Bispo d'Angola e Congo - ARTE E SCIENCIA. Leitura para os seminaristas de Loanda. I. Raphael. Huilla, Typographia da Missão, 1910. In-8.º (18,5cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa biografia do pintor renascentista italiano Rafael (1483-1520). De acordo com a Biblioteca Nacional, o seu autor foi Dom José Sebastião de Almeida Neto (1841-1920), bispo de Angola e Congo entre 1879 e 1883.
"Alguns dias depois da minha chegada a Loanda, recebia das mãos de pessoa muito amavel uma collecção de cartões postaes esplendidamente illustrados com a reproducção de algumas das obras-primas da pintura classica italiana. Separei do grupo sete quadros de Raphael, e, dando-lhes a disposição que me pareceu mais bella e harmoniosa, mandei-os fixar n'esse caixilho que pende já de uma parede da vossa sala de estudo. E para que, quando os olhos poisarem em alguma d'essas divinas maravilhas, saibam o que estão a ver, não se encontrem extranhos e perdidos n'essa atmosphera luminosa, vou dizer-vos, sem a menor sombra de presumpção, o pouco que sei da pessoa e do pincel d'esse mestre incomparavel."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
15€
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21 julho, 2019
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*VIDAL (Dom João Evangelista de Lima),
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Renascença
31 maio, 2019
O APOSTOLADO. Número Comemorativo do 1.º Centenário do Nascimento do Monsenhor Alves da Cunha : 1872-1972. Director: Henrique Alves - Editor: Arquidiocese de Luanda. Luanda, Comp. e Imp. NEA, Junho/1972. In-fólio (34,5x24,5cm) de 40 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Na capa: desenho de Roberto Silva - (Museu de Angola).
Homenagem ao ilustre flaviense Monsenhor Alves da Cunha por ocasião do seu centenário natalício.
Publicação muitíssimo ilustrada com reproduções fotográficas a duas cores.
Colaboração: Abertura - Padre José Maria Pereira. A sua memória permanecerá como uma bênção - D. Moysés Alves de Pinho. Homem de Deus e da Pátria - Vasco Lopes Alves. O meu testemunho - Padre Silva Rego. Um Centenário - Nuno Simões. Mons. Alves da Cunha e os Missionários do Espírito Santo - Padre Rocha Ferreira. Uma carta do Contra-Almirante Sarmento Rodrigues. Em memória de Monsenhor Alves da Cunha - Alberto de Lemos. Uma carta de Óscar Ribas. Presença edificante - A. Maio. Humildemente grande - F. Araújo Rodrigues. Luanda e o «Dr. Cunha» - Mário Milheiros. Um dos maiores homens de Angola - Reis Ventura. Um homem, uma época - J. F. Martins dos Santos. A lição dum transmontano - Dialino Esteves. Grande Monsenhor Alves da Cunha - notável figura de Angola - José Redinha. Memorável ciclo comemorativo. Perfeitamente bom... - Artur de Lemos Pereira. Obreiro do Ensino Liceal - Antero Simões. Grande figura da História de Angola da primeira metade do século XX - D. Manuel Nunes Gabriel.
Monsenhor Manuel Alves da Cunha (1872-1947). "Nasceu em Chaves, em 8.6.1872 e faleceu em Luanda, em 4.6.1947. Concluiu o bacharelato em Teologia na Universidade de Coimbra (1894). Foi professor do ensino particular na sua Terra (1897) e em 22.9.1900, é ordenado sacerdote. Em 31.10.1901 é nomeado Cónego de Luanda e nos anos seguintes, passa a provisor, e vigário geral, deão da Sé, vice reitor do Seminário Liceu vigário capitular, prelado doméstico, governador do bispado, protonotário apostólico e director das missões católicas. Foi ele que criou o liceu de Salvador Correia e aí foi professor e reitor. Também foi vereador da Câmara de Luanda e provedor da Misericórdia da mesma cidade. Em 1926 o Ministro João Bello chamou-o a Lisboa para com ele estudar o estatuto das Missões e a reorganização do Ministério do Ultramar. Regressou a Angola e prosseguiu a sua brilhante carreira polivalente, ao nível religioso, académico e político. Em tudo o que fez se mostrou um patriota impoluto, um intelectual de fino recorte, um amigo de Angola, um Transmontano inconfundível. Em 1933 foi alvo de uma homenagem pública que envolveu todos os sectores da vida angolana, a coroar uma simpatia invulgar, um trato social incomum, uma cultura fora de série. Em 1.11.1941 embarca compulsivamente no Cubango e desembarca em Lisboa, em 27 do mesmo mês. Só regressa a Angola em 2.1.1943. Nesse lapso de tempo publica e anota o III Vol. da História das Guerras Angolanas de Cadornega (1942). Alberto de Lemos, seu biógrafo e seu aluno, escreveu: "é um dos maiores vultos da História de Angola. Durante 15 anos da vacância episcopal foi sustentáculo válido duma Igreja batida pelo abandono e pelas agressões duma política que não tinha a compreensão das melhores conveniências do Ultramar Português e também atormentada pelas agressões de potências estrangeiras que ambicionavam deslocar nos dos territórios e das posições das influências em África. Dotado de inteligência superior e muito culto, modelo de virtudes cristãs, foi sempre colaborador indispensável e amado pela hierarquia que com ele privou. Polígrafo de muitos méritos, foi historiador, etnólogo, ensaísta de muito saber, mestre incomparável de todos os contemporâneos do seu convívio: Foi conselheiro prudente e auxiliar devotado de muitos governadores gerais. "A sua obra literária foi vastíssima, passando pelo jornal O Apostolado, Boletim da Diocese, Revista "Arquivos de Angola"."
(Fonte: https://de_svo.blogs.sapo.pt/30766.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto superior esquerdo.
Raro.
Com interesse histórico.
45€
1.ª edição.
Na capa: desenho de Roberto Silva - (Museu de Angola).
Homenagem ao ilustre flaviense Monsenhor Alves da Cunha por ocasião do seu centenário natalício.
Publicação muitíssimo ilustrada com reproduções fotográficas a duas cores.
Colaboração: Abertura - Padre José Maria Pereira. A sua memória permanecerá como uma bênção - D. Moysés Alves de Pinho. Homem de Deus e da Pátria - Vasco Lopes Alves. O meu testemunho - Padre Silva Rego. Um Centenário - Nuno Simões. Mons. Alves da Cunha e os Missionários do Espírito Santo - Padre Rocha Ferreira. Uma carta do Contra-Almirante Sarmento Rodrigues. Em memória de Monsenhor Alves da Cunha - Alberto de Lemos. Uma carta de Óscar Ribas. Presença edificante - A. Maio. Humildemente grande - F. Araújo Rodrigues. Luanda e o «Dr. Cunha» - Mário Milheiros. Um dos maiores homens de Angola - Reis Ventura. Um homem, uma época - J. F. Martins dos Santos. A lição dum transmontano - Dialino Esteves. Grande Monsenhor Alves da Cunha - notável figura de Angola - José Redinha. Memorável ciclo comemorativo. Perfeitamente bom... - Artur de Lemos Pereira. Obreiro do Ensino Liceal - Antero Simões. Grande figura da História de Angola da primeira metade do século XX - D. Manuel Nunes Gabriel.
Monsenhor Manuel Alves da Cunha (1872-1947). "Nasceu em Chaves, em 8.6.1872 e faleceu em Luanda, em 4.6.1947. Concluiu o bacharelato em Teologia na Universidade de Coimbra (1894). Foi professor do ensino particular na sua Terra (1897) e em 22.9.1900, é ordenado sacerdote. Em 31.10.1901 é nomeado Cónego de Luanda e nos anos seguintes, passa a provisor, e vigário geral, deão da Sé, vice reitor do Seminário Liceu vigário capitular, prelado doméstico, governador do bispado, protonotário apostólico e director das missões católicas. Foi ele que criou o liceu de Salvador Correia e aí foi professor e reitor. Também foi vereador da Câmara de Luanda e provedor da Misericórdia da mesma cidade. Em 1926 o Ministro João Bello chamou-o a Lisboa para com ele estudar o estatuto das Missões e a reorganização do Ministério do Ultramar. Regressou a Angola e prosseguiu a sua brilhante carreira polivalente, ao nível religioso, académico e político. Em tudo o que fez se mostrou um patriota impoluto, um intelectual de fino recorte, um amigo de Angola, um Transmontano inconfundível. Em 1933 foi alvo de uma homenagem pública que envolveu todos os sectores da vida angolana, a coroar uma simpatia invulgar, um trato social incomum, uma cultura fora de série. Em 1.11.1941 embarca compulsivamente no Cubango e desembarca em Lisboa, em 27 do mesmo mês. Só regressa a Angola em 2.1.1943. Nesse lapso de tempo publica e anota o III Vol. da História das Guerras Angolanas de Cadornega (1942). Alberto de Lemos, seu biógrafo e seu aluno, escreveu: "é um dos maiores vultos da História de Angola. Durante 15 anos da vacância episcopal foi sustentáculo válido duma Igreja batida pelo abandono e pelas agressões duma política que não tinha a compreensão das melhores conveniências do Ultramar Português e também atormentada pelas agressões de potências estrangeiras que ambicionavam deslocar nos dos territórios e das posições das influências em África. Dotado de inteligência superior e muito culto, modelo de virtudes cristãs, foi sempre colaborador indispensável e amado pela hierarquia que com ele privou. Polígrafo de muitos méritos, foi historiador, etnólogo, ensaísta de muito saber, mestre incomparável de todos os contemporâneos do seu convívio: Foi conselheiro prudente e auxiliar devotado de muitos governadores gerais. "A sua obra literária foi vastíssima, passando pelo jornal O Apostolado, Boletim da Diocese, Revista "Arquivos de Angola"."
(Fonte: https://de_svo.blogs.sapo.pt/30766.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto superior esquerdo.
Raro.
Com interesse histórico.
45€
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14 maio, 2019
VICENTE, João Dias - PADRE HENRIQUE LOPES CARDOSO, UM SACERDOTE GUINEENSE DIGNO DE SER CONHECIDO. Por... Bissau, [s.n.], Novembro de 1993. In-4.º grd. (29,5cm) de [66] p. ; B.
