Mostrar mensagens com a etiqueta Cafeicultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cafeicultura. Mostrar todas as mensagens

28 abril, 2019

BETTENCOURT, Aníbal Jardim - GUIA DO CAFEICULTOR DE MOÇAMBIQUE. [Por]... Engenheiro Agrónomo. Lisboa, Junta de Exportação do Café, 1956. In-4.º (23m) de 95, [1] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Junta-se carta do autor, de Maio de 1957, assinada, com a chancela da Junta de Exportação do Café : Delegação de Moçambique, dirigida ao sr. Amadeu da Silva e Costa, informando-o do envio dum exemplar da presente obra e anexando um questionário: "Café : Ficha para ser preenchida pelos agricultores interessados na sua cultura".
Livro muito ilustrado ao longo do texto com desenhos, mapas e tabelas, alguns em página inteira, e duas estampas a cores em separado.
"A cafeicultura é uma exploração agrícola que só agora começa a expandir-se com uma certa segurança em Moçambique, onde a actual escassa produção de café provém, na sua quase totalidade, da colheita dos frutos dos cafèzeiros que vegetam espontâneamente na faixa arenosa do litoral.
Por circunstâncias várias entre as quais avulta a falta de conhecimentos basilares sobre a forma racional de aproveitar esta planta, fracassaram todas as tentativas de cultivo quer aproveitando as espécies cafeeiras autóctenes quer as exóticas.
Quando as altas cotações do café, nos últimos anos, levaram os agricultores a interessar-se em estabelecer novos cafèzais, a Junta de Exportação do Café decidiu proporcionar-lhes logo de início a orientação a seguir e criar em Moçambique uma delegação em condições de assegurar à cultura a indispensável assistência técnica. [...]
Tentamos através do presente trabalho fornecer esses conhecimentos técnicos, contribuindo para a formação de plantações estáveis e de exploração económica mesmo durante os períodos em que os preços do café forem menos favoráveis, e evitar que os agricultores recorram a dados fornecidos por publicações versando sobre cafeicultura noutros países, onde as condições ecológicas são completamente diferentes das de Moçambique, levando-os a adoptar normais culturais que, vantajosas nessas regiões, podem conduzir a resultados desastrosos naquela Província."
(Excerto da Introdução)
Sumário: Introdução. I - Espécies cafeeiras cultiváveis em Moçambique e áreas aproximadas de expansão de cada uma delas. II - Solos favoráveis às diferentes espécies cafeeiras. III - Obtenção de semente da espécie ou variedade a cultivar. IV - Viveiros. V - Plantação no local definitivo. VI - Sombreamento. VII - Operações culturais: Capina; Adubação; Poda; Rega. VIII - Doenças e pragas do cafèzeiro: Die-back; Doenças de carência; Doença dos olhos pardos; Ferrugem do café; Podridões do pé e raízes; Broca do tronco; Percevejo do café; Cochonilhas; Larvas de Parasa, sp., etc. IX - Colheira e preparação do café. Bibliografia. Índice dos assuntos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Peça de colecção (nestas condições, e com o Questionário).
Indisponível

06 fevereiro, 2019

NEUPARTH, Augusto Eduardo - APONTAMENTOS PARA A HISTORIA DA COMPANHIA AGRICOLA DE CAZENGO. Publicação reservada aos accionistas da mesma companhia. Por... Lisboa, Typographia do Commercio, 1904. In-8.º (21cm) de 45, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da Companhia Agrícola de Cazengo (1900-1946), importante empresa angolana exportadora de café fundada por portugueses em 1900. O objectivo do autor é explicar aos accionistas da companhia a sua exoneração do cargo de Director Técnico que desempenhava desde Agosto de 1902.
"Foi em agosto de 1902 que por proposta do meu intimo amigo, engenheiro Poças Leitão, fui nomeado para o cargo de Director technico d'esta companhia.
Parti para o Cazengo animado da melhor vontade e, embora de antemão conscio das difficuldades com que teria a luctar, ia certo que com perseverança e muito trabalho se conseguiria levantar a companhia a um estado de prosperidade a que ella poderia aspirar em harmonia com os recursos de que dispunha.
O solo uberrimo do Cazengo não me era desconhecido. A enorme extensão dos terrenos fazia acreditar que com uma boa orientação e algum dinheiro, ella podia em breve entrar n'um periodo de opulencia que compensaria os esforços e os capitaes empregados. [...]
Passados alguns mezes já Poças Leitão e eu, estavamos orientados no caminho a seguir. O peior era ter que desfazer umas certas utopias que tinham germinado nos cerebros dos srs. do Conselho. Entre ellas a da cultura do cacau e a das grandes extensões de terreno para a cultura de canna sacharina em Cazengo. [...]
Voltemos pois ao assumpto e vejamos se a perda da esperança de cultivar cacau e canna em Cazengo, seria causa para desanimo. Não decerto; aquella região tem recursos enormes se fôrem applicadas aos seus terrenos as culturas de que é susceptivel.
É essencialmente apropriada para a cultura do café, o que já por si é uma enorme riqueza. Objectar-me-hão que o café de Cazengo tem uma cotação muito baixa e que não paga o trabalho. Um verdadeiro engano, porque o que se exporta de Angola nem merece o nome de café. É terra, casca e pedras com alguns bagos de café á mistura.
Admirado estou eu, que ainda haja quem o compre.
Pois não tem o café de outras regiões uma cotação verdadeiramente remuneradora? Porque não hade succeder o mesmo ao café de Cazengo?"
(Excerto de Apontamentos...)
Matérias:
 - Explicação prévia. - Apontamentos para a Historia da Companhia Agricola de Cazengo. - Uma exautoração. - Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto inferior esquerdo.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

15 setembro, 2017

QUATRO ANOS DE PROPAGANDA DO CAFÉ PORTUGUÊS : QUATRE ANS DE PROPAGANDE DU CAFÉ PORTUGAIS : PORTUGUESE COFFEE-FOUR YEARS' PUBLICITY. Separata N.º 26. Revista do Café Português. Lisboa, Junta de Exportação do Café, 1961. In-4.º (25,5cm) de 98, [2] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Bonita edição de propaganda ao café português produzido no Ultramar.
Colaboraram nas Campanhas de Propaganda da Junta os Artistas seguintes. Desenhadores e Pintores: Adolfo Rabanal, Baltazar, Domingos Saraiva, Garcês, Garcia, Jaime Correia, Jorge Oliveira, Júlio Gil, Luiz Filipe de Abreu, Luís Osório, Manuel Correia, Marcello, Mário Costa, Paulo Guilherme e Taborda.
"Qualquer produto, por melhor que seja, precisa de ser conhecido para se impor. E esse conhecimento é feito através da propaganda, actividade a que já se chamou a grande descoberta do nosso século. [...]
Nenhum dos meios mais modernos se poupou para estas campanhas, desde a publicidade gráfica à televisão, passando pelo teatro, pela rádio, pelo cinema e pela comparência em feiras nacionais e internacionais com representações adequadas [...]
A presente brochura pretende dar um resumo do muito que se fez na propaganda do café e não deixar que se percam algumas belas gravuras que foram utilizadas, «maquettes» de pavilhões, passagens de filmes de cinema, etc. Artistas plásticos dos mais categorizados do nosso meio, mas já com projecção internacional, deram-nos a sua colaboração preciosa, principalmente em matéria de propaganda gráfica."
(excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível