Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens

04 agosto, 2019

CONCEIÇÃO, Antonio Pereira da - ROTEIRO DE CABO FRIO ATÉ AO PORTO DE SANTOS. Por... Porto, Typ. de Alexandre da Fonseca Vasconcellos, 1875. In-8.º (20,5cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso roteiro técnico, descritivo de todos os pontos marítimos relevantes entre Cabo Frio (Rio de Janeiro) e Santos (São Paulo). Inclui uma pormenorizada descrição do porto do Rio de Janeiro e as suas particularidades, bem como os conselhos do autor para uma correcta entrada no Porto.
"Cabo Frio - É um promontorio bastante elevado, tendo da parte do Sudoeste a ilha do mesmo nome; por esta circumstancia fórma entre o continente e a ilha da parte do Noroeste um bom ancoradouro, abrigado de todos os ventos excepto do Nordeste."
(Cabo Frio)
"Chegando o navio de noite, não havendo a bordo pessoa bem conhecedora do porto do Rio de Janeiro, é prudente dar fundo em frente ao Pão de Assucar, isto é É. O. com elle, para pela manhã ir para dentro coma briza do mar, porque muitas vezes a corrente sendo contraria á maré, faz desgovernar o navio no lugar mais perigoso, que é entre a Fortaleza de Santa Cruz e o forte do Lage."
(Para se entrar no Porto do Rio de Janeiro)
Matérias:
 - Cabo Frio. - Cano Negro ou Ponta Negra. - A Gavia. - Pão de Assucar. - Farol da Ilha Raza. - A Ilha Redonda. - Para se entrar no Porto do Rio de Janeiro. - Ilha da Marambaia. - Bahia da Ilha Grande. - Ilha de S. Sebastião. - Estreito de S. Sebastião. - Os Alcatrazes. - Santos. - Para se entrar em Santos. - Barra de S. Vicente. - Queimada Grande.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Possui apenas a capa frontal, simples e lisa.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo, em "mau estado", com acesso restrito.
40€

01 agosto, 2019

HOGAN, Alfredo - AS BRAZILEIRAS : comedia-drama em tres actos. Original portuguez por... Preço 300 réis. Lisboa, Typographia do Panorama, 1857. In-8.º (22,5cm) de 127, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Peça de teatro cuja acção decorre na corte do Rio de Janeiro, dezasseis anos após a Revolução Pernambucana.
Alfredo Possolo Hogan (1830-1865). "Nasceu e faleceu em Lisboa. Funcionário dos correios, cultivou a literatura negra, tornando-se um romancista e um dramaturgo bastante popular em Lisboa. Nas suas obras notam-se influências de Eugène Sue e Alexandre Dumas. Escreveu vários romances históricos: Marco Túlio ou o Agente dos Jesuítas (1853), Mistérios de Lisboa (romance em 4 volumes, 1851), Dois Ângelos ou Um Casamento Forçado (romance em 2 volumes, 1851-1852), etc. Das peças de teatro, destacam-se: Os Dissipadores (1858), A Máscara Social (1861), Nem Tudo que Luz É Oiro (1861), A Vida em Lisboa (em parceria com Júlio César Machado, 1861), O Dia 1.º de Dezembro de 1640 (1862), As BrasileirasSegredos do Coração e O Colono. Foi-lhe atribuída (e com propriedade) a autoria do romance A Mão do Finado (1853), publicado anonimamente em Lisboa, pretendendo ser a continuação de O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas."
(Fonte: http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/hogan.htm)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

28 junho, 2019

SILVA JUNIOR, Frederico Pereira da - DO CALVARIO AO APOCALYPSE. Trabalho spirita dictado por Francisco Leite Bittencourt Sampaio, servindo de medium Frederico Pereira da Silva Junior, tomado o dictado e publicado por Pedro Luiz de Oliveira Sayão. Rio de Janeiro, Typ. Besnard Freres, 1907. In-4.º (23cm) de IX, [1], 294 p. ; E.
1.ª edição.
"Esta é uma obra em que o Autor espiritual retransmite ensinamentos à luz do Cristianismo Redivivo, com o intuito de trazer conforto e estímulo aos sofredores da Terra em suas atribulações. Comenta os Atos dos Apóstolos e o Apocalipse, desenvolvendo temas evangélicos da mais alta relevância para o conhecimento humano. É um livro que dignifica e recomenda o esforço de auto-iluminação na senda do trabalho com Jesus.
Francisco Leite de Bittencourt Sampaio (1834-1895). "Filho de um negociante do mesmo nome e de D. Maria de Sant’Ana Leite Sampaio, nasceu em Laranjeiras, localidade da então Província de Sergipe, no dia 1.º de Fevereiro de 1834, e desencarnou no Rio de Janeiro a 10 de outubro de 1895. Foi Jurisconsulto, Magistrado, político, alto funcionário público, jornalista, literato, renomado poeta lírico e excelente médium espírita. […] Não se sabe quando ele entrou para o Espiritismo, mas em 2 de agosto de 1873 já fazia parte da Diretoria do “Grupo Confúcio”, primeira sociedade espírita surgida em terras cariocas. Lá desenvolveu sua mediunidade receitista, curando muitos doentes com remédios homeopatas. […]
O respeitável vulto do Espiritismo cristão no Brasil, Dr. Antônio Luís Saião, que se convertera graças à mediunidade curadora de Bittencourt Sampaio, reúne então os médiuns da referida Sociedade no “Grupo Ismael”, por ele criado e até hoje existente, e ali Bittencourt Sampaio se constituiu num dos intermediários de belas e instrutivas mensagens de Espíritos Superiores. Depois de sua desencarnação, seu espírito escreveu, pelo médium Frederico Júnior, as seguintes obras: Jesus Perante a Cristandade, De Jesus para as Crianças e Do Calvário ao Apocalipse.”
(Fonte: http://www.annesullivan.com.br/pdf/Bitencourt.pdf)
Encadernação em meia de percalina com róulo na lombada (com falhas).
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