1.ª edição.
Biografia do padre Henrique Lopes Cardoso - a sua vida de sacerdócio e acção evangelizadora por terras da Guiné.
Exemplar stencilizado, por certo reproduzido a partir do projecto original do autor dadas as correcções e emendas visíveis ao longo do texto. Trabalho que viria a ser publicado um ano mais tarde, em Soronda : revista de estudos guineenses, N.º 17 (Janeiro de 1994), nunca sido tendo editado em livro.
No final inclui um quadro com os estudos do biografado no Seminário-Liceu de S. Nicolau (1878-1889), e o Pequeno Vocabulário do Dialecto Pepel, obra do Pe. Lopes Cardoso que foi publicada no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, em Julho de 1902.
"Presentemente interessa-me conhecer melhor, e dar a conhecer, um outro sacerdote guineense, dos pouquíssimos existentes antes da criação da Diocese de Bissau em 1977, que foi um aluno brilhante no Seminário-Liceu de S. Nicolau em Cabo Verde, que colaborou com a administração colonial mas que também sofreu fortemente com essa administração pelo facto de ser "preto e amigo dos gentios", que reagiu ao modo como a evangelização era feita no seu tempo e apresentou para a mesma algumas perspectivas inovadoras, que foi um homem atento às necessidades materiais da sua própria família e das pessoas com quem vivia (sobretudo nas fomes que frequentemente assolaram as Ilhas de Cabo Verde) e que foi um profundo conhecedor das línguas crioula e pepel.
É meu intento, pois, ampliar um pouco mais aquilo que até agora já era conhecido sobre a figura do Padre Henrique Lopes Cardoso. Os elementos novos que consegui obter, recolhi-os nos arquivos de Lisboa, Cabo Verde e Bissau.
Algumas informações orais, de gente que conheceu pessoalmente este padre e de parentes directos seus que ainda vivem, pude obtê-las em Santiago de Cabo Verde e em Bissau."
(Excerto da Introdução)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Peça de coleccção.
Indisponível
1.ª edição.
Biografia do padre Henrique Lopes Cardoso - a sua vida de sacerdócio e acção evangelizadora por terras da Guiné.
Exemplar stencilizado, por certo reproduzido a partir do projecto original do autor dadas as correcções e emendas visíveis ao longo do texto. Trabalho que viria a ser publicado um ano mais tarde, em Soronda : revista de estudos guineenses, N.º 17 (Janeiro de 1994), nunca sido tendo editado em livro.
No final inclui um quadro com os estudos do biografado no Seminário-Liceu de S. Nicolau (1878-1889), e o Pequeno Vocabulário do Dialecto Pepel, obra do Pe. Lopes Cardoso que foi publicada no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, em Julho de 1902.
"Presentemente interessa-me conhecer melhor, e dar a conhecer, um outro sacerdote guineense, dos pouquíssimos existentes antes da criação da Diocese de Bissau em 1977, que foi um aluno brilhante no Seminário-Liceu de S. Nicolau em Cabo Verde, que colaborou com a administração colonial mas que também sofreu fortemente com essa administração pelo facto de ser "preto e amigo dos gentios", que reagiu ao modo como a evangelização era feita no seu tempo e apresentou para a mesma algumas perspectivas inovadoras, que foi um homem atento às necessidades materiais da sua própria família e das pessoas com quem vivia (sobretudo nas fomes que frequentemente assolaram as Ilhas de Cabo Verde) e que foi um profundo conhecedor das línguas crioula e pepel.
É meu intento, pois, ampliar um pouco mais aquilo que até agora já era conhecido sobre a figura do Padre Henrique Lopes Cardoso. Os elementos novos que consegui obter, recolhi-os nos arquivos de Lisboa, Cabo Verde e Bissau.
Algumas informações orais, de gente que conheceu pessoalmente este padre e de parentes directos seus que ainda vivem, pude obtê-las em Santiago de Cabo Verde e em Bissau."
(Excerto da Introdução)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Peça de coleccção.
Indisponível
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28 abril, 2019
BETTENCOURT, Aníbal Jardim - GUIA DO CAFEICULTOR DE MOÇAMBIQUE. [Por]... Engenheiro Agrónomo. Lisboa, Junta de Exportação do Café, 1956. In-4.º (23m) de 95, [1] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Junta-se carta do autor, de Maio de 1957, assinada, com a chancela da Junta de Exportação do Café : Delegação de Moçambique, dirigida ao sr. Amadeu da Silva e Costa, informando-o do envio dum exemplar da presente obra e anexando um questionário: "Café : Ficha para ser preenchida pelos agricultores interessados na sua cultura".
Livro muito ilustrado ao longo do texto com desenhos, mapas e tabelas, alguns em página inteira, e duas estampas a cores em separado.
"A cafeicultura é uma exploração agrícola que só agora começa a expandir-se com uma certa segurança em Moçambique, onde a actual escassa produção de café provém, na sua quase totalidade, da colheita dos frutos dos cafèzeiros que vegetam espontâneamente na faixa arenosa do litoral.
Por circunstâncias várias entre as quais avulta a falta de conhecimentos basilares sobre a forma racional de aproveitar esta planta, fracassaram todas as tentativas de cultivo quer aproveitando as espécies cafeeiras autóctenes quer as exóticas.
Quando as altas cotações do café, nos últimos anos, levaram os agricultores a interessar-se em estabelecer novos cafèzais, a Junta de Exportação do Café decidiu proporcionar-lhes logo de início a orientação a seguir e criar em Moçambique uma delegação em condições de assegurar à cultura a indispensável assistência técnica. [...]
Tentamos através do presente trabalho fornecer esses conhecimentos técnicos, contribuindo para a formação de plantações estáveis e de exploração económica mesmo durante os períodos em que os preços do café forem menos favoráveis, e evitar que os agricultores recorram a dados fornecidos por publicações versando sobre cafeicultura noutros países, onde as condições ecológicas são completamente diferentes das de Moçambique, levando-os a adoptar normais culturais que, vantajosas nessas regiões, podem conduzir a resultados desastrosos naquela Província."
(Excerto da Introdução)
Sumário: Introdução. I - Espécies cafeeiras cultiváveis em Moçambique e áreas aproximadas de expansão de cada uma delas. II - Solos favoráveis às diferentes espécies cafeeiras. III - Obtenção de semente da espécie ou variedade a cultivar. IV - Viveiros. V - Plantação no local definitivo. VI - Sombreamento. VII - Operações culturais: Capina; Adubação; Poda; Rega. VIII - Doenças e pragas do cafèzeiro: Die-back; Doenças de carência; Doença dos olhos pardos; Ferrugem do café; Podridões do pé e raízes; Broca do tronco; Percevejo do café; Cochonilhas; Larvas de Parasa, sp., etc. IX - Colheira e preparação do café. Bibliografia. Índice dos assuntos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Peça de colecção (nestas condições, e com o Questionário).
Indisponível
1.ª edição.
Junta-se carta do autor, de Maio de 1957, assinada, com a chancela da Junta de Exportação do Café : Delegação de Moçambique, dirigida ao sr. Amadeu da Silva e Costa, informando-o do envio dum exemplar da presente obra e anexando um questionário: "Café : Ficha para ser preenchida pelos agricultores interessados na sua cultura".
Livro muito ilustrado ao longo do texto com desenhos, mapas e tabelas, alguns em página inteira, e duas estampas a cores em separado.
"A cafeicultura é uma exploração agrícola que só agora começa a expandir-se com uma certa segurança em Moçambique, onde a actual escassa produção de café provém, na sua quase totalidade, da colheita dos frutos dos cafèzeiros que vegetam espontâneamente na faixa arenosa do litoral.
Por circunstâncias várias entre as quais avulta a falta de conhecimentos basilares sobre a forma racional de aproveitar esta planta, fracassaram todas as tentativas de cultivo quer aproveitando as espécies cafeeiras autóctenes quer as exóticas.
Quando as altas cotações do café, nos últimos anos, levaram os agricultores a interessar-se em estabelecer novos cafèzais, a Junta de Exportação do Café decidiu proporcionar-lhes logo de início a orientação a seguir e criar em Moçambique uma delegação em condições de assegurar à cultura a indispensável assistência técnica. [...]
Tentamos através do presente trabalho fornecer esses conhecimentos técnicos, contribuindo para a formação de plantações estáveis e de exploração económica mesmo durante os períodos em que os preços do café forem menos favoráveis, e evitar que os agricultores recorram a dados fornecidos por publicações versando sobre cafeicultura noutros países, onde as condições ecológicas são completamente diferentes das de Moçambique, levando-os a adoptar normais culturais que, vantajosas nessas regiões, podem conduzir a resultados desastrosos naquela Província."
(Excerto da Introdução)
Sumário: Introdução. I - Espécies cafeeiras cultiváveis em Moçambique e áreas aproximadas de expansão de cada uma delas. II - Solos favoráveis às diferentes espécies cafeeiras. III - Obtenção de semente da espécie ou variedade a cultivar. IV - Viveiros. V - Plantação no local definitivo. VI - Sombreamento. VII - Operações culturais: Capina; Adubação; Poda; Rega. VIII - Doenças e pragas do cafèzeiro: Die-back; Doenças de carência; Doença dos olhos pardos; Ferrugem do café; Podridões do pé e raízes; Broca do tronco; Percevejo do café; Cochonilhas; Larvas de Parasa, sp., etc. IX - Colheira e preparação do café. Bibliografia. Índice dos assuntos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Peça de colecção (nestas condições, e com o Questionário).
Indisponível
20 fevereiro, 2019
KEILING, Mons. Luiz Alfredo - QUARENTA ANOS DE ÁFRICA. Por... Perfeito Apostólico do Cubango e Vigário Geral do Huambo. Fraião - Braga, Edição das Missões de Angola e Congo, [1934]. In-4.º (23cm) de VIII, 192, VIII p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Muito ilustrada no texto com fotogravuras a p.b.
"Quarenta anos de África!
Memórias de degredado por certo! - terá dito de si para si o leitor curioso de semelhante título, levado sem querer nas azes possantes da fantazia para as Pedras Negras e Costas d'África de má sina e triste recordação.
