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16 junho, 2019

MACHADO, Montalvão - O BOM HUMOR NOS TRIBUNAIS PORTUGUESES. Porto, Composto e impresso na Tipografia Gomes [ Edição : Livraria Avis, Porto], 1967. In-8.º (21,5cm) de 152, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Com um retrato caricaturado do autor em página inteira.
Colecção de episódios cómicos reunidos pelo autor ao longo da sua carreira de magistrado em diversas comarcas do país.
Capa e caricatura do Autor, por seu filho Júlio Augusto.
"Cesse tudo quanto a antiga musa canta!...
Ficam desta vez em descanso as tintas das Pinceladas folclóricas, já a cobrirem quase todo Trás-os-Montes; e do canto de uma gaveta velha, tiro papéis já velhos também, pego na ponta de um lápis de carpinteiro aprendiz, e vou começar a debuxar estes «bonécos», ou sejam recordações anedóticas, com que na velhice distraímos o espírito, passeando-o saudosamente pelas acidentadas comarcas, por onde 40 anos, rompemos os fundilhos de alguns pares de calças.
Nasceu assim este Humorismo nos Tribunais, que não é mais que uma colectânea de ligeiros apontamentos sobre sorrisos discretos, colados com gargalhadas amigas de gracejos inofensivos; recordações alegres da galhofa apimentada de outrora, pitéu indispensável para amenizar a má disposição de descontrolados momentos, que por vezes tendem a transformar-nos o tempo em horas de feia borrasca, ensombrando-nos sem elegância a conturbada vida do dia que passa. [...]
Muitos dos factos os conhecemos directamente, outros são provenientes das achegas de Colegas discretos, e cuja autenticidade garantiram. Esta genuinidade, e certas transcrições de Mestres, emprestarão o único valor que possa encontrar-se na banal mercadoria, ora exposta neste anedotário."
(Excerto do preâmbulo, Ridendo... «In limine litis»)
Sumário:
Ridendo. | 1 - O cano das freiras de Amarante. 2 - O Prior de Trancoso, pai de 275 filhos. 3 - Noivo que quer casar, mas já é falecido! 4 - Por Canelas. 5 - Procura-«Varandas»! 6 - Aposentação compulsiva! 7 - Um seixo histórico! 8 - Prova testemunhal. 9 - Pimponaço de Murça. 10 - Sempre o respeito devido. 11 - Numa juizanga de Paz! 12 - Todos os meios são lícitos. 13 - Ainda havia Boticas. 14 - Ameaça executada. 15 - Leitura singular! 16 - Bonecos de Barcelos. 17 - Propaganda. 18 - Art. ..., in fine! 19 - Crime de estupro. 20 - Apelante, zurrante! 21 - Desrespeito ao Tribunal. 22 - Aqui paga-se. 23 - Tudo macacada! 24 - Hieróglifos. 25 - Cruzes... Diabo! 26 - Diabruras por Mezão Frio... 27 - O vizinho do lado. 28 - Sem malícia. 29 - Bomba explosiva, em Braga! 30 - Poetando. 31 - Caído de longes terras... 32 - Pomadinha para lustro! 33 - Macacão. 34 - Das leis da física! 35 - Justiça. 36 - Em português... forense! 37 - De ricochete... 38 - César e Pato! 39 - Hora rigorosa. 40 - Estrabismo. 41 - Honorários de advogado. 42 - Apenas... da mãe, que o pariu! 43 - «Santo» Taveira. 44 - Requiescat in pace. 45 - Sátiras. 46 - Rabulices. 47 - O Pássaro. 48 - Erro de transcrição. 49 - Licença de caça... para perdigão! 50 - Liberdade... 51 - Duelo amistoso. 52 - Luz da caridade! 53 - O «Beethoven». 54 - Às ááármas!... 55 - Nascerá melhor Sol!
Júlio Augusto de Montalvão Machado (Chaves, 1888-1968). Magistrado e escritor. "Fez a sua escolaridade primária na Escola Conde de Ferreira, em Chaves, e parte da secundária no Colégio de São Joaquim, igualmente em Chaves. Em 1907 foi para Coimbra, onde concluiu o ensino secundário e se matriculou na Faculdade de Direito, saindo formado em 1913. Durante a estadia em Coimbra viveu na República Flaviense, na Rua da Matemática. Fez a sua escolaridade primária na Escola Conde de Ferreira, em Chaves, e parte da secundária no Colégio de São Joaquim, igualmente em Chaves. Em 1907 foi para Coimbra, onde concluiu o ensino secundário e se matriculou na Faculdade de Direito, saindo formado em 1913. Durante a estadia em Coimbra viveu na República Flaviense, na Rua da Matemática. Começou a sua vida profissional como advogado, com banca na sua terra natal, mas em 1918 entrou para a carreira judicial como estagiário do Ministério Público em Peniche. Já como delegado iniciou funções nos Açores, passando depois por Montalegre, Valpaços, Peso da Régua e Vila Real. Mais tarde, já como juiz, exerceu nas comarcas de Mogadouro, Vinhais, Vila Pouca de Aguiar, Valpaços, Fundão, Peso da Régua, Lamego e Porto. Progredindo na carreira, chegou à categoria de juiz desembargador dos tribunais da Relação de Lisboa e Porto. Foi administrador do concelho de Chaves em 1913, ainda antes de concluir a formatura em Direito. Membro do Partido Democrático, desenvolveu considerável actividade política. Fundou o jornal 8 de Julho e, depois da suspensão deste, o 9 de Julho. Pela vida fora, manteve sempre uma postura de republicano de velha cepa, apesar do seu aspecto aristocrático, realçado pela barba e pela badine. A sua fisionomia é assim descrita por A. Barrote: “Figura imponente, de barbas patriarcais, em que faiscavam olhos vivos, penetrantes, e onde bailava como prece um sorriso luminoso de homem bom, encarando a vida com salutar filosofia.”Já depois da sua aposentação em 1958, manteve a actividade política, nomeadamente integrando a comissão nacional da candidatura do General Humberto Delgado, nas eleições do mesmo ano de 1958, e encabeçando em 1959 a lista de testemunhas abonatórias do escritor Aquilino Ribeiro no célebre processo judicial de natureza censória contra o escritor, que lhe foi movido pela publicação do romance Quando os lobos uivam (e acabaria por ser arquivado, face às reacções nacionais e internacionais). A sua actividade de escritor, exercida à margem da magistratura e de forma inteiramente amadora, no melhor sentido da palavra, foi um modo de preencher os ócios e dar vazão a uma apetência genuína pela literatura. Embora a vida profissional, pela sua própria natureza, o tivesse afastado do mundo rural, manteve sempre uma ligação afectiva a esse mundo e a memória dos tempos em que viveu próximo do povo. Montalvão Machado publicou ainda, já próximo da sua morte, O bom humor nos tribunais (1967), uma colectânea de histórias picarescas ou simplesmente bem humoradas à volta do mundo dos tribunais."
(Fonte: http://www.cm-vilareal.pt/gremio/images/ciclos/montalvao_machado.pdf)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas imperfeições na superfície.
Invulgar.
25€
Reservado