31 janeiro, 2019

CUPERTINO DE MIRANDA, António - OS ÓRFÃOS DA GUERRA. [S.l.], Rio de Janeiro, 1918. In-8.º (20cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Discurso de António Cupertino de Miranda proferido pouco tempo após o armistício a favor da escolas para os orfãos de guerra patrocinadas pela Colónia Portuguesa do Rio de Janeiro.
"Ao lembrar-me do motivo e do momento (e trago-os sempre na memória) que congraçaram a colónia portuguesa, na espontaneidade mais simpática e mais honrosa dum movimento colectivo, eu vejo os nossos heróicos soldados, garbosos no viço dos seus anos e nos entusiasmos do seu coração, a caminho do campo da luta, a enfrentar a soberbia de um inimigo poderoso e aguerrido.
Naquele momento triste do adeus à Pátria, a um pedido piedoso correspondeu uma promessa formal e sagrada.
Eram os velhos arrimados a seus bordões, eram as mães que ficavam sem amparo, eram as esposas conduzindo pela mão as criancinhas, eram as noivas que viam enublar-se de tristeza infinda o doirado castelo das suas esperanças - que acorreram à praia e alongavam os olhos saudosos e tristes pelo Atlântico além, vendo desaparecer, Deus sabe até quando, Deus sabe se para sempre, aquela mocidade radiosa, sadia e forte, que dava vida e enchia de alegria a doce e bucólica terra portuguesa."
(Excerto do discurso)
António Cupertino de Miranda (1886-1974). "Nasceu em 21 de janeiro de 1886, em Famalicão, segundo filho duma família de proprietários agrícolas, partiu para o Brasil em 1915, por motivos políticos, lá permanecendo por mais de 30 anos. Exerceu a atividade de professor, dedicou-se ao jornalismo. A partir de 1918, começou a sua atividade de representação e procuradoria. Assumiu o papel de delegado da Casa Bancária Cupertino de Miranda & Cª, como secretário geral do Banco Aliança no Brasil. António Cupertino de Miranda desenvolveu um papel decisivo no tecer da rede de negócios que abrangeu os dois lados do Atlântico, tendo contribuído significativamente para o processo de acumulação de capitais que estiveram na base do Banco Português do Atlântico. Regressa a Portugal a 7 de agosto de 1948, com 62 anos."
(Fonte: http://www.facm.pt/facm/facm/pt/fundacao/antonio-cupertino-miranda)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo da BNP ou de qualquer outra fonte bibliográfica.
20€
Reservado

27 setembro, 2018

LINS, Ivan - A SANTIFICAÇÃO DE ANCHIETA. Coimbra, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas da Coimbra Editora, Limitada»], 1964. In-4.º (24cm) de 13, [3] p. ; B. Sep. de Brasília, vol XII
1.ª edição independente.
Homenagem ao padre jesuíta José de Anchieta (1534-1597) a propósito do movimento na época em prol da sua santificação.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

15 setembro, 2018

PACHECO, Dr. José Praxedes Pereira - O UTIL CULTIVADOR INSTRUIDO EM TODO O MANEJO RURAL E ACCOMODADO A QUALQUER CLIMA. Tentativa do brazileiro... O maior introductor e propagador de vegetaes uteis ao solo do Brazil, o instituidor dos primeiros catalogos agricolas em portuguez, e assim considerado ainda pelos estrangeiros, Membro das principaes Sociedades de Botanica e Cultura, em Londres, Paris, Bruxellas, Amsterdam, e de mais corporações scientificas na Europa, etc. Rio de Janeiro, Missão reservada á Casa da China, 1855.
Junto com:
MINHA TENTATIVA DIRIGIDA PARA REMEDIAR A MAIOR NECESSIDADE DO BRAZIL. Rio de Janeiro, Missão dada á Casa da China, [1855].
2 vols in-8.º (20cm) de 196 p. (I) e XLII, [2] p. (II) ; E. num único tomo.
1.ª edição.
Obras curiosas sobre generalidades agrícolas - produtos e produção. Inclui um singular apontamento autobiográfico do autor.
José Praxedes Pereira Pacheco (1813-1865). “Nasceu no Rio de Janeiro a 21 de julho de 1813, e faleceu na côrte do imperio a 23 de agosto de 1865. Fez uma viagem á Europa, d’onde voltou em 1853 com um titulo de doutor em philosofia ou em outra sciencia, e então começou a assignar-se doutor. Foi negociante, professor de portuguez, de francez e outras materias, e por fim acabou corretor de fundos, annunciando-se como tal e demonstrando desarranjo das faculdades mentaes, que talvez mesmo nunca regulassem com acerto. Escreveu:
- L’istoire expliquée par la philosophie. Paris, 1852;
- Minha tentativa, dirigida para remediar a maior necessidade do Brazil [a falta de alimentos]. Rio de Janeiro, 1855;
- O util cultivador, instruido em todo o manejo rural e accomodado a qualquer clima, Rio de Janeiro, 1855
- Elementos de fallar para correctamente se ler com melhor pronuncia em conformidade com os preceitos publicados na real universidade de Coimbra, approvados pela real Academia das sciencias e adoptados pelas instucções publicas de Portugal e do Brazil, seguidos pela propaganda das praxes de mestres, Rio de Janeiro, (s.d.)."
(Fonte: https://pt.scribd.com/document/317476448/000011472-05-pdf)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. O vol. I apresenta no entanto algumas falhas dignas de registo: não tem folha de anterrosto; a folha de rosto e as duas primeiras folhas encontra-se rasgadas no canto inferior esquerdo afectando a mancha tipográfico, e por conseguinte parte do texto.
Invulgar.
15€

