PINTO, José Nuno Pereira - ALVARENGA E O MOTIM DE 1942. [Prefácio de Fernando Dacosta]. Arouca, Associação de Defesa do Património Arouquense, 2008. In-4.º (24cm) de 252 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Estado Novo: A extracção e fornecimento de volfrâmio às potências contendoras durante a 2.ª Guerra Mundial, e a revolta dos arouquenses - naturais da zona de extracção do minério - contra os abusos discricionários da polícia política.
Ilustrado no texto com fotografias a cores, e em página inteira com reprodução de processos criminais e fac-símiles de relatórios da PVDE.
Tiragem: 650 exemplares.
"Desconhecida do grande público, a revolta dos habitantes de Alvarenga contra a polícia política de então, por causa do controlo do volfrâmio - estava-se em 1942, em plena guerra mundial -, constitui, pela singularidade e inedetismo contidos, um episódio marcante no Estado Novo. [...]
Detentor, sobretudo no nordeste, de férteis jazidas de volfrâmio, algumas a céu aberto, o País encontrou na sua comercialização uma inesperada "árvore das patacas".
A neutralidade conseguida por Salazar levou os dois beligerantes centrais (Grã-Bretanha e Alemanha) a encontrarem na importação do minério em causa um elemento decisivo para as respectivas indústrias armamentistas.
Como consequência o seu preço disparou fazendo, de um dia para o outro, inúmeros portugueses (rurais, comerciantes, exportadores, contrabandistas) multimilionários. Por outro lado, permitiu ao Estado arrecadar toneladas de barras de ouro enviadas por Hitler para Lisboa através da banca suíça, e receber assíduas benesses de Churchill.
A acção do presente livro situa-se nesse contexto, revelando as manobras das autoridades, as trapaças dos intermediários e a cupidez instalada no sector. [...]
A ira dos populares revoltosos contra a intervenção das autoridades e os subterfúgios destas, com diversos agentes encurralados na zona, criam dinâmicas que José Nuno Pereira Pinto capta e transmite com excepcional apuro estilístico.
"Foi caso único na história", destaca o escritor, "de tão terrível, quão treinada e poderosa polícia: serem confrontados e postos em fuga por um povo amotinado". O revés dos antecessores da PIDE desencadeou, com efeito, reacções brutais. A vingança sobre os cabecilhas detidos e condenados tornou-se verdadeiramente "abominável".
A incompetência, a selvajaria reveladas por vários agentes levaria, aliás, que instâncias superiores determinassem a expulsão de alguns dos seus quadros.
Salazar intervém e ordena, por telegrama pessoal enviado à delegação do Porto da PVDE, que fica estarrecida, a libertação de um dos detidos. Meses depois, no Verão de 1943, o presidente do Conselho assina uma amnistia a favor dos inculpados na revolta contra a polícia política - o que surpreende e desconcerta todos os que têm conhecimento do facto.
A vida extravagante dos recém enriquecidos com o volfrâmio (havia que acendesse em público charutos com notas de mil escudos - uma pequena fortuna!) ultrapassa a natureza da ficção, não parecendo conter limites para o bom senso."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
[Prefácio]. // - Breve notícia Histórico-Geográfica. - Breve conspecto social de Alvarenga, entre 1939-1942. - Os preparativos da alegada venda do volfrâmio. - Os acontecimentos de nove e dez de Maio de 1942. - Os relatórios dos agentes da P.V.D.E., relativos aos acontecimentos de 9 de Maio de 1942. - O dia 10 de Maio, na perspectiva dos agentes. - Os depoimentos dos detidos. - Os salvo-condutos. - O minério levado para Cabril. - O relatório final do chefe Júlio Almeida. - Os maus-tratos infligidos aos presos. - Das diligências e intervenções perante o poder político, com vista à libertação dos Presos. -Os fugitivos. - A libertação dos presos e julgamento de alguns deles. - O processo de infracção fiscal. - Repercussão do Motim nos meios de comunicação de então. - A fuga e o processo judicial de Manuel Noronha Tavares. // Anexo I; II; III; IV; V; VI; V; VI; VII. // Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
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20 abril, 2019
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05 janeiro, 2019
VON HELDERS - A DESTRUIÇÃO DE PARIS EM 1936. (Visão duma guerra aerea). [Por]... Major-aviador do exercito alemão. Alvaro de Andrade e Manuel Luiz Rodrigues, tradutores.
Lisboa ; Rio de Janeiro - S. Paulo - Belo-Horizonte, Livraria Bertrand ;
Livraria Francisco Alves, [193-]. In-8.º (19cm) de 231, [1] p. ; B.1.ª edição.
Obra premonitória escrita
sob pesudónimo, o seu autor foi Robert Knauss. Trata-se de um exercício sobre supermacia aérea em caso
de conflito armado, publicado originalmente em 1932, antes da Guerra Civil de
Espanha - balão de ensaio utilizado pela
Alemanha para testar o poderio bélico que viria a evidenciar mais tarde, na 2.ª Guerra Mundial.
"O livro «Luftkrieg 1936»,
cuja tradução apresentamos ao leitor, é uma visão da guerra de amanhã
que se distingue de tantas outras pelo realismo técnico em que está
baseada. [...] O major-aviador Von Helders, quis demonstrar a vantagem
que resultaria para o seu país do facto de possuir uma Esquadra Aérea
que lhe assugurasse o predomínio dos ares, elemento decisivo de toda a
supermacia guerreira.
Há
na organização da aviação militar francesa lacunas e deficiências
graves que não escaparam à observação abalisada do autor. Deste modo, o
seu livro, sendo uma ameaça, é também um útil concelho que a França,
saberá, talvez, aproveitar. [...]
A
antecipação de Von Helders, que nada tem, portanto, de fantasiosa, pode
transformar-se, dum dia para o outro, numa trágica realidade. Oxalá a
Humanidade saiba evitar essa hecatombe que excederia todas as anteriores
em horror e que traria consigo, talvez, o aniquilamento da nossa
civilização."
(Excerto do esclarecimento dos tradutores)
Robert Knauss (1892-1955). Soldado e escritor alemão, que serviu na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, chegando ao posto de tenente-general. As suas obras literárias são dedicadas à aviação.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
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24 outubro, 2018
CASTELO BRANCO, Holbeche - PORQUE ADMIRO A ALEMANHA. Da teoria aos factos. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Barreiro, Lisboa], 1940. In-8.º (18cm) de 26, [2] p. ; B.1.ª edição.
Opúsculo pró regime nazi. O autor foi um conhecido germanófilo.
"Atingimos a altura de atacar de frente o assunto que nos levou a escrever o presente folheto.
Referimo-nos à Nova Ordem Económica que a Alemanha promete estabelecer na Europa, logo que termine a guerra a favor das suas armas. Dela, da nova ordem, vamos dar uma ideia que, embora resumida, servirá para elucidar quantos, de boa fé, fazem apreciações injustas em conseqüência do desconhecimento dos factos."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com alguns sublinhados a lápis no texto.
Invulgar.
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03 julho, 2018
1.ª ediçao.
Capa de Cândido.
Visão da Alemanha "por dentro" durante o 3.º ano de guerra, no apogeu do seu domínio militar. O autor era um conhecido germanófilo.
"Vivi dez mêses na Alemanha em guerra como jornalista estrangeiro adido ao Ministério das Relações Exteriores do III Reich, em Berlim; no desempenho das minhas funções fiz uma viagem de quatro semanas através de todo o país, durante a qual atravessei alguns territórios anexados pelos Nazis, uns ainda antes da guerra, como a Áustria, e outros já em consequência das vitórias militares alemãs, como a Alsácia. O que vi, o que ouvi e o que senti durante a minha permanência na Alemanha Nacionalsocialista é o que constitue êste livro, que mais não pretende ser que um relato da vida alemã, sob as directrizes que os Nazis lhes imprimiram e sob os imperativos criados pelas circunstâncias da guerra."
(Excerto da introdução)
Índice:
Introdução. Primeira Parte - Na capital do III Reich: Tempelhof; Uma cerimónia militar; Quando caiem bombas em Berlim; A rectaguarda; A vida na capital alemã; Ersatz - milagre alemão; Racionamento; Os Nazis e os Católicos; O meu amigo judeu; Duelo aéreo; Porque foi Rudolf Hess para Inglaterra? A «bota prussiana»; Os Nazis e a Europa. Segunda Parte - Atravez da Alemanha em guerra: Nürnberg; Heidelberg; Strassburg; Munique; Braunau; Viena - e a história duma camisa...
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
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Reservado
26 abril, 2018
HASSEL, Sven - O REGIMENTO DA MORTE : romance. [Tradução de Maria Isabel Braga e Mário Braga]. Lisboa, Publicações Europa-América, 1963.
Capa de Joaquim Esteves.
1.ª edição portuguesa.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Acompanham o exemplar dois folhetos de propaganda:
um bilhete-postal com remetente do antigo proprietário, que comunica o
lançamento do livro e a presença do autor em Portugal para uma sessão de
autógrafos; uma folha A4 dactilografada, reproduzida em stencil, com a
apresentação pormenorizada da obra.
"Noventa por cento da presente história apoia-se em factos reais. Esta declaração de Sven Hassel a respeito do seu impressionante O Regimento da Morte
sugere o que de intensamente vivido, de verdade arrancada à experiência
sentida na própria carne, existe nesta obra esmagadora. [...] Na
verdade, difícilmente se poderá encontrar, na bibliografia do género, um
tão vibrante libelo contra a guerra. [...] De ascendência dinamarquesa e
austríaca, Hassel, arrastado na engrenagem da guerra hitleriana, viu-se
constrangido a servir no exército alemão e, após uma tentativa de
evasão, foi enquadrado num regimento disciplinar que actuou na frente
leste."
(excerto da apresentação)
(excerto da apresentação)
Sven Hassel (1917-2012).
Escritor dinamarquês. Autor de culto, assinou diversos best-sellers,
sempre baseados nas suas experiências de combatente na Segunda Guerra
Mundial.
O Regimento da Morte (1953)
é o seu primeiro romance. Aclamado pela crítica na Europa e Estados
Unidos, foi traduzido para 15 línguas. Serviu também de base para um
argumento cinematográfico.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capa desgastada, com defeitos.
Invulgar e apreciado.
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17 março, 2018
HINO, Ashihei - GUERRA E SOLDADO. Diario de um combatente japonês. Tradução de Jayme Barcellos. São Paulo, [s.n.], 1941. In-8.º (22cm) de 463, [5] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada com mapas em pagina inteira.
Relato do primeiro ano da 2.ª Guerra Sino-Japonesa (Outubro de 1937 - Outubro de 1938) por um combatente nipónico, na sua maioria, em forma de cartas dirigidas ao seu irmão mais novo.
"A guerra sino-japonesa, que ocorreu entre 1937 e 1945, é um dos episódios da Segunda Guerra Mundial mais esquecidos da história. Depois da invasão do nordeste da China pelos japoneses, em 1931, a guerra eclodiu em 1937 entre o exército nipónico e os nacionalistas e comunistas chineses, que se uniram para combater o inimigo comum.
Durante 4 anos a China lutou sozinha contra um inimigo moderno, que pretendia conquistar em três meses o império rival desgastado por um século de conflitos internos.
Os chineses pagaram um preço muito alto. Dos 60 milhões de mortos, registados durante a 2.ª Guerra Mundial, 20 milhões eram chineses."
(Fonte: pt.euronews.com)
"Amanhecia já, mas a neblina continuava densa. Não obstante, quasi inesperadamente, distinguimos a orla do oceano, arvores e uma torre de ferro. Balas zuniram deante de nós. Até então só pensavamos em nossos pobres pés. Nesse instante, esqueci tudo, caí, na lama, de bruços. Todos me imitaram. Entretanto, o fogo inimigo aumentava. Deliberamos então ficar onde estavamos; marcharmos sem nenhuma protecção seria expormo-nos a um desastre certo. Contudo, passado algum tempo, calámos baionetas e avançamos, cobrindo as setecentas jardas que nos separavam da praia."
