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02 janeiro, 2018

NUNES, José Nogueira - A MORTALIDADE EM PORTUGAL. Tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Medicina do Pôrto. Março de 1923. Porto, Imprensa Nacional - de Jaime Vasconcelos, 1923. In-8.º (21cm) de 102, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante e pioneiro estudo, histórico e estatístico, sobre a mortalidade em Portugal e suas causas: - as doenças e epidemias que flagelaram o país no início do século XX, bem como as mortes violentas.
Ilustrado com 17 quadros e 4 gráficos no texto.
"As estatísticas nacionais de demografia sanitária, andam bastante atrazadas. Pelo Instituto Central de Higiene estão publicadas as relativas aos anos de 1913 a 1916 e foi, servindo-me delas, que basiei o estudo desta tése, utilisando também os dados globais anteriores.
E na ância de valorisar êste trabalho e algum proveito se poder tirar dêste meu débil, mas prolongado esfôrço, procurei quanto pude, pôr as nossas cifras em confronto com as dos países estrangeiros para melhor comparação, criticando-as às vezes e daixando na maior parte dos casos, os números falarem por si só na sua linguagem muda, mas eloqûente. Foi sempre êste o critério que me orientou na factura desta obra.
E bemdirei mil vezes a hora em que me decidi por êste trabalho se dêle alguma coisa de útil resultar. Apontar no sudário cruel dos números os males de que mais enferma o povo português, é desempenhar um papel útil e humanitário, sobretudo nos dias que vão correndo em que a miséria e a fome campeiam infrenes animados pelo egoísmo, que a tudo e todos avassalou, derruindo sentimentos e ideais os mais nobres e alevantados."
(excerto da introdução)
Matérias:
I - Mortalidade em Portugal (continente) e sua relação com a dos outros países. II - Quotas de mortalidade por idades, sexos e causas. III - Doenças epidémicas. IV - Tuberculose. V - Cancro e tumores malignos. VI - Consequências mortais do puerpério. VII - Mortes violentas e suícidios. VIII - Outras causas de morte e sífilis. IX - Mortalidade infantil. Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional (BNP).
Indisponível

04 dezembro, 2017

COELHO, Maria Teresa Pinto - APOCALIPSE E REGENERAÇÃO: o Ultimatum e a mitologia da Pátria na literatura finissecular. Lisboa, Edições Cosmos, 1996. In-4.º (23cm) de 326, [2] p. ; [16] p. il. ; B.
1.ª edição.
Tese de doutoramento da autora elaborada ao longo dos três anos que lecionou na Universidade de Oxford.
Ilustrada em extratexto, a cores, com três cartas das possessões portuguesas na África Meridional que estiveram na origem do Ultimatum., - a de 1886, a proposta de demarcação territorial, em 1890 (recusada por Portugal) e a definitiva, em 1891. As restantes páginas incluem a reprodução de desenhos satíricos publicados na imprensa da época, visando ridicularizar a "agressora" Inglaterra.
"Este estudo analisa de que forma o Ultimatum britânico de 1890 foi transformado numa catástrofe nacional e até que ponto a literatura da época é reflexo desta visão."
(Excerto da apresentação)
"Muito se tem escrito sobre o Ultimatum. Historiadores, sociólogos, estudiosos das relações internacionais e da história diplomática, críticos em geral se têm debruçado sobre o assunto. O que raramente tem sido abordado é o reflexo do Ultimatum na literatura da época. É esse o objectivo do nosso estudo. Embora se tenha procurado reconstituir brevemente o momento histórico não só com bibliografia secundários mas como com documentos e textos jornalísticos, foi sobretudo com base em textos literários que efectuámos a nossa leitura do acontecimento que tanto traumatizou Portugal nos finais do século passado."
(excerto do prefácio)
Exemplar em bom estado de conservação. Pequeno vinco na contracapa.
Invulgar.
Indisponível

05 novembro, 2017

AGUILAR, José Maria Saraiva d' - ENVENENAMENTO PELO ÁCIDO SULFÚRICO. Tese de doutoramento apresentada á Faculdade de Medicina do Pôrto. Novembro de 1920. Porto, Imprensa Nacional, 1920. In-8.º (21cm) de 55, [1] p. ; B.
1.ª edição.
"Quando freqûentávamos a cadeira de Medicina Legal, deparou-se-nos um caso de envenenamento pelo ácido sulfúrico e, ao fazermos a autópsia, as lesões encontradas impressionaram-nos de tal forma que logo concebemos a ideia de o aproveitar para o nosso trabalho.
Na verdade, êste assunto não deixa de ter o seu interêsse, primeiramente porque são bastante raros os casos desta natureza, e em segundo logar não nos consta que dêstes tenha sido feita qualquer publicação no Pôrto.
Mais tarde, a sintomatologia dramática oferecida por um doente que esteve internado no Hospital de Santo António, mais veio arreigar em nós essa ideia, resolvendo então definitivamente aproveitar êste assunto."
(excerto do preâmbulo)
Matérias:
- O que é o ácido sulfúrico normal (SO⁴H²). - Suas principais propriedades: Propriedades fisiológicas; Principais aplicações. - Patologia da intoxicação pelo ácido sulfúrico: Sintomatologia; Anatomia patológica. - Observações: I. Autópsia. II. Exame de doente. - Considerações e conclusões. - Emprêgo do ácido sulfúrico no Pôrto em casos de interêsse médico-legal.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
15€

