MACEDO, José de - O CONFLITO INTERNACIONAL SOB O PONTO DE VISTA PORTUGUÊS : estudo político e económico. Porto, Edição da «Renascença Portuguesa», [1916]. In-4.º (24cm) de 443, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sobre o 1.º conflito mundial, publicado em 1916, no 3.º ano de guerra, dedicado a várias matérias relevantes para o status quo bélico e económico, sob o ponto de vista nacional e internacional.
"Quem sentir, nos distantes campos de batalha, os choques das aluviões humanas, multiplicada a sua fôrça destrutiva, não poderá explicar semelhantes embates de agressões ferozes senão pelas ambições insatisfeitas ou pela ânsia de predomínio político e económico. Mas, apesar disso, apesar da forma brutal do conflito, há de observar-se que certas correntes idealistas se acentuaram e certos doutrinarismos se formularam, como que tôdos os actos, os mais ignominosos, dos homens não pudessem deixar de ter a recomendá-los e a consagrá-los denominações simpáticas."
(Excerto de O conflito das nações, I, A orientação da política internacional)
Índice:
O conflito das nações: I - A orientação da política internacional; II - O predomínio económico da Alemanha; III - América e Alemanha; IV - A guerra balcanica; V - Identidade geografica da Asia menor e Balcans. A política económica em Portugal e a sua orientação: I - A nossa incapacidade económica; II - A Alemanha nas suas relações comerciais com Portugal; III - A Espanha e Portugal nas suas relações económicas; IV -A Inglaterra no nosso comércio; V - O mercado do Brasil; VI - A nossa emigração; VII - O plano de desviar a nossa emigração do Brasil; VIII - Fenomenos correlacionados; IX - O desbarato da nossa vida económica; X - O problema português e a sua complexidade. O problema colonial e as influencias internacionais: I - A febre colonial; II - A alienação das colonias; III - O doutrinarismo económico e as colonias; IV - As leis orgânicas das colonias; V - Capitais estrangeiros nas colonias; VI - A questão indigena depois da guerra; VII - O regime militarista das colonias. As despezas militares na paz e na guerra e as circunstancias financeiras de Portugal: I - Resultantes do conflito internacional; II - A força armada e a vida dos estados; III - A Inglaterra e as suas despezas militares; IV - As pequenas nacionalidades e as despezas da guerra; V - De 1910 a 1914; VI - Portugal e seu exército; VII - As despezas gerais e as de guerra em Portugal; VIII - No mar; IX - A nossa administração financeira e a defesa nacional. Portugal e as suas relações internacionais: I - As alianças; II - O que devemos à aliança inglesa; III - Fantasias internacionais; IV - Vastidão do grande conflito; V - Várias fases da nossa intervenção na guerra. | Em resumo. | Errata.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa manchada.
Raro.
Com interesse histórico.
65€
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09 agosto, 2019
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07 maio, 2019
1.ª edição.
Ilustrada extratexto com os retratos do General Alves Roçadas e do Dr. Álvaro de Castro, impressos sobre papel couché.
"1914 - Os exércitos da Alemanha forçam o Luxemburgo, invadem a Belgica, e a Inglaterra eclara o estado de guerra com os Impérios Centrais. Obscuras combinações diplomáticas colocam Portugal na situação indecisa de não beligerante, sem ser neutral: está em paz com tôdas as nações mas reafirma a sua aliança com a Grã-Bretanha. Os alemães preparam o golpe de surpresa sôbre Angola: estudam, inspecionam e activam a espionagem.
O massacre de Maziú, em Moçambique, é uma cruel prevenção.
Prepara-se a defesa das colónias e da metrópole; seguem com destino às duas costas expedições encarregadas de vigiar as fronteiras. A missão de defesa de Angola é confiada ao General José Alves Roçadas.
Os manejos alemães continuam a revelar audácia e precisão. O heroico alferes Seremo destroi em um momento, pela sua decisão e energia, o bem aquitectado plano alemão duma rápida penetração em Angola.
Já a êsse tempo Alves Roçadas organiza e destribui as forças destinadas à defesa do Sul.
Em Dezembro de 1914 o Comandante Alves Roçadas estabelece as suas tropas na linha fronteiriça de Naulila - Caluéque, sobre o Cunéne.[...]
No dia 12 de Dezembro, de manhã, há a primeira notícia das tropas inimigas; desenvolvem, operam e preparam o ataque, a coberto, em território alemão. No dia 18 atacam o posto de Naulila pelo flanco esquerdo da posição. Durante cinco horas desenvolve-se um renhido combate em que a vitória paira indecisa e vária.
No mais aceso da luta, Alves Roçadas, reconhecendo a desorganização da defesa, tenta um golpe de audácia.
Reune as fôrças dispersas, anima-as, incita-as e lança~se ao assalto, dando o exemplo da coragem e do arrôjo."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa com selo de bilbioteca e carimbo oleográfico.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
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24 setembro, 2018
CAETANO, Dr. Marcelo - RELAÇÕES DAS COLÓNIAS DE ANGOLA E MOÇAMBIQUE COM OS TERRITÓRIOS ESTRANGEIROS VIZINHOS. Memorandum. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1946. In-4.º (25cm) de 113, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Relatório com carácter confidencial. Sobre a sua relevância no contexto sociopolítico e diplomático da época nas Colónias - imediatamente após o final da 2.ª Guerra Mundial - com a devida vénia a António Duarte Silva pelo excelente artigo publicado no blog "Malomil", reproduzimos um excerto do mesmo.
"No início de Janeiro de 1945, Marcelo Caetano informou Salazar que considerava necessária uma ida a África, embora esta só devesse ser anunciada quando oportuno. Além de pretender contactar com o pessoal de Administração Pública e com as populações, impunha-se – perante o final da guerra europeia e o previsível termo das hostilidades no Pacífico – proceder a um «balanço imediato da situação em África para se poderem tomar as medidas imperiosamente exigidas a curto prazo e preparar as previsíveis a médio e longo prazo».
A «transcendental viagem» iria durar quase seis meses (incluindo um mês de navegação) e, segundo Vasco Pulido Valente, transformou Marcelo Caetano de «imperialista teórico» num africanista, «ainda por cima num africanista sentimental». A visita, definida como de inspecção e planeamento, obedeceu a uma programação múltipla: inaugurações e comemorações, contacto com as realidades e as populações locais, estudo e resolução de problemas, projecção das reformas que o Ministério encetara, afirmação da presença, interesse e atenção portuguesas, apreciação da nova conjuntura internacional e africana após o fim da Segunda Guerra na Europa e no Pacífico. Foi-lhe dada grande projecção em todo o Império, decorrendo com elevada solenidade e ditirâmbica cobertura jornalística (incluindo os jornais sul-africanos). [...]
No regresso, Marcelo Caetano elaborou um “Memorandum” sobre as Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos, com caráter confidencial e uma tiragem restrita, destinado exclusivamente a políticos e funcionários portugueses ligados aos assuntos versados. É um texto de difícil acesso[*]. Como se diz na prévia “Advertência”, não se tratava apenas de descrever os problemas de vizinhança referentes aos «territórios estrangeiros em relação aos quais houve ocasião durante a viagem de examinar e discutir tais problemas»; pretendia-se também «apurar as constantes da política seguida nessas relações e contribuir para definir as directrizes futuras».
O Memorandum, datado de Maio de 1946, é muito extenso, dividindo-se em dois capítulos, e contém quatro anexos.
O capítulo I, dedicado às “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com a União da África do Sul”, aborda 19 temas, destacando-se: posição política da União Sul-Africana, relações de Portugal com a União, utilização do porto e do caminho-de-ferro de Lourenço Marques, evolução das várias convenções celebradas até ao Acordo de 1934 – a partir do qual passaram «a decorrer normalmente» –, emigração para o Rand e questão das águas do Cunene.
