TERRAMOTOS E TSUNAMIS. Coordenação de Paula Teves Costa. Textos de: Maria Ana Baptista; João Cabral; Paula Teves Costa; Luís Matias; Miguel Miranda; Pedro Terrinha. Prefácio de: Luiz Mendes Victor. Lisboa, Livro Aberto, 2005. In-4.º (25x19,5cm) de 112 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Monografia de índole científica, obra de um grupo de investigadores integrados em Centros de Investigação da Universidade de Lisboa, cujo trabalho, além de fazer o ponto de situação relativo aos fenómenos sísmicos e suas consequências, pretende explicar os acontecimentos históricos mais importantes - alguns que directamente nos dizem respeito - à luz dos novos conhecimentos científicos e tecnológicos.
Livro ilustrado a p.b. e a cores ao longo do texto.
"O sismo de 1 de Novembro de 1755 ocorreu cerca das 9h 30m, hora solar, em Lisboa, tendo sido sentido um pouco por toda a Europa. O tsunami foi observado, no Atlântico Norte, desde as Ilhas Barbados até à Escócia. No entanto as ondas mais destrutivas foram observadas em Portugal Continental, Espanha (Golfo de Cadiz) e no Norte de Marrocos. As dimensões catastróficas deste evento, deram origem a uma enorme quantidade de relatos escritos, como mostram os exemplos que se seguem. Lisboa é um dos locais onde está melhor documentada a destruição gerada pelo sismo e o tsunami de 1755.
[...]
A descrição da cidade e do seu porto antes e depois do sismo de 1755 pode ser ilustrada a partir dos seguintes extractos de testemunhos de cidadãos britânicos:
"[...] a cidade de Lisboa, situada na margem norte do rio Tejo, a cerca de seis milhas do mar sobre terreno irregular [...] no lado próximo do rio ficava o palácio do rei, com uma grande praça aberta para nascente, separada do cais principal da cidade por alguns edifícios baixos, um pequeno forte e uma muralha e uma praia muito frequentada [...]"
"[...] O porto pela sua situação no oceano ocidental, é um dos mais amplos da Europa: possui grandeza bastante para conter 10 mil navios com comodidade e mesmo os maiores navegam em segurança em frente das janelas do palácio real. Defendem a sua entrada
dois fortes: o primeiro chamado de S. Julião, acha-se construído na
margem; o outro, a torre do Bugio, fica defronte num banco de areia rodeado de água. A natureza forneceu também outra defesa, a barra, muito perigosa sem o auxílio dos pilotos acostumados ao local [...]"
O impacto do tsunami na baixa da cidade de Lisboa e no estuário do Tejo foi enorme:
"[...] De repente ouvi um clamor geral: " o mar está a subir" [...] De repente apareceu a uma pequena distância uma enorme massa de água a erguer-se como uma montanha [...] precipitando-se em direcção à terra tão impetuosamente que, não obstante termos imediatamente fugido [...] muitos foram arrastados para o largo. Os restantes ficaram com água acima das cinturas, a boa distância das margens [...] Em resumo, os dois primeiros abalos foram tão violentos que na opinião de vários pilotos a localização da barra da foz do Tejo foi alterada."
(Excerto de TSUNAMIS EM PORTUGAL, O Catálogo Português de Tsunamis, Tsunami de 1 de Novembro de 1755)
Matérias:
- A tectónica recente e a fonte do grande sismo de Lisboa de 1 de Novembro de 1755. - Tsunamis em Portugal [inclui o Catálogo Português de Tsunamis]. - Perigosidade e Risco sísmico. - Escala de Sieberg-Ambraseys : Escala de IIDA. Anexo I. - Escalas de Intensidade Macrossísmica. Anexo 2. - Glossário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e científico.
20€
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15 fevereiro, 2019
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23 maio, 2018
A GRANDE CATASTROPHE DO THEATRO BAQUET. Narrativa fidedigna do terrivel incendio occorrido em a noite de 20 para 21 de Março de 1888, precedida da historia do theatro.
Coordenada por Jayme Filinto e ornamentada com cinco magnificas
phototypias reproduzindo as ruinas do theatro, interior e exteriormente. Porto, Casa Editora Alcino Aranha & C.ª, 1888. In-4.º (28cm) de 324, [4] p. ; [5] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
1.ª edição.
Monografia sobre o incêndio que reduziu a escombros um dos teatros mais emblemáticos do Porto e que reclamou dezenas de vítimas. A tragédia chocou o país, tendo tido eco na imprensa nacional e internacional da época.
"Construído
sob os auspícios de António Pereira, um alfaiate portuense, que tendo
passado parte da sua vida na Espanha, ao regressar à Pátria [...] decide
construir um teatro. Nasce o Teatro Baquet." (ESPIRITO SANTO, 1988, p.
11)"Na madrugada do dia 20 para 21 de Março o Baquet tinha na sua programação, uma ópera cómica, um espectáculo de ballet espanhol e uma paródia. O público lotava a plateia e aplaudiu pedindo repetição do número que havia sido encenado. Nesse momento, entre palmas e apupos, uma das bambolinas trespassa uma gambiarra..." (Marcelina das Graças de Almeida)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem as capas de brochura.
Exemplar
em bom estado geral de conservação. Apresenta pequena falha de pele na
base da lombada e restauro de duas páginas sem afectação do texto.
Raro.Peça de colecção.
Indisponível
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17 fevereiro, 2018
FRANÇA, Feliciano da Cunha – EXTENSAÕ // DO // DICTAME, OU PARECER // DO REVERENDISSIMO P. MESTRE // FR. BENTO FEIJOO, // do Concelho de S. Magestade Catholica, &c. // ÁCERCA DAS CAUSAS // DOS // TERREMOTOS, // EXPLORADO // Pelo Lic. JOAÕ DE ZUNIGA; // em Carta escripta a hum amigo // Por…, // Advogado nesta Côrte. // LISBOA, M.DCC.LVII. // Na Officina de JOSEPH DA COSTA COIMBRA. // Com todas as licenças necessárias. // Vende-se na rûa das Pretas a S. Jozé no lója // de Sylvestre Rodrigues, Livreiro da Rainha // nossa Senhora. In-8.º (19cm) de [30],
66 p.
1.ª edição.
Curiosíssimo trabalho publicado apenas dois anos após o
terramoto que devastou Lisboa, em 1755.
“Tem-me causado grande admiraçaõ o juizo que os homens
formaraõ, de que os Elementos se conjuráraõ contra esta Cidade no primeiro dia
de Novembro do anno próximo passado para fazerem a destruição, que nella depois
vimos! A Terra, porque se incenderão as materias combustíveis, reconcentradas
nella, tremeo, conjurou-se contra Lisboa. A Agoa do mar, que por tremer a
terra, excedeo de algum modo os seus limites, mas naõ a tanto espaço, que lhe
fizesse damno algum (e se o fez naõ foi de muita consideração,) tambem se
conjurou contra ella. O Ar, porque ventou alguma cousa, e talvez com menos
violencia do que em outras muitas ocasiões, em que lhe naõ chamariaõ conjurado,
por naõ trazer comsigo os companheiros desta conjuração, tambem se conjurou
conta a lamentavel Cidade. O Fogo, porque se lhe juntaraõ materias, em que se
fosse cevando por causa das ruinas dos edifícios pelo tremor de terra; e se he
certo o que algumas pessoas disseraõ, que alguns dos Delinquentes, que foraõ
condemnados, confessáraõ nos patíbulos, foi posto em outras, pelo terror panico
dos homens naõ acudirem a atalhar-lhe os passos, ardeo em quanto foi achando
aonde, muito de seu vagar; e reduziria muito mais a cinzas do que naõ redúzio,
se lhe naõ acudissem em algumas partes, tambem foi culpado na conjuração.
Pobres Elementos, cada hum falla de vós o que quer! Huns affirmaõ, que vós naõ
existis: outros, que vós naõ sois propria e rigorosamente o que aparece, quando
vos querem mostrar: e outros, que vos conjurastes. Estes ultimos em vos
conhecendo, certamente vos haõ de pedir perdaõ do testemunho, que vos
levantáraõ.”