09 julho, 2018

AZEVEDO, Arthur - O BADEJO. Comedia em 3 actos, em verso. [Por]... Da Academia Brasileira de Lettras. Rio de Janeiro, Imprensa Americana : Fabio Reis & Comp., [1898]. In-8.º (18x10cm) de [6], 92, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Comedia em três atos, em verso. Representada pela primeira vez no Rio de Janeiro, no theatro S. Pedro de Alcantara, no dia 15 de Outubro de 1898, por iniciativa do Centro Artistico, pelo corpo scenico do Elite-Club.
Sobre O Badejo, com a devida vénia, reproduzimos um excerto da Tese de Doutoramento de Larissa Neves: "Ao criar um texto voltado para a apreciação de um público culto e restrito, escreveu a peça em versos, elemento capaz de valorizá-la literariamente aos olhos da platéia letrada; no entanto, ao compor os versos, não se esqueceu do trabalho do ator: a versificação de O Badejo favorece a representação, porque os versos são simples, compostos com palavras do cotidiano, que facilitam a declamação e o entendimento. [...]
A comédia tornou-se assunto corrente nas páginas dos jornais até dezembro. Após a apresentação no festival do Centro Artístico, O Badejo, além de ser impressa - o que expandiu o conhecimento da comédia para intelectuais impossibilitados de assistir às récitas - integrou um espetáculo especial em homenagem a Martins Pena, no teatro Variedades. [...] Depois da homenagem, a companhia Dias Braga tentou manter O Badejo em cartaz, mas a falta de público obrigou-a a substituir rapidamente a peça."

(NEVES, Larissa de Oliveira, As Comédias de Artur Azevedo - Em Busca da História, Universidade Estadual de Campinas, 2006)
Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (São Luís, 7 de julho de 1855 - Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1908) foi um dramaturgo, poeta, contista e jornalista brasileiro. Ao lado de seu irmão, o escritor Aluísio Azevedo, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Tendo escrito milhares de artigos sobre eventos artísticos e encenado mais de cem peças no Brasil e em Portugal, Azevedo foi um dos maiores defensores da criação do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cuja inauguração ocorreu meses depois de sua morte."
(Fonte: wikipédia)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

23 maio, 2018

GURUPY, J. P. - GALICULTURA. Ilustrações do autor. 2.ª edição. [Como se prepara o galo combatente para ganhar brigas]. Rio de Janeiro, [s.n. - Composto e impresso nas oficinas próprias da Editôra A Noite, Rio], 1956. In-8.º (19cm) de 85, [3] p. ; mto il. ; B.
Manual para preparação de galos de combate, "desporto" sem tradição em Portugal, cujos eventos apenas episodicamente têm lugar, e sempre de forma clandestina. Hoje em dia, por tudo o que envolve esta actividade - maus tratos infligidos aos animais e apostas ilegais -, na maioria dos países, incluindo Portugal e Brasil, esta prática é proibida.
Ilustrado com a fotografia do autor no início do livro, mapas de ginástica e de treinos, desenhos esquemáticos e inúmeras gravuras ao longo do texto de desenhos e fotografias dos animais.
"Quis reunir em um livro, com o nome "MANUAL DO GALISTA", os conhecimentos que adquiri em muitos anos de prática de galicultura. [...]
Bem sei que não há livro, por melhor que seja, que possa por si só, ensinar minuciosamente todos os segredos de uma profissão, mas, apesar disso, procurei ser o mais minucioso possível, valendo-me quase que exclusivamente da minha experiência e das minhas observações, feitas em muitos anos de prática de galicultura. [...]
Envidarei todos os meus esforços para, futuramente, melhorar êste livrinho, que é destinado aos amadores do másculo esporte galístico."
(Excerto da introdução)
Índice:
Introdução (1.ª edição). Prefácio (2.ª edição). Galos de briga do Distrito Federal. Padronização dos meus galos. Padrão Gurupy. Qualidades físicas. Preliminares da Treinagem. "Batida" de selecção (1.ª "Encorva"). "Batidas" de instrução de combate. Exercícios. Mapa de Ginástica. Mapa de Treinagem. Qualidades combativas. Ficha. As principais técnicas de briga. Golpes. Intervalos dos rounds ("Refrescos"). Tratamento após as "batidas" e brigas. Bico. Inspecção diária. Banhos e massagens. Banhos de sol. Palpebratomia. Tosa. Couraça. Corte das esporas. Exame físico de aptidão para a luta. Instalações. Gaiolas. Comedouros e bebedouros. Passeadouro. Tambor de "batidas". Pequenos parques. Banheiro de pós. Utensílios.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
35€

