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17 junho, 2019

VIEIRA, P.ᴱ Conceição -  O APOCALYPSE E A MAGIA. Pelo... Lisboa, Typographia Mattos Moreira, 1886. In-8.º (17cm) de 224 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso ensaio histórico sobre o "Bem" e o "Mal" - o Apocalipse, o livro sagrado do cristianismo, e a Magia de Satanás e seus esbirros. Ilustrado com inúmeros episódios de bruxaria e ritos satânicos, aparições, fenómenos telepáticos, etc. Com referências à Besta - o Anticristo - e à sua designação e composição numérica - o 666.
Livro valorizado pela dedicatória manuscrita (não assinada) do autor a Sua Emi. o Sr. Cardeal Patriarcha de Lisbôa, [D. José Sebastião de Almeida Neto].
"Se a apparição do Spiritismo, entre nós, me despertou os desejos d'escrever alguma cousa, tendente a prevenir os incautos, d'esta nova phase da velha magia, tambem a apparição do Menino virtuoso da Vendas Novas e o bruxedo, que ainda fervilha em nossos campos, e aqui, na capital, me leva hoje á presente publicação, em que dilligenciarei, leitor, dar-te uma breve noticia das differentes phases, que essa maldita seducção deabolica apresentou nos seculos passados.
Se esses factos, a que tenho de me referir, se passaram, ou não, com uma realidade perfeitamente material, não serei eu que o affirme ou negue, - o hodierno spiritismo autorisa tudo - o que sei é que elles causaram graves transtornos na familia christã, preparando as heresias, e que a egreja, embora nos seus principios, em concilios particulares, combatesse a crença sobre a possibilidade de taes factos, por ultimo, creando a inquisição, confiou-lhe o cuidado de instaurar processos, e de entregar ao braço secular os delinquentes; os quaes - cousa notavel! - em vez de se abrigarem na margem, que os proprios juizes lhes offereciam e lembravam de ser tudo devido a imaginações escandecidas, teimavam em que eram verdadeiros e reaes taes factos; essas accusações extraordinarias, que lhe eram imputadas.
Ora, toda a gente sabe que só Deus é quem tudo pode, é quem pode fazer milagres e maravilhas; mas toda a gente tambem sabe que as creaturas, apezar de limitadas, com a permissão de Deus, (e nunca sem ella) tambem podem operar muita cousa, para nós extraordinaria, especialmente se ellas, as creaturas, são d'ordem superior; e se os demonios, ou seus representantes na terra, o Senhor inculca que lhe será isso permittido, razão ha para averiguar, e não para absolutamente regeitar tal possibilidade."
(Excerto de Os motivos d'esta publicação)
José António da Conceição Vieira (1831-?). "Nasceu na vila de Alcoutim aos 13 de Dezembro de 1831. Seguiu para Faro onde a família se instalou devido à mudança política ocorrida em 1833. Aqui vive até aos vinte e quatro anos, possuindo já as ordens sacras. É nomeado coadjutor para a freguesia de Alcantarilha (Silves), aí se mantendo até 1855. No ano seguinte já se encontrava na sua terra natal, no exercício das mesmas funções, acumulando, como era regra, a Capelania da Capela Real de N.ª S.ª da Conceição mas por muito pouco tempo pois em 1857 e 1858 encontrava-se na freguesia de Conceição de Tavira, onde coadjuvou o pároco da Encarnação (?) durante os anos de 1860 e 1861. Vai depois para a Colegiada dos Mártires onde se conservou até 1873. É convidado então pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para exercer em departamento daquela instituição, o lugar de tesoureiro, o que veio a aceitar. Dedicado à escrita, colaborou nos periódicos “A Nação” (órgão monárquico dos legitimistas, partidários de D. Miguel e fundado em 1847), “Bem Público” e outros de carácter político-religioso. O Padre Conceição Vieira declarava abertamente que as suas ideias eram pelas tradições da pátria e pelas formas dos governos transactos, numa alusão ao rei D. Miguel. Escreveu: Memória sobre a frase cristã do grande Condestável D. Nuno Álvares Pereira, Lisboa, 1871; Recordação da minha romaria ao Vaticano em 1877; Spiritismo - Ilha encoberta e o sebastianismo."
(Fonte: http://alcoutimlivre.blogspot.com/2008/06/jos-antnio-conceio-vieira.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com falhas de papel nos cantos. Deve ser encadernado.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Indisponível