O capítulo II, dedicado ao estudo das “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com os vizinhos territórios britânicos”, além de breves notas históricas, aprofunda os regimes da construção, concessão, resgate e nacionalização do porto e dos caminhos-de-ferro da Beira.
Embora não formuladas como tal pelo “Memorandum” podem enumerar-se as seguintes conclusões: 1)- não existia «um perigo imperialista imediato no Sul da África, mas seria uma imprudência negar-lhe existência potencial»;
2)- a história das relações entre Portugal e o Transvaal (ou a União) com respeito a Lourenço Marques abrangia três períodos: (i)- de 1875 até ao termo da guerra dos boers (1901); (ii)- de 1901 a 1928; (iii)- de 1928 em diante;
3)- a emigração dos indígenas para o Rand estava «longe de ter uma fácil solução», sendo indicadas cinco «medidas necessárias»;
4)- os principais problemas com os territórios britânicos confinantes com Angola e Moçambique eram três: i)- caminhos-de-ferro e porto da Beira; ii)- fronteiras com as Rodésias e a Niassalândia e emigração clandestina de indígenas; iii)- ligação da Rodésia do Norte com o porto do Lobito.
Segundo o próprio Marcelo Caetano este relatório – resultado do que escutara e tratara nos encontros com os dirigentes dos territórios estrangeiros vizinhos e abordando problemas da maior importância que não se encontravam devidamente instruídos e esclarecidos nos arquivos do Ministério – serviu para orientar as negociações sobre os assuntos versados e «continuou a ser útil aos que me sucederam»."
[*] Marcelo Caetano, Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos: Memorandum, Lisboa, Imprensa Nacional, 1946. Não existe na Biblioteca Nacional nem acessível no Arquivo Marcello Caetano. O exemplar consultado encontra-se na Biblioteca Universitária João Paulo II (Universidade Católica).
1.ª edição.
Relatório com carácter confidencial. Sobre a sua relevância no contexto sociopolítico e diplomático da época nas Colónias - imediatamente após o final da 2.ª Guerra Mundial - com a devida vénia a António Duarte Silva pelo excelente artigo publicado no blog "Malomil", reproduzimos um excerto do mesmo.
"No início de Janeiro de 1945, Marcelo Caetano informou Salazar que considerava necessária uma ida a África, embora esta só devesse ser anunciada quando oportuno. Além de pretender contactar com o pessoal de Administração Pública e com as populações, impunha-se – perante o final da guerra europeia e o previsível termo das hostilidades no Pacífico – proceder a um «balanço imediato da situação em África para se poderem tomar as medidas imperiosamente exigidas a curto prazo e preparar as previsíveis a médio e longo prazo».
A «transcendental viagem» iria durar quase seis meses (incluindo um mês de navegação) e, segundo Vasco Pulido Valente, transformou Marcelo Caetano de «imperialista teórico» num africanista, «ainda por cima num africanista sentimental». A visita, definida como de inspecção e planeamento, obedeceu a uma programação múltipla: inaugurações e comemorações, contacto com as realidades e as populações locais, estudo e resolução de problemas, projecção das reformas que o Ministério encetara, afirmação da presença, interesse e atenção portuguesas, apreciação da nova conjuntura internacional e africana após o fim da Segunda Guerra na Europa e no Pacífico. Foi-lhe dada grande projecção em todo o Império, decorrendo com elevada solenidade e ditirâmbica cobertura jornalística (incluindo os jornais sul-africanos). [...]
No regresso, Marcelo Caetano elaborou um “Memorandum” sobre as Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos, com caráter confidencial e uma tiragem restrita, destinado exclusivamente a políticos e funcionários portugueses ligados aos assuntos versados. É um texto de difícil acesso[*]. Como se diz na prévia “Advertência”, não se tratava apenas de descrever os problemas de vizinhança referentes aos «territórios estrangeiros em relação aos quais houve ocasião durante a viagem de examinar e discutir tais problemas»; pretendia-se também «apurar as constantes da política seguida nessas relações e contribuir para definir as directrizes futuras».
O Memorandum, datado de Maio de 1946, é muito extenso, dividindo-se em dois capítulos, e contém quatro anexos.
O capítulo I, dedicado às “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com a União da África do Sul”, aborda 19 temas, destacando-se: posição política da União Sul-Africana, relações de Portugal com a União, utilização do porto e do caminho-de-ferro de Lourenço Marques, evolução das várias convenções celebradas até ao Acordo de 1934 – a partir do qual passaram «a decorrer normalmente» –, emigração para o Rand e questão das águas do Cunene.
O capítulo II, dedicado ao estudo das “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com os vizinhos territórios britânicos”, além de breves notas históricas, aprofunda os regimes da construção, concessão, resgate e nacionalização do porto e dos caminhos-de-ferro da Beira.
Embora não formuladas como tal pelo “Memorandum” podem enumerar-se as seguintes conclusões: 1)- não existia «um perigo imperialista imediato no Sul da África, mas seria uma imprudência negar-lhe existência potencial»;
2)- a história das relações entre Portugal e o Transvaal (ou a União) com respeito a Lourenço Marques abrangia três períodos: (i)- de 1875 até ao termo da guerra dos boers (1901); (ii)- de 1901 a 1928; (iii)- de 1928 em diante;
3)- a emigração dos indígenas para o Rand estava «longe de ter uma fácil solução», sendo indicadas cinco «medidas necessárias»;
4)- os principais problemas com os territórios britânicos confinantes com Angola e Moçambique eram três: i)- caminhos-de-ferro e porto da Beira; ii)- fronteiras com as Rodésias e a Niassalândia e emigração clandestina de indígenas; iii)- ligação da Rodésia do Norte com o porto do Lobito.
Segundo o próprio Marcelo Caetano este relatório – resultado do que escutara e tratara nos encontros com os dirigentes dos territórios estrangeiros vizinhos e abordando problemas da maior importância que não se encontravam devidamente instruídos e esclarecidos nos arquivos do Ministério – serviu para orientar as negociações sobre os assuntos versados e «continuou a ser útil aos que me sucederam»."
[*] Marcelo Caetano, Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos: Memorandum, Lisboa, Imprensa Nacional, 1946. Não existe na Biblioteca Nacional nem acessível no Arquivo Marcello Caetano. O exemplar consultado encontra-se na Biblioteca Universitária João Paulo II (Universidade Católica).
(Fonte: http://malomil.blogspot.com/2018/04/marcelo-caetano-ministro-das-colonias-e_18.html)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Com interesse histórico e colonial.
30€
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16 junho, 2018
CORREIA, Alberto C. Germano S. - PROSTITUIÇÃO E PROFILAXIA ANTI-VENÉREA. História Demografia Etnografia Higiene e Profilaxia. ÍNDIA PORTUGUESA. Por... Coronel-médico, lente da Escola Médica, Sócio da Academia das Ciências de Lisboa e do Instituto Internacional de Antropologia, Comendador das Ordens Portuguesas de Cristo, São Tiago e Aviz. Bastorá : Índia Portuguesa, Tipografia Rangel, 1938. In-4.º (25cm) de [4], 404 p. ; B.1.ª edição.
Importante estudo sobre a prostituição na Índia Portuguesa - as suas causas e consequências. Impresso em Bastorá, Goa.
Valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao "Dr. Carlos Sampaio, digníssimo Inspector Administrativo".
"É um capítulo que não podia ser escrito em separado, tanto porque a modalidade clandestina do meretrício só se faz às ocultas, como porque o tráfico de mulheres crianças anda intimamente ligado àquela forma de prostituição.
É nos lôbregos desvãos da servidão clandestina da mulher que os mercadores da carne feminina para o repasto do sensualismo conseguem aliciar, com maior facilidade e rapidez, as vítimas incautas para serem imoladas no ignóbil altar da volúpia. [...]
Durante muito tempo foi a prostituição clandestina considerada como a fase inicial da deshonra feminina.
A mulher ou a adolescente mercadejava primeiro, às ocultas, com os encantos do seu corpo fresco e sadio.
Uma vez surpreendida em flagrante pela família, quando honesta, ou pelos agentes da polícia dos costumes, era obrigada a matricular-se, inscrevendo o seu nome no livro, onde se relacionam as mulheres que se tornam parceiras no gôzo sexual de qualquer homem."
(Excerto do Cap. IV, Prostituição clandestina e o tráfico feminino na India)
Matérias:
"É um capítulo que não podia ser escrito em separado, tanto porque a modalidade clandestina do meretrício só se faz às ocultas, como porque o tráfico de mulheres crianças anda intimamente ligado àquela forma de prostituição.
É nos lôbregos desvãos da servidão clandestina da mulher que os mercadores da carne feminina para o repasto do sensualismo conseguem aliciar, com maior facilidade e rapidez, as vítimas incautas para serem imoladas no ignóbil altar da volúpia. [...]
Durante muito tempo foi a prostituição clandestina considerada como a fase inicial da deshonra feminina.
A mulher ou a adolescente mercadejava primeiro, às ocultas, com os encantos do seu corpo fresco e sadio.
Uma vez surpreendida em flagrante pela família, quando honesta, ou pelos agentes da polícia dos costumes, era obrigada a matricular-se, inscrevendo o seu nome no livro, onde se relacionam as mulheres que se tornam parceiras no gôzo sexual de qualquer homem."
(Excerto do Cap. IV, Prostituição clandestina e o tráfico feminino na India)
Matérias:
I - Generalidades sôbre a Prostituição. II - A Prostituição no Indostão.
III - A Prostituição na India Portuguesa. IV - Prostituição clandestina
e o tráfico feminino na India. V - Tráfico feminino no Industão e na
Índia Portuguesa. VI - A mulher e o trabalho feminino na Índia. VII - O
perigo venéreo e a prostituição através dos tempos na Índia Portuguesa.
VIII - As modernas directrizes da profilaxia antivenérea.
Alberto Carlos Germano da Silva Correia
(1888-1967). Médico licenciado pela escola Médica de Gôa, formado pela
Faculdade de Medicina do Porto. Coronel médico. Professor e Director da
Escola Médica de Gôa e do Hospital Militar. Director do Instituto de
Investigação Científica de Angola. Sócio da Academia das Ciências de
Lisboa, da Sociedade de Geografia de Lisboa, do "Institut Internacional
d'Anthropologie" de Paris, do "International Congress of the
Antropological & Ethnological Sciences" e do Instituto Vasco da Gama
de Gôa. Deixou publicada uma vastíssima obra histórica, antropológica,
etnográfica, antropométrica e climatológica.”
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos, manchadas de humidade; lombada apresenta falhas de papel.
Muito invulgar.
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§ AUTÓGRAFOS,
*CORREIA (Alberto Carlos Germano da Silva),
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História,
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Oriente,
Prostituição
16 maio, 2018
IGREJA CATÓLICA EM MOÇAMBIQUE. Primeira Pastoral dos Bispos de Moçambique. Os Padres Brancos. Prefácio de Anselmo Borges. [S.l.], Delfos [Comp. e Imp. na Tip. Guerra, Viseu], [1970]. In-8.º (16cm) de 175, [1] p. ; B. Col. Temas 2000, 11
1.ª edição.
Importante documento para a história da missionação em Moçambique.
"A Igreja é também a Igreja que está em Moçambique, que vive em Moçambique, que quer servir e ser luz do povo moçambicano, ao mesmo tempo que quer ser também iluminada por ele.
O Episcopado moçambicano, voz e expressão da Igreja profética em Moçambique, falou numa Carta Pastoral, para proclamar a verdade, a dignidade da pessoa humana, para reclamar justiça, relações verdadeiramente humanas e fraternais, para denunciar injustiças, para apontar caminhos, para anunciar a Boa Nova. [...]
É um documento notável, oportuno, até certo ponto corajoso, que abalará algumas consciências que prefeririam não ser desinstaladas do seu comodismo fácil e egoísta. É por isso um texto que deve ser lido e meditado e que «não pode ficar perdido nas páginas de revistas ou nos arquivos eclesiásticos», como foi escrito quando me foi pedido este prefácio."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. I - Primeira Pastoral Colectiva dos Bispos de Moçambique: 1. Moçambique-1970; 2. Para uma Sociedade mais Humana; 3. Educação; 4. Evangelização. II - Os Padres Brancos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
Invulgar.
Com interesse histórico e religioso.
10€
1.ª edição.
Importante documento para a história da missionação em Moçambique.
"A Igreja é também a Igreja que está em Moçambique, que vive em Moçambique, que quer servir e ser luz do povo moçambicano, ao mesmo tempo que quer ser também iluminada por ele.
O Episcopado moçambicano, voz e expressão da Igreja profética em Moçambique, falou numa Carta Pastoral, para proclamar a verdade, a dignidade da pessoa humana, para reclamar justiça, relações verdadeiramente humanas e fraternais, para denunciar injustiças, para apontar caminhos, para anunciar a Boa Nova. [...]
É um documento notável, oportuno, até certo ponto corajoso, que abalará algumas consciências que prefeririam não ser desinstaladas do seu comodismo fácil e egoísta. É por isso um texto que deve ser lido e meditado e que «não pode ficar perdido nas páginas de revistas ou nos arquivos eclesiásticos», como foi escrito quando me foi pedido este prefácio."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. I - Primeira Pastoral Colectiva dos Bispos de Moçambique: 1. Moçambique-1970; 2. Para uma Sociedade mais Humana; 3. Educação; 4. Evangelização. II - Os Padres Brancos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
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*BORGES (Anselmo),
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12 outubro, 2017
SELVAGEM, Carlos – TROPA D’ÁFRICA (jornal de campanha dum
voluntário do Niassa). 4.ª edição. Paris : Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1925. In-8.º (18,5cm) de 367, [1] p. ; [12] f.
il. ; il. ; E.
Ilustrado com desenhos no texto e fotogravuras em separado.
Memórias do autor, soldado em África durante a Grande
Guerra.
“Aos sargentos e soldados do meu pelotão a cavalo;
Aos meus camaradas da Expedição ao Niassa;
Aos soldados portugueses da Grande Guerra;
Á memória de todos aqueles que, pela glória das quinas
Portuguesas, teem mordido o pó em terras d’Além-mar.”
(Homenagem do autor)
“Dia de embarque!...
Dia de lágrimas, dia de balbúrdia, de mil impressões
tumultuosas e contrárias, com pragas furiosas sôbre os galegos, mil contas que
surgem à última hora, uma compra que ia esquecendo, um abraço que esqueceu, e,
por fim, um automóvel que nos despeja no cais, com o resto da bagagem, a cabeça
esvaída, o boné para a nuca, arrazado de emoções.”
(excerto do texto)
Carlos Selvagem (1890-1973),
pseudónimo de Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos, “Foi um
militar, jornalista, escritor, autor dramático e historiador. Frequentou o
Colégio Militar entre 1901 e 1907 onde lhe deram a alcunha (Selvagem)
que mais tarde veio a incorporar no pseudónimo literário que adoptou. Formou-se
em Cavalaria pela Escola do Exército e participou no Niassa e no norte de
Moçambique na frente africana da Primeira Guerra Mundial.”
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros
gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada. Assinatura de posse na guarda e na f. rosto.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Com interesse histórico.