20 junho, 2017

CARVALHO, Luiz Augusto Pinto de Mesquita - ESTUDO SOBRE A FAMILIA E O CASAMENTO. Dissertação para a 4.ª Cadeira da Faculdade de Direito. Por... Alumno da mesma Faculdade. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1888. In-4.º (25cm) de 101, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo histórico sobre a família e o casamento. A presente tese faz a análise histórica destas duas instituições, e constitui a 1.ª parte de um estudo mais alargado, cuja segunda parte - considerações e propostas sobre a família e o casamento na actualidade (da época) - terá sido publicada mais tarde, em 1908, como trabalho autónomo.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a José Ferreira Ferrão Castello-Branco.
"Da observação que temos feito, concluimos que as modificações successivas por que passou a instituição da familia, vão denotando sempre um progresso crescente nos povos que, modificando o modo da sua constituição, a melhoraram.
Assim o mais selvagem systema, sem duvida o que mais se approxima da animalidade primitiva, é a promiscuidade; ella, porém, sob a acção benefica de uma civilisação relativa, separa-se nos dois ramos immediatamente seguintes e por isso immediatamente superiores: a polygamia e a polyandria, menos vulgar, deveria ser o systema familiar que regeria a humanidade através longos seculos, e de tal fórma seria activa a sua acção que, atravessando de envolta com as grandes revoluções posteriores, havia de reflectir-se, embora frouxamente, nas epochas actuaes.
A ultima fórma, e a mais perfeita a que chega a humanidade, é a monogamia, o traço mais caracteristico dos povos que teem atingido os graus mais proeminentes da civilisação. De feito, na monogamia se funda a verdadeira moral, quer ella seja social, quer domestica, quer meramente pessoal."
(excerto do Cap. V, O nosso seculo)
Índice:
Prologo. I - Constituição da familia e condição da mulher nas epochas anteriores á Grecia. 1. A China; 2. A India; 3 - A Persia; 4. A Assyria; 5. O Egypto. II - Grecia e Roma. 1. Grecia; 2. Roma. III - Influencia do christianismo. IV - A mulher da edade-media. V - O nosso seculo.
Luís Augusto de Sales Pinto de Mesquita de Carvalho (1868 - 1931). “Foi um advogado e político Português. Ministro da Justiça por duas vezes em 1916/1917 e 1920. Nasceu no Porto em 1868, filho do General Luís Pinto de Mesquita Carvalho e de Mafalda Júlia de Lemos Barbosa de Albuquerque. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo obtido o grau de Bacharel em 1890. Dedicou a sua vida profissional à advocacia e ao notariado. Foi notário público em Vila do Conde, Vila da Feira, advogado em Aveiro, Vila do Conde, Porto e Lisboa. 1.º oficial da Direcção Geral de Saúde do Ministério do Interior (Até 1917). Foi membro dos Partidos Evolucionista e Liberal. Deputado por Santo Tirso (1911 e 1915). Ministro da Justiça entre 16 de Março de 1916 e 25 de Abril de 1917, e novamente entre Janeiro e Março de 1920. Esteve preso em 1918, tendo retomado o assento parlamentar por Oliveira de Azeméis em 1919. Casou com Fernanda Elisia de Catalã do Amaral Osório da qual teve dois filhos. Mais tarde viria a casar com Maria Isabel de Guerra Junqueiro, filha de Guerra Junqueiro, da qual não teve descendência. Faleceu em 1931. Publicou as Obras A Família o Casamento (1908) e Projecto de Lei do divórcio em Portugal (1910). Constitui a fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luís Mesquita de Carvalho, pertença da Câmara Municipal do Porto, a qual mantém a Casa-Museu Guerra Junqueiro no Porto."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Envelhecido. Sem capa frontal. Com defeitos e perdas de papel na contracapa. Papel de fraca qualidade, amarelecido por acção do tempo. Pelo interesse e raridade a justificar encadernação.
Raro e muito interessante.
Com interesse histórico.
20€