08 junho, 2019

CASTRO, Rodrigo de - CINZAS IMORTAIS : na morte de Antonio Granjo. Porto, Tipografia Lusitana, 1922. In-8.º (19,5cm) de 271, [3] p. ; [7] f. il. ; B.
1.ª edição.
Obra de homenagem a António Granjo, insígne figura da República, barbaramente assassinado na madrugada de 21 de Outubro de 1921, durante o episódio que ficaria conhecido para a história como 'Noite Sangrenta'. Esta biografia é mais um contributo para o estudo dos acontecimentos políticos da época que concorreram para o desfecho conhecido.
Inclui testemunhos de pesar de António José de Almeida, Cunha Leal, Agatão Lança, Trindade Coelho, Sousa Costa  e António Maria Pereira Júnior.
Livro ilustrado com 7 folhas hors-texte que inclui dois retratos do biografado, um deles de corpo inteiro.
Valorizado pela extensa dedicatória autógrafa do autor.
"Noite trágica em que mal se descobre já, por entre fantasmas e sombras, a figura outr'ora austera e bela da República.
Quanto mais tento afasta-la do espírito, mais ela teima em lá viver.
Como força oculta que o meu ser domina, sinto-a uma necessidade de mim mesmo.
Falar dela é, de alguma maneira, desprender-me dela. [...]
Porque mataram o Granjo!?
Esta interrogação que anda na boca de todos, e que mesmo junto do seu ataúde foi formulada, na possível convicção, de que, o éco do além, não acordaria em lábios que para sempre se cerraram, palavras que como ferros em braza ficaram pezando na consciência dos vivos, penetrou-me por tal forma o espírito que o subconsciente, dominando todo o meu ser consciente, transforma a materia inerte em materia viva, fazendo passar atravez dos meus lábios o que os seus lábios no meu coração vertem:
«Parece haver muitos portuguêses que trazem dentro de si os corações mortos. A nossa vida parece estar só nos nossos olhos para nos odiarmos e nos nossos lábios para nos caluniarmos».
Porque mataram o Granjo!?... [...]
De facto, a política,, com as suas ambições, os seus egoismos, os seus despeitos e os seus odios, abalando as mais fortes consciências, corrompendo os mais integros caractéres, pervertendo os mais puros sentimentos e aniquilando as mais decididas vontades, adormece no homem todas as qualidades e virtudes que, em coração amigo, afecto, ternura e lealdade exprimem.
A morte do pobre Granjo é bem o espelho vivo dessas desoladoras mas incontestaveis verdades.
A nossa inteligência e a nossa razão fazem-nos fugir apavorado ao tentar desvendar os mistérios dessa horrivel tragedia.
Quanto amigos urdindo a teia em que o homem de bôa fé e sã moral se havia de ver enredado, e, por fim, trazido áquela dolorosa situação, já anunciada, das transigências que deprimem ou das violências que comprometem?"
(Excerto de 1921 : 19 de Outubro!...)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos. Lombada apresenta falhas de papel.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

31 maio, 2019

O APOSTOLADO. Número Comemorativo do 1.º Centenário do Nascimento do Monsenhor Alves da Cunha : 1872-1972. Director: Henrique Alves - Editor: Arquidiocese de Luanda. Luanda, Comp. e Imp. NEA, Junho/1972. In-fólio (34,5x24,5cm) de 40 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Na capa: desenho de Roberto Silva - (Museu de Angola).
Homenagem ao ilustre flaviense Monsenhor Alves da Cunha por ocasião do seu centenário natalício.
Publicação muitíssimo ilustrada com reproduções fotográficas a duas cores.
Colaboração: Abertura - Padre José Maria Pereira. A sua memória permanecerá como uma bênção - D. Moysés Alves de Pinho. Homem de Deus e da Pátria - Vasco Lopes Alves. O meu testemunho - Padre Silva Rego. Um Centenário - Nuno Simões. Mons. Alves da Cunha e os Missionários do Espírito Santo - Padre Rocha Ferreira. Uma carta do Contra-Almirante Sarmento Rodrigues. Em memória de Monsenhor Alves da Cunha - Alberto de Lemos. Uma carta de Óscar Ribas. Presença edificante - A. Maio. Humildemente grande - F. Araújo Rodrigues. Luanda e o «Dr. Cunha» - Mário Milheiros. Um dos maiores homens de Angola - Reis Ventura. Um homem, uma época - J. F. Martins dos Santos. A lição dum transmontano - Dialino Esteves. Grande Monsenhor Alves da Cunha - notável figura de Angola - José Redinha. Memorável ciclo comemorativo. Perfeitamente bom... - Artur de Lemos Pereira. Obreiro do Ensino Liceal - Antero Simões. Grande figura da História de Angola da primeira metade do século XX - D. Manuel Nunes Gabriel.
Monsenhor Manuel Alves da Cunha (1872-1947). "Nasceu em Chaves, em 8.6.1872 e faleceu em Luanda, em 4.6.1947. Concluiu o bacharelato em Teologia na Universidade de Coimbra (1894). Foi professor do ensino particular na sua Terra (1897) e em 22.9.1900, é ordenado sacerdote. Em 31.10.1901 é nomeado Cónego de Luanda e nos anos seguintes, passa a provisor, e vigário geral, deão da Sé, vice reitor do Seminário Liceu vigário capitular, prelado doméstico, governador do bispado, protonotário apostólico e director das missões católicas. Foi ele que criou o liceu de Salvador Correia e aí foi professor e reitor. Também foi vereador da Câmara de Luanda e provedor da Misericórdia da mesma cidade. Em 1926 o Ministro João Bello chamou-o a Lisboa para com ele estudar o estatuto das Missões e a reorganização do Ministério do Ultramar. Regressou a Angola e prosseguiu a sua brilhante carreira polivalente, ao nível religioso, académico e político. Em tudo o que fez se mostrou um patriota impoluto, um intelectual de fino recorte, um amigo de Angola, um Transmontano inconfundível. Em 1933 foi alvo de uma homenagem pública que envolveu todos os sectores da vida angolana, a coroar uma simpatia invulgar, um trato social incomum, uma cultura fora de série. Em 1.11.1941 embarca compulsivamente no Cubango e desembarca em Lisboa, em 27 do mesmo mês. Só regressa a Angola em 2.1.1943. Nesse lapso de tempo publica e anota o III Vol. da História das Guerras Angolanas de Cadornega (1942). Alberto de Lemos, seu biógrafo e seu aluno, escreveu: "é um dos maiores vultos da História de Angola. Durante 15 anos da vacância episcopal foi sustentáculo válido duma Igreja batida pelo abandono e pelas agressões duma política que não tinha a compreensão das melhores conveniências do Ultramar Português e também atormentada pelas agressões de potências estrangeiras que ambicionavam deslocar nos dos territórios e das posições das influências em África. Dotado de inteligência superior e muito culto, modelo de virtudes cristãs, foi sempre colaborador indispensável e amado pela hierarquia que com ele privou. Polígrafo de muitos méritos, foi historiador, etnólogo, ensaísta de muito saber, mestre incomparável de todos os contemporâneos do seu convívio: Foi conselheiro prudente e auxiliar devotado de muitos governadores gerais. "A sua obra literária foi vastíssima, passando pelo jornal O Apostolado, Boletim da Diocese, Revista "Arquivos de Angola"."

