Mostrar mensagens com a etiqueta Anedotas e ditos jocosos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Anedotas e ditos jocosos. Mostrar todas as mensagens

30 janeiro, 2017

FONSECA, Faustino da - ANECDOTAS DE REIS, PRINCIPES E OUTRAS PERSONAGENS PORTUGUEZAS E ESTRANGEIRAS. Extrahidas, traduzidas, compiladas e prefaciadas por... Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1905. In-8.º (19cm) de 295, [1] p. ; B.
1.ª edição.
"Cahidas por algum tempo em desuso as anecdotas, querido entretenimento dos antigos; como as boas chalaças portuguezas, contundentes hoje para os ouvidos habituados á delicadeza dos galanteios de duplo sentido; renasceram um tanto para o passado interesse pela pittoresca e inexgotavel conversação de um diplomata.
Soube-se então onde ministros e embaixadores, para entreterem as horas enfadonhas das infindaveis palestras, impostas pelos deveres mundanos do cargo, se forneciam de assumpto. Valiam-se de uma velha compilação, com algumas centenas de annos, mina de anecdotas de reis e de altas personagens.
A esse livro, como a este, póde pois chamar-se a «arte de ter espirito», a exemplo da «arte de bom tom», «maneira de agradar ás damas», dos «methodos faceis» de aprender habilidades, tidas por espontaneas. [...]
Hoje interessam-nos mais nas anecdotas a personagem,  meio, as condições colhidas em flagrante, embora mais ou menos exageradas em traços caricaturaes, mas sem os convencionalismos das historias officiaes, sem a caracterisação feita para a scena do mundo.
Ás gerações modernas é mais querido o seu feitio satyrico, a demolição pelo burlesco resultante da apresentação das grandes figuras desmanchadas."
(excerto do prefácio)
Faustino da Fonseca (Angra do Heroísmo, 1871 - Lisboa, 1918). Foi um político, jornalista e escritor português. Colaborou em vários jornais de Angra e de Lisboa. Como escritor publicou diversos estudos e romances históricos. Foi deputado constituinte e senador na Primeira República Portuguesa, director da Biblioteca Nacional de Lisboa (1911-1918) e sócio da Academia das Ciências de Lisboa.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis, apresentam pequenos rasgos sem perda de papel. Discreto carimbo de biblioteca particular na f. anterrosto.
Invulgar e muito interessante.
Indisponível

26 agosto, 2015

PIMENTEL, Alberto - O POETA CHIADO (Novas investigações sobre a sua vida e escriptos). Lisboa, Empreza da Historia de Portugal, 1901. In-4º (23cm) de 59, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada por bonitas vinhetas tipográficas a assinalar o início de cada capítulo.
Apontamentos biográficos sobre a figura popular que dá o nome a um conhecido Largo lisboeta - o Poeta Chiado.
"A popularidade de Antonio Ribeiro o Chiado proveiu não tanto da sua veia poetica, aliás muito apreciada pelos entendidos, como das sua repetidas tunantadas, de que o povo tinha directo conhecimento, porque as presenceava em plena rua.
Era entre o povo, entre as classes humildes de que elle provinha, por que lá diz Affonso Alvares no proposito de deprimil-o
Nasceste de regateira
e teu pai lançava solas;
era entre a arraya miuda que o Chiado localizava o theatro das sua façanhas picarescas, dos seus feitos esturdios, das sua «partidas» e «piadas», como hoje dizemos."
(excerto do Cap. IV)
António Ribeiro (1520?-1591). “Poeta jocoso que viveu no século 16. Era conhecido pelo Chiado, por ter morado muitos anos em Lisboa, na rua assim chamada já naquele século, nome que se conservou até meados do século 19, em que foi mudado para o de rua Garrett. Nasceu num humilde arrabalde de Évora, e faleceu no ano de 1591. Quis professar na Ordem de S. Francisco, mas não se lhe dando por válida a profissão, passou o resto da vida como celibatário, vestido sempre com hábito clerical. Apesar de não ser muito douto, tinha verdadeiro talento e bastante conhecimento das boas letras. Improvisava versos com a maior facilidade, mais pelo impulso da natureza, que de arte, sendo os seus versos muito jocosos e joviais, provocando festivos aplausos a quem os escutava. Também imitava com muita propriedade e galanteria as vozes e os gestos de diversas pessoas conhecidas. Todos estes predicados lhe alcançaram a estima geral e a maior popularidade.“
(in www.arqnet.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Invulgar e muito apreciado.
25€

