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07 agosto, 2019

LIVRO DAS ILHAS. Direcção, leitura, prefácio e notas de José Pereira da Costa. [Angra de Heroísmo] - Região Autónoma dos Açores : Secretaria Regional da Educação e Cultura : [Funchal] - Região Autónoma da Madeira : Secretaria Regional do Turismo e Cultura, 1987. In-fólio (41cm) de [8], 630, [6] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Fac-símile do Livro das Ilhas, retirado da Leitura Nova de D. Manuel I. Edição de prestígio, com grande apuro gráfico e sentido estético, belíssimamente ilustrada a p.b. e a cores com a reprodução de documentos antigos e iluminuras, alguns em página inteira.
"Não tem sido frequente ao longo dos séculos, o estudo das ilhas atlânticas no seu conjunto, pelo menos dos arquipélagos conde a colonização portuguesa deixou marcas culturais mais duradoiras. Madeira, Açores, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, não obstante a matriz institucional comum e o relacionamento social, económico e até político que conheceram, teriam destinos diferentes. A posição geográfica de cada um, a natureza dos seus povoadores, mas também o desígnio dos homens sobre eles impuseram-lhes caminhos diversos.
Todavia, a consciência da especificidade das sociedades insulares e a das características comuns que as unem remonta ao período da sua formação. Não terá sido por acaso que a leitura nova conhece um livro das Ilhas, embora nele fossem tombados alguns documentos do continente africano e até do oriente."
(Excerto do preâmbulo de António Maria de Ornelas Ourique Mendes - Angra de Heroísmo)
"A Leitura Nova deve-se a D. Manuel que, para mais fácil leitura e preservação de tão valiosos documentos, os fez copiar, depois de seleccionados e classificados, em códices que constituem, pela documentação que reunem e pela sua grandiosidade e beleza dos frontispícios iluminados, uma colecção única no género.
Neste Livro das Ilhas, cuja documentação abrange os sécs. XV e XVI, que os estudioso, Dr. José Pereira da Costa, com paciência e profundo saber, transcreveu, nela se guardam aspectos da História, não só da Madeira e dos arquipélagos portugueses do Atlântico, mas de Goa, Ceilão e das praças do Norte de África - aspectos que marcaram na Europa uma importante etapa da conquista e desenvolvimento do Novo Mundo."
(Excerto do preâmbulo de José Carlos Nunes Abreu - Funchal)
Encadernação em tela com ferros gravados a seco e a azul na pasta frontal e na lombada. Corte superior das folhas carminado. Sem sobrecapa.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
75€

07 maio, 2019

CASTRO, Alvaro de - ELOGIO HISTÓRICO DO GENERAL ALVES ROÇADAS. Por... pronunciado na Câmara Municipal de Lisboa em 28 de Maio de 1926. Comissão dos Padrões da Grande Guerra. [S.l.], Edição da Comissão, 1936. In-8.º (17,5cm) de 25, [3] p. ; [2] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada extratexto com os retratos do General Alves Roçadas e do Dr. Álvaro de Castro, impressos sobre papel couché.
"1914 - Os exércitos da Alemanha forçam o Luxemburgo, invadem a Belgica, e a Inglaterra eclara o estado de guerra com os Impérios Centrais. Obscuras combinações diplomáticas colocam Portugal na situação indecisa de não beligerante, sem ser neutral: está em paz com tôdas as nações mas reafirma a sua aliança com a Grã-Bretanha. Os alemães preparam o golpe de surpresa sôbre Angola: estudam, inspecionam e activam a espionagem.
O massacre de Maziú, em Moçambique, é uma cruel prevenção.
Prepara-se a defesa das colónias e da metrópole; seguem com destino às duas costas expedições encarregadas de vigiar as fronteiras. A missão de defesa de Angola é confiada ao General José Alves Roçadas.
Os manejos alemães continuam a revelar audácia e precisão. O heroico alferes Seremo destroi em um momento, pela sua decisão e energia, o bem aquitectado plano alemão duma rápida penetração em Angola.
Já a êsse tempo Alves Roçadas organiza e destribui as forças destinadas à defesa do Sul.
Em Dezembro de 1914 o Comandante Alves Roçadas estabelece as suas tropas na linha fronteiriça de Naulila - Caluéque, sobre o Cunéne.[...]
No dia 12 de Dezembro, de manhã, há a primeira notícia das tropas inimigas; desenvolvem, operam e preparam o ataque, a coberto, em território alemão. No dia 18 atacam o posto de Naulila pelo flanco esquerdo da posição. Durante cinco horas desenvolve-se um renhido combate em que a vitória paira indecisa e vária.
No mais aceso da luta, Alves Roçadas, reconhecendo a desorganização da defesa, tenta um golpe de audácia.
Reune as fôrças dispersas, anima-as, incita-as e lança~se ao assalto, dando o exemplo da coragem e do arrôjo."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa com selo de bilbioteca e carimbo oleográfico.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
Indisponível