(Excerto Cap. V, Em certo navio - 5 de Novembro)
Encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
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1.ª edição.
Ilustrada com mapas em pagina inteira.
Relato do primeiro ano da 2.ª Guerra Sino-Japonesa (Outubro de 1937 - Outubro de 1938) por um combatente nipónico, na sua maioria, em forma de cartas dirigidas ao seu irmão mais novo.
"A guerra sino-japonesa, que ocorreu entre 1937 e 1945, é um dos episódios da Segunda Guerra Mundial mais esquecidos da história. Depois da invasão do nordeste da China pelos japoneses, em 1931, a guerra eclodiu em 1937 entre o exército nipónico e os nacionalistas e comunistas chineses, que se uniram para combater o inimigo comum.
Durante 4 anos a China lutou sozinha contra um inimigo moderno, que pretendia conquistar em três meses o império rival desgastado por um século de conflitos internos.
Os chineses pagaram um preço muito alto. Dos 60 milhões de mortos, registados durante a 2.ª Guerra Mundial, 20 milhões eram chineses."
(Fonte: pt.euronews.com)
"Amanhecia já, mas a neblina continuava densa. Não obstante, quasi inesperadamente, distinguimos a orla do oceano, arvores e uma torre de ferro. Balas zuniram deante de nós. Até então só pensavamos em nossos pobres pés. Nesse instante, esqueci tudo, caí, na lama, de bruços. Todos me imitaram. Entretanto, o fogo inimigo aumentava. Deliberamos então ficar onde estavamos; marcharmos sem nenhuma protecção seria expormo-nos a um desastre certo. Contudo, passado algum tempo, calámos baionetas e avançamos, cobrindo as setecentas jardas que nos separavam da praia."
(Excerto Cap. V, Em certo navio - 5 de Novembro)
Encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
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22 fevereiro, 2018
DELGADO, Humberto - AVIAÇÃO DE BOMBARDEAMENTO. [Por]... Tent.-coronel do C.E.M. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da L. C. G. G., Lisboa], 1946. In-4.º (23,5cm) de 38, [2] p. ; [1] f. desd. ; B. Separata da «Revista Militar» (Fascículos de Agosto/Setembro e Outubro - 1946)
1.ª edição independente.
Interessante estudo militar publicado pouco tempo após o final da 2.ª Guerra Mundial.
Ilustrado extratexto com uma folha desdobrável: Quadro de alguns aviões de bombardeamento típicos e do avião super-pesado «Douglas B 19»
"Este estudo publica-se, quando a desintegração do átomo colocou o mundo, espantado, perante um meio de destruição de inconcebível violência.
Sempre que um meio novo de guerra aparece - chame-se metralhadora, carro de combate ou bomba atómica - o Homem, umas vezes, como que aterrorizado perante a própria obra da sua inteligência, crê estarem extintos os meios anteriores; outras vezes, rotineiro, não acredita, e apega-se a impor meios sediços, obsoletos.
Não temos conhecimento bastante do novo maio de ataque para abertamente tirarmos conclusões profeticas, mas para este estudo pouco interessa, pois que:
a) - Muitos exércitos, e entre eles o nosso, ainda não alteraram a instrução nem os meios de combate de que dispunham durante a campanha finda.
b) - A bomba atómica bem como o «radar» e outras geniais descobertas, estão em poder de poucas potências militares.
c) - É possível que na guerra alguns dos meios correntes da luta aérea se justaponham ou sobreponham aos utilizados no último ano da campanha 1939/45, e aos que estão em preparação mais ou menos secreta.
d) - Tal como sucedeu com os gazes de combate, é possível que a bomba atómica utilizada uma vez na campanha finda, o não seja em campanha futura."
(Generalidades)
Matérias:
I - Generalidades. II - A luta das ideias: Douhet tinha razão? III - Organização da Aviação de Bombardeamento. IV - Materiais de Bombardeamento. V - O efeito material dos bombardeamentos e seu custo em material e pessoal. VI - Modalidades e processos de bombardeamento. VII - Emprego tático da aviação de bombardeamento na guerra moderna. VIII - Custo e efeitos das operações aérias maciças. IX - A protecção pela caça. X - Conclusões.
Humberto da Silva Delgado (1906-1965). "Nasceu em Boquilobo, Torres Novas, a 15 de Maio de 1906. Casou com Maria Iva de Andrade Delgado. Frequentou o Colégio Militar, cujo curso concluiu em 1922, bem como a Escola do Exército, onde se formou em Artilharia de Campanha, em 1925. Ingressou então na Escola Prática de Artilharia. Participou na preparação no Movimento do 28 de Maio de 1926, que pôs termo ao regime republicano. Frequentou o curso de observador aeronáutico (1926-1927), passando depois a instrutor e, em 1928, tirou o curso de oficial piloto aviador. Entre 1929 e 1932 fez os preparatórios do Curso de Estado Maior e de 1932 a 1936 frequentou a Escola Central de Oficiais, concluindo o Curso de Estado Maior. Desempenhou funções de adjunto militar do Comando Geral da Legião Portuguesa, de comissário nacional adjunto da Mocidade Portuguesa, passando depois a vogal do Conselho Técnico. Foi adjunto da Missão Militar às colónias em 1938, altura em que se deslocou a São Tomé, Angola e Moçambique. Acompanhou o Presidente da República, general Craveiro Lopes, à África do Sul. Em 1929 foi secretário do Ministro da Instrução, o tenente-coronel Eduardo da Costa Ferreira. Data do mesmo ano a visita de estudo à aviação francesa, e de 1932 a visita de estudo ao Marrocos espanhol. A convite do Governo espanhol acompanhou uma missão da Legião Portuguesa a Espanha, durante a guerra civil. Em 1942 foi nomeado representante do Ar nas negociações para a cedência aos ingleses da base dos Açores, o que lhe valeu a atribuição da Ordem do Império Britânico. Em 1944 foi nomeado director geral do Secretariado de Aviação Civil e em 1945 fundou os Transportes Aéreos Portugueses (TAP), criando as primeiras linhas de ligação aéreas com Angola e Moçambique. Em 1952 foi nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do Comité dos Representantes Militares da NATO. Com 47 anos foi promovido a general e em 1956 o Governo americano concedeu-lhe o grau de Oficial da Ordem de Mérito.
Em 1958 recebeu convite da oposição democrática para se apresentar, como candidato independente, às eleições presidenciais. Aceitou, afirmando, durante a campanha eleitoral, que demitiria Salazar, caso o vencesse nas urnas. O apoio popular à sua candidatura e a subsequente acção da PIDE causaram tumultos no Porto e em Lisboa, a 14 e 16 de Maio. Realizadas as eleições, foram os seguintes os resultados divulgados: 25% dos votos para Humberto Delgado e 75% para Américo Tomás. Foi então afastado, pelo Governo, das funções que exercia. Manteve, no entanto, actividade política, criando o Movimento Nacional Independente. A 12 de Janeiro de 1995 refugiou-se na Embaixada do Brasil, acabando por partir, a 21 de Abril de 1959, para o Rio de Janeiro, onde entrou em contacto com oposicionistas ao regime político de Salazar, com o objectivo de contra ele desenvolver uma acção concertada. Assumiu a responsabilidade política do apresamento do navio Santa Maria, da Companhia Nacional de Navegação, em 22 de Janeiro de 1961, levado a cabo por Henrique GaIvão em conjunto com membros do Directório Ibérico de Libertação. Nesse mesmo ano entrou clandestinamente em Portugal, com o objectivo de participar na revolta de Beja, que não vingou. O facto causou-lhe a perda do estatuto de exilado no Brasil. Deixou este país em 1963, voltando à Europa (Checoslováquia), onde passou três meses. Foi depois para a Argélia, onde o presidente Ben Bella o recebeu com honras de chefe de Estado. Assumiu a liderança da Junta Revolucionária Portuguesa, órgão directivo da Frente Patriótica de Libertação Nacional, que integrava diferentes correntes da oposição. Acabou por entrar em divergência com os demais elementos em relação à forma de derrubar Salazar. Procurado pela PIDE desde 1959, foi a Badajoz, em 13 de Fevereiro de 1965, pensando acorrer a um encontro com oficiais do exército. A partir desse dia, ele e a sua secretária, a brasileira Arajaryr de Campos, foram dados como desaparecidos. Só dois meses mais tarde, a 24 de Abril de 1965, na sequência das investigações de uma Comissão da Federação Internacional de Direitos do Homem, foi anunciada a descoberta dos corpos, perto de Villanueva del Fresno.
Humberto Delgado foi colaborador de diversas revistas e jornais, de que se podem referir a Revista Militar, a Revista de Artilharia, a Do Ar, a Aeronáutica, a Defesa Nacional, da qual era editor e chefe dos serviços de propaganda, e de O Século.
São várias as obras publicadas: de 1933, A pulhice do Homo Sapiens; de 1937, Aviação, Exército, Marinha, Legião: conferências; de 1937, Guerra de ruas e guerra de guerrilhas; de 1939, Auxiliar do graduado da Legião: 28 de Maio, peça radiofónica em três actos.
É referido, pela actividade política que desenvolveu, como "o General sem Medo"."
(Fonte: http://www.aatt.org/site/index.php?op=Nucleo&id=1599)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa vincada, com defeitos; mancha de humidade, junto ao festo, visível nas primeiras cinco folhas do texto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam vestígios de sujidade, selo de biblioteca e carimbo oleográfico do Regimento de Cavalaria 8. Folha de rosto contém igualmente dois carimbos - da biblioteca e do RC 8.
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1.ª edição independente.
Interessante estudo militar publicado pouco tempo após o final da 2.ª Guerra Mundial.
Ilustrado extratexto com uma folha desdobrável: Quadro de alguns aviões de bombardeamento típicos e do avião super-pesado «Douglas B 19»
"Este estudo publica-se, quando a desintegração do átomo colocou o mundo, espantado, perante um meio de destruição de inconcebível violência.
Sempre que um meio novo de guerra aparece - chame-se metralhadora, carro de combate ou bomba atómica - o Homem, umas vezes, como que aterrorizado perante a própria obra da sua inteligência, crê estarem extintos os meios anteriores; outras vezes, rotineiro, não acredita, e apega-se a impor meios sediços, obsoletos.
Não temos conhecimento bastante do novo maio de ataque para abertamente tirarmos conclusões profeticas, mas para este estudo pouco interessa, pois que:
a) - Muitos exércitos, e entre eles o nosso, ainda não alteraram a instrução nem os meios de combate de que dispunham durante a campanha finda.
b) - A bomba atómica bem como o «radar» e outras geniais descobertas, estão em poder de poucas potências militares.
c) - É possível que na guerra alguns dos meios correntes da luta aérea se justaponham ou sobreponham aos utilizados no último ano da campanha 1939/45, e aos que estão em preparação mais ou menos secreta.
d) - Tal como sucedeu com os gazes de combate, é possível que a bomba atómica utilizada uma vez na campanha finda, o não seja em campanha futura."
(Generalidades)
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I - Generalidades. II - A luta das ideias: Douhet tinha razão? III - Organização da Aviação de Bombardeamento. IV - Materiais de Bombardeamento. V - O efeito material dos bombardeamentos e seu custo em material e pessoal. VI - Modalidades e processos de bombardeamento. VII - Emprego tático da aviação de bombardeamento na guerra moderna. VIII - Custo e efeitos das operações aérias maciças. IX - A protecção pela caça. X - Conclusões.
