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06 novembro, 2017

ARAUJO, Norberto de - NOVELA DO AMOR HUMILDE. Paris-Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1925. In-8.º (18cm) de 308 p. ; E.
Capa de Stuart Carvalhais.
1.ª edição.
Norberto Moreira de Araújo (1889-1952). Jornalista, escritor, poeta, dramaturgo e eminente olisipógrafo com vasta obra publicada sobre a temática Olisiponense. "Começou a trabalhar aos quinze anos como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, frequentou depois o Curso Superior de Letras e, em 1916 iniciou-se no jornalismo em O Mundo e no ano seguinte em A Manhã. Trabalhou depois para o Diário de Notícias, O Século, Noite e, até ao final da sua vida, no Diário de Lisboa, tendo neste jornal ficado célebre a sua rubrica «Páginas de Quinta-feira», saída a lume entre 1932 e 1939, onde deambulava pela arte, política, casos de rua, comédia burguesa, cultura, e sobretudo, Lisboa,  sob o mote «Lisboa e o Sonho»."
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a ouro nas pastas e na lombada.
Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

24 julho, 2016

CEBOLA, Luís - PSIQUIATRIA SOCIAL. Ilustrações de Adolfo de Almeida, J. Ferreira d'Albuquerque e Stuart Carvalhais. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, 1931. In-4.º (23,5cm) de 204, [4] p. ; [1] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas de "vulgarização scientifica", a maior parte delas, publicadas no Diário de Notícias.
Obra ilustrada com o retrato do autor em extratexto. Muito valorizada pelos belíssimos desenhos que acompanham o texto, alguns em página inteira.
"A guerra que a Alemanha desencadeou em 1914, veio aumentar excessivamente, no mundo inteiro, o número de alienados. Caído na engrenagem bélica, por dever de aliança, secularmente pactuada com a Inglaterra, e por legítimo desejo de conservar as nossas províncias Ultramarinas, Portugal havia de colhêr as boas e as más conseqüências que derivariam dêsse acto de patriotismo e argúcia diplomática. Das segundas é que nos proveio, como às demais nações, a sobrecarga de loucos. [...]
Eu tratei, na Casa de Saúde do Telhal, a maior parte dos loucos que vieram do sector da Flandres e da Africa.
Recordando essa época de assustador acréscimo de perturbações psíquicas, cumpre-nos salientar, aqui, uma nota assás honrosa para o nosso povo. No referido estabelecimento psiquiátrico apenas registei um caso de simulação. Todos os oficiais e praças que ali foram internados, estavam afectados na sua mentalidade.
As determinantes haviam sido múltiplas. O cansaço físico, a nostalgia da Pátria e da família, a disposição congénita para as doenças da psique, a sífilis adormecida, o esgotamento de ordem intelectual e moral e, sobretudo, a emoção fulminante, produzida pelos obuses, deram origem a várias loucuras já conhecidas dos alienistas que não descobriram, em suas aturadas observações e pesquisas, nenhum sindroma revelador duma nova entidade vesânica. Todavia, predominou sempre a psicose emocional com o seu onirismo alucinatório e delirante.
O choque houvera sido tão violento, que, longe do pleiro, sentiam-se ainda envolvidos nas scenas apavorantes da guerra: os assaltos imprevistos às trincheiras, os arremêssos de granadas, a luta titânica de corpo a corpo na «Terra de Ninguém», o ruído enervante dos motores das aeronaves, o ribombo da artilharia pesada, as nuvens rastejantes dos gases tóxicos, o estilhaçar das pontes, o naufrágio dos navios torpedeados pelos submarinos traiçoeiros, o desmoronar das aldeias e cidades, os pesadelos dos sonhos regados de sangue, o silêncio inquietante das noites, a cólera dos prisioneiros, os ais dos feridos e a hecatombe dos mortos."
(excerto de Os loucos da Grande Guerra)
"A crença no regresso daqueles que morreram, ganha milhares de adeptos em todo o mundo. Simultâneamente, cresce o número das sociedades espíritas, caem no mercado livros , opúsculos e jornais em catadupas de propaganda e, com afan, se levantam os templos da nova religião.
Os espíritos, sob condições propícias, reaparecem - falando e escrevendo.
Habitantes das esferas luminosas que giram perpètuamente no espaço incomensurável, descem à Terra, na sagrada missão de aconselhar os vivos e procederem sempre com lisura de carácter e amor fraterno.
Quem duvidará dêles? O seu verbo, depurados das mentiras terrenas, traduz sómente a Verdade.
Acaso irá alguém negar a sua existência imaterial, mas constatada por actos insofismáveis, por realizações tangíveis, por documentos que os retratam?
- Ah! sim, os mortos voltam!"
(excerto de Os mortos voltam?) 
Matérias:
Explicação prévia. Doidos à solta. Um problema médico-social de flagrante actualidade. Proémio. I - Crianças anormais na Escola Primária. II - Os vagabundos. III - Penitenciárias e colónias criminais. IV - Os suicidas. V - Psicópatas no Exército e na Marinha. VI - Os magos das multidões. VII - Consultas pré-nupciais. VIII - Os loucos da Grande Guerra. IX - A ideia política. X - O culto de Vénus. XI - Assistência aos alienados. XII - Os mortos voltam? XIII - Bobos da rua. XIV - Os desvarios da nossa época. XV - Á roda dos tribunais. XVI - Como evitar a loucura? 
Luís Cebola (1876-1967). Médico alienista, natural de Alcochete. "Estudou no Colégio Almeida Garrett, em Aldeia Galega (actual Montijo), onde completou os três primeiros anos do curso liceal, sendo depois transferido para o Liceu Nacional de Évora. De 1895 a 1900, realizou a preparação para os estudos médico-cirúrgicos na Escola Politécnica de Lisboa. Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa de 1899 a 1906. Em 1906 defendeu a sua tese inaugural, A Mentalidade dos Epilépticos, sob a orientação do Professor Miguel Bombarda no Hospital de Rilhafoles. Luís Cebola foi nomeado director clínico da Casa de Saúde do Telhal (pertencente à Ordem Hospitaleira de São João de Deus), a 2 de Janeiro de 1911, por Afonso Costa em representação do Governo Provisório da República Portuguesa, cargo que desempenhou até 1948. Enquanto director clínico parece ter sido responsável pela introdução e desenvolvimento da ergoterapia ou laborterapia, que visava a recuperação dos pacientes através do trabalho dirigido. E ainda, pela prática de uma psiquiatria social ou comunitária, i.e., uma terapêutica humanitária que visava incentivar a interacção social entre pacientes, médicos, enfermeiros, irmãos e familiares, através da prática de ofícios e de actividades artísticas, lúdicas e desportivas.”
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas, frágeis, com defeitos. Falha de papel no terço superior da lombada.
Invulgar.
Indisponível