11 junho, 2017

COELHO, Sabino Maria Teixeira - A SANGRIA E A INFLAMMAÇÃO. These inaugural apresentada á Escola Medico-Cirurgica de Lisboa por... Julho de 1878. Escola Medico-Cirurgica de Lisboa - 3.ª serie : N.º 31. Lisboa, Imprensa de J. G. de Sousa Neves, 1878. In-8.º (22,5cm) de [8], III, [1], 132, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Tese de licenciatura do conhecido médico cirurgião Sabino Coelho. Ao longo da dissertação, procura demonstrar as virtudes da sangria como meio para debelar inflamações, face a uma nova corrente académica que contraindicava esta solução terapêutica.
Muito valorizada pela dedicatória manuscrita do Prof. Sabino Coelho "ao seu amigo e protector", o famoso médico cirurgião, Prof. António Germano Falcão de Carvalho.
Trabalho com dedicatória especial (impressa) ao reputado Professor Curry Cabral, presidente do júri, cujas qualidades inestimáveis, entre outras, o autor proclama: talento, dedicação científica, modéstia e imparcialidade. Além de Curry Cabral, fizeram parte do júri como examinadores, os categorizados Professores Joaquim Teotónio da Silva, Sousa Martins, Francisco José da Cunha Viana e Abílio Pinto de Mascarenhas.
"Ouvindo d'um lado a voz imperiosa da lei e escutando d'um outro a voz da minha consciencia, era-me extremamente difficil realisar o trabalho complementar do meu curso.
Que assumpto poderia eu escolher? Um que me parecesse dos mais faceis.
Recuando diante de tantas questões apropriadas aos talentosos e incompativeis com os de fracos recursos, lembrei-me de estudar a sangria. Temendo ainda a minha insufficiencia, encarei-a apenas sob um ponto de vista especial.
Comecei a leitura por um excellente artigo de Bricheteau, no qual alguem diz pretender-se ressuscitar as emissões sanguineas. Estuda Bricheteau a acção physiologica da sangria e os seus principaes usos therapeuticos, mas o que não diz é que ella seja um antiphologistico. Concede-lhe o poder de desengorgitar os vasos dilatados, mas considera o seu effeito ephemero e como tal inutil n'uma inflammação, a menos que não se trate da congestão inicial que temporariamente póde ser alliviada por semelhante meio.
Elogia o mesmo auctor a these d'um estudante francez, da qual, conforme a sua confissão, se aproveitou muitissimo.
Perante esta declaração, resolvi ler aquella these que existe na Bibliotheca da Escola Medico-cirurgica de Lisboa. Lucrei muito com a sua leitura, mas fiquei impressionado, quando vi que o estudante que merecêra os elogios de Bricheteau declarava a sangria incapaz de curar a inflammmação á face dos principios da sciencia.
Causava-me admiração, repito, que tantos homens verdadeiramente grandes se tivessem enganado e que só pela rasão allegada se condemnasse ao despreso o que em outras épocas gosára de tanta fama.
Deliberei pois vir aqui dizer que não só não está provado ser a sangria incapaz de curar a inflammação, mas ainda que em these é real a sua efficacia."
(excerto da introdução)
Sabino Maria Teixeira Coelho (1853-1923). "Como cirurgião atingiu rapidamente grande prestígio, talvez por isso também precocemente abandonou a docência. Terá sido o primeiro cirurgião a ressecar a gânglio de Gasser por nevralgia do trigémio. Na Escola Politécnica foi discípulo e continuador do zoólogo Barbosa du Bocage e naturalista da Secção de Zoologia do Museu de História Natural. Sobraçou as carreiras médica e de naturalista até 1882, altura em que, ao tomar posse do cargo de Professor Demonstrador na Escola Médico-Cirúrgica, pediu exoneração do cargo de Lente de Zoologia da Escola Politécnica. Inventou e desenvolveu métodos cirúrgicos. Deixou uma obra escrita variada de divulgação e com interesse didáctico. Jubilou-se em 1923.
Dados académicos profissionaias: Escola que Frequentou: Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Títulos Académicos, Cargos e Funções: 1878 - Licenciatura; 1879 - Cirurgião do Banco (HCL), Leccionou na Anatomia Patológica, Medicina Operatória e Patologia Externa; 1882 - Professor Demonstrador de Cirurgia; 1888 - Secretário e Bibliotecário da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa; 1891 - Demonstrador de Cirurgia; - Professor de Cirurgia e Patologia Externa; 1897 - Lente Proprietário de Patologia Externa - Cirurgião e Director da Enfermaria de S. João Baptista – HSJ. Especialidade: Cirurgia; Ginecologia. Louvores e Condecorações: Legião de Honra; Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada. Cargos em Sociedades Científicas e Profissionais: Membro da Academia Real das Ciências; Vogal da Liga Nacional Contra a Tuberculose; Sócio Efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. Outras Actividades: 1880 - Concurso para Professor de Zoologia da Escola Politécnica de Lisboa; - Médico do Laboratório Municipal de Higiene e posteriormente do Instituto Central de Higiene; - Professor substituto de Zoologia na Escola Politécnica; - Naturalista Adjunto da Secção Zoológica do Museu de História Natural da Escola Politécnica; - Presidente da Comissão de Honra da Comemoração do I Centenário da Régia Escola de Cirurgia. Cargos Políticos: Vereador da Câmara Municipal de Lisboa; - Deputado. Principais Trabalhos Publicados: 1878 - “A sangria e a inflammação”. (Tese de Licenciatura); 1880 - “Não há zoologia sem anatomia”; 1881 - “Arthrite tuberculosa”. (Tese de Concurso); 1884 - “O poder desinfectante do ácido sulforoso”; 1896 - Ginecologia – Cartas ao Exmo Professor Manuel Bento de Sousa; 1922 - “Oliveira Feijão”; 1926 - “O momento cirúrgico e o ensino Lisbonense”; 1929 - “Referências scientíficas” (Ed. Liv. Aillaud e Bertrand); 1930 - Ócios dum cirurgião; - “Recentes incertezas biológicas relativas ao choque”; 1931- "Reflexões". Colaborações: Colaborou em diversos jornais, como o Diário de Noticias e o O Século e em numerosas revistas cientificas, entre as quais o Correio Médico, Portugal Médico, Medicina Contemporânea, Arquivos de Medicina, Jornal da Sociedade das Ciências Médicas, Jornal de Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais, Lisboa Médica, Arquivo de Medicina Legal, Coimbra Médica, Révue de Chirurgie e Annales de Gynecologie et Obstetrique."
(fonte: http://memoria.ul.pt/index.php/Coelho,_Sabino_Maria_Teixeira)
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capa frágil com defeitos; sem contracapa. Manchado nas primeiras e derradeiras páginas do livro. Pelo interesse e raridade, a justificar encadernar.
Raro.
Indisponível

