fiel gargalhada, pelos sarcasmos e graça que encerram, foi de uma fecundidade e laboriosidade simplesmente phenomenaes.
E á quantidade colossal dos seus volumes publicados e reimpressos quasi todos com novos prefacios, ha a acrescentar um sem numero de artigos dispersos por differentes periodicos, os escriptos com que preambulou obras de outros auctores, as suas traducções e livros commentados, cartas, etcétera, um outro braçado de livros, em fim.
A carreira litteraria de Camillo Castello Branco começou precisamente aos seus vinte annos de idade, sendo elle estudante da Academia Polytechnica do Porto e simultaneamente da Escola Medico-Cirurgica.
Antes de isso já o escriptor, que se destinava á profissão de medicina, havia feito os seus versos de rapaz, que escrevia e guardava, e de entre os quaes se salienta uma ode que deu á estampa de ahi a trinta annos, a titulo de curiosidade."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro.
Indisponível

01 julho, 2017

CASTELLO BRANCO, Camillo - LUIZ DE CAMÕES : notas biographicas. Prefacio da setima edição do Camões de Garrett. Porto e Braga, Livraria Internacional de Ernesto Chardron - Editor, 1880. In-8.º (19cm) de 78, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.

Obra publicada originalmente na 7.ª edição do poema Camões, de Almeida Garrett, e nesta edição em separado, associando-se desta forma, Camilo, às comemorações centenárias do grande vate português.
"O protagonista do sempre formoso poema de Almeida-Garrett é um Luiz de Camões romantico, remodelado na phantasia melancolica d'um grande poeta exilado, amoroso, nostalgico. A ideal tradição romanesca impediu, com as suas nevoas irisadas de fulgores poeticos, passante de duzentos e cincoenta annos, que o amador de Natercia, o trovador guerreiro, fosse aferido no escalão commum dos bardos que immortalisaram, a frio e com um grande socego de metrificação, o seu amor, a fatalidade do seu destino em centurias de sonetos. Garrett fez uma apotheose ao genio, e a si se ungiu ao mesmo tempo principe reinante na dynastia dos poetas portuguezes, creando aquella incomparavel maravilha litteraria. Ensinou a sua ggeração sentimental a vêr a corporatura agigantada do poeta que a critica facciosa de Verney e do padre José Agostinho apoucára a uma estatura pouco mais que regular.

Camões ressurgiu em pleno meio-dia do romantismo do seculo XIX, não porque escrevêra os Lusiadas, mas porque padecera d'uns amores funestissimos. O seculo XVIII citava-o apenas nos livros didacticos e nas academias eruditas, como exemplar classico em epithetos e figuras da mais esmerada rhetorica. Tinha cahido em mãos estirilizadoras dos grammaticos que desbotam sapientissimamente todas as flôres que tocam, apanham as borboletas, prégam-as para as classificarem mortas, e abrem lista de hyperboles e metaphoras para tudo o que transcende a legislatura codificada de Horacio e Aristoteles."
(excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos. Páginas apresentam leves manchas de oxidação.