(Excerto do prólogo)
(Excerto do prólogo)
Exemplar desencadernado em bom estado geral de conservação.
Aparado à cabeça. Apresenta leve decalque da fantasia das antigas brochuras na f. anterrosto e nas duas
derradeiras folhas por acção da humidade.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
A BNP possui apenas um exemplar registado na sua base de dados.
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18 julho, 2017
LISBÔA-PORTO : numero unico. Publicado pela Imprensa de Lisboa em beneficio das victimas sobreviventes do incendio do Theatro Baquet. Lisboa, Imprensa de Lisboa, 1888. In-folio (37x48,5cm) de [20] p. ; [6] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Belíssima edição publicada para efeitos de solidariedade com os sobreviventes do incêndio no Teatro Baquet, no Porto, ocorrido em 20 de Março de 1888.
Capas de Rafael Bordalo Pinheiro.
Obra colaborada pela família real, e por muitas personalidades do meio artístico e cultural da época.
Inclui 6 fac-símiles de desenhos em folhas separadas, respectivamente, do rei D. Luís I, da rainha D. Maria Pia, do príncipe D. Carlos, de D. Amélia, do infante D. Afonso e da actriz Sarah Bernhardt.
Ilustrações no interior da autoria de, entre outros: Columbano Bordallo Pinheiro; escultor Soares dos Reis; J. Moura Gyrão, Moreira Rato; Enrique Casanova; Alfredo Gameiro; Félix da Costa; Silva Porto; Maria Augusta Bordallo Pinheiro; Francisco Villaça; Malhôa; Hogan.
Textos de, entre outros: Luís Augusto Palmeirim; Eduardo Coelho; Jayme Victor; Theophilo Braga; Gervasio Lobato; Eça de Queiroz; Sousa Viterbo; Andrade Corvo; Conde de Sabugosa; Bento Moreno [Teixeira de Queiroz]; Jayme Batalha Reis; Eduardo Coelho Junior; Ramalho Ortigão; Bulhão Pato; Julio Cesar Machado; Brito Aranha; José Caldas; João de Deus.
"Um povo que durante dois seculos se entreteve a queimar gente em jubilosos magustos publicos, organisados pelos representantes da Egreja, precisava bem de todas as lagrimas do enternecimento e da piedade mundana, inspiradas pelo incendio do theatro Baquet, para dar a Deus offendido uma reparação de honra.
A julgar pelo dôce encanto excepcional com que ainda hontem á noite a moderna arte palpitava na scena e as lindas mulheres estremeciam na sala do theatro D. Maria, dentro do mesmo recinto em que com tanto applauso debutou a Companhia de Jesus um pouco antes da Companhia de Sarah Bernhardt, eu conjecturo que Deus se deve achar satisfeito.
Parabens, meu Deus! Parabens, meus senhores!"
(Ramalho Ortigão - texto que acompanha o desenho de Sarah Bernhardt)
Exemplar brochado em bom estado geral, com excepção das capas que estão separadas do corpo do livro e apresentam diversos defeitos, rasgões e falhas de papel. Também as primeiras folhas registam pequenas falhas de papel no pé e à cabeça. Pelo interesse e raridade a justificar restauro e encadernação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível
1.ª edição.
Belíssima edição publicada para efeitos de solidariedade com os sobreviventes do incêndio no Teatro Baquet, no Porto, ocorrido em 20 de Março de 1888.
Capas de Rafael Bordalo Pinheiro.
Obra colaborada pela família real, e por muitas personalidades do meio artístico e cultural da época.
Inclui 6 fac-símiles de desenhos em folhas separadas, respectivamente, do rei D. Luís I, da rainha D. Maria Pia, do príncipe D. Carlos, de D. Amélia, do infante D. Afonso e da actriz Sarah Bernhardt.