(Fonte: https://de_svo.blogs.sapo.pt/30766.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto superior esquerdo.
Raro.
Com interesse histórico.
45€

28 junho, 2018

COIMBRA, Adriano - AUTO DO SOL=PÔR. De... Chaves, Na Tipografia Gvtenberg de Castro Lopo, M. CM. XVI [1916]. In-8.º (22cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Rara colecção de poesias de Adriano Coimbra, figura de relevo da cena cultural flaviense da primeira metade do século XX. Colaborou no Almanaque de «O Comércio de Chaves», de Júlio Xavier Júnior.
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao fulgurante Poeta do «Nada».
"Mais um punhado de versos que lanço na estrada em sombras da minha mocidade.
Não são para demonstrar o meu engenho poético rude e fraco que o meu velho amigo de sempre, António de Castro Lopo teve a gentileza de os editar. Não, não são. [...]
Na primeira parte da minha poesia intitulada Elogio do Sol que, com as duas seguintes, constituem por assim dizer a introdução do Auto, procurei cantar a vida do astro-rei e a sua influência na natureza.
Na segunda parte choro o poente, sinto a dôr bem definida que me causa o pôr do sol de sempre.
Na Hora-Saudade o mesmo amôr e pranto se reflecte, a mesma mágoa se denota na Hora Crepuscular. Vem finalmente o Auto de Sol-Pôr onde lembro os costumes humildes da gente campesina da minha muito amada província transmontana, formando, com as suas paixões ardentes e alegrias bizarras, cheirando a rosmaninho e alfazema, uma pequena grinalda de flores silvestres (muito imperfeita), que deponho com toda a vénia nas mãos do autor da Alma Popular, (um feixe de límpidas canções da minha terra,) dêsse cultor primoroso da arte sublime dos sons que a tuba da Fama num clangor heroico ha-de fazer chegar aos logares mais recônditos do mundo e cuja fronte ha-de ser aureolada pela luz viva da Gloria e coroada ainda de mirtos e de louros."
(Excerto do prelúdio, Prœludium)
"Campos de Traz-os-Montes expostos aos ultimos vislumbres do sol, que se despede num beijo luminoso e santo da grande Natureza.
Hora de beleza e misticismo! Doce religião da luz feita de crepúsculo!
Três cruzes talhadas em pedra, monumentos de fé e crença da alma dos simples da minha aldeia, elevam-se nos ares, acolhendo nos seus braços cobertos de musgo, uns lampejos fraquissimos do sol que se desfaz numa chúva de pétalas sangrentas, morrendo numa apotéose cravejada de ametístas e rubins e atravez duma heroicidade grande."
(Preâmbulo do Auto do Sol-Pôr)
Poesias:
Prœludium; Elogio do Sol; Hora-Saudade; Hora-Crepuscular; Auto do Sol-Pôr.
Exemplar brochado, parcialmente por abrir, em razoável estado de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel. Pelo interesse e raridade a justificar encadernação.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

15 janeiro, 2018

SANTOS, Cardoso dos - HOMENAGEM AO GENERAL PIMENTEL PINTO. Alocução proferida na sessão realizada na Escola do Exército, em 23 de Maio de 1945, pelo antigo aluno, 41/60. [Pelo] Coronel... Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da Escola do Exército, Lisboa], 1945. In-4.º (23cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Não encontrámos quaisquer referências a esta obra. Tiragem de apenas 210 exemplares.
"Não é meu intento, Senhores traçar aqui a notável biografia militar e política do General Luís Augusto Pimentel Pinto, antigo promotor de justiça, administrador do Exército, Ministro da Guerra, membro do Conselho de Estado, oficial da Casa Militar do Rei, e por fim Director do instituto D. Afonso; mas apenas dar justo relêvo ao perfil moral do prestante cidadão que através duma obra ministerial essencialmente construtiva e renovadora, corajosamente enfrentando o espírito rotineiro e a reacção dos interêsses feridos, havia de ser fatalmente discutido.
O tempo, acabando sempre por fazer triunfar a verdade das boas intenções, tem mostrado os benefícios que das suas reformas oportunas advieram para o prestígio do Exército, que foi a sua única política, e, em particular da que justifica a homenagem hoje prestada à sua memória honrada."
(excerto da alocução)
Luís Augusto Pimentel Pinto (1843-1913). Natural de Chaves. "Militar. Por três vezes ministro da guerra em governos de Hintze Ribeiro, no crepúsculo da monarquia. Símbolo dos oficiais monárquicos portugueses na viragem do século."
(Fonte: www.politipedia.pt)
"Pimentel Pinto nasceu em Chaves e seguiu a carreira militar, chegando a general. Aderiu ao partido regenerador a que presidiu o conselheiro Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro. Estava se no ano de 1900. E aquele conselheiro presidia ao Ministério Regenerador. Por essa altura tinha encerrado o Colégio de S. Joaquim, em Chaves e por isso era imperiosa a criação de uma Escola Secundária. Era, nessa altura, ministro do Ultramar e transmontano António Teixeira de Sousa (natural de Alijó) que, querendo ser agradável aos seus correligionários Flavienses, tudo fez para a criação daquela escola. Só que Rodolfo Ribeiro, apesar de chefe do partido, não concordou com esse benefício a Chaves, para não alterar critérios em vigor. Teixeira de Sousa aguardou o projecto de criação da Escola e, aproveitando uma deslocação do Conselheiro Rodolfo Ribeiro à Suíça, por uns dias, foi ter com o General Luís Pinto que o substituía, insistindo que era urgente assinar aquele projecto para que a escola abrisse em Outubro seguinte. De boa fé assinou o general Flaviense aquele diploma que garantiu a criação da Escola Secundária que, em 1919, passou a chamar se Liceu de Chaves e mais tarde Liceu Fernão de Magalhães. Graças a uma artimanha política, Chaves beneficiou de uma estrutura que era justa e que prestou relevantes serviços à região. Daí que o General Luís Pinto tenha ficado na toponímia Flaviense, como autor dessa dotação educativa."
(Fonte: dodouropress.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP, ou outra fonte bibliográfica.
30€
Reservado

16 setembro, 2017

CARNEIRO, Dr. Mário Gonçalves - EVOLUÇÃO TERMAL DE CHAVES. [Por]... (Director Clínico das Caldas de Chaves). Chaves, [s.n. - Tip. Gutenberg, Chaves], 1974. In-8.º (20,5cm) de 21, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Comunicação apresentada no Colóquio Termal Transmontano - Junho de 1973.
Interessante dissertação sobre a história termal de Chaves desde tempos imemoriais.
"A evolução termal de Chaves anda intimamente ligada à história de Chaves - uma terra com cerca de 2.000 anos de história conhecida.
Com nome, sabemo-lo só a partir do domínio romano na Península: Aquae Flaviae. E nós, que aqui nascemos, ainda hoje nos chamamos flavienses.
No lugar actual de Chaves, onde foi Aquae Flaviae, já existiria um castro? É natural que sim, porque toda a região tem grande número deles e a elevação sobre a qual assenta o núcleo da cidade tem as características habituais desses remotos povoados fortificados. Lugar bem escolhido este, num alto, junto da confluência do Ribeiro Rivelas com o Rio Tâmega, dominado a extensa veiga que talvez em tempos pré-históricos, neste ponto da chamada Fractura do Corgo, tivesse sido uma lagôa.
Utilizariam os povos primitivos já as águas quentes das Caldas de Chaves, ou considerá-las-iam como obra de Deuses infernais e dominados por eles? É difícil imaginar o que pensavam os homens primitivos sobre os fenómenos da natureza.
Os romanos, esses sabemos que utilizavam a água com fins medicinais."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
10€

