06 agosto, 2017

O TROVADOR. Collecção de poesias contemporaneas redigida por uma sociedade d'academicos. Coimbra: Na Imprensa de E. Trovão, 1845-1848 [data ed. na f. rosto: 1848]. In-8.º (20cm) de [8], 400 p. ; E.
1.ª edição.
Colectânea de poesias de inspiração ultra-romântica assinadas por jovens estudantes da Universidade de Coimbra. No final do livro, é descrito o passeio de barco pelo Mondego, seguido de animado repasto na Quinta das Varandas, efectuado em 1844, pelos mancebos poetas d'O Trovador.
Colaboraram: A. Cabral Couceiro; A. Gonçalves Dias; A. Maria do Couto Monteiro; A. Pereira da Cunha; A. De Serpa; A. X. R. Cordeiro; A. Lima; Ayres de Sá Pereira e Castro; Evaristo Basto; F. de Castro Freyre; F. Palla; H. O’ Neill; J. A., J. da Costa Cascaes; J. Freyre de Serpa; J. Fructuoso; D. João de Azevedo; J. de Lemos; J. M. Borges; J. A. Palmeirim; L. Correia Caldeira; L. da Costa Pereira; L. da Silva Mousinho d’ Albuquerque; Nuno Maria de Sousa Moura.
"O Trovador não é um simples jornal, que represente o pensamento de um homem, nem é tambem a expressão de nova corporação, como talvez parece.
Além do merito pessoal dos seus redactores, além do mui elevado conceito, que a todos merece a Universidade de Coimbra, existe uma idêa grandiosa, que hade communicar ao Trovador a immortalidade.
Os sons maviosos com que a sua lyra louva a Religião de nossos maiores, as canções em que a honra e o valor portuguez brilham cercadas pela gloria, são o pensamento da nova geração.
O Trovador irá até á posteridade coroado com os louros que o adornam, porque traz no peito como divisa a cruz, e traja as côres nacionaes. [...]
A religião e a nacionalidade brilham nas suas paginas. - É um livro que não ha de morrer. A sua collecção será um dia precioso thesouro para os que tiverem de formar a historia litteraria do nosso seculo.
Esperamos que a mocidade academica não interromperá nunca uma publicação, que não será o menor padrão da sua gloria."
(excerto de Juizo, Sobre o Trovador...)
António Xavier Rodrigues Cordeiro (Cortes, Leiria, 28 de Dezembro de 1819 - Lisboa, 11 de Dezembro de 1896). "Foi um poeta ultrarromântico, jornalista e político português.
Graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, foi, por várias vezes, deputado às Cortes. Combateu a ditadura cabralista, tendo participado da revolta da Maria da Fonte (1846) e da guerra da Patuleia (1846-1847).
Colaborou em diversos jornais e revistas, alguns dos quais fundou e dirigiu. Em 1844 fundou, com João de Lemos, o jornal de poesias O Trovador, órgão da juventude estudantil conimbricense da década de 1840 e um dos principais repositórios do ideário poético da segunda geração romântica. Em 1854 fundou O Leiriense, onde publicou as crónicas históricas posteriormente coligidas nos dois volumes de contos de Leituras ao serão. A partir de 1862 dirigiu o Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, onde publicou várias biografias de escritores portugueses e brasileiros. Colaborou com artigos literários e poesias em vários outros periódicos, como O Bardo, O Panorama, o Jornal de Belas-artes, a Revista Académica de Coimbra, O Instituto, A Revolução de Setembro, o Jornal de domingo (1881-1888) e a Revista Universal Lisbonense (1841-1859). Em 1889 reuniu a sua obra poética nos dois volumes de Esparsas. Em sua homenagem, a Cartes - Associação de Autores das Cortes instituiu o Prémio Literário Rodrigues Cordeiro, em parceira com a Casa Museu Centro Cultural João Soares.
Entre seus trabalhos conhecidos destacam-se os artigos de natureza política, além de uma série de pequenas crónicas históricas (que foram mais tarde editadas em dois tomos, com o título Serões de História) e poemas, alguns dos quais se tornaram muito populares, como, por exemplo, "A doida de Albano" (1874), "Tasso no hospital dos doidos", "O Outono", "O conde de Alarcos" – lenda popular impressa na Revista Académica de Coimbra (1845).
Rodrigues Cordeiro era tio-avô de Afonso Lopes Vieira."
(fonte: wikipédia)
Encadernação rudimentar, coeva, em meia de pele com cantos, com ferros gravados a ouro na lombada. Corte das folhas pintado de amarelo.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Com mancha antiga de humidade no terço inferior do livro, mais visível nas primeiras folhas.
Raro.
Peça de colecção.
90€

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