DIAS, Henrique de Carvalho - O ÚLTIMO FERRO. [100 fotos de José Mestre Baptista]. [S.l.]. Edições Antologia Taurina [Edição: do Autor], 1985. In-4.º (24x17 cm) de 32 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem do autor ao cavaleiro tauromáquico José Mestre Baptista, primeira figura da "Festa" na época, falecido pouco tempo antes em Zafra, Espanha.
Livro preenchido na sua quase totalidade por 100 fotos do autor.
"Mais do que palavras ficam aqui imagens vivas de um grande toureiro, de alguém que pelas arenas portuguesas passou como símbolo de arte e de valentia na nobre arte de cavalgar a toda a sela...
Jamais assomará sorridente, à porta das quadrilhas.
A notícia abrupta do desenlace correu, na madrugada do passado dia 17 de Fevereiro... Um Fevereiro chuvoso e nevoento.
Em Zafra faleceu José Mestre Baptista, longe de casa, fora do seu País, mas singularmente perto da terra onde nascera.
Parecia inacreditável! Um homem todo vida, desaparecer assim, de um momento para o outro! A triste realiade da morte... [...]
Recordo, com saudade, esses tempos, dos anos 60, quando competindo com João Núncio, montado no "Falcão" e no "Forcado", Baprista inaugurou um toureio diferente, todo feito de emoção e verdade. Entrava pelos toiros dentro, ou citava de largo, quasi fazendo parar os corações de quantos o viam das bancadas, e, em delírio, lhe respondiam com as mais entusiásticas ovações."
(Excerto da Abertura)
José Mestre Baptista ComIH (Reguengos de Monsaraz, Campo, 30 de maio de 1940 - Zafra, Espanha, 17 de fevereiro de 1985) foi um cavaleiro tauromáquico português. Morreu vítima de asma. Para além de ter iniciado em Portugal o toureio frontal e ao pitón contrário, Mestre Baptista era dotado de uma arte e uma valentia, que ficará para sempre na história da tauromaquia. “Toureiro de corpo inteiro que, praticamente sem ajudas de ninguém
se fez a si próprio tornando-se num ídolo e marcando uma época”. Ao fim de quatro anos como amador, Mestre Batista recebe a alternativa de cavaleiro tauromáquico profissional a 15 de setembro de 1958 na praça de touros Daniel de Nascimento na Moita depois de lhe ter sido recusada três meses antes a 19 de julho na praça de touros do Campo Pequeno em Lisboa (a única alternativa recusada em toda a história do toureio a cavalo). Aprovada, desta vez por unanimidade, o cavaleiro teve como padrinho D. Francisco Mascarenhas. A sua primeira corrida como profissional foi na Chamusca em outubro, saindo triunfador e tendo feito a estreia do cavalo Forcado. Apesar de muito criticado e apelidado por alguns de louco, devido ao arriscado e frontal toureio que praticava, depressa passou a alternar com cavaleiros de primeira categoria. Aos poucos o público começou a render-se ao seu novo modo de tourear assistindo-se a uma verdadeira revolução no toureio a cavalo. Arrastando multidões, pisando terrenos até então proibidos que culminavam com os famosos “Ferros á Batista”, instituiu um estilo próprio que veio influenciar a maioria dos cavaleiros das gerações posteriores. A 10 de junho de 1962 em Santarém, realizou uma magnífica actuação onde Mestre Batista deu cinco voltas à arena com saída em ombros. Além do seu estilo de tourear incomparável, a revolução no toureio a cavalo passou por alteração no vestuário, tendo adotado o uso casacas mais curtas, leves e ligeiramente cintadas, calções brancos e sem meias a tapar os joelhos. Conservou contudo o uso do tricórnio durante toda a lide."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta vinco junto à lombada.
Raro.
Com interesse histórico e biográfico.
35€
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