29 junho, 2017

O CORONEL BENTO ROMA (1884-1953) : homenagens e consagrações em 1954 e 1955. Prefácio do General Ferreira Martins. Lisboa, [s.n. - impresso nas oficinas gráficas da «Gazeta dos Caminhos de Ferro», Lisboa, [1955]. In-8.º (21,5cm) de [10], 234, [8] p. ; [30] p. il. ; B.
1.ª edição.
Muito ilustrada com fotogravuras em folhas separadas do texto.
Homenagem a Bento Roma, insigne militar português, que se distinguiu em combate, nas campanhas do sul de Angola, em 1915 e, mais tarde, a partir de 1917, em França, integrado no C.E.P.
                                     .............................
"Há indivíduos que a morte faz desaparecer, sem que, da sua efémera passagem por este mundo, fique qualquer rasto por onde se verifique que a sua existência não foi inteiramente inútil para a sociedade em que viveram. Outros há que, pelo contrário, deixaram vestígios fundos de que, em sua vida, longa ou curta, alguma coisa de útil fizeram em prol da Humanidade ou, pelo menos, da Pátria a que pertenceram.
Inclui-se neste último grupo o grande Português que em vida se chamou Bento Esteves Roma."
(excerto do prefácio)
"Bento Roma, que era o comandante da primeira companhia, quis ir comandar os seus serranos do Marão e compartilhar com eles dos perigos e das vicissitudes da luta nas trincheiras, desprezando as comodidades e a segurança do seu aboletamento à retaguarda.
Foi promovido no lugar de 2.º comandante do batalhão, onde revelou excepcionais qualidades de dirigente e condutor de soldados.
Ali, a ordem e a disciplina eram perfeitas, e nenhum subordinado deixava de cumprir os seus deveres perante a presença constante, rígida e austera do Capitão Bento Roma.
Entretanto, chega o 9 de Abril, e o bombardeamento de artilharia do adversário, que foi um dos mais intensos e devastadores da primeira Grande Guerra, desorganiza as comunicações e as ligações com o Comando da Brigada, deixando o 13 entregue aos seus próprios destinos.
O Capitão Bento Roma não esmorece: multiplicando-se em actividade, dispõe as tropas para o combate, e Ele próprio dá-nos o formidável exemplo de desprendimento pela vida, subindo ao parapeito, debaixo da chuva intensa de estilhaços de granada, no momento em que os soldados têm que deixar os entrincheiramentos para avançar, em terreno raso, ao encontro do inimigo.
A luta no Reduto de Lacouture é titânica, e aquele pequeno núcleo de portugueses, envolvidos pela avalanche germânica, resiste, durante 31 horas, ao apertado cerco, só se rendendo depois de esgotamento total das munições. É o maior exemplo de como os soldados portugueses sabem combater, quando têm chefes da têmpera de Bento Roma!
Parte para o cativeiro da Alemanha, de fronte erguida, e suporta, com estoicismo e dignidade, a fome e as misérias da vida do prisioneiro de guerra."
(excerto da alocução do Dr. Sá Vieira)
Índice:
Prefácio
I - Solenidades realizadas
a) Em Lisboa. B) Em Vila Real de Trás-os-Montes. C) Em Chaves. D) Em Angola. E) Em França.
II - Artigos comemorativos publicados na imprensa
Seguem-se 15 artigos.
III - Outras manifestações
De diversas personalidades civis, eclesiásticas e militares.
Bento Esteves Roma (1884-1953). “Natural de Chaves. Foi um militar português. Assentou praça, como voluntário, no Regimento de Cavalaria n.º 6, a 5 de Agosto de 1903 e, até 1906, tirou as preparatórias na Universidade de Coimbra e nas Escolas Politécnicas de Lisboa e do Porto. Frequentou a Escola do Exército, entre 1906 e 1909. Foi promovido a alferes, em 1909, atingindo o posto de coronel, em 1933. Depois de prestar serviço em várias unidades no continente, participou no combate às incursões monárquicas. Foi mobilizado para Angola em 1912, onde permaneceu até ao ano seguinte, tendo comandado o posto de Binde, no distrito de Benguela e posteriormente o de S. João do Pocolo. Em 1915, participou nas campanhas militares do sul de Angola. Regressou em 1916, sendo enviado a França para preparar a participação portuguesa na frente ocidental, junto das forças inglesas. Foi para a Flandres com o C.E.P., no qual se destacou por actos de bravura. Foi feito prisioneiro, na Batalha de La Lys, a 9 de Abril de 1918, e libertado depois do Armistício. Comandou a companhia portuguesa na parada da vitória no 14 de Julho, em Paris. No pós-guerra, organizou e instalou, em Tancos, a Escola de Instrutores de Infantaria, com o objectivo de preparar grupos de instrutores para as escolas de recrutas. Entre 1920 e 1923, foi governador dos distritos de Cubango, Lunda, que acumulou o com o de governador interino de Moxico. Foi neste período que consolidou a ocupação de todo o território, em operações militares, numa das quais foi ferido. A 5 de Fevereiro de 1922 foi feito Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Exerceu ainda o cargo de governador do distrito da Huíla, e, em 1930, ocupou o cargo de Governador-Geral de Angola de 31 de Março a 3 de Julho de 1930, pedindo nesta data a sua demissão. Em 1929, entrou ao serviço da Companhia de Moçambique onde prestou serviço até 1933, data em que regressa definitivamente a Portugal. A 5 de Outubro de 1932 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Império Colonial. É, então, nomeado sub-director do Instituto Feminino de Educação e Trabalho, actual Instituto de Odivelas, tendo ocupado o cargo até 1938. Em 1949, apoiou a candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República, fazendo parte da sua Comissão Central. Faleceu em Lisboa, a 23 de Dezembro de 1953."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente manchadas; com defeitos.
Invulgar.
15€

25 junho, 2017

ESTUDOS FLAVIENSES - N.º 1. O CICLO DO NATAL NA REGIÃO FLAVIENSE. Chaves, Associação Cultural dos «Amigos de Chaves», 1963. In-4.º (23,5cm) de 55, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudos Flavienses, publicação não periódica, editada pela associação cultural «Amigos de Chaves» e dirigida, como determinam os Estatutos, pelo presidente da direcção, Francisco Gonçalves Carneiro. 
Revista dedicada à cultura transmontana, cujo 1.º número é dedicado ao Natal. Com a colaboração de conhecidas personalidades da região de Chaves, incluindo ainda textos de ilustres flavienses do passado. Ilustrada com bonitos desenhos e gravuras no texto.
Na capa: Varandas do Arrebalde - desenho de Nadir Afonso.
Sumário:
F. Gonçalves Carneiro - Apontamento folclórico; - O Regresso do Menino Jesus. João da Ribeira - Um olhar sobre o passado. António Granjo - A minha consoada. Heitor Morais da Silva - Autos do Natal em Casas de Monforte. Adolfo Magalhães - Gastronomia do Natal; - Noite de Reis. Fernão Lopes - O cerco de Chaves. Montalvão Machado - Noite à lareira... com o Capitão Vila Frade. Jesus Taboada - Folclore Verinense. Luís Chaves - A recordar se vai a vida. Sousa Costa - Natais em Trás-os-Montes.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Carimbo oleográfico na capa frontal.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e etnográfico.
25€

