30 janeiro, 2016

SILVA, Joaquim Possidonio Narciso da - NOÇÕES ELEMENTARES DE ARCHEOLOGIA. Obra illustrada com 324 gravuras e uma introducção do Sr. I. de Vilhena Barbosa, Socio Effectivo da Academia Real das Sciencias. Dedicada á memoria do illustre archeologo Mr. A. de Caumont. Por... Architecto da Casa Real, Socio correspondente do Instituto de França, Honorario do Instituto Real dos Architectos Britannicos, da Sociedade Franceza de Archeologia, da Sociedade Central dos Architectos de Paris, correspondente da Academia Real de S. Fernando, fundador do Museu de Archeologia em Lisboa, etc. etc. etc. Lisboa, Lallemant Fréres, 1878. In-4.º (23,5cm) de [22], V, [1], 314, [4] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Obra de referência dos primórdios do estudo da arqueologia em Portugal.
"N'este seculo, em que a civilisação tem caminhado progressivamente nas principaes nações, não podia esquecer por mais tempo um estudo que consiste em investigar o modo como começára a existência da raça humana desde o berço até o seu simultaneo desenvolvimento, não só dos objectos necessarios para a defeza exterior, como em relação aos usos domesticos e habitações: conseguindo-se por este curioso estudo formar juizo seguro ácerca da existencia interior do viver e dos costumes dos primitivos habitantes da terra."
(excerto do prólogo)
Joaquim Possidónio Narciso da Silva (1806-1896). “Filho de Reinaldo José da Silva e de Maria Luísa Narcisa da Silva, nasceu em Lisboa, em 7 de Maio de 1806, e faleceu na mesma cidade, em 3 de Março de 1896. Foi para o Rio de Janeiro (Brasil), em 1807, acompanhando o pai, que tinha o cargo de Mestre Geral dos Paços Reais. Regressou ao Reino em 1821, tendo estudado em Lisboa com Domingos António de Sequeira, Maurício José do Carmo Sendim e Germano Xavier de Magalhães. Em 1824 foi para Paris, onde frequentou a Escola de Belas Artes. Entre 1828 e 1830 estudou em Roma, voltando posteriormente a Paris, onde esteve ligado a trabalhos como os do Palais Royal e das Tulherias. Regressou a Portugal em 1833, sendo encarregue de adaptar o Convento de São Bento a Parlamento. Ainda nesse ano, publicou um trabalho sobre o ensino da arquitectura no estrangeiro: O que foi e é a architectura, e o que aprendem os architectos fora de Portugal. Lisboa: Imp. Silviana, 1833. Foi autor do projecto do Palácio da Ajuda (1834, publicado em 1866); e do projecto de uns banhos públicos na zona do Passeio Público (1835). Nenhum deles, no entanto, chegou a ser concretizado. Enquanto arquitecto da Casa Real, projectou a remodelação do Paço das Necessidades (1844-1846) e o Paço do Alfeite (anteriormente a 1857). Foi autor de muitos estabelecimentos comerciais, cuja construção se iniciava na Baixa de Lisboa. Trabalhou também na remodelação do Teatro de São Carlos e do Palácio do Manteigueiro. Acabou por se dedicar a tempo inteiro à arqueologia, tendo sido encarregado, por D. Pedro V, em 1858, de proceder a um estudo técnico de monumentos nacionais. Foi um dos fundadores, em 1863, da antiga Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses, posteriormente Associação dos Arqueólogos Portugueses. A Associação foi a responsável, em 1866, pela criação de um museu arqueológico, depois instalado nas ruínas do Convento do Carmo, bem como de um boletim, a partir de 1865. Publicou, em 1869 e 1873, trabalhos sobre a história da arquitectura, e em 1879 e 1887, trabalhos sobre arqueologia. Foi membro de diversas comissões de estudo e classificação de património construído, bem como de diferentes academias e sociedades nacionais e estrangeiras.”
(fonte: digitarq.arquivos.pt)
Encadernação em meia de pele carmim com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto. Penúltima página da introdução apresenta alguma (poucas) palavras sublinhadas a caneta.
Raro.
40€

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