05 dezembro, 2014

CHIADO, António Ribeiro - PRÁTICA DE OITO FIGURAS. [Prefácio de] Maria de Lourdes Belchior Pontes, Doutora em Filologia Românica. Lisboa, O Mundo do Livro, 1961. In-8º (21cm) de 14, [2], [2] p. ; [18] p. fac-sim. ; il. ; B.
Edição fac-símile impressa em papel de qualidade superior. Reprodução do exemplar existente na Biblioteca Nacional de Lisboa.
Tiragem de 1000 ex.
"Simples conversa entre oito figuras, "esta obra não tem enredo e não constitui propriamente uma comédia", segundo Alberto Pimentel, in Obras do poeta Chiado, colligidas, annotadas e prefaciadas por Alberto Pimentel, Lisboa, 28 de março de 1889.
A prática começa com um monólogo de Paiva a respeito dos vícios do paço, lugar cheio de hipocrisia, malícia e traição. De seguida, estabelece-se um diálogo entre o Paiva e o Faria (moço do Dono da Casa) sobre assuntos vários: a vida que levam com os amos, projetos para o futuro, entrada na vida eclesiástica, etc.
Entretanto, várias figuras - Ambrósio da Gama, o Negro, Lopo da Silveira, Gomes da Rocha, o Capelão e Aires Galvão - vão entrando sucessivamente e vão enriquecendo a conversa.
Dividida em duas partes, esta prática encerra temas diversos que assentam na desmistificação das instituições sociais e dos costumes do século XVI.
Assim, a conversa vai tomando rumos diferentes, deixando de lado as preocupações de carácter mais concreto para abordar assuntos mais profundos como os da conjuntura política, o desconcerto do mundo, a fugacidade das coisas, a precariedade da amizade, a venalidade, a cobiça, a vaidade dos homens e a vivência pouco cristã."

(in  http://www.infopedia.pt/$pratica-de-oito-figuras)
António Ribeiro (?-1591). "Conhecido por Poeta Chiado, nasceu em Évora em data desconhecida, cidade onde professou pela Ordem dos Franciscanos, e faleceu em Lisboa em 1591, para onde veio após ter abandonado a vida religiosa. Contemporâneo de Camões que o menciona como poeta engenhoso num dos versos do Auto de El Rei Seleuco, desenvolveu sobretudo a poesia jocosa e a sátira, através da descrição de quadros flagrantes da vida social do período em que viveu, tendo afinidades literárias com Gil Vicente.A estátua em bronze, da autoria de Costa Motta (tio), com plinto quadrangular em pedra lioz de José Alexandre Soares, foi colocada por iniciativa da vereação municipal, que desta forma quis prestar homenagem a António Ribeiro, conhecido com o nome de uma das mais conhecidas zonas de Lisboa, o Chiado, por aí morar. Alguns grandes nomes da cultura literária do princípio do século XX, como Aquilino Ribeiro, Teixeira de Pascoais e Raul Brandão manifestaram-se contra, argumentando que outras figuras seriam mais merecedoras de uma homenagem por parte do município lisboeta. Consideravam que a fama de poeta popular, arruaceiro, boémio, praguento e chocarreiro mas no entanto, talentoso, que António Ribeiro granjeava, não eram razões suficientemente válidas para justificar a colocação de um monumento em sua homenagem, numa praça de tradição cultural, junto de teatros e de duas outras estátuas de figuras das letras nacionais: Camões e Eça de Queiroz. O poeta retratado envergando o hábito de monge que se julga nunca ter abandonado, aparece numa postura de animada conversa, parecendo interpelar quem passa."
(TRINDADE, Laura, http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/pecas/Paginas/Chiado.aspx)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas com defeitos.
Pouco vulgar.
10€