08 setembro, 2017

BRUXARIA : objectos insólitos e criaturas fantásticas. Textos originais da exposição. Barcelona, El Frasco Mágico, [2002]. Oblongo (29,5x21cm) de 33 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curioso catálogo de exposição sobre Bruxaria. Ilustrado no texto com reprodução de desenhos e fac-símiles.
"Decorreu no Museu Zoológico, situado no Departamento de Zoologia da Universidade de Coimbra, uma exposição itinerante que se referia a um tema controverso: a Bruxaria e as suas práticas. A colecção, pertença do neto do seu coleccionador original - Alessandro, nascido em Itália - foi constituída durante os anos trinta e quarenta do século XX. Este conjunto de objectos, que o neto retratou como um ‘pesadelo herdado’, foi restaurado e alugado por uma empresa sediada em Espanha, responsável pela sua actual divulgação e rentabilização."
(fonte: https://digitalis-dsp.uc.pt/jspui/bitstream/10316.2/41282/1/Exposicao%20Bruxaria.pdf)
"Diz-se que a razão é o que distingue o Homem dos outros seres vivos, mas o Homem é contraditório, porque sempre procurou evadir-se dos limites impostos pela sua própria razão. O sonho, a fantasia, a irracionalidade, são a essência da vida, para fugir da monotonia de uma realidade descarnada, a alternativa às privações de uma dura existência.
Nasce assim a bruxaria, como a arte de dominar a força da natureza e da vida, arte exercida pela mulher sábia, vulgarmente conhecida pelo nome de "bruxa".
A bruxa não era o horrível monstro que durante muito tempo nos fizeram crer, mas uma mulher normal, moderna para a sua época, já que possuía um grande conhecimento da natureza e do comportamento humano e uma conduta sexual sem inibições. Tudo isto levou-a a ocupar um lugar especial na sociedade.
Esta extravagante exposição pode ajudá-lo a compreender o enigmático mundo da bruxa."
(excerto da introdução)
Matérias:
O senhor Alessandro; Bruxaria: nasceu com o Homem, antes dos deuses; Venenos; Alucinogénios; Afrodisíacos; O vendedor ambulante de sonhos e coisas impossíveis; Os mitos do dragão e da serpente; Eleonor; Poções e feitiços; Gena; O maligno; Os símbolos; A perseguição; Compêndio de malefícios; Máquina consoladora; A ave do inferno; Ilusões, enganos e mistérios; Com frequência sucedem coisas estranhas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