Não terá sido total o engano. De degredados fala o livro inteiro, na verdade, mas de degredados voluntários e heróicos, que sem crime nenhum a expiar, sem deverem coisa nenhuma à ordem social, não por exigência da justiça mas por impulsos de caridade, deixaram um dia a terra natal, os páis estremecidos, a família adorada, os encantos e confortos da civilização, atravessaram mares e florestas, internaram-se no sertão, para ali, visinhos com os selvagens, sem outra arma que não seja a cruz, outro código que não seja o evangelho, construírem uma capela e logo uma escola e depois uma oficina, levantarem à sombra da religião a aldeia pacífica nas fainas agrícolas, a vila ou cidade industriosa no trato mercantil, a civilisação com todas as suas vantagens, formarem na cretaura diminuida, que é o preto, o homem e o cristão, capaz de salvação, de governo, de progresso.
A êstes degredados, hoje louvados por quantos os teem visto mãos à obra, e já por Cristo exaltados a luz do mundo e sal da terra, pertence o autor destas memórias. [...]
Mons. Luís Keiling, historiando por alto os seus 40 anos de missionário, dos quais 25 como Perfeito Apostólico do Cubango e Vigário Geral do Huambo, não pretende fazer autobiografia, muito menos ainda o panegírico seu ou dos seus companheiros. E não é que faltassem motivos de louvor... Limita-se, com modéstia digna dos protagonistas de tão belos feitos, a narrar a fundação e descrever o desenvolvimento lento, por vezes sangrento, de cada uma das missões do Espírito Santo naquela vastíssima região, quer tenham sido fundadas por êle, quer pelos seus predecessores, no decurso dos últimos 40 anos. Testemunha de vista e de acção, temos de o acreditar, quando êle nos mostra, a cada passo, o missionário de Espírito Santo empenhado de corpo e alma, português nas obras e na língua, mesmo quando não de nascimento, em levantar ao mesmo tempo no meio da tríbu, que quer converter, a Cruz de Cristo e a bandeira das Quinas."
(Excerto do Prólogo do Editor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e religioso.
Indisponível
1.ª edição.
Muito ilustrada no texto com fotogravuras a p.b.
"Quarenta anos de África!
Memórias de degredado por certo! - terá dito de si para si o leitor curioso de semelhante título, levado sem querer nas azes possantes da fantazia para as Pedras Negras e Costas d'África de má sina e triste recordação.
Não terá sido total o engano. De degredados fala o livro inteiro, na verdade, mas de degredados voluntários e heróicos, que sem crime nenhum a expiar, sem deverem coisa nenhuma à ordem social, não por exigência da justiça mas por impulsos de caridade, deixaram um dia a terra natal, os páis estremecidos, a família adorada, os encantos e confortos da civilização, atravessaram mares e florestas, internaram-se no sertão, para ali, visinhos com os selvagens, sem outra arma que não seja a cruz, outro código que não seja o evangelho, construírem uma capela e logo uma escola e depois uma oficina, levantarem à sombra da religião a aldeia pacífica nas fainas agrícolas, a vila ou cidade industriosa no trato mercantil, a civilisação com todas as suas vantagens, formarem na cretaura diminuida, que é o preto, o homem e o cristão, capaz de salvação, de governo, de progresso.
A êstes degredados, hoje louvados por quantos os teem visto mãos à obra, e já por Cristo exaltados a luz do mundo e sal da terra, pertence o autor destas memórias. [...]
Mons. Luís Keiling, historiando por alto os seus 40 anos de missionário, dos quais 25 como Perfeito Apostólico do Cubango e Vigário Geral do Huambo, não pretende fazer autobiografia, muito menos ainda o panegírico seu ou dos seus companheiros. E não é que faltassem motivos de louvor... Limita-se, com modéstia digna dos protagonistas de tão belos feitos, a narrar a fundação e descrever o desenvolvimento lento, por vezes sangrento, de cada uma das missões do Espírito Santo naquela vastíssima região, quer tenham sido fundadas por êle, quer pelos seus predecessores, no decurso dos últimos 40 anos. Testemunha de vista e de acção, temos de o acreditar, quando êle nos mostra, a cada passo, o missionário de Espírito Santo empenhado de corpo e alma, português nas obras e na língua, mesmo quando não de nascimento, em levantar ao mesmo tempo no meio da tríbu, que quer converter, a Cruz de Cristo e a bandeira das Quinas."
(Excerto do Prólogo do Editor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e religioso.
Indisponível
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*KEILING (Mons. Luís Alfredo),
1ª E D I Ç Ã O,
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África / Ultramar,
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História,
História de Portugal,
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10 janeiro, 2019
GUERRA, Maria Sofia Pomba - DOIS ANOS EM ÁFRICA. Prefácio de Vitorino Nemésio. Ilustrações de Aurora Severo. [S.l.], Edição da Autora, 1935 [na capa, 1936]. In-8.º (19cm) de XIII, [1], 206, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Romance colonial, resultante das vivências da autora em África. Um jovem - Rafael - abandona os estudos em Coimbra para embarcar com destino a Moçambique. As primeiras 33 páginas da obra são dedicadas ao ambiente estudantil, pejadas de referências às tradições universitárias coimbrãs.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa da autora.
Ilustrado ao longo de texto com belíssimos desenhos.
"Livro de impressões coloniais vagamente romanceadas - um jovem a colocar, um tio utopista que o chama e a selva de Moçambique como fundo e quási como desfecho -, não são poucas as suas páginas em que começa a levantar-se diante de nós a nebulosa que prometia uma estrêla, ou seja, o comêço de conflito que anunciava um drama."
(Excerto do Prefácio)
"Nessa manhã de inverno e sol, complacente, desprendera sôbre a terra um bafo morno. A diafaneidade reverberante de luz, a pureza tépida da doce viração alagavam o coração de Rafael em ondas de prazer.
Da pasta tremulava já um «grêlo» azul. Deitou a capa ao ombro, consultou o relógio: faltavam dois minutos e o átrio das Químicas, ali perto, estava meio deserto.
Sentados nos plintos das colunas, dispersos pelas escadas de entrada, uma dúzia de colegas falazavam.
Media o tempo a cadência dos passos; a voz das raparigas, em notas mais agudas, ritmava o sussurro e, lá dentro, no ádito, iam-se aglomerando novos grupos.
O archeiro, agaloado de verde, apertado no uniforme justo, ia gastando o tempo. [...]
Rafael enveredou seus passos para o Castelo. Por tôda a parte enxameiam manchas negras de capas.
Cêrca da Associação Académica há grande falazar: troços de moços contravêm com sanha, invectivam outros com afã inimigos irosos e cada qual porfia em alfaiar o preferido com mais avantajada cópia de primores. Próximas estão as eleições para o Senado e os moços estudantes não cessam afanosos combates em prol da sua dama: a Idea."
(Excerto do texto)
Maria Sofia Pomba Guerra (Elvas, 1906 - Cascais, 1976). "Mulher revolucionária na sua geração, manteve uma intensa actividade política, sendo uma activa militante antifascista e anticolonialista. Em 1949 tornou-se a primeira mulher branca a ser presa e deportada para a metrópole, ficando detida em Caxias até Julho de 1950.
Farmacêutica, analista e professora, Maria Sofia Carrajola Pomba Amaral da Guerra nasceu em Elvas, a 18 de Julho de 1906. Frequentou a Universidade de Coimbra na década de 20, juntamente com o futuro marido, Platão Zorai do Amaral Guerra, e terá estado inscrita em mais do que um curso."
(Fonte: FB, Antifascistas da Resistência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
30€
1.ª edição.
Romance colonial, resultante das vivências da autora em África. Um jovem - Rafael - abandona os estudos em Coimbra para embarcar com destino a Moçambique. As primeiras 33 páginas da obra são dedicadas ao ambiente estudantil, pejadas de referências às tradições universitárias coimbrãs.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa da autora.
Ilustrado ao longo de texto com belíssimos desenhos.
"Livro de impressões coloniais vagamente romanceadas - um jovem a colocar, um tio utopista que o chama e a selva de Moçambique como fundo e quási como desfecho -, não são poucas as suas páginas em que começa a levantar-se diante de nós a nebulosa que prometia uma estrêla, ou seja, o comêço de conflito que anunciava um drama."
(Excerto do Prefácio)
"Nessa manhã de inverno e sol, complacente, desprendera sôbre a terra um bafo morno. A diafaneidade reverberante de luz, a pureza tépida da doce viração alagavam o coração de Rafael em ondas de prazer.
Da pasta tremulava já um «grêlo» azul. Deitou a capa ao ombro, consultou o relógio: faltavam dois minutos e o átrio das Químicas, ali perto, estava meio deserto.
Sentados nos plintos das colunas, dispersos pelas escadas de entrada, uma dúzia de colegas falazavam.
Media o tempo a cadência dos passos; a voz das raparigas, em notas mais agudas, ritmava o sussurro e, lá dentro, no ádito, iam-se aglomerando novos grupos.
O archeiro, agaloado de verde, apertado no uniforme justo, ia gastando o tempo. [...]
Rafael enveredou seus passos para o Castelo. Por tôda a parte enxameiam manchas negras de capas.
Cêrca da Associação Académica há grande falazar: troços de moços contravêm com sanha, invectivam outros com afã inimigos irosos e cada qual porfia em alfaiar o preferido com mais avantajada cópia de primores. Próximas estão as eleições para o Senado e os moços estudantes não cessam afanosos combates em prol da sua dama: a Idea."
(Excerto do texto)
Maria Sofia Pomba Guerra (Elvas, 1906 - Cascais, 1976). "Mulher revolucionária na sua geração, manteve uma intensa actividade política, sendo uma activa militante antifascista e anticolonialista. Em 1949 tornou-se a primeira mulher branca a ser presa e deportada para a metrópole, ficando detida em Caxias até Julho de 1950.
Farmacêutica, analista e professora, Maria Sofia Carrajola Pomba Amaral da Guerra nasceu em Elvas, a 18 de Julho de 1906. Frequentou a Universidade de Coimbra na década de 20, juntamente com o futuro marido, Platão Zorai do Amaral Guerra, e terá estado inscrita em mais do que um curso."