10 abril, 2018

O ACORDO ORTOGRÁFICO LUSO-BRASILEIRO de 10 de Agosto de 1945. Com um Índice organizado por Sebastião Pestana e um Pequeno Vocabulário Extraído das 51 Bases. «Não se consentem grafias duplas ou facultativas. Cada palavra de língua portuguesa terá uma grafia única». - PELA UNIDADE DA LÍNGUA PORTUGUESA. Lisboa, Edição da Revista «Ocidente», 1945. In-4.º (25,5cm) de 57, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Relatório da Conferência Interacadémica de Lisboa. Importante subsídio para a história dos acordos ortográficos entre Portugal e Brasil, questão momentosa e fracturante, sujeita a diferentes análises e interpretações dos mais diversos quadrantes políticos e culturais dos dois países.
Contém o Decreto n.º 35.228 (5 artigos) de 8 de Dezembro de 1945, que aprova o acordo de 10 de Agosto de 1945, resultante do trabalho da Conferência Interacadémica de Lisboa, para a unidade ortográfica da língua portuguesa, subscrito por António Óscar de Fragoso Carmona, António de Oliveira Salazar e José Caeiro da Mata.
"Em cumprimento do que ficou resolvido em 6 de Agosto do corrente, na nona sessão conjunta das duas delegações à Conferência Interacadémica de Lisboa, a comissão de redacção, abaixo assinada, apresenta o seu relatório, em que se define a orientação a que obedeceram os trabalhos e se resumem as conclusões unânimemente aprovadas pelas duas delegações, a fim de se eliminarem, as divergências verificadas entre os vocabulários das respectivas Academias, resultantes do Acordo de 30 de Abril de 1931 e publicados em 1940 e 1943."
(Documento n.º 1)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Ténues vestígios de humidade no pé do livro, visível pelo "ondulado" de algumas da suas folhas.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€

28 fevereiro, 2018

MAGALHÃES, Symphronio de - O PANGERMANISMO. London: Eyre and Spottiswoode, Ltd., 1917. In-8.º (18,5cm) de 32 p. ; B
1.ª edição.
Curioso estudo sobre o pangermanismo, desde a sua origem, na Prússia, até à actualidade.
"O enorme conflicto provocado pela Allemanha e que actualmente perturba a paz e o progresso de todas as nações do globo, é mais uma obra da fraqueza da mentalidade germanica, corrompida pela superstição e mysticismo, do que da sua apregoada força e cultura."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

27 fevereiro, 2018

ECKARTSHAUSEN - DEOS É TODO PURO AMOR; preces e orações quotidianas. Por..., vertidas em portuguez pelo Dr. Caetano Lopes de Moura. Pariz, Em Casa de J.-P. Aillaud, 1849. In-32.º (11cm) de 382, [2] p. ; [1] f. il. ; E.
Obra religiosa, uma das mais apreciadas do autor. Foi publicada originalmente na Alemanha, em 1790.
Ilustrada com uma belíssima gravura em separado.
Karl von Eckartshausen (1752-1803). "Contemporâneo de Cagliostro (1743-1795), de Louis-Claude de Saint-Martin (1743-1803) e, também, de Immanuel Kant (1724-1804), de Karl Christian Friedrich Krause (1781-1832) e de Auguste Comte (1789-1857). Nasceu no Castelo de Haimhausen (Baviera) em 28 de junho de 1752 e morreu em Munique em 13 de maio de 1803. Filho ilegítimo do Conde Karl von Haimhausen e de Maria Anna Eckart, foi baptizado com o nome de seu pai e recebeu um sobrenome inventado que reúne os sobrenomes paterno e materno: Eckartshausen. Ilustre Pensador, adquiriu educação esmerada, e acabaria por se tornar um dos escritores mais fecundos de toda a Alemanha e uma das figuras mais importantes da teosofia cristã, ainda que o Iluminismo da sua época em que viveu chegasse quase ao limite de deificar a razão humana, que deveria ser usada para descobrir as leis naturais. O pensamento prevalecente era de que se o homem usasse a razão e obedecesse às leis naturais, a espécie humana poderia alcançar a perfeição. Ainda que o Iluminismo fosse um sistema lógico e buscasse ancoragem no pensamento científico vigente, o Pietismo, que grassava paralelamente ao Iluminismo e defendia a obrigação de uma vida devota (e não raras vezes autoflagelativa), acreditava sem qualquer base dialética num renascimento espiritual sem sentido, e propunha uma reforma do Catolicismo baseada em (pré)conceitos, autoritarismo, isolamento e tutela do livre-pensamento. Eckartshausen, quase isoladamente, acreditava tanto no Reino da Natureza, como no Reino da Graça. Dotado de uma sensibilidade incomum, a sua vida foi influenciada desde a infância pelo mágico(?!) e pelo sobrenatural(?!). A partir dos sete anos teve sonhos e passou por experiências insólitas muito importantes e muito fecundas para sua vida interior, cuja interpretação lhe seria proporcionada por Sonhos posteriores. Como escreveeu a outro grande teósofo, Kirshberger, "a luz que brilha nas trevas me proporciona o conhecimento das coisas ocultas". A Luz será precisamente uma de suas obsessões, à qual dedicará diversas obras. Pode, pois, admitir-se no seu percurso místico, a presença de uma Teosofia da Luz e de uma Filosofia da Luz, ambas baseadas na sua experiência interior e em seu contacto transracional com a Actualidade Cósmica. Para Eckartshausen, a luz física percebida pelo homem não é a verdadeira Luz, mas unicamente um símbolo de sua Pátria Celeste, a ser conquistada - acrescento eu - por todos os entes, sem excepção."
(Fonte: http://paxprofundis.org/livros/eckartshausen/eckartshausen.html)
Encadernação artística coeva trabalhada nas pastas, com cercadura dourada, e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas cansadas. Com manchas no interior.
Raro.
Indisponível