15€
15€
30 novembro, 2016
VASCONCELLOS, João de Carvalho e - A COPRA. Subsidios para O estudo das copras das nossas Colonias. Relatorio final do curso de engenheiro-agronomo, apresentado ao Conselho Escolar do Instituto Superior de Agronomia. Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), 1925. In-8.º (19cm) de 125, [3] p. ; il. ; E. Col. Pequenas Fontes de Riqueza, XXIII
1.ª edição.
Primeiro trabalho do autor. Trata-se de um importante estudo sobre o derivado mais relevante do coco - a copra, que é a polpa ou miolo de coco, seco e dividido em bocados.
Ilustrado no texto com tabelas, desenhos esquemáticos e fotogravuras a p.b.
"Das plantas de flora tropical é sem duvida o coqueiro (Cocus nucifera, L.) uma das mais interessantes pelas numerosas utilidades que nos fornece. Por este motivo esta palmeira tem sido designada com o nome de «Rei da Flora Tropical», por alguns dos eminentes tratadistas das plantas tropicaes. [...]
Tenho eu agora o ensejo de apresentar mias detalhadamente no que diz respeito ás nossas Colonias o estudo que fiz dum dos mais importantes productos do coqueiro - a copra - no trabalho que me serviu de relatorio final do curso de engenheiro-agronomo no Instituto Superior de Agronomia..."
(excerto do preâmbulo)
Matérias:
I - Estudo do fruto do coqueiro. II - Produção e colheita. III - A copra. IV - Manteiga de coco. V - Bagaço de coco. VI - Coco ralado. VII - Estudo comparativo de algumas copras das nossas Colonias. VIII - Dados estatisticos sobre o comercio e produção de copra nas nossas Colonias.
João de Carvalho e Vasconcelos (1897-1972). "Nasceu em Lisboa, em 17 de Novembro de 1897. Faleceu em Lisboa a 25.02.1972. Curso completo dos liceus. Curso de Engenheiro-Agrónomo pelo Instituto Superior de Agronomia. Possui todas as cadeiras do curso de Silvicultura e de engenheiro agrónomo colonial. Engenheiro-Agrónomo do quadro do Ministério da Agricultura. Adjunto da 8ª Secção da Estação Agrária Nacional. Delegado do Governo e presidente da União Vinícola Regional de Carcavelos. Grupo de trabalho de forragens da Comissão Nacional da F. A. O. Professor Auxiliar (1931), Professor Catedrático (1944) e Professor Jubilado (1967) do Instituto Superior de Agronomia. Cadeiras que regeu: Botânica Agrícola. Thrematologia. Botânica Sistemática e Fitogeografia. Desenho Organográfico.” Pertenceu a diversas Sociedades Científicas. A sua bibliografia é extensa; publicou inúmeros trabalhos académicos, em livro e sob a forma de artigos e lições.
(fonte: www.isa.ulisboa.pt)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
1.ª edição.
Primeiro trabalho do autor. Trata-se de um importante estudo sobre o derivado mais relevante do coco - a copra, que é a polpa ou miolo de coco, seco e dividido em bocados.
Ilustrado no texto com tabelas, desenhos esquemáticos e fotogravuras a p.b.
"Das plantas de flora tropical é sem duvida o coqueiro (Cocus nucifera, L.) uma das mais interessantes pelas numerosas utilidades que nos fornece. Por este motivo esta palmeira tem sido designada com o nome de «Rei da Flora Tropical», por alguns dos eminentes tratadistas das plantas tropicaes. [...]
Tenho eu agora o ensejo de apresentar mias detalhadamente no que diz respeito ás nossas Colonias o estudo que fiz dum dos mais importantes productos do coqueiro - a copra - no trabalho que me serviu de relatorio final do curso de engenheiro-agronomo no Instituto Superior de Agronomia..."
(excerto do preâmbulo)
Matérias:
I - Estudo do fruto do coqueiro. II - Produção e colheita. III - A copra. IV - Manteiga de coco. V - Bagaço de coco. VI - Coco ralado. VII - Estudo comparativo de algumas copras das nossas Colonias. VIII - Dados estatisticos sobre o comercio e produção de copra nas nossas Colonias.
João de Carvalho e Vasconcelos (1897-1972). "Nasceu em Lisboa, em 17 de Novembro de 1897. Faleceu em Lisboa a 25.02.1972. Curso completo dos liceus. Curso de Engenheiro-Agrónomo pelo Instituto Superior de Agronomia. Possui todas as cadeiras do curso de Silvicultura e de engenheiro agrónomo colonial. Engenheiro-Agrónomo do quadro do Ministério da Agricultura. Adjunto da 8ª Secção da Estação Agrária Nacional. Delegado do Governo e presidente da União Vinícola Regional de Carcavelos. Grupo de trabalho de forragens da Comissão Nacional da F. A. O. Professor Auxiliar (1931), Professor Catedrático (1944) e Professor Jubilado (1967) do Instituto Superior de Agronomia. Cadeiras que regeu: Botânica Agrícola. Thrematologia. Botânica Sistemática e Fitogeografia. Desenho Organográfico.” Pertenceu a diversas Sociedades Científicas. A sua bibliografia é extensa; publicou inúmeros trabalhos académicos, em livro e sob a forma de artigos e lições.
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15€
21 julho, 2016
SOUZA, Francisco Pedro de - O GOANO ATRAVEZ DOS TEMPOS. Por... Advogado, 2.º official da Secretaria Geral do Governo do Estado da India Portugueza. Nova Goa, Typ. Arthur & Viegas, 1911. In-8.º (21,5cm) de [18], 53, [1] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada com um quadro da População de facto segundo o censo de 1900.
Curioso estudo sobre o povo goês.
"Desde aquelle anno (1881) para a solução do grande problema, ou por outra, para o exame da grande hydra casta dedicamo-nos com afinco a um estudo concernente ás leis, costumes, etc., e não encontramos paiz algum quer do continente velho quer do novo, leis relativas e eguaes ás que regiam as nossas antigas communidades, excepto no antigo Egypto.
Guiados pelos rastilhos encontrados, tentamos obter maior somma dos conhecimentos sobre o assumpto, para melhormente proceder á biopsia anatomo-pathologica d'aquelle grande corpo mesclado. - A casta, - cevado ainda no pleno brilho da Luz do Oriente [Cristianismo], que irradiando no pagão Occidente fel-o chamar á razão e á civilisação.
D'ahi pelos portuguezes do coração do ouro foi esta Luz propagada entre nós, tornando-se, porém, baça com a implantação da Inquisição e depois pela perversidade de espirito dos da companhia de Jesus (jesuitas) que lavraram dissenções entre os habitantes, insufando nas instituições religiosas a distincção de castas, e mandando cuidadosamente queimar os livros antigos etc, etc.!! [...]
Mandando correr o presente livrinho o mundo, longe de nós a idéa de depreciar o merecimento e valor de qualquer pessoa, e bem assim figurar o nosso humilde nome entre os eruditos escriptores e historiadores.
O nosso um e unico intuito é de concorrermos com o nosso contingente, embora fraco, mas franco e leal, para o descobrimento da verdade e só a verdade em toda a sua nudeza."
(excerto do prefácio)
Matérias:
Prefácio. - Noções ethnographicas. - Religião: Budhismo; Chritianismo; Mnuismo; Quadro tetro do Hinduismo; Mahometismo; Christianismo. - Origem das Castas: Nobres e Plebeus. - Sentir geral do paiz.
Encadernação editorial (?) em meia de pele com as pastas em tela. Na pasta frontal encontra-se reproduzido o frontispício do livro em caracteres dourados .
Exemplar em bom estado de conservação. Falha de pele no terço superior da lombada. Pequeno orifício de xilófago, no pé da página, visível na primeira parte do livro.
Muito raro.
90€
1.ª edição.
Ilustrada com um quadro da População de facto segundo o censo de 1900.
Curioso estudo sobre o povo goês.