31 janeiro, 2016

BASTOS, Augusto Joaquim de Oliveira - LIVRES DOS FEITICEIROS E MÁGICOS. Lisboa, União Gráfica, [1952]. In-8.º (20cm) de 59, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Com indicação manuscrita "of. do autor" na f. rosto.
Curiosa monografia sobre os rituais orquestrados pelos sobas e feiticeiros nas antigas províncias ultramarinas de Angola e Moçambique.
"Aos 18 anos farto de desfrontar lindíssimos panoramas neste «Jardim da Europa à beira mar plantado», ao contemplar em Lamego, da Igreja dos Remédios, o firmamento, uma noite, perante o espectaculoso panorama do céu estrelado, imaginei uma grande viagem a África. Apesar de me falarem das febres e de me quererem também assustar com as feras, o desconhecido, atraía-me.
Embarquei em Lisboa a 13 de Agosto de 1921 e passados 31 dias chegava ao Lobito.
Desde esse ano, na província de Angola, dispensei considerável e devotada atenção a todos os costumes indígenas."
(excerto do prefácio)
"Suponha-se só terem tendência para a prática do mal, os habitantes de alguns povos de Angola; milhares de indígenas usavam os dentes limados em ponta, como ainda usam muitos mu-ganguelas, e eram assassinos, antropófagos, ladrões, vagabundos e traiçoeiros.
Muitas famílias viviam nas florestas, sustentando-se da raízes, de plantas leguminosas, de frutos, caça e de mel.
Esses indígenas, eram bárbaros em trato e costumes, e muito desconfiados; como suspeitassem de tudo e de todos, arriscava-se a ser morto quem se metesse no interior, não se podendo viajar em quase toda a província, com segurança.
Foram muitos os europeus, civis e militares, que, em terreiro público, depois de mutilados, foram comidos.
Se apanhavam indígenas doutras tribos, alguns sobas e feiticeiros, mandavam-nos envenenar ou cortar as orelhas, as mãos ou as pernas.
A ocupação dos habitantes de alguns povoados, era o fogo posto, o roubo e o assassínio."
(excerto do texto, Noutros tempos)
Matérias:
Noutros tempos.
O Ultramar de hoje.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
15€

22 novembro, 2013

VIANA, Maria Manuela Couto – BRUXAS, FEITIÇOS, DEFUNTOS, APARIÇÕES… Ilustrações de Juan Soutullo. Lisboa, Edições Ática, 1973. In-8º (19,5cm) de 153, [3] p. ; il. ; B.
Contém ilustrações de página inteira.
“Estas crónicas referentes a pessoas, lugares, situações, têm, pelo menos, o mérito de terem sido vividas. E é certo que, por vezes, perante a beleza das marcações das personagens, perante a fascinação das palavras musicais do ritual, os gestos, as expressões, a magia dos locais, eu sentia-me no limite da adesão maravilhada e tensa […] Dessa fascinação não dei eu conta nas minhas crónicas. Escolhi (propositadamente?) diferente caminho. E, no entanto… E, no entanto, como puderam os iniciados nos mistérios da feitiçaria adivinhar esse encantamento e credulidade, para além da ironia? Certo é que o adivinharam.. Certo é que, à medida que as crónicas iam saindo no jornal, começaram a surgir os telefonemas, as cartas, as visitas importunas. […] Assim, bem mais cedo do que desejara, abandonei as crónicas sobre feitiçaria…”
(excerto da introdução, O homem da fralda de fora)
Matérias:
O homem da fralda de fora. 1. O eficiente troviscal. 2. O «repique». 3. A vingança do senhor X. 4. Na casa que não existe. 5. Faltar-me-á o sentido jornalístico? 6. O tesouro da moirama. 7. De onde menos se espera. 8. A visita do médico. 9. As cores. 10. O anel perdido. 11. As quadras populares e a feitiçaria. 12. O «desempecimento». 13. A romaria serrana. 14. A casa assombrada. 15. Gemidos no escuro. 16. Licantropia outra vez. 17. O segredo de cada um. 18. Onde o «homem» entra de novo em cena. 19. Três costumes minhotos. 20. Da grande virtude de algumas ervas. 21. A bruxa do Carregadouro. 22. «Litoral a Oeste». 23. «Serra Brava».
Maria Manuela Couto Viana (Viana do Castelo, 1919-Lisboa, 1983). "Foi uma actriz, declamadora e escritora portuguesa. Irmã de António Manuel Couto Viana. Maria Viana, muito cedo começou a interessar-se pelas letras. Aos treze anos de idade já colaborava na imprensa de Viana do Castelo. Aos dezasseis anos de idade estreou-se no cinema. Registo para o 1.º prémio do concurso do Grémio Nacional dos Editores e Livreiros em 1942 com o romance "Raízes que não Secam".
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível