PIMENTEL, Alberto - O POETA CHIADO (Novas investigações sobre a sua vida e escriptos). Lisboa, Empreza da Historia de Portugal, 1901. In-4º (23cm) de 59, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada por bonitas vinhetas tipográficas a assinalar o início de cada capítulo.
Apontamentos biográficos sobre a figura popular que dá o nome a um conhecido Largo lisboeta - o Poeta Chiado.
"A popularidade de Antonio Ribeiro o Chiado proveiu não tanto da sua veia poetica, aliás muito apreciada pelos entendidos, como das sua repetidas tunantadas, de que o povo tinha directo conhecimento, porque as presenceava em plena rua.
Era entre o povo, entre as classes humildes de que elle provinha, por que lá diz Affonso Alvares no proposito de deprimil-o
Nasceste de regateira
e teu pai lançava solas;
era entre a arraya miuda que o Chiado localizava o theatro das sua façanhas picarescas, dos seus feitos esturdios, das sua «partidas» e «piadas», como hoje dizemos."
(excerto do Cap. IV)
António Ribeiro (1520?-1591). “Poeta jocoso que viveu no século 16. Era conhecido pelo Chiado, por ter morado muitos anos em Lisboa, na rua assim chamada já naquele século, nome que se conservou até meados do século 19, em que foi mudado para o de rua Garrett. Nasceu num humilde arrabalde de Évora, e faleceu no ano de 1591. Quis professar na Ordem de S. Francisco, mas não se lhe dando por válida a profissão, passou o resto da vida como celibatário, vestido sempre com hábito clerical. Apesar de não ser muito douto, tinha verdadeiro talento e bastante conhecimento das boas letras. Improvisava versos com a maior facilidade, mais pelo impulso da natureza, que de arte, sendo os seus versos muito jocosos e joviais, provocando festivos aplausos a quem os escutava. Também imitava com muita propriedade e galanteria as vozes e os gestos de diversas pessoas conhecidas. Todos estes predicados lhe alcançaram a estima geral e a maior popularidade.“
(in www.arqnet.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Invulgar e muito apreciado.
25€
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26 agosto, 2015
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*CHIADO (António Ribeiro),
*PIMENTEL (Alberto),
1ª E D I Ç Ã O,
Anedotas e ditos jocosos,
Biografias,
Estudos históricos,
História,
Lisboa,
Poeta Chiado,
Sátira
03 agosto, 2015
VILHENA, J. - A GRANDE GAITA. Compilação noticiosa, científica, literária e artística. Profusamente ilustrada & indecentemente plagiada de jornais diários, hebdomadários, revistas, loletins, pasquins, diários das sessões, folhas de couve e outras publicações nacionais e estrangeiras de todas as tendências ideológicas, políticas, religiosas e morais. Tomo I. [S.l.], [s.n. - imp. nas Oficinas Gráficas de Imprimarte, S. A. R. L., Queluz de Baixo], 1973. In-fólio (30cm) de 158, [2] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Muito ilustrada com desenhos e reproduções de gravuras de diversas proveniências.
Edição original de A Grande Gaita, revista humorística.
Índice:
- O casal Burton. - O enforcamento de Sassoeiros. - O tirano de Alcabideche. - O Bolshoi de Moscovo. - Ana of England. - Um drama no nordeste transmontano. - Honra ao mérito. - Paraíso sem Adão. - Será a guerra tão má como a pintam? - Um drama no mar. - A agitação social na Suécia. - O problema da habitação. - O Basófias. - O regresso do Pachá. - A Gata Borralheira.
José Vilhena (n. 1927). "Nasceu a 7 de Julho de 1927, em Figueira de Castelo Rodrigo, filho de um pequeno proprietário agrícola e de uma professora primária. Passou a infância na aldeia de Freixedas, perto da Guarda. Aos dez anos, foi para Lisboa estudar. Depois da tropa, foi para a Escola de Belas Artes, no Porto, e cursou arquitectura. Porém, tinha começado a fazer desenhos para jornais e abandona o curso a meio. “Diário de Lisboa”, “Cara Alegre” e “O Mundo Ri” são algumas das publicações onde trabalha nos anos 50. Na década seguinte, desenvolve a actividade de escritor satírico.

Os seus livros são apreendidos pela PIDE e é preso por três ocasiões. Até ao 25 de Abril de 1974, escreve cerca de 70 livros. Nesse ano, sai o primeiro número da sua revista, “Gaiola Aberta”. Volta à carga com “O Fala Barato”. “O Cavaco” seria a publicação seguinte, mas a experiência acabou quando Cavaco Silva saiu de São Bento, em 1994. O seu projecto mais recente é “O Moralista”, onde adopta métodos de comunicação mais modernos. Independentemente das críticas ao seu trabalho, Vilhena é hoje considerado um dos maiores ilustradores, caricaturistas e humoristas da Nação."
(in www.cmjornal.xl.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Pouco vulgar e muito apreciado.
10€
1.ª edição.
Muito ilustrada com desenhos e reproduções de gravuras de diversas proveniências.
Edição original de A Grande Gaita, revista humorística.