Ilustrações no interior da autoria de, entre outros: Columbano Bordallo Pinheiro; escultor Soares dos Reis; J. Moura Gyrão, Moreira Rato; Enrique Casanova; Alfredo Gameiro; Félix da Costa; Silva Porto; Maria Augusta Bordallo Pinheiro; Francisco Villaça; Malhôa; Hogan.
Textos de, entre outros: Luís Augusto Palmeirim; Eduardo Coelho; Jayme Victor; Theophilo Braga; Gervasio Lobato; Eça de Queiroz; Sousa Viterbo; Andrade Corvo; Conde de Sabugosa; Bento Moreno [Teixeira de Queiroz]; Jayme Batalha Reis; Eduardo Coelho Junior; Ramalho Ortigão; Bulhão Pato; Julio Cesar Machado; Brito Aranha; José Caldas; João de Deus.
"Um povo que durante dois seculos se entreteve a queimar gente em jubilosos magustos publicos, organisados pelos representantes da Egreja, precisava bem de todas as lagrimas do enternecimento e da piedade mundana, inspiradas pelo incendio do theatro Baquet, para dar a Deus offendido uma reparação de honra.
A julgar pelo dôce encanto excepcional com que ainda hontem á noite a moderna arte palpitava na scena e as lindas mulheres estremeciam na sala do theatro D. Maria, dentro do mesmo recinto em que com tanto applauso debutou a Companhia de Jesus um pouco antes da Companhia de Sarah Bernhardt, eu conjecturo que Deus se deve achar satisfeito.
Parabens, meu Deus! Parabens, meus senhores!"
(Ramalho Ortigão - texto que acompanha o desenho de Sarah Bernhardt)
Exemplar brochado em bom estado geral, com excepção das capas que estão separadas do corpo do livro e apresentam diversos defeitos, rasgões e falhas de papel. Também as primeiras folhas registam pequenas falhas de papel no pé e à cabeça. Pelo interesse e raridade a justificar restauro e encadernação.
Raro.
Peça de colecção.
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23 junho, 2017
SOUSA, Francisco Luiz Pereira de - IDEIA GERAL DOS EFFEITOS DO MEGASISMO DE 1755 EM PORTUGAL. Por... Capitão de Engenharia. These para o concurso de 2.º assistente do 1.º grupo da 2.ª Secção da Faculdade de Sciencias de Lisboa. Lisboa, Typographia do Commercio, 1914. In-4.º (25,5cm) de 79, [1] p. ; [2] mapas desd. ; [1] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sobre o terramoto que assolou Portugal em 1755; com um capítulo dedicado aos efeitos operados em Lisboa.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Livro impresso em bom papel encorpado, ilustrado no texto, e em separado com duas fotogravuras reproduzidas em papel couché, e com dois mapas desdobráveis:
Mapa de Portugal continental a cores (30x52,5cm) - escala 1/1 500.000, identificando os graus de intensidade pela Escala de Mercali em todo o território nacional.
Mapa de Lisboa a cores (32x32cm) - escala 1 : 25.000. Inclui legenda com a identificação dos edifícios públicos e religiosos, bem como, ruas, praças, museus, monumentos e outros locais de interesse público, afectados pelo sismo, e devidamente assinalados no mapa, de acordo com a Escala de Mercali.
"As obras relativas ao terremoto de 1755 em Portugal, publicadas pouco depois deste cataclismo, estão d'accordo em consideral-o de origem submarina. Como, porem, em geral, não se occupam senão dos seus estragos em Lisboa e, quando se referem ás outras terras do paiz, pouco dizem, este tremor de terra ficou conhecido na sciencia por terremoto de Lisboa, por ser considerado este ponto do continente europeu, como aquelle onde se manifestara com mais intensidade.
De facto, foi em Lisboa, onde o terremoto fez mais victimas; mas, não admira, visto ser muito maior a população nesta cidade do que nas outras e por a elle succeder um incendio que durou cinco a seis dias."
(excerto de Zona Epicentral)
Índice:
- Documentos para o estudo do terramoto. - Zona Epicentral. - Propagação do terramoto em Portugal. - Conclusões sobre a tectonica de Portugal. - Effeitos do terramoto em Lisboa. - Notas sobre a Atlantida.