20 fevereiro, 2019

KEILING, Mons. Luiz Alfredo - QUARENTA ANOS DE ÁFRICA. Por... Perfeito Apostólico do Cubango e Vigário Geral do Huambo. Fraião - Braga, Edição das Missões de Angola e Congo, [1934]. In-4.º (23cm) de VIII, 192, VIII p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Muito ilustrada no texto com fotogravuras a p.b.
"Quarenta anos de África!
Memórias de degredado por certo! - terá dito de si para si o leitor curioso de semelhante título, levado sem querer nas azes possantes da fantazia para as Pedras Negras e Costas d'África de má sina e triste recordação.
Não terá sido total o engano. De degredados fala o livro inteiro, na verdade, mas de degredados voluntários e heróicos, que sem crime nenhum a expiar, sem deverem coisa nenhuma à ordem social, não por exigência da justiça mas por impulsos de caridade, deixaram um dia a terra natal, os páis estremecidos, a família adorada, os encantos e confortos da civilização, atravessaram mares e florestas, internaram-se no sertão, para ali, visinhos com os selvagens, sem outra arma que não seja a cruz, outro código que não seja o evangelho, construírem uma capela e logo uma escola e depois uma oficina, levantarem à sombra da religião a aldeia pacífica nas fainas agrícolas, a vila ou cidade industriosa no trato mercantil, a civilisação com todas as suas vantagens, formarem na cretaura diminuida, que é o preto, o homem e o cristão, capaz de salvação, de governo, de progresso.
A êstes degredados, hoje louvados por quantos os teem visto mãos à obra, e já por Cristo exaltados a luz do mundo e sal da terra, pertence o autor destas memórias. [...]
Mons. Luís Keiling, historiando por alto os seus 40 anos de missionário, dos quais 25 como Perfeito Apostólico do Cubango e Vigário Geral do Huambo, não pretende fazer autobiografia, muito menos ainda o panegírico seu ou dos seus companheiros. E não é que faltassem motivos de louvor... Limita-se, com modéstia digna dos protagonistas de tão belos feitos, a narrar a fundação e descrever o desenvolvimento lento, por vezes sangrento, de cada uma das missões do Espírito Santo naquela vastíssima região, quer tenham sido fundadas por êle, quer pelos seus predecessores, no decurso dos últimos 40 anos. Testemunha de vista e de acção, temos de o acreditar, quando êle nos mostra, a cada passo, o missionário de Espírito Santo empenhado de corpo e alma, português nas obras e na língua, mesmo quando não de nascimento, em levantar ao mesmo tempo no meio da tríbu, que quer converter, a Cruz de Cristo e a bandeira das Quinas."
(Excerto do Prólogo do Editor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e religioso.
Indisponível

10 janeiro, 2019

GUERRA, Maria Sofia Pomba - DOIS ANOS EM ÁFRICA. Prefácio de Vitorino Nemésio. Ilustrações de Aurora Severo. [S.l.], Edição da Autora, 1935 [na capa, 1936]. In-8.º (19cm) de XIII, [1], 206, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Romance colonial, resultante das vivências da autora em África. Um jovem - Rafael - abandona os estudos em Coimbra para embarcar com destino a Moçambique. As primeiras 33 páginas da obra são dedicadas ao ambiente estudantil, pejadas de referências às tradições universitárias coimbrãs.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa da autora.
Ilustrado ao longo de texto com belíssimos desenhos.
"Livro de impressões coloniais vagamente romanceadas - um jovem a colocar, um tio utopista que o chama e a selva de Moçambique como fundo e quási como desfecho -, não são poucas as suas páginas em que começa a levantar-se diante de nós a nebulosa que prometia uma estrêla, ou seja, o comêço de conflito que anunciava um drama."
(Excerto do Prefácio)
"Nessa manhã de inverno e sol, complacente, desprendera sôbre a terra um bafo morno. A diafaneidade reverberante de luz, a pureza tépida da doce viração alagavam o coração de Rafael em ondas de prazer.
Da pasta tremulava já um «grêlo» azul. Deitou a capa ao ombro, consultou o relógio: faltavam dois minutos e o átrio das Químicas, ali perto, estava meio deserto.
Sentados nos plintos das colunas, dispersos pelas escadas de entrada, uma dúzia de colegas falazavam.
Media o tempo a cadência dos passos; a voz das raparigas, em notas mais agudas, ritmava o sussurro e, lá dentro, no ádito, iam-se aglomerando novos grupos.
O archeiro, agaloado de verde, apertado no uniforme justo, ia gastando o tempo. [...]
Rafael enveredou seus passos para o Castelo. Por tôda a parte enxameiam manchas negras de capas.
Cêrca da Associação Académica há grande falazar: troços de moços contravêm com sanha, invectivam outros com afã inimigos irosos e cada qual porfia em alfaiar o preferido com mais avantajada cópia de primores. Próximas estão as eleições para o Senado e os moços estudantes não cessam afanosos combates em prol da sua dama: a Idea."
(Excerto do texto)
Maria Sofia Pomba Guerra (Elvas, 1906 - Cascais, 1976). "Mulher revolucionária na sua geração, manteve uma intensa actividade política, sendo uma activa militante antifascista e anticolonialista. Em 1949 tornou-se a primeira mulher branca a ser presa e deportada para a metrópole, ficando detida em Caxias até Julho de 1950.
Farmacêutica, analista e professora, Maria Sofia Carrajola Pomba Amaral da Guerra nasceu em Elvas, a 18 de Julho de 1906. Frequentou a Universidade de Coimbra na década de 20, juntamente com o futuro marido, Platão Zorai do Amaral Guerra, e terá estado inscrita em mais do que um curso."
(Fonte: FB, Antifascistas da Resistência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
30€