"Desde aquelle anno (1881) para a solução do grande problema, ou por outra, para o exame da grande hydra casta dedicamo-nos com afinco a um estudo concernente ás leis, costumes, etc., e não encontramos paiz algum quer do continente velho quer do novo, leis relativas e eguaes ás que regiam as nossas antigas communidades, excepto no antigo Egypto.
Guiados pelos rastilhos encontrados, tentamos obter maior somma dos conhecimentos sobre o assumpto, para melhormente proceder á biopsia anatomo-pathologica d'aquelle grande corpo mesclado. - A casta, - cevado ainda no pleno brilho da Luz do Oriente [Cristianismo], que irradiando no pagão Occidente fel-o chamar á razão e á civilisação.
D'ahi pelos portuguezes do coração do ouro foi esta Luz propagada entre nós, tornando-se, porém, baça com a implantação da Inquisição e depois pela perversidade de espirito dos da companhia de Jesus (jesuitas) que lavraram dissenções entre os habitantes, insufando nas instituições religiosas a distincção de castas, e mandando cuidadosamente queimar os livros antigos etc, etc.!! [...]
Mandando correr o presente livrinho o mundo, longe de nós a idéa de depreciar o merecimento e valor de qualquer pessoa, e bem assim figurar o nosso humilde nome entre os eruditos escriptores e historiadores.
O nosso um e unico intuito é de concorrermos com o nosso contingente, embora fraco, mas franco e leal, para o descobrimento da verdade e só a verdade em toda a sua nudeza."
(excerto do prefácio)
Matérias:
Prefácio. - Noções ethnographicas. - Religião: Budhismo; Chritianismo; Mnuismo; Quadro tetro do Hinduismo; Mahometismo; Christianismo. - Origem das Castas: Nobres e Plebeus. - Sentir geral do paiz.
Encadernação editorial (?) em meia de pele com as pastas em tela. Na pasta frontal encontra-se reproduzido o frontispício do livro em caracteres dourados .
Exemplar em bom estado de conservação. Falha de pele no terço superior da lombada. Pequeno orifício de xilófago, no pé da página, visível na primeira parte do livro.
Muito raro.
90€
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*SOUSA (Francisco Pedro de),
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História de Portugal,
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07 maio, 2015
RODRIGUES, Luís Nuno - SALAZAR-KENNEDY : a crise de uma aliança. Lisboa, Editorial Notícias, 2002. In-4.º (23cm) de 343, [1] p. ; il. ; B. Col. Biblioteca de História, 11
1.ª edição.
Ilustrado com fotografias a p.b. de diversos estadistas, entre os quais, Salazar, Kennedy, e Franco Nogueira, e do embarque de tropas portuguesas para as colónias.
"Os anos que corresponderam à administração de John F. Kennedy foram de crise para a aliança luso-americana e representaram o período mais difícil das relações entre Portugal e os Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. Na origem dessa crise descortina-se, em grande parte, a alteração da política norte-americana em relação ao colonialismo europeu, em geral, e à «questão colonial» portuguesa, em particular. Por outro lado, esta alteração surge justamente na altura em que eclodem em Angola as revoltas contra o domínio colonial português. Este trabalho demonstra, contudo, que é possível identificar dois momentos claramente distintos na caracterização do relacionamento luso-americano durante a presidência Kennedy.
Primeiramente, ao longo do ano de 1961 e parte de 1962, as relações luso-americanas viveram provavelmente um dos seus piores períodos de sempre; depois, nos meses finais de 1962 e durante 1963, verificou-se uma clara moderação no discurso anticolonialista dos Estados Unidos e uma evidente tentativa de conciliação com as exigências colocadas pelo Governo português tendo em vista a permanência das forças militares norte-americanas na Base das Lajes, nos Açores."
(apresentação)
"Duas semanas antes de ter sido assassinado, John Fitzgerald Kennedy recebeu na Casa Branca o então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Franco Nogueira. Nesse encontro, Nogueira pressionou insistentemente o presidente norte-americano para que este alterasse a política que os Estados Unidos tinham adoptado para com Portugal desde o início da sua presidência, em 1961. Nogueira aludia sobretudo ao modo como os Estados Unidos tinham alterado o seu posicionamento em relação à política colonial portuguesa, desde o momento em que votaram «contra» Portugal no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Março de 1961. Kennedy disse entender o ponto de vista de Franco Nogueira e admitiu inclusivamente que na altura não se tinha apercebido da complexidade do problema africano. Contudo, o retorno dos Americanos a uma posição mais «conservadora» em questões coloniais não poderia ser repentino."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Com interesse histórico.
10€
1.ª edição.
Ilustrado com fotografias a p.b. de diversos estadistas, entre os quais, Salazar, Kennedy, e Franco Nogueira, e do embarque de tropas portuguesas para as colónias.
"Os anos que corresponderam à administração de John F. Kennedy foram de crise para a aliança luso-americana e representaram o período mais difícil das relações entre Portugal e os Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. Na origem dessa crise descortina-se, em grande parte, a alteração da política norte-americana em relação ao colonialismo europeu, em geral, e à «questão colonial» portuguesa, em particular. Por outro lado, esta alteração surge justamente na altura em que eclodem em Angola as revoltas contra o domínio colonial português. Este trabalho demonstra, contudo, que é possível identificar dois momentos claramente distintos na caracterização do relacionamento luso-americano durante a presidência Kennedy.
Primeiramente, ao longo do ano de 1961 e parte de 1962, as relações luso-americanas viveram provavelmente um dos seus piores períodos de sempre; depois, nos meses finais de 1962 e durante 1963, verificou-se uma clara moderação no discurso anticolonialista dos Estados Unidos e uma evidente tentativa de conciliação com as exigências colocadas pelo Governo português tendo em vista a permanência das forças militares norte-americanas na Base das Lajes, nos Açores."
(apresentação)
"Duas semanas antes de ter sido assassinado, John Fitzgerald Kennedy recebeu na Casa Branca o então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Franco Nogueira. Nesse encontro, Nogueira pressionou insistentemente o presidente norte-americano para que este alterasse a política que os Estados Unidos tinham adoptado para com Portugal desde o início da sua presidência, em 1961. Nogueira aludia sobretudo ao modo como os Estados Unidos tinham alterado o seu posicionamento em relação à política colonial portuguesa, desde o momento em que votaram «contra» Portugal no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Março de 1961. Kennedy disse entender o ponto de vista de Franco Nogueira e admitiu inclusivamente que na altura não se tinha apercebido da complexidade do problema africano. Contudo, o retorno dos Americanos a uma posição mais «conservadora» em questões coloniais não poderia ser repentino."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Com interesse histórico.
10€
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*RODRIGUES (Luís Nuno),
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História,
História de Portugal,
Política,
Salazar
25 setembro, 2014
ARTE DA AGRICULTURA PALMARICA : em que se ensina o modo de plantar as palmeiras, conservar e grangear os palmares, conforme foi impressa no n.º 8 (Janeiro de 1855) do Boletim e Annaes do Conselho Ultramarino. Lisboa, Imprensa Nacional, 1855. In-8.º (15,5cm) de VI, [2], 49, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de plantação de palmeiras, especialmente impresso para a divulgação do seu cultivo na África portuguesa.
"Entre as numerosas producções com que a mão do Creador enriqueceu a Zona intertropical, poucas são talvez tão preciosas, como em geral são as diversas especies da numerosissima familia das palmeiras."
(excerto da introdução)
"A arte que se vai lêr, é o fructo do trabalho e longa experiencia de um Leigo Jesuita, que esteve á testa das grandes e numerosas fazendas, que aquella riquissima ordem possuia na Provincia de Salsete. Não consta que fosse impressa, a não ser que ha pouco tempo se estamparam algumas paginas. Só existe na mão de alguns curiosos, mas tão inçada de erros dos copistas ignorantes, que verdadeiramente a tornam inintelligivel em muitas partes. Não fiz portanto mais do que, confrontando varias copias, purga-la d'estas manchas grosseiras; e explicar em notas especialmente alguns nomes e termos usados na India e em Gôa, e que debalde se procurarão nos Diccionarios de lingua portugueza."