(Fonte: FB, Antifascistas da Resistência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
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06 dezembro, 2018
EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DA OCUPAÇÃO. Principais factos da ocupação ultramarina (séculos XIX e XX, até à Grande Guerra) - REPÚBLICA PORTUGUESA : Ministério das Colónias. Lisboa, Divisão de Publicações e Biblioteca : Agência Geral das Colónias, 1937. In-8.º (20cm) de 76, [2] p. ; B.Exposição cronológica da ocupação militar das províncias ultramarinas - no século XIX, desde 1807 (Timor) até Setembro de 1915 (Angola) - com uma breve resenha dos acontecimentos históricos.
1.ª edição.
Matérias:
I. Ocupação militar de Guiné. - Resumo histórico extraído dum trabalho inédito do Ex.mo Sr. Tenente-coronel João José de Melo Migueis.
II. Ocupação militar de Angola. - Resumo histórico organizado pelo Capitão Sr. Gastão Sousa Dias.
III. Ocupação militar de Moçambique. - Resumo histórico organizado pelo Ex.mo Sr. General José Justino Teixeira Botelho.
IV. Ocupação militar da Índia. - Resumo histórico organizado pelo Capitão Sr. A. Delduque da Costa.
V. Ocupação militar de Timor. - Resumo histórico organizado pelo Capitão Sr. José Simões Martinho.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel nos cantos, junto às extremidades da lombada. Páginas com picos de acidez, fruto da qualidade do papel utilizado na impressão do livro.
Pouco vulgar.
15€
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24 setembro, 2018
CAETANO, Dr. Marcelo - RELAÇÕES DAS COLÓNIAS DE ANGOLA E MOÇAMBIQUE COM OS TERRITÓRIOS ESTRANGEIROS VIZINHOS. Memorandum. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1946. In-4.º (25cm) de 113, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Relatório com carácter confidencial. Sobre a sua relevância no contexto sociopolítico e diplomático da época nas Colónias - imediatamente após o final da 2.ª Guerra Mundial - com a devida vénia a António Duarte Silva pelo excelente artigo publicado no blog "Malomil", reproduzimos um excerto do mesmo.
"No início de Janeiro de 1945, Marcelo Caetano informou Salazar que considerava necessária uma ida a África, embora esta só devesse ser anunciada quando oportuno. Além de pretender contactar com o pessoal de Administração Pública e com as populações, impunha-se – perante o final da guerra europeia e o previsível termo das hostilidades no Pacífico – proceder a um «balanço imediato da situação em África para se poderem tomar as medidas imperiosamente exigidas a curto prazo e preparar as previsíveis a médio e longo prazo».
A «transcendental viagem» iria durar quase seis meses (incluindo um mês de navegação) e, segundo Vasco Pulido Valente, transformou Marcelo Caetano de «imperialista teórico» num africanista, «ainda por cima num africanista sentimental». A visita, definida como de inspecção e planeamento, obedeceu a uma programação múltipla: inaugurações e comemorações, contacto com as realidades e as populações locais, estudo e resolução de problemas, projecção das reformas que o Ministério encetara, afirmação da presença, interesse e atenção portuguesas, apreciação da nova conjuntura internacional e africana após o fim da Segunda Guerra na Europa e no Pacífico. Foi-lhe dada grande projecção em todo o Império, decorrendo com elevada solenidade e ditirâmbica cobertura jornalística (incluindo os jornais sul-africanos). [...]
No regresso, Marcelo Caetano elaborou um “Memorandum” sobre as Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos, com caráter confidencial e uma tiragem restrita, destinado exclusivamente a políticos e funcionários portugueses ligados aos assuntos versados. É um texto de difícil acesso[*]. Como se diz na prévia “Advertência”, não se tratava apenas de descrever os problemas de vizinhança referentes aos «territórios estrangeiros em relação aos quais houve ocasião durante a viagem de examinar e discutir tais problemas»; pretendia-se também «apurar as constantes da política seguida nessas relações e contribuir para definir as directrizes futuras».
O Memorandum, datado de Maio de 1946, é muito extenso, dividindo-se em dois capítulos, e contém quatro anexos.
O capítulo I, dedicado às “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com a União da África do Sul”, aborda 19 temas, destacando-se: posição política da União Sul-Africana, relações de Portugal com a União, utilização do porto e do caminho-de-ferro de Lourenço Marques, evolução das várias convenções celebradas até ao Acordo de 1934 – a partir do qual passaram «a decorrer normalmente» –, emigração para o Rand e questão das águas do Cunene.
O capítulo II, dedicado ao estudo das “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com os vizinhos territórios britânicos”, além de breves notas históricas, aprofunda os regimes da construção, concessão, resgate e nacionalização do porto e dos caminhos-de-ferro da Beira.
Embora não formuladas como tal pelo “Memorandum” podem enumerar-se as seguintes conclusões: 1)- não existia «um perigo imperialista imediato no Sul da África, mas seria uma imprudência negar-lhe existência potencial»;
2)- a história das relações entre Portugal e o Transvaal (ou a União) com respeito a Lourenço Marques abrangia três períodos: (i)- de 1875 até ao termo da guerra dos boers (1901); (ii)- de 1901 a 1928; (iii)- de 1928 em diante;
3)- a emigração dos indígenas para o Rand estava «longe de ter uma fácil solução», sendo indicadas cinco «medidas necessárias»;
4)- os principais problemas com os territórios britânicos confinantes com Angola e Moçambique eram três: i)- caminhos-de-ferro e porto da Beira; ii)- fronteiras com as Rodésias e a Niassalândia e emigração clandestina de indígenas; iii)- ligação da Rodésia do Norte com o porto do Lobito.
Segundo o próprio Marcelo Caetano este relatório – resultado do que escutara e tratara nos encontros com os dirigentes dos territórios estrangeiros vizinhos e abordando problemas da maior importância que não se encontravam devidamente instruídos e esclarecidos nos arquivos do Ministério – serviu para orientar as negociações sobre os assuntos versados e «continuou a ser útil aos que me sucederam»."
[*] Marcelo Caetano, Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos: Memorandum, Lisboa, Imprensa Nacional, 1946. Não existe na Biblioteca Nacional nem acessível no Arquivo Marcello Caetano. O exemplar consultado encontra-se na Biblioteca Universitária João Paulo II (Universidade Católica).
1.ª edição.
Relatório com carácter confidencial. Sobre a sua relevância no contexto sociopolítico e diplomático da época nas Colónias - imediatamente após o final da 2.ª Guerra Mundial - com a devida vénia a António Duarte Silva pelo excelente artigo publicado no blog "Malomil", reproduzimos um excerto do mesmo.
"No início de Janeiro de 1945, Marcelo Caetano informou Salazar que considerava necessária uma ida a África, embora esta só devesse ser anunciada quando oportuno. Além de pretender contactar com o pessoal de Administração Pública e com as populações, impunha-se – perante o final da guerra europeia e o previsível termo das hostilidades no Pacífico – proceder a um «balanço imediato da situação em África para se poderem tomar as medidas imperiosamente exigidas a curto prazo e preparar as previsíveis a médio e longo prazo».
A «transcendental viagem» iria durar quase seis meses (incluindo um mês de navegação) e, segundo Vasco Pulido Valente, transformou Marcelo Caetano de «imperialista teórico» num africanista, «ainda por cima num africanista sentimental». A visita, definida como de inspecção e planeamento, obedeceu a uma programação múltipla: inaugurações e comemorações, contacto com as realidades e as populações locais, estudo e resolução de problemas, projecção das reformas que o Ministério encetara, afirmação da presença, interesse e atenção portuguesas, apreciação da nova conjuntura internacional e africana após o fim da Segunda Guerra na Europa e no Pacífico. Foi-lhe dada grande projecção em todo o Império, decorrendo com elevada solenidade e ditirâmbica cobertura jornalística (incluindo os jornais sul-africanos). [...]
No regresso, Marcelo Caetano elaborou um “Memorandum” sobre as Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos, com caráter confidencial e uma tiragem restrita, destinado exclusivamente a políticos e funcionários portugueses ligados aos assuntos versados. É um texto de difícil acesso[*]. Como se diz na prévia “Advertência”, não se tratava apenas de descrever os problemas de vizinhança referentes aos «territórios estrangeiros em relação aos quais houve ocasião durante a viagem de examinar e discutir tais problemas»; pretendia-se também «apurar as constantes da política seguida nessas relações e contribuir para definir as directrizes futuras».
O Memorandum, datado de Maio de 1946, é muito extenso, dividindo-se em dois capítulos, e contém quatro anexos.
O capítulo I, dedicado às “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com a União da África do Sul”, aborda 19 temas, destacando-se: posição política da União Sul-Africana, relações de Portugal com a União, utilização do porto e do caminho-de-ferro de Lourenço Marques, evolução das várias convenções celebradas até ao Acordo de 1934 – a partir do qual passaram «a decorrer normalmente» –, emigração para o Rand e questão das águas do Cunene.
O capítulo II, dedicado ao estudo das “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com os vizinhos territórios britânicos”, além de breves notas históricas, aprofunda os regimes da construção, concessão, resgate e nacionalização do porto e dos caminhos-de-ferro da Beira.
Embora não formuladas como tal pelo “Memorandum” podem enumerar-se as seguintes conclusões: 1)- não existia «um perigo imperialista imediato no Sul da África, mas seria uma imprudência negar-lhe existência potencial»;
2)- a história das relações entre Portugal e o Transvaal (ou a União) com respeito a Lourenço Marques abrangia três períodos: (i)- de 1875 até ao termo da guerra dos boers (1901); (ii)- de 1901 a 1928; (iii)- de 1928 em diante;
3)- a emigração dos indígenas para o Rand estava «longe de ter uma fácil solução», sendo indicadas cinco «medidas necessárias»;
4)- os principais problemas com os territórios britânicos confinantes com Angola e Moçambique eram três: i)- caminhos-de-ferro e porto da Beira; ii)- fronteiras com as Rodésias e a Niassalândia e emigração clandestina de indígenas; iii)- ligação da Rodésia do Norte com o porto do Lobito.
