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13 junho, 2019

SANT'ANA, Henrique de - A RAÇA BRAVA E O SEU APROVEITAMENTO. Tese de... Escola Superior de Medicina Veterinaria. [S.l.], [s.n. - imp. na Tip. Henrique Torres, Lisboa], 1919. In-8.º (22cm) de 38, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Tese de final de curso sobre o touro bravo ribatejano, também conhecido por "boi da terra", cujas áreas de criação se estendiam, sobretudo pelo Ribatejo - de Vila Franca de Xira à Golegâ e da Chamusca a Alcochete -, e em menor número pelo Alentejo.
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"Existe no nosso paiz, como de todos é sabido, uma raça de bovinos, a raça brava ribatejana ou boi da terra.
Por esta ultima designação sómente é conhecida no Ribatejo mórmente nos concelhos de Coruche e Benavente.
Se a sua existencia é por demais conhecida, as suas aptidões são, pela maioria do nosso povo, ignoradas e por muitos depreciadas. Esta depreciação é filha da ignorancia que há nas demais regiões do paiz do quanto ela é util.
Muitas vezes ainda resulta de opiniões tacitamente concebidas. Não presta por que é bravo e porque é bravo não pode prestar.
Eis a maxima.
Outros, ainda, fulminam a sua existencia sentenciosamente: Deve desaparecer, porque duas coisas há improprias do seculo XX, a construção de uma egreja e a organisação de uma corrida de touros.
Para estes, os touros bravos servem tam sómente para touradas.
A despeito de tudo, estas e aquelas estão ainda de pé."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na capa frontal e na f. rosto.
Raro e muito curioso.
Peça de colecção.
35€

09 outubro, 2013

CEBOLA, Luiz – HISTORIA DUM LOUCO : analisada sob o aspecto psico-clinico. Lisboa, Livraria Central Editora H. E. Gomes de Carvalho, 1926. In-8.º (19cm) de 168 p. ; B.
1.ª edição.
Caso clínico publicado por Luís Cebola, médico alienista, à época, director-clínico do Manicómio do Telhal.
“Não se encontra, ao correr a gama das perturbações emotivas, nada que se compare á Dôr Moral que este livro encerra. Jamais se evocou, em côres tão vivas, o terramoto duma alma que foi abatida pelo desvario e se perdeu através um dédalo de conflitos insoluveis, mergulhando exausta no silencio, ao cabo de violentos paroxismos de angustia, desespero e terror.
Caso clinico interessantíssimo, seria imperdoavel deixal-o oculto num arquivo de manicómio.
O heroi triste dessa larga historia de infinita desolação por minha instancia a narrou, mal a consciencia, refeita de luz, emergiu da sua noite de quatro anos. Tudo quanto sentiu adentro do cranio em tumulto, rememorou com admiravel precisão e riquesa de pormenores.
Ler esse documento é ouvir o grito duma tragedia. Analisa-lo é dissecar, atingindo as proprias raises ancestrais, o inventario duma existencia torturada.”
(excerto do prefácio)
Luís Cebola (1876-1967). Médico alienista, natural de Alcochete. Estudou no Colégio Almeida Garrett, em Aldeia Galega (actual Montijo), onde completou os três primeiros anos do curso liceal, sendo depois transferido para o Liceu Nacional de Évora. De 1895 a 1900, realizou a preparação para os estudos médico-cirúrgicos na Escola Politécnica de Lisboa. Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa de 1899 a 1906. Em 1906 defendeu a sua tese inaugural, A Mentalidade dos Epilépticos, sob a orientação do Professor Miguel Bombarda no Hospital de Rilhafoles. Luís Cebola foi nomeado director clínico da Casa de Saúde do Telhal (pertencente à Ordem Hospitaleira de São João de Deus), a 2 de Janeiro de 1911, por Afonso Costa em representação do Governo Provisório da República Portuguesa, cargo que desempenhou até 1948. Enquanto director clínico parece ter sido responsável pela introdução e desenvolvimento da ergoterapia ou laborterapia, que visava a recuperação dos pacientes através do trabalho dirigido. E ainda, pela prática de uma psiquiatria social ou comunitária, i.e., uma terapêutica humanitária que visava incentivar a interacção social entre pacientes, médicos, enfermeiros, irmãos e familiares, através da prática de ofícios e de actividades artísticas, lúdicas e desportivas.”
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Carimbo na capa.
Raro.
Indisponível

31 dezembro, 2011

ESTEVAM, José - A RESTAURAÇÃO DA IGREJA MATRIZ DE ALCOCHETE. Análise ao Boletim n.º 33 da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Lisboa, Couto Martins, 1948. In-8.º (19cm) de 112, [1] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a Igreja de São João Baptista, também conhecida por Igreja Matriz de Alcochete.
Matérias:

I - A bibliografia e a saudade alcochetana; II - O Senhor da Barroca de Alva e a tradição da terra; III - Usurpações e despotismos de Jácome Ratton; IV - O Senhor da Barroca continua a prejudicar os alcochetanos; V - O «patriotismo» do riquíssimo francês Ratton; VI - Ratton industrial, comerciante e «bom português»; VII - A Senhora Aparecida e os mantimentos do Clero de Alcochete; VIII - O Rei Venturoso e a decadência de Alcochete; IX - Um parênteses sobre o Vice-rei de Portugal e Domínios; X - Alguns senões das obras da igreja matriz; XI - Palavras significativas e uma lembrança no fecho da análise.
José Estevam
 será, aparentemente, pseudónimo de alguém cujo verdadeiro nome se desconhece, nascido algures em 1877 e falecido, em Lisboa, a 28 de Dezembro de 1960. Escreveu imensos artigos no extinto jornal local «A Voz de Alcochete» e vários livros sobre as gentes de Alcochete, alguns dos quais fruto de significativa investigação histórica, tendo colaborado na revista municipal de Lisboa até muito perto da data do seu falecimento." (Fonseca Bastos in praiadosmoinhos. blogspot.com)
Encadernação em meia de pele com ferros a ouro na lombada; conserva as capas de brochura.
Excelente exemplar; assinatura de posse no rosto.
Muito invulgar.
Indisponível