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14 setembro, 2016

CARQUEJA, Bento - O COMMERCIO DO PORTO NO CENTENARIO DE CAMILLO CASTELLO BRANCO : 1825-1925. Por... Porto, Officinas de O Commercio do Porto, 1925. In-4.º grd. (29,5cm) de 87, [1] p. ; mto. il. ; B.
1.ª edição.
Belíssimo album de homenagem ao grande prosador por ocasião do seu centenário natalício.
Capa de Roque Gameiro.
Exemplar da tiragem de vinte exemplares numerados em papel especial, assinado pelo autor (o presente leva o n.º dez).
Livro duplamente valorizado pela dedicatória autógrafa de Bento Carqueja na folha de anterrosto.
Obra muito ilustrada com bonitos desenhos em página inteira da autoria de João Augusto Ribeiro, Cândido da Cunha e António Carneiro, representando cenas de alguns dos romances de Camilo editados pel'O Comércio do Porto, e diversos fac-símiles de correspondência inédita enviada pelo Mestre aos fundadores do jornal - Manuel Carqueja e Henrique Carlos de Miranda -, e a Bento Carqueja.
"Cabia a O Commercio do Porto o dever de não deixar passar sem uma celebração, por modesta que fosse, o I.º centenario do nascimento do egregio escriptor portuguez que foi Camillo Castello Branco.
Estava o eminente cinzelador de lingua portugueza no apogeu da sua gloria litteraria, quando escreveu para este jornal uma série de romances, alguns dos quaes ficaram sendo para sempre joias de inestimavel valor.
É vastissima a herança litteraria de Camillo. Abrange 262 obras, compreendendo a poesia, o romance, o conto, o drama, a critica, biographias, traducções, etc. N'ella avultam, como das mais bellas producções, «As tres Irmãs», «Estrellas Funestas», «Estrellas Propicias», «A Filha do Doutor Negro»,Vinte Horas de Liteira», «O Bem e o Mal», «Lucta de Gigantes», «O Santo da Montanha», «O Senhor do Paço de Ninães».
Todos estes romances foram escriptos para O Commercio do Porto e n'elle publicados, em primeira edição.
Aos fundadores de O Commercio do Porto pertenceu ainda, comquanto não aparecesse no jornal, a primeira edição do romance «A Engeitada», que veio á luz em 1866, n'um volume de 291 paginas, impresso na Tipographia do Commercio.
Bastam estas circunstancias para justificar a homenagem que O Commercio do Porto entende prestar a Camillo, ao passar o I.º centenario do seu nascimento."
(excerto do preâmbulo, Razão de ser)
Bento de Sousa Carqueja (Oliveira de Azeméis, 1860 - Porto, 1935). “Aprendeu as primeiras letras na “terra que o viu nascer”. Muito jovem, deslocou-se para a cidade do Porto, com o objectivo de prosseguir os estudos. Já instalado na segunda maior cidade do país, a sua vida estudantil e profissional prosseguiu com grande êxito. Em 1880 começou a colaborar no jornal O Comércio do Porto, importante diário portuense, do qual seu tio foi fundador. Bento Carqueja entrou para esse jornal como revisor, sendo outra das suas actividades o início do arquivo da vasta correspondência aí existente. A sua apetência para o jornalismo levou-o a desenvolver um trabalho promissor, ao ponto de, aquando do falecimento do seu tio, se tornar co-proprietário do jornal, assumindo a direcção do mesmo. Em 1882, formou-se no curso livre de Ciências Físico-Naturais; em 1884, foi nomeado professor da Escola Normal do Porto, onde leccionou as cadeiras da Agricultura e Ciências Físico-Naturais; no mesmo ano, instalou o Jardim Botânico e os laboratórios de Fisiologia Vegetal e Química Agrícola; em 1915, foi criada a Faculdade Técnica da Universidade do Porto, onde passou a leccionar as cadeiras de Economia Política, Contabilidade e Legislação de Obras Públicas. Enquanto isso, desenvolveu importante obra social, nomeadamente promovendo a construção de bairros operários, organizando escolas agrícolas móveis, fundando várias creches de O Comércio do Porto, adquirindo, para benefício das mesmas, um biplano experimentado no Porto e em Lisboa em 1912, tendo sido este o primeiro avião a voar em Portugal. Em 1918, foi eleito presidente da comissão de propaganda da Imprensa, dirigindo vários manifestos aos portugueses. Não obstante, recusou honras e favores públicos ou políticos nacionais, nomeadamente o cargo de ministro de Estado para o qual foi convidado com insistência.”
(fonte: teoriadojornalismo.ufp.edu.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos. Lombada apresenta importante falha de papel.
Raro.
Indisponível