Invulgar e muito apreciado.
35€

26 junho, 2017

PIMENTEL, Alberto - O ROMANCE DO ROMANCISTA. Vida de Camillo Castello Branco. Lisboa, Empreza Editora de F. Pastor, 1890. In-8.º (20cm) de 379, [1] p. ; mto. il. ; E.
1.ª edição.
Biografia de Camilo por Alberto Pimentel, um dos seus amigos e indefectíveis, e talvez o seu mais dedicado biógrafo, - publicada poucos meses após a morte do grande escritor.
Livro muito ilustrado ao longo das páginas de texto, reproduzindo belíssimos desenhos, retratos, portadas de livros - alguns em página inteira.
"Isto que vai lêr-se é o drama se uma alma superior, em grande parte extraido dos seus proprios livros. A vida de Camillo abunda pittorescamente em lances variadissimos de boa e má fortuna. O mesmo é lêr este escriptor que coordenar mentalmente o romance da sua existencia. O que eu fiz apenas foi dar á emoção produzida pela sua obra a fixação chronologica de uma biographia. Algumas investigações, que me pertencem, deriváram naturalmente do desejo de substituir as reticencias e preencher as lacunas que os seus livros, escriptos sem a preoccupação de uma autobriographia, oppunham á justa curiosidade do leitor.
O perfil historico de Camillo avulta na grandesa romantica dos seus dias felizes e infelizes tanto quanto na culminancia da sua indiscutivel gloria litteraria. Depois das luctas da sua accidentada mocidade, veio o infortunio martyrisal-o, nivelando a prominencia do talento com a enormidade do martyrio.
Nada tem faltado a este homem eminente para o glorificar, - nem mesmo a magestade da desgraça em que o espirito luminoso triumpha das trevas da cegueira."
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Lombada com pequenos defeitos. Assinatura de posse na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

25 fevereiro, 2017

CASTELLO BRANCO, Camillo - QUATRO HORAS INNOCENTES. Lisboa, Livraria de Campos Junior - Editor, 1872. In-8.º (18cm) de 236, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Apreciada colecção de escritos em prosa e em verso de Camilo na sua edição original, que inclui alguns contos históricos, crónicas e reflexões; o prefácio da obra, em 8 páginas, é um magnífico exemplo da sua celebrada mordacidade e veia irónica.
"Em vista da limpidez e pureza de ares que se respiram desde que á beira de cada pantano social se levantou um pulpito, é preciso que os titulos das obras profanas não desafinem da salutar harmonia em que as almas andam retemperadas.
Se por em quanto, a meu pesar, a falta de censura previa dos livros inquieta os escrupulos de quem os compra, obrigo-me a tranquillisar a consciencia do meu presado editor e amigo, e a do leitor principalmente, asseverando-lhes a innocencia do livro logo no frontespicio. Ainda assim não inculco a ninguem que esta obra possa medir-se quanto a espiritualidade e prestimo com a «Vida, milagres e visões da Madre Leocadia da Conceição» mimo reimpresso modernamente, o qual, se me não engana a piedade, é destinado a espancar algum demonio recalcitrante aos exorcismos."
(excerto de prefácio)
Matérias:
- A flor da Maia. - O Livro de Lasaro. - A coroa de oiro. - Por causa do panno da bocca. - O Inferno. - O Santo de Midões. - Celestina. - A cruz do Corcovado [Elvas]. - Uma carta de Igancio Pizarro. - Leitura consoladora. - Em vinte annos! - Pataratas.
Encadernação inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação; cansado, com pequenos defeitos nas pastas e na lombada. Páginas apresentam pequenas manchas de acidez, sobretudo na primeira parte do livro.
Raro.
Indisponível

14 janeiro, 2017

COSTA, Júlio Dias da - NOVAS PALESTRAS CAMILIANAS (obra póstuma). Por... Prefácio de Jorge de Faria. Lisboa, Depositários: João d'Araújo Morais, Ld.ª : Livraria Morais, 1936. In-8.º (22,5cm) de IX, [1], 127, [1] p. ; B.
1.ª edição.
"As Novas palestras que aí ficam, documento de tomo para a bibliografia camiliana, põem bem à prova de par com o escrúpulo do investigador, quento lhe era familiar a obra de Camilo, ainda nos mais ínfimos pormenores.
Esses pequenos artigos, escritos «nos vagares duma longa convalescença» são, porém, na sua expressiva sobriedade, uma lição eloqüente.
De mim confesso que muito aprendi com eles."
(excerto do prefácio)
"É sabido que Camilo pediu o título de visconde a D. António Alves Martins, bispo de Viseu, sendo êste prelado ministro do reino.
Êle o disse em carta a Tomás Ribeiro, em 16 de Dezembro de 73, acrescentando que o bispo lhe respondera que o rei o não agraciava por viver em mancebia."
(excerto de O primeiro viscondado que Camilo pediu)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas descoloridas por acção da luz.
Invulgar.
Com indubitável interesse camiliano.
10€