09 junho, 2017

SARMENTO, Ignacio Pizarro de M. - MEMORANDUM DE CHAVES RELATIVO AOS ACONTECIMENTOS DO MEZ DE MAIO DE 1846. Por... Fidaldo Cavalleiro da Casa de S. M. F., Commendador de Santa Marinha de Lisboa, da Ordem de Christo, Morgado de Bóbeda etc. etc. etc. Porto, Typographia Commercial, [1846]. In-8.º (15,5cm) de [2], 80 p. ; B.
1.ª edição.
Relato fiel dos acontecimentos que tiveram lugar em Trás-os-Montes na sequência do levantamento popular que ficaria conhecido para a história como a Revolução da Maria da Fonte. Assim se chamou este levantamento que rebentou no Minho, em maio de 1846, contra o governo de Costa Cabral. A causa imediata da revolta foram questões de recrutamento militar, e a proibição dos sepultamentos feitos dentro das igrejas, em que desempenhou um papel activo e determinante uma desembaraçada mulher das bandas da Póvoa de Lanhoso, conhecida pelo nome de Maria da Fonte. Os tumultos multiplicaram-se, tomando afinal as proporções sérias duma insurreição, que lavrou em grande parte do reino. Esta obra é justamente considerada uma das mais importantes fontes coevas que sobre este assunto se publicaram.
"A vida agitada das naçoens, no curto espaço de poucos dias, reprezenta seculos de existencia tempestuosa; os interesses, e as paixoens; os direitos, e os deveres; a usurpação, e a ilegitimidade; o despotismo, e a anarchia; a prepotencia, e a liberdade travam luctas sanguinolentas, das quaes ou nasce a ordem e prosperidade publica, ou se origina esse terrivel syncope cataleptica, em que a vida social se paraliza pella falta do exercicio dos direitos, pella falta do gôzo das garantias sociaes e individuaes..
Os acontecimentos do mez de Maio de 1846, reprezentam seculos na existencia politica de Portugal; e os de Chaves, nesse curtissimo periodo, tiveram tal influencia moral em seu andamento e feliz desfecho, que julgamos dever publicar debaixo do modesto titulo de Memorandum de Chaves, a historia resumida e documentada dos factos que tiveram logar nesse angulo tão remoto da nossa patria, como apontamentos que possam um dia servir de guia e roteiro seguro ao illustre chronista das glorias portuguezas, que neste opusculo achará verdade sem elegancia de estillo, justiça distribuida sem parcialidade."
(excerto do prólogo)
Inácio Pizarro de Morais Sarmento (Bóbeda, Chaves, 1807 – Chaves, 1870). “Também conhecido por Inácio Pizarro, foi um escritor e poeta português. Exerceu as funções de deputados às Cortes, notabilizando-se ao publicar, em 1841, um Romanceiro Português da sua autoria, tratando em verso incolor, de recorte popular, cenas heróicas inspiradas pela história portuguesa. Completados os estudos no Colégio dos Nobres, aos 13 anos de idade ingressou na Universidade de Coimbra. Matriculou-se na Faculdade de Matemática e na de Filosofia em Novembro de 1821 e na de Direito no mês de Outubro de 1822. Permaneceu em Coimbra pelo menos até 1826, mas não concluiu os estudos. Fixou-se em Chaves e dedicou-se à administração das propriedades da família. Em 1837 foi eleito deputado ao Congresso Constituinte que resultou da Revolução de Setembro, representando o círculo eleitoral de Bragança. Nessa condição participou, integrado na ala mais conservadora, na elaboração da Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 1838, tendo papel relevante nas discussões em torno da composição da segunda câmara parlamentar, defendendo um Senado de plena nomeação régia. Tomou parte no movimento popular de 1846, a Patuleia, durante o qual escreveu o Memorandum com as reivindicações e a memória dos acontecimentos em Chaves. Foi fidalgo cavaleiro da Casa Real e herdo de seu pai a comenda de Santa Marinha de Lisboa da Ordem de Cristo. Pertenceu à Sociedade Patriótica Lisbonense e à Maçonaria. O seu nome é lembrado na toponímia da cidade de Chaves.”
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas fac-símile; miolo correcto, aqui e ali, com picos de oxidação.
Raro.
Com grande interesse histórico e regional.
Indisponível

09 março, 2017

RIBEIRA, João da - PELOS POVOADOS DA SERRA (aspectos portugueses). [Prefácio de Júlio Xavier Júnior]. Chaves, Tip. e Papelaria Mesquita, 1935. In-8.º (19cm) de  [8], 188, [4] p. ; B.
1.ª edição.
João da Ribeira é o pseudónimo literário do Pe. João Vaz de Amorim, antigo pároco de Bouçoães (ou Bouçoais), freguesia do concelho de Valpaços.
Obra impressa em Chaves. Curiosa colecção de memórias do autor sobre aspectos etnográficos da sua terra e das suas gentes.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Por estas altas e agrestes paragens, depois de meados de novembro, no geral, póde-se considerar também chegado o rigor do inverno. Caem fortes aguaceiros, sopram furiosamente rijas ventanias e pelas cumiadas das serras começam a alvejar extensos lençóes de neve.
É então chegado o tempo triste do inverno!
Com a safra das castanhas e as sementeiras dos centeios, acabam-se os afazeres agricolas e é depois disso que esta boa gente, já livre dos pesados labores, frequenta com mais assiduidade as feiras regionais, algumas délas sem dúvida de assás e reconhecida importancia. Mas, d'entre todos esses grandes mercados públicos, tem certamente logar primacial a afamada Feiras dos Santos, que se realisa anualmente em Chaves, no último dia de outubro e no primeiro de novembro - dia este em que a igreja também celebra a Festa de todos os seus bem-aventurados celestiais.
Depois de 15 de outubro, começam a aparecer os ciganos, cujas caravanas, vindas da Terra Quente ou lá dos confins do distrito de Bragança, invadiam todas estas aldeias e povoados. Era uma multidão de maltrapilhos, uma promiscuidade indecente de homens, mulheres, cães enormes, jumentos cobertos de chagas asquerosas e cavalos lazarentos e estropiados.
As mulheres, criaturas repelentes que lustravam os cabelos profundamente negros com banha de porco, vestiam muitas saias de grandes rodas, umas sôbre as outras, e andavam esmolando de porta em porta, com voz lamurienta e importuna, transportando os filhos no imundo regaço, entalados entre os chales em cruz e os peitos fartos e tumidos. Tudo pediam no patamar das escadas, ásportas das casas: castanhas, batatas, pão, geropiga, gorduras para a sôrda, etc."
(excerto do Cap. XII, Os ciganos - A Feira dos Santos)
Indice:
I - O primo Anastacio. II - A caminho da Serra - O Templo Romanico. III - O Senhor Felizardo Ventura - A casa do Ladário. IV - Uma arraia há trinta anos - A Florinda do Adro. V - No presbiterio da Serra - O meu primeiro dia de escola. VI - O meu regresso a férias - A matança. VII - Os oficios fúnebres - As Domingas - O tio Simão. VIII - A Laurinda da Capela não fez excepção - Outro Casamento - O Farpelinhas. IX - Os serviçais da nossa casa. X - As Solenidades da Senhora da Fonte. XI - As ceifas - Fructos da terra são bençãos de Deus. XII - Os ciganos - A Feira dos Santos. XIII - A Festa do natal - A ceia e o serão da consoada - O meu lindo presépio.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa manchada, com defeitos; Lombada com falha de papel de relevo; sem contracapa.
Raro.
Com grande interesse etnográfico e regional.
Indisponível

18 fevereiro, 2017

TEIXEIRA, Padre Manuel - A GRUTA DE CAMÕES EM MACAU. Edição especialmente feita para ser apresentada junto à Gruta durante o Colóquio "Homenagem a Luís de Camões - poeta universal", da Organização Mundial de Poetas. Macau, Junho de 1999. Macau, Fundação Macau : Instituto Internacional de Macau, 1999. In-4.º (27cm) de [2], V, [1], 226, [2] p. ; B.
Tiragem: 1500 exemplares.
"O texto agora reeditado, - fruto da recolha amorosa do Padre Manuel Teixeira e da sua alta sensibilidade pátria, - é a completa história daquele lugar sagrado da Lusitanidade, e tanto assim da Universalidade, e dos testemunhos que o seu carisma foi inspirando ao longo dos séculos.
Apenas lhe faltará este, agora acrescentado em meio de 1999: "Luís de Camões, Poeta Universal, Homenagem da Organização Mundial de Poetas". [...]
porque uma das muitas glórias de Macau é ter acolhido à sua sombra uma das maiores vozes da Poesia de todos os tempos e desta geração humana."
(excerto da Nota dos editores)
Índice Geral:
Nota dos editores. Duas palavras.
I Parte - História da Gruta de Camões. II Parte - Antologia sobre a Gruta.
Padre Manuel Teixeira (Freixo-de-Espada-à-Cinta, 1912 - Chaves, 2003). Historiador e sacerdote português. Viveu a maior parte da sua vida em Macau. “O valor do seu trabalho histórico e historiográfico, não deixa ninguém indiferente, tal a sua magnitude e pluralismo temático. Dificilmente se lobriga um palmo da história de Macau onde ele não tenha tocado, salvo um documento, cerzido uma teoria, aventada uma hipótese, recolhido um testemunho ou valorizado o papel da Igreja. Sem esquecer que escreveu imensa Poesia, boa parte dela editada no ‘Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau’, onde refulgem temas místicos e apologéticos. Escreveu na imprensa (por exemplo, no "Macau Hoje" ou na "Gazeta Macaense") inúmeros textos autobiográficos e memorialísticos.
Foi uma figura inconfundível em Macau, um autêntico mito. Conservador, nacionalista, apaixonado pela História e pela vocação imperial de Portugal, o Padre Teixeira acumulou distinções e amizades, sem perder a coerência nas convicções, a rudeza fraterna de um transmontano de gema e a simplicidade no modo de ser e de estar. Aportou a Macau no longínquo ano de 1924, a bordo do paquete “D’Artagnan”, para prosseguir estudos no Seminário de S. José. Tinha doze anos de idade esta criança que saiu de Freixo-de-Espada-à-Cinta, rumo à China, a Macau. Ordenado sacerdote por D. José da Costa Nunes, celebra a sua primeira missa em 1934, na Igreja de São Domingos. Foi o início de uma longa e multifacetada carreira religiosa. Fora de Macau, foi colocado como Superior e Vigário-Geral das Missões Portuguesas em Malaca e Singapura, entre 1946 e 1962. Em paralelo com o seu múnus religioso emerge a sua paixão pela História. Esquadrinhou de lés a lés a história de Macau e a história de presença de Portugal no extremo oriente, salvando fontes documentais, delineando biografias, acolhendo legados, reconstituindo documentos, recolhendo fotografias, entrevistando protagonistas ou acumulando um enorme epistolário.”
(fonte: macauantigo.blogspot.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