Humberto da Silva Delgado (1906-1965). "Nasceu em Boquilobo, Torres Novas, a 15 de Maio de 1906. Casou com Maria Iva de Andrade Delgado. Frequentou o Colégio Militar, cujo curso concluiu em 1922, bem como a Escola do Exército, onde se formou em Artilharia de Campanha, em 1925. Ingressou então na Escola Prática de Artilharia. Participou na preparação no Movimento do 28 de Maio de 1926, que pôs termo ao regime republicano. Frequentou o curso de observador aeronáutico (1926-1927), passando depois a instrutor e, em 1928, tirou o curso de oficial piloto aviador. Entre 1929 e 1932 fez os preparatórios do Curso de Estado Maior e de 1932 a 1936 frequentou a Escola Central de Oficiais, concluindo o Curso de Estado Maior. Desempenhou funções de adjunto militar do Comando Geral da Legião Portuguesa, de comissário nacional adjunto da Mocidade Portuguesa, passando depois a vogal do Conselho Técnico. Foi adjunto da Missão Militar às colónias em 1938, altura em que se deslocou a São Tomé, Angola e Moçambique. Acompanhou o Presidente da República, general Craveiro Lopes, à África do Sul. Em 1929 foi secretário do Ministro da Instrução, o tenente-coronel Eduardo da Costa Ferreira. Data do mesmo ano a visita de estudo à aviação francesa, e de 1932 a visita de estudo ao Marrocos espanhol. A convite do Governo espanhol acompanhou uma missão da Legião Portuguesa a Espanha, durante a guerra civil. Em 1942 foi nomeado representante do Ar nas negociações para a cedência aos ingleses da base dos Açores, o que lhe valeu a atribuição da Ordem do Império Britânico. Em 1944 foi nomeado director geral do Secretariado de Aviação Civil e em 1945 fundou os Transportes Aéreos Portugueses (TAP), criando as primeiras linhas de ligação aéreas com Angola e Moçambique. Em 1952 foi nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do Comité dos Representantes Militares da NATO. Com 47 anos foi promovido a general e em 1956 o Governo americano concedeu-lhe o grau de Oficial da Ordem de Mérito.
Em 1958 recebeu convite da oposição democrática para se apresentar, como candidato independente, às eleições presidenciais. Aceitou, afirmando, durante a campanha eleitoral, que demitiria Salazar, caso o vencesse nas urnas. O apoio popular à sua candidatura e a subsequente acção da PIDE causaram tumultos no Porto e em Lisboa, a 14 e 16 de Maio. Realizadas as eleições, foram os seguintes os resultados divulgados: 25% dos votos para Humberto Delgado e 75% para Américo Tomás. Foi então afastado, pelo Governo, das funções que exercia. Manteve, no entanto, actividade política, criando o Movimento Nacional Independente. A 12 de Janeiro de 1995 refugiou-se na Embaixada do Brasil, acabando por partir, a 21 de Abril de 1959, para o Rio de Janeiro, onde entrou em contacto com oposicionistas ao regime político de Salazar, com o objectivo de contra ele desenvolver uma acção concertada. Assumiu a responsabilidade política do apresamento do navio Santa Maria, da Companhia Nacional de Navegação, em 22 de Janeiro de 1961, levado a cabo por Henrique GaIvão em conjunto com membros do Directório Ibérico de Libertação. Nesse mesmo ano entrou clandestinamente em Portugal, com o objectivo de participar na revolta de Beja, que não vingou. O facto causou-lhe a perda do estatuto de exilado no Brasil. Deixou este país em 1963, voltando à Europa (Checoslováquia), onde passou três meses. Foi depois para a Argélia, onde o presidente Ben Bella o recebeu com honras de chefe de Estado. Assumiu a liderança da Junta Revolucionária Portuguesa, órgão directivo da Frente Patriótica de Libertação Nacional, que integrava diferentes correntes da oposição. Acabou por entrar em divergência com os demais elementos em relação à forma de derrubar Salazar. Procurado pela PIDE desde 1959, foi a Badajoz, em 13 de Fevereiro de 1965, pensando acorrer a um encontro com oficiais do exército. A partir desse dia, ele e a sua secretária, a brasileira Arajaryr de Campos, foram dados como desaparecidos. Só dois meses mais tarde, a 24 de Abril de 1965, na sequência das investigações de uma Comissão da Federação Internacional de Direitos do Homem, foi anunciada a descoberta dos corpos, perto de Villanueva del Fresno.
Humberto Delgado foi colaborador de diversas revistas e jornais, de que se podem referir a Revista Militar, a Revista de Artilharia, a Do Ar, a Aeronáutica, a Defesa Nacional, da qual era editor e chefe dos serviços de propaganda, e de O Século.
São várias as obras publicadas: de 1933, A pulhice do Homo Sapiens; de 1937, Aviação, Exército, Marinha, Legião: conferências; de 1937, Guerra de ruas e guerra de guerrilhas; de 1939, Auxiliar do graduado da Legião: 28 de Maio, peça radiofónica em três actos.
É referido, pela actividade política que desenvolveu, como "o General sem Medo"."
(Fonte: http://www.aatt.org/site/index.php?op=Nucleo&id=1599)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa vincada, com defeitos; mancha de humidade, junto ao festo, visível nas primeiras cinco folhas do texto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam vestígios de sujidade, selo de biblioteca e carimbo oleográfico do Regimento de Cavalaria 8. Folha de rosto contém igualmente dois carimbos - da biblioteca e do RC 8.
Raro.
Indisponível
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Estudos militares,
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Monografias
13 fevereiro, 2018
KLARK, Blake - PEARL HARBOUR. (Relato duma testemunha ocular). Com um prefácio de Carlos Ferrão. Tradução de Estevam Reis. Lisboa, Editorial-Século, [194-]. In-8.º (19cm) de LXXX, 166, [2] P. ; [16] P. IL. ; E. Col. Os Grandes Documentos da Actual Guerra
1.ª edição.
Interessante narrativa coeva do ataque japonês à base americana de Pearl Harbor situada na ilha de O'ahu, Havaí, perto de Honolulu.
Valorizada com o extenso prefácio de Carlos Ferrão (72 pp.) que faz o balanço da guerra e aponta as razões diplomáticas entre aos dois contendores (EUA-Japão) que conduziram ao desfecho conhecido.
Ilustrada com fotografias a p.b. ao longo de 16 páginas extra-texto, reproduzindo o ataque e o caos instalado, observando-se diversos navios da esquadra americana em chamas.
"São 7:48 na ilha de Oahu, no arquipélago do Havai. O dia amanhecera encoberto, mas as nuvens estão a dissipar-se.
No ar há apenas três aviões de patrulha norte-americanos e nenhum deles foi enviado para Norte, pois o foco mais provável de um ataque japonês está a sudoeste, nas Ilhas Marshall.
O porto alberga, desde que as tensões com o Japão começaram a intensificar-se, a Esquadra do Pacífico, usualmente estacionada em San Diego, na Califórnia. Os couraçados Arizona, California, Maryland, Nevada, Oklahoma, Pennsylvania, Tennessee e West Virginia, estão concentrados na “Alameda dos Couraçados”. Como as águas do porto são pouco profundas, julgou-se que não seria viável o uso de torpedos largados de aviões, pelo que se prescindiu de proteger os navios com redes anti-torpedo. Muitos marinheiros estão de licença em terra – é fim-de-semana – e o mesmo fez um terço dos comandantes dos navios. As perspectivas de cerveja e de umas horas na companhia de havaianas simpáticas deixaram muitos navios com a tripulação mínima: a bordo do destroyer Alwin, por exemplo, há apenas quatro oficiais, todos com o posto de guarda-marinha e nenhum com mais de um ano de embarcado.
Em terra, nos aeródromos, o receio de sabotagem levou a que os aviões fossem parqueados o mais próximo possível uns dos outros, para facilitar a sua guarda.
Muitas das baterias anti-aéreas não dispõem de munições e as chaves das caixas onde estas são guardadas estão com os oficiais de dia. Boa parte dos canhões e metralhadoras anti-aéreas nem sequer está guarnecida.
De repente, a quietude matinal é quebrada pelo ruído de aviões a baixa altitude, um deles num voo tão rasante que um oficial americano, furioso, se esforça por distinguir o número de identificação do aparelho para apresentar queixa à sua unidade. Mas as bombas e os torpedos começam a cair e o equívoco desfaz-se: é a primeira vaga, de 183 aviões, de um ataque japonês. Uma hora depois, chega nova vaga, constituída por 171 aviões.
A segunda vaga não tem tarefa tão facilitada quanto a primeira: a base está agora plenamente desperta, há nutrido fogo anti-aéreo e o fumo dos incêndios causados pela primeira vaga dificulta a identificação dos alvos. Mas isso não impede os aviões japoneses de continuar a semear a destruição. Esgotadas as munições, também a segunda vaga empreende o regresso aos seis porta-aviões de onde tinha partido, a cerca de 400 Km de distância. Ainda não são dez da manhã."
(Fonte: http://observador.pt/especiais/pearl-harbor-o-dia-da-infamia-foi-ha-75-anos/)
"O drama de Pearl Harbor, narrado nêste livro com pormenores impressionantes, por uma testemunha que pôs no seu trabalho apenas um desejo firme de servir sinceramente a verdade, foi precedido de longas negociações diplomáticas conduzidas em Washington entre os delegados do Japão e dos Estados Unidos.
Na narrativa que a seguir publicamos, como prefácio apropriado à obra de Blake Clarck, descrevem-se, com a nitidez dos documentos autênticos sôbre os quais há de construir-se a história do nosso tempo, o que foram essas negociações, segundo uma versão americana autorizada que, como o leitor terá ocasião de apreciar, não perdeu nada do tom da imparcialidade e de independência que fez da intervenção dos Estados Unidos na guerra, depois do ataque a Pearl Harbor, um acto que teve a aprovação unânime do seu povo."
(Excerto do prefácio)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€
1.ª edição.
Interessante narrativa coeva do ataque japonês à base americana de Pearl Harbor situada na ilha de O'ahu, Havaí, perto de Honolulu.
Valorizada com o extenso prefácio de Carlos Ferrão (72 pp.) que faz o balanço da guerra e aponta as razões diplomáticas entre aos dois contendores (EUA-Japão) que conduziram ao desfecho conhecido.
Ilustrada com fotografias a p.b. ao longo de 16 páginas extra-texto, reproduzindo o ataque e o caos instalado, observando-se diversos navios da esquadra americana em chamas.
"São 7:48 na ilha de Oahu, no arquipélago do Havai. O dia amanhecera encoberto, mas as nuvens estão a dissipar-se.
No ar há apenas três aviões de patrulha norte-americanos e nenhum deles foi enviado para Norte, pois o foco mais provável de um ataque japonês está a sudoeste, nas Ilhas Marshall.
O porto alberga, desde que as tensões com o Japão começaram a intensificar-se, a Esquadra do Pacífico, usualmente estacionada em San Diego, na Califórnia. Os couraçados Arizona, California, Maryland, Nevada, Oklahoma, Pennsylvania, Tennessee e West Virginia, estão concentrados na “Alameda dos Couraçados”. Como as águas do porto são pouco profundas, julgou-se que não seria viável o uso de torpedos largados de aviões, pelo que se prescindiu de proteger os navios com redes anti-torpedo. Muitos marinheiros estão de licença em terra – é fim-de-semana – e o mesmo fez um terço dos comandantes dos navios. As perspectivas de cerveja e de umas horas na companhia de havaianas simpáticas deixaram muitos navios com a tripulação mínima: a bordo do destroyer Alwin, por exemplo, há apenas quatro oficiais, todos com o posto de guarda-marinha e nenhum com mais de um ano de embarcado.
Em terra, nos aeródromos, o receio de sabotagem levou a que os aviões fossem parqueados o mais próximo possível uns dos outros, para facilitar a sua guarda.
Muitas das baterias anti-aéreas não dispõem de munições e as chaves das caixas onde estas são guardadas estão com os oficiais de dia. Boa parte dos canhões e metralhadoras anti-aéreas nem sequer está guarnecida.
