17 janeiro, 2026

AUGUSTO, Arcebispo d'Evora -
HONOR VICTORIBUS!
Allocução proferida no templo de Sancta Maria de Belem no dia 20 de Janeiro de 1896 por occasião do solemne Te-Deum em Acção de Graças pelas victorias das armas portuguezas e feliz feito da Expedição a Lourenço Marques. Lisboa, M. Gomes - Editor : Livreiro de Suas Magestades e Altezas, 1896. In-4.º (23x15 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Celebração de D. Augusto Eduardo Nunes, Arcebispo de Évora, em homenagem à campanha vitoriosa de Mouzinho de Albuquerque por terras de Gaza (Moçambique), que levou à pacificação da região e detenção do régulo Gungunhana.
"[...] Ao chegar a Lisboa a faustissima nova do arrojado, inverosimil e quasi phantastico feito que poz a corôa á longa e penosa campanha da Africa Oriental, a nação toda, desde o Minho ao Guadiana, desde a metropole até á minuscula aldeia perdida em serrania alpestre ou invia charneca, - desde o augusto Monarcha, chefe do estado e generalissimo do exercito, até ao mais obscuro proletario, - a nação toda, como uma só familia, como um só homem, se ergueu, acclamando frenetica os invictos guerreiros que tão briosamente defenderam a integridade das possessões, que são um como prolongamento do solo patrio, e sobredouraram de novo brilho, de brilho inextinguivel o escudo nacional!~"
(Excerto da Allocução)
Augusto Eduardo Nunes (Portalegre, 1849-1920). "Foi um bispo católico português. Entrou no colégio de Campolide com o desejo de ser sacerdote. Mais tarde ingressou no Seminário Patriarcal de Santarém e aí fez a formação sacerdotal revelando-se um aluno brilhante. Distingue-se de tal forma que foi escolhido para se ir formar em Teologia, na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, onde mais tarde chegou a leccionar, escrevendo o primeiro compêndio de Teologia Dogmática, que não teve beneplácito régio pelo facto de ser fiel à doutrina da Santa Sé. Em 13 de Novembro de 1884 foi nomeado arcebispo coadjutor de Évora (como titular de Perge). Alguns anos mais tarde, em 1890, por morte de D. José Pereira Bilhano, ascendeu a Arcebispo Metropolitano de Évora, cargo que exerceu até à sua morte, Julho de 1920. A seguir à revolução republicana de 1910 juntou-se aos restantes Bispos de Portugal, no protesto que fizeram na sequência da promulgação da Lei da Separação do Estado das Igrejas, em 1911. Na sua arquidiocese suportou alguns momentos difíceis durante os primeiros anos após a implantação da República, chegando mesmo a ter que fixar residência em Elvas, por ter sido exilado da sede arquidiocesana. Após o seu regresso a Évora teve de iniciar a reconstrução da diocese, visto ter sido expropriado o Paço Arquiepiscopal (atual Museu Regional de Évora), praticamente encerrado o Seminário Maior e encontrando-se muitas das paróquias desprovidas de pároco. Colaborou na revista Lusitânia (1914)."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis com defeitos. Páginas oxidadas.
Raro.
15€

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