Segundo o próprio Marcelo Caetano este relatório – resultado do que escutara e tratara nos encontros com os dirigentes dos territórios estrangeiros vizinhos e abordando problemas da maior importância que não se encontravam devidamente instruídos e esclarecidos nos arquivos do Ministério – serviu para orientar as negociações sobre os assuntos versados e «continuou a ser útil aos que me sucederam»."
[*] Marcelo Caetano, Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos: Memorandum, Lisboa, Imprensa Nacional, 1946. Não existe na Biblioteca Nacional nem acessível no Arquivo Marcello Caetano. O exemplar consultado encontra-se na Biblioteca Universitária João Paulo II (Universidade Católica).
(Fonte: http://malomil.blogspot.com/2018/04/marcelo-caetano-ministro-das-colonias-e_18.html)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Com interesse histórico e colonial.
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12 julho, 2018
REGO, A. da Silva - ALGUNS PROBLEMAS SOCIOLÓGICO-MISSIONÁRIOS DA ÁFRICA NEGRA. [Por]... Professor do Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, Chefe da Missão para o Estudo da Missionologia Africana. Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar : Centro de Estudos Políticos e Sociais, 1960.. In-4.º (25,5cm) de 137, [3] p. ; B. Col. Estudos de Ciências Políticas e Sociais, N.º 32
1.ª edição.
Estudo/relatório elaborado pouco tempo antes das manifestações independentistas que culminariam com o início das acções de guerrilha em Angola (1961).
"As páginas que vão ler-se são páginas de diário, escrito, quanto possível, à noite, durante três meses de jornada pela Nigéria, Camarões, África Equatorial Francesa, Angola, Congo Belga, Uganda, Quénia, Tanganhica, Rodésias, África do Sul e Moçambique.
O trabalho, agora realizado, limitou-se apenas a agrupar ideias e a imprimir-lhes uma certa unidade. O livro, assim considerado, só em parte é que é meu. Pertence a todas as pessoas, especialmente missionários e administrativos, com quem troquei impressões durante esta peregrinação. [...]
Considerámos as missões sob o seu aspecto actual e prático. Não discutimos conceitos teológicos.
Analisámos os problemas no seu conjunto africano. Preferimos este método, após alguma indecisão e estudo. Era nosso intento, a princípio, focar apenas a problemática mais saliente na actual conjuntura ultramarina portuguesa. Depois, porém, a experiência mostrou-nos que os problemas são basicamente os mesmos em toda a África. Daí, a direcção impressa ao trabalho agora apresentado. [...]
O presente relatório foi escrito, em grande parte, em Agosto, Setembro e Outubro de 1959, durante a nossa peregrinação pela África. De então para cá tem sido o continente negro violentamente, alegre e voluntáriamente abalado por ventos de independência. Falta ainda, tanto ao sociólogo como ao historiador, a justa perspectiva que lhes permita a imparcial apreciação dos acontecimentos."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
I - As missões. II - Os missionários. III - Dificuldades à missionação. IV - Meios de apostolado moderno. V - O ensino missionário. VI - O Catolicismo perante outras religiões. VII - Alguns problemas relacionados com o ultramar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
Estudo/relatório elaborado pouco tempo antes das manifestações independentistas que culminariam com o início das acções de guerrilha em Angola (1961).
"As páginas que vão ler-se são páginas de diário, escrito, quanto possível, à noite, durante três meses de jornada pela Nigéria, Camarões, África Equatorial Francesa, Angola, Congo Belga, Uganda, Quénia, Tanganhica, Rodésias, África do Sul e Moçambique.
O trabalho, agora realizado, limitou-se apenas a agrupar ideias e a imprimir-lhes uma certa unidade. O livro, assim considerado, só em parte é que é meu. Pertence a todas as pessoas, especialmente missionários e administrativos, com quem troquei impressões durante esta peregrinação. [...]
Considerámos as missões sob o seu aspecto actual e prático. Não discutimos conceitos teológicos.
Analisámos os problemas no seu conjunto africano. Preferimos este método, após alguma indecisão e estudo. Era nosso intento, a princípio, focar apenas a problemática mais saliente na actual conjuntura ultramarina portuguesa. Depois, porém, a experiência mostrou-nos que os problemas são basicamente os mesmos em toda a África. Daí, a direcção impressa ao trabalho agora apresentado. [...]
O presente relatório foi escrito, em grande parte, em Agosto, Setembro e Outubro de 1959, durante a nossa peregrinação pela África. De então para cá tem sido o continente negro violentamente, alegre e voluntáriamente abalado por ventos de independência. Falta ainda, tanto ao sociólogo como ao historiador, a justa perspectiva que lhes permita a imparcial apreciação dos acontecimentos."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
I - As missões. II - Os missionários. III - Dificuldades à missionação. IV - Meios de apostolado moderno. V - O ensino missionário. VI - O Catolicismo perante outras religiões. VII - Alguns problemas relacionados com o ultramar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
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*REGO (António da Silva),
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16 maio, 2018
IGREJA CATÓLICA EM MOÇAMBIQUE. Primeira Pastoral dos Bispos de Moçambique. Os Padres Brancos. Prefácio de Anselmo Borges. [S.l.], Delfos [Comp. e Imp. na Tip. Guerra, Viseu], [1970]. In-8.º (16cm) de 175, [1] p. ; B. Col. Temas 2000, 11
1.ª edição.
Importante documento para a história da missionação em Moçambique.
"A Igreja é também a Igreja que está em Moçambique, que vive em Moçambique, que quer servir e ser luz do povo moçambicano, ao mesmo tempo que quer ser também iluminada por ele.
O Episcopado moçambicano, voz e expressão da Igreja profética em Moçambique, falou numa Carta Pastoral, para proclamar a verdade, a dignidade da pessoa humana, para reclamar justiça, relações verdadeiramente humanas e fraternais, para denunciar injustiças, para apontar caminhos, para anunciar a Boa Nova. [...]
É um documento notável, oportuno, até certo ponto corajoso, que abalará algumas consciências que prefeririam não ser desinstaladas do seu comodismo fácil e egoísta. É por isso um texto que deve ser lido e meditado e que «não pode ficar perdido nas páginas de revistas ou nos arquivos eclesiásticos», como foi escrito quando me foi pedido este prefácio."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. I - Primeira Pastoral Colectiva dos Bispos de Moçambique: 1. Moçambique-1970; 2. Para uma Sociedade mais Humana; 3. Educação; 4. Evangelização. II - Os Padres Brancos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
Invulgar.
Com interesse histórico e religioso.
10€
1.ª edição.
Importante documento para a história da missionação em Moçambique.
"A Igreja é também a Igreja que está em Moçambique, que vive em Moçambique, que quer servir e ser luz do povo moçambicano, ao mesmo tempo que quer ser também iluminada por ele.
O Episcopado moçambicano, voz e expressão da Igreja profética em Moçambique, falou numa Carta Pastoral, para proclamar a verdade, a dignidade da pessoa humana, para reclamar justiça, relações verdadeiramente humanas e fraternais, para denunciar injustiças, para apontar caminhos, para anunciar a Boa Nova. [...]
É um documento notável, oportuno, até certo ponto corajoso, que abalará algumas consciências que prefeririam não ser desinstaladas do seu comodismo fácil e egoísta. É por isso um texto que deve ser lido e meditado e que «não pode ficar perdido nas páginas de revistas ou nos arquivos eclesiásticos», como foi escrito quando me foi pedido este prefácio."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. I - Primeira Pastoral Colectiva dos Bispos de Moçambique: 1. Moçambique-1970; 2. Para uma Sociedade mais Humana; 3. Educação; 4. Evangelização. II - Os Padres Brancos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
Invulgar.
Com interesse histórico e religioso.
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17 outubro, 2017
CASALS, Irene Maria Ricou - UM JOVEM HERÓI D'ÁFRICA : Eduardo Nuno Ricou Casals. Prefácio do Rev. P.e Nuno Archer, S. J. Porto, [s.n. - Tip. Colégio dos Orfãos], 1964. In-8.º (16,5cm) de [2], 55, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Resenha biográfica em comovedora homenagem a Eduardo Casals, piloto-aviador português, abatido em Maio de 1963 nos céus da Guiné durante uma missão de bombardeamento. A autora - Irene Casals - é sua mãe. O final do livro é preenchido com testemunhos de camaradas de armas do malogrado piloto atestando a sua amizade e patriotismo.
Opúsculo ilustrado com dois retratos do biografado, um deles em extratexto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Raro.
15€
1.ª edição.
Resenha biográfica em comovedora homenagem a Eduardo Casals, piloto-aviador português, abatido em Maio de 1963 nos céus da Guiné durante uma missão de bombardeamento. A autora - Irene Casals - é sua mãe. O final do livro é preenchido com testemunhos de camaradas de armas do malogrado piloto atestando a sua amizade e patriotismo.
Opúsculo ilustrado com dois retratos do biografado, um deles em extratexto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Raro.
15€
27 setembro, 2017
OS MASSACRES DE MUCUMBURA, CHAWOLA, WIRIYAMU E JUWAU. Missionários apoiam a luta do povo moçambicano. [Sl.], [s.n.], [ca. 1973]. In-8.º (21cm) de 20 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Publicação clandestina. Ilustrada com a foto de um combatente na contracapa.
"Folheto policopiado reproduzindo três textos referentes aos massacres efectuados pelo exército português em Moçambique entre 1971 e 1972: "As Chacinas de Mucumbura - relatórios dos padres Alfonso e Martin"; "Respostas dadas nos interrogatórios da DGS pelo Padre Alfonso Valverde Leon"; "Os massacres de Tete" (texto com base no testemunho de 3 padres de Burgos expulsos de Moçambique)."
(fonte: http://www.casacomum.org/cc/visualizador?pasta=05787.012#!24)
"Dos três textos aqui reproduzidos e que se referem aos massacres efectuados pelo exército português em Moçambique nos fins de 1971 e de 1972, parece-nos, que de uma simples leitura se podem tirar duas conclusões:
1.º a primeira e mais importante é que mais uma vez se prova que o governo português mente descaradamente quando diz (nos jornais, rádio e tv) que os movimentos de libertação são a consequência de actos levados a cabo por "terroristas" comandados do exterior e que nada têm a ver com os povos das colónias, porque estes apoiam a política do governo português. [...]