Índice:
- O casal Burton. - O enforcamento de Sassoeiros. - O tirano de Alcabideche. - O Bolshoi de Moscovo. - Ana of England. - Um drama no nordeste transmontano. - Honra ao mérito. - Paraíso sem Adão. - Será a guerra tão má como a pintam? - Um drama no mar. - A agitação social na Suécia. - O problema da habitação. - O Basófias. - O regresso do Pachá. - A Gata Borralheira.
José Vilhena (n. 1927). "Nasceu a 7 de Julho de 1927, em Figueira de Castelo Rodrigo, filho de um pequeno proprietário agrícola e de uma professora primária. Passou a infância na aldeia de Freixedas, perto da Guarda. Aos dez anos, foi para Lisboa estudar. Depois da tropa, foi para a Escola de Belas Artes, no Porto, e cursou arquitectura. Porém, tinha começado a fazer desenhos para jornais e abandona o curso a meio. “Diário de Lisboa”, “Cara Alegre” e “O Mundo Ri” são algumas das publicações onde trabalha nos anos 50. Na década seguinte, desenvolve a actividade de escritor satírico.

Os seus livros são apreendidos pela PIDE e é preso por três ocasiões. Até ao 25 de Abril de 1974, escreve cerca de 70 livros. Nesse ano, sai o primeiro número da sua revista, “Gaiola Aberta”. Volta à carga com “O Fala Barato”. “O Cavaco” seria a publicação seguinte, mas a experiência acabou quando Cavaco Silva saiu de São Bento, em 1994. O seu projecto mais recente é “O Moralista”, onde adopta métodos de comunicação mais modernos. Independentemente das críticas ao seu trabalho, Vilhena é hoje considerado um dos maiores ilustradores, caricaturistas e humoristas da Nação."(in www.cmjornal.xl.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Pouco vulgar e muito apreciado.
10€
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§ JORNAIS / REVISTAS,
*VILHENA (José),
1ª E D I Ç Ã O,
Banda desenhada,
Humor,
Sátira
26 fevereiro, 2015
OS MARIALVAS. Reflexões de Braz Fogaça, petintal d’Alfama. Lisboa, Lallemant Frères, Typ., 1876. In-8º (19cm) de 78, [2] p. ; B.Obra publicada sob anonimato, sabe-se que o seu autor foi José Joaquim Gomes de Brito.
Curiosíssimo trabalho de sátira e crítica aos costumes da época, tendo como pano de fundo a Lisboa boémia e viciosa, pródiga em “más práticas”. O marialvismo e os marialvas: a borga, as touradas, o fado, as mulheres, o vinho… - o autor não poupa nada nem ninguém -, a burguesia endinheirada à cata de “brazão”, a justiça, as autoridades, etc., todos concorrem para uma sociedade corrupta e corruptora.
“Ha tres cousas em que eu creio sobre todas as outras.
Creio sobretudo nos Marialvas, no fôro e na policia. Sim.
Creio na omnipotencia d’aquelles, apesar do que por ahi corre em sua deshonra;
creio na equidade dos que administram justiça, apesar dos gritos de dôr e de
desespero, dos choros e dos brados de indignação, que se levantam a todo o
momento contra eles; creio na seriedade, zelo e inteireza da autoridade civil,
apezar…
[…]
Na celebre Esparta eram os escravos que, por obrigação,
representavam um vicio; - entre nós muda a cousa de figura: representam os
nobres e dinheirosos os sete vicios capitaes, e são o verdadeiro symbolo da
depravação.
Ah! Quem os fizesse passeiar em torno das multidões a esses
nobres e dinheirosos dissolutos com as suas nojentas amantes! Cantariam, sem ser
preciso ordenar-se-lhes, scholios mais obscenos que os dos ilotas embriagados;
mostrariam sobre a própria pelle as eflorescencias do vicio; dansariam, não só
o fandango e o lundú lascivo, mas ainda o fado imundo; entregar-se-hiam a todas
as provocações da luxuria e da orgia!
Triste espectaculo, na verdade! Mas que serviço!
Além de se vingar a moral ultrajada, o pudor insultado,
desmascarar-se-hiam os actores d’essas repugnantes saturnaes; e demonstrar-se-hia
ao povo, que o imposto sobre o trabalho dos proletários engorda a ociosidade e
retribue a libertinagem dos senhores, dos cavalheiros do high-life.”
(excerto do texto)
José Joaquim Gomes de Brito. "Escritor e arqueólogo,
diplomado com o curso superior de Letras, e oficial da Câmara Municipal de
Lisboa, nasceu em Lisboa em 1843 e morreu em 1923. Foi sócio fundador da
Sociedade de Geografia de Lisboa e sócio honorário da extinta Associação
Industrial Portuguesa. É vasta a sua bibliografia, composta sobretudo de
artigos publicados em vários jornais da capital, a partir de 1876.”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas
e lombada com defeitos.
Invulgar.
35€
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*ANÓNIMO,
*BRITO (José Joaquim Gomes de),
1ª E D I Ç Ã O,
Autores Anónimos,
Crítica Social,
Lisboa,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Sátira
17 dezembro, 2014
ALMEIDA, Fialho d’ – PASQUINADAS. (Jornal d’um vagabundo).
Porto, Livraria Civilisação, [1890]. In-8º (19cm) de 384 p. ; il. ; E.
