WIART, Henry Carton de - O EXILIO DA BELGICA. Paginas actuaes : 1914-1915 [na capa, 1917]. Por... Ministro da Justiça. Traducção de X. Paris-Barcelona, Bloud & Gay, éditores, 1917. In-8.º (18,5cm) de 59, [5] p. ; B.
1.ª edição.
"Direito! ao enunciado desta palavra, chegam-me aos ouvidos protestos insultuosos e por vezes sarcasticos.
Direito! dizem honestas gentes que tiveram seuus lares destruidos, cujas familias desappareceram no tormenta e que assistem á insolente occupação de nossas cidades e nossa aldeias, o Direito! que logro! que irrisão! Como! Uma grande potencia de accordo com outras, havia exigido, antes de tudo que a Belgica se conservasse eternamente neutra, bruscamente, em seguida, exigiu que violassemos esta neutralidade em seu proveito e contra os seus co-signatarios. Havia assumido o dever de nos garantir! Ora, covardemente, salta-nos á garganta! Na historia nunca se viu tão flagrante perjurio. Cynicamente, o imperio allemão o reconheceu pela voz de seu chanceller, a 4 de agosto de 1914, da Tribuna do Reichstag."
(Excerto de O direito)
Índice:
- O Respeito ás nacionalidades. - A nacionalidade belga atravez a Historia : o seu espirito de independencia. - A honra na politica. - O Direito. - O soldado belga. - As sympathias brazileiras.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
Reservado
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13 março, 2019
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05 março, 2019
SILVEIRA, Joaquim Henriques Fradesso da - ESTATISTICAS DA INDUSTRIA E DO COMMERCIO DE PORTUGAL. Considerações geraes por... Lisboa, Imprensa nacional, 1872. In-8.º (16,5cm) de 40 p. ; il. mapas estat. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho estatístico sobre o comércio e indústria nacional elaborado no terceiro quartel do século XIX, época caracterizada por instabilidade governativa e más opções políticas que afectaram a economia do país. Ontem como hoje... Primeiro estudo que sobre o assunto se publicou entre nós.
Ilustrado com mapas estatísticos relativos à importação e exportação de mercadorias.
"Ha doze annos foi submetido á consideração do governo, pelo chefe de repartição de estatistica do ministrio das obras publicas, o sr. José de Torres, um relatorio-consulta ácerca da estatistica geral do paiz.
O relatorio está publicado no boletim do ministerio, e com elle ahi jaz o plano proposto.
A estatistica continua irregular, desordenada, quasi inutil, apesar da nomeação de conselhos e commissões, contingente unico offerecido pelos ministros, para execução de um dos mais importantes serviços do estado.
O contribuinte paga - quando paga - é mal servido e queixa-se.
O empregado publico trabalha - quando trabalha - é mal remunerado e lamenta-se.
Para que o contribuinte pague quanto lhe compete, o funccionario trabalhe quanto deve, o serviço seja bem feito, e bem remunerado, cessando todo o fundamento para queixas e lamentações, não basta propor leis, ou promulgar decretos, não basta nomear conselhos ou commissões numerosas.
Facil tarefa seria, ou tem sido, n'este caso a dos ministros.É preciso organisar, dirigir, com actividade, com perseverança, com severidade, dando exemplo aos servidores, e direcção aos serviços.
É absolutamente necessario animar a iniciativa, por tantos modos até agora comprimida, para que nas estações officiaes o eterno conflicto das competencias não seja embaraço perpetuo...
É preciso... governar.
N'isto se resumem as principaes reformas de que realmente carecemos.
É preciso governar.
Mas, desgraçadamente, os ministros, em geral, não governam, porque lhes falta o vigor, porque lhes falta o saber, ou porque a politica - uma repugnante politica - os torna dependentes, irresolutos, e timidos.
Não temos estatistica industrial.
Depende esta estatistica de uma informação local, permanente, e fiscalisada.
Não ha de vir das auctoridades administrativas essa informação, emquanto ellas forem o que são hoje, e o que até hoje têem sido."
(Excerto do preâmbulo)
Joaquim Henriques Fradesso da Silveira GCC • CvA • ComSE (Lisboa, 1825 - Lisboa, 1875). "Foi um oficial do Exército Português, lente de Física e Química na Escola Politécnica de Lisboa, que se distinguiu no campo da meteorologia, da metrologia e da política, sendo autor de extensa obra sobre temática industrial. Foi deputado às Cortes e sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro e muito interessante.
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1.ª edição.
Curioso trabalho estatístico sobre o comércio e indústria nacional elaborado no terceiro quartel do século XIX, época caracterizada por instabilidade governativa e más opções políticas que afectaram a economia do país. Ontem como hoje... Primeiro estudo que sobre o assunto se publicou entre nós.
Ilustrado com mapas estatísticos relativos à importação e exportação de mercadorias.
"Ha doze annos foi submetido á consideração do governo, pelo chefe de repartição de estatistica do ministrio das obras publicas, o sr. José de Torres, um relatorio-consulta ácerca da estatistica geral do paiz.
O relatorio está publicado no boletim do ministerio, e com elle ahi jaz o plano proposto.
A estatistica continua irregular, desordenada, quasi inutil, apesar da nomeação de conselhos e commissões, contingente unico offerecido pelos ministros, para execução de um dos mais importantes serviços do estado.
O contribuinte paga - quando paga - é mal servido e queixa-se.
O empregado publico trabalha - quando trabalha - é mal remunerado e lamenta-se.
Para que o contribuinte pague quanto lhe compete, o funccionario trabalhe quanto deve, o serviço seja bem feito, e bem remunerado, cessando todo o fundamento para queixas e lamentações, não basta propor leis, ou promulgar decretos, não basta nomear conselhos ou commissões numerosas.
Facil tarefa seria, ou tem sido, n'este caso a dos ministros.É preciso organisar, dirigir, com actividade, com perseverança, com severidade, dando exemplo aos servidores, e direcção aos serviços.
É absolutamente necessario animar a iniciativa, por tantos modos até agora comprimida, para que nas estações officiaes o eterno conflicto das competencias não seja embaraço perpetuo...
É preciso... governar.
N'isto se resumem as principaes reformas de que realmente carecemos.
É preciso governar.
Mas, desgraçadamente, os ministros, em geral, não governam, porque lhes falta o vigor, porque lhes falta o saber, ou porque a politica - uma repugnante politica - os torna dependentes, irresolutos, e timidos.
Não temos estatistica industrial.
Depende esta estatistica de uma informação local, permanente, e fiscalisada.
Não ha de vir das auctoridades administrativas essa informação, emquanto ellas forem o que são hoje, e o que até hoje têem sido."
(Excerto do preâmbulo)
Joaquim Henriques Fradesso da Silveira GCC • CvA • ComSE (Lisboa, 1825 - Lisboa, 1875). "Foi um oficial do Exército Português, lente de Física e Química na Escola Politécnica de Lisboa, que se distinguiu no campo da meteorologia, da metrologia e da política, sendo autor de extensa obra sobre temática industrial. Foi deputado às Cortes e sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro e muito interessante.
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08 fevereiro, 2019
1.ª edição.
Importante subsídio para a história dos prisioneiros da Grande Guerra.
"A Cruz Vermelha, a qual nos apraz dizer, muito tem progredido durante a presente guerra e largamente tem exercido entre os belligerantes, com a cooperação das potencias neutras, a sua benefica influencia, foi fundada com um objectivo - o da humanidade.
A sua creação foi inspirada pelo desejo de mitigar, até certo ponto, as cruezas da guerra, especialmente entre aquelles cujos ferimentos, embora sem serem fataes, os tivessem debilitado e incapacitado.
No decurso desta guerra, o vasto numero de combatentes tem produzido uma classe de infelizes de um typo, por assim dizer, novo, pois que se essa classe já antes existia, nunca chegou a attingir as suas actuaes proporções. Queremos referir-nos aos prisioneiros de guerra. Estes estão tambem invalidos, incapazes de resistir, e expostos á mercê do inimigo, que os forçou a render-se e supplicar lhes fossem poupadas as vidas.
O prisioneiro que consegue escapar incólume da batalha é certamente menos digno do que o soldado que foi ferido e se acha retido no leito do hospital. Comtudo, o captiveiro, esse exilio involuntario, longe da patria, longe dos seus, com os quaes só pode communicar raras e incertas vezes, combinando com o ocio forçado, produz torturas moraes que recrudescem á medida que a guerra se vai prolongando."
(Excerto da correspondência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas e interior com manchas de oxidação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€
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23 janeiro, 2019
CARVALHO, Torres de - "NAZIS" : aspectos citadinos e políticos da Alemanha. [Prefácio de António da Costa Cabral, Ministro Plenipotenciário, antigo Ministro de Portugal em Berlim]. Lisboa, Henrique Torres : Editor, 1933. In-8.º (18,5cm) de 167, [1] p. ; [9] f. il. ; B.
1.ª edição.
Reportagem efectuada por um jornalista português na Alemanha nazi seis anos antes da eclosão da 2.ª Guerra Mundial. Trata-se de um importante documento histórico que inclui, além das impressões de viagem do autor - conhecido germanófilo -, um conjunto de entrevistas aos principais líderes alemães - todos homens da confiança de Hitler: Rudolf Hess, Adjunto do Führer; Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Reich; Alfred Rosenberg, principal teórico do Nacional-Socialismo; Ernst Röhm, Chefe da milícia alemã; Hans Frank, Advogado, Ministro da Justiça da Baviera; Arthur Schumann, Chefe do Serviço de Inteligência Política do NSDAP, Ministério das Relações Exteriores do PNS; Dr. E. Pflaumer, Cirurgião e professor da Faculdade de Medicina de Enlangen, Baviera. Vem ainda reproduzido o último discurso de Hitler, pronunciado no Reichstag, na noite de 14 de Outubro de 1933, por ocasião da renúncia da Alemanha à Sociedade das Nações.
Livro ilustrado com nove fotogravuras extratexto, impressas sobre papel couché, reproduzindo os retratos de Hitler e dos entrevistados, e de uma parada militar em Nuremberga.
"Para compreender a transcendência do movimento que vem transformando a Alemanha são indispensaveis livros como êste. Quotidianamente tem o simples leitor de gazêtas ou o estudioso ensejo de conhecer o desenrolar dos acontecimentos e tudo o que o Partido Nacional-Socialista tem demolido, substituido ou criado no «Terceiro Reich». Mas a rapida leitura da imprensa diaria não é, por certo, informação suficiente por desconnexa e, em geral, pouco profunda.O livro, sim, esse compendia e metodisa o que convem ou interessa sabêr.