09 setembro, 2015

CARQUEJA, Bento - O POVO PORTUGUEZ. Aspectos sociaes e economicos. Porto, Livraria Chardron, de Lelo & Irmão, Editores, 1916. In-4º (23cm) de [10], 514, [28] p. ; il.; E.
1.ª edição.
Importante estudo sobre a realidade económico-social portuguesa da época, foi publicado seis anos após a implantação da República, e pouco tempo antes da entrada formal do país na Guerra de 1914-1918.
Ilustrada com quadros, gráficos e tabelas nas páginas de texto.
"O estudo da população de cada paiz está merecendo a maior attenção de economistas e sociologos.
Investigações novas, feitas dia a dia, conduzem a revelações que permittem apreciar devidamente a estructura e a evolução da vida das nações.
Apparecem, a cada momento, valiosos trabalhos sobre este importantissimo assumpto e o aperfeiçoamento das estatisticas fornece elementos de cada vez mais seguros para se chegar a novas e interessantes conclusões.
Cada povo carece de conhecer-se a si proprio, não só em suas qualidades ethnicas, como nas diversas manifestações da sua vida social. [...]
Ha muito pensavamos em realisar um estudo demographico do povo portuguez, vasado nos moldes da moderma Demographia. [...]
Chegados ao fim da nossa laboriosa tarefa, reconhecemos ter-nos trazido ao espirito revelações gratas ao nosso animo de portuguez, intensa e devotamente orgulhoso da sua Patria."
(excerto do prefácio)
Matérias:
I - Aspecto geral da questão. II - Conspecto historico. III - Predicados da Raça. IV - Estructura populacional. V - Condições biologicas. VI - Condições sociaes individuaes. VII - Familia portugueza. VIII - A Vida. IX - Mentalidade portugueza. X - A laboriosidade portugueza. XI - A funcção politica. XII - Vigor da Raça. XII - A morte. XIV - Urbanismo. XV - Migrações. XVI - Biometria. XVII - O Capital-homem.
Bento de Sousa Carqueja (1860-1935). “Foi um empresário, publicista, escritor, naturalista e professor da Universidade do Porto. Para além de ter dirigido O Comércio do Porto, esteve na origem de diversas iniciativas cívicas levadas a cabo pela obra social daquele periódico e de importantes investimentos públicos e privados, em especial no concelho de Oliveira de Azeméis. Foi sócio da Academia das Ciências de Lisboa."
Encadernação editorial carmim com título, autor e editor a branco na pasta anterior e na lombada. Margens carminadas.
Exemplar em bom estado de conservação. Folha de rosto apresenta duas assinaturas de posse, uma delas rasurada.
Invulgar.
Indisponível

11 outubro, 2013

CARQUEJA, Bento - O FUTURO DE PORTUGAL. 2.ª edição. Portugal após a guerra. Porto, Livraria Chardron, de Lello & Irmão, L.ᵈͣ, 1920. In-8º (19cm) de 364 p. ; B.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Estudo político, económico, industrial e social. Aponta caminhos para o renascer português do pós-guerra (18914-1918).
"A segunda edição d’esta obra coincide com um aspecto da vida nacional, em que Portugal carece de conhecer de perto os recursos de que dispõe para se rehabilitar da depressão provocada pela grande guerra e para acompanhar as outras nações na nova phase da sua existencia. Essa reabilitação e o progresso a ella inherente assemem variadas feições e envolvem grande numero de questões, cujo estudo se torna indispensavel realizar e concretisar em soluções práticas.
É o problema social; é o problema politico; é o problema economico; é o problema financeiro; é o problema colonial e, dentro de cada um d’elles, encerram-se elementos preciosos para alcançar esse resultante final que se resume n’esta aspiração maxima da alma de cada portuguez – O futuro de Portugal.
A nossa reabilitação economica, especialmente, apresenta-se-nos sob quatro aspectos, qual d’elles mais impressionante:
O capital-homem.
A terra.
O trabalho.
O commercio.
[…]
É preciso apurar bem a fundo os predicados da nossa raça; avaliar com bastante attenção os recursos da nossa terra; conhecer bem fria e imparcialmente a essencia dos nossos erros passados, para se reconhecer, por uma fórma nitida e impeccavel, que Portugal não é esse paiz decadente, moribundo, carpido por tantos espiritos dolentes: É antes a nação cheia de vitalidade, dignificada pela Historia, dispondo de recursos de toda a ordem para poder equiparar-se ás nações que melhor se aprestem para o futuro modo de ser das nacionalidades.”
(excerto de prefácio)
Bento de Sousa Carqueja (1860-1935). “Foi um empresário, publicista, escritor, naturalista e professor da Universidade do Porto. Para além de ter dirigido O Comércio do Porto, esteve na origem de diversas iniciativas cívicas levadas a cabo pela obra social daquele periódico e de importantes investimentos públicos e privados, em especial no concelho de Oliveira de Azeméis. Foi sócio da Academia das Ciências de Lisboa."
Exemplar brochado, em grande parte por abrir, em bom estado geral de conservação. Lombada restaurada com fita gomada.
Invulgar.
Indisponível