21 maio, 2014

MACHADO, A. Victor - ESTÁ ABERTA A AUDIÊNCIA!!! Colecção de anedotas de vários Juízes, Advogados, Procuradores, Notários, Estudantes de Direito, Chefes, Cabos e Agentes de polícia. Lisboa, Couto Martins, 1933. In-8º (19,5cm) de 789, [1] p. ; il. ; B.
Ilustrado com uma caricatura do autor em página inteira.
"No tribunal da Boa-Hora, o dr. Alexandre Braga, que foi um dos mais distintos homens do fôro, e cuja eloqüência sempre empolgava o auditório, defendia calorosamente um antêntico patife.
Para calar no ânimo dos jurados, o ilustre tribuno fez um discurso, esticando a nota das misérias, privações e desgraças, que o réu passara na infância, tudo polvilhado de figuras de fina e artística retórica.
No final, o réu, chorando a bom chorar, exclamou entre soluços:
- Ai! Nem eu mesmo sabia que tinha sido tão desgraçado!"
(Nem êle sabia!)
Alberto Victor Machado (1892-1939). "Homem de letras, com vasta obra distribuída por um leque vasto de géneros literários, do conto e da novela ao romance, à poesia, às letras para fados e canções, ao teatro declamado e à opereta."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa ligeiramente oxidada.
Muito invulgar.
Indisponível

12 fevereiro, 2014


PERDIGOTO, Domingos Gonçales – QUEIXAS // DE // AMARO MENDES // GAVETA, // Estudante na Universidade de Coimbra, // CONTRA PULGAS, PERSEVEJOS, BESTAS // de jornada, Arrieiros, Estalajadeiros, Lograntes, // Amas, Moços, Lavandeiras, Ruas, Falta // de divertimentos, &c. // ESCRITAS // EM OITAVAS PORTUGUEZAS, // E DEDICADAS // AOS NOBILISSIMOS, E PRECLARISSIMOS // PAYS DOS SENHORES ESTUDANTES // CONIMBRICENCES. // Para que vindo no conhecimento dos muitos trabalhos // que seus estudiosos filhos padecem na jornada, e Univer- // sidade, se dignem de lhes accrescentar as mezadas, // POR // DOMINGOS GONÇALES PERDIGOTO, // Vizinho do mesmo Amaro Mendes Gaveta, e assintente // debaixo dos seus quartos. // LISBOA: MDCCLXV. // Na Offic. De IGNACIO NOGUEIRA XISTO. // Com todas as licenças necessarias. In-8º (19cm) de 12, [4] p. ; E.
Paródia setecentista aos caloiros da Universidade de Coimbra, que tal como o conhecido Palito Métrico, “se assemelha mais a um Manual de Acolhimento, que coloca o novato ou caloiro no conhecimento do que o espera e o aconselha sobre a melhor forma de ultrapassar as dificuldades e ratoeiras da vida académica e da cidade”. O texto das Queixas é antecedido por um soneto dedicado aos pais dos estudantes e outro aos leitores e seguido, nas 3 páginas finais (inumeradas) pelos Sonetos do Author do Palito Metrico, que constam de 5 sonetos: Definição de hum Calouro; Propriedades de hum Calouro; Pensoens que cá em Coimbra paga hum Calouro, e hum Novato aos Veteranos; Carta de guia, que o Author dá por obra de misericordia a hum Novato; Conselho saudavel a hum Novato.

Deitou-se Amaro Mendes com desejo
De descançar do muito que estudava;
Mas apertando a pulga, e persevejo,
O pobre de enfadado se arranhava:
Sentia cada baba, como hum quejo,
Até que, por fugir da casta brava,
Deo abaixo da cama hum salto forte,
E passeando, se queixa desta sorte:

Saõ tantos os trabalhos nestes annos,
Que o coitado estudante em Coimbra colla,
Que bem posso affirmar, que só maganos
Aturaõ similhante corriolla:
Se, para descançar dos seus insanos
Trabalhos, no lançol homem se enrolla,
Saltando-lhe no corpo esta canalha,
Cada picada he golpe de navalha.

