CRUZ, Frederico - CARVALHO ARAÚJO CONTRA VON ARNAULD DE LA PERIERE. [Por]... Capitão de fragata. Conferência proferida no Teatro do S. N. I. em 14/X/953. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da L. C. G. G., Lisboa], 1953. In-4.º (23cm) de 24 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Ilustrada com uma fotogravura, impressa sobre papel couché, dos contendores após o combate.
Narrativa do combate naval entre o caça-minas Augusto de Castilho, comandado por Carvalho Araújo, e o U-boat alemão, capitaneado por Von Arnauld de la Perière. Finalizada a refrega, os sobreviventes portugueses foram abandonados à sua sorte, num bote, tendo percorrido 200 milhas até terra firme, odisseia também aqui descrita, bem como a sua recepção em Lisboa, presidida por Sidónio Pais, que os promoveu e condecorou. A narrativa propriamente
dita, é precedida pelas reflexões do autor acerca da heroicidade e das
causas que contribuíam para a conflagração mundial.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Desempenhou o Augusto de Castilho várias missões com galhardia. [...] E um dia - 13 de Outubro de 1918 - ei-lo que em nova missão largou do Funchal a caminho dos Açores comboiando o paquete São Miguel. [...]
Carvalho Araújo tinha um ar cansado; estava pálido, desfigurado. Olhou para o condutor Simões e respondeu num tom de voz estranho: «O Sr. acaba as suas derrotas. Mas quem fica derrotado sou eu».
A frase tem o seu quê de enigmático e Luís Simões nunca pôde concluir se alguma soturna premonição assaltara o Comandante, ou se este se referia apenas à sua imensa fadiga. Seja como for ainda não tinha decorrido uma hora quando se ouviu o grito fatidico: Submarino! Submarino!
O imediato Ferraz correu à ponte mesmo descalço. Pela popa dos dois navios surgira o comprido fuso anegrado, sobre o dorso do qual se erguia a torre de comando, guardada a vante e à ré, por duas formidáveis peças de 150 mm de calibre - mais do dobro da maior das peças do Augusto de Castilho."
(Excerto da Conferência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
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05 novembro, 2018
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10 janeiro, 2018
SIMÕES, Luiz José - 200 MILHAS A REMOS. Narrativa tragico-maritima publicada em folhetins no Diario de Noticias sobre o feito heroico do caça-minas "Augusto Castilho". Lisboa, Emprêsa Diario de Noticias, 1920. In-8.º (22,5cm) de 79, [3] p. ; il. ; B.Capa e desenhos no interior de Francisco Valença.
1.ª edição independente.
Ilustrada com desenhos e fotogravuras nas paginas do texto.
Narrativa da tragédia do NRP Augusto de Castilho, caça-minas português afundado por um submarino alemão em pleno Atlântico, menos de um mês antes do final da 1.ª Guerra Mundial. Este episódio custou a vida ao seu comandante, Carvalho Araújo, e a outros membros da tripulação, que fizeram frente ao U 139, numa batalha desigual, para permitir que o San Miguel, navio mercante que comboiava, se pusesse a salvo do ataque. O relato é da autoria do maquinista do Augusto de Castilho, que tomou parte nos acontecimentos, e que também descreve a empresa aventurosa do salvamento dos sobreviventes deixados num bote à deriva pelos alemães.
“Pelas 6 horas da manhã, um submarino de enormes dimensões, conforme o relato dos sobreviventes, atacou o paquete: era o U-139, um cruzador-submarino armado com duas peças de 150 mm, cujo alcance era muito superior às do Augusto Castilho, tendo-se este colocado entre o paquete e o submarino apesar da sua manifesta inferioridade. Os sobreviventes, alguns deles feridos, embarcaram no salva-vidas e no bote do navio e conseguiram percorrer os cerca de 370 quilómetros que os separavam da ilha de São Miguel."
(fonte: www.publico.pt)
O Augusto Castilho era o antigo barco de pesca Elite, um dos melhores que no genero existiam na nossa praça. Magnificos porões, frigorificos, uma esplendida maquina triplice-expansão, e razoaveis alojamentos. Um belo dia, ei-lo sem as suas rêdes de arrasto, mais umas ligeiras alterações indispensaveis, colocada uma peça de 47mm na pôpa, e outra de 65mm á prôa, e aí temos o caça-minas Augusto Castilho. [...]
Iamos agora a 9 milhas, conforme as ordens que anteriormente haviamos recebido do comandante.
A nosso lado, pela amura de estibordo, navegava airosamente o S. Miguel que, com a sua preciosa carga e as duzentas e tantas vidas que conduzia, devia aproar a Ponta Delgada na manhã seguinte, com uma pequena paragem na Ilha de Santa Maria.
Nisto, lugubre, ameaçadoramente tragico, um tiro ressoou ao longe como um sinistro eco de morte! Eram 6 horas e 15 da manhã!