1ª edição.
Ilustrada com bonitos desenhos a assinalar o final de cada narrativa.
Ilustrada com bonitos desenhos a assinalar o final de cada narrativa.
Conjunto de crónicas corrosivas, bem ao jeito do autor, tendo como pano de fundo a cidade de
Lisboa.
"Subo a rua Nova do Almada um tanto aborrecido - acabo de pagar uma enorme conta no livreiro, e de ser apresentado ao orador que eu mais detesto, depois de cornetim. O dia é pardo, nuvens no alto, o vento a erguer da rua redemoinhos d'um pó corrosivo á pelle; e com um milhão de diabos! não tenho hoje visto senão raparigas barbudas nos asphaltos!
Estas pecuinhas todas irritam-me: e como o Ferin não tem novidades, enfio pela especie de saguão estreito, que a camara municipal convencionou chamar o largo da Boa-Hora. Á esquerda ha uma rampa bordada de vadios e mulheres publicas, nos dias d'audiencia: um sumidouro publico no centro: carros das obras publicas a um canto: do lado direito, uma sentina publica com letreiro por cima - e emfim, como panno de fundo a todo este scenario publico de caserna e d'alcouce, ahi temos o maravilhoso Palacio da Justiça de Lisboa!"
(excerto da cronica A Boa-Hora comica)
"Subo a rua Nova do Almada um tanto aborrecido - acabo de pagar uma enorme conta no livreiro, e de ser apresentado ao orador que eu mais detesto, depois de cornetim. O dia é pardo, nuvens no alto, o vento a erguer da rua redemoinhos d'um pó corrosivo á pelle; e com um milhão de diabos! não tenho hoje visto senão raparigas barbudas nos asphaltos!
Estas pecuinhas todas irritam-me: e como o Ferin não tem novidades, enfio pela especie de saguão estreito, que a camara municipal convencionou chamar o largo da Boa-Hora. Á esquerda ha uma rampa bordada de vadios e mulheres publicas, nos dias d'audiencia: um sumidouro publico no centro: carros das obras publicas a um canto: do lado direito, uma sentina publica com letreiro por cima - e emfim, como panno de fundo a todo este scenario publico de caserna e d'alcouce, ahi temos o maravilhoso Palacio da Justiça de Lisboa!"
(excerto da cronica A Boa-Hora comica)
Crónicas:
- A Boa-Hora comica. - As photographias. - Camillo. - Os
duellos. - Amadores de Musica. - O Theatro. - A Batalha das flores [O
Carnaval]. - Concurso de Pintura histórica [Concurso pintura com o tema: Vasco
da Gama, partindo para a India]. - Lisboa monumental [Estudo ficcional da capital]. - A chegada de Sua
Magestade [D. Luís I]. - O Conselheiro Viale. - Religião e Toilette. - Sarah
Bernhardt [em Lisboa]. - O Exercito [análise e comentários ao polémico livro
do coronel Mesquita de Carvalho – A Verdadeira situação militar de Portugal]. - Attentados ao pudor [prostituição infantil]. - Rosas. - Charles Monselet [cronista e humorista francês]. - Bezerro d’oiro [sobre o drama em cinco actos
de Santa Rita rejeitado pelos actores do D. Maria]. - Os Jornalistas. - Alguns
Livros. - Decadencia [crítica ao ambiente literário português]. - Os Maias
[crítica mordaz à obra de Eça de Queirós]. - Os evocadores de phantasmas. - Os
pornographicos [sobre o jornalismo sensacionalista]. - Praias e
thermas. - No Bussaco. - O Turf-Club [associação de gentis-homens mais ou
menos authenticos, e d’elegantes filhos-familias mais ou menos ricos…]. - Tres
aspectos [Lisboa fraca – a educação física; Lisboa porca – a cólera; Lisboa
fruste – “O Reino das Mulheres”]. - Os pregões. - O Infante D. Augusto. - Fim
d’anno.
José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911). "Foi um médico e escritor português. Formou-se em medicina, mas nunca exerceu, preferindo a boémia da noite lisboeta. Dedicou-se à literatura e ao jornalismo até 1893, data em que deixou Lisboa para regressar à sua terra natal - Vila de Frades. O seu estilo literário foi irregular, pautado pelo Naturalismo, procurando as sensações fortes da "vida real". Os seus temas foram principalmente a cidade e o campo. Fialho de Almeida ficou conhecido como um escritor bilioso e colérico, carregado de ressentimentos para com a vida."
José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911). "Foi um médico e escritor português. Formou-se em medicina, mas nunca exerceu, preferindo a boémia da noite lisboeta. Dedicou-se à literatura e ao jornalismo até 1893, data em que deixou Lisboa para regressar à sua terra natal - Vila de Frades. O seu estilo literário foi irregular, pautado pelo Naturalismo, procurando as sensações fortes da "vida real". Os seus temas foram principalmente a cidade e o campo. Fialho de Almeida ficou conhecido como um escritor bilioso e colérico, carregado de ressentimentos para com a vida."
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na
lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Discreta assinatura de
posse na f. rosto. Capas oxidadas.
Invulgar e muito apreciado.
Invulgar e muito apreciado.
Com interesse olisiponense, camiliano e queiroziano.