2.º a segunda conclusão a retirar destes massacres é que ao contrário do que o governo propagandeia, o exército português não é "a escola de homens e virtudes" mas sim a máquina que pretende submeter os jovens a uma forte disciplina que os torne cega e servilmente obedientes, colocando essa "obediência cega" ao serviço dos mais repelentes crimes como os descritos a seguir."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
1.ª edição.
Publicação clandestina. Ilustrada com a foto de um combatente na contracapa.
"Folheto policopiado reproduzindo três textos referentes aos massacres efectuados pelo exército português em Moçambique entre 1971 e 1972: "As Chacinas de Mucumbura - relatórios dos padres Alfonso e Martin"; "Respostas dadas nos interrogatórios da DGS pelo Padre Alfonso Valverde Leon"; "Os massacres de Tete" (texto com base no testemunho de 3 padres de Burgos expulsos de Moçambique)."
(fonte: http://www.casacomum.org/cc/visualizador?pasta=05787.012#!24)
"Dos três textos aqui reproduzidos e que se referem aos massacres efectuados pelo exército português em Moçambique nos fins de 1971 e de 1972, parece-nos, que de uma simples leitura se podem tirar duas conclusões:
1.º a primeira e mais importante é que mais uma vez se prova que o governo português mente descaradamente quando diz (nos jornais, rádio e tv) que os movimentos de libertação são a consequência de actos levados a cabo por "terroristas" comandados do exterior e que nada têm a ver com os povos das colónias, porque estes apoiam a política do governo português. [...]
2.º a segunda conclusão a retirar destes massacres é que ao contrário do que o governo propagandeia, o exército português não é "a escola de homens e virtudes" mas sim a máquina que pretende submeter os jovens a uma forte disciplina que os torne cega e servilmente obedientes, colocando essa "obediência cega" ao serviço dos mais repelentes crimes como os descritos a seguir."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
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Com interesse histórico.
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19 março, 2017
CAMACHO, Brito - MOÇAMBIQUE : problemas coloniais. Lisboa, Livraria Editora Guimarães & C.ª, [1926]. In-8.º (18,5cm) de 256, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Preciosa monografia sobre Moçambique, fruto das observações e reflexões do autor ao longo dos dois anos (1921-1923) em que desempenhou o cargo de Alto Comissário na colonia.
"Possuimos colonias ha seculos; temos colonias espalhadas por todo o mundo, e se nem todas teem o mesmo alto valor intrinseco, não há uma só que não tenha um apreciavel valor de posição, para nos servirmos duma linguagem emprestada. [...]
Para que o paiz se interesse, a valer, pelas colonias, é condição indispensavel... conhecel-as. Vagamente ele sabe que possuimos terras, imensas terras, na Africa, na Asia, na Oceania, tendo perdido ha bons cem anos as que possuiamos na America e constituem hoje um Estado independente, uma das mais florescentes republicas do Novo Mundo. [...]
Se o futuro de Portugal está nas colonias, é necessario que o Paiz as conheça, saiba o que elas valem, como centro produtor de materias indispensaveis á actividade industrial da Metropole, sendo ao mesmo tempo centro de consumo de quanto a Metropole lhes pode fornecer, e elas são incapazes de produzir."
(excerto do prefácio)
Índice:
- Prefácio. - Aptidões culturaes do Solo. - O assucar. - Um contrato. - A fisionomia da terra. - Madeira e lenha. - Os minerais. - Gados. - A população. - A assistencia aos indigenas. - A preguiça indigena. - Trabalhadores e salario. - Poligamia.
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
Preciosa monografia sobre Moçambique, fruto das observações e reflexões do autor ao longo dos dois anos (1921-1923) em que desempenhou o cargo de Alto Comissário na colonia.
"Possuimos colonias ha seculos; temos colonias espalhadas por todo o mundo, e se nem todas teem o mesmo alto valor intrinseco, não há uma só que não tenha um apreciavel valor de posição, para nos servirmos duma linguagem emprestada. [...]
Para que o paiz se interesse, a valer, pelas colonias, é condição indispensavel... conhecel-as. Vagamente ele sabe que possuimos terras, imensas terras, na Africa, na Asia, na Oceania, tendo perdido ha bons cem anos as que possuiamos na America e constituem hoje um Estado independente, uma das mais florescentes republicas do Novo Mundo. [...]
Se o futuro de Portugal está nas colonias, é necessario que o Paiz as conheça, saiba o que elas valem, como centro produtor de materias indispensaveis á actividade industrial da Metropole, sendo ao mesmo tempo centro de consumo de quanto a Metropole lhes pode fornecer, e elas são incapazes de produzir."
(excerto do prefácio)
Índice:
- Prefácio. - Aptidões culturaes do Solo. - O assucar. - Um contrato. - A fisionomia da terra. - Madeira e lenha. - Os minerais. - Gados. - A população. - A assistencia aos indigenas. - A preguiça indigena. - Trabalhadores e salario. - Poligamia.
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Exemplar em bom estado de conservação.
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28 fevereiro, 2017
MOREIRA, Adriano - EM NOME DAS VÍTIMAS. Discurso proferido pelo Senhor Ministro do Ultramar, Prof. Dr. Adriano Moreira, na Sessão do Conselho Legislativo de Angola efectuada em 2 de Maio de 1961. Lisboa, [s.n. - imp. Bertrand (Irmãos), Lda., Lisboa], 1961. In-4.º (23,5cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
"Escolhi esta terra de Angola para dirigir à Nação as palavras que anunciei sobre alguns dos problemas do Ultramar, porque é nesta terra mártir onde hoje se decide o próprio destino de Portugal. Pensei que seria assim mais evidente para todos os povos, quero dizer, para os que nos atacam, para os que nos abandonam e para os que nos acompanham, que a determinação nacional de defender uma concepção de vida que a todos eles tem prestado apenas serviços não será enfraquecida pelo ataque de que estamos sendo vítimas. Esta foi uma terra, apenas uma entre terras sem conta, que os Portugueses arrancaram à ignorância da história para o serviço de toda a humanidade. Aqui estabelecemos a paz entre os homens, e uma só luta, que era a de tornar possível a cada um, sem distinção de cor ou religião, alcançar a dignidade de vida que é direito de todos."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Ex-libris de José Neves águas no verso da f. rosto.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
"Escolhi esta terra de Angola para dirigir à Nação as palavras que anunciei sobre alguns dos problemas do Ultramar, porque é nesta terra mártir onde hoje se decide o próprio destino de Portugal. Pensei que seria assim mais evidente para todos os povos, quero dizer, para os que nos atacam, para os que nos abandonam e para os que nos acompanham, que a determinação nacional de defender uma concepção de vida que a todos eles tem prestado apenas serviços não será enfraquecida pelo ataque de que estamos sendo vítimas. Esta foi uma terra, apenas uma entre terras sem conta, que os Portugueses arrancaram à ignorância da história para o serviço de toda a humanidade. Aqui estabelecemos a paz entre os homens, e uma só luta, que era a de tornar possível a cada um, sem distinção de cor ou religião, alcançar a dignidade de vida que é direito de todos."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Ex-libris de José Neves águas no verso da f. rosto.
Invulgar.
10€
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12 fevereiro, 2017
BATALHA, Fernando - A URBANIZAÇÃO DE ANGOLA. [Por]... Arquitecto. Luanda, Edição do Museu de Angola, 1950. In-4.º (28cm) de 22, [2] p. ; [16] p. il ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo sobre a urbanização colonial em Angola ao longo dos anos, anteriormente publicado em três números especiais do jornal «A Província de Angola».
Ilustrado em separado sobre papel couché com fotografias a p.b. de arruamentos, edifícios, vistas aéreas, e plantas de várias cidades, vilas e povoações angolanas.
"A formação urbana das povoações antigas de Angola não foi meramente casual ou resultante da sorte, pois a análise retrospectiva das suas origens mostra-nos suficientemente a existência de ponderosas determinantes de origem geográfica, económica e política a condicionar a escolha do local ou a criação do aglomerado urbano, que se nos apresentam como o produto dum móbil deliberado e consciente, germe da primeira colonização que nos tempos modernos se empreendeu no continente africano."
(excerto do Cap. I)
Fernando Batalha (1908-2012). “Arquitecto português, nascido a 5 de maio de 1908, na cidade do Redondo, no distrito de Évora. Depois de concluir o curso de arquitetura, partiu para Luanda, em 1935. Aí, realizou vários projetos de arquitetura. Entre 1940 e 1947, foi responsável pelo Gabinete de Urbanização de Benguela e, durante a década de 40, realizou vários trabalhos em Benguela e noutras cidades de Angola. Exerceu vários cargos, como o de delegado do Gabinete de Urbanização do Ultramar (em Angola), o de vogal na Comissão Provincial dos Monumentos Nacionais de Angola e o de funcionário do Instituto de Investigação Científica do Ultramar (no setor da Arqueologia). Para além disso, o arquitecto dedicou-se ao estudo e divulgação do património urbanístico de Angola. Publicou algumas obras, como Urbanização de Angola (1950), Povoações de Interesse Histórico, Arqueológico e Turístico (1960), Em Defesa da Vila do Dondo (1963), Em Defesa do Património Histórico e Tradicional de Angola (1963), entre outras."
(fonte. infopédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€
1.ª edição independente.
Curioso estudo sobre a urbanização colonial em Angola ao longo dos anos, anteriormente publicado em três números especiais do jornal «A Província de Angola».
Ilustrado em separado sobre papel couché com fotografias a p.b. de arruamentos, edifícios, vistas aéreas, e plantas de várias cidades, vilas e povoações angolanas.
"A formação urbana das povoações antigas de Angola não foi meramente casual ou resultante da sorte, pois a análise retrospectiva das suas origens mostra-nos suficientemente a existência de ponderosas determinantes de origem geográfica, económica e política a condicionar a escolha do local ou a criação do aglomerado urbano, que se nos apresentam como o produto dum móbil deliberado e consciente, germe da primeira colonização que nos tempos modernos se empreendeu no continente africano."