30 dezembro, 2018

PEREIRA, Joaquim António - ANGOLA, TERRA PORTUGUESA. Acções de guerra : vida no Sertão. Memórias e comentários. [Por]... Capitão de infantaria. Lisboa, Composição e impressão : Expansão Gráfica Livreira, Lda., 1947. In-8.º (20cm) de 252, [4] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Memórias do autor, militar português destacado em Angola de 1907 a 1919.
Livro ilustrado em separado com um retrato de Madama S., esposa do autor.
"Numa tarde de Julho, abafadiça e ardente como chapa de ferro ignescente, embarco em Lisboa com destino a Angola. Preso de alma e coração, à saudade de Madama S., tomo lugar a bordo do paquete África, da Empresa Nacional de Navegação. [...]
O irrequietismo domina a saudade e é por isso pedido a João de Almeida que me requisite, individualmente, ao batalhão disciplinar, para fazer parte da coluna dos Dembos, isto, porque, sendo ajudante do batalhão disciplinar, não podia ser nomeado, em escala, para o serviço exterior.
Satisfeito o desejo, sou incorporado na coluna em organização, como comandante dum pelotão de sessenta praças indígenas, com dois sargentos euns tantos cabos europeus, além dum segundo cabo preto, de nome Pedro, perspicaz e inteligente."
(Excerto do Cap. I, Primeiras impressões)
"Posta a tropa em marcha, desembarco do comboio de caminho de ferro de Ambaca, em Cabiri, três horas depois, para bivacar em quadrado geométrico, ao ar livre, formação apropriada, nas colónias, a evitar os efeitos da surpresa do inimigo protegido pela floresta. Dentro do quadrado fica tudo voltado para fora: as bocas dos canos das espingardas, das metralhadoras e das peças de artilharia. [...]
O soldado preto é, na guerra de África elemento de primordial valor, elemento combativo de primeira grandeza, porque é sóbrio, paciente e valente. É um guerreiro temerário. Tem a consciência do que faz e marcha para a morte como se fora um autómato. Teve posição de destaque nas glõrias.
O soldado preto é imperturbável. Marcha com alimentação ou sem ela. Nada lhe faz falta, se nada houver para lhe entregar. Sob o comando do oficial português, é homem temível. Avança sempre; avança impassível da concentração para a sepultura. O soldado preto é guerreiro e intrépido.
Mas a guerra...
Que é a guerra?
É um sorvedouro de vidas, haveres e de reputações."
(Excerto do Cap. II, Guerra dos Dembos)
Índice:
I - Primeiras impressões. II - Guerra dos Dembos. III - Outras guerras, outros assuntos. IV - Guerra do Libolo. V - No Quartel General. VI - No Depósito de Degredados. VII - No Planalto de Benguela. VIII - Dembos. IX - Quartel General. X - Seles. XI - Decretaria Militar do Quanza. XII - Em Luanda. XIII - Revolta grave. XIV - Corpo de Polícia. XV - Regresso à Metrópole. XVI - Notas dispersas: - Bode espiatório; Combates em que tomei parte; A ordem; João de Almeida; Características de Angola: Ligeiras características de Angola - Orografia - Hidrografia - Geologia - Fauna terrestre - Fauna marítima - Clima - Flora - Viação ordinária - Caminhos de ferro - Cooperação dos nativos; No Gabinete de Massano de Amorim; Imposto de Cubata; Nome de Pessoas Ilustres; Comerciantes francos; Não nomeei subordinados; Produto do que eu fiz; As virtudes do Exército.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas sujas, com mancha de humidade (visível também no retrato de Madama S.).
Raro.
Com interesse histórico.
30€

06 dezembro, 2018

EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DA OCUPAÇÃO. Principais factos da ocupação ultramarina (séculos XIX e XX, até à Grande Guerra) - REPÚBLICA PORTUGUESA : Ministério das Colónias. Lisboa, Divisão de Publicações e Biblioteca : Agência Geral das Colónias, 1937. In-8.º (20cm) de 76, [2] p. ; B.
Exposição cronológica da ocupação militar das províncias ultramarinas - no século XIX, desde 1807 (Timor) até Setembro de 1915 (Angola) - com uma breve resenha dos acontecimentos históricos.
1.ª edição.
Matérias:
I. Ocupação militar de Guiné. - Resumo histórico extraído dum trabalho inédito do Ex.mo Sr. Tenente-coronel João José de Melo Migueis.
II. Ocupação militar de Angola. - Resumo histórico organizado pelo Capitão Sr. Gastão Sousa Dias.
III. Ocupação militar de Moçambique. - Resumo histórico organizado pelo Ex.mo Sr. General José Justino Teixeira Botelho.
IV. Ocupação militar da Índia. - Resumo histórico organizado pelo Capitão Sr. A. Delduque da Costa.
V. Ocupação militar de Timor. - Resumo histórico organizado pelo Capitão Sr. José Simões Martinho.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel nos cantos, junto às extremidades da lombada. Páginas com picos de acidez, fruto da qualidade do papel utilizado na impressão do livro.
Pouco vulgar.
15€

18 novembro, 2018

TAVARES, Álvaro - DO INDIGENATO À CIDADANIA. O Diploma Legislativo N.º 1.364, de 7 de Outubro de 1946. [Separata do «Boletim Cultural da Guiné Portuguesa» N.º 8 - Outubro de 1947]. [S.l.], [s.n.], 1947. In-4.º (24cm) de [16] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Histórico diploma legislativo que põe cobro ao estatuto dos «assimilados» nos domínios ultramarinos portugueses.
Livro ilustrado com uma vinheta tipográfica e o desenho de um indígena no final do texto.
"A Constituição Política consagra o princípio da igualdade dos cidadãos perante a Lei, o que envolve nos precisos termos do parágrafo único do seu artigo 5.º a negação de qualquer privilégio, de nascimento, nobreza, título nobiliárquico, sexo ou condição social.
É certo que o considerar ou chamar assimilados àqueles indivíduos que do indigenato ascenderam à cidadania não importa o estabelecimento de uma distinção ou diferenciação entre cidadãos para o efeito de se lhes negar igualdade aos demais cidadãos perante a Lei.
Não obstante, implicava uma descriminação inconveniente como todas as descriminações.
Criara-se pelo Diploma chamado «dos assimilados» uma categoria de novos cidadãos a quem constantemente se fazia recordar a sua recente desintegração do indigenato, a sua recente emancipação de usos e costumes próprios próprios da sua raça.
Mais ainda, como pelo mesmo Diploma os filhos dos assimilados, assimilados eram, tal descriminação ir-se-ia sucedendo indefinidamente.
Ora nenhum objectivo útil se vislumbrava com tal descriminação e tudo depunha contra ela.
Foi a essa indesejável designação jurídica de assimilado que veio pôr temo o Diploma Legislativo n.º 1.364, de 7 de Outubro de 1946, já conhecido por «Diploma dos cidadãos».
E no relatório justifica-se ainda a orientação seguida na elaboração do diploma com estas judiciosas considerações:
«Sendo da essência orgânica da Nação Portuguesa civilizar as populações indígenas dos domínios ultramarinos, deve, por esta superior razão, encarar-se com verdadeiro júbilo o reconhecimento de todos os progressos - honestos, graduais e seguros - verificados nesse campo. Por cada novo cidadão responsável que se desprenda do indigenato, é mais um esforço civilizador, que se preenche».
«No entanto, para não sermos levados por fáceis triunfos - e não menos falsos benefícios de resultados espectaculares, mas de fundamentos precários e duração transitória; e para não aviltar, concedendo-o imerecidamente, um direito que deve ser apenas legítima aspiração de todo o homem que ascendeu, deve rodear-se o processo de todas as cautelas e instruir-se com todas as garantias».
Que não se cultivem ilusões, nem se limitem regalias. Fiel ao espírito das leis basilares, este diploma garante a concessão de direitos a todos aqueles que os merecem, dentro da razão, da verdade e da justiça - às quais há sempre que juntar a inegualável humanidade do domínio português.»"
(Excerto do texto)
[Descriminam-se de seguida os 5 artigos que compõem o Diploma n.º 1.364, devidamente justificados e explicados].
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

16 setembro, 2018

LIMA, Alfredo Pereira de - OS MILHÕES DE KRUGER. Com um prefácio do Dr. Alexandre Lobato. Lourenço Marques, [s.n. - Tip. Minerva Central, Lourenço Marques], 1963. In-4.º (23cm) de 78, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Investigação levada a cabo pelo autor sobre o tesouro de Paul Kruger. Os "Milhões de Kgruger" é um tesouro de ouro que terá sido escondido na África do Sul por, ou em nome do, presidente Paul Kruger (1825-1904), para evitar que fosse capturado pelos britânicos durante a guerra dos Boer (1899-1902). De acordo com o mito, cerca de dois milhões de libras em ouro e diamantes foram enterrados na área do rio Blyde, na província de Mpumalanga. O seu valor nos dias de hoje ronda os US $ 500.000.000.
Livro integralmente impresso em papel couché, muito ilustrado com fotogravuras a preto e branco no texto.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"A razão que me levou a escrever este livro é simples. Nada ainda encontrei escrito na nossa língua sobre uma das mais apaixonantes histórias de tesouros em África - Os Milhões de Kruger.
Todas as fonte de informação são de origem inglesa ou sul-africana e falavam, até agora, apenas no Transval como palco do drama. [...]
Encontrei casualmente uma ligação de Moçambique com a história dos «Milhões de Kruger» e tanto bastou para que sobre o assunto me debruçasse.
Não sou caçador de tesouros, nem me move o intuito de poder vir a sê-lo um dia. O interesse histórico da questão é que me levou a ocupar-me dela e a apresentar ao leitor o resultado das minhas pesquisas. Tudo o que se vai ler é real, autêntico. Tudo isso aconteceu.
Apresento ainda como exemplo dos extremos a que pode chegar a ambição de enriquecer, essa de todas a mais ferina das paixões humanas. Já Eça dizia que onde aparece ouro, imediatamente os homens em redor se entreolham com rancor e levam as mãos às faca.
É ue não há histórias de tesouros em que não esteja envolvida essa louca ambição que a maior parte das vezes se suja com sangue e se afunda em lama.
Esta é uma delas.
"
(Excerto da introdução, Pórtico...)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo manchadas.
Raro.
20€

12 julho, 2018

REGO, A. da Silva - ALGUNS PROBLEMAS SOCIOLÓGICO-MISSIONÁRIOS DA ÁFRICA NEGRA. [Por]... Professor do Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, Chefe da Missão para o Estudo da Missionologia Africana. Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar : Centro de Estudos Políticos e Sociais, 1960.. In-4.º (25,5cm) de 137, [3] p. ; B. Col. Estudos de Ciências Políticas e Sociais, N.º 32
1.ª edição.
Estudo/relatório elaborado pouco tempo antes das manifestações independentistas que culminariam com o início das acções de guerrilha em Angola (1961).
"As páginas que vão ler-se são páginas de diário, escrito, quanto possível, à noite, durante três meses de jornada pela Nigéria, Camarões, África Equatorial Francesa, Angola, Congo Belga, Uganda, Quénia, Tanganhica, Rodésias, África do Sul e Moçambique.
O trabalho, agora realizado, limitou-se apenas a agrupar ideias e a imprimir-lhes uma certa unidade. O livro, assim considerado, só em parte é que é meu. Pertence a todas as pessoas, especialmente missionários e administrativos, com quem troquei impressões durante esta peregrinação. [...]
Considerámos as missões sob o seu aspecto actual e prático. Não discutimos conceitos teológicos.
Analisámos os problemas no seu conjunto africano. Preferimos este método, após alguma indecisão e estudo. Era nosso intento, a princípio, focar apenas a problemática mais saliente na actual conjuntura ultramarina portuguesa. Depois, porém, a experiência mostrou-nos que os problemas são basicamente os mesmos em toda a África. Daí, a direcção impressa ao trabalho agora apresentado. [...]
O presente relatório foi escrito, em grande parte, em Agosto, Setembro e Outubro de 1959, durante a nossa peregrinação pela África. De então para cá tem sido o continente negro violentamente, alegre e voluntáriamente abalado por ventos de independência. Falta ainda, tanto ao sociólogo como ao historiador, a justa perspectiva que lhes permita a imparcial apreciação dos acontecimentos."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
I - As missões. II - Os missionários. III - Dificuldades à missionação. IV - Meios de apostolado moderno. V - O ensino missionário. VI - O Catolicismo perante outras religiões. VII - Alguns problemas relacionados com o ultramar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

19 junho, 2018

LETTOW-VORBECK, General von - AS MINHAS MEMORIAS DA AFRICA ORIENTAL. Pelo... Tradução de Abilio Pais de Ramos, capitão de cavalaria. Subsidios para a Historia de Portugal na Guerra. Evora, Minerva Comercial, [1923]. In-8.º (22cm) de XXVI, 382, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do conflito africano durante a Grande Guerra. Apesar da Alemanha ter declarado guerra a Portugal apenas em 1916, na sequência do aprisionamento dos navios alemães em portos portugueses, efectivamente, já existiam confrontos militares entre os dois países no norte de Moçambique desde 1914. No terreno, as forças portuguesas (e Aliadas) defrontaram as forças alemães, maioritariamente constituídas por indígenas, sob as ordens de von Lettow Vorbeck, o astuto e respeitado chefe militar alemão.
Ilustrado em página inteira com um retrato do autor, 13 gravuras e 21 croquis militares.
"É um livro de interesse geral e absorvente. Durante quatro anos e quatro mêses da Guerra, Lettow Vorbeck combateu honesta e cavalheirescamente, ganhando o respeito, publicamente expresso, dos Generais Smuts, Northey e van Deventer. Sob este ponto de vista, o seu nome está em completo contraste com o de muitos outros generais alemães.
As suas Memorias são um relatorio interessante e valorôso de toda a Campanha. Alem dos detalhes puramente militares, contem descrições intimas e cativantes das regiões, e principalmente da vida extraordinaria que os alemães do Leste Africano se viram obrigados a passar.
O notavel caracter de de von Lettow dá um valor especial ás suas Memorias. Entre outras caracteristicas do livro, são essencialmente dignas de nota as inúmeras aventuras das patrulhas e a descrição dos combates no mato."
(excerto da transcrição do jornal The Times acerca do presente livro e do seu autor)