(excerto do poema)

Bonita encadernação cartonada com título gravado a ouro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
45€

03 novembro, 2013

FLORES, António Rodrigues [aliás José Xavier Coutinho] – FREYO // METRICO // Para os Novatos de Coimbra // em Oitava Rima. // DEDICADO // AO SENHOR // ANTONIO DA COSTA, // Dignissimo Charameleiro desta Universidade, // POR // ANTONIO RODRIGUES FLORES, // Meirinho da mesma Universidade, // Disfarçado com o nome de // JEZON TINOUCO // VIEYRA O XANTHO. // COIMBRA: // Na Offic. de ANTONIO SIMOENS FERREYRA // Impressor da Universidade Anno 1749. // Com as licenças necessarias. In-8º (20cm) de [2], 18 p. ; E.
Poema atribuído a José Xavier Coutinho, de quem se sabe muito pouco. Esta é a raríssima edição original desta obra, e única independente. Este poema conheceria várias impressões, sempre em conjunto com outros poemas jocosos de outros tantos autores, nas várias edições da Macarronea Latino-Portugueza - conhecida e apreciada colectânea poética -, não integrando no entanto a 1.ª edição desta (1765), cremos que apenas a partir da 2.ª edição (1786).
Trata-se de uma paródia setecentista aos caloiros da Universidade de Coimbra, onde são descritos com graça o lisboeta, o Transtagano (alentejano), o Algaravio, o Brasileiro… “enfim, naõ ha Novato sem loucura, ou já seja da Beira, ou Transmontano”.
“Leytor amigo, que bem o poderás ler, se fores veterano, porém sendo Novato, naõ serás amigo, nem Leytor; porque como te desengano com a verdade, dou-te o mayor motivo paraque me aborreças: Veritas odium parit. Saberás, que para refrear a soltura, comque vivem os Novatos, me animey a fazer-lhe hum Freyo; e como as minhas occupaçõens me impediraõ o descanço, naõ fiz mais do que um boccado, por cuja razaõ dou à luz esta obra por acabar: Naõ quero darte mais satisfaçoens paraque me desculpes, porque se fores benigno, estas bastaráõ, e se fores mordaz, muitas mais naõ seraõ bastantes.”
(Prólogo)

Que sois bestas, Novatos, he sabido,
E bestas, que por novas, por estranhas
Naõ podeis duvidar, nem eu duvido,
Que todas conservais as vossas manhas:
Nunca foy tal conceito desmentido,
Pois as vossas patadas são tamanhas,
Que fazeis nesta illustre Academîa
O que faz besta nova em picaría.
[…]
E senaõ, dize tu, Mondego amado,
Os Novatos, que viste nesta idade
Beberem teu crystal arrebatado,
Por força muito mais, que por vontade:
Porém o tempo está já taõ mudado,
Que os Novatos, ganhando liberdade,
Se a beber os levavaõ sem demóra,
Nem mandallos beber se póde agora.

(excerto do poema)

Encadernação cartonada em meia de percalina.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Contém informações manuscritas a lápis no frontispício, junto, e ao longo do festo, relativas à proveniência e raridade do livro.
Ex-libris de Victor de Ávila Perez no interior da pasta frontal.
Muito raro.
Peça de colecção.
Sem indicação de registo na Biblioteca Nacional (BNP).
115€

19 junho, 2013

FUNÇAÕ DE S. JOAÕ DA MADRUGADA, // Para rizo da gente socegada. // E a Mulher, que de noite naõ dormio, // Para sonhar de dia o que naõ vio. // Obra alegre, gostoza, e doctrinal, // Que aos Senhores Leitores naõ faz mal. // Dada á luz por Ambrozia Brites Pobre, // Por ter necessidade d'algum cobre.
LISBOA // Na Officina de Antonio Rodrigues // Galhardo, Impressor da Real // Meza Censoria. // Com licença da mesma Real Meza. [17--].

Elementos do pé de imprensa extraídos do cólofon. 