(Advertência ao leitor)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos. Carimbo de oferta do Ministério da Colónias na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Curioso manual de plantação de palmeiras, especialmente impresso para a divulgação do seu cultivo na África portuguesa.
"Entre as numerosas producções com que a mão do Creador enriqueceu a Zona intertropical, poucas são talvez tão preciosas, como em geral são as diversas especies da numerosissima familia das palmeiras."
(excerto da introdução)
"A arte que se vai lêr, é o fructo do trabalho e longa experiencia de um Leigo Jesuita, que esteve á testa das grandes e numerosas fazendas, que aquella riquissima ordem possuia na Provincia de Salsete. Não consta que fosse impressa, a não ser que ha pouco tempo se estamparam algumas paginas. Só existe na mão de alguns curiosos, mas tão inçada de erros dos copistas ignorantes, que verdadeiramente a tornam inintelligivel em muitas partes. Não fiz portanto mais do que, confrontando varias copias, purga-la d'estas manchas grosseiras; e explicar em notas especialmente alguns nomes e termos usados na India e em Gôa, e que debalde se procurarão nos Diccionarios de lingua portugueza."
(Advertência ao leitor)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos. Carimbo de oferta do Ministério da Colónias na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível
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Livros séc. XIX,
Manuais / Compêndios,
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21 agosto, 2014
PARECER DA SUB-COMISSÃO ÁCERCA DA SITUAÇÃO ACTUAL DE MOÇAMBIQUE : Exposição entregue ao Governo em 3 de Março de 1917 - Sociedade de Geografia de Lisboa : Comissão de Estudo e Propaganda de Moçambique. [Lisboa], Sociedade de Geografia de Lisboa, 1917. In-4.º (23cm) de 48 p.
1.ª edição.
Estudo que reflete, sobretudo, a preocupação das autoridade portuguesas com as pretensões sul-africanas à colónia de Moçambique nas previsíveis negociações do pós-guerra.
"A Comissão de Estudo e Propaganda de Moçambique da Sociedade de Geografia de Lisboa encarregou uma Sub-comissão do estudo da situação de Moçambique, sob o ponto de vista da influencia que nessa situação possam ter, em futuro mais ou menos proximo, as circunstancias derivadas da guerra da Europa e dos seus reflexos na Africa do Sul e Oriental."
NB - Este Parecer foi aprovado pela Comissão de Estado e Propaganda de Moçambique, em sua sessão de 7 de Novembro de 1917.
Subscrevem o Parecer: Joaquim José Machado; Thomaz Antonio Garcia Rosado; Eduardo Augusto Marques; Albano Augusto Portugal Durão; Ernesto de Vasconcellos.
Exemplar sem capas (de origem?), por aparar, em bom estado de conservação. Ligeiramente oxidado na 1.ª e última folha.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€
1.ª edição.
Estudo que reflete, sobretudo, a preocupação das autoridade portuguesas com as pretensões sul-africanas à colónia de Moçambique nas previsíveis negociações do pós-guerra.
"A Comissão de Estudo e Propaganda de Moçambique da Sociedade de Geografia de Lisboa encarregou uma Sub-comissão do estudo da situação de Moçambique, sob o ponto de vista da influencia que nessa situação possam ter, em futuro mais ou menos proximo, as circunstancias derivadas da guerra da Europa e dos seus reflexos na Africa do Sul e Oriental."
NB - Este Parecer foi aprovado pela Comissão de Estado e Propaganda de Moçambique, em sua sessão de 7 de Novembro de 1917.
Subscrevem o Parecer: Joaquim José Machado; Thomaz Antonio Garcia Rosado; Eduardo Augusto Marques; Albano Augusto Portugal Durão; Ernesto de Vasconcellos.
Exemplar sem capas (de origem?), por aparar, em bom estado de conservação. Ligeiramente oxidado na 1.ª e última folha.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€
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História,
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Militaria,
Moçambique,
Política,
República
17 junho, 2014
ORNELLAS, Ayres d' - O IMPERIO COLONIAL PORTUGUEZ PERANTE A GUERRA ACTUAL. Conferencia pronunciada na Liga Naval Portugueza em 26 de Novembro de 1917. Lisboa, Typographia do Annuario Commercial, 1917. In-8.º (22,5cm) de 27, [1] p. ; B.
1.ª edição.
1.ª edição.
Aires de Ornelas (1866-1930). "Militar e político monárquico do virar do século XIX
para o XX, Aires de Ornelas e Vasconcelos foi um dos mais devotados
africanistas portugueses. Governador geral de Moçambique entre
1896 e 1898 e Ministro da Marinha e Ultramar do Gabinete de
João Franco (1906-1907), publicou diversos trabalhos sobre as
campanhas de África e a experiência de administração colonial
portuguesa."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas; páginas oxidadas.
Muito invulgar.
Indisponível
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*ORNELAS (Aires de),
1ª E D I Ç Ã O,
1ª Guerra Mundial,
África,
Colónias,
Conferências / Discursos,
História,
História de Portugal
27 abril, 2014
ROÇADAS, José Augusto Alves - RELATORIO DA VISITA OFFICIAL AO DISTRICTO DO CONGO. Feita pelo Governador geral... Governo Geral da Provincia de Angola : Repartição do Gabinete. Loanda, Imprensa Nacional, 1910. In-4.º (24cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Relatório do conhecido General Roçadas, à época tenente-coronel, Governador-Geral de Angola, cargo de que se demitiria passado pouco tempo, após a implantação da República, em 5 de Outubro de 1910.
1.ª edição.
Relatório do conhecido General Roçadas, à época tenente-coronel, Governador-Geral de Angola, cargo de que se demitiria passado pouco tempo, após a implantação da República, em 5 de Outubro de 1910.
Precede o Relatório uma lista de propostas de melhoramentos de infraestruturas:
1.ª Construcção de ponte de Landana.
2.ª Limpeza dos rios Chiloango, Luali e Luango-Luce.
3.ª Organização do serviço de inspecção das mattas do Estado.
4.ª Construcção de armazens alfandegarios nas alfandegas de Landana, Cabinda, Noqui, Santo Antonio do Zaire e Ambrizette.
"Por varias vezes tenho procurado demonstrar, a proposito do plano de administração d'esta provincia, que muito convem em tal plano a adopção de medidas de caracter geral tendentes a beneficiar este ou aquelle serviço, esta ou aquella região. Mas para que d'esse plano resulte proveito immediato, seguro e pretico, o que convem ainda é concentrar successivamente a nossa acção mais activa em regiões determinadas; os districtos estão naturalmente indicados.
Assim, por exemplo, e como é natural, começa-se pelo Congo, prosseguindo-se mais tarde pelos districtos de Loanda, Lunda, etc.
Foi, obedecendo a esta orientação que dediquei a minha primeira visita ao districto do Congo, e d'ella faço uma exposição, ligeira como convem, mas tocando nas questões mais importantes e que demandam attenção e solução immediata."
(excerto do Relatório)
Matérias:
I. Itinerario
II. Necessidades encontradas - Providencias a tomar - Sua justificação
- Cabinda (Providencias a tomar). - Congo-lala. - Noqui (Providencias a tomar). - Quissanga. - Santo Antonio do Zaire (Providencias a tomar). - Lunuango. REGIÃO DE CACONGO: - Landana (Limpeza dos rios : Consequencias desastrosas, se não atacarmos desde já estes dois problemas - ponte e limpeza dos rios). - Residencia de Cacongo - Lundana. Notas de exportação [quadro].