Logo as vozes dos homens de quarto bradam, correndo aos seus postos: - submarino pela pôpa! - e todos instintivamente se dirigem aos seus postos de combate numa ansia febril de se defenderem do terrivel inimigo que se aproxima emquanto a sineta de bordo alarma a guarnição de folga. Já na peça de ré o artilheiro de quarto dispara o primeiro tiro, alvejando o clarão de tiro produzido pelo tiro do inimigo, que se conserva fora do alcance da nossa pobre artilharia."
(excerto do Cap. II, Submarino pela pôpa)
Matérias:
Primeira parte - Luta de gigantes. I. A quarentena. II. Submarino pela pôpa. III. Vencidos! IV. C'est la guerre! Segunda parte - Diante da morte! I. Á mercê de Deus! II. Outra vez o monstro! III. Primeira noite. IV. Tempestade! V. Terra! Fumo! e.. Nada! VI. A sêde. Terceira parte - Salvos! I. Terra pela prôa! II. A Ponta do Arnel! III. A recepção! IV. A canhoneira Ibo. V. Em Ponta Delgada. VI. Fome! Peste! e Guerra! VII. Para a Patria!
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Invulgar.
Com interesse histórico.
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13 dezembro, 2017
FERNANDES, Albino - CARVALHO ARAÚJO : herói sem mácula. Lisboa, Edição do Autor, 1961. In-8.º (22cm) de 254, [2] p. ; [4] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Biografia de Carvalho Araújo. Talvez a mais importante peça biográfica que sobre este vulto da história nacional se publicou entre nós. É, também, de certa forma, uma tentativa de reabilitação da imagem deste oficial de marinha face às injustiças contra si cometidas por questões políticas, e a actuação ligeira das autoridades, após a sua heróica morte, ao fazer frente a um submarino alemão, impedindo-o de atacar o navio S. Miguel, que na altura comboiava.
Ilustrada no texto e em separado.
Ilustrada no texto e em separado.
José Botelho de Carvalho Araújo (1880-1918). "Nasceu no Porto, em 1880. Frequentou a
Academia Politécnica do Porto, onde realizou os Preparatórios que lhe
permitiram ingressar, em 12 de outubro de 1899 na Escola Naval. Fez duas
comissões em África, e quando regressou prestou serviço na esquadrilha
de patrulhas de defesa do porto de Lisboa, foi comandante do caça-minas
Manuel de Azevedo Gomes, entregando o comando quando passou para o
Ministério das Colónias, a fim de ir desempenhar o cargo de governador
de Inhambane. Após o seu regresso deste cargo, voltou a integrar a
mencionada esquadrilha, tendo recebido o comando do caça-minas Augusto
de Castilho, onde viria a falecer em combate. Augusto de Castilho
recebeu a missão de escoltar o paquete S. Miguel em viagem para os
Açores. No trânsito da Madeira para os Açores, no dia 14 de outubro de
1918, foi avistado o submarino alemão U-139. Ao detetar o submarino
inimigo, o comandante do Augusto de Castilho não teve a menor dúvida em
dar combate ao mesmo, protegendo deste modo o paquete. A sua missão era
escoltar o S. Miguel. Para tal, Carvalho Araújo decidiu interpor-se
entre este e o submarino alemão. Durante mais de duas horas travou
intenso combate artilheiro contra o submarino, possibilitando a fuga do
paquete. Quando o submarino conseguiu colocar o Augusto de Castilho fora
de combate, já o S. Miguel se encontrava suficientemente afastado para
ser impossível ao navio alemão alcançá-lo. No combate perderam a vida,
além do comandante, o Aspirante de Marinha Elói de Freitas, e mais
quatro praças. O número de feridos foi também bastante elevado,
contando-se entre estes o imediato: Guarda-marinha Armando Ferraz.
Quando cessou o fogo, os feridos receberam tratamento ministrado pelo
médico do navio alemão, tendo o respetivo comandante enaltecido a
bravura dos marinheiros portugueses, que com um navio tão pequeno tanto
trabalho lhes tinham dado. Os sobreviventes navegaram em duas
embarcações salva-vidas até aos Açores."
(in www.marinha.pt)
Matérias:
Sómente Justiça. Primeira Parte - Os Antecedentes do Herói: -
Genealogia. - Carvalho Araújo, oficial de Marinha. - Carvalho Araújo,
político. - Carvalho Araújo, Governador Colonial. - Regresso à
Metrópole. Segunda Parte - Perseguição Política: -
Comissão perigosa. - Largada para a morte. - O combate, segundo o
relatório do imediato do caça-minas. - As recompensas, segundo o Decreto
de 29 de Novembro de 1918. Terceira Parte - Surgem Novos Documentos: -
O combate, segundo os alemães. - O combate, segundo o 1.º maquinista do
«Augusto de Castilho». - O combate, segundo o ex-Presidente da
República, Dr. António José de Almeida. Quarta Parte - Exame Crítico dos Documentos: -
Missão cumprida. - Táctica impecável . - O abandono do «Augusto de
Castilho». - A rendição do «Augusto de Castilho». - Calma inexcedível. Quinta Parte - 41 Anos depois do Combate: - Justiça, enfim!
Exemplar
brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
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