De repente, a quietude matinal é quebrada pelo ruído de aviões a baixa altitude, um deles num voo tão rasante que um oficial americano, furioso, se esforça por distinguir o número de identificação do aparelho para apresentar queixa à sua unidade. Mas as bombas e os torpedos começam a cair e o equívoco desfaz-se: é a primeira vaga, de 183 aviões, de um ataque japonês. Uma hora depois, chega nova vaga, constituída por 171 aviões.
A segunda vaga não tem tarefa tão facilitada quanto a primeira: a base está agora plenamente desperta, há nutrido fogo anti-aéreo e o fumo dos incêndios causados pela primeira vaga dificulta a identificação dos alvos. Mas isso não impede os aviões japoneses de continuar a semear a destruição. Esgotadas as munições, também a segunda vaga empreende o regresso aos seis porta-aviões de onde tinha partido, a cerca de 400 Km de distância. Ainda não são dez da manhã."
(Fonte: http://observador.pt/especiais/pearl-harbor-o-dia-da-infamia-foi-ha-75-anos/)
"O drama de Pearl Harbor, narrado nêste livro com pormenores impressionantes, por uma testemunha que pôs no seu trabalho apenas um desejo firme de servir sinceramente a verdade, foi precedido de longas negociações diplomáticas conduzidas em Washington entre os delegados do Japão e dos Estados Unidos.
Na narrativa que a seguir publicamos, como prefácio apropriado à obra de Blake Clarck, descrevem-se, com a nitidez dos documentos autênticos sôbre os quais há de construir-se a história do nosso tempo, o que foram essas negociações, segundo uma versão americana autorizada que, como o leitor terá ocasião de apreciar, não perdeu nada do tom da imparcialidade e de independência que fez da intervenção dos Estados Unidos na guerra, depois do ataque a Pearl Harbor, um acto que teve a aprovação unânime do seu povo."
(Excerto do prefácio)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€
28 novembro, 2017
ULF, Axel - COMBÓIO À VISTA! Aventuras no Mar do Norte de um grumete alemão residente no estrangeiro. Por... Lisboa, Edições Alma, [1941]. In-8.º (21cm) de 40 p. ; il. ; B. Colecção Popular, VI
1.ª edição.
Curiosa história de guerra, publicada sob pseudónimo, com chancela da propaganda nazi.
Na novela, o "sueco" Sven, habitante em Estocolmo, é o protagonista. A sua condição de emigrante alemão não é inocente, muito menos coincidência. Trata-se de um apelo aos alemães espalhados pelo mundo, aproveitando para sugerir uma ligação entre os dois países - Suécia e Alemanha - que na realidade não se verificava, dada a posição neutral do primeiro no conflito.
Estas histórias "ligeiras" são muito interessantes, e a sua publicação traduz um salto qualitativo dos serviços de propaganda alemã face às edições oficiais, onde se revelavam as acções de guerra e o seu resultado no terreno, e se exaltava a Alemanha denegrindo a Inglaterra. Este meio de divulgação, procura de uma forma subtil atrair um público mais jovem, e (ou) os adeptos dos folhetins e romances de aventuras. De salientar ainda, que os desenhos, na capa e no interior (a p.b.), apresentam uma excelente qualidade gráfica e artística. Refira-se ainda, a título de curiosidade, que o editor - ALMA (ou A.L.M.A.) -, sediado em Lisboa, na Rua do Alecrim, limitava a sua produção livreira a publicações de cunho germanófilo.
"... Entretanto, tinha chegado o mês de Agosto, e Sven ouvia muitas vezes os marinheiros falar de política. Muitos diziam que estava para breve uma guerra.
Mais depressa do que êle julgava, estalara realmente a guerra. Estavam ainda fundeados em Rotterdão, e esperavam pelo navio-cisterna «Ingwar» que devia trazer de África bronze para canhões. [...]
A meio daquela noite, Sven acordou e chamando por Olaf, disse-lhe: «Sabes?... quero ir para a Alemanha!»
Olaf, bêbedo de sono, respondeu-lhe: «Idiota!»
- «Não!» continuou Sven. «Isto não é nenhuma fantasia de idiota. Todos os rapazes alemães que estejam agora no estrangeiro, desejam regressar à pátria e combater na frente!»
- «Com que idade é que se pode ser soldado na Alemanha? Mas tu és sueco!» ripostou Olaf. - «Meus pais são alemães, e a-pesar-de eu ter vivido em Estocolmo durante nove anos, isso não quere dizer que deixei de ser alemão»."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Rubrica de posse na f. rosto.
Raro.
20€
1.ª edição.
Curiosa história de guerra, publicada sob pseudónimo, com chancela da propaganda nazi.
Na novela, o "sueco" Sven, habitante em Estocolmo, é o protagonista. A sua condição de emigrante alemão não é inocente, muito menos coincidência. Trata-se de um apelo aos alemães espalhados pelo mundo, aproveitando para sugerir uma ligação entre os dois países - Suécia e Alemanha - que na realidade não se verificava, dada a posição neutral do primeiro no conflito.
Estas histórias "ligeiras" são muito interessantes, e a sua publicação traduz um salto qualitativo dos serviços de propaganda alemã face às edições oficiais, onde se revelavam as acções de guerra e o seu resultado no terreno, e se exaltava a Alemanha denegrindo a Inglaterra. Este meio de divulgação, procura de uma forma subtil atrair um público mais jovem, e (ou) os adeptos dos folhetins e romances de aventuras. De salientar ainda, que os desenhos, na capa e no interior (a p.b.), apresentam uma excelente qualidade gráfica e artística. Refira-se ainda, a título de curiosidade, que o editor - ALMA (ou A.L.M.A.) -, sediado em Lisboa, na Rua do Alecrim, limitava a sua produção livreira a publicações de cunho germanófilo.
"... Entretanto, tinha chegado o mês de Agosto, e Sven ouvia muitas vezes os marinheiros falar de política. Muitos diziam que estava para breve uma guerra.
Mais depressa do que êle julgava, estalara realmente a guerra. Estavam ainda fundeados em Rotterdão, e esperavam pelo navio-cisterna «Ingwar» que devia trazer de África bronze para canhões. [...]
A meio daquela noite, Sven acordou e chamando por Olaf, disse-lhe: «Sabes?... quero ir para a Alemanha!»
Olaf, bêbedo de sono, respondeu-lhe: «Idiota!»
- «Não!» continuou Sven. «Isto não é nenhuma fantasia de idiota. Todos os rapazes alemães que estejam agora no estrangeiro, desejam regressar à pátria e combater na frente!»
- «Com que idade é que se pode ser soldado na Alemanha? Mas tu és sueco!» ripostou Olaf. - «Meus pais são alemães, e a-pesar-de eu ter vivido em Estocolmo durante nove anos, isso não quere dizer que deixei de ser alemão»."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Rubrica de posse na f. rosto.
Raro.
20€
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Contos / Novelas,
História,
Marinha,
Propaganda
05 janeiro, 2017
1.ª edição.
Interessante e pouco conhecido subsídio para a história da 2.ª Guerra Mundial referente aos países nórdicos.
"Em 9 de Abril de 1940 às 5 horas da madrugada o Ministro alemão em Oslo, Dr. Braüer, compareceu no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega, e apresentou ao respectivo Ministro, Professor Koht, vários pedidos formulados pelo Governo alemão.
Algumas horas antes da apresentação dêstes pedidos as fôrças alemãs haviam atacado a Noruega. Cêrca da meia noite constou que navios de guerra estrangeiros tinham passado Foerder e penetrado no Fiorde de Oslo; três quartos de horas mais tarde veio a notícia de que houvera uma troca de tiros entre êstes vasos de guerra e os fortes noruegueses de Bolaerne e Rauer. [...]
Como já se disse, foi então que o Ministro alemão em Oslo apresentou os seus pedidos ao Govêrno norueguês. Entregou a Ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega um Nota que declarava que enquanto a Grã-Bretanha e a França, no decurso da guerra contra a Alemanha, tinham sistemáticamente atacado os países neutros, a Alemanha pelo contrário procurava defender os direitos dêstes. O Govêrno alemão recebera documentos que provavam que a Inglaterra e a França tinham deliberado estender a guerra ao território dos países neutrais pela ocupação de Narvik e outras cidades na Noruega. Afirmou também que o Govêrno alemão tinha provas irrefutáveis de que esta ocupação se realizaria dentro de poucos dias e que era da opinião que o Govêrno norueguês não teria meios para resistir."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa com manchas.
Invulgar.
10€
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2ª Guerra Mundial,
Alemanha,
Diplomacia,
História,
Noruega,
Política
18 novembro, 2016
MATTA, J. Caeiro da - DUAS PALAVRAS SÔBRE A SITUAÇÃO INTERNACIONAL. Na sessão de inauguração do II Congresso da União Nacional, em 25 de Maio de 1944. In-4.º (26cm) de 31, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do Prof. Caeiro da Matta ao Prof. Luís Cabral de Moncada.
"Hoje reconhecemos todos que os velhos princípios sôbre os quais se construíra a vida dos povos foram preteridos, e que o continente europeu, que foi durante tantos séculos a luz e a consciência do mundo, tem de proceder à revisão da sua estrutura: e reconhecemos também que a Europa de hoje já não pode pretender ao carácter universal que teve no século findo: ela é, agora, simplesmente um continente entre os outros e já não beneficia de nenhuma vantagem de posição. Neste mesmo momento, a Europa em guerra já não é senão o primeiro campo de batalha de um conflito mundial que se estende muito além das suas fronteiras e muito além dos seus problemas históricos."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequena falha de papel no canto inferior dto da capa.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do Prof. Caeiro da Matta ao Prof. Luís Cabral de Moncada.
"Hoje reconhecemos todos que os velhos princípios sôbre os quais se construíra a vida dos povos foram preteridos, e que o continente europeu, que foi durante tantos séculos a luz e a consciência do mundo, tem de proceder à revisão da sua estrutura: e reconhecemos também que a Europa de hoje já não pode pretender ao carácter universal que teve no século findo: ela é, agora, simplesmente um continente entre os outros e já não beneficia de nenhuma vantagem de posição. Neste mesmo momento, a Europa em guerra já não é senão o primeiro campo de batalha de um conflito mundial que se estende muito além das suas fronteiras e muito além dos seus problemas históricos."
(excerto do discurso)
José Caeiro da Matta
(1883-1963). “Professor de direito. Membro da Academia das Ciências, Presidente
da Academia Portuguesa da História. Diplomata, chegando a embaixador junto do
regime de Vichy. Reitor da Universidade de Lisboa. Ministro dos negócios
estrangeiros de 11 de Abril de 1933 a 27 de Março de 1935. Ministro da educação
nacional de 6 de Setembro de 1944 a 4 de Fevereiro de 1947. Volta à pasta dos
negócios estrangeiros de 4 de Fevereiro de 1947 a 2 de Agosto de 1950.
Presidente da Comissão para as Comemorações Henriquinas, de 1960.
(fonte: http://maltez.info/respublica/portugalpolitico/classepolitica/mattacaeiroda.htm)Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequena falha de papel no canto inferior dto da capa.
Invulgar.
10€
11 outubro, 2016
MELO, Henrique de Sousa e - O CAMINHO DOS HERÓIS : romance. [S.l.], Edição do Autor, 1950. In-8.º (19cm) de 179, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Romance histórico sobre a invasão de Timor pelas forças japonesas, em 1942, no contexto da 2.ª Guerra Mundial, e a resistência que lhes foi movida por um punhado de portugueses e timorenses.
"Dedico este livro aos heróis desconhecidos de Portugal, àqueles que sentindo brotar do peito a chama sagrada do patriotismo, souberam, sem esperança de qualquer recompensa, dignificar a terra que lhe deu a luz." (dedicatória do autor)
"Raimundo apertou a fivela do capacete e camuflou-se com ramos verdes. Escondia-se, absolutamente invisível, no cimo de uma grande árvore. Ajustou o binóculo aos olhos ansiosos e espreitou num rodar de lentes.