07 maio, 2017

RITO, Sidónio Pereira - ELEMENTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL DELITUAL. Dissertação de licenciatura em - Ciências Jurídicas - Por... Universidade de Lisboa : Faculdade de Direito. [S.l.], [s.n.], 1944. In-4.º (27cm) de 14, 245, [1] f. ; B.
Cópia dactilografada da tese de doutoramento do conhecido causídico português, natural de Santiago do Cacém. A versão impressa seria publicada dois anos mais tarde, em 1946.
"Nas páginas que se seguem, procurei estudar os elementos das responsabilidade civil e delitual.
Parece-me necessário informar, préviamente, quais as condições que devem verificar-se, para que surja essa responsabilidade civil, isto porque, por um lado, não é ponto unívoco a fixação dessas condições e, por outro lado, só assim se compreende a exposição feita.
Vista a questão do lado de quem pede uma indemnização, são condições de responsabilidade civil:
1.º - Um prejuízo. - Isto é evidente. O prejuízo experimentado é a causa económica da reparação.
2.º A violação de um direito. - Não basta que quem pede a reparação tenha sofrido um prejuízo nos seus bens. Êstes devem ter sido judicialmente protegidos. Ou, por outras palavras: é preciso que a conduta do autor do prejuízo, para atingir o bem, tenha destruído a sua protecção jurídica.
Vista a questão do lado daquêle a quem se pede a indemnização, são condições de responsabilidade civil:
1.º - Uma conduta ilícita, uma actividade fora dos limites firmados pelo direito.
Esta condição está em estrita relação com a anterior. É evidente que só uma conduta ilícita pode ofender um direito e, por isso, podia julgar-se desnecessário êste requisito. [...]
2.º - É também necessário que o autor do acto ilícito tenha tido culpa, segundo a doutrina tradicional, fundamentalmente aceite pelo nosso Código.
Finalmente, deve existir entre o prejuízo e a conduta ilícita uma relação de causalidade, visto que ninguém pode responder senão pelos prejuízos que causa, isto é, pelas consequências dos seus actos.
São êstes os elementos de responsabilidade civil delitual que adiante se estudam e se precisam.; de um lado, um prejuízo ligado à ofensa de um direito; do outro lado, uma conduta ilícita e culposa; e entre o prejuízo e a conduta ilícita e culposa uma relação de causalidade."
(excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Últimas folhas apresentam picos de insecto junto ao corte lateral.
Raro.
Indisponível

