04 janeiro, 2017

FARIA, Dutra - AO ACASO. Angra do Heroismo, Editora Açoreana, [1928]. In-8.º (18cm) de 101, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Primeira obra do autor na sua edição original. Interessante conjunto de curtas histórias.
"As nespereiras vergavam sob o peso dos frutos doirados e penagentos, que, tentadores, se ofereciam aos lábios. Os fetos, de um verde desbotado, cobriam o solo. Num ou noutra faia-da-terra, esguia, os canarios faziam suas despedidas ao astro-rei. Paredões orlavam o atalho, todos revestidos de musgo. Entre plantas trepadoras espreitava gomilosa corola. O mentrasto perfumava o ar. Na mata ia aumentando o escuro. Quase trindades!
Roberto, os olhos semi-cerrados, a boca num ricto de amargura, caminhava...
Lá longe, sineta esperta começou tocando, tocando. Tlim-tlim! Tlim-tlim! Logo o sino maior de São Mateus respondeu na sua voz sonorosa de quem está habituado a falar ao mar. E tambem o da Terra-chã acudia, mas humilde, humilde qual camponez do interior."
(excerto de Olhando o passado)
Índice:
- O esclarecido. - Elogio das côres. - Olhando o passado. - Impossivel! - Na saúdade. - Castelos... no ar. - Duas história verídicas: I. A louca. II. O entrevado. - De Salomé: I. Comentários. II. Sonho vermelho. - Cântico do meu Sentir. - Ada e Aga. - Borboletas doiradas!
Francisco de Paula Dutra Faria (Angra do Heroísmo, 1910 - Lisboa, 1978). "Foi um influente jornalista ligado ao integralismo lusitano e ao Estado Novo, que se destacou como director da ANI e como comentador televisivo durante os anos finais da Segunda República Portuguesa. Publicou também algumas obras de ficção."
(fonte: www.wikiwand.com)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Manchas antigas de humidade nas capas e no interior, ténues, ao longo da obra.
Raro.
Sem registo na base de dados da Biblioteca Nacional (BNP).
Indisponível

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