20 setembro, 2016

LESCŒUR - A VIDA FUTURA : conferencias. Pelo padre do oratório, o reverendo... Versão portugueza revista e prefaciada por Camillo Castello Branco. Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira & Comp.ª, 1877. In-8.º (18cm) de VIII, 222, [2] p. ; E.
1.ª edição.
De acordo com Miguel Carvalho, no seu precioso catálogo bibliográfico camiiliano, trata-se da "primeira e única edição desta estimada obra, cuja tradução é devida, crê-se, a Ana Plácido."
[...] "Para avaliarmos o quilate dos homens que constituem essa renovada phalange de oratorianos, cumpre lêr a Vida Futura do padre Lescœur, este breve e substancial livrinho que a casa editora Mattos Moreira & C.ª nos encarregou de fazer traduzir e rever. Aqui se vos deparam ventiladas as questões que a velha e a novissima philosophia tem posto á volta do catholicismo com o proposito de o illaquearem. Nenhum dos velhos dogmas o habil contendor deixa no escuro quando para lá vê apontadas as flechas da incredulidade. Cita por seus nomes os adversarios de maior renome; desde Renan até Luiz Figuier, desde os historiadores criticos até aos antropologistas mais avessos á cosmogonia moyzaica, a todos contrapõe a fé alliada á sciencia, e a tradição alliada ao dogma. [...]
A sua palavra tem a uncção evangelica do propheta, e as lagrimas que deviam cahir no coração de um auditorio que appellava das iniquidades humanas para a misericordia divina."
(excerto do prefácio)
Conferências:
I - A negação contemporanea. II - A affirmação christã. III - A immortalidade da alma e a Vida Futura provada pela razão. IV - O Racionalismo e a Fé perante a Vida Futura. V - A Morte Eterna. VI - A Ressurreição. VII - O logar da immortalidade. VIII - A Vida Eterna. Notas.
Encadernação em meia de percalina com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pasta frontal com defeitos de relevo no revestimento lateral e nos cantos. Pelo interesse e raridade, a justificar restauro.
Raro.
25€