A quinze quilómetros avistava Dili ainda perdida nas últimas névoas daquele dia 22 de Fevereiro. Tudo parecia calmo. Na baía pôde distinguir alguns barcos de guerra nipónicos.
Na noite anterior o rádio anunciara, de Camberra, que não recebiam informações algumas de Timor o que levava a crer que todas as comunicações jaziam cortadas. Timor capitulara! Só da parte holandesa de Timor viera alguma coisa de favorável: para-quedistas japoneses haviam sido aniquilados ao descer nos arredores de Koepang e uma parte das forças desembarcadas fora feita prisioneira. Porém não se esperava que os holandeses resistissem mais de três ou quatro dias."
(excerto do Cap. II)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam manchas de oxidação.
Invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Romance histórico sobre a invasão de Timor pelas forças japonesas, em 1942, no contexto da 2.ª Guerra Mundial, e a resistência que lhes foi movida por um punhado de portugueses e timorenses.
"Dedico este livro aos heróis desconhecidos de Portugal, àqueles que sentindo brotar do peito a chama sagrada do patriotismo, souberam, sem esperança de qualquer recompensa, dignificar a terra que lhe deu a luz." (dedicatória do autor)
"Raimundo apertou a fivela do capacete e camuflou-se com ramos verdes. Escondia-se, absolutamente invisível, no cimo de uma grande árvore. Ajustou o binóculo aos olhos ansiosos e espreitou num rodar de lentes.
A quinze quilómetros avistava Dili ainda perdida nas últimas névoas daquele dia 22 de Fevereiro. Tudo parecia calmo. Na baía pôde distinguir alguns barcos de guerra nipónicos.
Na noite anterior o rádio anunciara, de Camberra, que não recebiam informações algumas de Timor o que levava a crer que todas as comunicações jaziam cortadas. Timor capitulara! Só da parte holandesa de Timor viera alguma coisa de favorável: para-quedistas japoneses haviam sido aniquilados ao descer nos arredores de Koepang e uma parte das forças desembarcadas fora feita prisioneira. Porém não se esperava que os holandeses resistissem mais de três ou quatro dias."
(excerto do Cap. II)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam manchas de oxidação.
Invulgar.
Indisponível
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*MELO (Henrique de Sousa e),
1ª E D I Ç Ã O,
2ª Guerra Mundial,
História,
História de Portugal,
Literatura Portuguesa,
Oriente,
Romance Histórico,
Timor
19 setembro, 2016
MINSHAL D.S.O., M.I.E.E. - T. H. - A INFLUÊNCIA DA PRÚSSIA SÔBRE A ALEMANHA E OS OBJECTIVOS DE GUERRA DOS ALIADOS. Por... Lisboa, Depositária : Livraria Bertrand, [1939?]. In-4º (23cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
"A discussão pública dos objectivos da guerra tem girado principalmente em tôrno dos vários meios de resistir à agressão. Nêste folheto analisa-se o culto da agressão e as possibilidades da sua anulação. Se a primeira consideração constitue o nosso objectivo imediato, a segunda deve ser a nossa preocupação final e predominante.
A característica mais perigosa do actual regime na Alemanha é de combinar as doutrinas do militarismo prussiano e do culto da fôrça com os sonhos extravagantes e crenças pagãs geradas mais recentemente na mentalidade dos alemães do sul."
(excerto do prefácio)
Matérias:
- Prefácio. - A Prússia e a Alemanha : uma influência nefasta. - A política prussiana. - Três Princípios Prussianos: O amor à guerra; A doutrina de Clausewitz; O Esrado acima do Direito Comum. - O Efeito Moral. - Influência Académica. - O Objectivo Vital da Guerra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
"A discussão pública dos objectivos da guerra tem girado principalmente em tôrno dos vários meios de resistir à agressão. Nêste folheto analisa-se o culto da agressão e as possibilidades da sua anulação. Se a primeira consideração constitue o nosso objectivo imediato, a segunda deve ser a nossa preocupação final e predominante.
A característica mais perigosa do actual regime na Alemanha é de combinar as doutrinas do militarismo prussiano e do culto da fôrça com os sonhos extravagantes e crenças pagãs geradas mais recentemente na mentalidade dos alemães do sul."
(excerto do prefácio)
Matérias:
- Prefácio. - A Prússia e a Alemanha : uma influência nefasta. - A política prussiana. - Três Princípios Prussianos: O amor à guerra; A doutrina de Clausewitz; O Esrado acima do Direito Comum. - O Efeito Moral. - Influência Académica. - O Objectivo Vital da Guerra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
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*MINSHALL(T. H.),
1ª E D I Ç Ã O,
2ª Guerra Mundial,
Alemanha,
História,
Propaganda
22 fevereiro, 2016
GUIA DO NÁUFRAGO - MINISTÉRIO DA MARINHA. Tradução de Laurindo Henriques dos Santos, 1.º Tenente. Lisboa, Ministério da Marinha [Composto e impresso na Tip. Ramos, Afonso & Moita, Lda., Lisboa], 1945. In-8.º (18,5cm) de 62, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Ilustrada com desenhos exemplificativos no texto.
Curioso manual de procedimentos em caso de naufrágio, publicado no final da 2.ª Guerra Mundial. Livro reservado ao serviço da Marinha Portuguesa.
Êste folheto não é para venda ao público e a sua impressão foi autorizada pelo «Controller of His Britannic Majesty's Stationery Office».
"As narrativas dos náufragos têm-se acumulado com a guerra e o seu cuidadoso estudo mostra que possuindo-se os necessários conhecimentos e usando de previsão e iniciativa se podem aumentar as probabilidades de salvação, reduzir o desconfôrto corporal e manter o moral durante as intempéries, melhorando-se assim o estado geral dos que tenham de passar por estas provações.
A Comissão examinou as condições a que os náufragos podem ficar submetidos depois da perda do seu navio ou avião e compilou sob a forma de folheto, as lições tiradas da experiência e conclusões alcançadas com a mesma. Preferiu-se esta modalidade à do relatório formal, por ser a maneira mais eficaz e directa de disseminar conhecimentos aos que andam expostos aos perigos."
(excerto da introdução)
Matérias:
Introdução: - Seu objectivo. - Comando e moral. - Publicidade dos salvamentos. - Preparativos e precauções no navio. - Água de beber e seu vasilhame. - Víveres. - Pensos de urgência. - Transmissor-receptor portátil de T. S. F. - Luzes. - Fósforos. - Velas e cabos. - Boeiras. - Leme. - Estrôpos de arame dos lemes da esparrela. - Boça. - Bomba de relógio. - Hábitos.
Procedimento durante emergências: - Diminuir os efeitos da explosão.
Abandono do navio: - Mensagens de T. S. F. e seu equipamento. - Instrumentos, tábuas náuticas e cartas. - Vestuário. - Água extra. - Víveres. - Largar os aparelhos de salvação. - Saltar pela borda. - Na água.
Procedimento nos salva-vidas: - Comportamento. - Distribuição de tarefas. - Vestuário. - Protecção dos ventos frios, chuva e surriada do mar. - Protecção do sol e calor. - Esgôto. - Rações de água: Controle e distribuição; Medidas. - Água das chuvas. - Gêlo. - Urina. - Rações de alimentos. - Guarda das provisões. - Hábitos: Bebida e comida. - Intestinos. - Micção. - Fumar. - Sono. - Estimulantes em comprimidos: Acção dos comprimidos; Quando e como usar os comprimidos.
Tratamentos dos doentes e feridos: - Equipamento e tratamento de urgência. - Tratamento de afogados. - Tratamento (de urgência) de feridos. - Tratamento (de urgência) de fracturas. - Queimaduras e escaldões. - Tratamento de comoções nervosas.
Indisposições: - Bôca sêca. - Lábios rebentados ou crestados. - Pele rebentada. - Queimaduras da água salgada. - Inflamação dos olhos. - Febre. - Vómitos. - Prisão de ventre. - Diarreia. - Dificuldade de urinar. - Inchação das pernas. - Geladuras. - Pés macerados.
Providências para o salvamento: - Navegação. - Remar. - Chamar a atenção. - Miragens.
Tratamento depois do salvamento: - Bebidas. - Comida. - Aquecimento. - Tratamento das geladuras. - Tratamento dos pés macerados.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas "empoeiradas", com ligeira descoloração pela sua exposição parcial à luz.
Raro.
35€
1.ª edição portuguesa.
Ilustrada com desenhos exemplificativos no texto.
Curioso manual de procedimentos em caso de naufrágio, publicado no final da 2.ª Guerra Mundial. Livro reservado ao serviço da Marinha Portuguesa.
Êste folheto não é para venda ao público e a sua impressão foi autorizada pelo «Controller of His Britannic Majesty's Stationery Office».
"As narrativas dos náufragos têm-se acumulado com a guerra e o seu cuidadoso estudo mostra que possuindo-se os necessários conhecimentos e usando de previsão e iniciativa se podem aumentar as probabilidades de salvação, reduzir o desconfôrto corporal e manter o moral durante as intempéries, melhorando-se assim o estado geral dos que tenham de passar por estas provações.
A Comissão examinou as condições a que os náufragos podem ficar submetidos depois da perda do seu navio ou avião e compilou sob a forma de folheto, as lições tiradas da experiência e conclusões alcançadas com a mesma. Preferiu-se esta modalidade à do relatório formal, por ser a maneira mais eficaz e directa de disseminar conhecimentos aos que andam expostos aos perigos."
(excerto da introdução)
Matérias:
Introdução: - Seu objectivo. - Comando e moral. - Publicidade dos salvamentos. - Preparativos e precauções no navio. - Água de beber e seu vasilhame. - Víveres. - Pensos de urgência. - Transmissor-receptor portátil de T. S. F. - Luzes. - Fósforos. - Velas e cabos. - Boeiras. - Leme. - Estrôpos de arame dos lemes da esparrela. - Boça. - Bomba de relógio. - Hábitos.
Procedimento durante emergências: - Diminuir os efeitos da explosão.
Abandono do navio: - Mensagens de T. S. F. e seu equipamento. - Instrumentos, tábuas náuticas e cartas. - Vestuário. - Água extra. - Víveres. - Largar os aparelhos de salvação. - Saltar pela borda. - Na água.
Procedimento nos salva-vidas: - Comportamento. - Distribuição de tarefas. - Vestuário. - Protecção dos ventos frios, chuva e surriada do mar. - Protecção do sol e calor. - Esgôto. - Rações de água: Controle e distribuição; Medidas. - Água das chuvas. - Gêlo. - Urina. - Rações de alimentos. - Guarda das provisões. - Hábitos: Bebida e comida. - Intestinos. - Micção. - Fumar. - Sono. - Estimulantes em comprimidos: Acção dos comprimidos; Quando e como usar os comprimidos.
Tratamentos dos doentes e feridos: - Equipamento e tratamento de urgência. - Tratamento de afogados. - Tratamento (de urgência) de feridos. - Tratamento (de urgência) de fracturas. - Queimaduras e escaldões. - Tratamento de comoções nervosas.
Indisposições: - Bôca sêca. - Lábios rebentados ou crestados. - Pele rebentada. - Queimaduras da água salgada. - Inflamação dos olhos. - Febre. - Vómitos. - Prisão de ventre. - Diarreia. - Dificuldade de urinar. - Inchação das pernas. - Geladuras. - Pés macerados.
Providências para o salvamento: - Navegação. - Remar. - Chamar a atenção. - Miragens.
Tratamento depois do salvamento: - Bebidas. - Comida. - Aquecimento. - Tratamento das geladuras. - Tratamento dos pés macerados.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas "empoeiradas", com ligeira descoloração pela sua exposição parcial à luz.
Raro.