23 fevereiro, 2018

NOVISSIMA ARTE DE COZINHA. Illustrada com numerosas gravuras e contendo As melhores receitas culinarias, ao alcance de todos, uma secção completa de dôces, pudins, massas, etc., variadissimos pratos e o modo de servir á meza e de trinchar. 2.ª edição Enriquecida com muitas receitas pelas mais distinctas damas argentinas, paraguayas, chilenas, mexicanas, etc. Por UM MESTRE DE COZINHA. Lisboa, Editores-Proprietarios : Tavares Cardoso & Irmão, 1897. In-8.º (19cm) de 412, [4] p. ; [1] f. il. ; il. ; E.
Curioso tratado de cozinha, contendo centenas de receitas variadas, entre sopas, molhos e temperos, carne, peixe, doçaria, etc., bem como o serviço da cozinha e da copa, sendo ainda, o primeiro tratado do género que procura divulgar entre nós a cozinha brasileira.
Muito ilustrado no texto e com uma gravura em separado.
"Publicando o presente trabalho, tivemos em vista condensar os methodos mais simples, a par das mais completas receitas de cozinha, para que as nossas prescrições fossem comprehensiveis e practicaveis, sem grandes esforços para os que desejem estudar completamente esta especialidade.
Apesar de não havermos ultrapassado uma 400 paginas, que tantas são as que constituem este volume, crêmos, todavia, que não deixámos de enunciar cousa alguma que pudesse ser de utilidade á realisação de uma boa cozinha. Puzemos de parte as theorias complicadas, que apenas serviriam para crear difficuldades áquelles que nos consultassem, e tractámos de reunir todos os elementos necessarios para a execução de boas refeições, quer familiares, quer extraordinarias, por exigencias de fino gosto.
Ao passo que as donas de casa encontrarão n'este livro indicações facilimas, visto que não só a leitura dos melhores auctores que teem tractado de cozinha, mas tambem a pratica de muitos annos, guiaram o auctor convenientemente, levando-o a abstrahir tudo quanto fosse superfluo e de difficil execução, - os cozinheiros que pretendam aperfeiçoar a sua arte, creando-lhe elementos novos, acharão tambem aqui tudo o que necessitarem para esse fim e que o auctor buscou nas fontes mais authorisadas, quando não o praticou por sua mão.
Pareceu-nos ainda conveniente incluirmos em o nosso trabalho alguns pratos de cozinha brazileira, dignos de figurar a par de muitos que a cozinha franceza nos tem fornecido, e que não estão vulgarisados entre nós, pelo simples motivo de não serem conhecidos. E quantas pessoas, d'aquellas que os conhecem, não se lembrarão por vezes, com saudade, do delicioso churrasco do Rio Grande e dos finissimos dôces que no Brazil saborearam, e que, voltando á patria, nunca mais tornaram a contemplar, como se, ao trocarem a America pela Europa, mão fatidica se lhe houvesse traçado deante dos olhos cubiçosos aquellas tremendas palavras de Dante: Lasciate ogni speranza!
Não, a esperança não está de todo perdida. Os manjares brazileiros surgirão nas mezas de Portugal, e será a Novissima Arte de Cozinha o generoso Moises d'essa grande obra.
Acompanha-nos esse desejo, bem como a crença de que não darão por desperdiçadas as suas consultas aquelles que seguirem á risca as nossas prescripções. Todas as receitas que apresentámos podem ser usadas com perfeita segurança, accrescendo a circumnstancia de havermos tornado as nossas indicações o mais economicas possivel, resultado a que o bom cozinheiro deve attender continuadamente."
(Prefácio dos editores)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

29 dezembro, 2017

RAMOS, Graciliano - VIDAS SECCAS : romance. Capa de Santa Rosa. Rio, Livraria José Olympio Editora, 1938. In-8.º (18cm) de 197, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Vidas Secas é talvez a obra mais famosa de Graciliano Ramos e, justamente, uma das mais apreciadas.
De acordo com Hélio Pólvora, Vidas Secas é um "romance escamoteável, à guisa de The Unvanquished e Go Down, Moses, de William Faulkner: podem ser desmontados em forma de contos ligados por débil fio condutor e no entanto autônomos entre si".
"Na planicie avermelhada os joazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cançados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio secco, a viagem progredira bastante tres leguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos joazeiros appareceu longe, atravez dos galhos pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, sinha Victoria com o filho mais novo escanchado no quarto e o bahu de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aiol a tiracollo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no hombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atraz."
(excerto do capítulo inicial, Mudança)
Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, 1892 - Rio de Janeiro, 1953). “Escritor, memorialista, crítico e jornalista, viveu, entre 1892 e 1910, acompanhando a família em diferentes cidades de Pernambuco e Alagoas, fixando-se finalmente em Palmeira dos Índios, cidade que será o cenário de Caetés, seu primeiro romance escrito entre 1925 e 1926. Como jornalista, atuou no Rio de Janeiro em 1914 e, a partir de 1915, em Alagoas. Exerceu diversas atividades políticas, como a de prefeito em Palmeira dos Índios em 1928 e a de diretor da Imprensa Oficial de Alagoas até 1931. Atuou na área da educação como professor e diretor da Instrução Pública de Alagoas de 1932 a 1936 quando, por motivos políticos, foi demitido e preso, sendo enviado a Pernambuco e, posteriormente, ao Rio de Janeiro. Filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro em 1945. Presidiu a Associação Brasileira de Escritores por duas gestões consecutivas, a partir de 1951, ano em que também realizou o IV Congresso Brasileiro de Escritores, em Porto Alegre. Escreveu obras literárias fundamentais na literatura brasileira, destacando-se Vidas Secas, Memórias do Cárcere e Angústia. Suas obras foram traduzidas para 24 idiomas e publicadas em mais de trinta países."
(fonte: www.ieb.usp.br)
Encadernação em tela com ferros gravados a seco e a verde na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação. Rubrica de posse na f. anterrosto.
Raro.
Indisponível

23 dezembro, 2017

AURORA, Conde d' - BRASIL : ida e volta. Porto, Livraria Simões Lopes, [s.d.]. In-8.º (21,5cm) de 109 p. ; [22] f. il. ; B.
1.ª edição.

Ilustrada com fotogravuras intercaladas no texto.
"Esta dor e ainda a alegria, Deus louvado, de ter sentido pulsar como aquém-Atlântico, como no mais puro e recôndito e tradicional rincão da terra portuguesa, ter sentido pulsar, sincrónico, em uníssono, em todo o imenso Brasil - o coração português! Deus louvado!