A grande massa de pessôas que já hoje, entre nós, se preocupa com o que se passa além fronteiras, isto é, que acompanha com curiosidade e ainda com desejo de aprender e perceber a evolução das instituições dos Estados que adoptaram novas formulas para resolução dos problemas políticos e sociais da hora presente, merecia que pela penna de um jornalista experimentado e de justa visão, lhe fôssem servidas, sôb forma atrahente e de suma elegancia estilistica, algumas verdades sôbre o Hitlerismo."
(Excerto do Prefácio)
"Vais lêr um livro que fala da Alemanha actual, dêsse país onde Hitler domina, dêsse ponto da Europa que provoca as atenções do mundo inteiro.
É um livro escrito por um jornalista que esteve na Alemanha, fazendo reportagem, que ali foi alheio à política, tratar de política, colhêr impressões, relatando os acontecimentos tais como o são, imparcialmente, naturalmente, sem coacções nem facciosismos.
A Alemanha atravessa um dos momentos mais melindrosos.
Todas as apreciações, ácêrca dela, são, por enquanto, extemporâneas.
Hitler procura-a restabelecer do mal que a ia victimando: o comunismo.
Os mesmos remédios que curam, tomados em excesso, muitas vezes provocam a morte. Aguardemos, portanto.
Hitler pretende despertar a Alemanha, purificar a raça, impedir aos judêus o direito de cidadãos, criar uma nova Alemanha... Para isso dispende uma actividade sobrehumana; discursa, faz prelecções, entusiasmando, estimulando o povo a acompanhá-lo nos seus ideais."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias: - Prefácio. Palavras de Verdade. - [Preâmbulo]. - Hamburgo. - Berlim. - Munich. - O Congresso de Nürnberg. - Bremen. - O pensamento de Hitler, atravez um dos seus discursos. - [Entrevistas]. - O ultimo discurso de Hitler, pronunciado, na noite de 14 de Outubro, por ocasião da saida da Alemanha, da Sociedade das Nações.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
1.ª edição.
Reportagem efectuada por um jornalista português na Alemanha nazi seis anos antes da eclosão da 2.ª Guerra Mundial. Trata-se de um importante documento histórico que inclui, além das impressões de viagem do autor - conhecido germanófilo -, um conjunto de entrevistas aos principais líderes alemães - todos homens da confiança de Hitler: Rudolf Hess, Adjunto do Führer; Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Reich; Alfred Rosenberg, principal teórico do Nacional-Socialismo; Ernst Röhm, Chefe da milícia alemã; Hans Frank, Advogado, Ministro da Justiça da Baviera; Arthur Schumann, Chefe do Serviço de Inteligência Política do NSDAP, Ministério das Relações Exteriores do PNS; Dr. E. Pflaumer, Cirurgião e professor da Faculdade de Medicina de Enlangen, Baviera. Vem ainda reproduzido o último discurso de Hitler, pronunciado no Reichstag, na noite de 14 de Outubro de 1933, por ocasião da renúncia da Alemanha à Sociedade das Nações.
Livro ilustrado com nove fotogravuras extratexto, impressas sobre papel couché, reproduzindo os retratos de Hitler e dos entrevistados, e de uma parada militar em Nuremberga.
O jornalista Torres de Carvalho, no livro intitulado Nazis -
que constitui um notável documento sobre a Alemanha dos anos 30, com curiosos
comentários aos importantes acontecimentos que então ali se verificavam, e que
constituíram marcos importantes da ascensão do Nazismo, e com entrevistas a
alguns responsáveis máximos do governo nacional-socialista (Hess, Goebbels,
Rosenberg, Ernst Rohm, Hans Frank) - manifesta um tom aparentemente
desapaixonado, em que mesmo se nota algum receio pelos excessos de alguns partidários
de Hitler, não é de admirar que acabe por manifestar alguma admiração pelo
Führer e que, no prefácio, o embaixador em Berlim, António da Costa Cabral,
revele alguma compreensão por esses excessos, admitindo que eles acabarão por
ser sanados.
No Prefácio, que se intitula "Palavras de verdade", diz o embaixador de Portugal na Alemanha: "A mocidade do Führer e dos seus sequazes, longe de se me afigurar perigosa, julgo-a favorável à instauração de um novo estado de coisas. Se xenofobia existe nas juventudes nacionalsocialistas alemãs, esse excesso de patriotismo deve sanar-se mercê da clarividente actuação dos seus Chefes supremos, que apenas procuram o bem público pelos processos que a mentalidade germânica mais favoriza e que nós, latinos, repudiaríamos e não compreendemos".
(Luís Reis Torgal. Salazarismo, Alemanha e Europa, Revista
de Historia das Ideias Vol. 16 1994)No Prefácio, que se intitula "Palavras de verdade", diz o embaixador de Portugal na Alemanha: "A mocidade do Führer e dos seus sequazes, longe de se me afigurar perigosa, julgo-a favorável à instauração de um novo estado de coisas. Se xenofobia existe nas juventudes nacionalsocialistas alemãs, esse excesso de patriotismo deve sanar-se mercê da clarividente actuação dos seus Chefes supremos, que apenas procuram o bem público pelos processos que a mentalidade germânica mais favoriza e que nós, latinos, repudiaríamos e não compreendemos".
"Para compreender a transcendência do movimento que vem transformando a Alemanha são indispensaveis livros como êste. Quotidianamente tem o simples leitor de gazêtas ou o estudioso ensejo de conhecer o desenrolar dos acontecimentos e tudo o que o Partido Nacional-Socialista tem demolido, substituido ou criado no «Terceiro Reich». Mas a rapida leitura da imprensa diaria não é, por certo, informação suficiente por desconnexa e, em geral, pouco profunda.O livro, sim, esse compendia e metodisa o que convem ou interessa sabêr.
A grande massa de pessôas que já hoje, entre nós, se preocupa com o que se passa além fronteiras, isto é, que acompanha com curiosidade e ainda com desejo de aprender e perceber a evolução das instituições dos Estados que adoptaram novas formulas para resolução dos problemas políticos e sociais da hora presente, merecia que pela penna de um jornalista experimentado e de justa visão, lhe fôssem servidas, sôb forma atrahente e de suma elegancia estilistica, algumas verdades sôbre o Hitlerismo."
(Excerto do Prefácio)
"Vais lêr um livro que fala da Alemanha actual, dêsse país onde Hitler domina, dêsse ponto da Europa que provoca as atenções do mundo inteiro.
É um livro escrito por um jornalista que esteve na Alemanha, fazendo reportagem, que ali foi alheio à política, tratar de política, colhêr impressões, relatando os acontecimentos tais como o são, imparcialmente, naturalmente, sem coacções nem facciosismos.
A Alemanha atravessa um dos momentos mais melindrosos.
Todas as apreciações, ácêrca dela, são, por enquanto, extemporâneas.
Hitler procura-a restabelecer do mal que a ia victimando: o comunismo.
Os mesmos remédios que curam, tomados em excesso, muitas vezes provocam a morte. Aguardemos, portanto.
Hitler pretende despertar a Alemanha, purificar a raça, impedir aos judêus o direito de cidadãos, criar uma nova Alemanha... Para isso dispende uma actividade sobrehumana; discursa, faz prelecções, entusiasmando, estimulando o povo a acompanhá-lo nos seus ideais."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias: - Prefácio. Palavras de Verdade. - [Preâmbulo]. - Hamburgo. - Berlim. - Munich. - O Congresso de Nürnberg. - Bremen. - O pensamento de Hitler, atravez um dos seus discursos. - [Entrevistas]. - O ultimo discurso de Hitler, pronunciado, na noite de 14 de Outubro, por ocasião da saida da Alemanha, da Sociedade das Nações.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
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15 dezembro, 2018
HUGO, Victor - NAPOLEÃO O PEQUENO. Volume I [Volume II e Volume III]. Lisboa, Empreza da Historia de Portugal : Sociedade editora, 1901. 3 vols in-8.º (18,5cm) de 158, [2] p. (I), 160 p. (II) e 156, [4] p. ; E. num único tomo. Col. Os Romances Celebres, X
Romance polémico de Victor Hugo em 3 volumes (completo). "Napoléon le Petit (no original) foi um romance político de Victor Hugo, publicado em 1852. Criticava o governo de Napoleão III e a política do Segundo Império Francês. Hugo viveu no exílio em Guernsey durante a maior parte do reinado de Napoleão III, e as suas críticas tiveram eco no país dado que era uma das personalidades mais proeminentes e respeitadas da época. Neste trabalho, pela primeira vez foi utilizado o "esquema" 2+2=5 como uma negação da verdade pela autoridade. A obra foi contrabandeada para França tendo sido utilizados os mais variados estratagemas de dissimulação (entre fardos de palha, latas de sardinha, etc.), para ser copiada e distribuída, e lida em reuniões secretas."
(Fonte: wikipédia)
"Quinta-feira 20 de Dezembro de 1848, achava-se em sessão a Assembleia constituinte, rodeada de um imponente desdobramento de tropas. Em seguida a leitura de um relatorio do representante Wladeck Rousseau, feito em nome da commissão encarregada de verificar o escrutinio da eleição á presidencia da Republica, relatorio onde se notava esta phrase que resumia todo o seu pensamento: «É o sello da sua inviolavel potencia que a propria nação, por meio d'esta admiravel execução dada á lei fundamental, colloca sobre a Constituição para a tornar sagrada e inviolavel»; no meio do profundo silencio dos novecentos constituintes reunidos em massa, o presidente da Assembleia nacional constituinte, Armando Marrast, levantou-se e disse:
«Em nome do povo francez;
«Atendendo que o cidadão Carlos Luiz Napoleão Bonaparte, nascido em Paris, possue as faculdades de elegibilidade prescriptas pelo pelo artigo 44 da Constituição;
«Attendendo que, no escrutinio aberto em todo o territorio da Republica para a eleição do presidente, reuniu a maioria absoluta dos suffragios;
«Em virtude dos artigos 47 e 48 da Constituição, a Assembleia nacional proclama-o presidente da Republica desde o presente dia até ao segundo domingo de Maio de 1852»."
(Excerto do Cap. I, O 20 de dezembro de 1848)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto do vol. I.
Invulgar.