35€
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10 fevereiro, 2016
MONTGOMERY OF ALAMEIN, Field Marshal The Viscount - EL ALAMEIN TO THE RIVER SANGRO. By... K.G., G.C.B., D.S.O. Hutchinson & Co. (Publishers) Ltd. London : New York : Melbourne : Sydney : Cape Town, [1948]. In-8.º (22,5cm) de xi, [1], 132, [1] + [7] f. desd. ; E.
1.ª edição absoluta (inglesa).
Ilustrada com 16 mapas coloridos (em 1 folha + 7 desdobráveis) do avanço do 8.º Exército Britânico, das batalhas travadas e de diversas operações no Norte de África e Itália.
"I am anxious to place on record an authoritative and factual account of the activities of the Eighth Army during the period that I commanded the Army. This period was from 13 August 1942 to 31 December 1943: during wich time de Army advanced from Alamein to the Sangro River (in Italy). This book contains the story of those days and I have based it on my personal diary.
The Eighth Army was a very happy family. It went from Alamein to half way up Italy without losing a battle or eben a serious action, and without ever withdrawing a yard. As a result it acquired a very higt morale; the men had confidence in themselves and in their leaders; they knew they were fine soldiers and they looked it: every man an emperor. It was a wonderful experience to command such an Army in the days of its greatest successes."
(Prefácio)
Matérias:
I. The campaign in North Africa from El Alamein, 13 August 1942, to the end in Tunisia, 12 May 1943.
II. The invasion and capture of Sicily, 10 July - 17 August 1943.
III. The invasion of the mainland of Italy and the advance to the River Sangro, 8 September - 31 December 1943.
Bernard Law Montgomery (1887-1976). "Militar inglês e um dos mais ilustres comandantes aliados da Segunda Guerra Mundial, desempenhou um papel de primeira grandeza nas vitórias aliadas em África e na Europa. Nasceu em Londres, a 17 de novembro de 1887, e frequentou o Royal Millitary College, em Sandhurst. Alistou-se no exército britânico em 1908 e serviu como capitão na I Guerra Mundial. Em 1942, em plena II Guerra, foi nomeado comandante do VIII Exército Britânico em África. Dois meses depois de ter chegado deu início a uma ofensiva sobre El Alamein, no Egito, donde resultou, em primeiro lugar, a saída das tropas italo-germânicas do general Rommel do Egito e, depois, da Cirenaica e Tripolitana na Líbia. Em 1943 conseguiu outra vitória sobre o mesmo rival na batalha da Linha Mareth, no Sul da Tunísia. Como comandante-chefe dos exércitos britânicos na frente ocidental, serviu sob o comando do general Dwight D. Eisenhower de dezembro de 1943 a agosto de 1944, altura em que foi promovido a marechal-de-campo e comandante-geral das forças inglesas e canadianas, tendo dirigido as forças terrestres no desembarque da Normandia a 6 de junho de 1944. Em 1946 foi instituído como visconde e nomeado chefe supremo do comando imperial inglês. Foi ainda comandante supremo adjunto das forças militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN / NATO) de 1951 a 1958. Morreu em Alton, Hampshire, no dia 25 de março de 1976. Entre os seus escritos, onde se encontram as suas memórias (1958), publicou O caminho para a liderança (The path to leadership), em 1961."
(in Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. Disponível na Internet: )
Encadernação editorial em tela com escudo e dourados gravados a ouro na pasta frontal e na lombada. Sem sobrecapa.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
1.ª edição absoluta (inglesa).
Ilustrada com 16 mapas coloridos (em 1 folha + 7 desdobráveis) do avanço do 8.º Exército Britânico, das batalhas travadas e de diversas operações no Norte de África e Itália.
"I am anxious to place on record an authoritative and factual account of the activities of the Eighth Army during the period that I commanded the Army. This period was from 13 August 1942 to 31 December 1943: during wich time de Army advanced from Alamein to the Sangro River (in Italy). This book contains the story of those days and I have based it on my personal diary.
The Eighth Army was a very happy family. It went from Alamein to half way up Italy without losing a battle or eben a serious action, and without ever withdrawing a yard. As a result it acquired a very higt morale; the men had confidence in themselves and in their leaders; they knew they were fine soldiers and they looked it: every man an emperor. It was a wonderful experience to command such an Army in the days of its greatest successes."
(Prefácio)
Matérias:
I. The campaign in North Africa from El Alamein, 13 August 1942, to the end in Tunisia, 12 May 1943.
II. The invasion and capture of Sicily, 10 July - 17 August 1943.
III. The invasion of the mainland of Italy and the advance to the River Sangro, 8 September - 31 December 1943.
Bernard Law Montgomery (1887-1976). "Militar inglês e um dos mais ilustres comandantes aliados da Segunda Guerra Mundial, desempenhou um papel de primeira grandeza nas vitórias aliadas em África e na Europa. Nasceu em Londres, a 17 de novembro de 1887, e frequentou o Royal Millitary College, em Sandhurst. Alistou-se no exército britânico em 1908 e serviu como capitão na I Guerra Mundial. Em 1942, em plena II Guerra, foi nomeado comandante do VIII Exército Britânico em África. Dois meses depois de ter chegado deu início a uma ofensiva sobre El Alamein, no Egito, donde resultou, em primeiro lugar, a saída das tropas italo-germânicas do general Rommel do Egito e, depois, da Cirenaica e Tripolitana na Líbia. Em 1943 conseguiu outra vitória sobre o mesmo rival na batalha da Linha Mareth, no Sul da Tunísia. Como comandante-chefe dos exércitos britânicos na frente ocidental, serviu sob o comando do general Dwight D. Eisenhower de dezembro de 1943 a agosto de 1944, altura em que foi promovido a marechal-de-campo e comandante-geral das forças inglesas e canadianas, tendo dirigido as forças terrestres no desembarque da Normandia a 6 de junho de 1944. Em 1946 foi instituído como visconde e nomeado chefe supremo do comando imperial inglês. Foi ainda comandante supremo adjunto das forças militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN / NATO) de 1951 a 1958. Morreu em Alton, Hampshire, no dia 25 de março de 1976. Entre os seus escritos, onde se encontram as suas memórias (1958), publicou O caminho para a liderança (The path to leadership), em 1961."
(in Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. Disponível na Internet: )
Encadernação editorial em tela com escudo e dourados gravados a ouro na pasta frontal e na lombada. Sem sobrecapa.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
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10 dezembro, 2015
MARKL, Dagoberto L. - XEQUE-MATE NO ESTORIL. A morte de Alexandre Alekhine. Porto, Campo das Letras, 2001. In-8.º (21cm) de 238, [2] p. ; [8] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante relato dos últimos dias de vida de Alexandre Alekhine. Personagem polémica, este russo naturalizado francês e grande figura do xadrez mundial, viria a falecer em circunstâncias misteriosas, num hotel do Estoril, em Portugal, enquanto se preparava para um match em que iria defender o seu título de campeão do mundo contra Botvinnik.
Ilustrado com fotografias a p.b., onde se destaca 'Alekhine morto, no quarto do Hotel do Parque, no Estoril', e com diversos fac-símiles, incluindo o registo de óbito do Mestre.
.................................
"Abordar a figura de Alexandre Alekhine é uma tarefa complexa, se tivermos em conta a sua personalidade contraditória e a aura de mito e lenda que a envolveu. Qualquer dos seus principais biógrafos - Kotov, Pawelczac, Pablo Morán e Dimitrje Bjelica - comete erros e omissões, em virtude de se debruçar sobre o campeão sempre no intento de fazer o seu panegírico. Esta atitude faz com que se perca a necessária objectividade ao traçar a biografia do grande mestre russo-francês. [...]
Se passarmos à investigação dos testemunhos documentais que, eventualmente, possam existir entre nós relacionados com a estadia e a morte de Alekhine em Portugal, cria-se uma verdadeira cortina de fumo que dificulta o trabalho do investigador.
A dificuldade na abordagem das instituições onde deve existir documentação essencial para um estudo sério é, talvez, o maior dos obstáculos. Referimo-nos, em especial, aos arquivos da PIDE-DGS, Instituto de Medicina Legal e à biblioteca, já muito desfalcada, do primeiro campeão nacional Dr. António Maria Pires, que se encontra, por catalogar, no Ateneu Comercial de Lisboa. [...]
Todos estes factos conduziram a que o nosso trabalho, primeiro livro no qual nos limitamos a abrir - ou reabrir - o Processo Alekhine, mais não seja que um levantar de dúvidas, procurando, em alguns casos, apresentar uma ou mais soluções possíveis para a melhor compreensão da personalidade de Alekhine e dos acontecimentos dramáticos ocorridos no final da sua vida, em especial no seu trágico fim, num quarto do Hotel do Parque, na noite de 23 para 24 de Março de 1946.
Foi, precisamente, a sua misteriosa morte que nos levou a esta pesquisa.
Para o entendimento deste trágico desenlace há, porém, que ter em conta uma série de acontecimentos que marcaram a vida de Alekhine a partir do começo da II Guerra Mundial, em Setembro de 1939.
Entendemos que, de algum modo, valorizaríamos este trabalho incluindo, em apêndice, os célebres artigos anti-semitas que Alekhine alegadamente publicou, em 1941, no Pariser Zeitung, jornal alemão editado em Paris durante os anos negros da ocupação da capital francesa. Nenhum deles, foi ainda, publicado em português."
(excerto da introdução)
Dagoberto Markl (1939-2010). "Historiador, museólogo, escritor, jornalista e dirigente associativo. Membro do Partido Comunista Português, estava organizado na célula do Património do Sector Intelectual de Lisboa. Nascido a 27 de Junho de 1939, Dagoberto Markl era Historiador de Arte e membro da Academia Nacional de Belas Artes. Autor de muitos trabalhos de investigação, colaborou nas mais recentes publicações de História e História de Arte, sendo um dos colaboradores do Dictiomary of Art, publicado em Londres. Em 1984 foi distinguido com o Prémio José de Figueiredo da Academia Nacional de Belas Artes, e em 1989 faz no Centro de Trabalho Vitória uma comunicação sobre as fontes iconográficas da obra de Gil Vicente, destaca a DORL. Colaborou assiduamente com o jornal O Diário, e com as revistas Vértice e O Militante. Apaixonado pelo Xadrez, Daboberto Markl foi, para além de praticante daquela modalidade e dirigente do Grupo de Xadrez Alekhine, responsável pela publicação de várias obras sobre a matéria, impulsionador em Portugal do Dia Mundial do Xadrez e o dinamizador da Comissão de História da Federação Portuguesa de Xadrez."
(fonte: www.avante.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
20€
1.ª edição.
Interessante relato dos últimos dias de vida de Alexandre Alekhine. Personagem polémica, este russo naturalizado francês e grande figura do xadrez mundial, viria a falecer em circunstâncias misteriosas, num hotel do Estoril, em Portugal, enquanto se preparava para um match em que iria defender o seu título de campeão do mundo contra Botvinnik.
Ilustrado com fotografias a p.b., onde se destaca 'Alekhine morto, no quarto do Hotel do Parque, no Estoril', e com diversos fac-símiles, incluindo o registo de óbito do Mestre.
.................................
"Abordar a figura de Alexandre Alekhine é uma tarefa complexa, se tivermos em conta a sua personalidade contraditória e a aura de mito e lenda que a envolveu. Qualquer dos seus principais biógrafos - Kotov, Pawelczac, Pablo Morán e Dimitrje Bjelica - comete erros e omissões, em virtude de se debruçar sobre o campeão sempre no intento de fazer o seu panegírico. Esta atitude faz com que se perca a necessária objectividade ao traçar a biografia do grande mestre russo-francês. [...]
Se passarmos à investigação dos testemunhos documentais que, eventualmente, possam existir entre nós relacionados com a estadia e a morte de Alekhine em Portugal, cria-se uma verdadeira cortina de fumo que dificulta o trabalho do investigador.