10 abril, 2017

EBO, Isabel de Jesus dos Santos - A GEOPOLÍTICA DA DROGA. [Nota introdutória do Prof. António de Sousa Lara]. Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa : Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 2008. In-4.º (24cm) de 306, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo; o presente trabalho consiste numa abordagem às actividades do narcotráfico, partindo de princípio (hipótese) que "a luta contra a droga é uma disputa por territórios, entre Estados e máfias de droga".
Ilustrada no texto, a p.b. e a cores, com fotografias, tabelas, gráficos, mapas e desenhos esquemáticos.
"A droga e a toxicodependência que provoca, constituem um dos maiores flagelos da actualidade. A produção, transformação, armazenamento, transporte, distribuição, a grosso e a retalho, de substâncias estupefacientes ilegais estão sempre associadas à criminalidade e, muito em especial, a constituição e manutenção de associações criminosas. Porém, a questão assume, hoje em dia, uma faceta ainda mias preocupante: a ligação entre estas actividades marginais, o terrorismo e a subversão. Os préstimos ligados ao financiamento da corrupção e da subversão de estados, democráticos ou não, eleva esta questão para o nível dos problemas que directamente interferem com a segurança, a qual cada vez mais distingue menos as fronteiras entre os domínios interno e internacional. [...]
A tese de mestrado que agora se publica, tem o mérito de abordar a questão da droga numa perspectiva de relações internacionais, explicando a volatilidade das rotas de transporte e comercialização respectivas, as cumplicidades estabelecidas entre a produção e a comercialização com organizações terroristas ou de crime organizado, a impressionante vantagem económica e financeira que tal empreendimento produz para aqueles que nela se envolvem, e abre a via para o estudo de outras matérias, igualmente importantes, como sejam as da lavagem de dinheiro das "quintas colunas" que o tráfico de droga estabelece dentro dos países consumidores, designadamente ao nível das próprias autoridades, para já não falar do cortejo interminável de desgraças e de infelicidades que produz ao nível das famílias, dos cidadãos em particular, dos jovens, dos emigrantes, dos marginalizados, dos cadastrados e das próprias pseudo-elites."
(excerto da Nota introdutória)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar, dada a tiragem reduzida.
20€

24 janeiro, 2017

CARDOSO, Julio - O MICROBIO. Dissertação inaugural : 1883. Braga, Typographia Lusitana, 1883. In-8.º (22,5cm) de [2], XXXIII, [2], 168, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre microbiologia, na esteira de Pasteur. Dedicado pelo autor aos seus familiares e amigos, e em especial ao seu "particularissimo amigo e condiscipulo Antonio Teixeira de Sousa", conhecido médico e político transmontano.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Dr. Júlio Cardoso.
"Como diz Duclaux, o homem, que só deveria morrer de velhice, está sujeito á acção mortifera de duas causas principaes. Umas são inherentes aos elementos organisados, que o contituem, e resultam d'uma modificação n'esses elementos, ou d'uma alteração nas suas relações reciprocas. Estas desordens, quando são o resultado dos progressos de idade, são inevitaveis e fataes; só uma boa hygiene physica e moral póde retardar-lhes o apparecimento.
Outras doenças, em numero consideravel, são devidas á invasão do organismo por um agente externo. Estas a humanidade não as conhece sempre nem as conhece ainda hoje completamente. Quando a atormentavam, pagava-lhes generosamente largos tributos de vidas, considerava-as como castigo de Deus, e soffria-as em silencio.
Depois de seculos de muda resignação a sciencia, que é tambem uma grande oração, mas uma oração activa e impessoal, mostra ao homem onde estão os seus inimigos e qual é o meio de luctar com elles. Mais ainda, ensina-nos ao mesmo tempo theoricamente e com exemplos irrecusaveis que nós podemos triumphar d'essses terriveis inimigos e, se não aniquilal-os, pelo menos tornal-os innoffensivosos."
(excerto da introdução)
Julio Arthur Lopes Cardoso (1861-1930). “Filho de Maria Joaquina de Araújo Pinto (1826-1903) e do médico José Joaquim Lopes Cardoso (1824-1903), 1º Visconde de Castelo, título nobiliárquico criado pelo rei D. Carlos I, por carta de 14 de Março de 1889. Casou, em 1885, com Leonor Adelaide de Sousa Alves (1865-1961), natural de Paranhos (Porto), descendente da aristocracia da região portuense, com quem teve quatro filhos. Autor da Dissertação Inaugural, intitulada O Microbio, em 1883, apresentada à Escola Médico-Cirurgica do Porto; autor das obras O cholera, profilaxia e tratamento dosimetrico e Diagnostico e tratamento das doenças de pelle, editadas por J. B. Birra & Irmão, em 1890. [Na conhecida colecção «Bibliotheca do Povo e das Escolas», do editor David Corazzi, publicou pelo menos três outras obras: Manual do infermeiro (1889); Falsificações dos generos alimenticios e processos para as descobrir (1890); O livro das mães (1891)]. Professor e cirurgião do exército; capitão-médico da Guarda Municipal do Porto; presumimos que tenha sido Comandante do Exército entre 1914/1915.”
(fonte: comum.rcaap.pt)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