10€
Romance polémico de Victor Hugo em 3 volumes (completo). "Napoléon le Petit (no original) foi um romance político de Victor Hugo, publicado em 1852. Criticava o governo de Napoleão III e a política do Segundo Império Francês. Hugo viveu no exílio em Guernsey durante a maior parte do reinado de Napoleão III, e as suas críticas tiveram eco no país dado que era uma das personalidades mais proeminentes e respeitadas da época. Neste trabalho, pela primeira vez foi utilizado o "esquema" 2+2=5 como uma negação da verdade pela autoridade. A obra foi contrabandeada para França tendo sido utilizados os mais variados estratagemas de dissimulação (entre fardos de palha, latas de sardinha, etc.), para ser copiada e distribuída, e lida em reuniões secretas."
(Fonte: wikipédia)
"Quinta-feira 20 de Dezembro de 1848, achava-se em sessão a Assembleia constituinte, rodeada de um imponente desdobramento de tropas. Em seguida a leitura de um relatorio do representante Wladeck Rousseau, feito em nome da commissão encarregada de verificar o escrutinio da eleição á presidencia da Republica, relatorio onde se notava esta phrase que resumia todo o seu pensamento: «É o sello da sua inviolavel potencia que a propria nação, por meio d'esta admiravel execução dada á lei fundamental, colloca sobre a Constituição para a tornar sagrada e inviolavel»; no meio do profundo silencio dos novecentos constituintes reunidos em massa, o presidente da Assembleia nacional constituinte, Armando Marrast, levantou-se e disse:
«Em nome do povo francez;
«Atendendo que o cidadão Carlos Luiz Napoleão Bonaparte, nascido em Paris, possue as faculdades de elegibilidade prescriptas pelo pelo artigo 44 da Constituição;
«Attendendo que, no escrutinio aberto em todo o territorio da Republica para a eleição do presidente, reuniu a maioria absoluta dos suffragios;
«Em virtude dos artigos 47 e 48 da Constituição, a Assembleia nacional proclama-o presidente da Republica desde o presente dia até ao segundo domingo de Maio de 1852»."
(Excerto do Cap. I, O 20 de dezembro de 1848)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto do vol. I.
Invulgar.
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07 dezembro, 2018
UNIÃO REPUBLICANA - PROGRAMMA E ESTATUTO. Séde. Largo do Calhariz, 17. Lisboa. [Lisboa], [s.n.], [1912]. In-8.º (22cm) de 31, [1] p. a 2 cols (inc. capas)
1.ª edição.
Opúsculo raro, com interesse para a história da República. Trata-se do documento programático e estatutário da União Republicana, partido fundado por Brito Camacho em 1912, que resultou da cisão com o PRP de Afonso Costa.
"O partido político que se denominou União Republicana surgiu anunciado em 26 de Fevereiro de 1912, por iniciativa de Brito Camacho (um dos principais protagonistas do novo regime e director do jornal A Lucta) acompanhado, nessa iniciativa pelos seus “amigos políticos” (expressão muito frequente entre os novos chefes políticos, para se referirem aos seus correligionários); e surgiu – tal como o Partido Evolucionista, que apareceu na mesma altura, por iniciativa de António José de Almeida – de um processo de cisão e demarcação do partido a que todos pertenciam, que fora o seu tronco comum e onde tinham a sua base social de apoio: o Partido Republicano Português.
Aparentemente, a constituição destes novos partidos deveu-se ao radicalismo político no Partido Republicano Português, sob a influência dominante de Afonso Costa.
A União Republicana colhera a sua base social de apoio no Partido Republicano Português. Era nessa base que residia a legitimidade da sua representação política. Tinha, portanto, de a mobilizar e identificar para a sua diferenciação específica, sob o risco de ter um déficit de legitimidade social e a prazo, converter-se numa “patrulha” política (como tantas vezes será apodada pelos “democráticos”) cooperando, instrumentalmente, com os governos que se iam sucedendo no Poder. Para superar estes perigos, a União Republicana, ao constituir-se escolheu uma Comissão Politica e uma Comissão Administrativa (27 de Março); elaborou e publicitou um Programa e publicou uns Estatutos."
(Fonte:https://vilanovaonline.pt/2017/12/17/partidos-e-movimentos-politicos-1910-1974-uniao-republicana-1912-1919-norberto-cunha/)
"A unidade do partido republicano historico manteve-se até ser banida a Monarchia, porque era uma convergencia de forças imposta pela necessidade de produzir o mais rapidamente possivel o maximo effeito util. Havia um programma doutrinario, que todos aceitavam, embora sobre muitos dos principios e disposições que elle consignava, as opiniões fossem varias, e algumas vezes irreducctiveis. Mas uma aspiração commum enfeixava todas as vontades, ruduzia ao systema uma ou outra energia rebelde, que parecia acomodar-se mal dentro da acção que era necessario intensificar para que o triumpho fosse decisivo e rapido.
Tal unidade desapareceu inteiramente ao entrar-se no exercicio normal do regimen republicano, cada qual reivindicando uma ampla liberdade de pensar, e procurando integrar-se em agrupamentos ou partidos que sejam o instrumento de realisação do seu pensamento em materia de administração publica. Taes agrupamentos, para que não tenham o ar e a inconsistencia d'uma multidão gregaria, precisam assentar n'uma solida base de ideias e sentimentos, ideias que sejam communs e sentimentos que sejam reciprocos. A União Republicana é uma agrupamento d'essa natureza, um verdadeiro partido politico, tomadas as palavras no seu alto e rigoroso significado.
O que se propõe fazer?
Propõe-se congregar e disciplinar todas as energias aproveitaveis, por qualquer titulo, na obra de regeneração nacional, que é urgente emprehender e levar a cabo. E porque considera a Republica como o instrumento indispensavel d'essa regeneração, os seus melhores esforços empregal-os-ha na consciente republicanisação do Paiz, servindo-se para isso de todos os meios efficazes e legitimos de propaganda - o jornal, o livro, o folheto, o comicio, a conferencia."
(Excerto do preâmbulo)
Manuel de Brito Camacho (1862-1934). "Nasceu em Aljustrel a 12 de Fevereiro de 1862. Médico, escritor, jornalista (fundando o jornal A Lucta), deputado (pela primeira vez em 1908) e político, seria uma das mais destacadas figuras da República, fazendo a sua iniciação política no contexto do Ultimatum. Teve um papel de alguma importância no '5 de Outubro'. Ministro do Fomento do Governo Provisório, tem uma importante obra legislativa, sendo igualmente da sua autoria o famigerado 'decreto-burla' sobre o direito à greve. Líder do Partido União Republicana, conservador, combate a hegemonia 'afonsista' e as políticas democráticas, nomeadamente a participação portuguesa no teatro de guerra europeu. Apoia, inicialmente, o sidonismo. Depois de 1918 e após a fusão do partido unionista e do evolucionista, desliga-se da política. Aceitará, contudo, em 1921, o cargo de Alto Comissário em Moçambique. Morreu em Lisboa a 19 de Setembro de 1934."
(Fonte: http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/biografias?registo=Brito%20Camacho)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Muito raro.
Com interesse histórico.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
Peça de colecção.
Indisponível
1.ª edição.
Opúsculo raro, com interesse para a história da República. Trata-se do documento programático e estatutário da União Republicana, partido fundado por Brito Camacho em 1912, que resultou da cisão com o PRP de Afonso Costa.
"O partido político que se denominou União Republicana surgiu anunciado em 26 de Fevereiro de 1912, por iniciativa de Brito Camacho (um dos principais protagonistas do novo regime e director do jornal A Lucta) acompanhado, nessa iniciativa pelos seus “amigos políticos” (expressão muito frequente entre os novos chefes políticos, para se referirem aos seus correligionários); e surgiu – tal como o Partido Evolucionista, que apareceu na mesma altura, por iniciativa de António José de Almeida – de um processo de cisão e demarcação do partido a que todos pertenciam, que fora o seu tronco comum e onde tinham a sua base social de apoio: o Partido Republicano Português.
Aparentemente, a constituição destes novos partidos deveu-se ao radicalismo político no Partido Republicano Português, sob a influência dominante de Afonso Costa.
A União Republicana colhera a sua base social de apoio no Partido Republicano Português. Era nessa base que residia a legitimidade da sua representação política. Tinha, portanto, de a mobilizar e identificar para a sua diferenciação específica, sob o risco de ter um déficit de legitimidade social e a prazo, converter-se numa “patrulha” política (como tantas vezes será apodada pelos “democráticos”) cooperando, instrumentalmente, com os governos que se iam sucedendo no Poder. Para superar estes perigos, a União Republicana, ao constituir-se escolheu uma Comissão Politica e uma Comissão Administrativa (27 de Março); elaborou e publicitou um Programa e publicou uns Estatutos."
(Fonte:https://vilanovaonline.pt/2017/12/17/partidos-e-movimentos-politicos-1910-1974-uniao-republicana-1912-1919-norberto-cunha/)
"A unidade do partido republicano historico manteve-se até ser banida a Monarchia, porque era uma convergencia de forças imposta pela necessidade de produzir o mais rapidamente possivel o maximo effeito util. Havia um programma doutrinario, que todos aceitavam, embora sobre muitos dos principios e disposições que elle consignava, as opiniões fossem varias, e algumas vezes irreducctiveis. Mas uma aspiração commum enfeixava todas as vontades, ruduzia ao systema uma ou outra energia rebelde, que parecia acomodar-se mal dentro da acção que era necessario intensificar para que o triumpho fosse decisivo e rapido.
Tal unidade desapareceu inteiramente ao entrar-se no exercicio normal do regimen republicano, cada qual reivindicando uma ampla liberdade de pensar, e procurando integrar-se em agrupamentos ou partidos que sejam o instrumento de realisação do seu pensamento em materia de administração publica. Taes agrupamentos, para que não tenham o ar e a inconsistencia d'uma multidão gregaria, precisam assentar n'uma solida base de ideias e sentimentos, ideias que sejam communs e sentimentos que sejam reciprocos. A União Republicana é uma agrupamento d'essa natureza, um verdadeiro partido politico, tomadas as palavras no seu alto e rigoroso significado.
O que se propõe fazer?
Propõe-se congregar e disciplinar todas as energias aproveitaveis, por qualquer titulo, na obra de regeneração nacional, que é urgente emprehender e levar a cabo. E porque considera a Republica como o instrumento indispensavel d'essa regeneração, os seus melhores esforços empregal-os-ha na consciente republicanisação do Paiz, servindo-se para isso de todos os meios efficazes e legitimos de propaganda - o jornal, o livro, o folheto, o comicio, a conferencia."