A dificuldade na abordagem das instituições onde deve existir documentação essencial para um estudo sério é, talvez, o maior dos obstáculos. Referimo-nos, em especial, aos arquivos da PIDE-DGS, Instituto de Medicina Legal e à biblioteca, já muito desfalcada, do primeiro campeão nacional Dr. António Maria Pires, que se encontra, por catalogar, no Ateneu Comercial de Lisboa. [...]
Todos estes factos conduziram a que o nosso trabalho, primeiro livro no qual nos limitamos a abrir - ou reabrir - o Processo Alekhine, mais não seja que um levantar de dúvidas, procurando, em alguns casos, apresentar uma ou mais soluções possíveis para a melhor compreensão da personalidade de Alekhine e dos acontecimentos dramáticos ocorridos no final da sua vida, em especial no seu trágico fim, num quarto do Hotel do Parque, na noite de 23 para 24 de Março de 1946.
Foi, precisamente, a sua misteriosa morte que nos levou a esta pesquisa.
Para o entendimento deste trágico desenlace há, porém, que ter em conta uma série de acontecimentos que marcaram a vida de Alekhine a partir do começo da II Guerra Mundial, em Setembro de 1939.
Entendemos que, de algum modo, valorizaríamos este trabalho incluindo, em apêndice, os célebres artigos anti-semitas que Alekhine alegadamente publicou, em 1941, no Pariser Zeitung, jornal alemão editado em Paris durante os anos negros da ocupação da capital francesa. Nenhum deles, foi ainda, publicado em português."
(excerto da introdução)
Dagoberto Markl (1939-2010). "Historiador, museólogo, escritor, jornalista e dirigente associativo. Membro do Partido Comunista Português, estava organizado na célula do Património do Sector Intelectual de Lisboa. Nascido a 27 de Junho de 1939, Dagoberto Markl era Historiador de Arte e membro da Academia Nacional de Belas Artes. Autor de muitos trabalhos de investigação, colaborou nas mais recentes publicações de História e História de Arte, sendo um dos colaboradores do Dictiomary of Art, publicado em Londres. Em 1984 foi distinguido com o Prémio José de Figueiredo da Academia Nacional de Belas Artes, e em 1989 faz no Centro de Trabalho Vitória uma comunicação sobre as fontes iconográficas da obra de Gil Vicente, destaca a DORL. Colaborou assiduamente com o jornal O Diário, e com as revistas Vértice e O Militante. Apaixonado pelo Xadrez, Daboberto Markl foi, para além de praticante daquela modalidade e dirigente do Grupo de Xadrez Alekhine, responsável pela publicação de várias obras sobre a matéria, impulsionador em Portugal do Dia Mundial do Xadrez e o dinamizador da Comissão de História da Federação Portuguesa de Xadrez."
(fonte: www.avante.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
20€
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09 novembro, 2015
OLIVEIRA, Rui Mora de - ESTRATÉGIA AEROESPACIAL : ciclos de evolução e perspectivas futuras. Por... Tenente-Coronel Piloto-Aviador. [Alfragide], Instituto de Altos Estudos da Força Aérea, 1993. In-4.º (23cm) de [2], 196, [2] p. ; il.; B.
1.ª edição.
Tese de mestrado em Estratégia Aeroespacial apresentada ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.
Ilustrada nas páginas do texto a p.b. e a cores, com tabelas, desenhos esquemáticos, mapas e croquis.
"A campanha de bombardeamento durante a primeira guerra foi levada a cabo por uma aerostação muito desenvolvida e por uma aviação em fase de expansão. As acções desencadeadas pelos aviões foram, de início, pouco significativas, mostrando-se, no entanto, com o decorrer nos meses mais eficazes do que as executadas pelos dirigíveis.
O bombardeamento estratégico impôs-se , não tanto pelas baixas e destruição que provocou mas, fundamentalmente, pela perturbação sócio-económica que causou.
Apesar dos êxitos alcançados, o "atrevimento operacional" teve custos elevados sobretudos pelas perdas em pessoal, recurso crítico de difícil regeneração."
(excerto de A Primeira Guerra Mundial, O bombardeamento estratégico)
Matérias:
I - Ciclo ae Individualização
I.1 - A Preconcepção do Poder Aéreo. I.2 - A Primeira Guerra Mundial. I.3 - O Conceito de Poder Aéreo - Período entre Guerras.
I.4 - A Segunda Guerra Mundial.
II - O Ciclo da Projecção Aeroespacial
II.1 - Prova de Força em Berlim. II.2 - Guerra Limitada - Estudo de um Caso. II.3 - Evolução Tecnológica. II.4 - A Segunda Geração de Pensadores. II.5 - O Uso Militar do Espaço Exterior. II.6 - Evolução do Emprego da Força. II.7 - Caracterizações do Presente. II.8 - O Conflito do Golfo.
III - Perspectivas Futuras
III.1 - Tecnologias Críticas. III.2 - Sistemas em Projecto. III.3 - Perfil Provável das Operações.
Conclusões Finais
Rui Mora de Oliveira (n. 1957). "Ingressou na Força Aérea em 1973, no Curso de Oficiais Milicianos, tendo sido brevetado em 1974, em Alouette III, na Base Aérea n.º 3, Tancos (BA3). Após ter frequentado o Curso Superior de Ciências Militares e Aeronáuticas da Academia Militar, ingressa no Quadro Permanente em 1978, sendo colocado na Base Aérea n.º 6, Montijo (BA6), na Esqª. 551. Transita depois para a Esqª. 751, onde vem a comandar. No seu percurso, até chegar ao cargo de Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, desempenhou várias funções de relevo, tal como assessor militar para os assuntos da Força Aérea, no Gabinete do ministro da Defesa Nacional; Oficial de Estado-Maior, como oficial de operações aéreas no Supreme Allied Command Atlantic, Estados Unidos da América; Diretor do Curso Geral de Guerra Aérea e do Curso Básico de Comando no IAEFA; Comandante da Base Aérea N.º6; Comandante da Zona Aérea dos Açores; Diretor do IESM; Comandante da Logística da Força Aérea (CLAFA) e Chefe do Estado-Maior Conjunto. Da sua folha de serviços constam diversos Louvores e Condecorações, de que se destacam duas Medalhas de Ouro de Serviços Distintos - Colectivas, quatro Medalhas de Prata de Serviços Distintos, a Medalha de Mérito Militar de 1ª Classe, a Medalha de Mérito Aeronáutico de 2ª Classe, a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar e a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar."
(Fonte: www.emgfa.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€
1.ª edição.
Tese de mestrado em Estratégia Aeroespacial apresentada ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.
Ilustrada nas páginas do texto a p.b. e a cores, com tabelas, desenhos esquemáticos, mapas e croquis.
"A campanha de bombardeamento durante a primeira guerra foi levada a cabo por uma aerostação muito desenvolvida e por uma aviação em fase de expansão. As acções desencadeadas pelos aviões foram, de início, pouco significativas, mostrando-se, no entanto, com o decorrer nos meses mais eficazes do que as executadas pelos dirigíveis.
O bombardeamento estratégico impôs-se , não tanto pelas baixas e destruição que provocou mas, fundamentalmente, pela perturbação sócio-económica que causou.
Apesar dos êxitos alcançados, o "atrevimento operacional" teve custos elevados sobretudos pelas perdas em pessoal, recurso crítico de difícil regeneração."
(excerto de A Primeira Guerra Mundial, O bombardeamento estratégico)
Matérias:
I - Ciclo ae Individualização
I.1 - A Preconcepção do Poder Aéreo. I.2 - A Primeira Guerra Mundial. I.3 - O Conceito de Poder Aéreo - Período entre Guerras.
I.4 - A Segunda Guerra Mundial.
II - O Ciclo da Projecção Aeroespacial
II.1 - Prova de Força em Berlim. II.2 - Guerra Limitada - Estudo de um Caso. II.3 - Evolução Tecnológica. II.4 - A Segunda Geração de Pensadores. II.5 - O Uso Militar do Espaço Exterior. II.6 - Evolução do Emprego da Força. II.7 - Caracterizações do Presente. II.8 - O Conflito do Golfo.
III - Perspectivas Futuras
III.1 - Tecnologias Críticas. III.2 - Sistemas em Projecto. III.3 - Perfil Provável das Operações.
Conclusões Finais
Rui Mora de Oliveira (n. 1957). "Ingressou na Força Aérea em 1973, no Curso de Oficiais Milicianos, tendo sido brevetado em 1974, em Alouette III, na Base Aérea n.º 3, Tancos (BA3). Após ter frequentado o Curso Superior de Ciências Militares e Aeronáuticas da Academia Militar, ingressa no Quadro Permanente em 1978, sendo colocado na Base Aérea n.º 6, Montijo (BA6), na Esqª. 551. Transita depois para a Esqª. 751, onde vem a comandar. No seu percurso, até chegar ao cargo de Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, desempenhou várias funções de relevo, tal como assessor militar para os assuntos da Força Aérea, no Gabinete do ministro da Defesa Nacional; Oficial de Estado-Maior, como oficial de operações aéreas no Supreme Allied Command Atlantic, Estados Unidos da América; Diretor do Curso Geral de Guerra Aérea e do Curso Básico de Comando no IAEFA; Comandante da Base Aérea N.º6; Comandante da Zona Aérea dos Açores; Diretor do IESM; Comandante da Logística da Força Aérea (CLAFA) e Chefe do Estado-Maior Conjunto. Da sua folha de serviços constam diversos Louvores e Condecorações, de que se destacam duas Medalhas de Ouro de Serviços Distintos - Colectivas, quatro Medalhas de Prata de Serviços Distintos, a Medalha de Mérito Militar de 1ª Classe, a Medalha de Mérito Aeronáutico de 2ª Classe, a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar e a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar."
(Fonte: www.emgfa.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
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16 julho, 2015
100 DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS ANTECEDENTES DA GUERRA. [Prefácio de von Ribbentrop]. Lisboa, Alma, [1939]. In-4º (23,5cm) de 206, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Publicação com a visão nazi sobre os motivos que conduziram à 2.ª Guerra Mundial.
"Sob a chefia de Adolf Hitler, o Povo Alemão lança o seu olhar para o futuro e não para o passado. A guerra que nos foi imposta e na qual combatemos pelo destino futuro da Alemanha, torna imperiosamente necessário que estejamos conscientes, a todo o momento, da forma como a ela se chegou e onde dever ser procuradas as suas causas reais. [...]
Depois do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reich ter publicado num Livro Branco, imediatamente após o início da guerra, os documentos que elucidam a última fase da crise germano-polaca, apresenta agora uma vasta colecção de documentos, que não se limitam apenas à época que precedeu imediatamente o início da guerra, mas que abrangem também os acontecimentos políticos mais importantes, dos quais se desenvolveu primeiramente o conflito com a Polónia e depois o conflito com a Inglaterra e a França.
Os 100 documentos reproduzidos nos anexos falam uma língua tão clara, que dispensam qualquer comentário. Na sua objectividade diplomática proporcionam um quadro directo e verídico da evolução política dos últimos anos, um quadro que impressionará e comoverá sempre, mesmo aquêles que viveram de perto essa evolução."
(excerto do prefácio)
"Os documentos que vão seguir-se fornecem um quadro para a história dos antecedentes da guerra actual. Não se limitam apenas às semanas que precederam o estalar da guerra, mas tornam possível também a formação duma opinião imparcial sôbre as causas remotas do conflito.
O Livro Branco do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reich (1939, N.º 2), «Documentos para a História dos Antecedentes da Guerra», contém nada menos que 482 documentos."
(excerto do prólogo)
Invulgar.
15€
1.ª edição.
Publicação com a visão nazi sobre os motivos que conduziram à 2.ª Guerra Mundial.
"Sob a chefia de Adolf Hitler, o Povo Alemão lança o seu olhar para o futuro e não para o passado. A guerra que nos foi imposta e na qual combatemos pelo destino futuro da Alemanha, torna imperiosamente necessário que estejamos conscientes, a todo o momento, da forma como a ela se chegou e onde dever ser procuradas as suas causas reais. [...]