30 agosto, 2016

BORGES, J. G. Calvão - A FAMÍLIA FLAVIENSE DE CAMÕES. Separata de Arqueologia e História, volume V. Lisboa, 1974. Lisboa, Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses, 1974. In-4.º (25cm) de 72, [4] p. ; [4] p. il. ; B.
1.ª edição independente.
Ilustrada em separado com 4 fotogravuras de imóveis antigos relacionados com a família flaviense do Poeta.
"Há na secção de Reservados, da Biblioteca Nacional, um manuscrito com particular interesse para quem estuda a História de Chaves. Trata-se do códice n.º 221 que é constituído por um conjunto de cartas e duas memórias descritivas da cidade. As cartas datam do período 1721-1723 e foram remetidas a D. Jerónimo Contador de Argote, D. Manuel Caetano de Sousa e outros, por Tomé de Távora e Abreu, que ao tempo era Secretário do Governo das Armas de Trás-os-Montes. [...]
Ora, entre os apelidos nobres flavienses, Tomé de Távora indica o de Camões.
Algumas páginas atrás, na lista de militares mais distintos da região, aparecem os capitães de infantaria José Couraça Camões e Diogo Couraça Camões.
Quando há alguns anos li este códice, a afirmação da existência de uma família Camões em Chaves despertou em mim uma natural curiosidade. Que relação de parentesco haveria entre estes Camões e o poeta?"
(excerto do Cap. I, Os Camões flavienses)
Matérias:
I - Os Camões flavienses. II - Análise dos documentos. III - Os outros Camões. IV - A ascendência paterna do Poeta. V - Final. Notas e Bibliografia.
José Guilherme Calvão Borges (1931-2001). “Foi um militar e heraldista português. Licenciou-se em Engenharia Aeronáutica pela Universidade de Michigan (EUA). Seguiu a carreira militar, atingindo os postos de Major-General e de Brigadeiro Aeronáutico. Escreveu sobre Genealogia dezoito extensos trabalhos, para além de mais uma dúzia sobre Heráldica.”
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Ausência da f. guarda (em bco).
Muito invulgar.
Com interesse camoniano.
15€
Reservado

25 agosto, 2016

CHAVES, Luís - O AMOR PORTUGUÊS. O namôro : O casamento : A familia (estudo ethnografico). Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira, 1922. In-8.º (19cm) de 166, [6] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo sobre o amor e a família. Com interesse para o cancioneiro popular português. Referências a Camilo e outros.
"Fala-se de amores, evoca-se o nacionalismo e com elle a familia.
A familia é a forma vincular da adaptação do homem ao tempo e ao espaço. Onde quer que o homem viva e aonde chegue, elle procura por tendencia natural constituir familia, e só a má fortuna, ou o mau conselho, que tudo espedaça e perverte, a pode afastar do seu ambiente e fundamento basilar, desmanchando-a na essencia instintiva e logica. [...]
A familia nacional é assim. Simples em seu viver, serena em tanta singelêsa e admiravel no pittoresco do lar, ella principia e annuncia-se sempre a cantar.
[...]
Tudo assim bello e delicado na sentida e natural expressão da familia portuguêsa, que as proprias boccas portuguêsas proclamam á eternidade, é bem digna de notar-se a lição de nacionalismo, que ellas nos fazem ouvir."
(excerto da introdução)
Matérias:
1ª Parte - O NAMORO: I - O "Derrêtte". II - Os Santos Casamenteiros. III - Simbolismo Amoroso.
2ª Parte - O CASAMENTO: I - Preliminares. II - A Noiva. III - A Casar. IV - Depois.
3ª Parte - O LAR DA FAMILIA: I - A Casa. II - Em Familia. III - Os Filhos.
Luís Rufino Lopes Chaves (1889-1965). "Nasceu em Chaves, em 9 de Maio de 1889 e faleceu em Abril de 1965. Formou-se em Matemática pela Universidade de Coimbra e também em Arqueologia e Etnologia, para além de ter frequentado as Faculdades de Direito e de Letras. Foi professor do ensino secundário e particular, e também leccionou a oitava Cadeira (História de Arte e Iluminura). Ficou conhecido, principalmente, como etnólogo, graças à quantidade de artigos em jornais e revistas e também aos livros que escreveu. Foi sócio de muitas associações de grande nível cultural, quer nacionais quer estrangeiras. Colaborou em: O Arqueólogo Português, Revista Lusitana, Arqueologia e História, Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Revista de Guimarães, Brotéria, Portucale, Alma Nova, Portugália, a Língua Portuguesa etc.. Publicou muitíssimos trabalhos literários, científicos e profissionais, destacando se O Amor Português : estudo etnográfico, em 1922."(fonte: www.dodouropress.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos. Vestígios de humidade nas primeiras páginas, junto ao corte inferior do livro.
Invulgar.