(Excerto do preâmbulo)
Manuel de Brito Camacho (1862-1934). "Nasceu em Aljustrel a 12 de Fevereiro de 1862. Médico, escritor, jornalista (fundando o jornal A Lucta), deputado (pela primeira vez em 1908) e político, seria uma das mais destacadas figuras da República, fazendo a sua iniciação política no contexto do Ultimatum. Teve um papel de alguma importância no '5 de Outubro'. Ministro do Fomento do Governo Provisório, tem uma importante obra legislativa, sendo igualmente da sua autoria o famigerado 'decreto-burla' sobre o direito à greve. Líder do Partido União Republicana, conservador, combate a hegemonia 'afonsista' e as políticas democráticas, nomeadamente a participação portuguesa no teatro de guerra europeu. Apoia, inicialmente, o sidonismo. Depois de 1918 e após a fusão do partido unionista e do evolucionista, desliga-se da política. Aceitará, contudo, em 1921, o cargo de Alto Comissário em Moçambique. Morreu em Lisboa a 19 de Setembro de 1934."
(Fonte: http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/biografias?registo=Brito%20Camacho)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Muito raro.
Com interesse histórico.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
Peça de colecção.
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18 novembro, 2018
TAVARES, Álvaro - DO INDIGENATO À CIDADANIA. O Diploma Legislativo N.º 1.364, de 7 de Outubro de 1946. [Separata do «Boletim Cultural da Guiné Portuguesa» N.º 8 - Outubro de 1947]. [S.l.], [s.n.], 1947. In-4.º (24cm) de [16] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Histórico diploma legislativo que põe cobro ao estatuto dos «assimilados» nos domínios ultramarinos portugueses.
Livro ilustrado com uma vinheta tipográfica e o desenho de um indígena no final do texto.
"A Constituição Política consagra o princípio da igualdade dos cidadãos perante a Lei, o que envolve nos precisos termos do parágrafo único do seu artigo 5.º a negação de qualquer privilégio, de nascimento, nobreza, título nobiliárquico, sexo ou condição social.
É certo que o considerar ou chamar assimilados àqueles indivíduos que do indigenato ascenderam à cidadania não importa o estabelecimento de uma distinção ou diferenciação entre cidadãos para o efeito de se lhes negar igualdade aos demais cidadãos perante a Lei.
Não obstante, implicava uma descriminação inconveniente como todas as descriminações.
Criara-se pelo Diploma chamado «dos assimilados» uma categoria de novos cidadãos a quem constantemente se fazia recordar a sua recente desintegração do indigenato, a sua recente emancipação de usos e costumes próprios próprios da sua raça.
Mais ainda, como pelo mesmo Diploma os filhos dos assimilados, assimilados eram, tal descriminação ir-se-ia sucedendo indefinidamente.
Ora nenhum objectivo útil se vislumbrava com tal descriminação e tudo depunha contra ela.
Foi a essa indesejável designação jurídica de assimilado que veio pôr temo o Diploma Legislativo n.º 1.364, de 7 de Outubro de 1946, já conhecido por «Diploma dos cidadãos».
E no relatório justifica-se ainda a orientação seguida na elaboração do diploma com estas judiciosas considerações:
«Sendo da essência orgânica da Nação Portuguesa civilizar as populações indígenas dos domínios ultramarinos, deve, por esta superior razão, encarar-se com verdadeiro júbilo o reconhecimento de todos os progressos - honestos, graduais e seguros - verificados nesse campo. Por cada novo cidadão responsável que se desprenda do indigenato, é mais um esforço civilizador, que se preenche».
«No entanto, para não sermos levados por fáceis triunfos - e não menos falsos benefícios de resultados espectaculares, mas de fundamentos precários e duração transitória; e para não aviltar, concedendo-o imerecidamente, um direito que deve ser apenas legítima aspiração de todo o homem que ascendeu, deve rodear-se o processo de todas as cautelas e instruir-se com todas as garantias».
Que não se cultivem ilusões, nem se limitem regalias. Fiel ao espírito das leis basilares, este diploma garante a concessão de direitos a todos aqueles que os merecem, dentro da razão, da verdade e da justiça - às quais há sempre que juntar a inegualável humanidade do domínio português.»"
(Excerto do texto)
[Descriminam-se de seguida os 5 artigos que compõem o Diploma n.º 1.364, devidamente justificados e explicados].
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€
1.ª edição independente.
Histórico diploma legislativo que põe cobro ao estatuto dos «assimilados» nos domínios ultramarinos portugueses.
Livro ilustrado com uma vinheta tipográfica e o desenho de um indígena no final do texto.
"A Constituição Política consagra o princípio da igualdade dos cidadãos perante a Lei, o que envolve nos precisos termos do parágrafo único do seu artigo 5.º a negação de qualquer privilégio, de nascimento, nobreza, título nobiliárquico, sexo ou condição social.
É certo que o considerar ou chamar assimilados àqueles indivíduos que do indigenato ascenderam à cidadania não importa o estabelecimento de uma distinção ou diferenciação entre cidadãos para o efeito de se lhes negar igualdade aos demais cidadãos perante a Lei.
Não obstante, implicava uma descriminação inconveniente como todas as descriminações.
Criara-se pelo Diploma chamado «dos assimilados» uma categoria de novos cidadãos a quem constantemente se fazia recordar a sua recente desintegração do indigenato, a sua recente emancipação de usos e costumes próprios próprios da sua raça.
Mais ainda, como pelo mesmo Diploma os filhos dos assimilados, assimilados eram, tal descriminação ir-se-ia sucedendo indefinidamente.
Ora nenhum objectivo útil se vislumbrava com tal descriminação e tudo depunha contra ela.
Foi a essa indesejável designação jurídica de assimilado que veio pôr temo o Diploma Legislativo n.º 1.364, de 7 de Outubro de 1946, já conhecido por «Diploma dos cidadãos».
E no relatório justifica-se ainda a orientação seguida na elaboração do diploma com estas judiciosas considerações:
«Sendo da essência orgânica da Nação Portuguesa civilizar as populações indígenas dos domínios ultramarinos, deve, por esta superior razão, encarar-se com verdadeiro júbilo o reconhecimento de todos os progressos - honestos, graduais e seguros - verificados nesse campo. Por cada novo cidadão responsável que se desprenda do indigenato, é mais um esforço civilizador, que se preenche».
«No entanto, para não sermos levados por fáceis triunfos - e não menos falsos benefícios de resultados espectaculares, mas de fundamentos precários e duração transitória; e para não aviltar, concedendo-o imerecidamente, um direito que deve ser apenas legítima aspiração de todo o homem que ascendeu, deve rodear-se o processo de todas as cautelas e instruir-se com todas as garantias».
Que não se cultivem ilusões, nem se limitem regalias. Fiel ao espírito das leis basilares, este diploma garante a concessão de direitos a todos aqueles que os merecem, dentro da razão, da verdade e da justiça - às quais há sempre que juntar a inegualável humanidade do domínio português.»"
(Excerto do texto)
[Descriminam-se de seguida os 5 artigos que compõem o Diploma n.º 1.364, devidamente justificados e explicados].
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
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30 outubro, 2018
ABRAM OS OLHOS! 2.ª edição (aumentada). [S.l.], Oficinas Gráficas da Companhia Editora do Minho - Barcelos, 1949. In-8.º (18,5cm) de 68, [1] p. ; B.
Folheto de propaganda anti comunista, publicado pouco após o final da 2.ª Guerra Mundial, numa época em que a União Soviética procurava expandir a sua influência planetária.
"Portugueses. O folheto que ides ler deverá esclarecer-vos, abrindo bem os vossos olhos à luz da Verdade.
Vereis como é preciso desconfiar de quantos, ao falar-se de perigo comunista, dizem, sorrindo, que tal perigo não existe em Portugal.
Os que assim falam, procedem como servidores do comunismo e, como tais, os deveis tratar, não esquecendo que os comunistas dirigentes de maior categoria nunca dizem que o são, até negam.
Desconfiar, também, de quantos dizem não querer saber de política, que querem estar bem com todos, que respeitam todas as ideias e atitudes. É outra forma de servir o Inimigo.
Desconfiar, ainda, dos que mudam de assunto quando são comentadas atitudes comunistas ou comunisantes e, quando não podem deixar de ouvir os comentários, se retraem ao silêncio.
Desconfiar mais, se mais é possível, de quantos se dizem católicos, até ostensivamente praticantes de culto externo, e acrescentam, intencionalmente, nada ter a religião com a política, e que toda a política é legítima aos católicos desde que respeite a religião dentro do campo das crenças, único próprio da religião. [...]
O comunismo apresenta-se como democratismo, que, na verdade, é caminho para ele.
Ainda há poucos meses em Portugal o vimos. O democratismo português é tão aliado do comunismo que até por este é absorvido.
Por isso desconfiar dos que se afirmam só democráticos mas, pràticamente, são servidores do comunismo com o qual estão aliados na luta contra o Estado Novo português.
E os aliados estão incursos na mesma condenação do Santo Padre."
(Excerto da introdução)
Matérias:
- [Preâmbulo]. - «Se eles vencessem»... : O que eles já teriam feito em Portugal, Artigo de Correia Marques. - Se eles vencessem... : Pior que a Gestapo. O Conselho Superior de Defesa da RRepública com poderes descricionários e «livre trânsito» iniciaria o trabalho de depuração política, tanto nos sectores oficiais como particulares. - Se eles vencessem... : Preparava-se a perseguição civil e religiosa em todos os ponto do País e em todas as províncias ultramarinas. A igreja seria submetida a um regime especial muito parecido ao que impuseram os déspotas de Praga e Budapeste. O governo nomearia os funcionários que quisesse e escolheria os altos postos do Exército, da Armada e da Justiça. Para preenchimento das «vagas» seriam nomeados em chusma os perfeitos republicanos. Voltaria a vigorar com todo o seu rigor a lei de separação, a lei de «garras e colmilhos». - Continua o perigo! : A Hidra das Sete Cabeças jactando-se de que são a maior e melhor força anti-fascista organizada. - Se eles vencessem... : Reflexos & Reflexões. - Texto do Decreto do Santo Ofício sobre os católicos e o comunismo. - A Igreja perante o comunismo : Incorrem "ipso facto" no perigo de excomunhão os católicos que professem as doutrinas materialistas e anticristãs do comunismo e especialmente os que as defendem e propagam. - Contra a grande heresia do nosso tempo : Ser comunista para os católicos equivale a abandonar voluntariamente a Igreja. - Segundo a interpretação dada no Vaticano à recente decisão do Sumo Pontífice,o decreto do Santo Ofício não excomunga apenas os católicos comunistas mas também os católicos que apoiarem o comunismo embora não filiados no Partido. - O Santo Padre dirigiu a palavra aos berlinenses "Os Estados não erigidos na crença em Deus estão destinados a cair". - O que eles chamam paraíso : "O trabalho forçado" na Russia Soviética. - O que lá acontece. Como é a vida. Coisas do mundo. - Cuidado com as infiltrações e as máscaras! O inimigo espreita... Lavradores do Alentejo e Ribatejo, alerta! - As mulheres do Partido : não as haverá entre as mulheres que conheceis? Nos bastidores de uma tenebrosa organização. Sequestradas do mundo, terrivelmente escravizadas ao Partido as mulheres comunistas perguntam impacientes: - Quando é que as mulheres deixam de depender dos homens?!!! - Os novos expedientes de Moscovo : O Movimento pela Paz representa tentativa comunista destinada a enfraquecer a resistência dos países do Ocidente. - Os comunistas vistos de perto : Documento Sensacional dos processos usados pelo Partidos para a escravização dos seus filiados. - Novo organismo comunista - MDN - destinado a substituir o MUD e o MUNAF pretende a unidade da Oposição - dizendo-se independente em religião política - mas foi organizado pelo Cominforme e só obedece a Moscovo. - Preciosas confissões... : No seu manifesto mais recente o Partido Comunista Português confessa «ser a alma das oposições democráticas». - O Cominforme faz projectos para a Península Ibérica para chefiar os comunistas portugueses e espanhóis. - Reflexos & Reflexões : Em Portugal, democracia quer dizer Cavalo de Tróia. - Tácticas comunistas... «Adormecer a desconfiança dos comerciantes médios, dos proprietários e dos lavradores médios». - Abram os olhos!