14 setembro, 2016

CARQUEJA, Bento - O COMMERCIO DO PORTO NO CENTENARIO DE CAMILLO CASTELLO BRANCO : 1825-1925. Por... Porto, Officinas de O Commercio do Porto, 1925. In-4.º grd. (29,5cm) de 87, [1] p. ; mto. il. ; B.
1.ª edição.
Belíssimo album de homenagem ao grande prosador por ocasião do seu centenário natalício.
Capa de Roque Gameiro.
Exemplar da tiragem de vinte exemplares numerados em papel especial, assinado pelo autor (o presente leva o n.º dez).
Livro duplamente valorizado pela dedicatória autógrafa de Bento Carqueja na folha de anterrosto.
Obra muito ilustrada com bonitos desenhos em página inteira da autoria de João Augusto Ribeiro, Cândido da Cunha e António Carneiro, representando cenas de alguns dos romances de Camilo editados pel'O Comércio do Porto, e diversos fac-símiles de correspondência inédita enviada pelo Mestre aos fundadores do jornal - Manuel Carqueja e Henrique Carlos de Miranda -, e a Bento Carqueja.
"Cabia a O Commercio do Porto o dever de não deixar passar sem uma celebração, por modesta que fosse, o I.º centenario do nascimento do egregio escriptor portuguez que foi Camillo Castello Branco.
Estava o eminente cinzelador de lingua portugueza no apogeu da sua gloria litteraria, quando escreveu para este jornal uma série de romances, alguns dos quaes ficaram sendo para sempre joias de inestimavel valor.
É vastissima a herança litteraria de Camillo. Abrange 262 obras, compreendendo a poesia, o romance, o conto, o drama, a critica, biographias, traducções, etc. N'ella avultam, como das mais bellas producções, «As tres Irmãs», «Estrellas Funestas», «Estrellas Propicias», «A Filha do Doutor Negro»,Vinte Horas de Liteira», «O Bem e o Mal», «Lucta de Gigantes», «O Santo da Montanha», «O Senhor do Paço de Ninães».
Todos estes romances foram escriptos para O Commercio do Porto e n'elle publicados, em primeira edição.
Aos fundadores de O Commercio do Porto pertenceu ainda, comquanto não aparecesse no jornal, a primeira edição do romance «A Engeitada», que veio á luz em 1866, n'um volume de 291 paginas, impresso na Tipographia do Commercio.
Bastam estas circunstancias para justificar a homenagem que O Commercio do Porto entende prestar a Camillo, ao passar o I.º centenario do seu nascimento."
(excerto do preâmbulo, Razão de ser)
Bento de Sousa Carqueja (Oliveira de Azeméis, 1860 - Porto, 1935). “Aprendeu as primeiras letras na “terra que o viu nascer”. Muito jovem, deslocou-se para a cidade do Porto, com o objectivo de prosseguir os estudos. Já instalado na segunda maior cidade do país, a sua vida estudantil e profissional prosseguiu com grande êxito. Em 1880 começou a colaborar no jornal O Comércio do Porto, importante diário portuense, do qual seu tio foi fundador. Bento Carqueja entrou para esse jornal como revisor, sendo outra das suas actividades o início do arquivo da vasta correspondência aí existente. A sua apetência para o jornalismo levou-o a desenvolver um trabalho promissor, ao ponto de, aquando do falecimento do seu tio, se tornar co-proprietário do jornal, assumindo a direcção do mesmo. Em 1882, formou-se no curso livre de Ciências Físico-Naturais; em 1884, foi nomeado professor da Escola Normal do Porto, onde leccionou as cadeiras da Agricultura e Ciências Físico-Naturais; no mesmo ano, instalou o Jardim Botânico e os laboratórios de Fisiologia Vegetal e Química Agrícola; em 1915, foi criada a Faculdade Técnica da Universidade do Porto, onde passou a leccionar as cadeiras de Economia Política, Contabilidade e Legislação de Obras Públicas. Enquanto isso, desenvolveu importante obra social, nomeadamente promovendo a construção de bairros operários, organizando escolas agrícolas móveis, fundando várias creches de O Comércio do Porto, adquirindo, para benefício das mesmas, um biplano experimentado no Porto e em Lisboa em 1912, tendo sido este o primeiro avião a voar em Portugal. Em 1918, foi eleito presidente da comissão de propaganda da Imprensa, dirigindo vários manifestos aos portugueses. Não obstante, recusou honras e favores públicos ou políticos nacionais, nomeadamente o cargo de ministro de Estado para o qual foi convidado com insistência.”
(fonte: teoriadojornalismo.ufp.edu.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos. Lombada apresenta importante falha de papel.
Raro.
Indisponível

