MOTA, Valdemar - O PASTEL NA CULTURA E COMÉRCIO DOS AÇORES. Notas e apontamentos para o seu estudo. Angra do Heroísmo, [Instituto Açoriano de Cultura], 1976. In-8.º (22x15,5 cm) de 87, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre a cultura e comercialização do pastel, outrora importante fonte de receitas nos Açores, e na ilha Terceira em particular.
A BNP não menciona esta edição, apenas a segunda datada de 1991.
Livro ilustrado com quadros e tabelas no texto e 5 desenhos e fotografias reproduzidos em página inteira.
"A propósito do pregão lançado em Flandres por Guilherme da Silveira - fidalgo flamengo, que em fins do século XV se estabeleceu no Faial, passando depois à Terceira, habitando nas Quatro Ribeiras, depois às Flores, e, por fim, fixado em São Jorge a arrebanhar gente para colonizar o Faial, conta o cronista-mór dos Açores Gaspar Frutuoso, no livro sexto das «Saudades da Terra» que, com este pregão e largo partido que fazia, ajuntou muita cópia de gente de todos os ofícios, ferreiros, predreiros, tecelões, alfaiates, sapateiros e doutros ofícios mecânicos e homens trabalhadores, nos quais entraram pasteleiros, homens que sabiam fazer pastel, garaná-lo e beneficiá-lo como agora se benefecia nestas ilhas...
Foi Guilherme da Silveira originariamente Wuyllen Van Der Agem... Que era homem rico não restam dúvidas; e fidalgo com solar em Bruges, de onde também era natural Josse Van Hurtere, Jorge d'Utra ou Dutra, primeiro donatário das ilhas do Faial e Pico, a quem outros autores atribuem a primazia de haver sido ele o introdutor do pastem nos Açores."
(Excerto de I - Guilherme da Silveira e o começo da cultura no séc. XV)
Índice:
Valdemar Mota - por Monsenhor José Machado Lourenço | I - Guilherme da Silveira e o começo da cultura no séc. XV. II - Santa Ana de Porta Alegre e o primeiro donatário da Terceira. III - O desenvolvimento da cultura IV - Importância comercial das Ilhas. V - Surge uma nova personagem - João da Silveira. VI - Aumentam as dificuldades. VII - Fim do pastel nos Açores. | Errata.
Valdemar Mota de Ornelas da Silva Gonçalves (1933-2021). "Nasceu a 11 de abril de 1933, na
freguesia de Nossa Senhora da Conceição, em Angra do Heroísmo, tendo
frequentado o ensino na antiga Escola Comercial e Industrial Madeira Pinto
daquela cidade.
Foi um conhecido empresário, administrando a firma Frederico A. Vasconcelos,
Herdeiros, Lda., de Angra do Heroísmo, concelho onde foi vereador da sua
Câmara Municipal e deputado da Assembleia Municipal, sendo também membro
da Comissão de Toponímia e da Comissão para as Comemorações da Batalha da
Salga, assim como vogal do Conselho de Administração dos Serviços
Municipalizados.
Foi presidente da Real Associação da Ilha Terceira e do Conselho Particular das
Conferências Vicentinas. Presidiu à direção do Recolhimento de Jesus Maria José
(Mónicas) durante 12 anos, em cuja qualidade dirigiu as obras de reconstrução do
edifício principal após o sismo de 1980.
Foi presidente da Confederação Operária Terceirense e da Associação Cristã da
Mocidade da Ilha Terceira.
Mas foi igualmente como escritor, investigador, genealogista, jornalista, colunista
e conferencista, que Valdemar Mota se notabilizou. Os jornais e as revistas da
Região, assim como a imprensa da diáspora, comprovam-no, com os muitos
apontamentos que relembram episódios, factos e personalidades da história
açoriana. Durante vários anos dedicou-se ao jornalismo, perdendo-se quase a conta dos
trabalhos publicados nos jornais angrenses “A União” e “Diário Insular”. Escreveu para as revistas “Portugal Maior” e “Ilha Terceira”. Foi correspondente
na Terceira do “Diário de Notícias” e do Jornal Açoriano de Toronto, assim como
correspondente da RTP/Açores para os noticiários."
(Fonte: file:///D:/Downloads/XII49.pdf)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na BNP.
Indisponível




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