MatériasParte I - Acontecimentos anteriores á chegada dos sul-africanos. I: - Antes da declaração da guerra. II: - No comêço da guerra. III: - Os primeiros combates. IV: - Os combates de Novembro em Tanga. V: - Na expectativa de novos acontecimentos. VI: - Luta renhida a nordeste. VII: - A guerra de guerrilhas e ultimos preparativos. VIII: - Esperando a grande ofensiva. Aproveitamento energetico do tempo. IX: - Os teatros subsidiarios da guerra. A guerra de guerrilhas, em terra e no mar, até ao ano de 1916.
Parte II - O ataque concentrico das forças superiores (desde a chegada dos sul-africanos até á perda da colonia). I - O ataque inimigo á Montanha Oldorobo. II - Continuação do avanço inimigo e o combate de Reata. III - A retirada perante a superioridade esmagadora do inimigo. IV - O avanço inimigo na zona do Caminho de Ferro do Norte. V - Entre os Caminhos de Ferro do Norte e Centtral. VI - Combates continuos junto do Rufiji. VII - Os ataques inimigos no sudoeste da Colonia. VIII - Anciedade e fadigas durante a permanencia na região do Rufiji. IX - O fim da defeza da fronteira nos teatros subsidiarios. X - Lindi e Kilwa. XI - No angulo sudeste da Colonia. XII - As ultimas semanas em territorio alemão.
Parte III - Combatendo em terra estranha (desde a entrada na colonia oriental portuguêsa até ao armisticio). I : - Atravez do Rovuma. II: - A leste da Ludjenda. III: - Nas regiões do Lurio e Likungo. IV: - Continuando a marcha para o Sul. V: - De volta para o norte do rio Namacurra. VI: - Retirando para o rio Lurio. VII: - Mais uma vez em territorio alemão. VIII: - A invasão da Rhodesia. IX: - O armisticio e o regresso á Patria.
Paul Emil von Lettow-Vorbeck (1870-1964). “Foi um general alemão, comandante da campanha da África Oriental Alemã na Primeira Guerra Mundial, a única campanha colonial dessa guerra onde a Alemanha não foi derrotada. Também foi o único comandante a invadir solo britânico na Primeira Guerra Mundial. No princípio de 1914, von Lettow-Vorbeck foi escolhido para comandante da pequena guarnição alemã de 300 soldados e doze companhias de askari [combatentes indígenas] que guarneciam a África Oriental Alemã, actual Tanzânia. Com o início da guerra na Europa, em Agosto daquele ano, ignorou as ordens recebidas do governo de Berlim e do governador da colónia, o Dr. Heinrich Schnee, que insistiam na necessidade de manter a neutralidade da África Oriental Alemã e preparou-se para a guerra, que teve início com um ataque anfíbio à cidade de Tanga, entre 2 e 5 de Novembro de 1914, repelindo os britânicos e os seus aliadas na acção que ficou conhecida pela Batalha de Tanga, uma das mais violentas de toda a campanha. As vitórias que foi conseguindo permitiram-lhe capturar armamento moderno e outros abastecimentos, fundamentais dado o isolamento das forças alemães em relação à metrópole, consequência do bloqueio naval aliado ao Império Alemão. O plano de von Lettow-Vorbeck era simples: sabendo que no contexto da Guerra, a África Oriental não passaria de um palco periférico, decidiu manter o máximo de pressão sobre as forças Aliadas, enfraquecendo-as, pois a necessidade de renovação dessas tropas, impediria a sua utilização na Frente Ocidental, contribuindo dessa forma para para vitória alemã na Europa. Von Lettow-Vorbeck sabia que podia contar com os seus oficiais, altamente motivados e competentes (as baixas inflingidas nos adversários eram prova disso). Como consequência das perdas de pessoal, ele passou a evitar confrontos directos com soldados britânicos, em vez disso comandou os seus homens em invasões de guerrilha nas províncias britânicas do Quénia e da Rodésia, atacando os fortes britânicos, ferrovias e comunicações, com o objectivo de forçar a Entente a desviar o efectivo do teatro de guerra na Europa. Ele convocou 12.000 soldados, a maioria deles askari, mas todos bem treinados e bem disciplinados. Os askari ganharam uma especial reputação pela sua capacidade de luta e lealdade. Von Lettow-Vorbeck também servia como comandante-modelo, ganhando pelo exemplo o respeito e lealdade dos seus homens. Percebeu as necessidades críticas da guerra de guerrilha em que ele usou tudo o que conseguia, como o grupo e artilharia do cruzador alemão SMS Königsberg (afundado no delta do Rio Rufiji em 1915) que possuía uma tropa treinada sob o comando de Max Looff, bem como suas numerosas armas, que foram convertidas em peças de artilharia para a luta em terra, que seria o mais alto padrão de peças de artilharia de terra usadas na guerra. Paul von Lettow-Vorbeck foi considerado um comandante audaz, embora prudente, que mostrou habilidade incomum na condução de uma guerra de guerrilha em terreno desconhecido. Com poucos homens e virtualmente sem abastecimentos, reteve forças britânicas dez a doze vezes maiores. Conseguiu, contra todas as expectativas, permanecer invicto, tendo desviado forças britânicas de outros campos de batalha, sendo surpreendido pelo fiim da guerra quando marchava para atacar a ferrovia e as minas Aliadas em Katanga."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas manchadas com defeitos; lombada apresenta falhas de papel; mancha de humidade na contracapa que se prolonga, de forma ténue, pelas derrdaeiras folhas do livro. Pelo interesse e raridade, a justificar restauro.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Indisponível