25€
Etiquetas:
*ALMEIDA (Fialho de),
1ª E D I Ç Ã O,
Camiliana,
Crónicas,
Lisboa,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Queiroziana,
Sátira
05 dezembro, 2014
CHIADO, António Ribeiro - PRÁTICA DE OITO FIGURAS. [Prefácio de] Maria de Lourdes Belchior Pontes, Doutora em Filologia Românica. Lisboa, O Mundo do Livro, 1961. In-8º (21cm) de 14, [2], [2] p. ; [18] p. fac-sim. ; il. ; B.
Edição fac-símile impressa em papel de qualidade superior. Reprodução do exemplar existente na Biblioteca Nacional de Lisboa.
Tiragem de 1000 ex.
"Simples conversa entre oito figuras, "esta obra não tem enredo e não constitui propriamente uma comédia", segundo Alberto Pimentel, in Obras do poeta Chiado, colligidas, annotadas e prefaciadas por Alberto Pimentel, Lisboa, 28 de março de 1889.
A prática começa com um monólogo de Paiva a respeito dos vícios do paço, lugar cheio de hipocrisia, malícia e traição. De seguida, estabelece-se um diálogo entre o Paiva e o Faria (moço do Dono da Casa) sobre assuntos vários: a vida que levam com os amos, projetos para o futuro, entrada na vida eclesiástica, etc.
Entretanto, várias figuras - Ambrósio da Gama, o Negro, Lopo da Silveira, Gomes da Rocha, o Capelão e Aires Galvão - vão entrando sucessivamente e vão enriquecendo a conversa.
Dividida em duas partes, esta prática encerra temas diversos que assentam na desmistificação das instituições sociais e dos costumes do século XVI.
Assim, a conversa vai tomando rumos diferentes, deixando de lado as preocupações de carácter mais concreto para abordar assuntos mais profundos como os da conjuntura política, o desconcerto do mundo, a fugacidade das coisas, a precariedade da amizade, a venalidade, a cobiça, a vaidade dos homens e a vivência pouco cristã."
(in http://www.infopedia.pt/$pratica-de-oito-figuras)
António Ribeiro (?-1591). "Conhecido por Poeta Chiado, nasceu em Évora em data desconhecida, cidade onde professou pela Ordem dos Franciscanos, e faleceu em Lisboa em 1591, para onde veio após ter abandonado a vida religiosa. Contemporâneo de Camões que o menciona como poeta engenhoso num dos versos do Auto de El Rei Seleuco, desenvolveu sobretudo a poesia jocosa e a sátira, através da descrição de quadros flagrantes da vida social do período em que viveu, tendo afinidades literárias com Gil Vicente.A estátua em bronze, da autoria de Costa Motta (tio), com plinto quadrangular em pedra lioz de José Alexandre Soares, foi colocada por iniciativa da vereação municipal, que desta forma quis prestar homenagem a António Ribeiro, conhecido com o nome de uma das mais conhecidas zonas de Lisboa, o Chiado, por aí morar. Alguns grandes nomes da cultura literária do princípio do século XX, como Aquilino Ribeiro, Teixeira de Pascoais e Raul Brandão manifestaram-se contra, argumentando que outras figuras seriam mais merecedoras de uma homenagem por parte do município lisboeta. Consideravam que a fama de poeta popular, arruaceiro, boémio, praguento e chocarreiro mas no entanto, talentoso, que António Ribeiro granjeava, não eram razões suficientemente válidas para justificar a colocação de um monumento em sua homenagem, numa praça de tradição cultural, junto de teatros e de duas outras estátuas de figuras das letras nacionais: Camões e Eça de Queiroz. O poeta retratado envergando o hábito de monge que se julga nunca ter abandonado, aparece numa postura de animada conversa, parecendo interpelar quem passa."
(TRINDADE, Laura, http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/pecas/Paginas/Chiado.aspx)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas com defeitos.
Pouco vulgar.
10€
Edição fac-símile impressa em papel de qualidade superior. Reprodução do exemplar existente na Biblioteca Nacional de Lisboa.
Tiragem de 1000 ex.
"Simples conversa entre oito figuras, "esta obra não tem enredo e não constitui propriamente uma comédia", segundo Alberto Pimentel, in Obras do poeta Chiado, colligidas, annotadas e prefaciadas por Alberto Pimentel, Lisboa, 28 de março de 1889.
A prática começa com um monólogo de Paiva a respeito dos vícios do paço, lugar cheio de hipocrisia, malícia e traição. De seguida, estabelece-se um diálogo entre o Paiva e o Faria (moço do Dono da Casa) sobre assuntos vários: a vida que levam com os amos, projetos para o futuro, entrada na vida eclesiástica, etc.
Entretanto, várias figuras - Ambrósio da Gama, o Negro, Lopo da Silveira, Gomes da Rocha, o Capelão e Aires Galvão - vão entrando sucessivamente e vão enriquecendo a conversa.
Dividida em duas partes, esta prática encerra temas diversos que assentam na desmistificação das instituições sociais e dos costumes do século XVI.
Assim, a conversa vai tomando rumos diferentes, deixando de lado as preocupações de carácter mais concreto para abordar assuntos mais profundos como os da conjuntura política, o desconcerto do mundo, a fugacidade das coisas, a precariedade da amizade, a venalidade, a cobiça, a vaidade dos homens e a vivência pouco cristã."