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
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Com interesse histórico.
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Folheto de propaganda anti comunista, publicado pouco após o final da 2.ª Guerra Mundial, numa época em que a União Soviética procurava expandir a sua influência planetária.
"Portugueses. O folheto que ides ler deverá esclarecer-vos, abrindo bem os vossos olhos à luz da Verdade.
Vereis como é preciso desconfiar de quantos, ao falar-se de perigo comunista, dizem, sorrindo, que tal perigo não existe em Portugal.
Os que assim falam, procedem como servidores do comunismo e, como tais, os deveis tratar, não esquecendo que os comunistas dirigentes de maior categoria nunca dizem que o são, até negam.
Desconfiar, também, de quantos dizem não querer saber de política, que querem estar bem com todos, que respeitam todas as ideias e atitudes. É outra forma de servir o Inimigo.
Desconfiar, ainda, dos que mudam de assunto quando são comentadas atitudes comunistas ou comunisantes e, quando não podem deixar de ouvir os comentários, se retraem ao silêncio.
Desconfiar mais, se mais é possível, de quantos se dizem católicos, até ostensivamente praticantes de culto externo, e acrescentam, intencionalmente, nada ter a religião com a política, e que toda a política é legítima aos católicos desde que respeite a religião dentro do campo das crenças, único próprio da religião. [...]
O comunismo apresenta-se como democratismo, que, na verdade, é caminho para ele.
Ainda há poucos meses em Portugal o vimos. O democratismo português é tão aliado do comunismo que até por este é absorvido.
Por isso desconfiar dos que se afirmam só democráticos mas, pràticamente, são servidores do comunismo com o qual estão aliados na luta contra o Estado Novo português.
E os aliados estão incursos na mesma condenação do Santo Padre."
(Excerto da introdução)
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- [Preâmbulo]. - «Se eles vencessem»... : O que eles já teriam feito em Portugal, Artigo de Correia Marques. - Se eles vencessem... : Pior que a Gestapo. O Conselho Superior de Defesa da RRepública com poderes descricionários e «livre trânsito» iniciaria o trabalho de depuração política, tanto nos sectores oficiais como particulares. - Se eles vencessem... : Preparava-se a perseguição civil e religiosa em todos os ponto do País e em todas as províncias ultramarinas. A igreja seria submetida a um regime especial muito parecido ao que impuseram os déspotas de Praga e Budapeste. O governo nomearia os funcionários que quisesse e escolheria os altos postos do Exército, da Armada e da Justiça. Para preenchimento das «vagas» seriam nomeados em chusma os perfeitos republicanos. Voltaria a vigorar com todo o seu rigor a lei de separação, a lei de «garras e colmilhos». - Continua o perigo! : A Hidra das Sete Cabeças jactando-se de que são a maior e melhor força anti-fascista organizada. - Se eles vencessem... : Reflexos & Reflexões. - Texto do Decreto do Santo Ofício sobre os católicos e o comunismo. - A Igreja perante o comunismo : Incorrem "ipso facto" no perigo de excomunhão os católicos que professem as doutrinas materialistas e anticristãs do comunismo e especialmente os que as defendem e propagam. - Contra a grande heresia do nosso tempo : Ser comunista para os católicos equivale a abandonar voluntariamente a Igreja. - Segundo a interpretação dada no Vaticano à recente decisão do Sumo Pontífice,o decreto do Santo Ofício não excomunga apenas os católicos comunistas mas também os católicos que apoiarem o comunismo embora não filiados no Partido. - O Santo Padre dirigiu a palavra aos berlinenses "Os Estados não erigidos na crença em Deus estão destinados a cair". - O que eles chamam paraíso : "O trabalho forçado" na Russia Soviética. - O que lá acontece. Como é a vida. Coisas do mundo. - Cuidado com as infiltrações e as máscaras! O inimigo espreita... Lavradores do Alentejo e Ribatejo, alerta! - As mulheres do Partido : não as haverá entre as mulheres que conheceis? Nos bastidores de uma tenebrosa organização. Sequestradas do mundo, terrivelmente escravizadas ao Partido as mulheres comunistas perguntam impacientes: - Quando é que as mulheres deixam de depender dos homens?!!! - Os novos expedientes de Moscovo : O Movimento pela Paz representa tentativa comunista destinada a enfraquecer a resistência dos países do Ocidente. - Os comunistas vistos de perto : Documento Sensacional dos processos usados pelo Partidos para a escravização dos seus filiados. - Novo organismo comunista - MDN - destinado a substituir o MUD e o MUNAF pretende a unidade da Oposição - dizendo-se independente em religião política - mas foi organizado pelo Cominforme e só obedece a Moscovo. - Preciosas confissões... : No seu manifesto mais recente o Partido Comunista Português confessa «ser a alma das oposições democráticas». - O Cominforme faz projectos para a Península Ibérica para chefiar os comunistas portugueses e espanhóis. - Reflexos & Reflexões : Em Portugal, democracia quer dizer Cavalo de Tróia. - Tácticas comunistas... «Adormecer a desconfiança dos comerciantes médios, dos proprietários e dos lavradores médios». - Abram os olhos!
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24 outubro, 2018
CASTELO BRANCO, Holbeche - PORQUE ADMIRO A ALEMANHA. Da teoria aos factos. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Barreiro, Lisboa], 1940. In-8.º (18cm) de 26, [2] p. ; B.1.ª edição.
Opúsculo pró regime nazi. O autor foi um conhecido germanófilo.
"Atingimos a altura de atacar de frente o assunto que nos levou a escrever o presente folheto.
Referimo-nos à Nova Ordem Económica que a Alemanha promete estabelecer na Europa, logo que termine a guerra a favor das suas armas. Dela, da nova ordem, vamos dar uma ideia que, embora resumida, servirá para elucidar quantos, de boa fé, fazem apreciações injustas em conseqüência do desconhecimento dos factos."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com alguns sublinhados a lápis no texto.
Invulgar.
10€
23 outubro, 2018
FERNANDES, Vasco da Gama - ADVOCACIA. Claros-escuros duma profissão. (Conferência proferida no Instituto da Conferência da Ordem das Advogados, em Coimbra, na noite de 27 de Abril de 1957). [2.ª edição prefaciada pelo bastonário Doutor Pedro Pitta]. [S.l.], [s.n. - Comp. e imp. na Gráfica Santelmo, Lda., Lisboa], 1963. In-4.º (23,5cm) de 43, [1] p. ; B.
Conferência dedicada pelo autor ao "colega e amigo Manuel João da Palma Carlos, na viva e sentida homenagem às suas qualidades de advogado indomável e indomado".
"Caminho para o quarto de século da minha profissão. E ponho-me a recordar a hora em que atravessei a porta principal do velho pardieiro do Campo de Santana e, em plena rua, me senti licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa...
Atrás de mim, em anos bem difíceis e temerosos, ficara uma juventude que nunca se comprometera e que, num levante de pureza, procurara na luta contra a maioria dos mestres a melhor forma de fazer o Direito, já que o Direito, segundo Bernardino Machado, não é aquele que se escreve, mas sim que se pratica.
Ora eu sentira que o ensino do Direito no velho pardieiro do Campo de Santana negava, na sua essência, todas as veras conquistas romanas da legalidade e assistia, indignado e estupefacto, à série infinita de mistificações e desfeiteamentos que transformavam a velha loba do Lácio num podengo sem categoria, cansado, exausto, correndo atrás do dono na mira do osso compensador. E que osso!"
(Excerto da Conferência)
Vasco da Gama Fernandes (1908-1991). "Foi advogado e político. Destacou-se desde os tempos de estudante como opositor ao Estado Novo, tendo sido por diversas vezes preso pela polícia política. Na década de 30 adere à Aliança Republicana e Socialista (ARS), em 1943, ao Movimento de Unidade Nacional Antifascista e, dois anos mais tarde, é um dos fundadores do Movimento de Unidade Democrática (MUD). Em 1947 colabora na fundação do Partido Trabalhista e, em 1973, na do Partido Socialista (PS). Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, foi eleito Deputado pelo Partido Socialista (PS), Vice-Presidente da Assembleia Constituinte e, quando reeleito Deputado, foi o primeiro Presidente da Assembleia da República. Em 1979, demitiu-se do PS, aderindo depois à Frente Republicana e Socialista (FRS) e, mais tarde, funda o Partido Renovador Democrático (PRD). Por este partido, foi eleito Deputado nas eleições legislativas de 1985 e 1987."
(Fonte: https://www.parlamento.pt/VisitaParlamento/Paginas/BiogVascoGamaFernandes.aspx)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
Conferência dedicada pelo autor ao "colega e amigo Manuel João da Palma Carlos, na viva e sentida homenagem às suas qualidades de advogado indomável e indomado".
"Caminho para o quarto de século da minha profissão. E ponho-me a recordar a hora em que atravessei a porta principal do velho pardieiro do Campo de Santana e, em plena rua, me senti licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa...