(excerto do texto) 
José António Maria Francisco Xavier de Sá Pereira Coutinho, 2.º Conde de Aurora (Ponte de Lima, 29 de Abril de 1896 - Ponte de Lima, 3 de Maio de 1969). Escritor português. "Em 1919, por ocasião da Monarquia do Norte, partiu para o exílio tendo vivido em Espanha, no Brasil e Argentina. Em 1921, fundou o periódico “Pregão Real”. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi juiz do Tribunal do Trabalho. A sua obra reparte-se por vários géneros literários, caracterizando-se pela defesa dos valores culturais tradicionais dentro dos moldes estéticos do realismo, na senda de Eça de Queirós. Marcadamente nacionalista e claramente crítico em relação à Primeira República, o Conde d’Aurora dedicou ao Minho – aqui entendido como a região de Entre-o-Douro-e-Minho – grande parte da sua obra literária."
(fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/119202.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

02 dezembro, 2017

SALDANHA, Jozé da Natividade - POEMAS OFERECIDOS AOS AMANTES DO BRAZIL. Por seu autor..., Natural de Pernambuco, e Estudante do Terceiro Ano de Leis da Universidade de Coimbra. Coimbra, Na Imprensa da Universidade. 1822. In-8.º (14cm) de 136 p.
1.ª edição.
O autor, de índole irreverente, é dono de uma história de vida deveras empolgante. Na sua passagem por Portugal, enquanto estudante universitário em Coimbra, publicou este conjunto de poesias.

"Debaixo desta pedra inculta, e dura
Jaz de Pedro a consorte, Inez formoza;
Jazem tambem com ela em paz ditoza
A inocencia, a virtude, a formozura.

Não foi a cauza desa morte escura
Orrendo crime, culpa vergonhoza;
Seu delito foi ser de um Rei espoza,
Ser amada, e amar com fé tão pura.

As filhas do Mondego o cazo infando
«Longo tempo chorando memorárão»
As madeixas sutis desentrançando.

O Mondego gemêo: os Ceos troárão;
E os Amores dos labios se apartando
As duras setas palidos quebrárão."

A D. Inez de Castro

José da Natividade Saldanha (1795-1830). "Filho do vigário João José de Saldanha Marinho, nasceu em Pernambuco, em 8 de setembro de 1796. Com relação à sua morte, Sacramento Blake registra que ele teria falecido em Caracas, na Venezuela, afogado numa vala da rua, onde caíra em uma noite de chuva torrencial, em 30 de março de 1830. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1823, aderiu ao ideário da Revolução Francesa. De volta ao Brasil, foi eleito secretário da Junta Governativa, permanecendo no cargo depois de proclamada a Confederação do Equador. Mas, em
novembro de 1824, restaurado o governo imperial, refugiou-se nos Estados Unidos, de onde seguiu para a Inglaterra e a França, sendo daí expulso como perigoso agente revolucionário. Apenas então fixou residência em Caracas, onde obteve licença para advogar depois de fazer os necessários exames, e também para trabalhar como professor de humanidades em Bogotá. Nesta época, travou contato com Simon Bolivar, chegando a se entrevistar com ele. Quando soube que havia sido condenado à morte por causa da revolução de 1824, mesmo ausente do país, enviou ao seu colega, Dr. Thomaz Xavier Garcia de Almeida, um dos juizes que o condenaram, a seguinte procuração:
«Pela presente procuração, por mim feita e assinada, constituo por meu bastante procurador na província de Pernambuco ao meu colega Thomaz Xavier Garcia de Almeida para em tudo cumprir a pena que me foi imposta pela comissão militar, podendo este morrer enforcado, para o que lhe outorgo todos os poderes que me são conferidos por lei». Caracas, 3 de agosto 1825. José da Natividade Saldanha.

Pela ênfase que deu aos assuntos liberais e nacionais, especialmente os de Pernambuco, a obra de José da Natividade Saldanha, tornou-se conhecida como precursora da independência, e tal epíteto também foi estendido ao autor. Sílvio Romero, conceituado historiador e crítico literário, ao comentar a obra do impetuoso escritor, afirma: Para tudo dizer sem rodeios, Saldanha tinha uma grande inteligência, cheio de entusiasmo pela pátria e repleta de desalentos por sua opinião e por sua origem; era quase negro e filho de um padre. Os preconceitos de seu tempo fizeram-no sofrer por isso e por suas idéias liberais. (Apud CAMARGO,1987).
(fonte: http://150.164.100.248/literafro/data1/autores/83/dados2.pdf)
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação.
Muito raro.
Indisponível