(in http://www.infopedia.pt/$pratica-de-oito-figuras)
António Ribeiro (?-1591). "Conhecido por Poeta Chiado, nasceu em Évora em data desconhecida, cidade onde professou pela Ordem dos Franciscanos, e faleceu em Lisboa em 1591, para onde veio após ter abandonado a vida religiosa. Contemporâneo de Camões que o menciona como poeta engenhoso num dos versos do Auto de El Rei Seleuco, desenvolveu sobretudo a poesia jocosa e a sátira, através da descrição de quadros flagrantes da vida social do período em que viveu, tendo afinidades literárias com Gil Vicente.A estátua em bronze, da autoria de Costa Motta (tio), com plinto quadrangular em pedra lioz de José Alexandre Soares, foi colocada por iniciativa da vereação municipal, que desta forma quis prestar homenagem a António Ribeiro, conhecido com o nome de uma das mais conhecidas zonas de Lisboa, o Chiado, por aí morar. Alguns grandes nomes da cultura literária do princípio do século XX, como Aquilino Ribeiro, Teixeira de Pascoais e Raul Brandão manifestaram-se contra, argumentando que outras figuras seriam mais merecedoras de uma homenagem por parte do município lisboeta. Consideravam que a fama de poeta popular, arruaceiro, boémio, praguento e chocarreiro mas no entanto, talentoso, que António Ribeiro granjeava, não eram razões suficientemente válidas para justificar a colocação de um monumento em sua homenagem, numa praça de tradição cultural, junto de teatros e de duas outras estátuas de figuras das letras nacionais: Camões e Eça de Queiroz. O poeta retratado envergando o hábito de monge que se julga nunca ter abandonado, aparece numa postura de animada conversa, parecendo interpelar quem passa."
(TRINDADE, Laura, http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/pecas/Paginas/Chiado.aspx)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas com defeitos.
Pouco vulgar.
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*CHIADO (António Ribeiro),
Anedotas e ditos jocosos,
Edições Facsímile,
História,
Literatura Portuguesa,
Poesia,
Poeta Chiado,
Sátira
01 novembro, 2014
MILA, Joannico C. - A LUSA BAMBOCHATA : poema triste em verso alegre. Por... [Ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro]. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 1885. In-4º (27cm) de 155, [1] p. ; [26] f. il. ; B.
1.ª edição.
Edição esmerada, impressa em papel de qualidade superior. Muito valorizada pelas ilustrações e capas da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro; são 26 estampas em folhas separadas do texto que reproduzem belíssimos desenhos do Mestre.
Poema satírico à sociedade portuguesa da época em 7 cantos. O 1.º canto é "dedicado a todos os Philoxeras Politicos da parvonia".
"Não faço exploração d'escandalos funestos,
Nem fogo de guerrilha aos homens bons e honestos.
Não venho furibundo, em verso excandecente,
Os peitos inflammar d'um povo paciente...
Buscando conquistar, fingindo que me occulto,
Louvores da baixesa, um nome pelo insulto.
Politico não sou. Que Deus seja louvado!
Não tenho por industria officio tão gabado,
Que, áparte o que se presa, é bom para quem sonha
Na gloria do intestino ao preço da vergonha!
Não, leitor, não. Detesto, odeio essa quadrilha...
Que põe no pobre Zé retranca, albarda e cilha!
E sobre alguns milhões de dorsos indiff'rentes,
Cavalga desdenhosa! Odeio os insolentes
Que arrastam pela lama o vulto esfarrapado
Do velho do occidente ás ancas amarrado!...
E vae, no caminhar da eterna sepultura,
Perdendo membro a membro em horrida tortura."
(excerto do Canto I, Antes de erguer o panno - Ao leitor)
Cantos:
Canto Primeiro - Panno acima.
Canto Segundo - Orgia a bordo da nau do Estado.
Canto Terceiro - Pesadelo.
Canto Quarto - (continúa o sonho).
Canto Quinto - Miserere.
Canto Sexto - No tribunal.
Canto Setimo - Juizes do Tribunal e Juizes da Rua.
Joannico C. Mila é o pseudónimo literário de João Pereira da Costa Lima (1836-1897), de quem não foi possível apurar outros dados biográficos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombadas apresentam defeitos e pequenas falhas de papel.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível
1.ª edição.
Edição esmerada, impressa em papel de qualidade superior. Muito valorizada pelas ilustrações e capas da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro; são 26 estampas em folhas separadas do texto que reproduzem belíssimos desenhos do Mestre.
Poema satírico à sociedade portuguesa da época em 7 cantos. O 1.º canto é "dedicado a todos os Philoxeras Politicos da parvonia".
"Não faço exploração d'escandalos funestos,
Nem fogo de guerrilha aos homens bons e honestos.
Não venho furibundo, em verso excandecente,
Os peitos inflammar d'um povo paciente...
Buscando conquistar, fingindo que me occulto,
Louvores da baixesa, um nome pelo insulto.
Politico não sou. Que Deus seja louvado!
Não tenho por industria officio tão gabado,
Que, áparte o que se presa, é bom para quem sonha
Na gloria do intestino ao preço da vergonha!