Francisco Luís Pereira de Sousa (1870 - 1931). Engenheiro militar e geólogo português. Natural do Funchal. Docente na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Publicou significativa bibliografia sobre o terramoto de 1755. "Apresentou-se a concurso para Assistente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa tendo escrito para esse fim uma tese intitulada "Ideia geral dos efeitos do megasismo em Portugal". A maneira brilhante e distinta como se houve no referido concurso valeu-lhe a sua admissão naquele estabelecimento de ensino como segundo assistente da Cadeira de Geologia, lugar para que foi nomeado em Novembro de 1911."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a bibliografia do histórico sismo setecentista.
Indisponível
1.ª edição.
Importante estudo sobre o terramoto que assolou Portugal em 1755; com um capítulo dedicado aos efeitos operados em Lisboa.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Livro impresso em bom papel encorpado, ilustrado no texto, e em separado com duas fotogravuras reproduzidas em papel couché, e com dois mapas desdobráveis:
Mapa de Portugal continental a cores (30x52,5cm) - escala 1/1 500.000, identificando os graus de intensidade pela Escala de Mercali em todo o território nacional.
Mapa de Lisboa a cores (32x32cm) - escala 1 : 25.000. Inclui legenda com a identificação dos edifícios públicos e religiosos, bem como, ruas, praças, museus, monumentos e outros locais de interesse público, afectados pelo sismo, e devidamente assinalados no mapa, de acordo com a Escala de Mercali.
"As obras relativas ao terremoto de 1755 em Portugal, publicadas pouco depois deste cataclismo, estão d'accordo em consideral-o de origem submarina. Como, porem, em geral, não se occupam senão dos seus estragos em Lisboa e, quando se referem ás outras terras do paiz, pouco dizem, este tremor de terra ficou conhecido na sciencia por terremoto de Lisboa, por ser considerado este ponto do continente europeu, como aquelle onde se manifestara com mais intensidade.
De facto, foi em Lisboa, onde o terremoto fez mais victimas; mas, não admira, visto ser muito maior a população nesta cidade do que nas outras e por a elle succeder um incendio que durou cinco a seis dias."
(excerto de Zona Epicentral)
Índice:
- Documentos para o estudo do terramoto. - Zona Epicentral. - Propagação do terramoto em Portugal. - Conclusões sobre a tectonica de Portugal. - Effeitos do terramoto em Lisboa. - Notas sobre a Atlantida.
Francisco Luís Pereira de Sousa (1870 - 1931). Engenheiro militar e geólogo português. Natural do Funchal. Docente na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Publicou significativa bibliografia sobre o terramoto de 1755. "Apresentou-se a concurso para Assistente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa tendo escrito para esse fim uma tese intitulada "Ideia geral dos efeitos do megasismo em Portugal". A maneira brilhante e distinta como se houve no referido concurso valeu-lhe a sua admissão naquele estabelecimento de ensino como segundo assistente da Cadeira de Geologia, lugar para que foi nomeado em Novembro de 1911."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a bibliografia do histórico sismo setecentista.
Indisponível
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§ AUTÓGRAFOS,
*SOUSA (Francisco Luís Pereira de),
1ª E D I Ç Ã O,
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Estudos técnicos,
Funchal,
Geologia,
História,
História de Portugal,
Lisboa,
Terramoto de 1755
23 setembro, 2016
MATOS, Pedro Francisco de - O MAIOR TUFÃO DE MACAU. Lisboa, [s.n. - imp. Minigráfica, Lisboa], 1985. In-8.º (22,5cm) de 30, [2] p. ;il. ; B. Separata dos Anais do Clube Militar Naval, N.ºs 7 a 9 - Jul./Set. 1985
1.ª edição independente.
Ilustrada no texto com reproduções da Canhoneira «Camões», de uma gravura antiga do porto de Macau, de uma carta marítima do actual porto de Macau e de um gráfico com a curva barométrica do maior tufão de Macau.
Tiragem: 300 exemplares.
"«1874 - Naufrágio da Escuna «Príncipe D. Carlos e Canhoneira «Camões» em Macau».