José Augusto Alves Roçadas (1865-1926). "Oficial do exército, foi governador de Macau, governador-geral de Angola e o último comandante do Corpo Expedicionário Português. Em Setembro de 1918 foi enviado para França, com o posto de general
graduado, tomando interinamente o comando da 2.ª divisão do C.E.P. em
Dezembro, já depois do Armistício. Em 16 de Abril de 1919 foi nomeado
comandante do Corpo português, sendo responsável pelo seu regresso a
Portugal. Em Setembro de 1918 foi nomeado governador dos territórios da
Companhia de Moçambique, tendo regressado em 1923 a Portugal. Confirmado
no posto de general em Novembro de 1924, depois de ter prestado provas,
foi nomeado comandante da 1.ª Divisão militar.
Desde o seu regresso, fez parte do grupo que em torno de Sinel de
Cordes, preparou a conspiração que levou ao golpe de 28 de Maio de 1926,
sendo o chefe indicado para tomar o poder, o que não se realizou devido
a ter adoecido antes do golpe, acabando por morrer pouco
tempo depois."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, ligeiramente oxidadas. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
25€
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*ROÇADAS (General Alves),
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África,
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Angola,
Colónias,
Colonização,
História,
História de Portugal,
Militaria,
Política
08 fevereiro, 2014
SELVAGEM, Carlos – TROPA D’ÁFRICA (jornal de campanha dum
voluntário ao Niassa). 2.ª edição - 3.º milhar. Porto, Renascença Portuguesa ;
Rio de Janeiro, Luso-Brasiliana, 1920. In-8.º (18,5cm) de 367, [1] p. ; [12] f.
il. ; il. ; E.
Ilustrado com desenhos no texto e fotogravuras em separado.
Memórias do autor, soldado em África durante a Grande
Guerra.
“Aos sargentos e soldados do meu pelotão a cavalo;
Aos meus camaradas da Expedição ao Niassa;
Aos soldados portugueses da Grande Guerra;
Á memória de todos aqueles que, pela glória das quinas
Portuguesas, teem mordido o pó em terras d’Alêm-mar.”
(Homenagem do autor)
“Dia de embarque!...
Dia de lágrimas, dia de balbúrdia, de mil impressões
tumultuosas e contrárias, com pragas furiosas sôbre os galegos, mil contas que
surgem à última hora, uma compra que ia esquecendo, um abraço que esqueceu, e,
por fim, um automóvel que nos despeja no cais, com o resto da bagagem, a cabeça
esvaída, o boné para a nuca, arrazado de emoções.”
(excerto do texto)
Carlos Selvagem (1890-1973),
pseudónimo de Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos, “Foi um
militar, jornalista, escritor, autor dramático e historiador. Frequentou o
Colégio Militar entre 1901 e 1907 onde lhe deram a alcunha (Selvagem)
que mais tarde veio a incorporar no pseudónimo literário que adoptou. Formou-se
em Cavalaria pela Escola do Exército e participou no Niassa e no norte de
Moçambique na frente africana da Primeira Guerra Mundial.”
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros
gravados a seco e a ouro na pasta frontal e na lombada. Conserva a capa de
brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Com interesse histórico.
Indisponível
28 janeiro, 2014
GUIA DE SAÚDE DO SOLDADO PORTUGUÊS NAS COLÓNIAS. Impressa
por parecer da Escola de Medicina Tropical de Lisboa – Ministério das Colónias.
Lisboa, Imprensa Nacional, 1913. In-8.º (17cm) de 83, [5] p. ; [1] mapa mundi ;
mto il. ; B.
Ilustrado com numerosos desenhos nas páginas de texto.
Contém mapa mundi a cores desdobrável (32x40cm) intitulado A Patria Portuguesa : Metropole e Colonias
Portuguesas. Além de assinalar o território continental e as possessões ultramarinas, o
mapa inclui informações relevantes, a saber: “Superfície e população das terras
portuguesas”, “Superfície de Portugal comparada com as suas colónias” e
“População das colónias portuguesas nos países estrangeiros”.
Guia explicativo para o soldado expedicionário e demais colonos,
elaborado a partir do diálogo entre um soldado e um médico, forma curiosa e
original encontrada para abordar as questões de saúde mais pertinentes que se
colocam a um europeu que se prepara para embarcar para terras de África.
“De que trata este livro:
Da importância da saúde de quem vai às colónias em serviço
da Pátria. Maneira fácil de a conservar.
I – Conversa de um soldado expedicionário com o padrinho, de
quem vai despedir-se. Este aconselha-o a que procure um médico amigo para lhe
ensinar os cuidados que deve ter com a saúde na terra para onde vai embarcar.
II – Primeiro encontro do soldado com o médico, que explica
ao soldado o que são as terras para onde ele vai (climas tropicais) e a diferença que fazem das nossas.
III – Na segunda conversa com o médico o expedicionário
aprende a melhor maneira de se viver nas terras quentes: quando devemos tomar banho, o que devemos comer, como vestir, dormir, e
os cuidados a ter com o sol e a água.
IV – Terceira conversa: o médico explica ao expedicionário a
maneira segura de se livrar das febres
palustres ou sezões.
V – Quarta conversa: o soldado aprende a maneira de se
livrar, sem custo, da doença do sono,
peste, pulguinha, elefancia, cólera, desinteria, febre tifóide, abcesso do
fígado e outras doenças tropicais.
VI – Quinta e última conversa: o médico ensina ao
expedicionário a maneira de se livrar das
doenças venéreas e, dando-lhe alguns bons conselhos mais, incita-o a honrar
sempre o nome de Português que tem, não só sendo valente nas ocasiões em que
seja preciso, mas brioso e cuidadoso sempre.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Mapa
apresenta rasgão sem perda de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem indicação de registo na BNP (Biblioteca Nacional).
Indisponível
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República,
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20 janeiro, 2014
RODRIGUES JÚNIOR - TRANSPORTES DE MOÇAMBIQUE. Lisboa, Editorial Ultramar, [1956]. In-8.º (20,5cm) de 254, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Matérias:
-
Camionagem automóvel. - Transportes aéreos. - Caminhos de ferro. -
Portos. - As considerações do director dos Portos, Caminhos de ferro e
Transportes de Moçambique. - Resgate dos «Machongos» do sul do Save.
José Rodrigues Júnior (1902-1991). “Jornalista, escritor, ensaísta. O escritor mais representativo de Moçambique. O «Patriarca do jornalismo e das letras moçambicanas». Foi para Moçambique com 18 anos. Iniciou-se nas lides jornalísticas, escrevendo para o Brado Africano. Colaborou na revista Seara Nova, de Lisboa; Civilização, do Porto; e outras. Foi chefe de redacção de: O Emancipador, O Jornal, o Notícias, e redactor principal, bem como proprietário, da revista de arte e crítica Miragem. Foi, durante muitos anos, o representante, em Moçambique, do Diário de Luanda. Como jornalista convidado, esteve na Holanda; em Goa, Damão e Diu; na Alemanha Ocidental, e por último, em 1963, em Angola. Foi, também, o presidente do Centro Cultural dos novos. É membro efectivo da Sociedade de Geografia de Lisboa; sócio da Sociedade Portuguesa de Escritores, e vice-presidente do Grupo de Artes, Letras e Actividades Culturais e Jornalismo, da Secção de Estudos Brasileiros da Sociedade de Estudos de Moçambique. Quase toda a sua actividade de escritor e jornalista tem sido dedicada ao estudo dos problemas de Moçambique, para o que realizou, durante mais de 20 anos, viagens de inquérito económico-sociais, através de toda a Província. Na opinião da crítica metropolitana «os seus estudos sobre Moçambique são, a par de notáveis obras literárias, trabalhos de sociólogo, de colonialista, de moralista e, até, de economista, e muitas das melhores páginas da nossa novelística e da nossa reportagem, destes últimos trinta anos, por exemplo, saíram das suas infatigáveis mãos»”.