Não, leitor, não. Detesto, odeio essa quadrilha...
Que põe no pobre Zé retranca, albarda e cilha!
E sobre alguns milhões de dorsos indiff'rentes,
Cavalga desdenhosa! Odeio os insolentes
Que arrastam pela lama o vulto esfarrapado
Do velho do occidente ás ancas amarrado!...
E vae, no caminhar da eterna sepultura,
Perdendo membro a membro em horrida tortura."
(excerto do Canto I, Antes de erguer o panno - Ao leitor)
Cantos:
Canto Primeiro - Panno acima.
Canto Segundo - Orgia a bordo da nau do Estado.
Canto Terceiro - Pesadelo.
Canto Quarto - (continúa o sonho).
Canto Quinto - Miserere.
Canto Sexto - No tribunal.
Canto Setimo - Juizes do Tribunal e Juizes da Rua.
Joannico C. Mila é o pseudónimo literário de João Pereira da Costa Lima (1836-1897), de quem não foi possível apurar outros dados biográficos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombadas apresentam defeitos e pequenas falhas de papel.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível
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*MILA (Joannico C.),
*PINHEIRO (Rafael Bordalo),
1ª E D I Ç Ã O,
Humor,
Literatura Portuguesa,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Poesia,
Sátira
14 outubro, 2014
SOUSA, Abreu e - MANUAL DO PERFEITO CINÉFILO. Porto, Livraria Progredior, [1946]. In-8º (19,5cm) de 86, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa paródia cinéfila.
"O cinema é o único género de espectáculo que só se pode ver estando tudo às escuras. É por isso que é o mais concorrido.
No cinema temos a considerar: o átrio, os salões e a sala de espectáculo.
O átrio é habitado por um espécime zoológico, mais perigoso que qualquer das sete pragas do Egipto, o contratador «vulgaris de Lineu». A fera esconde-se muito bem escondida. E quando vê entrar um cinéfilo, cai-lhe em cima com promessas de uma coxia no meio da sala e chupa-lhe dez por cento em cada bilhete. Estes exemplares da classe dos madraços são migradores. Emigram de cinema para cinema, conforme os êxitos.
No átrio estão as bilheteiras. E dentro delas uns senhores mal encarados que dizem sempre que não: quando os filmes são maus que não têm troco, quando são bons que não há bilhetes..."
(excerto do Cap. I, Generalidades)
Matérias:
I - Generalidades.
II - Como se faz um filme.
- O capitalista. - O argumento. - A planificação. - O pessoal. - Os artistas. - Vedeta, precisa-se! - A primeira volta da manivela.
III - Classificação e estudo dos filmes.
- Classificação dos filmes. - Estudo dos filmes.
IV - Como devem ser vistos os filmes.
- Género cómico. - Género dramático. - Género semi-dramático. - Filmes musicais. - Género documentário.
V - Deveres do bom cinéfilo.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€
1.ª edição.
Curiosa paródia cinéfila.
"O cinema é o único género de espectáculo que só se pode ver estando tudo às escuras. É por isso que é o mais concorrido.
No cinema temos a considerar: o átrio, os salões e a sala de espectáculo.
O átrio é habitado por um espécime zoológico, mais perigoso que qualquer das sete pragas do Egipto, o contratador «vulgaris de Lineu». A fera esconde-se muito bem escondida. E quando vê entrar um cinéfilo, cai-lhe em cima com promessas de uma coxia no meio da sala e chupa-lhe dez por cento em cada bilhete. Estes exemplares da classe dos madraços são migradores. Emigram de cinema para cinema, conforme os êxitos.
No átrio estão as bilheteiras. E dentro delas uns senhores mal encarados que dizem sempre que não: quando os filmes são maus que não têm troco, quando são bons que não há bilhetes..."
(excerto do Cap. I, Generalidades)
Matérias:
I - Generalidades.
II - Como se faz um filme.
- O capitalista. - O argumento. - A planificação. - O pessoal. - Os artistas. - Vedeta, precisa-se! - A primeira volta da manivela.
III - Classificação e estudo dos filmes.
- Classificação dos filmes. - Estudo dos filmes.
IV - Como devem ser vistos os filmes.
- Género cómico. - Género dramático. - Género semi-dramático. - Filmes musicais. - Género documentário.
V - Deveres do bom cinéfilo.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€
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*SOUSA (Abreu e),
1ª E D I Ç Ã O,
Cinema,
Humor,
Sátira
05 setembro, 2014
ALMEIDA, Fialho de - LISBOA MONUMENTAL. Lisboa, Edição da Câmara Municipal de Lisboa, Maio - 1957. In-4º (25,5cm) de 44, [4] p. ; il. ; B.
Ilustrado com 11 belíssimas gravuras desenhadas por Alonso impressas nas páginas do texto.
"No final da sua vida, Fialho de
Almeida redige duas longas crónicas que ficaram conhecidas pelo título Lisboa Monumental. Publicadas em Outubro
e Novembro de 1906 [e recolhidas no volume póstumo «Barbear,
Pentear», editado em 1911], foram ilustradas pelos desenhos de
Joaquim Guilherme Santos Silva (Alonso). No seu estilo peculiar - truculento e
desabrido - apresenta a sua visão da capital do futuro e propõe soluções,
formas e modos para alterar a imagem da cidade, para a engrandecer e tornar
cosmopolita, ao mesmo tempo que lança um olhar provocador sobre a sociedade
lisboeta do início de século."