15€

29 junho, 2016

CARVALHO, António G. G. Ribeiro de - CAMPAS DE SOLDADOS. Lisboa, Edição Limitada do Autor Inteiramente Fora do Comércio, 1960. In-4.º (23cm) de 27, [5] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
Preciosa homenagem do autor aos heróis da Grande Guerra do concelho de Chaves mortos em combate.
Certamente com tiragem reduzida, dado tratar-se de uma edição fora do circuito comercial, o presente exemplar encontra-se muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa do coronel Ribeiro de Carvalho a Ferro Alves, conhecido jornalista e advogado, autor do polémico livro Os Budas : o contrabando de armas, publicado em 1935.
"Pertenço a uma geração votada ao sacrifício. O falecido Dr. Alberto da Cunha Dias, que foi meu graduado quando entrei para esse estabelecimento de tão belas tradições que é o colégio da Luz, escreveu algures o seguinte: «Ribeiro de Carvalho, que, como Gomes da Costa, foi educado no Real Colégio Militar, pertenceu a uma geração que pagou largo tributo à morte: Passos e Sousa, morto no combate da Mongua; Viriato de Lacerda, morto na Serra M'cula; Humberto de Athayde, morto em Moçambique; e dois aviadores, Óscar Torres e Azeredo de Vasconcelos, mortos em combate no ar».
Um número tão elevado de mortos gloriosos, os mais formosos da guerra, ceifados na flor da mocidade, num curso de pouco mais de 30 alunos, mostra bem o clima moral exaltado em que fomos educados. [...]
O país deve aos mortos da Grande Guerra a conservação das nossas províncias ultramarinas, que grandes potências tinham partilhado entre si, mas que a nossa participação no conflito salvou."
(excerto de Sacrifícios duma geração)
Matérias:
- Sacrifícios duma geração. - Os Mortos do Concelho de Chaves. - Capitão Aníbal de Azevedo. - Capitão Luiz de Sousa Gonzaga. - Coronel Daniel Fernandes Aguiar.
Gravuras:
- Na capa: Túmulo de Humberto de Athayde, em Moçambique. 1 - Retrato do tenente Augusto Valdez de Passos e Sousa. 2 - Cenotafio dos Mortos da Grande Guerra do concelho de Chaves (projecto do arquitecto João Luis Monteiro, director da Escola Nacional de Belas Artes). 3 - Retrato do capitão Luiz de Sousa Gonzaga. 4 - Dedicatória do retrato do Capitão Gonzaga (no verso do seu retrato). 5 - Retrato do Coronel Daniel Fernandes Aguiar.
António Germano Guedes Ribeiro de Carvalho (1889-1967). “Nasceu em Chaves a 30 de Outubro de 1889. Estudou no Colégio Militar, na Escola Politécnica e na Escola do Exército onde cursou Infantaria que concluiu em 1909. Serviu em Moçambique e depois em França, integrado no Corpo Expedicionário Português (CEP), onde se distinguiu por feitos em combate, o que lhe valeu a promoção por distinção ao posto de major e a obtenção de altas condecorações, nacionais e estrangeiras. No regresso a Portugal, em 1919, tomou parte nas operações em Trás-os-Montes contra os revoltosos monárquicos onde uma vez mais se destacou e foi ferido.
A par da carreira de oficial do Exército desenvolveu intensa actividade política. Primeiro, ainda no período denominado de Nova República Velha, como ministro da Guerra entre 18 de Dezembro de 1923 e 26 de Fevereiro de 1924, depois como deputado em 1925 pela Acção Republicana e mais tarde contra a Ditadura Militar e o Estado Novo, conspirando, em diversas ocasiões, para os derrubar.
Foi por isso preso em 1930 e 1933, abatido ao efectivo do Exército em 1931 por ter sido considerado desertor e dele demitido em Março de 1933. Exilou-se para fugir à perseguição que lhe foi movida pelas autoridades e evitar o cumprimento de uma pena de seis anos de desterro a que foi condenado. Porém, em 1939, regressou a Portugal e entregou-se, tendo nessa altura sido novamente julgado e condenado a dois anos de prisão correccional, suspensa por igual período. Posteriormente, em 31 de Outubro de 1959, pediu para ser reintegrado no Exército, o que lhe foi concedido no ano seguinte com o posto de coronel, ao abrigo de uma amnistia concedida, em 1950, pelo Governo.
Morreu a 17 de Fevereiro de 1967.”
(fonte: ihc.fcsh.unl.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito raro.
Indisponível

19 outubro, 2015

HOMEM, Francisco de Barros Ferreira Cabral Teixeira - CHAVES NA REVOLTA DE 1808. Chaves, Tip e Papelaria Mesquita, 1930. In-4.º (23cm) de 24, [4] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em separado com fotogravura da Capela de Nossa Senhora do Pópulo, em Chaves, onde os conjurados de 1808 receberam as insígnias revolucionárias.
Tiraram-se quinhentos exemplares, todos numerados e rubricados pelo autor [n.º 344].
Obra dedicada pelo autor Aos heroicos flavienses que em 1808 bem mereceram da Pátria, e a seu irmão, António de Barros Teixeira Homem, tenente de artilharia pesada, combatente da Grande Guerra.
"Durante todo o mez de maio de 1808 portugueses e hespanhóes ocultamente conspiraram com o fim de mutuamente se libertarem fo jugo francez, e restaureram a sua independencia.
Situada cerca de 20 k. ao norte de Chaves, a nobre praça galega de Monte-Rey fazia despertar nos corações dos portugueses o mais heroico patriotismo.
O chefe da revolta era em Chaves Antonio Vicente Teixeira Sampaio, administrador dos assentos e provisões de boca para o exercito de Traz-os-Montes, e seu colaborador o juiz de fóra, Domingos Alvares Lobo.
O principio da revolta foi marcado para o dia 6 de dezembro, e n'essa hora á data combinada, 11.12 da noite, e em frente á casa do Senado [o largo que enfrenta a porta lateral norte da Egreja de Santa Maria Maior] o administrador rompeu a voz de - Viva o principe regente nosso senhor! - Viva a casa de Bragança! - Viva Chaves! - e morra o imperador dos francezes, Napoleão!"
(excerto do texto)
Francisco de Barros Ferreira Cabral Teixeira Homem (1889-1966). "Nasceu na Casa de Samaiões, concelho de Chaves, em 27 de Julho de 1889. Em 1912 concluiu na Universidade de Coimbra, o curso de Bacharel em Direito. Teve oito filhos que brilharam nas mais diversas actividades, da vida cultural, social e po5tica. Era conhecido peo do Chapéu Grande. Era um homem forte. brioso, respeitado e respeitador, vestia com elegância, era afável, comunicativo e ilustrado. Possuía uma importante biblioteca, símbolo de uma invulgar erudição. Colaborou regularmente em Era Nova, semanário Flaviense e foi daqueles que pôde conhecer, bem de perto, o nascimento da Chaves Antiga, do seu conterrâneio e coetâneo, General Ribeiro de Carvalho, de quem era adversário político. A crítica da época dizia que para compreender globalmente o alcance daquela monografia Flaviense, era indispensável, ler as apreciações e comentários do Dr. Francisco de Barros. Praticamente sempre se dedicou à agricultura. A Biblioteca Municipal de Chaves, bem como o Museu Regional Flaviense, foram resultado, em grande parte, do seu empenhamento e saber. Faleceu na terra e casa em que nascera, em 2 de Junho de 1966."
(In I volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€

03 dezembro, 2014

DEZANOVE SÉCULOS DO MUNICÍPIO DE CHAVES. Discurso do Presidente da República, General Ramalho Eanes, proferido em Chaves, na Sessão de Encerramento das Comemorações, a 18 de Junho de 1978. [Lisboa], Secretaria de Estado da Comunicação Social : Direcção-Geral da Divulgação, [1978]. In-8º (20,5cm) de 7, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Discurso de Ramalho Eanes por ocasião das festividades centenárias da cidade de Chaves.
"O povo de Chaves - e com ele, populações de toda a região e ainda os vizinhos da Galiza, que simbolizam a presença da Espanha amiga - o povo de Chaves, dizia, está hoje a evocar a principal característica de Portugal: somos um País de longa formação histórica, com raízes em longínqua pré-nacionalidade.
Ao comemorar a prerrogativa conferida à vossa terra, pr Tito Flávio Vespasiano, no primeiro século da nossa era, a Câmara de Cheves não se limita, por isso, a revelar vitalidade e a afirmar capacidade de iniciativa. Concita-nos também a ponderar a origem de valores que estão profundamente aarreigados na gente portuguesa. Valores que entendi dever celebrar convosco, pela sua expressão na nossa cultura e pela sua projecção no nosso futuro."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco vulgar.
10€