Com efeito, da leitura desta curta informação, puderá surgir um vasto campo de dúvidas e de interrogações, pois nada se regista sobre as causas, as consequências e as responsabilidades de tão importante ocorrência, verificada há cerca de onze décadas. [...]
Naturalmente, que conhecedor do Extremo-Oriente fui, desde logo, levado a considerar que aquele sinistro marítimo deveria ter sido causado pelo perigoso inimigo dos marinheiros e dos pescadores do Mar da China - o temível furacão - que, em determinadas épocas do ano - Junho a Outubro - assola com grande violência os portos de Macau e Honk-Kong.
Assim, consultando vários livros e muita documentação manuscrita coeva, existente no Arquivo Geral de Marinha, foi-nos possível verificar que no ano de 1874, o porto de Macau foi assolado por um fortíssimo furacão, o mais devastador de todos os tempos, com extraordinários prejuízos, tanto no mar como em terra, como adiante se constatará."
(excerto do estudo)
Matérias:
1. Introdução. 2. Determinação das causas dos naufrágios. 3. Descrição do Tufão. 4. Comunicação dos naufrágios e providências das autoridades navais. 4.1. Ofício n.º 24/24-9-1874 para o Comandante Geral da Armada. 4.2. Ofício n.º 26/11-10-1874 para o Comandante Geral da Armada. 4.3. Ofício n.º 29/10-11-1874 para o Comandante Geral da Armada. 5. Conselhos de Investigação. 6. Reconhecimento ao Mérito. 6.1. Livro de Ordens da Estação Naval da China : Ordem N.º 21/17-11-1874. 6.2. Portarias do Ministério da Marinha e do Ultramar - Direcção-Geral da Marinha - 1.ª Repartição. Ordem da Armada N.º 24/1874. Ordem da Armada N.º 13/1875. 7. Considerações Finais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
10€
1.ª edição independente.
Ilustrada no texto com reproduções da Canhoneira «Camões», de uma gravura antiga do porto de Macau, de uma carta marítima do actual porto de Macau e de um gráfico com a curva barométrica do maior tufão de Macau.
Tiragem: 300 exemplares.
"«1874 - Naufrágio da Escuna «Príncipe D. Carlos e Canhoneira «Camões» em Macau».
Com efeito, da leitura desta curta informação, puderá surgir um vasto campo de dúvidas e de interrogações, pois nada se regista sobre as causas, as consequências e as responsabilidades de tão importante ocorrência, verificada há cerca de onze décadas. [...]
Naturalmente, que conhecedor do Extremo-Oriente fui, desde logo, levado a considerar que aquele sinistro marítimo deveria ter sido causado pelo perigoso inimigo dos marinheiros e dos pescadores do Mar da China - o temível furacão - que, em determinadas épocas do ano - Junho a Outubro - assola com grande violência os portos de Macau e Honk-Kong.
Assim, consultando vários livros e muita documentação manuscrita coeva, existente no Arquivo Geral de Marinha, foi-nos possível verificar que no ano de 1874, o porto de Macau foi assolado por um fortíssimo furacão, o mais devastador de todos os tempos, com extraordinários prejuízos, tanto no mar como em terra, como adiante se constatará."
(excerto do estudo)
Matérias:
1. Introdução. 2. Determinação das causas dos naufrágios. 3. Descrição do Tufão. 4. Comunicação dos naufrágios e providências das autoridades navais. 4.1. Ofício n.º 24/24-9-1874 para o Comandante Geral da Armada. 4.2. Ofício n.º 26/11-10-1874 para o Comandante Geral da Armada. 4.3. Ofício n.º 29/10-11-1874 para o Comandante Geral da Armada. 5. Conselhos de Investigação. 6. Reconhecimento ao Mérito. 6.1. Livro de Ordens da Estação Naval da China : Ordem N.º 21/17-11-1874. 6.2. Portarias do Ministério da Marinha e do Ultramar - Direcção-Geral da Marinha - 1.ª Repartição. Ordem da Armada N.º 24/1874. Ordem da Armada N.º 13/1875. 7. Considerações Finais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
10€
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*MATOS (Pedro Francisco de),
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Catástrofes,
Estudos históricos,
História,
História de Portugal,
Macau,
Marinha,
Militaria,
Oriente
17 maio, 2012
MELLO, José Maria de Campos - O INCENDIO DA MADRUGADA DE 14 DE JUNHO DE 1907 : Relatório apresentado ao Ex.mo Sr. Dr. Sebastião dos Santos Proença, Digno Administrador do Concelho da Covilhã. Coimbra, Typographia França Amado, 1907. In-8º grd. (24cm) de 37 p. ; il. ; B.