Atrás de mim, em anos bem difíceis e temerosos, ficara uma juventude que nunca se comprometera e que, num levante de pureza, procurara na luta contra a maioria dos mestres a melhor forma de fazer o Direito, já que o Direito, segundo Bernardino Machado, não é aquele que se escreve, mas sim que se pratica.
Ora eu sentira que o ensino do Direito no velho pardieiro do Campo de Santana negava, na sua essência, todas as veras conquistas romanas da legalidade e assistia, indignado e estupefacto, à série infinita de mistificações e desfeiteamentos que transformavam a velha loba do Lácio num podengo sem categoria, cansado, exausto, correndo atrás do dono na mira do osso compensador. E que osso!"
(Excerto da Conferência)
Vasco da Gama Fernandes (1908-1991). "Foi advogado e político. Destacou-se desde os tempos de estudante como opositor ao Estado Novo, tendo sido por diversas vezes preso pela polícia política. Na década de 30 adere à Aliança Republicana e Socialista (ARS), em 1943, ao Movimento de Unidade Nacional Antifascista e, dois anos mais tarde, é um dos fundadores do Movimento de Unidade Democrática (MUD). Em 1947 colabora na fundação do Partido Trabalhista e, em 1973, na do Partido Socialista (PS). Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, foi eleito Deputado pelo Partido Socialista (PS), Vice-Presidente da Assembleia Constituinte e, quando reeleito Deputado, foi o primeiro Presidente da Assembleia da República. Em 1979, demitiu-se do PS, aderindo depois à Frente Republicana e Socialista (FRS) e, mais tarde, funda o Partido Renovador Democrático (PRD). Por este partido, foi eleito Deputado nas eleições legislativas de 1985 e 1987."
(Fonte: https://www.parlamento.pt/VisitaParlamento/Paginas/BiogVascoGamaFernandes.aspx)
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17 outubro, 2018
HITLER, Adolf - A MINHA LUTA : MEIN KAMPF. Comentários de: Prof. A. H. de Oliveira Marques; José Martins Garcia; Rolão Preto; Sanches Osório. [Lisboa], Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite, 1976. In-8.º (21cm) de LIII, [3], 510, [6] p. ; B.
1.ª edição.
"Em 1 de Abril de 1924, o Tribunal Popular de Munique ordenava o meu encarceramento em Landsberg-am-Lech.
Pela primeira vez, após anos de trabalho incessante, eu tinha assim a possibilidade de me entregar a uma obra que muitos instavam comigo para que escrevesse e que eu próprio sentia oportuna para a nossa causa. Decidi-me, então, nestes dois volumes (a edição original alemã saiu em Munique, em dois volumes publicados respectivamente em 1925 e 1927), a expor não só os objectivos do nosso movimento, mas ainda a sua génese. Uma tal obra será mais fecunda do que um tratado puramente doutrinário.
Além disso, tinha assim a ocasião de mostrar a minha própria formação, tanto mais que isso é necessário para a compreensão do livro, e quanto pode servir para a destruição da lenda construída em torno da minha pessoa pela imprensa judaica.
Não me dirijo, aqui, a estranhos, mas a esses militantes do movimento que a ele aderiram de todo o coração e cujo espírito procura agora uma explicação mais aprofundada.
Não ignoro que é pela palavra muito mais do que por livros que se ganha os homens: todos os grandes movimentos que a história registou ficaram a dever muito mais aos oradores do que aos escritores.
Mas nem por isso é menos verdade que uma doutrina não pode salvaguardar a sua unidade e a sua uniformidade se não for fixada por escrito duma vez para sempre. Estes dois volumes serão as pedras com que contribuo para o edifício comum.
O autor"
(Prefácio)
Índice:
Tomo primeiro - Balanço: I - A casa familiar. II - Anos de estudos e de sofrimentos em Viena. III - Considerações políticas gerais sobre a minha estada em Viena. IV - Munique. V - A Guerra Mundial. VI - Propaganda de guerra. VII - A revolução. VIII - O começo da minha actividade política. IX - O partido trabalhista alemão. X - As causas da ruína. XI - O povo e a raça. XII - A primeira fase do desenvolvimento do partido operário alemão nacional-socialista.
Tomo segundo - O Movimento Nacional-Socialista: I - Opinião filosófica e partido. II - O Estado. III - Súbditos do Estado e cidadãos. IV - A personalidade e a concepção racista do Estado. V - Concepção filosófica e organização. VI - A luta dos primeiros tempos - O valor da palavra. VII - A luta com a frente vermelha. VIII - O forte é mais forte quando fica só. IX - Do significado e da organização das secções de assalto. X - O federalismo não passa de uma máscara. XI - Propaganda e organização. XII - A questão sindical. XIII - A política alemã das alianças pós-guerra. XIV - Orientação para leste ou política de leste. XV - O direito da legítima defesa. Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Alguns (poucos) sublinhados e anotações nas margens a tinta vermelha ao longo do texto.
Invulgar.
Com interesse histórico.
40€
1.ª edição.
"Em 1 de Abril de 1924, o Tribunal Popular de Munique ordenava o meu encarceramento em Landsberg-am-Lech.
Pela primeira vez, após anos de trabalho incessante, eu tinha assim a possibilidade de me entregar a uma obra que muitos instavam comigo para que escrevesse e que eu próprio sentia oportuna para a nossa causa. Decidi-me, então, nestes dois volumes (a edição original alemã saiu em Munique, em dois volumes publicados respectivamente em 1925 e 1927), a expor não só os objectivos do nosso movimento, mas ainda a sua génese. Uma tal obra será mais fecunda do que um tratado puramente doutrinário.
Além disso, tinha assim a ocasião de mostrar a minha própria formação, tanto mais que isso é necessário para a compreensão do livro, e quanto pode servir para a destruição da lenda construída em torno da minha pessoa pela imprensa judaica.
Não me dirijo, aqui, a estranhos, mas a esses militantes do movimento que a ele aderiram de todo o coração e cujo espírito procura agora uma explicação mais aprofundada.
Não ignoro que é pela palavra muito mais do que por livros que se ganha os homens: todos os grandes movimentos que a história registou ficaram a dever muito mais aos oradores do que aos escritores.
Mas nem por isso é menos verdade que uma doutrina não pode salvaguardar a sua unidade e a sua uniformidade se não for fixada por escrito duma vez para sempre. Estes dois volumes serão as pedras com que contribuo para o edifício comum.
O autor"
(Prefácio)
Índice:
Tomo primeiro - Balanço: I - A casa familiar. II - Anos de estudos e de sofrimentos em Viena. III - Considerações políticas gerais sobre a minha estada em Viena. IV - Munique. V - A Guerra Mundial. VI - Propaganda de guerra. VII - A revolução. VIII - O começo da minha actividade política. IX - O partido trabalhista alemão. X - As causas da ruína. XI - O povo e a raça. XII - A primeira fase do desenvolvimento do partido operário alemão nacional-socialista.
Tomo segundo - O Movimento Nacional-Socialista: I - Opinião filosófica e partido. II - O Estado. III - Súbditos do Estado e cidadãos. IV - A personalidade e a concepção racista do Estado. V - Concepção filosófica e organização. VI - A luta dos primeiros tempos - O valor da palavra. VII - A luta com a frente vermelha. VIII - O forte é mais forte quando fica só. IX - Do significado e da organização das secções de assalto. X - O federalismo não passa de uma máscara. XI - Propaganda e organização. XII - A questão sindical. XIII - A política alemã das alianças pós-guerra. XIV - Orientação para leste ou política de leste. XV - O direito da legítima defesa. Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Alguns (poucos) sublinhados e anotações nas margens a tinta vermelha ao longo do texto.
Invulgar.
Com interesse histórico.
40€
08 outubro, 2018
QUADROS, Fausto de - A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUE TEMOS... Extraído do n.º 17 (Dezembro 1980) da Revista Democracia e Liberdade. Lisboa, Instituto Democracia e Liberdade, [1980]. In-4.º (24,5cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo sobre a Administração Pública portuguesa da década de 70 do século passado, no pós-25 de Abril. Trabalho que pretende, de acordo com Fausto Quadros, dar "uma ideia real e objectiva da imagem que o vulgo guarda da Administração Pública que temos, do que é e de como funciona".
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Procurei colocar-me na pele do cidadão comum deste País, que todos os dias tem de enfrentar e de defrontar essa máquina gigantesca que é a Administração Pública, que mais do que resolver os seus problemas tantas vezes os cria e os agrava, que mais do que velar pelo cumprimento da lei tantas vezes a ignora e a infringe, que mais do que se preocupar com a prossecução do interesse colectivo tantas vezes se perde na satisfação exclusiva ou prioritária do interesse de um dado grupo social ou político. A minha tarefa não será fácil. As linhas que se seguem não vão ser simpáticas para algumas instituições e para alguns departamentos do Estado. Mas alguém tinha que desabafar o que vou narrar neste artigo, sobretudo quando finalmente temos um Governo com vontade política de moralizar e reformar a Administração Pública. Como é óbvio, não farei aqui referências pessoais. O que adiante relatarei será apenas o fruto do conhecimento, posso dizer profundo, que possuo do funcionamento da Administração Pública portuguesa, como resultado das minhas funções na Universidade e das minhas actividades de jurisconsulto e de advogado."
(Excerto do Cap. 1, A Administração Publica portuguesa, hoje)
Matérias:
1. A Administração Publica portuguesa, hoje: A) Organização Administrativa; B) Função Pública; C) A Administração Pública e os direitos e as liberdades dos cidadãos; D) Justiça administrativa. 2. Reforma Administrativa: as condições do seu êxito.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
10€
1.ª edição independente.
Curioso estudo sobre a Administração Pública portuguesa da década de 70 do século passado, no pós-25 de Abril. Trabalho que pretende, de acordo com Fausto Quadros, dar "uma ideia real e objectiva da imagem que o vulgo guarda da Administração Pública que temos, do que é e de como funciona".
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Procurei colocar-me na pele do cidadão comum deste País, que todos os dias tem de enfrentar e de defrontar essa máquina gigantesca que é a Administração Pública, que mais do que resolver os seus problemas tantas vezes os cria e os agrava, que mais do que velar pelo cumprimento da lei tantas vezes a ignora e a infringe, que mais do que se preocupar com a prossecução do interesse colectivo tantas vezes se perde na satisfação exclusiva ou prioritária do interesse de um dado grupo social ou político. A minha tarefa não será fácil. As linhas que se seguem não vão ser simpáticas para algumas instituições e para alguns departamentos do Estado. Mas alguém tinha que desabafar o que vou narrar neste artigo, sobretudo quando finalmente temos um Governo com vontade política de moralizar e reformar a Administração Pública. Como é óbvio, não farei aqui referências pessoais. O que adiante relatarei será apenas o fruto do conhecimento, posso dizer profundo, que possuo do funcionamento da Administração Pública portuguesa, como resultado das minhas funções na Universidade e das minhas actividades de jurisconsulto e de advogado."