26 dezembro, 2013

LEITÃO, Joaquim - O ATAQUE A CHAVES (Croquis do terreno do combate pelo alferes Alberto Braz). Como bastante documento de fidelidade historica d'este volume, fecha-o um relatorio militar da acção, elaborado e assignado pelo capitão Remedios da Fonseca, Tenentes Victor de Menezes e Saturio Pires, e pelo Alferes Alberto Braz. Pôrto, Edição do Autôr, 1916. In-8º (19cm) de 249, [7] p. ; il. ; B. Col. Uma Epoca, IX
1.ª edição.
Muito ilustrada no texto com retratos individuais e em grupo de participantes no combate.
Relato dos acontecimentos do dia 8 de Julho de 1912 - o ataque a Chaves - sob o ponto de vista monárquico.
Matérias:
-  Caminho de Chaves. - Rompendo o fôgo. - O canhão chama a Columna Souza Dias. - O corpo-a-corpo na carreira de tiro. - Bála Macabra. - A Meio do Combate. - A investida. - As tres horas culminantes de fôgo. - O Abandono do espaldão. - Ultimas posições frente a Chaves. - Ultimos cartuchos. - Almas d'aço. - Documento e Notas.
Joaquim Antunes Leitão (1875-1956). "Célebre escritor e jornalista monárquico, nasceu no Porto em 1875 e faleceu em Lisboa no ano de 1956. De formação académica na área da Medicina, ao longo da vida ocupou o cargo de Secretário-geral da Academia das Ciências de Lisboa, Director do Museu da Assembleia Nacional da Restauração, Inspector das Bibliotecas, Arquivos e Museus Municipais de Lisboa, Director Geral da Assembleia Nacional. Era sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras. Após a instauração da República viveu dois anos exilado, 1911 e 1912, embora dirigindo o único jornal monárquico de Portugal, «O Correio», que era editado no Porto. Publicou uma extensa obra, composta por vários géneros literários, como o romance, o conto e o teatro, e ainda diversos ensaios e livros de história, alguns dos quais relativos às Incursões Monárquicas provenientes do Norte da Galiza" (in diarioatual.com)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

14 junho, 2013

NORONHA, Eduardo de - A MARQUEZA DE CHAVES. Porto, Livraria Civilização, 1922. In-8º (18cm) de 570 p. ; [1] f. il. ; E.
Ilustrado com um retrato da 1ª Marquesa de Chaves em separado.
Biografia duma “mulher de armas”. D. Francisca Xavier Teles da Silva de Noronha Camões e Albuquerque (1795-1845), mulher do 1º Marquês de Chaves, Manuel da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira. Acompanhou o marido, em 1808, na revolta contra os franceses de Junot e durante a Guerra Peninsular.
Apoiante de D. Miguel (como Manuel da Silveira), sublevou as tropas em Trás-os-Montes e acompanhou os revoltosos que não aceitaram o regime saído da Revolução Liberal, nalgumas ocasiões substituindo no comando o marido, exilado em Espanha.
Encadernação em meia de pele. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Lombada esfolada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

29 janeiro, 2013

CARVALHO, Tenente coronel Augusto de – A DEFEZA DE CHAVES : no Dia 8 de Julho de 1912. Subsidios para a historia de regimento d’infantaria n.º 19. Publicação Auctorizada pelo Ministerio da Guerra. Lisboa, Typ. da Coop. Militar, 1912. In-8º grd. (23cm) de 81, [1] p. ; [2] mapas desd. ; B.
Contém 2 mapas desdobráveis, o 2º, de grandes dimensões:
«Esboço do terreno em que se realizaram operações contra os rebeldes nos dias 7 e 8 de julho de 1912»
«Croquis do terreno de combate de 8 de julho de 1912»
Muito valorizado pela assinatura de Bento Roma - herói de La Lys -, na capa, com a inscrição «Chaves» sob o nome. Pode ainda observar-se outra inscrição pelo seu punho, a lápis, - «Hotel Universal».
O ataque que os rebeldes dirigiram contra esta vila na manhã de 8 de julho foi uma verdadeira surpresa. A precipitação com que teve de ser organisada a defeza; a diminuta força de que o regimento pôde dispor para marchar ao encontro do inimigo; o fraccionamento desta força, logo ao sair da vila, sem possibilidade de se manter a devida ligação entre as fracções; a circunstancia de terem sido feridos, quasi no começo da acção, o capitão comandante da companhia e dois subalternos comandantes dos pelotões; e sobretudo o facto de as praças mandadas para o combate serem, pela maior parte, recrutas com sete semanas apenas de instrução, os quais, embora já bem preparados no tiro, não tinham ainda nem a sólida disciplina, nem a forte coesão que são indispensaveis na frente do inimigo, tudo isto deu origem a uma natural confusão, em virtude da qual o combate do dia 8 contra os rebeldes não foi uma operação regular, subordinada ás regras da tática e ás prescrições regulamentares, não havendo por isso graduado algum que da acção do conjunto deva tomar a responsabilidade e sobre ela possa formular um relatório minucioso e exáto.
Daí as narrações que do combate têm aparecido na imprensa, feitas sobre informações com pouco escrupulo e muito á pressa colhidas, em fontes não indicadas e de cuja autoridade é licito duvidar, tem resultado um simples apontoado de factos desconexos, muitas vezes contraditórios, quasi sempre pouco verdadeiros, pelos quais é absolutamente impossivel fazer um juizo seguro sobre a participação que teve este regimento na assinalada vitória das armas portuguêsas sobre o bando dos rebeldes na memoravel jornada do dia 8 de julho de 1912.
Parecendo-me por isso indispensável que dessa jornada, como facto importante a registar na história do regimento, fique arquivada um relato honesto, de inteira verdade e tão minucioso e completo quanto possível, e julgando que a ninguel, mais do que a mim, por ser o comandante do corpo, cabe o dever de levar a efeito este útil trabalho, que pode chamar-se de constituição histórica, procurei reunir todos os elementos que me habilitassem a coordenar as narrações dos esforços dispersos que naquele dia empregaram as forças do meu comando em defesa da Pátria e da Republica.” (excerto da introdução)
Matérias:
- Antecedentes.
- As operações do dia 7.
- As operações do dia 8.
- O combate.
- Conclusão.
Contém ainda tabelas com os nomes, postos, etc., dos participantes nas diversas operações:
Relação dos oficiais e praças que constituíram a força (uma companhia) que tomou parte no reconhecimento de Vila Verde em 7 de Julho de 1912, com designação dos que ficaram em contacto com o inimigo na noite de 7 para 8 e tomaram parte no final do combate do dia 8, as quais são designadas em observação pela letra A.
Relação dos oficiais e praças que fizeram parte da coluna mixta que marchou para Sapiãos, ao encontro do inimigo, na noite de 7 de Julho ultimo e regressou a Chaves na tarde do dia 8.
Relação dos oficiais e praças que constituíram a força (uma companhia) que na manhã de 8 de Julho marchou ao encontro dos rebeldes e sustentou o combate com eles.
Relação dos oficiais e praças que durante o combate do dia 8 de Julho foram do quartel por diferentes vezes reforçar a linha de fogo.
Relação dos oficiais e praças que durante o ataque dos rebeldes no dia 8 de Julho foram empregadas sob as minhas ordens directas, em defeza do quartel, com designação das suas situações.
Augusto César Ribeiro de Carvalho (1857-1940). Militar, escritor e historiador. Promovido a major em 1909, posto em que se encontrava quando a 5 de Outubro de 1910 foi implantada a República. “Como Comandante do Regimento de Infantaria 19, tomou parte muito activa nas operações de investida das forças monárquicas de Paiva Couceiro que se movimentavam para invadir Portugal pelo norte da Galiza, o que veio a acontecer pela Fronteira de Chaves. Combate onde a sua acção foi decisiva para a vitória republicana. Continuou a lutar pela República em todas as escaramuças que ainda foram acontecendo, e promovido a General por distinção em 1920; recebeu várias honras, medalhas e louvores”. Foi também como Presidente da Câmara de Chaves.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam defeitos de pequena monta.
Muito raro.
Com grande interesse histórico.
Indisponível