24 maio, 2016

CASTELLO BRANCO, C. - VIDA DO JOSÉ DO TELHADO : extrahida das «Memorias do Carcere». Vende-se na livraria de João E. da Cruz Coutinho, editor : rua do Almada n.º 12 a 16 - Porto. In-8.º (17,5cm) de 20 p.
1.ª edição independente.
Curioso opúsculo biográfico, não datado, publicado sem capas de brochura e ilustrado com uma caricatura do salteador na 1.ª página que serve de frontispício.
De um modo geral, aceita-se ter sido impresso entre 1883 e 1887. No entanto, Alexandre Cabral no seu Dicionário de Camilo Castelo Branco, baseando-se em fontes coevas, sugere 1874 como data provável.
"Este nosso Portugal é um paiz em que nem póde ser-se salteador de fama, de estrondo, de feroz sublimidade! Tudo aqui é pequeno: nem os ladrões chegam á craveira dos ladrões de outros paizes! Todas as vocações morrem de garrote, quando se manifestam e apontam a extraordinarios destinos. A Calabria é um desprezado retalho do mundo; mas tem dado salteadores de renome. Toda aquella Italia, tão rica, tão fertil de pintores, sculptores, maestros, cantores, bailarinas, até em produzir quadrilhas de ladrões a bafejou o seu bom genio! Ahi corre um grosso livro intitulado: Salteadores celebres de Italia. É ver como debaixo d'aquelle ceo está abalisada em alto ponto a graduação das vocações. Tudo grande, tudo magnifico, tudo fadado a viver com os vindouros, e a prelibar os deleites de sua immortalidade. Schiller, Victor Hugo, Charles Nodier, se fada má lhes malfadasse o berço em Portugal, teriam de inventar bandoleiros illustres, a não quererem ir descrevel-os ao natural nos pinaculos da republica. Apenas um salteador noviço vinga destramente os primeiros ensaios n'uma escalada, sahe a campo o administrador com os cabos, o alferes com o destacamento, o jornalista com as suas lamurias em defeza da propriedade, e a vocação do salteador gora-se nas mãos da justiça. [...]
Diz algum tanto como exemplo d'esta latismavel anomalia a historia de José Teixeira da Silva do Telhado, o mais afamado salteador d'este seculo.
Vulto de romance não o tem, porque n'este paiz nem se completam ladrões para o romance. Disse-me uma dama franceza de eminente espirito, que em Portugal era a natureza, o ceo e o ar que faziam os romances. Nem isso, minha senhora. Aqui anda sempre o gume do prozaismo a podar os rebentões da natureza, mal elles infloram. Fructos de servir para a novella, levantada da comesinha chaneza d'um conto á lareira, nem mesmo os deixam amadurar na fama e nas façanhas de um salteador.
Se não vejam:
José do Telhado nasceu em 1816, na aldeia de Castellões, comarca de Penafiel. Seu pae era o famigerado Joaquim do Telhado, capitão de ladrões, valente como as armas, e raio devastador em francezes que elle matava, porque eram francezes, e porque eram ladrões, posto que, na qualidade de membro da nação espoliada, o senhor Joqauim chamasse sómente a si o que era fazenda nacional. Um tio-avô de José Teixeira, chamado ele o Sodiano, já tinha sido salteador de porte, e infestara o Marão durante muitos annos. Se arripiassemos carreira na linhagem do senhor José do Telhado, iriamos encontrar-lhe um avoengo em Roma, com uma sabina roubada no colo."
(excerto da 1.ª parte do texto)
Exemplar em bom estado de conservação. Cadernos unidos por dois agrafos. Páginas apresentam picos de acidez. Pequeno orifício na derradeira página (sem prejudicar o texto).
Raro.
Com evidente interesse camiliano.
Indisponível