Ilustrado com 4 fotografias da zona sinistrada, em página inteira.
"Nas primeiras horas da madrugada deste dia [14 de Junho de 1907] deflagrou na Rua António
Augusto de Aguiar, junto à Praça do Município, um grande incêndio que
ficou tristemente conhecido pelo incêndio «da mineira»."
"Essa força invisivel e desconhecida, que nos traz a desgraça, não estava ainda satisfeita com a medonha catastrophe da rua da Magdalena, em Lisboa; eram-lhe necessarias mais vidas e mais sangue para saciar a sua sede voraz. Coube a sorte á pacata e laboriosa cidade da Covilhã, ter de pagar esse tributo, e a Manchester portuguêsa chora hoje a perda de alguns dos seus filhos mais dilectos, que na ancia de serem uteis aos seus semelhantes ficaram reduzidos a um montão de cinzas."
(excerto do texto)
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro, com interesse regional.
Sem indicação de registo na BNP (Biblioteca Nacional).
Indisponível
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*MELO (José Maria de Campos),
Catástrofes,
Covilhã
15 novembro, 2011
1755 : A Memória das Palavras. Coordenação editorial, investigação, compilação e selecção de textos de Joaquim M. F. Boiça e Maria de Fátima Rombouts de Barros. Oeiras, Edição da Câmara de Oeiras, 2005. In-4º (28cm) de 311, [5] p. ; il. ; B.
1ª edição.
Tiragem: 1000 exemplares.
Capa: Lisabon wie es verunglückt, Steislinger : Museu da Cidade de Lisboa.
"[A] tentação da escrita teve um tempo próprio, intensamente vivido nos dias e meses seguintes à catástrofe, impulso que progressivamente se diluirá. Em 1758, por exemplo, se despertava ainda interesse, era já então um tema de menor actualidade. É até esta baliza cronológica que nos movemos, durante a qual a fábrica das palavras melhor funcionou, legando-nos um imenso património, em boa parte por descobrir, em grande medida por divulgar e estudar. Foi de encontro a esse legado que partimos, movidos por um objectivo, reviver o terramoro de 1755 através das palavras com que foi sentido, questionado, interpertado e descrito, na convicção de que foi de pelas palavras que então inspirou que sobreviveu e sobreviverá ao tempo histórico que o aprisionou." (excerto da introdução dos autores)
Bom exemplar.
"[A] tentação da escrita teve um tempo próprio, intensamente vivido nos dias e meses seguintes à catástrofe, impulso que progressivamente se diluirá. Em 1758, por exemplo, se despertava ainda interesse, era já então um tema de menor actualidade. É até esta baliza cronológica que nos movemos, durante a qual a fábrica das palavras melhor funcionou, legando-nos um imenso património, em boa parte por descobrir, em grande medida por divulgar e estudar. Foi de encontro a esse legado que partimos, movidos por um objectivo, reviver o terramoro de 1755 através das palavras com que foi sentido, questionado, interpertado e descrito, na convicção de que foi de pelas palavras que então inspirou que sobreviveu e sobreviverá ao tempo histórico que o aprisionou." (excerto da introdução dos autores)
Bom exemplar.
Invulgar, de grande interesse histórico e bibliográfico.
40€
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*BARROS (Maria de Fátima Rombouts de),
*BOIÇA (Joaquim M. F.),
Bibliografia,
Catástrofes,
História,
História de Portugal,
Lisboa,
Pombalina
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