Folheto de cordel.
Raríssimo opúsculo de autoria fictícia e data de impressão incerta (2ª metade do séc. XVIII).

"Era o tempo em que o Mundo abrazava,
E que o Sol da frescura se vingava,
E das ruas as gentes dezertando,
Os sobrados das cazas vaõ auguando:
Hum se arregaça já, posto em camiza,
Outro o molhado chaõ, descalço piza;
As mulheres tambem mui bandalheiras,
Com saias rotas, curtas, e ligeiras,
De nojentos suores alagadas,
Os lenços do pescoço despregando;
Com seus leques os rostros refrescando;
Receita que rebate o mal violento,
A que chama a preguiça afrontamento.
Escuta-se na rua com desvélo
O pregáõ de espumante caramello,
E prompta a quarta d'agua já frenada,
Se despoem a goloza patuscada;
Frescura com que o Sol quebra os rigores,
Para amparar os pobres vendedores,
Que andando pela rua com calma tal,
O santo caramello ivita o mal.
Achava-me eu sentada na janella,
Por ter esta huma grade mui miuda,
Capaz d'uma Mulher como eu cizuda,
Na qual a minha ideia só se cança,
Em dar fé do que vai na vezinhança..."

(excerto do texto)

Exemplar desencadernado em bom estado de conservação (ligeiramente escurecido).
Raro e muito curioso.
35€

10 maio, 2013

BOCAGE. Sua vida historica e anectodica. Trabalho de compilação pelo Dr. Carlos José de Menezes. Lisboa, Guimarães & C.ª, 1915. In-8º (19cm) de 101, [3] p. ; B.
Biografia e obra de Bocage.
Matérias:
Bocage
I. Seus primeiros annos e sua educação.
II. Sua entrada na vida. Suas primeiras desilusões.
III. Saída de Gôa, deportação para Macau e regresso á patria.
IV. Vida agitada - Seu amor á liberdade - Prisões.
V. A sua morte.
VI . O monumento a Bocage.
Sonetos, Satyras e Anecdotas
Versos e Anecdotas a tribuidas a Bocage
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Carimbo de posse na capa, f. rosto e 1ª p. texto.
Invulgar.
15€

18 janeiro, 2013

MACARIO, Joaquim Pedro de Souza - PIADAS E PICADAS : versos alegres. Lamego, Imprensa Moderna, 1900. In-8º (19cm) de 190, [2] p. ; B.
Valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao poeta Orlando Marçal.

"Quando rapaz, eu tive um namorico
Com uma rapariga muito meiga;
Eu, focinho de cão, ella, manteiga,
Escuso de dizer mais, por aqui fico.

Na pósse d'este amor, julguei-me rico;
Ella em questões d'amor, inda era leiga,
Chamava-se Delfina Castro Veiga,
Creio que natural de Celorico."

(excerto de uma piada, «Entrevista frustrada»)

Exemplar brochado em bom estado geral do conservação. Capas apresentam sinais de humidade.
Raro.
Impresso em Lamego.
20€
Reservado

20 abril, 2012

MORAIS, Pedro José Supico de – COLLECÇAÕ // POLITICA // DE // APOTHEGMAS, // OU // DITOS AGUDOS, E SENTENCIOSOS, // Novamente Impreſſa, correcta, e illuſtrada: // PARTE // DEDICADA // Á AUGUSTA, E REAL MAGESTADE // do Fideliſſimo Rey Noſſo Senhor // D. JOAÕ V. // POR // PEDRO JOZÉ SUPPICO DE MORAES // Seu Moço da Camera. // COIMBRA: // Na Officina de FRANCISCO DE OLIVEYRA, Impreſſor do // Santo Officio. Anno de 1761. // Com todas as licenças neceſſarias. In-8º grd. (15,5x21cm) de [8], 462 p. ; E.
“Naõ pareça contra o assumpto desta obra irem confirmados alguns destes Apothegmas, com vários lugares da Escritura Sagrada, e subtis ponderaçoens de Santos Padres; como tambem diversas Poesias, Anagramas, Pasquins. Epitafios, Similes, Apologos, Emblemas, Enigmas, &c. que nella se veraõ: porque a tençaõ do Collector foi ajuntar debaixo do nome de Apothegma todo o género de agudeza, que encontrou; causa porque seguio nella huma ordem taõ varia, podendo reduzi-la com mais facilidade por lugares commũs…” (excerto de prólogo)
Encadernação coeva inteira de carneira com dourados na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação; lombada cansada; pastas apresentam desgaste nos cantos inferiores.
Raro. 
Indisponível