16 outubro, 2016

NOVAES, João - O LIMITE DAS HORAS DE TRABALHO NAS FABRICAS. Dissertação inaugural apresentada á Escóla Medico-Cirurgica do Porto. Porto, Typographia Occidental, 1890. In-8.º (22,5cm) de 91, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Estudo pioneiro sobre as condições de trabalho do operariado em finais do século XIX. O autor defende a diminuição das horas de trabalho, demonstrando uma consciência social e um ideal progressista pouco comum para a época.
"No 1.º de maio d'este anno, o operariado do mundo inteiro reclamou, como limite para o dia de trabalho, - 8 horas.
No Porto, tambem a manifestação foi imponente. Mais de 12:000 operarios vi eu reunidos em comicio, protestando pacificamente contra o excessivo trabalho a que os obrigam, e confesso que esta grande reunião me impressionou dolorosamente, inspirando-me toda a sympathia pela sua causa.
O que elles pediam, hoje, como hontem, como ha um seculo já, era uma diminuição, uma delimitação das horas de trabalho; e na sua estatura diminuta, na sua magreza, no rachitismo de muitos, no macilento de todas as faces, na pouca limpeza dos seus vestuarios andrajosos, se reconhecia a justiça da sua petição.
Toda uma classe de victimas escravisadas pelo capital alli estava, paciente e ignorante, pedindo, talvez sem fé de serem attendidos, o que é uma necessidade que se faça não só para bem d'elles, mas por utilidade da nação, por utilidade do proprio industrial.
Sim, porque é preciso que se saiba, como mais adeante creio provar á evidencia, que longe de diminuir, a producção augmenta, se o operario não soffrer um trabalho excessivo, que dia a dia o vae definhando até o inutilisar."
Matérias:
 O dia de trabalho na Europa:
Inglaterra; Allemanha; Hollanda; Austria; Italia; Suissa; Belgica; França; Hespanha; Portugal.
Indústrias:
Fundições de ferro: Massarellos; O Ouro; Fundição de Miragaya; Fabrica do caes do Bicalho e da Arrabida; Fundição do Bolhão; Boa Viagem e Monchique.
Distillações: Distillação da Furada; Fabrica de Paço de Rei; Distillação do Cavaco e Furada; Fabrica de distillações de Campanhã.
Serração de madeira e pregaria de arame: Aurificia.
Lanificios: Lordello.
Fiação de tecidos de algodão: Salgueiros; Asneiros.
Regulamento do Trabalho nas Fabricas [35 artigos], 1889, O administrador geral, Oliveira Martins.
Regulamento do Serviço de Saude e Beneficiencia da Administração geral dos tabacos
I - Organisação geral. II - Serviço medico. III - Cooperativas. IV - Caixa de socorros. V - Reformas. VI - Caixa economica.
Physiologia e hygiene do trabalho nas fabricas. Trabalho e repouso.
O dia normal de trabalho (conclusões).
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas sujas, com defeitos. Assinaturas de posse na contracapa.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

10 setembro, 2016

RAIMUNDO, Isabel - IMPERATIVO HUMANITÁRIO E NÃO-INGERÊNCIA. Os novos desafios do Direito Internacional Contemporâneo. Prefácio de José Manuel Pureza. Nota introdutória de Luís Crucho de Almeida. Lisboa, Edição Cosmos : Instituto da Defesa Nacional, 1999. In-8.º (23cm) de 296, [2] p. ; B.
1.ª edição.
"Numa época em que se esbatem as fronteiras, pela transferência de uma parte importante das competências estatais para instância supra e infranacionais, os poderes nacionais instituídos não podem ignorar os condicionalismos gerados pela interdependência financeira internacional, que não conhece fronteiras ou controle democrático. Neste contexto, como justificar ainda que essas mesmas fronteiras possam servir a alguns Estados como obstáculo e pretexto para impedir a ajuda a povos, grupos ou pessoas em situação de carência ou de opressão?
O objectivo do presente estudo é o de procurar encontrar formas de responder a este problema, através da protecção internacional de um núcleo essencial dos direitos do homem e do apelo a um efectivo cumprimento do Direito Internacional Humanitário."
(excerto da apresentação)
"As relações internacionais foram edificadas a partir de grandes princípios de direito internacional, tais como a igualdade soberana dos Estados, a reciprocidade nos seus compromissos mútuos, a não-ingerência nos assuntos internos e a proibição do recurso à força. Este grupo de princípios constitui o que se pode apelidar de vector relacional das relações internacionais.
A par deste vector, existe um sistema de segurança colectiva organizado pela Carta das Nações Unidas, que pretende dar uma resposta institucional a problemas susceptíveis de constituírem ameaças à paz e à segurança internacionais, transpondo a reserva da competência nacional.
Enfim, um terceiro vector reporta-se às questões humanitárias. Trata-se do direito de assistência humanitária, cuja aplicação e cujas reacções à respectiva violação escapam aos princípios relacionais, porque se situa entre a ordem nacional e a ordem internacional, merecendo assim um tratamento diferente. [...]
Tendo em vista alcançar a estabilidade nas relações internacionais, recorreu-se, a partir da soberania,  a dois instrumentos: o princípio da reciprocidade nas relações internacionais e o princípio da não-ingerência nos assuntos internos dos Estados.
De acordo com o primeiro, as obrigações que os Estados mutuamente criam são condicionadas na sua subsistência e execução pela subsistência e execução das dos seus pares.
A não-ingerência estabelece deliberadamente uma divisão entre a ordem interna e a ordem internacional. Tendo em conta que a soberania supõe exclusividade das competências territoriais, cada Estado conserva o poder de se opor à concorrência das competências externas."
(excerto da introdução)
Isabel Raimundo (n. 1966). "Nasceu no Porto, em 1966. Licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, onde concluiu em 1991 a pós-graduação em Estudos Europeus, dominante jurídica. Frequentou, em Nice-Sophia Antipolis, o Instituto Europeu de Altos Estudos Internacionais, obtendo o Diplôme Européen des Haute Etudes Internationales e o Certificat des Etudes Supérieures des Communautés Européenes. Em 1996 ingressou na carreira diplomática."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