18 maio, 2016

LOPES, Norberto - CRUZEIRO DO SUL : crónicas da travessia aérea do Atlântico. Com um prefácio e autógrafo de Gago Coutinho. Porto, Renascença Portuguesa, [1923]. In-8.º (19cm) de [2], 254, [2] p. ; [2] p. il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Stuart Carvalhais.
"Á hora em que a cidade começava a sair da penumbra indecisa da madrugada e o vulto branco dos Jerónimos se transformava em renda, em luz, em sôpro de glória, dois aviadores portugueses, ali perto do Restelo, levantaram vôo em direcção ao Brasil - onde vão levados pelo mesmo sonho audacioso e aventureiro que guiou as naus de Pedro Álvares Cabral, em busca das terras maravilhosas de Santa Cruz.
A notícia da partida andava quási em segredo na bôca de muita gente. Os jornais disseram, mas ninguém queria acreditar. Era lá possível que dois homens, mesmo sendo portugueses, mesmo sentindo-se predestinados pela voz da tradição, para gloriosos cometimentos, se metessem dentro de um aparelho tão pequeno e tão frágil, para voar, em quatro étapes, as 4:200 milhas que nos separam do Rio de Janeiro!"
(excerto de Asas ao vento)
Matérias:
Prefácio. - Asa ao vento. - A agonia do «Lusitânia». - O berço da glória. - A Madeira num relâmpago. - Entre o céu azul e o mar imenso. - A guitarra do «Bagé». - Asas que se preparam para voar. - Em frente dos penedos de S. Pedro. - Os náufragos de Fernando de Noronha. - A largada do «Fairey-16». - Horas de ansiedade. - Uma entrevista com Sacadura Cabral. - A «Étape» Fernando de Noronha - Mar alto. - Em frente de Pernambuco. - A gracinha inocente de um polaco. - A chegada do «Fairey-17» a Fernando de Noronha. - As asas de Portugal voam sôbre o Brasil. - Os aviadores em Pernambuco. - A missa campal e o novo padrão da descoberta. - Do Recife à Baía. - Nos lugares santos da história de Portugal. - A chegada do avião a Pôrto Seguro. - Os aviadores em Pôrto Alegre. - A caminho da Vitória. - A última estrofe da epopeia gloriosa. - O baptismo do avião. - Um golpe de vista sôbre «A magnífica aventura». - Gago Coutinho. - Sacadura Cabral.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Manuseado. Capas frágeis, manchadas, com defeitos. Livro apresenta miolo manchado, com especial incidência nas últimas folhas. Falha de papel no canto superior esq. da contracapa. 
Raro.
20€

14 junho, 2014

LOPES, Norberto - MAIS VALE ANDAR NO MAR ALTO... (Impressões do Periplo de Africa). Lisboa, Composto e Impresso na Ottosgrafica, [1925]. In-8.º (19cm) de 287, [1] p. ; B.
Capa de Stuart Carvalhais.
Crónicas de viagem.
"Este livro foi escrito sobre o mar. No recolhimento da camara de um navio de guerra, á hora em que as embarcações dormiam sobre os turcos, eu ia traçando rapidamente as minhas impressões num diario de viagem..."
(excerto do prefácio do autor)
Matérias:
- A Ilha dos Bordados. - A tristesa e o abandono de S. Vicente. - Tartarin na Guiné. - A ilha encantada do Princípe. - O encanto do Zaire. - Os degredados de Loanda. - Uma cidade sem alma. - Como se ama no Cabo da Boa Esperança. - A lenda de Sofala. - A Africa heroica e lendaria. - A Alma Portuguesa sobrevivente em Zanzibar. - Os peregrinos do Santo Sepulcro. - A melancolia de Jerusalem. - As ruinas de Carthago. - Dá cá Lisboa!
Adolfo Norberto de Morais Carvalho Lopes (1900-1989). Escritor, cronista, repórter e jornalista português. "Foi um dos mais reputados jornalistas do século XX, carreira que abraçou com apenas 18 anos de idade. Chefe de Redacção do Diário de Lisboa desde a sua fundação (1921), foi também seu Director (1956-1967) e fundador de A Capital (1968), jornais onde sempre se destacou na luta pela liberdade de imprensa e consequente abolição da censura prévia."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Pouco vulgar.
20€