Encadernação cartonada com dourados na lombada. Sem capas.
Encadernação cartonada com dourados na lombada. Sem capas.
Exemplar em bom estado de conservação. Orifício de traça marginal no pé das 10 folhas finais.
Invulgar.
15€
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*RODRIGUES JÚNIOR (José),
1ª E D I Ç Ã O,
A S S I N A D O S,
África,
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História,
Moçambique,
Monografias,
Transportes
04 janeiro, 2014
CARVALHO, António G. G. Ribeiro de - AS CAMPANHAS
ULTRAMARINAS DE GOMES DA COSTA. 2ª edição ilustrada. Com um apêndice sobre
Mousinho. Lisboa, [s.n. - Comp. e imp. na Gráfica Monumental, Ld.ª], 1957.
In-8.º (19cm) de 88, [4] p. ; il. ; B.
Ilustrado com fotografias a p.b. em página inteira.
"Os logares de mais risco são os que mais lhe agradam:
marcha na frente quando se avança, atrás quando se retira. Nada o detem. Avança
muitas vezes por terrenos sem caminhos, com soldados sem instrução, tropas sem
disciplina, armas sem munições e peças que não fazem fogo. A sua vida inteira
pode resumir-se nestas palavras que d'Annunzio considera da grande espécie
latina: a intrepidez.. O seu heroísmo conquistou-lhe em toda a parte a
admiração dos seus soldados..."
(excerto do texto)
Matérias:
As campanhas ultramarinas de Gomes da Costa
I - A Iniciação Colonial. II - A Revolta dos Ranes. III -
Sob as ordens de Mousinho. IV - As operações além Cunene em 1904. V - O Soldado
do Ultramar.
Inéditos consultados
- Apêndices. - Retrato de Mousinho. - A morte de Mousinho
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€
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*CARVALHO (António Germano Guedes Ribeiro de),
1ª Guerra Mundial,
África/Ultramar,
Biografias,
Colónias,
História,
História de Portugal,
Monarquia constitucional,
República
25 fevereiro, 2013
PIMENTA, Alfredo - PARA A HISTÓRIA DAS RELAÇÕES ENTRE PORTUGAL E A ALEMANHA (1884-1914). 2.ª edição. Lisboa, Edição do Auctor, 1941. In-8.º (22cm) de 52 p. ; B. Col. Estudos Históricos - XVI
Resposta do autor a uma polémica com José de Arruela sobre as possessões portuguesas em África, em diversas ocasiões postas em causa pelas potências europeias. Análise do relacionamento luso-alemão nas três décadas que antecederam os primeiros confrontos coloniais, no limiar da entrada de Portugal na Grande Guerra. Os acordos, seus avanços e recuos, os incidentes diplomáticos, etc., que contribuíram para o desfecho conhecido.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Selo de biblioteca na lombada. Carimbo de oferta e carimbo da CML na f. rosto.
Ex-libris da CML no verso da capa.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€
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24 fevereiro, 2013
NORTON DE MATOS, General J. M. R. - A MENTALIDADE COLONISADORA DOS PORTUGUESES. Conferencia realizada pelo General J. M. R. Norton de Matos, Alto Comissário da República em Angola, na sala dos Capelos da Universidade de Coimbra em 24 de Janeiro de 1924. Lisboa, Papelaria, Livraria e Tipografia Fernandes & C.ª, Ld.ª, 1924. In-8.º (18,5cm) de 20 p. ; B.
"Hoje a Nação sabe o que quere e para onde vai em face da missão colonial que tem de levar a cabo. Em primeiro lugar tem de fundir numa só política as duas políticas históricas: - a da Metrópole e a do Ultramar. Tem de realizar a unidade de acção, de conjugar interêsses aparentemente divergentes, de criar um único império pela íntima união das colónias entre si e com a Metrópole."
(excerto da conferência).
(excerto da conferência).
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas apresentam manchas de humidade, que se prolongam com menos intensidade na f. anterrosto e numa ou noutra página do texto.
Raro.
Indisponível
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28 julho, 2012
COSTA, General Gomes da – A GUERRA NAS COLÓNIAS : 1914-1918. Portugal na Guerra. Lisboa, Portugal-Brasil, [1925]. In-8.º (19cm) de 255, [13] p. ; B.
1.ª edição.
1.ª edição.
“Este livro é o registo summario das campanhas que de 1914 a 1918 fizemos nós, Portuguezes, nas duas costas Africanas. Não é um livro d’acusações; menos, ainda, de insinuações; não é um livro de escandalo, nem de
odio. É apenas o registo d’uma lição severa e que é preciso aproveitar.
Narramos sucintamente as negociações que precederam a nossa entrada na guerra,
tal como vem nos livros que o Governo apresentou ao Parlamento; narramos os
sucessos d’Africa, como chegaram ao nosso conhecimento quando ali estivemos em
1918, e não constituem segredo para ninguem. […] Numa republica onde os homens
que se sucedem no poder, mal teem tempo para tomar posse, e logo se vão embora,
é indispensavel que as instituições prevejam e remedeiem os inconvenientes
resultantes, em tempo de guerra dessa instabilidade… […] A lição dos factos, em
paizes de gente inteligente e hábil, è sempre proveitosa: que a lição que as
campanhas d’Africa nos fornece sirva tambem, entre nòs, , para se tratar a
sério da organização militar do Continente e das Colonias, preparando o
Exercito para o seu fim exclusivo, para a missão mais levantada e mais nobre do
homem, – a Guerra! (excerto da introdução Ao
Exercito)
Manuel Oliveira Gomes da Costa (1863-1929). Presidente da República e do Ministério, comandante da 1ª Divisão do CEP. Nasceu em 14 de Janeiro de 1863 e faleceu em 17 de Dezembro de 1929. Ingressou no Exército em 1880 e cinco anos depois foi promovido a alferes. Após uma curta passagem pela Guarda Fiscal (1887/89) partiu para a Índia como ajudante do Governador-Geral, já como tenente. Distinguiu-se nas operações militares contra os rebeldes indianos. Depois de uma breve estadia na metrópole, em finais de 1895, partiu no ano seguinte para Moçambique onde também se destacou nas campanhas de pacificação e de ocupação que se seguiram à prisão e queda de Gungunhana. Após o seu regresso em 1900, e até 30 de Janeiro de 1917, data em que partiu para França comandando a 1ª Divisão do CEP, prestou serviço em Angola, S. Tomé e Príncipe, na metrópole e novamente em Moçambique. Promovido a general em 8 de Maio de 1918 e regressado a Portugal em Novembro desse ano iniciou depois uma crescente intervenção política, nomeadamente em 1921, insatisfeito e ressentido com os políticos que governavam o País no pós-guerra. O seu crescente intervencionismo e crítica pública do Governo levaram este a afastá-lo através do seu envio numa missão à China e à Índia (1922/24), mas este afastamento não impediram Gomes da Costa de continuar a criticar duramente o Governo e por fim de aceitar chefiar o golpe militar perpetrado em 28 de Maio de 1926. Depois de conseguir sobrepor-se a Mendes Cabeçadas, o chefe nominal do golpe, passou a chefiar o Governo e a ocupar a Presidência da República (26 de Junho a 9 de Julho de 1926). Porém, por pouco tempo, pois Sinel de Cordes, outro chefe militar que esteve por detrás do golpe, afastou-o do poder, em 9 de Julho de 1926, deportando-o, sob prisão, para os Açores, donde regressou em Novembro de 1927, com a distinção honorífica de marechal, mas numa altura em que tinha perdido por completo o protagonismo político que havia alcançado poucos anos antes.” (www.primeirarepublica.org)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Restauro com fita gomada na parte superior da lombada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
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