(excerto do Cap. I)
Fernando Batalha (1908-2012). “Arquitecto português, nascido a 5 de maio de 1908, na cidade do Redondo, no distrito de Évora. Depois de concluir o curso de arquitetura, partiu para Luanda, em 1935. Aí, realizou vários projetos de arquitetura. Entre 1940 e 1947, foi responsável pelo Gabinete de Urbanização de Benguela e, durante a década de 40, realizou vários trabalhos em Benguela e noutras cidades de Angola. Exerceu vários cargos, como o de delegado do Gabinete de Urbanização do Ultramar (em Angola), o de vogal na Comissão Provincial dos Monumentos Nacionais de Angola e o de funcionário do Instituto de Investigação Científica do Ultramar (no setor da Arqueologia). Para além disso, o arquitecto dedicou-se ao estudo e divulgação do património urbanístico de Angola. Publicou algumas obras, como Urbanização de Angola (1950), Povoações de Interesse Histórico, Arqueológico e Turístico (1960), Em Defesa da Vila do Dondo (1963), Em Defesa do Património Histórico e Tradicional de Angola (1963), entre outras."
(fonte. infopédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
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17 dezembro, 2016
MATOS, Fernando - ALOCUÇÃO EM LOUVOR DO SOLDADO PORTUGUÊS : «O Melhor Soldado do Mundo». [S.l.], Tip. do Hospital do Conde de Ferreira, Setembro, 1966. In-4.º (23cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Esta alocução foi feita no Dia de Portugal de 1966, na Praça do Município do Porto, perante as forças da I Região Militar, em parada, com o seu Comandante Interino, Sr. Brigadeiro Oliveira e Sousa (...).
Discurso patriota de legitimação da presença portuguesa em África, no contexto da Guerra Colonial.
"Os impérios conquistam-se com o entusiasmo e perdem-se com a indiferença. [...]
Ora, isso não acontece nem acontecerá com Portugal.
Mais uma vez somos o escândalo do mundo. Do mundo céptico, perverso, desvirilizado. Mas somos também a estupefacção e admiração dos espíritos lúcidos e não decadentes de todas as nações. [...]
E como temos uma missão a cumprir e não uma exploração a fazer nós ficamos e os outros fugiram.
A diferença é fácil de estabelecer. É a diferença entre o legítimo dono e o cigano.
O dono ama a Terra e as gentes com quem lida e, por isso, permanece, mesmo que seja assaltado. O cigano explora o que pode e, quando acossado, afasta-se com a maior indiferença.
Soldados de Portugal:
Aludi à austeridade quase discreta, com que a Nação consagra os seus heróis
Ao predomínio da sensibilidade, que tanto nos caracteriza, acrescenta-se a dor e o luto que sempre acompanham as nossas façanhas.
A história nacional tem tanto de épica como de trágica.
A nossa geração tem nos seus alicerces vinte camadas de mortos, desde os cavaleiros de D. Afonso Henriques."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam manchas por acção da luz.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
10€
1.ª edição.
Esta alocução foi feita no Dia de Portugal de 1966, na Praça do Município do Porto, perante as forças da I Região Militar, em parada, com o seu Comandante Interino, Sr. Brigadeiro Oliveira e Sousa (...).
Discurso patriota de legitimação da presença portuguesa em África, no contexto da Guerra Colonial.
"Os impérios conquistam-se com o entusiasmo e perdem-se com a indiferença. [...]
Ora, isso não acontece nem acontecerá com Portugal.
Mais uma vez somos o escândalo do mundo. Do mundo céptico, perverso, desvirilizado. Mas somos também a estupefacção e admiração dos espíritos lúcidos e não decadentes de todas as nações. [...]
E como temos uma missão a cumprir e não uma exploração a fazer nós ficamos e os outros fugiram.
A diferença é fácil de estabelecer. É a diferença entre o legítimo dono e o cigano.
O dono ama a Terra e as gentes com quem lida e, por isso, permanece, mesmo que seja assaltado. O cigano explora o que pode e, quando acossado, afasta-se com a maior indiferença.
Soldados de Portugal:
Aludi à austeridade quase discreta, com que a Nação consagra os seus heróis
Ao predomínio da sensibilidade, que tanto nos caracteriza, acrescenta-se a dor e o luto que sempre acompanham as nossas façanhas.
A história nacional tem tanto de épica como de trágica.
A nossa geração tem nos seus alicerces vinte camadas de mortos, desde os cavaleiros de D. Afonso Henriques."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam manchas por acção da luz.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
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06 dezembro, 2016
PINTO, António - 13 ANOS DE LUTA ARMADA. PORQUÊ? - Uma análise frontal das Causas e Razões do Conflito. - Urge reformar estruturas e mentalidades. [S.l.], [s.n. - composto e impresso na Neográfica, SARL, Luanda], 1974. In-8.º (22cm) de 87, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Exemplar n.º 245 de uma tiragem não declarada.
Reflexões de António Pinto acerca da guerra colonial em Angola, o processo de transição para a independência e o futuro do país.
"O autor faz uma abordagem histórica da situação socioeconómica de Angola entre 1961 e 1974, na fase de “libertação nacional”. Nesse período, marcado pela luta pela independência, António Pinto alude aos erros de interpretação histórica do regime colonial, que, contra os ventos da história, persistiu em “continuar em África”, ignorando as aspirações dos povos das colónias refletidas nas reivindicações de nacionalistas como Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral e Eduardo Mondlane.
Num dos Capítulos, o autor aborda as classes sociais nas ex-colónias portuguesas, destacando o fenómeno que designa por “revolução social”, operada, sobretudo, nos serviços públicos, resultado de uma política de maior tolerância racial, de uma explosão escolar na década 1963-1974 e de um aumento de quadros negros no funcionalismo público. No entanto, precisa que essa “revolução” se limitou ao universo dos quadros e funcionários. As camadas mais pobres das populações negras continuaram a ser as mais atingidas pela discriminação social. António Pinto aborda ainda no Capítulo III “A Burguesia Colonial e o Desenvolvimento de Angola”, no Capítulo IV “Discriminação Racial e Injustiças Sociais”, no Capítulo V “Erros da Política Colonial até 1974” e no Capítulo VI “Resenha Histórico-Política de Angola (1482 –1975)”.
Apesar da pesada herança colonial, o autor alude a algumas reformas legislativas no domínio da educação, que, na sua opinião, terão contribuído para reforçar a presença e importância da língua portuguesa em Angola.
António Pinto (n. 1937). "Natural da Gabela (Kwanza Sul). Concluiu a instrução primária em Porto Amboím e ingressou no Seminário em 1951. Em 1955, deslocou-se para Portugal onde frequentou o ensino secundário no Liceu da Guarda. Em 1958, regressou a Angola, onde prestou serviço militar no exército português, no período de 1959 a 1963. Em 1963, ingressou no funcionalismo público ultramarino. Em 1967 concluiu o ensino secundário no Liceu Salvador Correia. Considera-se um “espírito apaixonado” pelos problemas da sua Terra (Angola), sobretudo de natureza económica e social. Em 1975, [na capa, 1974], publicou em Luanda, com 38 anos de idade, a 1ª edição da obra “13 Anos de Luta Armada. Porquê?”. Nesse exercício pôde exteriorizar as angústias e preocupações que marcaram o período histórico da conturbada transição da colónia de Angola para a independência, a 11 de Novembro de 1975.
Em 2010, licenciou-se em Direito na Universidade Independente de Angola. Como jornalista, entre 1998 e 2012 publicou mais de 500 trabalhos na imprensa local. É docente universitário e consultor jurídico inscrito na Ordem dos Advogados de Angola."
(fonte: www.instituto-camoes.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas.
Invulgar.
15€
1.ª edição.
Exemplar n.º 245 de uma tiragem não declarada.
Reflexões de António Pinto acerca da guerra colonial em Angola, o processo de transição para a independência e o futuro do país.
"O autor faz uma abordagem histórica da situação socioeconómica de Angola entre 1961 e 1974, na fase de “libertação nacional”. Nesse período, marcado pela luta pela independência, António Pinto alude aos erros de interpretação histórica do regime colonial, que, contra os ventos da história, persistiu em “continuar em África”, ignorando as aspirações dos povos das colónias refletidas nas reivindicações de nacionalistas como Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral e Eduardo Mondlane.
Num dos Capítulos, o autor aborda as classes sociais nas ex-colónias portuguesas, destacando o fenómeno que designa por “revolução social”, operada, sobretudo, nos serviços públicos, resultado de uma política de maior tolerância racial, de uma explosão escolar na década 1963-1974 e de um aumento de quadros negros no funcionalismo público. No entanto, precisa que essa “revolução” se limitou ao universo dos quadros e funcionários. As camadas mais pobres das populações negras continuaram a ser as mais atingidas pela discriminação social. António Pinto aborda ainda no Capítulo III “A Burguesia Colonial e o Desenvolvimento de Angola”, no Capítulo IV “Discriminação Racial e Injustiças Sociais”, no Capítulo V “Erros da Política Colonial até 1974” e no Capítulo VI “Resenha Histórico-Política de Angola (1482 –1975)”.
Apesar da pesada herança colonial, o autor alude a algumas reformas legislativas no domínio da educação, que, na sua opinião, terão contribuído para reforçar a presença e importância da língua portuguesa em Angola.
António Pinto (n. 1937). "Natural da Gabela (Kwanza Sul). Concluiu a instrução primária em Porto Amboím e ingressou no Seminário em 1951. Em 1955, deslocou-se para Portugal onde frequentou o ensino secundário no Liceu da Guarda. Em 1958, regressou a Angola, onde prestou serviço militar no exército português, no período de 1959 a 1963. Em 1963, ingressou no funcionalismo público ultramarino. Em 1967 concluiu o ensino secundário no Liceu Salvador Correia. Considera-se um “espírito apaixonado” pelos problemas da sua Terra (Angola), sobretudo de natureza económica e social. Em 1975, [na capa, 1974], publicou em Luanda, com 38 anos de idade, a 1ª edição da obra “13 Anos de Luta Armada. Porquê?”. Nesse exercício pôde exteriorizar as angústias e preocupações que marcaram o período histórico da conturbada transição da colónia de Angola para a independência, a 11 de Novembro de 1975.