Pelo centenário do nascimento de Fialho de Almeida e com o apoio da Livraria Clássica Editora, proprietária da obra literária do autor, a Câmara Municipal de Lisboa reimprimiu as crónicas neste Lisboa Monumental.
"Para que lembrar outros embelezamentos de que já hoje se deixou ou está deixando passar a oportunidade? A praça Saldanha, que no mesmo caso da Pombal, foi planeada dum bloco, e podia ficar sendo um dos mais encantados sítios da Lisboa recente, caso o Município tivesse levado os construtores à adopção de certos tipos de casa integrados num aro ou todo arquitectónico, lá está cheia de casarões e cubatas imbecis, com um jazigo bacoco ao centro, onde me dizem vão pôr o marechal - ponto é que o Senhor dos Passos, a quem ele ficou a dever 40 contos, não determine penhorar-lhe o poleiro e a vera efígie, com o que nada perderiam as artes monumentais deste país."
(excerto do texto)
Legenda das gravuras:
1- O que poderia e deveria ser a rotunda do Marquês de Pombal no coroamento da Avenida da Liberdade - A entrada para o Parque Eduardo VII.
2 - A malograda comunicação dos jardins da Escola Politécnica e Avenida da Liberdade, que por uma mesquinha questão de preço deixou de realizar-se.
3 - No ponto em que a Avenida Ressano Garcia entra no Campo Grande dizia bem um arco triunfal...
4 - O Terreiro do Paço visto do mar depois da ampliação monumental do cais de desembarque.
5 - Uma das entradas do viaduto - Aspecto da Avenida da Liberdade atravessada pelo viaduto entre S. Pedro de Alcântara e o Campo de Sant'Ana.
6 - Uma exposição industrial no futuro Parque Eduardo VII.
7 - O palácio das festas no morro do Castelo, coroando a cidade com as suas cúpulas.
8 - Futuro Arsenal da Marinha na outra margem do Tejo.
9 - A grande ponte para caminho de ferro e peões, entre as duas Lisboas do futuro.
10 - Bairro operário, do tipo higiénico moderno.
11 - Santa Engrácia restaurada em Panteon.
José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911). "Foi um médico e escritor português. Formou-se em medicina, mas nunca exerceu, preferindo a boémia da noite lisboeta. Dedicou-se à literatura e ao jornalismo até 1893, data em que deixou Lisboa para regressar à sua terra natal - Vila de Frades. O seu estilo literário foi irregular, pautado pelo Naturalismo, procurando as sensações fortes da "vida real". Os seus temas foram principalmente a cidade e o campo. Fialho de Almeida ficou conhecido como um escritor bilioso e colérico, carregado de ressentimentos para com a vida."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito curioso.
Indisponível
Pelo centenário do nascimento de Fialho de Almeida e com o apoio da Livraria Clássica Editora, proprietária da obra literária do autor, a Câmara Municipal de Lisboa reimprimiu as crónicas neste Lisboa Monumental.
"Para que lembrar outros embelezamentos de que já hoje se deixou ou está deixando passar a oportunidade? A praça Saldanha, que no mesmo caso da Pombal, foi planeada dum bloco, e podia ficar sendo um dos mais encantados sítios da Lisboa recente, caso o Município tivesse levado os construtores à adopção de certos tipos de casa integrados num aro ou todo arquitectónico, lá está cheia de casarões e cubatas imbecis, com um jazigo bacoco ao centro, onde me dizem vão pôr o marechal - ponto é que o Senhor dos Passos, a quem ele ficou a dever 40 contos, não determine penhorar-lhe o poleiro e a vera efígie, com o que nada perderiam as artes monumentais deste país."
(excerto do texto)
Legenda das gravuras:
1- O que poderia e deveria ser a rotunda do Marquês de Pombal no coroamento da Avenida da Liberdade - A entrada para o Parque Eduardo VII.
2 - A malograda comunicação dos jardins da Escola Politécnica e Avenida da Liberdade, que por uma mesquinha questão de preço deixou de realizar-se.
3 - No ponto em que a Avenida Ressano Garcia entra no Campo Grande dizia bem um arco triunfal...
4 - O Terreiro do Paço visto do mar depois da ampliação monumental do cais de desembarque.
5 - Uma das entradas do viaduto - Aspecto da Avenida da Liberdade atravessada pelo viaduto entre S. Pedro de Alcântara e o Campo de Sant'Ana.
6 - Uma exposição industrial no futuro Parque Eduardo VII.
7 - O palácio das festas no morro do Castelo, coroando a cidade com as suas cúpulas.
8 - Futuro Arsenal da Marinha na outra margem do Tejo.
9 - A grande ponte para caminho de ferro e peões, entre as duas Lisboas do futuro.
10 - Bairro operário, do tipo higiénico moderno.
11 - Santa Engrácia restaurada em Panteon.