12 julho, 2016

SANTOS, Luís Quaresma dos - OBSERVAÇÕES DE ONDAS INTERNAS NÃO-LINEARES GERADAS SOBRE O CANHÃO SUBMARINO DA NAZARÉ. Tese de Mestrado em Ciências Geofísicas - Oceanografia (Universidade de Lisboa). Lisboa, Academia de Marinha, 2007. In-4.º (24cm) de 102, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Tiragem: 200 exemplares.
Estudo académico, de tiragem reduzida, sobre o famoso "canhão da Nazaré", responsável pelas magníficas ondas gigantes que atraem ao nosso país surfistas e curiosos de todo o mundo.
Muito ilustrado a p.b. e a cores, com 51 figuras no texto, entre desenhos esquemáticos, gráficos, mapas, fotografias, imagens de satélite, etc.
"De entre uma dezena de canhões existentes na margem continental portuguesa, o da Nazaré é sem dúvida o mais imponente. Para além de ser um dos maiores do mundo, ele rasga por completo a plataforma continental, perpendicularmente à costa, e estende-se por mais de 220 km. A Norte do canhão a plataforma é estreita (40-50 km) e plana, com um declive médio da ordem de 0.3%. A Sul do canhão a plataforma torna-se ainda mais estreita e menos profunda, apresentando-se confinada pelo Cabo Carvoeiro (Peniche) e as Ilhas das Berlengas.
Sendo um gigantesco acidente topográfico, o canhão da Nazaré desempenha um papel preponderante na circulação regional das massas de água. As suas características favorecem o transporte de massa e energia entre as regiões das plataformas interna e o oceano profundo. A configuração de eixo do canhão promove a convergência da energia baroclínica e a divergência da energia barotrópica. Como resultado observa-se a propagação de uma maré interna de grande amplitude ao longo do seu domínio interno, assim como uma redução da amplitude da maré junto da costa da Nazaré."
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
15€

16 maio, 2016

RAPOSO, José Hippolyto - SENTIDO DO HUMANISMO. Dissertação para concurso á Faculdade de Letras de Lisboa, no grupo de Filologia Românica. (Diário do Govêrno de 19 de Setembro de 1913). Coimbra, Tipografia França Amado, 1914. In-8.º (19,5cm) de 76, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Edição original de uma das primeiras e mais invulgares obras do autor.
"O conceito atribuído á palavra Renascença, deriva naturalmente da interpretação que fôr ddada ao período medieval.
A diversidade de aspectos e critérios por que tem sido estudada esta época histórica e as prevenções com que cada qual se propõe resolver o problema, têm impedido a critica de formular até hoje uma síntese definitiva.
A Igreja reivindica para ela a gloria de ter sido em quinze séculos, o mais forte e quasi o único elemento de coordenação social.
O Feudalismo foi pedir á disciplina dos seus preceitos a força de coesão que tornou possivel então a jerarquia territorial, e por ela, a garantia dos interesses legitimos, a estabilização da familia, a ordem nas classes.
Foi á sombra dos santuários e mosteiros que se guardaram os pergaminhos de nobreza da sabedoria antiga, começaram a viver as universidades e se alimentou de motivos fecundos a Arte religiosa, no Oriente e no Ocidente.
Á continuidade da sua tradição de governo, devemos o traço de união do mundo antigo para o moderno."
(excerto de Espirito da Renascença)
Matérias:
I. Espirito da Renascença. II. Humanismo e Nacionalismo. III. A Língua dos Quinhentistas.
José Hipólito Vaz Raposo (1885-1953). “Um dos teóricos e dirigentes do Integralismo Lusitano. Era companheiro de mesa de Nobre de Melo com quem coabitava. Professor no Liceu Passos Manuel. Diretor do jornal A Monarquia em 1919. Advogado em Angola em 1922-1923. Reintegrado no professorado em 1926, passa a ser docente do Conservatório. Não apoia o salazarismo, de quem se torna crítico precoce. Um livro publicado em 1940 é apreendido pela polícia política e leva-o ao desterro. Considerava, então, a existência de uma salazarquia. Novamente demitido, apenas volta a ser reintegrado em 1951.”
(fonte: www.politipedia.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa com defeitos. Sem f. anterrosto.
Raro.
15€