05 janeiro, 2012

CARVALHO, Antonio Joaquim de - OS TOIROS // POEMA // HEROE-COMICO // POR // ANTONIO JOAQUIM // DE CARVALHO // Lisboa // NA TYPOGRAPHIA NUNESIANA. // ANNO M. DCC. XCVI. // Com licença da Meza do Desembargo do Paço. In-8º (16cm) de X, 89 p. ; E.
1ª edição.
"O Poema Heróico-Cómico em oitavas, intitulado os Touros, de que é Autor António Joaquim de Carvalho: esta Obra, pela matéria nova, e jocosidades, de que se acha ornada, tem merecido distintos elogios de sábios. Vende-se bem encadernado à rústica por 240 reis na loja do Livreiro Luís José de Carvalho, defronte dos Paulistas; na de Estampas de Francisco Manuel, na rua do Passeio Público; e na da Gazeta, aonde se acham outras Peças do mesmo Autor. (GL n.º 7, 14.02.1797; n.º XVIII, Supl., 05.05.1797; e em Coimbra na loja de Vicente Pedro de Lacerda, n.º 33, 15.08.1797; e n.º13, 29.03.1803)."

"Que vejo! Hum Toiro, hῦ monte de braveza
Transtornado n'um molle, e vil Jumento,
Mas ah! Naõ he temor, naõ he fraqueza,
He de piedade heróico sentimento:
Vê, que brigar com fracos he vileza;
Com desprêzo o castiga: he nobre intento!
Ó Toiro o mais prudente, o mais piedozo, 
Q'es digno de hῦ Padraõ, de hῦ Busto honrozo."

(CANTO II, estrofe XII.)

Encadernação inteira de carneira com rótulo carmim e dourados na lombada.
Bom exemplar.
Raro.
115€

29 abril, 2011

ANEDOTAS PORTUGUESAS E MEMÓRIAS BIOGRÁFICAS DA CORTE QUINHENTISTA : ISTORIAS E DITOS GALANTES QUE SUCEDERAÕ E SE DISSERAÕ NO PAÇO [CONTENDO MATÉRIA BIBLIOGRAFICA INÉDITA DE LUIS DE CAMÕES E OUTROS ESCRITORES DO SÉCULO XVI]. Leitura do texto, introdução, notas e índices por Christopher C. Lund. Coimbra, Almedina, 1980. In-4.º (26cm) de 219, [1] p. ; B.
Exemplar da tiragem de 150 ex. em papel vergê creme.
«ANEDOTAS PORTUGUESAS...», trata-se de um manuscrito dos séculos XVI e XVII, descoberto em 1976 por Christopher Lund,  e que pertence ao acervo da Biblioteca do Congresso.
"Grande foi o nosso alvoroço quando descobrimos que, além de anedotas biográficas não conhecidas do autor d'Os Lusíadas, havia também entre elas poesias desconhecidas atribuídas a Camões e, se atendermos ao seu contexto ingénuo e aparentemente autêntico, a ele certamente atribuíveis. (...) Camões não é o único autor escondido entre as folhas da obra. Nomes já consagrados na história e na literatura de Portugal como D. Francisco de Portugal, Jorge de Montemayor, Fr. Bartolomeu dos Martires, D. António de Ataíde, Pantalião de Sá, Cristovão de Moura, Tomás Jordão de Noronha, o Duque de Bragança, etc, saltam à vista a cada folha, junto a nomes menos conhecidos, mas em anedotas igualmente interessantes. (da Introdução do autor)
Bom exemplar, como novo.
40€