30 outubro, 2017

SILVA, Theodoro José da - A ULTIMA NAU PORTUGUEZA. Reminiscencias. Por... Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 1891. In-8.º (17cm) de 270, [2] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Memórias de Teodoro da Silva, desde cedo um entusiasta do mar, que tomou parte na jornada da Vasco da Gama - a última nau portuguesa - para o Rio de Janeiro, naquela que viria a ser a sua penúltima viagem (faria ainda uma última a Angola), sendo seu comandante o Capitão de mar e guerra Pedro Alexandrino da Cunha. O autor conta as  peripécias por que passou para tomar parte na expedição, e descreve as suas impressões e o relato do que presenciou ao longo da viagem. Fala sobre a Madeira, e o Rio de Janeiro, onde fez vida boémia.
No final do livro, consta a lista da oficialidade da nau «Vasco da Gama» na sua viagem ao Rio de Janeiro, e a lista dos navios de guerra portugueses em 1849, incluindo o n.º de peças que os equipavam.
Livro ilustrado com bonitas vinhetas tipográficas encimando o início de cada capítulo.
A Vasco da Gama foi uma nau de linha que serviu a Marinha Portuguesa, entre 1841 e 1876.
"A nau "Vasco da Gama", de 80 peças, foi lançada à carreira do Arsenal da Marinha em 24 de Junho de 1824 e ao mar em 2 de Setembro de 1841. Foi construída por Manuel Clemente de Barros e Joaquim Jesuíno da Costa. A figura de proa era um elegante busto do seu patrono Vasco da Gama. No Museu da Marinha ainda se conserva o modelo da carranca do navio.
As suas principais características eram: comprimento (quilha) - 61.48 m, boca - 14.70 m, pontal - 12.43 m, arqueação - 2261.72 metros cúbicos, tonelagem - 1829 toneladas; armamento - 74 peças; lotação em 1842 - 650 homens.
Foi depósito de marinhagem de 22 de Dezembro de 1845 até 5 de Outubro de 1846. Achou-se no bloqueio de Setúbal em Abril de 1847. A nau passou novamente a depósito de marinhagem, servindo ao mesmo tempo no registo da barra de Lisboa em Junho de 1847. Em Março de 1847 [1849?] largou para o Brasil em missão de cortesia e de protecção dos súbditos portugueses ali residentes. Em Outubro de 1858 largou para Luanda conduzindo a expedição militar para combater a revolta do indígena do Congo e o novo padrão para o Zaire. Em 29 de Julho de 1863, foi mandado estabelecer a bordo da nau "Vasco da Gama" uma escola de artilharia, a que se deu o nome de Escola Prática de Artilharia Naval. Em 1868 recebeu, sob prisão, os amotinados da expedição contra o Bonga.
Tendo sido julgada por inútil para o serviço da Armada, foi mandada vender por despacho de 16 de Agosto de 1873."
(fonte: https://arquivohistorico.marinha.pt/details?id=8495)
"Raiou, emfim, o dia 8 de março de 1849, dia em que a nau Vasco da Gama ía, por algum tempo, abandonar o seu ancoradouro no Tejo, e em que eu deixava tambem Lisboa, cuja barra só devia tornar a entrar no dia 31 de maio de 1865, a bordo do paquete inglez, Paraná.
O sol, dardejando seus raios dourados por sobre todas as imminencias que, n'uma e n'outra margem, dominam o crystalino Tejo, deixava-nos admirar as mil variadas paisagens que as tornam tão pittorescas, e dão ao nosso porto, a merecida fama de um dos mais formosos da Europa. [...]
A bordo da nau, tudo se dispunha para a partida.
A lancha foi collocada dentro do navio, a meia-nau; os escaleres foram todos accomodados, como para não servirem tão cedo, e a canôa branca do commandante balouçava-se já nos turcos da pôpa, encimando a varanda da primeira camara.
Desde muito cedo que, de terra, estava chegando um grande numero de botes conduzindo famillias que vinham d'ali despedir-se, ou dos officiaes ou de quasquer outros individuos d'entre as 700 praças que compunham a guarnição da nau."
(excerto do Cap. VII, A sahida da nau)
"No dia seguinte, pela manhã, como se devessem prolongar-se ainda os prazeres da véspera, o gageiro de prôa, quando menos o esperavamos, deu signal de uma vela no horizonte!
Como póde presumir-se em taes casos, toda a guarnição correu á tolda; e mesmo á vista desarmada, lobrigámos um navio que velejando em rumo opposto ao nosso parecia vir ao nosso encontro.
O coração transbordava-nos de alegria á medida que o navio de approximava, e que, no espaço infinito se iam desenhando todas as suas formas.
Era uma galéra!"
(excerto do Cap.XI, O encontro de uma vela...)
Índice:
Prefacio. I - A escola. II - Uma noite de aventuras. III - Quem abrolhos semeia. IV - Em casa do avô. V - Grande castigo de uma maldade ainda maior. VI - D. Maria II visita a nau Vasco da Gama na vespera da sua partida. VII - A sahida da Nau. VIII - A ilha da Madeira. IX - A nau Vasco da Gama passa á vista das ilhas Canarias. X - O anniversario da Rainha. XI - O encontro de uma véla e um funeral a bordo. XII - A passagem da Linha. XIII - Um castigo a bordo e um desastre mortal. XIV - A nau Vasco da Gama chega á vista da barra do Rio de Janeiro. XV - O desarvoramento. XVI - A manhã do dia 5 de maio. XVII - O socorro. XVIII - Entrada da Vasco da Gama no Rio de Janeiro. XIX - No Rio de Janeiro. XX - A febre amarella. XXI - Vida Nova. XXII - Typos. XXIII - Tres cegos. O actor João Caetano dos Santos. XXIV - Conclusão. Estado maior da nau portugueza Vasco da Gama na sua viagem ao Rio de Janeiro em 8 de março de 1849. Navios de guerra portuguezes em 1849.
Encadernação editorial cartonada com desenhos a negro nas pastas.
Exemplar em bom estado de conservação, com excepção da lombada que foi suprimida. Com manchas de oxidação nas páginas ao longo do livro.
Raro.
Com interesse para a literatura marítima e para a história luso-brasileira.
40€