Em 2010, licenciou-se em Direito na Universidade Independente de Angola. Como jornalista, entre 1998 e 2012 publicou mais de 500 trabalhos na imprensa local. É docente universitário e consultor jurídico inscrito na Ordem dos Advogados de Angola."
(fonte: www.instituto-camoes.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas.
Invulgar.
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25 outubro, 2016
[Junto com]
EÇA, Vicente Almeida d' - NYASSA PORTUGUEZ. Por... (Separata da Revista Portugueza Colonial e Maritima). Lisboa, Livraria Ferin, 1899.
In-8.º (21cm) de [2], 30 p. + [2], 33, [1] p. B.
1.ª edição.
Ambos os opúsculos se encontram muito valorizados pela dedicatória autógrafa do Almirante Vicente Almeida de Eça.
Vicente de Moura Coutinho Almeida de Eça (1852-1929).
“Vice-almirante. Em 1885 foi nomeado lente da cadeira da Escola Naval – Direito
Internacional Público Marítimo e História Marítima, cargo que ocupou mesmo
depois de atingir o limite de idade. Antes de 1896 foi vogal da Comissão
Central de Pescarias, que realizou estudos oceanográficos. Presidente da
Sociedade de Geografia e Director da Escola Superior Colonial. Foi parlamentar
da Monarquia e Sócio de 1.ª classe da Academia das Ciências de Lisboa.
Representou Portugal em diversos congressos científicos no estrangeiro, tendo
tido uma acção importante nos trabalhos para um tratado com a Espanha, sobre
assuntos de pesca. É vastíssima a sua bibliografia: "O Infante D. Henrique
e a Arte de Navegar dos Portugueses"; "Luís de Camões
Marinheiro"; "O Oficial de Marinha", etc.“
Exemplares brochados em bom estado de conservação. O 2.º livro não possui capa de brochura; nenhum deles apresenta contracapa.
Raro conjunto.
20€
Exemplares brochados em bom estado de conservação. O 2.º livro não possui capa de brochura; nenhum deles apresenta contracapa.
Raro conjunto.
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24 outubro, 2016
APONTAMENTOS SOBRE TRANSMISSÕES (essencialmente destinados a operadores das P. U.) - MINISTÉRIO DO EXÉRCITO. Lisboa, Direcção da Arma de Transmissões : Ministério do Exército, 1966. In-8.º (18,5cm) de 118 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Manual publicado durante a Guerra do Ultramar para utilização das tropas no terreno. Ilustrado com desenhos esquemáticos no texto. Inclui o Alfabeto Fonético.
"A finalidade do combate é a derrota do inimigo; para atingir essa finalidade é indispensável a cooperação de todos, desde o soldado ao general e de todas as tropas, desde as pequenas formações aos grandes conjuntos.
Para que esta cooperação se realize é necessário que os vários elementos possam comunicar, à distância, uns com os outros que são necessárias as TRANSMISSÕES. [...]
As Transmissões são fundamentais para a condução da guerra, delas não se podendo prescindir em qualquer escalão, pois todos têm necessidade de comunicar para os seus superiores o que se passa a seu respeito e dos mesmos têm de receber ordens e indicações para a sua actuação, a bem da missão comum."
(excerto do Cap. I, Generalidades, Necessidade e importância das Transmissões)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
15€
1.ª edição.
Manual publicado durante a Guerra do Ultramar para utilização das tropas no terreno. Ilustrado com desenhos esquemáticos no texto. Inclui o Alfabeto Fonético.
"A finalidade do combate é a derrota do inimigo; para atingir essa finalidade é indispensável a cooperação de todos, desde o soldado ao general e de todas as tropas, desde as pequenas formações aos grandes conjuntos.
Para que esta cooperação se realize é necessário que os vários elementos possam comunicar, à distância, uns com os outros que são necessárias as TRANSMISSÕES. [...]
As Transmissões são fundamentais para a condução da guerra, delas não se podendo prescindir em qualquer escalão, pois todos têm necessidade de comunicar para os seus superiores o que se passa a seu respeito e dos mesmos têm de receber ordens e indicações para a sua actuação, a bem da missão comum."
(excerto do Cap. I, Generalidades, Necessidade e importância das Transmissões)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
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22 outubro, 2016
LOBATO, António - LIBERDADE OU EVASÃO : o mais longo cativeiro da guerra. Amadora, Erasmus, [1995]. In-4.º (24cm) de 187, [3] ; [26] p. fac-sím. ; B.
1.ª edição.
Narrativa do cativeiro do autor - piloto da Força Aérea Portuguesa - numa prisão da Guiné Conacry, e da sua fuga coroada de sucesso (depois de três tentativas frustradas), durante a Operação Mar Verde, chefiada pelo Comandante Alpoim Calvão.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Ilustrado no texto com fotografias, mapas, croquis e plantas a p.b., e com fac-símiles (em Anexos) da cópia do relatório enviado secretamente para Portugal, em Abril de 1965, via Guiana Francesa, por intermédio de um mestiço de nacionalidade francesa condenado a prisão perpétua, Joseph Chambord Lambert.
Com uma carta do Marechal António de Spínola, então Governador da Guiné, um ano após a libertação.
"Em 1963, no céu português da Guiné, dois aviões da Força Aérea colidem na sequência de uma missão de ataque ao solo e após um deles ter sido atingido por projécteis inimigos.
Um dos aparelhos despenha-se em plena selva e o piloto morre; o outro, aterra de emergência numa bolanha (área mais ou menos pantanosa onde se cultiva arroz) e o piloto, depois de agredido à catanada pela população local, é capturado por guerrilheiros do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e conduzido à vizinha República da Guiné Conakry (ex-Guiné Francesa). Aí, é-lhe facultado optar entre a deserção e a cadeia.
Optando pela fidelidade aos princípios do seu povo, é encarcerado na temível Maison de Force de Kindia, com o rótulo de criminoso de guerra.
Durante sete anos e meio é submetido a maus tratos, subnutrição, isolamento e contínuas ameaças de morte pelos agentes de um governo pró-soviético chefiado por um dos maiores tiranos da África Ocidental - o Presidente Ahmed Sékou Touré."
(excerto do prólogo)
Matérias:
Prólogo. I - De S. Jacinto a Bissalanca. II - A Missão e o acidente. III - Em terras de outras gentes. IV - Cela n.º 7 - sobreviver ou desistir. V - A Fuga. VI - De Bissalanca a Portugal. VII - Anexos.
António Lourenço de Sousa Lobato (n. 1938). "Nascido em 11Mar38 na aldeia minhota de Sante (freguesia de Paderne, no concelho de Melgaço): em 26Jul61, sendo 1º Sargento piloto-aviador da Força Aérea Portuguesa, chega à Guiné e fica colocado no AB2-Bissalanca; na manhã de 22Mai63, quando em missão operacional sobre a região litoral centro-oeste da Guiné, após forçada aterragem no mato, é capturado pelo PAIGC e mantido cativo na República da Guiné-Conackry, vindo a ser em 22Nov70 resgatado - com outros 25 portugueses - no decurso da Operação Mar Verde, após o que regressa a Portugal; actualmente Major da Força Aérea Portuguesa, na situação de reforma."
(fonte: http://ultramar.terraweb.biz/06livros_AntonioLobato.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta páginas sublinhadas a lápis ao longo do livro.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
1.ª edição.
Narrativa do cativeiro do autor - piloto da Força Aérea Portuguesa - numa prisão da Guiné Conacry, e da sua fuga coroada de sucesso (depois de três tentativas frustradas), durante a Operação Mar Verde, chefiada pelo Comandante Alpoim Calvão.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Ilustrado no texto com fotografias, mapas, croquis e plantas a p.b., e com fac-símiles (em Anexos) da cópia do relatório enviado secretamente para Portugal, em Abril de 1965, via Guiana Francesa, por intermédio de um mestiço de nacionalidade francesa condenado a prisão perpétua, Joseph Chambord Lambert.
Com uma carta do Marechal António de Spínola, então Governador da Guiné, um ano após a libertação.
"Em 1963, no céu português da Guiné, dois aviões da Força Aérea colidem na sequência de uma missão de ataque ao solo e após um deles ter sido atingido por projécteis inimigos.
Um dos aparelhos despenha-se em plena selva e o piloto morre; o outro, aterra de emergência numa bolanha (área mais ou menos pantanosa onde se cultiva arroz) e o piloto, depois de agredido à catanada pela população local, é capturado por guerrilheiros do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e conduzido à vizinha República da Guiné Conakry (ex-Guiné Francesa). Aí, é-lhe facultado optar entre a deserção e a cadeia.
Optando pela fidelidade aos princípios do seu povo, é encarcerado na temível Maison de Force de Kindia, com o rótulo de criminoso de guerra.
Durante sete anos e meio é submetido a maus tratos, subnutrição, isolamento e contínuas ameaças de morte pelos agentes de um governo pró-soviético chefiado por um dos maiores tiranos da África Ocidental - o Presidente Ahmed Sékou Touré."
(excerto do prólogo)
Matérias:
Prólogo. I - De S. Jacinto a Bissalanca. II - A Missão e o acidente. III - Em terras de outras gentes. IV - Cela n.º 7 - sobreviver ou desistir. V - A Fuga. VI - De Bissalanca a Portugal. VII - Anexos.
António Lourenço de Sousa Lobato (n. 1938). "Nascido em 11Mar38 na aldeia minhota de Sante (freguesia de Paderne, no concelho de Melgaço): em 26Jul61, sendo 1º Sargento piloto-aviador da Força Aérea Portuguesa, chega à Guiné e fica colocado no AB2-Bissalanca; na manhã de 22Mai63, quando em missão operacional sobre a região litoral centro-oeste da Guiné, após forçada aterragem no mato, é capturado pelo PAIGC e mantido cativo na República da Guiné-Conackry, vindo a ser em 22Nov70 resgatado - com outros 25 portugueses - no decurso da Operação Mar Verde, após o que regressa a Portugal; actualmente Major da Força Aérea Portuguesa, na situação de reforma."
(fonte: http://ultramar.terraweb.biz/06livros_AntonioLobato.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta páginas sublinhadas a lápis ao longo do livro.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
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