27 abril, 2016

NUNES, Nicolau - DA MORTE VIOLENTA POR ARMAS DE FOGO. Tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Coimbra, Minerva Central, 1925. In-8.º (21,5cm) de 47, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo académico sobre a morte provocada por disparos de armas de fogo.
Ilustrado com quadros estatísticos das Observações de ferimentos por armas de fogo, que produziram lesões mortais, colhidas no Arquivo do Instituto de Medicina Legal de Coimbra desde a data da sua fundação 1899 até 1925 (pp. 28-47).
"A morte é a paragem dos fenómenos vitais.
Nós podemos dividir a morte em duas grandes categorias: a morte natural e a morte acidental.
No primeiro caso o homem atinge o maximo do seu desenvolvimento e das suas funções. Mas ao fim dum certo tempo, essas funções vão-se afroixando até se extinguirem, e a morte sobrevem como termo fatal e inevitavel da vida.
No segundo caso a morte é possível em qualquer idade, e assim pode ser produzida pela fome, pelas doenças, pelas armas de fogo, etc...
É para a morte produzida pelas armas de fogo, que nós desviamos toda a nossa atenção."
(A morte em geral)
Matérias:
- A morte em geral. - Das armas de fogo. - Lesões produzidas pelas armas de fogo. - Conclusões: I. Crime. II. Suicídio.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta vinco diagonal.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP (Biblioteca Nacional).
20€

15 março, 2016

SARDINHA, Luciano Antonio Picão - CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DO SERVIÇO DE SAUDE EM CAMPANHA. Dissertação inaugural apresentada á Escola Medico-Cirurgica de Lisboa. Lisboa, Typographia Santos & Magalhães, 1902. In-8.º (21cm) de 91, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela extensa dedicatória autógrafa do autor.
"Quando um dia a patria fôr o mundo e a familia a humanidade, como li algures, desapparecerá o maior de todos os flagellos - a guerra, e com ella a Medicina Castrense. Porém, como estamos bem distantes d'esse sonhado paraizo, como por ora a idéa de patria é uma realidade, impõe-se o estudo de todas as questões que dizem respeito a este ramo da Medicina. Julgamos mesmo que nem só o medico-militar se deve preoccupar com a Medicina-Castrense. Todos aquelles que possuem um diploma de medico podem e devem interessar-se por estas questões, tão debatidas hoje nas grande potencias, da Medicina alliada á Arte da Guerra."
(excerto da introdução)
Matérias:
I. Formações Sanitarias da Primeira Linha
- Posto de Soccorros. - Penso Individual. - Composição do Penso Individual. - Estação de Carros. - Carro Sanitario Regimental. - Carro Ligeiro de Transporte de Feridos. - Ambulancia Divisionaria. - Hospitaes Moveis: Tenda-Hospital Tollet; Tenda-Hospital Cunha Bellem.
II. Formações Sanitarias da 2.ª Linha
- Hospital d'Evacuação. - Hospitaes de Transito, d'Estação e d'Etapes. - Hospitaes Temporarios. - Hospitaes Fixos. - Hospitaes Especiaes. - Hospitaes temporariamente immobilisados. - Hospitaes de Distribuição. - Deposito Sanitario. - Deposito de Convalescentes e de Extenuados. - Grande Deposito Sanitario da Base d'Etapes.
III. Asepsia e Antisepsia no Campo de Batalha
- Asepsia e Antisepsia desde a Linha de Fogo ao Posto de Soccorros. - Asepsia e Antisepsia no Posto de Socorros: Composição do Penso; Forno de Forgue; Composição do Penso. - Asepsia e Antisepsia na Ambulancia Divisionaria. - Asepsia e Antisepsia no Hospital Movel.
IV. Tratamento primitivo d'algumas lesões produzidas por projectis de guerra
- Tratamento primitivo das fracturas diaphysarias. - Tratamento primitivo nos casos de alojamento dos projectis de guerra no organismo. - Tratamento da anemia aguda consecutiva a hemorrhagias produzidas pelos projectis de guerra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente manchadas. Contracapa apresenta pequena falha de papel no canto superior dto.
Raro.
20€