José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911). "Foi um médico e escritor português. Formou-se em medicina, mas nunca exerceu, preferindo a boémia da noite lisboeta. Dedicou-se à literatura e ao jornalismo até 1893, data em que deixou Lisboa para regressar à sua terra natal - Vila de Frades. O seu estilo literário foi irregular, pautado pelo Naturalismo, procurando as sensações fortes da "vida real". Os seus temas foram principalmente a cidade e o campo. Fialho de Almeida ficou conhecido como um escritor bilioso e colérico, carregado de ressentimentos para com a vida."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito curioso.
Indisponível
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*ALMEIDA (Fialho de),
Arquitectura,
Ficção Científica,
Lisboa,
Sátira
31 julho, 2014
MACEDO, José Agostinho de - REFLEXÕES CRITICAS SOBRE O EPISODIO DE ADAMASTOR NAS LUSIADAS, Canto V. Oit. 39. EM FÓRMA DE CARTA. AUTHOR... LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. ANNO DE MDCCCXI. Com licença. In-8º (16cm) de 34, [2] p. ; B.
"Mandava aos seus Discipulos Quintiliano, que, quando ajuizassem de alguma parvoice, que escapasse aos mais abalisados Escriptores da antiguidade, o fizessem sempre com muita modestia, e circunspecção, lembrando-se sempre, que erão grandes Varões. Eu estaria por este Canon do Rethorico, se elle me provasse que os Varões antigos tinhão authoridade para descreverem impunemente os disparates que quizessem; e os Senhores Modernos querem que se observe esta regra, mostrem-me a razão, por hum Gigante ha de ter a liberdade de fazer huma parvoice, e não ha de ter liberdade hum Pigmeo de lhe dizer = Isto, Senhor Gigante, he huma parvoice. =
Vale."
(introdução, A quem quizer ler)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
20€
"Mandava aos seus Discipulos Quintiliano, que, quando ajuizassem de alguma parvoice, que escapasse aos mais abalisados Escriptores da antiguidade, o fizessem sempre com muita modestia, e circunspecção, lembrando-se sempre, que erão grandes Varões. Eu estaria por este Canon do Rethorico, se elle me provasse que os Varões antigos tinhão authoridade para descreverem impunemente os disparates que quizessem; e os Senhores Modernos querem que se observe esta regra, mostrem-me a razão, por hum Gigante ha de ter a liberdade de fazer huma parvoice, e não ha de ter liberdade hum Pigmeo de lhe dizer = Isto, Senhor Gigante, he huma parvoice. =
Vale."
(introdução, A quem quizer ler)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
20€
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*MACEDO (José Agostinho de),
1ª E D I Ç Ã O,
Camoniana,
Estudos críticos,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Reflexões / Pensamentos,
Sátira
19 julho, 2014
NORONHA, Eduardo de – DIARIO DE UM POLICIA. Scenas da politica e da rua, anotadas pelos jornaes. Lisboa, Guimarães & C.ª, 1919. In-8º (18,5cm) de 232 p. ; E.
Obra curiosa e muito invulgar, das menos conhecidas do
autor.
Trata-se do Diário do guarda 444, Bonifácio da Madre de Deus, da 12.ª esquadra de Lisboa.
"Vejamos
quem era essa prestante entidade policial, que, de indole curiosa,
methodica, systematica, por inspiração sua ou por suggestão alheia, se
lembrou de redigir um Diario onde, n'uma serie de apontamentos
lançados á pressa, um tanto atabalhoadamente, sem preoccupações
gramaticaes, é certo, registou todos os acontecimentos que presenceava
ou de que tinha conhecimento. O seu espirito de ordem levou-o a
authenticar, ou melhor, a condimentar esse Diario collando ao lado as
noticias referentes a esses successos publicadas nos jornaes de maior
circulação. O diario regorgitava de notas, de factos, de observações,
constituia um vasto, um amplo repositorio dos incidentes e episodios da
vida politica e social de Lisboa."
(excerto do texto)
Matérias:
I – Atroz desapontamento. II – Episodios e caricaturas. III
– Gatunos e receptadores. IV – Larapios e rufias. V – Arruaças e arruaceiros.
VI – Artistas de… cabeça. VII – Casamentos e lôgros. VIII – O «flirt» do
animatographo. IX – Subsistencias e… falsificações. X – A nove I… XI –
Somnambulas e videntes. XII – Superstições e candices.
Encadernação inteira de tela com ferros gravados a ouro
na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem indicação de registo na Biblioteca Nacional (BNP).
Indisponível
Indisponível
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*NORONHA (Eduardo de),
1ª E D I Ç Ã O,
Autobiog./Memórias,
Crónicas,
Lisboa,
Polícia / Investigação,
Política,
República,
Sátira
21 junho, 2014
COSTA, Roquete de Sequeira e - DEUS GUARDE A V. EX.ª... Historia dos acontecimentos politicos em Portugal, que se seguiram aos relatados no livro Saude e Fraternidade (1926-1928). Lisboa, Livraria Pacheco - Depositaria, 1924. In-8.º (18,5cm) de 207, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Obra satírica de ficção política, publicada no seguimento da obra de Campos Monteiro, «Saúde e Fraternidade».
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco vulgar.
Indisponível
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*COSTA (Roquete de Sequeira e),
1ª E D I Ç Ã O,
Política,
República,
Sátira
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