(Excerto do Cap. 1, A Administração Publica portuguesa, hoje)
Matérias:
1. A Administração Publica portuguesa, hoje: A) Organização Administrativa; B) Função Pública; C) A Administração Pública e os direitos e as liberdades dos cidadãos; D) Justiça administrativa. 2. Reforma Administrativa: as condições do seu êxito.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
10€
Etiquetas:
§ AUTÓGRAFOS,
*QUADROS (Fausto),
1ª E D I Ç Ã O,
Direito,
Função Pública,
Política
05 outubro, 2018
SEABRA, Eurico de - A EGREJA E O ESTADO (insinuação e jurisdiccionalismo). Estudo historico e juridico do nosso systema de relações entre a Egreja e o Estado. Lisboa, Livraria Classica Editora, 1907. In-8.º (21cm) de [2], 107, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo histórico-jurídico sobre o relacionamento da Igreja com o Estado publicado pouco tempo antes do regicídio.
"A Egreja tem a sua consagração legal no paiz, encontrando a esphera d'acção em que se move, os seus principios, privilegios e regalias, uma amplitude fixa e demarcada nos diplomas juridicos que, consentaneos com o poder civil, estabelecem e regulam as normas de vida e consequentemente direito por que aquella se rege.
Considerada, pois, sob um aspecto associativo, semilhante instituição, longe de reflectir o caracter de estreita e apertada supremacia dos velhos regimens theocraticos, em que a acção civil dos cidadãos, como um simples instrumento de salvação eterna, a nada mais aspirava que á realisação do meio pratico e temporal de conducta da attinencia da vida espiritual do homem, a Egreja, apeada do antigo poderio, vê hoje amesquinhado o seu funccionalismo, tendo, logicamente, de encerrar e reduzir as leis porque se rege a dentro d'um principio de harmonica coordenação, em que flagrantemente se accentua a necessaria tendencia para o jurisdicccionalismo e supremacia do poder civil.
E nem d'outro modo poderia viver."
(Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/seabraeurico.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa fragilizada com defeitos e pequenas falhas de papel à cabeça. Notas marginais a lápis na primeira parte do livro.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
1.ª edição.
Importante estudo histórico-jurídico sobre o relacionamento da Igreja com o Estado publicado pouco tempo antes do regicídio.
"A Egreja tem a sua consagração legal no paiz, encontrando a esphera d'acção em que se move, os seus principios, privilegios e regalias, uma amplitude fixa e demarcada nos diplomas juridicos que, consentaneos com o poder civil, estabelecem e regulam as normas de vida e consequentemente direito por que aquella se rege.
Considerada, pois, sob um aspecto associativo, semilhante instituição, longe de reflectir o caracter de estreita e apertada supremacia dos velhos regimens theocraticos, em que a acção civil dos cidadãos, como um simples instrumento de salvação eterna, a nada mais aspirava que á realisação do meio pratico e temporal de conducta da attinencia da vida espiritual do homem, a Egreja, apeada do antigo poderio, vê hoje amesquinhado o seu funccionalismo, tendo, logicamente, de encerrar e reduzir as leis porque se rege a dentro d'um principio de harmonica coordenação, em que flagrantemente se accentua a necessaria tendencia para o jurisdicccionalismo e supremacia do poder civil.
E nem d'outro modo poderia viver."
(Excerto da Introdução)
Eurico de Couto Nogueira Seabra (1871-1937). “Professor e
1.º oficial da Direcção-geral dos Negócios da Justiça, e escritor. Era
natural do Porto, sendo filho de Júlio César Nogueira Seabra. Cursou a
Universidade de Coimbra. É autor dos seguintes livros: A Igreja e o Estado, publicado no Porto,
em 1907; este trabalho foi muito apreciado pela imprensa; Mulheres de Portugal; Historia
sumária de Portugal; também publicadas no mesmo ano, no Porto; Tristes amores, peça em 1 acto, Porto,
1907; o seu livro Corografia Sumária
foi aprovado em 28 de janeiro de 1911. Em 1912 escreveu o Ouro do Brasil, romance, que também a imprensa muito apreciou.”(Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/seabraeurico.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa fragilizada com defeitos e pequenas falhas de papel à cabeça. Notas marginais a lápis na primeira parte do livro.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
Etiquetas:
*SEABRA (Eurico),
1ª E D I Ç Ã O,
Direito,
Estudos históricos,
Estudos jurídicos,
História,
Monarquia constitucional,
Política,
Religião
24 setembro, 2018
CAETANO, Dr. Marcelo - RELAÇÕES DAS COLÓNIAS DE ANGOLA E MOÇAMBIQUE COM OS TERRITÓRIOS ESTRANGEIROS VIZINHOS. Memorandum. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1946. In-4.º (25cm) de 113, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Relatório com carácter confidencial. Sobre a sua relevância no contexto sociopolítico e diplomático da época nas Colónias - imediatamente após o final da 2.ª Guerra Mundial - com a devida vénia a António Duarte Silva pelo excelente artigo publicado no blog "Malomil", reproduzimos um excerto do mesmo.
"No início de Janeiro de 1945, Marcelo Caetano informou Salazar que considerava necessária uma ida a África, embora esta só devesse ser anunciada quando oportuno. Além de pretender contactar com o pessoal de Administração Pública e com as populações, impunha-se – perante o final da guerra europeia e o previsível termo das hostilidades no Pacífico – proceder a um «balanço imediato da situação em África para se poderem tomar as medidas imperiosamente exigidas a curto prazo e preparar as previsíveis a médio e longo prazo».
A «transcendental viagem» iria durar quase seis meses (incluindo um mês de navegação) e, segundo Vasco Pulido Valente, transformou Marcelo Caetano de «imperialista teórico» num africanista, «ainda por cima num africanista sentimental». A visita, definida como de inspecção e planeamento, obedeceu a uma programação múltipla: inaugurações e comemorações, contacto com as realidades e as populações locais, estudo e resolução de problemas, projecção das reformas que o Ministério encetara, afirmação da presença, interesse e atenção portuguesas, apreciação da nova conjuntura internacional e africana após o fim da Segunda Guerra na Europa e no Pacífico. Foi-lhe dada grande projecção em todo o Império, decorrendo com elevada solenidade e ditirâmbica cobertura jornalística (incluindo os jornais sul-africanos). [...]
No regresso, Marcelo Caetano elaborou um “Memorandum” sobre as Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos, com caráter confidencial e uma tiragem restrita, destinado exclusivamente a políticos e funcionários portugueses ligados aos assuntos versados. É um texto de difícil acesso[*]. Como se diz na prévia “Advertência”, não se tratava apenas de descrever os problemas de vizinhança referentes aos «territórios estrangeiros em relação aos quais houve ocasião durante a viagem de examinar e discutir tais problemas»; pretendia-se também «apurar as constantes da política seguida nessas relações e contribuir para definir as directrizes futuras».
O Memorandum, datado de Maio de 1946, é muito extenso, dividindo-se em dois capítulos, e contém quatro anexos.
O capítulo I, dedicado às “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com a União da África do Sul”, aborda 19 temas, destacando-se: posição política da União Sul-Africana, relações de Portugal com a União, utilização do porto e do caminho-de-ferro de Lourenço Marques, evolução das várias convenções celebradas até ao Acordo de 1934 – a partir do qual passaram «a decorrer normalmente» –, emigração para o Rand e questão das águas do Cunene.
O capítulo II, dedicado ao estudo das “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com os vizinhos territórios britânicos”, além de breves notas históricas, aprofunda os regimes da construção, concessão, resgate e nacionalização do porto e dos caminhos-de-ferro da Beira.
Embora não formuladas como tal pelo “Memorandum” podem enumerar-se as seguintes conclusões: 1)- não existia «um perigo imperialista imediato no Sul da África, mas seria uma imprudência negar-lhe existência potencial»;
2)- a história das relações entre Portugal e o Transvaal (ou a União) com respeito a Lourenço Marques abrangia três períodos: (i)- de 1875 até ao termo da guerra dos boers (1901); (ii)- de 1901 a 1928; (iii)- de 1928 em diante;
3)- a emigração dos indígenas para o Rand estava «longe de ter uma fácil solução», sendo indicadas cinco «medidas necessárias»;
4)- os principais problemas com os territórios britânicos confinantes com Angola e Moçambique eram três: i)- caminhos-de-ferro e porto da Beira; ii)- fronteiras com as Rodésias e a Niassalândia e emigração clandestina de indígenas; iii)- ligação da Rodésia do Norte com o porto do Lobito.
Segundo o próprio Marcelo Caetano este relatório – resultado do que escutara e tratara nos encontros com os dirigentes dos territórios estrangeiros vizinhos e abordando problemas da maior importância que não se encontravam devidamente instruídos e esclarecidos nos arquivos do Ministério – serviu para orientar as negociações sobre os assuntos versados e «continuou a ser útil aos que me sucederam»."
[*] Marcelo Caetano, Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos: Memorandum, Lisboa, Imprensa Nacional, 1946. Não existe na Biblioteca Nacional nem acessível no Arquivo Marcello Caetano. O exemplar consultado encontra-se na Biblioteca Universitária João Paulo II (Universidade Católica).
1.ª edição.
Relatório com carácter confidencial. Sobre a sua relevância no contexto sociopolítico e diplomático da época nas Colónias - imediatamente após o final da 2.ª Guerra Mundial - com a devida vénia a António Duarte Silva pelo excelente artigo publicado no blog "Malomil", reproduzimos um excerto do mesmo.
"No início de Janeiro de 1945, Marcelo Caetano informou Salazar que considerava necessária uma ida a África, embora esta só devesse ser anunciada quando oportuno. Além de pretender contactar com o pessoal de Administração Pública e com as populações, impunha-se – perante o final da guerra europeia e o previsível termo das hostilidades no Pacífico – proceder a um «balanço imediato da situação em África para se poderem tomar as medidas imperiosamente exigidas a curto prazo e preparar as previsíveis a médio e longo prazo».