Depois do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reich ter publicado num Livro Branco, imediatamente após o início da guerra, os documentos que elucidam a última fase da crise germano-polaca, apresenta agora uma vasta colecção de documentos, que não se limitam apenas à época que precedeu imediatamente o início da guerra, mas que abrangem também os acontecimentos políticos mais importantes, dos quais se desenvolveu primeiramente o conflito com a Polónia e depois o conflito com a Inglaterra e a França.
Os 100 documentos reproduzidos nos anexos falam uma língua tão clara, que dispensam qualquer comentário. Na sua objectividade diplomática proporcionam um quadro directo e verídico da evolução política dos últimos anos, um quadro que impressionará e comoverá sempre, mesmo aquêles que viveram de perto essa evolução."
(excerto do prefácio)
"Os documentos que vão seguir-se fornecem um quadro para a história dos antecedentes da guerra actual. Não se limitam apenas às semanas que precederam o estalar da guerra, mas tornam possível também a formação duma opinião imparcial sôbre as causas remotas do conflito.
O Livro Branco do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reich (1939, N.º 2), «Documentos para a História dos Antecedentes da Guerra», contém nada menos que 482 documentos."
(excerto do prólogo)
Ulrich Friedrich Wilhelm Joachim von Ribbentrop (1893-1946). Político alemão, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha Nazi
entre 1938 e 1945, e uma das mais influentes figuras do Terceiro Reich. No final da 2.ª Guerra Mundial, após a derrota e
rendição da Alemanha, foi julgado no Tribunal de Nuremberga sob a acusação de crimes contra a humanidade. Foi condenado à morte e enforcado a 16 de Outubro de 1946.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas sujas, com defeitos.Invulgar.
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*RIBBENTROP (Joachim von),
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01 junho, 2015
GASPAR, J. da Natividade - O GRANDE MISTÉRIO DO PACÍFICO. Por... Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1946. In-8º (18cm) de 190, [2] p. ; il. ; B. Col. Os Melhores Romances de Aventura, 39
1.ª edição.
Romance de autor português, tendo como pano de fundo a 2.ª Guerra Mundial.
"Às vinte horas daquele dia, começou o espectáculo com escassíssima concorrência de espectadores. [...]
A meio do arame, um estrondo pavoroso fez estremecer a lona do circo, Caíra, a poucos metros dali, a primeira bomba daquela noite. O equilibrista caiu também.
E a chuva de metralha, que se seguiu e que não parou de flagelar a desgraça cidade de Retimo, constituiu o prelúdio de outra chuva mais decisiva para a capitulação de Creta: paraquedistas às centenas, os quais, dois minutos depois de poisarem, faziam furioso fogo contra os gregos e os ingleses."
(excerto do Cap. I, Último espectáculo)
José da Natividade Gaspar (1904-?). Jornalista, escritor e tradutor português. No seu trabalho como autor e tradutor, dedicou-se sobretudo ao género policial.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas; dedicatória (não do autor) na f. guarda que precede a f. anterrosto; falha de papel no topo da lombada.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
Romance de autor português, tendo como pano de fundo a 2.ª Guerra Mundial.
"Às vinte horas daquele dia, começou o espectáculo com escassíssima concorrência de espectadores. [...]
A meio do arame, um estrondo pavoroso fez estremecer a lona do circo, Caíra, a poucos metros dali, a primeira bomba daquela noite. O equilibrista caiu também.
E a chuva de metralha, que se seguiu e que não parou de flagelar a desgraça cidade de Retimo, constituiu o prelúdio de outra chuva mais decisiva para a capitulação de Creta: paraquedistas às centenas, os quais, dois minutos depois de poisarem, faziam furioso fogo contra os gregos e os ingleses."
(excerto do Cap. I, Último espectáculo)
José da Natividade Gaspar (1904-?). Jornalista, escritor e tradutor português. No seu trabalho como autor e tradutor, dedicou-se sobretudo ao género policial.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas; dedicatória (não do autor) na f. guarda que precede a f. anterrosto; falha de papel no topo da lombada.
Invulgar.
10€
Etiquetas:
*GASPAR (José da Natividade),
1ª E D I Ç Ã O,
2ª Guerra Mundial,
História,
Romance
12 abril, 2015
SUDOPLATOV, Pavel & SUDOPLATOV, Anatoli. Com Jerrold L e Leona P. Schecter - OPERAÇÕES ESPECIAIS : memórias de uma testemunha indesejada. Prefácio de Robert Conquest. Mem Martins, Publicações Europa-América, 1994. In-8º (21cm) de 540, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Ilustrada com fac-símiles de documentos secretos - relatórios e correspondência diversa.
Documento histórico sobre a U. R. S. S. estalinista. Interessante conjunto de entrevistas feitas a Pavel Sudoplatov durante um ano, pessoalmente e por interposta pessoa, que resultaram em 20 horas de gravações. Sudoplatov era um agente do Serviço de Informações soviético. Foi o responsável pelo assassinato de Trotsky, e teve a seu cargo durante a 2.ª Guerra Mundial toda a Informação e Contra-Informação na Alemanha e nos territórios ocupados, tendo continuado a dirigir as redes clandestinas no estrangeiro após a guerra, com o propósito de sabotar instalações americanas e da NATO. Após a morte de Estaline, foi apanhado na luta pelo poder entre Khruschov e Beria, de quem era subordinado; foi preso e acusado de conspiração e traição. A sua reclusão na "célebre" Lubyanka durou 15 anos.
"Esta é a mais sensacional, a mais devastadora e, em muitos aspectos, a mais informativa autobiografia que alguma vez emergiu do meio estalinista.
É talvez o contributo individual mais importante para a nossa informação desde o Discurso Secreto de Khrushchov.
Não é absolutamente verdadeiro que o nome de Pavel Sudoplatov fosse pouco conhecido, pelo menos pelos historiadores. O seu papel como organizador do assassinato de Trotsky já fora estabelecido, de um modo geral, há alguns anos. Porém, o conhecimento que se tinha desta operação era imperfeito e o resto da sua diversificada carreira era obscuro."
(excerto do prefácio)
"A carreira de Pavel Anatolievitch Sudoplatov no Serviço de Informações coincidiu, quase exactamente, com os trinta anos de reinado de Estaline na União Soviética. Sudoplatov trabalhou longos anos na Administração para as Operações Especiais, uma unidade de élite do Serviço de Informações soviético, tornando-se o seu director durante a guerra. Definiu o significado da palavra «especial» com sangue, veneno e terrorismo. [...]
A autobiografia de Pavel Anatolievitch Sudoplatov, contando setenta anos de manipulação e assassínio, não é um acto de contrição ou uma confissão. Ele viu-se como «um soldado em guerra» num combate justificável contra os fascistas ucranianos, Trotsky e os trotskistas, inimigos do povo, invasores germânicos, NATO e imperialistas americanos."
(excerto da introdução)
ÍNDICE:
Prefácio de Robert Conquest.
Introdução por Jerrold L. e Leona Schecter.
Evolução do Serviço de Segurança Soviético.
PRÓLOGO: Revelando um Segredo.
I - As Origens. II - Espanha: Cadinho para a Revolução e Saneamentos. III - Os Anos dos Saneamentos. IV - O Assassinato de Trotsky. V - Estaline e Hitler: Prelúdio de Guerra. VI - A Grande Guerra Patriótica: Jogos de Simulação e Guerra de Guerrilhas. VII - Espiões Atómicos. VIII - A Guerra Fria. IX - Raoul Wallenberg, LAB X e Outras Missões Especiais. X - Os Judeus: A Califórnia na Crimeia. XI - Os últimos Anos de Estaline, 1946-1953. XII - A Queda de Beria e a Minha Prisão. XIII - O Julgamento.
Apêndices:
I - Os Visitantes de Estaline em 21 e 22 de Junho de 1941. II - Documentos relativos a Espionagem Atómica., 1941-1946. III - Aspectos Técnicos do Projecto da Bomba Atómica Americana. IV - O Teste da Primeira Bomba Atómica Americana. V - Bases para o Massacre da Floresta de Katin. VI - Documentos de Reabilitação de Pavel Sudoplatov.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
Reservado
1.ª edição portuguesa.
Ilustrada com fac-símiles de documentos secretos - relatórios e correspondência diversa.
Documento histórico sobre a U. R. S. S. estalinista. Interessante conjunto de entrevistas feitas a Pavel Sudoplatov durante um ano, pessoalmente e por interposta pessoa, que resultaram em 20 horas de gravações. Sudoplatov era um agente do Serviço de Informações soviético. Foi o responsável pelo assassinato de Trotsky, e teve a seu cargo durante a 2.ª Guerra Mundial toda a Informação e Contra-Informação na Alemanha e nos territórios ocupados, tendo continuado a dirigir as redes clandestinas no estrangeiro após a guerra, com o propósito de sabotar instalações americanas e da NATO. Após a morte de Estaline, foi apanhado na luta pelo poder entre Khruschov e Beria, de quem era subordinado; foi preso e acusado de conspiração e traição. A sua reclusão na "célebre" Lubyanka durou 15 anos.
"Esta é a mais sensacional, a mais devastadora e, em muitos aspectos, a mais informativa autobiografia que alguma vez emergiu do meio estalinista.
É talvez o contributo individual mais importante para a nossa informação desde o Discurso Secreto de Khrushchov.
Não é absolutamente verdadeiro que o nome de Pavel Sudoplatov fosse pouco conhecido, pelo menos pelos historiadores. O seu papel como organizador do assassinato de Trotsky já fora estabelecido, de um modo geral, há alguns anos. Porém, o conhecimento que se tinha desta operação era imperfeito e o resto da sua diversificada carreira era obscuro."
(excerto do prefácio)
"A carreira de Pavel Anatolievitch Sudoplatov no Serviço de Informações coincidiu, quase exactamente, com os trinta anos de reinado de Estaline na União Soviética. Sudoplatov trabalhou longos anos na Administração para as Operações Especiais, uma unidade de élite do Serviço de Informações soviético, tornando-se o seu director durante a guerra. Definiu o significado da palavra «especial» com sangue, veneno e terrorismo. [...]
A autobiografia de Pavel Anatolievitch Sudoplatov, contando setenta anos de manipulação e assassínio, não é um acto de contrição ou uma confissão. Ele viu-se como «um soldado em guerra» num combate justificável contra os fascistas ucranianos, Trotsky e os trotskistas, inimigos do povo, invasores germânicos, NATO e imperialistas americanos."
(excerto da introdução)
ÍNDICE:
Prefácio de Robert Conquest.
Introdução por Jerrold L. e Leona Schecter.
Evolução do Serviço de Segurança Soviético.
PRÓLOGO: Revelando um Segredo.
I - As Origens. II - Espanha: Cadinho para a Revolução e Saneamentos. III - Os Anos dos Saneamentos. IV - O Assassinato de Trotsky. V - Estaline e Hitler: Prelúdio de Guerra. VI - A Grande Guerra Patriótica: Jogos de Simulação e Guerra de Guerrilhas. VII - Espiões Atómicos. VIII - A Guerra Fria. IX - Raoul Wallenberg, LAB X e Outras Missões Especiais. X - Os Judeus: A Califórnia na Crimeia. XI - Os últimos Anos de Estaline, 1946-1953. XII - A Queda de Beria e a Minha Prisão. XIII - O Julgamento.
Apêndices:
I - Os Visitantes de Estaline em 21 e 22 de Junho de 1941. II - Documentos relativos a Espionagem Atómica., 1941-1946. III - Aspectos Técnicos do Projecto da Bomba Atómica Americana. IV - O Teste da Primeira Bomba Atómica Americana. V - Bases para o Massacre da Floresta de Katin. VI - Documentos de Reabilitação de Pavel Sudoplatov.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
Reservado
Etiquetas:
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Rússia,
U. R. S. S.
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