02 abril, 2016

PIMENTEL, Alberto - UMA VISITA AO PRIMEIRO ROMANCISTA PORTUGUEZ EM S. MIGUEL DE SEIDE. Porto, Livraria Portuense de Lopes & C.ª - Editores, 1885. In-8.º (18cm) de 40 p. ; B.
1.ª edição.
Esta é a primeira obra de Alberto Pimentel dedicada em exclusivo a Camilo. O autor, devotado e notável camilianista, publicou muitos outros livros e escritos sobre o grande romancista.
"Eram onze horas da manhã. Acabava, na egreja de Santo Thyrso, a missa do dia. Para o largo do mosteiro vinham sahindo os ranchos dos homens e das mulheres do campo; algumas senhoras, poucas. A manhã tinha estado fresca, segundo me disseram, mas eu perdi a manhã, pela simples razão de ter perdido a noite no arraial da Senhora das Dores, na Trofa, onde condescendentemente me deixei arrastar. Quando sahi de casa, seguido pelo criado que levava de redea e garrana, o sol descobria. [...]
O Visconde de Correia Botelho, ouvindo a minha voz, viera receber-me, acompanhado pelo sr. Espinho, seu hospede, á porta da casa do bilhar.
- É uma visita posthuma! dissera elle, abrindo para mim os braços afectuosamente.
Dei-me pressa em protestar contra esta phrase devida ao desalento de um trabalhados infatigavel, que ha mezes se acha condemnado á inercia por um deploravel accidente que lhe nublou os olhos já cansados de uma diuturna applicação.
Para os que amam o trabalho, os ocios forçados são cansativos e molestos. Pareceu-me ser esta a maior enfermidade de Camillo actualmente. Se elle podesse trabalhar, escrever um dos seus bellos romances em quinze dias, como tantas vezes fizera, se conseguisse por esse meio arrancar-se á intuscepção meditativa em que o seu espirito se concentra, tel-o-iamos de novo forte na sua fraqueza, robusto no seu cansaço."
(excerto do texto) 
Alberto Pimentel (1849-1925). "Escritor e jornalista. Conhecido camilianista. Publicou mais de duas centenas de obras, entre romances - sobretudo do género histórico -, crítica literária, crónicas de viagens, monografias históricas, memórias, poesia e teatro. Nas suas obras deu predomínio aos ambientes e figuras características do Porto."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa levemente descorada por acção da luz, com falha de papel no canto inferior esquerdo, junto à lombada.
Invulgar.
Indisponível

02 janeiro, 2016

CASTELLO-BRANCO, Camillo - ANNOS DE PROSA : romance. Por… A GRATIDÃO : romance. O ARREPENDIMENTO : romance. Porto, Editor, Antonio José da Silva Teixeira, 1863. In-8.º (19cm) de 284 p. ; E.
1.ª edição.
Sobre esta rara edição original de Camilo, com a devida vénia, transcrevemos um excerto do catálogo camiliano de Miguel de Carvalho: “Compreende ante-rosto com os dizeres ANNOS DE PROSA e verso em branco; frontispício textualmente descrito supra e verso com subscrição tipográfica TYPOGRAPHIA DE ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA TEIXEIRA // 62, Rua da Cancella Velha, 62 // - // 1863 ; página 5ª com os dizeres ANNOS DE PROSA // - // DISCURSO PROEMIAL. até à página 12, datada no final; o romance propriamente dito inicia-se na página 13 e decorre até à página 284 englobando O ARREPENDIMENTO (p. 201 à 217) e A GRATIDÃO (p. 218 até à 284).
Segundo José dos Santos (1939) esta é a PRIMEIRA EDIÇÃO MUITO RARA (especialmente quando ostenta o frontispício original) deste romance que o autor alterou muito da sua forma original primitivamente publicado em O Mundo Elegante sob o título A mulher que salva. Manuel dos Santos refere que esta também é uma primeira edição da obra, embora afirme existirem exemplares com um frontispício também diferente (data de 1862), uma dedicatória e um reclame Almanack. Este romance foi escrito parte na cadeia, conforme nos confessa o autor em Memórias de Carcere.”
Encadernação em meia de pele. Com defeitos. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Indisponível

21 dezembro, 2015

NÉVES, Alvaro - ESTUDOS CAMILIANOS : bibliografia e biblioteconomia. Por... Da Academia das Sciências de Portugal. Lisboa, Ernesto Rodrigues, 1917. In-4.º (24cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo n.º 5 da tiragem de 10 exemplares impressos em papel especial assinados pelo autor e pelo editor. A restante tiragem restringe-se a 300 exemplares impressos em papel comum.
"Estudos Camilianos intitulei estes, suscitados pela inquirição dum extrénuo admirador do primacial romancista português.
Procurava - esse camilianista - conhecer o objectivo da Bibliografia, e consequentemente o trabalho mais homogéneo com o alcance dessa sciencia aplicada á obra do Mestre. Tambem desejava saber como organisar, - arrumar, - scientificamente uma Camiliana.
Sem pretenciossismos de autoridade as minhas lubrucações d'umas horas de descanso, sendo dadas á estampa, teem o valor de ser o primeiro estudo biblioteconomico impresso em Portugal."
(apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas, com vincos nos cantos.
Muito invulgar.
Com grande interesse camiliano.
Indisponível