A «transcendental viagem» iria durar quase seis meses (incluindo um mês de navegação) e, segundo Vasco Pulido Valente, transformou Marcelo Caetano de «imperialista teórico» num africanista, «ainda por cima num africanista sentimental». A visita, definida como de inspecção e planeamento, obedeceu a uma programação múltipla: inaugurações e comemorações, contacto com as realidades e as populações locais, estudo e resolução de problemas, projecção das reformas que o Ministério encetara, afirmação da presença, interesse e atenção portuguesas, apreciação da nova conjuntura internacional e africana após o fim da Segunda Guerra na Europa e no Pacífico. Foi-lhe dada grande projecção em todo o Império, decorrendo com elevada solenidade e ditirâmbica cobertura jornalística (incluindo os jornais sul-africanos). [...]
No regresso, Marcelo Caetano elaborou um “Memorandum” sobre as Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos, com caráter confidencial e uma tiragem restrita, destinado exclusivamente a políticos e funcionários portugueses ligados aos assuntos versados. É um texto de difícil acesso[*]. Como se diz na prévia “Advertência”, não se tratava apenas de descrever os problemas de vizinhança referentes aos «territórios estrangeiros em relação aos quais houve ocasião durante a viagem de examinar e discutir tais problemas»; pretendia-se também «apurar as constantes da política seguida nessas relações e contribuir para definir as directrizes futuras».
O Memorandum, datado de Maio de 1946, é muito extenso, dividindo-se em dois capítulos, e contém quatro anexos.
O capítulo I, dedicado às “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com a União da África do Sul”, aborda 19 temas, destacando-se: posição política da União Sul-Africana, relações de Portugal com a União, utilização do porto e do caminho-de-ferro de Lourenço Marques, evolução das várias convenções celebradas até ao Acordo de 1934 – a partir do qual passaram «a decorrer normalmente» –, emigração para o Rand e questão das águas do Cunene.
O capítulo II, dedicado ao estudo das “Relações das colónias de Angola e de Moçambique com os vizinhos territórios britânicos”, além de breves notas históricas, aprofunda os regimes da construção, concessão, resgate e nacionalização do porto e dos caminhos-de-ferro da Beira.
Embora não formuladas como tal pelo “Memorandum” podem enumerar-se as seguintes conclusões: 1)- não existia «um perigo imperialista imediato no Sul da África, mas seria uma imprudência negar-lhe existência potencial»;
2)- a história das relações entre Portugal e o Transvaal (ou a União) com respeito a Lourenço Marques abrangia três períodos: (i)- de 1875 até ao termo da guerra dos boers (1901); (ii)- de 1901 a 1928; (iii)- de 1928 em diante;
3)- a emigração dos indígenas para o Rand estava «longe de ter uma fácil solução», sendo indicadas cinco «medidas necessárias»;
4)- os principais problemas com os territórios britânicos confinantes com Angola e Moçambique eram três: i)- caminhos-de-ferro e porto da Beira; ii)- fronteiras com as Rodésias e a Niassalândia e emigração clandestina de indígenas; iii)- ligação da Rodésia do Norte com o porto do Lobito.
Segundo o próprio Marcelo Caetano este relatório – resultado do que escutara e tratara nos encontros com os dirigentes dos territórios estrangeiros vizinhos e abordando problemas da maior importância que não se encontravam devidamente instruídos e esclarecidos nos arquivos do Ministério – serviu para orientar as negociações sobre os assuntos versados e «continuou a ser útil aos que me sucederam»."
[*] Marcelo Caetano, Relações das colónias de Angola e Moçambique com territórios estrangeiros vizinhos: Memorandum, Lisboa, Imprensa Nacional, 1946. Não existe na Biblioteca Nacional nem acessível no Arquivo Marcello Caetano. O exemplar consultado encontra-se na Biblioteca Universitária João Paulo II (Universidade Católica).
(Fonte: http://malomil.blogspot.com/2018/04/marcelo-caetano-ministro-das-colonias-e_18.html)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Com interesse histórico e colonial.
30€
30€
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*CAETANO (Marcelo),
1ª E D I Ç Ã O,
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África do Sul,
Angola,
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Diplomacia,
Estado Novo,
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Relatórios
03 setembro, 2018
QUINTANILHA, A. - A UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA : discurso pronunciado na sua sessão inaugural. Coimbra, Edição da Universidade Livre, 1925. In-8.º (17,5cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Rara edição original do discurso de Aurélio Quintanilha que assinalou oficialmente o início do projecto da Universidade Livre (1925-1933), "expondo os objectivos dêste estabelecimento de cultura e educação populares". Sobre este assunto, e com a devida vénia, reproduzimos excerto do post assinado por Octávio Sérgio publicado no blog "Guitarra de Coimbra".
"A Universidade Livre de Coimbra (ULC), fundada em 05 de Fevereiro de 1925 foi uma instituição de curta duração. À semelhança de outros projectos democratizantes, de inspiração republicana e orientação laica, a ULC viu-se condenada a curto prazo pela emergência do vigilante Estado Novo, regime que não estava disposto a tolerar a existência de projectos de instrução alheios à sua filosofia centralizadora. O modo como eram interpretados e expostos temas como a sexualidade ou a santidade não era de molde a agradar aos intelectuais da Igreja Católica.
Sem sede social própria, a ULC ficou instalada na Torre de Almedina (arquivo, reuniões, conferências, correspondência), recorrendo a espaços contíguos aos Paços do Conselho, Ateneu Comercial e Associação dos Artistas para realizar as palestras.
Na sessão inaugural, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho estiveram presentes Bernardino Machado e o Vice-Reitor da UC Manuel Fernandes Costa. Bernardino Machado foi de opinião que a ULC era a legítima continuadora das experiências encetadas em 1897 no Instituto de Coimbra. O discurso inaugural coube a Aurélio Quintanilha que, fazendo jus aos valores republicanos, laicos e libertários, elogiou o operariado, a aproximação entre operários e intelectuais, o papel da instrução enquanto ferramenta de promoção das classes populares, o combate ao fanatismo e à ignorância."
(Fonte: https://guitarradecoimbra.blogspot.com/2007/02/o-estatuto-da-universidade-livre-de.html)
"Afirmar que o nosso povo, inculto e deseducado, carece de uma cuidada educação que venha a integrá-lo nas ideias e costumes do século, é, na verdade, afirmação tão repetida, ideia tão velha e sediça, que vos parecerá estranho, talvez, que venham repeti-la espíritos moços que buscam, por novas veredas, horizontes mais largos. E, todavia, nunca a necessidade de cuidar a sério dêste problema fundamental foi, como agora, tão imperiosa.
Parai um pouco no meio da tarefa absorvente de todos os dias e olhai por cima dêste mar de cabeças que à vossa volta formiga e tumultua. É porventura possível continuar assistindo de cabeça baixa e braços cruzados, numa passividade desonesta, numa indiferença criminosa, ao desencadear furioso das paixões, à luta de classes, encarniçada e cruel que se anuncia no horizonte por uma aurora de fogo e sangue?"
(Excerto do Discurso)
Aurélio Pereira da Silva Quintanilha GOL (Angra do Heroísmo, Santa Luzia, 1892 - Lisboa, 1987). "Professor universitário e cientista português. Foi um investigador de renome internacional nas áreas da genética, da biologia dos fungos e da cultura do algodoeiro. Desde cedo opositor ao regime do Estado Novo, foi obrigado a exilar-se, tendo vivido em França e depois em Moçambique, onde durante quase duas décadas se dedicou à investigação da cultura do algodão. Foi sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e grande-oficial da Ordem da Liberdade."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível
1.ª edição.
Rara edição original do discurso de Aurélio Quintanilha que assinalou oficialmente o início do projecto da Universidade Livre (1925-1933), "expondo os objectivos dêste estabelecimento de cultura e educação populares". Sobre este assunto, e com a devida vénia, reproduzimos excerto do post assinado por Octávio Sérgio publicado no blog "Guitarra de Coimbra".
"A Universidade Livre de Coimbra (ULC), fundada em 05 de Fevereiro de 1925 foi uma instituição de curta duração. À semelhança de outros projectos democratizantes, de inspiração republicana e orientação laica, a ULC viu-se condenada a curto prazo pela emergência do vigilante Estado Novo, regime que não estava disposto a tolerar a existência de projectos de instrução alheios à sua filosofia centralizadora. O modo como eram interpretados e expostos temas como a sexualidade ou a santidade não era de molde a agradar aos intelectuais da Igreja Católica.
Sem sede social própria, a ULC ficou instalada na Torre de Almedina (arquivo, reuniões, conferências, correspondência), recorrendo a espaços contíguos aos Paços do Conselho, Ateneu Comercial e Associação dos Artistas para realizar as palestras.
Na sessão inaugural, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho estiveram presentes Bernardino Machado e o Vice-Reitor da UC Manuel Fernandes Costa. Bernardino Machado foi de opinião que a ULC era a legítima continuadora das experiências encetadas em 1897 no Instituto de Coimbra. O discurso inaugural coube a Aurélio Quintanilha que, fazendo jus aos valores republicanos, laicos e libertários, elogiou o operariado, a aproximação entre operários e intelectuais, o papel da instrução enquanto ferramenta de promoção das classes populares, o combate ao fanatismo e à ignorância."
(Fonte: https://guitarradecoimbra.blogspot.com/2007/02/o-estatuto-da-universidade-livre-de.html)
"Afirmar que o nosso povo, inculto e deseducado, carece de uma cuidada educação que venha a integrá-lo nas ideias e costumes do século, é, na verdade, afirmação tão repetida, ideia tão velha e sediça, que vos parecerá estranho, talvez, que venham repeti-la espíritos moços que buscam, por novas veredas, horizontes mais largos. E, todavia, nunca a necessidade de cuidar a sério dêste problema fundamental foi, como agora, tão imperiosa.
Parai um pouco no meio da tarefa absorvente de todos os dias e olhai por cima dêste mar de cabeças que à vossa volta formiga e tumultua. É porventura possível continuar assistindo de cabeça baixa e braços cruzados, numa passividade desonesta, numa indiferença criminosa, ao desencadear furioso das paixões, à luta de classes, encarniçada e cruel que se anuncia no horizonte por uma aurora de fogo e sangue?"
(Excerto do Discurso)
Aurélio Pereira da Silva Quintanilha GOL (Angra do Heroísmo, Santa Luzia, 1892 - Lisboa, 1987). "Professor universitário e cientista português. Foi um investigador de renome internacional nas áreas da genética, da biologia dos fungos e da cultura do algodoeiro. Desde cedo opositor ao regime do Estado Novo, foi obrigado a exilar-se, tendo vivido em França e depois em Moçambique, onde durante quase duas décadas se dedicou à investigação da cultura do algodão. Foi sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e grande-oficial da Ordem da Liberdade."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
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Peça de colecção.
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*QUINTANILHA (Aurélio),
1ª E D I Ç Ã O,
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