07 abril, 2018


LETTOW-VORBECK, General von - MEINE ERINNERUNGEN AUS OSTAFRIKA. Von... Leipzig, Verlag von K. F. Koehler, 1920. In-8.º (22cm) de XIV, [2], 302, [2] p. ; [1] f. il. ; [1] bolsa c/ mapas e croquis ; E.
1.ª edição absoluta (em alemão).
Importante subsídio para a história do conflito africano durante a Grande Guerra. Trata-se da edição original, publicada em 1920.
Ilustrado no texto com bonitas vinhetas tipográficas representando cenas de guerra, e em separado, um retrato do autor a cores e 20 gravuras. Inclui ainda, em bolsa à parte, 2 mapas a cores (continente africano e África Oriental em pormenor), e 11 folhas contendo 20 croquis militares.
Livro muitíssimo valorizado pelo autógrafo do General von Lettow-Vorbeck.
Apesar da Alemanha ter declarado guerra a Portugal apenas em 1916, na sequência do aprisionamento dos navios alemães em portos portugueses, efectivamente, já existiam confrontos militares entre os dois países no norte de Moçambique desde 1914. No terreno, as forças portuguesas (e Aliadas) defrontaram as forças alemães, maioritariamente constituídas por indígenas, sob as ordens de von Lettow Vorbeck, o astuto e respeitado chefe militar alemão. Estas são as suas memórias, publicadas pouco tempo após o final do conflito, e incluem capítulos dedicados a Moçambique e às refregas com os portugueses.
Paul Emil von Lettow-Vorbeck (1870-1964). “Foi um general alemão, comandante da campanha da África Oriental Alemã na Primeira Guerra Mundial, a única campanha colonial dessa guerra onde a Alemanha não foi derrotada. Também foi o único comandante a invadir solo britânico na Primeira Guerra Mundial. No princípio de 1914, von Lettow-Vorbeck foi escolhido para comandante da pequena guarnição alemã de 300 soldados e doze companhias de askari [combatentes indígenas] que guarneciam a África Oriental Alemã, actual Tanzânia. Com o início da guerra na Europa, em Agosto daquele ano, ignorou as ordens recebidas do governo de Berlim e do governador da colónia, o Dr. Heinrich Schnee, que insistiam na necessidade de manter a neutralidade da África Oriental Alemã e preparou-se para a guerra, que teve início com um ataque anfíbio à cidade de Tanga, entre 2 e 5 de Novembro de 1914, repelindo os britânicos e os seus aliadas na acção que ficou conhecida pela Batalha de Tanga, uma das mais violentas de toda a campanha. As vitórias que foi conseguindo permitiram-lhe capturar armamento moderno e outros abastecimentos, fundamentais dado o isolamento das forças alemães em relação à metrópole, consequência do bloqueio naval aliado ao Império Alemão. O plano de von Lettow-Vorbeck era simples: sabendo que no contexto da Guerra, a África Oriental não passaria de um palco periférico, decidiu manter o máximo de pressão sobre as forças Aliadas, enfraquecendo-as, pois a necessidade de renovação dessas tropas, impediria a sua utilização na Frente Ocidental, contribuindo dessa forma para para vitória alemã na Europa. Von Lettow-Vorbeck sabia que podia contar com os seus oficiais, altamente motivados e competentes (as baixas inflingidas nos adversários eram prova disso). Como consequência das perdas de pessoal, ele passou a evitar confrontos directos com soldados britânicos, em vez disso comandou os seus homens em invasões de guerrilha nas províncias britânicas do Quénia e da Rodésia, atacando os fortes britânicos, ferrovias e comunicações, com o objectivo de forçar a Entente a desviar o efectivo do teatro de guerra na Europa. Ele convocou 12.000 soldados, a maioria deles askari, mas todos bem treinados e bem disciplinados. Os askari ganharam uma especial reputação pela sua capacidade de luta e lealdade. Von Lettow-Vorbeck também servia como comandante-modelo, ganhando pelo exemplo o respeito e lealdade dos seus homens. Percebeu as necessidades críticas da guerra de guerrilha em que ele usou tudo o que conseguia, como o grupo e artilharia do cruzador alemão SMS Königsberg (afundado no delta do Rio Rufiji em 1915) que possuía uma tropa treinada sob o comando de Max Looff, bem como suas numerosas armas, que foram convertidas em peças de artilharia para a luta em terra, que seria o mais alto padrão de peças de artilharia de terra usadas na guerra. Paul von Lettow-Vorbeck foi considerado um comandante audaz, embora prudente, que mostrou habilidade incomum na condução de uma guerra de guerrilha em terreno desconhecido. Com poucos homens e virtualmente sem abastecimentos, reteve forças britânicas dez a doze vezes maiores. Conseguiu, contra todas as expectativas, permanecer invicto, tendo desviado forças britânicas de outros campos de batalha, sendo surpreendido pelo fiim da guerra quando marchava para atacar a ferrovia e as minas Aliadas em Katanga."
(fonte: wikipédia)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a branco e negro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
125€

31 janeiro, 2018

FARIA, Eduardo de - EXPEDICIONÁRIOS. Com um prefácio do Ex.ᵐᵒ General Norton de Mattos. Lisboa, Edição do Autor [imp. na Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra], 1931. In-8.º (21cm) de 179, [1] p. ; B.
Capa de H. Martins.
1.ª edição.
Episódios africanos da Grande Guerra vivenciados pelo autor, expedicionário em Moçambique.
"Nas páginas lidas, vejo o relato dos sofrimentos que tiveram de suportar as nossas tropas na costa oriental de África, a quando da Grande Guerra. Em todas as guerras tem havido, e haverá sempre, fome, sêde, calôr ardente ou frios glaciais, as intermináveis e angustiosas marchas sôbre lamas viscosas, ou em areias movediças, os climas palustres, as epidemias de toda a espécie; e tudo isto em tão alto e cruciante grau que os ferimentos são o que menos custa, e a morte é, ás vezes, bem vinda. [...]
Fez reviver, em mim, o livro «Expedicionários» dolorosos transes.
Não estavamos em 1914 preparados, como povo, para nos defendermos das cobiças de estrangeiros; como exército, para combatermos, fôsse onde fôsse, fôrças de nações civilizadas; como Estado, para ràpidamente visionarmos a nossa missão e aproveitarmos a victória, não sòmente para a conservação do que possuiamos, mas também para reivindicar parte do que tinha sido nosso.
As energias nacionais superaram, em grande parte, a falta de preparação do povo e do Exército; - fizeram-se os milagres do costume, o muito com pouco da toda a nossa História."
(excerto do prefácio)
Índice:
Prefácio. Conversação prévia. I - O regresso. II - Quem parte leva saudades. III - Escola de Herois. IV - O busilis da questão. V - A autoridade moral. VI - Tragédias de hospital. VII - Prisioneiros de guerra. VIII - A loucura colectiva. IX - O cigarro do soldado. X - Notícias de longe. XI - O Armistício. XII - Tudo como dantes. XIII - Natal em campanha. XIV - O desmanchar da feira. XV - A moeda com que se paga aos vassalos. XVI - Um problema complicado. XVII - Uma pausa. XVIII - O respeito popular. XIX - O sr. Prudêncio. XX - Mortos eternos. XXI - Recordar... é morrer. XXII - Cegos da guerra. XXIII - Tenhâmos fé. XXIV - Um monumento aos vivos. XXV - O grande capitão. XVI - Espiões. XXVII - A grande parada. XXVIII - Nacionalisemos a África. XXIX - O nosso orgulho. XXX - Definição oportuna. XXXI - Uma reunião singular. XXXII - A hora própria. XXXIII - Fala do soldado desconhecido.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na capa e f. rosto. Dedicatória (não do autor) igualmente na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