08 agosto, 2015

SAMPAIO, Albino Forjaz de - JORNAL DE UM REBELDE. 2.º milhar. Lisboa, Editôres - Santos & Vieira : Empresa Literária Fluminense, 1919. In-8º (19cm) de 239, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Conjunto de crónicas biográficas com especial relevância para Camilo Castelo Branco, a quem o autor dedica um capítulo distribuído por 30 páginas - Camilo: Como êle lia; Como êle escrevia; Notas Camilianas. Consagra ainda 8 páginas, num capítulo à parte, a Ana Augusta Plácido, mulher de Camilo.
"Jornal de um Rebelde se chama êste livro. Nada diz de rebeldias, observará o leitor ao voltar a última página, se não no amoroso tom com que se recordam coisas esquecidas, se evocam velhas figuras que deviam ser lembradas, e se registam factos que nunca deviam ser esquecidos. Assim, êste livro é quási um diário íntimo em que evocando, se procura fazer justiça."
(excerto da introdução)
Albino Forjaz de Sampaio (1884-1949). Jornalista, escritor e bibliógrafo de nomeada. A crónica de crítica social que procurava inverter a moral comum da época tornou-o famoso sobretudo pelo escândalo que as suas opiniões originavam. Dono de extensa produção bibliográfica, Forjaz de Sampaio nunca se afirmou um escritor mas bradou aos quatro ventos que era um “jornalista levado dos diabos”.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse camiliano.
Indisponível

19 maio, 2015

CASTELO BRANCO, Camilo - A ÚLTIMA VITÓRIA DE UM CONQUISTADOR [e outros]. Vol. I. Director: Manoel de Sousa Pinto. Lisboa, Emprêsa Diário de Notícias Editora, 1925. In-8º (19cm) de 337, [3] p. ; B. Colecção Diário de Notícias, I
1.ª edição.
Colectânea de contos de autores portugueses, na sua maioria inéditos. Anunciado pelos editores como uma espécie de continuação dos famosos "Brindes" do Diário de Notícias - de que seria o 36.º vol., dado ter este jornal publicado anteriormente 35 números, entre 1865 e 1899. No entanto, este vol. I é tudo quanto se publicou.
Relativamente ao conto de Camilo, transcrevemos a nota dos editores: "A última Vitória de um Conquistador é o primeiro ensaio de romance camiliano, e foi publicado em oito folhetins do Eco Popular, do Porto, de 29 de Março a 12 de Abril de 1848. Devemos a publicação deste importante original ao ilustre camilianista snr. Dr. Júlio Dias da Costa, que o recolheu com destino aos seus Dispersos de Camilo, editados pela Imprensa da Universidade."
Contos:
- A última vitória de um conquistador, por Camilo Castelo Branco. - A frauta de cana, por Augusto Gil. - Noite de neve, por Ladislau Patrício. - À passagem dos Pirenéus, por Aquilino Ribeiro. - Purificação, por Manoel de Sousa Pinto. - Balada aos olhos azuis siderais duma inglesinha, por Américo Durão. - À cata do «El-Dorado», por Júlio Brandão. - Fogo sagrado, por Eduardo Schwalbach Lucci. - Ah, soubéssemos nós erguer as mãos!, por Mário Beirão. - Uma hora de tragédia, por Sousa Costa. - Do traje «à vianesa» em geral e do traje de Afife em especial, por Cláudio Basto.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas e lombada com defeitos.
Invulgar.
Indisponível