27 outubro, 2017

BRUNO, G. - CHIQUINHO. Ecyclopedia da infancia. Por... Traduzido para o portuguez por Victoria Colonna. Rio de Janeiro, B. L. Garnier : Livreiro-editor do Instituto Historico, [1873]. In-8.º (18,5cm) de 320 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante livrinho enciclopédico para uso da mocidade, elaborado em forma de diálogos. As referências a esta obra são muito escassas; a Biblioteca Nacional (de Lisboa) não possui nenhum exemplar.
"Sob o modesto titulo Francinet (Chiquinho) publicou-se ha poucos annos em França o mais interessante livro de leituras infantis que tem chegado ao nosso conhecimento.
Suppõe o auctor que um rico industrialista desejando educar e instruir seus netos (uma menina e um menino) pelo methodo inglez e americano, convidára um douto professor para dar particularmente aos ditos seus netos as noções as mais indispensaveis ao uso da vida. A esse limitadissimo auditorio juntou-se mais tarde um aprendiz, genuino typo da classe operaria.
Natural e insensivelmente discutem-se, em fórma de dialogos, as mais interessantes questões que interessam a sociedade moderna e sem o minimo pedantismo explica-lhes ingenuamente o illustrado professor as theorias das caixas economicas, dos monte-pios, dos seguros, do credito, do cambio, etc., etc., introduzindo nessas amenas practicas as biographias dos grandes bemfeitores da humanidade, taes como Turgot, Guttenberg, Stephenson, Fulton e outros.
As noções rudimentares de physica, bottanica, geologia, etc., são ministradas com encantadora simplicidade, e com uma clareza que os põe ao nivel das mais vulgares intelligencias.
A parte porém predominante nesta encyclopedia é a moral doutrinada com singeleza verdadeiramente seductora.
Tal é em substancia o livrinho que ora offerecemos á juventude brazileira."
(Prefácio)
Bonita encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Rubrica de posse datada na f. prefácio.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
20€
Reservado

31 agosto, 2017

MORÃO, Joaquim César de Figaniére e - DESCRIPÇÃO DE SERRA-LEÔA E SEUS CONTORNOS. ESCRIPTA EM DOZE CARTAS. Á QUAL SE AJUNTÃO OS TRABALHOS DA COMMISSÃO-MIXTA PORTUGUEZA E INGLEZA, ESTABELECIDA NAQUELLA COLONIA. O. C. D. Á SOCIEDADE LITTERARIA PATRIOTICA O CIDADÃO... Membro da mesma Sociedade e Ex-Commissario Arbitro de S. M. F. em Serra-Leôa. LISBOA: NA IMPRESSÃO DE JOÃO BAPTISTA MORANDO. ANNO 1822. In-8.º (19cm) de 97, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para a história do tráfico negreiro. Na época em a presente obra foi publicada, o comércio de escravos caminhava para o seu ocaso, fruto das pressões exercidas pela coroa inglesa sobre Portugal e dos tratados celebrados entre os dois países que, a pouco e pouco, apontavam para a abolição geral. Muito interessante pelas descrições geográficas do território colonial, as impressões transmitidas pelo autor do seu dia a dia em Freetown ao longo do tempo que aí permaneceu como representante português na Comissão Mista e pela particularmente curiosa abordagem etno-antropológica dos indígenas que Figaniére descreve com algum pormenor.

Em 1815, foi celebrado um Tratado entre os dois países “para a abolição do tráfico de escravos em todos os lugares da Costa da África ao norte do Equador”. Além dessa medida, o texto bilateral assinala que D. João VI resolvera adoptar ”em seus domínios, uma gradual abolição do comércio de escravos”. Em 1817, não sendo ainda possível ao governo inglês atingir o seu maior objetivo, alcançara pela Convenção que tem por fim “impedir qualquer comércio ilícito de escravatura”, o famoso “direito de visita e busca” nas embarcações suspeitas de tráfico, e a criação de “comissões mistas” para julgarem os navios negreiros apresados, que passaram a funcionar em Serra Leoa e no Rio de Janeiro.
                                             ....................
"Quando tive a honra de ser nomeado, por Sua Magestade Fidelissima, Membro da Commissão-Mixta em Serra-Leôa (Africa) hum meu íntimo Amigo ordenou-me que lhe desse d'aquelle Paiz noticias que interessassem, o que cumprí misturando-as com outras familiares. Tive a fortuna de escapar aos horriveis males daquella terra e cheguei felizmente à minha. Aqui tendo a ventura de encontrar o meu fiel Amigo, e outras pessoas da minha amizade, aconselhárão-me que redigisse das Cartas as noticias Africanas, e que as aprezentasse ao Público, por julgalas dignas d'Elle, visto que podem dar alguma instrucção. Movido, pois, de suas instancias, cumpro com seus dezejos, e accrescento (visto a opportunidade) os trabalhos daquella Commissão em quanto eu tive a honra de lhe pertencer."
(excerto do prólogo)
Joaquim Cesar de Figaniére e Morão (Lisboa, 1798- Brooklin, New York, EUA, 1866). “Filho de Cesar Henrique de la Figaniere, Capitão de mar e guerra que foi da armada real portuguesa e de D. Violante Rosa de Mourão. Foi ministro plenipotenciário de Portugal nos Estados Unidos. Inicialmente, exerceu as funções de cônsul-geral em Norfolk e adido da Legação portuguesa em Washington D.C. até 1823. Posteriormente, passou a ser cônsul-geral em Nova Iorque, entre 1824 e 1829. Ligado à causa liberal, foi nomeado agente da Regência Liberal e em 1834 foi designado encarregado de negócios nos Estados Unidos, cargo que ocupou até 1838. Nesse ano mudou-se para o Rio de Janeiro, igualmente como encarregado de negócios. O regresso à América aconteceu em 1840, quando foi designado ministro residente. Foi promovido a ministro plenipotenciário em 1854, tendo permanecido neste posto até à sua morte em 1866.”
(fonte: SÁ, Tiago Moreira de, História das Relações Portugal EUA (1776-2015), Lisboa, 2016)
Encadernação coeva em meia de pele com cantos, e com rótulo carmim e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
120€