06 janeiro, 2018

OLIVEIRA, Fernando - DUAS VITÓRIAS : o princípio da liberdade e igualdade do comércio na bacia convencional do Congo e as reservas portuguesas de 1885 a 1919. Subsídio para a história da diplomacia portuguesa nos séculos XIX e XX. Lisboa, [s.n. - imp. Silvas, Lda., Lisboa], 1962. In-8.º (22cm) de 105, [3] p. ; [2] f. desd. ; B. Separata de Garcia de Orta : Revista da Junta de Investigação do Ultramar - Vol. 10, n.º 1
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história das relações diplomáticas entre Portugal e outras potências europeias no xadrez político africano, desde pouco antes do Ultimatum até ao final da 1.ª Guerra Mundial.
Ilustrado ao longo do texto com os fac-símiles das assinaturas de alguns dos protagonistas portugueses que chefiaram delegações diplomáticas: José Vicente Barbosa du Bocage; Marquês de Penafiel; General Norton de Matos, e com duas folhas desdobráveis: - retrato de grupo da delegação portuguesa à Conferência de Berlim; - Carta inglesa com a delimitação geográfica da bacia convencional do Congo.
Matérias:
Antecedentes. - 1884-1885. - 1919.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

15 dezembro, 2017

GUSMÃO, Lapas de - A GUERRA NO SERTÃO (Sul de Angola). 2.ª edição. [S.l.], Tipografia da Emprêsa Nacional de Publicidade, 1935. In-8.º (19cm) de 252, [4] p. ; B.
Episódios da Grande Guerra na frente africana. Impressões pessoais do autor, combatente em Angola. Obra publicada no mesmo ano que a 1.ª edição.
"Nas páginas que vão seguir-se, mais do que a minha impressão pessoal, eu pretendi antes dar uma pálida imagem das agruras e durezas das campanhas africanas, mormente, como é óbvio, daquela que conheci pelo meu esfôrço individual - a campanha do Sul de Angola, em 1915. [...]
É preciso ter por lá calcurriado centenas, senão milhares de quilómetros, de mochila às costas e espingarda ao ombro, como o autor, exausto de fome, de sêde, de fadigas e de canseiras de tôda a ordem, debilitado pelas febres e mordido pelo Sol, para poder avaliar quão grande é tal sacrifício."
(excerto da introdução)
Matérias:
I - A caminho. II - A escalada da Serra da Chéla. III - A contas com os alemães - O combate de Naulila. IV - Para o interior. V - Sob a tormenta - A visita do leão. VI - No acampamento adormecido. VII - No hospital. VIII - Ao abandono. IX - Marchar! Marchar! Marchar! X - A revelação de uma alma. XI - As agonias da sêde. XII - O delírio. XIII - Através do matagal. XIV - Nas margens do Cunene. XV -Visão da grande Angola.
Joaquim Lapas de Gusmão (1886-1962). “Jornalista, escritor, Combatente da Grande Guerra em África e França, condecorado com a Cruz de Guerra.
Colaborou nos jornais A Pátria, do Porto, e na Capital, Lucta, Intransigente, O Século e Diário de Notícias, de Lisboa. Publicou entre outros, os volumes Visão da Guerra, A Guerra no Sertão, em que descreve o que viu em França e África, o drama em 3 actos O Mutilado, a tragédia em um acto Uma noite e o ensaio filosófico Matéria e Vida."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. 
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

12 outubro, 2017

SELVAGEM, Carlos – TROPA D’ÁFRICA (jornal de campanha dum voluntário do Niassa). 4.ª edição. Paris : Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1925. In-8.º (18,5cm) de 367, [1] p. ; [12] f. il. ; il. ; E.
Ilustrado com desenhos no texto e fotogravuras em separado.
Memórias do autor, soldado em África durante a Grande Guerra.
“Aos sargentos e soldados do meu pelotão a cavalo;
Aos meus camaradas da Expedição ao Niassa;
Aos soldados portugueses da Grande Guerra;
Á memória de todos aqueles que, pela glória das quinas Portuguesas, teem mordido o pó em terras d’Além-mar.”
(Homenagem do autor)
“Dia de embarque!...
Dia de lágrimas, dia de balbúrdia, de mil impressões tumultuosas e contrárias, com pragas furiosas sôbre os galegos, mil contas que surgem à última hora, uma compra que ia esquecendo, um abraço que esqueceu, e, por fim, um automóvel que nos despeja no cais, com o resto da bagagem, a cabeça esvaída, o boné para a nuca, arrazado de emoções.”
(excerto do texto)
Carlos Selvagem (1890-1973), pseudónimo de Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos, “Foi um militar, jornalista, escritor, autor dramático e historiador. Frequentou o Colégio Militar entre 1901 e 1907 onde lhe deram a alcunha (Selvagem) que mais tarde veio a incorporar no pseudónimo literário que adoptou. Formou-se em Cavalaria pela Escola do Exército e participou no Niassa e no norte de Moçambique na frente africana da Primeira Guerra Mundial.”
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada. Assinatura de posse na guarda e na f. rosto.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Com interesse histórico.
15€