20 fevereiro, 2015

FREITAS, Padre Senna - PERFIL DE CAMILLO CASTELLO BRANCO. Nova edição  auctorisada pelo auctor. Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron : Casa editora Lugan & Genelioux, Successores, 1888. In-8º (18,5cm) de 151, [5] p. ; E.
Retrato de Camilo traçado por Sena Freitas. No final do livro, são reproduzidas as cartas dirigidas por Camilo ao autor.
"Isto não é o que se chama uma biographia. Não se faz a biographia d'um homem em vida d'elle.
O retrato exige a presença do retratado; a biographia, pelo contrario, suppõe o véo da mortalidade interposto entre aquella e o personagem por ella historiado. O meu personagem não sahiu por ora de scena, felizmente; o panno está ainda em cima; contenhâmo'nos.
O que se offerece ao leitor é o contôrno rapido d'um enorme vulto litterario, delineado por um dos seus cultores. É a anthropologia, ou o duplo perfil physico e moral d'um amigo tracejado por um amigo, mas por um amigo independente."
(excerto da introdução, Pouco mais de duas palavras)
Matérias:
Pouco mais de duas palavras.
I - A minha primeira visita a Camillo. II - O homem physico. III - O homem de sentimento. IV - O homem intellectual. V - Como se maneja uma lingua. VI - As crenças de Camillo. VII - Talvez por um equivoco!
Cartas de Camillo Castello Branco dirigidas ao auctor.
José Joaquim de Sena Freitas (1840-1913). Natural de Ponta Delgada, Açores. "Foi um sacerdote, orador sacro e polemista português. Publicou um extenso conjunto de obras, a maior parte sobre questões religiosas e de moral. Manteve intensas polémicas com diversos intelectuais e jornalistas portugueses e brasileiros.” Faleceu no Rio de Janeiro.
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

11 janeiro, 2015

CAMILO CASTELO BRANCO : PÁGINAS QUASE ESQUECIDAS. Recolha, prefácio e notas de Alexandre Cabral. Primeiro Tomo [e Segundo]. Porto, Editorial Inova Sarl, [1972-1973]. 2 vols in-4º grd. (28cm) de 285, [12] p. e 309, [12] p. ; il. ; B. Biblioteca Camiliana.
1.ª edição.
Excelente peça camiliana, numa bonita edição especial fora do mercado.
A direcção gráfica é da responsabilidade de Armando Alves.
"Uma das muito bem tratadas edições da Editorial Inova, esta ilustrada com um retrato de Camilo, antecedida de um texto de Aquilino Ribeiro e com um extenso prefácio de Alexandre Cabral. Recolha de 59 textos dispersos publicados sob a forma de prefácios de obras por si traduzidas e de autores diversos."
Tiraram-se em papel Vergé creme de 100 gramas. no formato de 280 X 175 mm, duzentos e cinquenta exemplares numerados de 1 a 250, e cinquenta exemplares fora do mercado numerados de I a XXV e os restantes marcados F.M., com sobrecapa reproduzindo uma monotípia de Abel Salazar [e de Júlio Resende - 2º Tomo], todos assinados por Alexandre Cabral.
Os presentes exemplares levam, respectivamente, os n.ºs 215 (1.ºTomo) e 129 (2.ºTomo).
Exemplares brochados, com sobrecapa, em bom estado de conservação. Sobrecapas com defeitos, ambas alvo de tosco restauro com fita gomada, sobretudo no segundo tomo; miolo em excelente estado de conservação com as páginas a apresentarem-se muito limpas e frescas.
Obra invulgar e muito apreciada.
30€

26 novembro, 2014

GRAVURAS DE CAMILO NA IMPRENSA NACIONAL DE LISBOA. Lisboa, Imprensa Nacional, 1925 [aliás, 1982]. In-fólio (32,5cm) de [24] p. inum. ; toda il. ; B.
Bonita reprodução facsimilada da edição publicada em 1925 por ocasião do centenário natalício de Camilo Castelo Branco.
Ilustrada com um elevado número de retratos de Camilo, bem como da fachada de sua casa.
Capa: Retrato de Camilo por Alfredo Moraes.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€