OLIVEIRA, Guedes d' - OS VENDILHÕES DO TEMPLO (ao Cardeal-Bispo do Porto). Porto, Typographia da Discussão, 1885. In-8.º (20 cm) de 16 p.
1.ª edição.
Violento libelo anticlerical, em verso, dirigido a D. Américo Ferreira dos Santos Silva, Bispo do Porto e cardeal na época.
"Irmãos!
A alluvião invade os Vaticanos,
E o sol que nos dá luz ha tantos centos d'annos,
O bello sol radiante, o nosso anjo da guarda,
Vae a fugir além, pelo horisonte fóra,
Como um pardal fugindo ao chumbo da espingarda,
Ou com um devedor fugindo a uma penhora!
Tudo está pervertido: os santos e o milagre;
A agua benta é choca; o vinho está vinagre;
Com o caruncho, a cruz já não sustenta o Christo;
As bullas já não dão... nem tanto como isto,
E o cofre de S. Pedro, o cofre mais feliz,
Está esgotado já, - não tem uma de X!
É preciso luctar! Luctar para vencer
Tudo isso que ahi surge e que pretende erguer
As garras contra nós, - zombando, amaldiçoado,
De tudo quanto ha de pulha ou de sagrado,
Desde a Virgem Maria á horisontal mignone,
Desde a benção do papa á phrase de Cambronne!
Luctar, irmãos, luctar! E á luz ensanguentada,
Que surge de Gomorra e surge de Sodoma,
Cantemos a victoria ao bispo-Torquemada
Que viu a lua em Braga e viu o sol em Roma!"
(Excerto do poema)
Guedes de Oliveira (1865-1932). "Jornalista, escritor dramático, director da Escola de Belas – Artes do Porto, arquitecto, republicano. Desde os doze aos treze anos colaborou em jornais, fazendo as suas primeiras tentativas em folhas humorísticas e jornais operários, como a Rebeca do Diabo, de Lisboa, e na Voz do Operário e protesto, da mesma cidade, e em O Operário, do Porto, e em outras. Aos 15 anos era nomeado correspondente, no Porto, do velho jornal O Bejense, que representou nas grandes festas do tricentenário de Camões. Pouco depois publicava o seu primeiro livro de versos, com o título: Cáusticos, a que se seguiram vários panfletos, também em verso: Vendilhões do Templo, Os Cafres, e outros."
(Fonte: https://umolharsobreriotinto.wordpress.com/historia-de-rio-tinto/presenca-romana/toponimia/guedes-de-oliveira/)
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Raro.
15€
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05 outubro, 2019
28 setembro, 2019
ARAUJO, Luiz de - CONTOS E HISTORIAS. De... Dedicados a Sua Magestade El-Rei o Senhor Dom Fernando. Lisboa, Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, Impressor da Casa Real, 1871. In-8.º (17,5 cm) de [8], 215, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Conjunto de contos, em número de 30, sobre usos e costumes referentes na sua maior parte a Lisboa.
"Publicando este volume dos meus contos, Historias e narrativas portuguezas, levo em mira uma só ambição: mostrar que o estudo investigador das scenas e dos costumes populares é o melhor meio de poderem reproduzir-se os usos, a indole, o progresso, e as feições typicas de quasquer povos; o que, a meu vêr, não é desserviço feito á historia caracteristica da feição e vida popular dos mesmos povos."
(Prologo)
Luís António de Araújo (1833-1908). "Jornalista e funcionário do Ministério das Obras Públicas, grande observador do quotidiano, colaborou em vários periódicos, escreveu diversas comédias e até manteve um almanaque humorístico com o seu nome. Quem actualmente procurar as obras de Luís de Araújo, deparar-se-á imediatamente com os Contos e Histórias (1871), especialmente por ter uma edição moderna (1984). Este livro é uma sucessão de frescos, em que os costumes oitocentistas são captados nos seus traços fundamentais."
(Fonte: armariumlibri.blogspot.com)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. As primeiras 22 páginas do livro foram deficientemente abertas, razão pela qual, se encontram mais "estreitas" que as restantes.
Raro.
30€
1.ª edição.
Conjunto de contos, em número de 30, sobre usos e costumes referentes na sua maior parte a Lisboa.
"Publicando este volume dos meus contos, Historias e narrativas portuguezas, levo em mira uma só ambição: mostrar que o estudo investigador das scenas e dos costumes populares é o melhor meio de poderem reproduzir-se os usos, a indole, o progresso, e as feições typicas de quasquer povos; o que, a meu vêr, não é desserviço feito á historia caracteristica da feição e vida popular dos mesmos povos."
(Prologo)
Luís António de Araújo (1833-1908). "Jornalista e funcionário do Ministério das Obras Públicas, grande observador do quotidiano, colaborou em vários periódicos, escreveu diversas comédias e até manteve um almanaque humorístico com o seu nome. Quem actualmente procurar as obras de Luís de Araújo, deparar-se-á imediatamente com os Contos e Histórias (1871), especialmente por ter uma edição moderna (1984). Este livro é uma sucessão de frescos, em que os costumes oitocentistas são captados nos seus traços fundamentais."
(Fonte: armariumlibri.blogspot.com)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. As primeiras 22 páginas do livro foram deficientemente abertas, razão pela qual, se encontram mais "estreitas" que as restantes.
Raro.
30€
22 setembro, 2019
CARDOSO, Julio Arthur Lopes - HYPNOTISMO E SUGGESTÃO. Por... Medico e Professor. Lisboa, David Corazzi - Editor, 1888. In-8.º (17 cm) de 64 p. (inc. capas). Col. Bibliotheca do Povo e das Escolas, 20.ª Série, Numero 157
1.ª edição.
"Hypnotismo e Suggestão: - tal é o interessantissimo assumpto que todos hoje discutem, que os proprios jornaes exploram largamente, e que modernamente veio dar um impulso enorme ás sciencias psychologicas e á medicina mental.
Nos tribunaes e nas academias procura-se determinar a responsabilidade criminal do hypnotizado, verdadeiro automato sem consciencia nem liberdade, obedecendo á vontade a só á vontade de quem lhe suggere a idéa do acto criminoso; a sciencia procura avidamente estabelecer de um modo positivo as condições physiologicas e pathologicas d'estes phenomenos tão extraordinarios; finalmente, nos theatros surgem a todos os momentos hypnotizados e hypnotizadores, deslumbrando o publico com as suas experiencias tão maravilhosas - como, até certo ponto, verdadeiras e sinceras. [...]
O assumpto é, com effeito, tão interessante, tão palpitante de actualidade, tão cheio de elementos imprevistos, que, acreditamos piamente, não pranteará o curioso leitor como perdido o tempo que gastar em ler o presente livrinho."
(Excerto da Introducção)
Indice:
Introducção. | I - O Magnetismo e o Hypnotismo no passado. II - Que é o Hypnotismo? III - Phenomenos geraes do Hypnotismo. IV - Suggestão. V - Suggestões no estado de vigilia. Dupla vista. VI - Fascinação. VII - Theoria do Hypnotismo. VIII - Applicação do Hypnotismo á cura das doenças. IX - Suggestão e criminalidade.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
20€
1.ª edição.
"Hypnotismo e Suggestão: - tal é o interessantissimo assumpto que todos hoje discutem, que os proprios jornaes exploram largamente, e que modernamente veio dar um impulso enorme ás sciencias psychologicas e á medicina mental.
Nos tribunaes e nas academias procura-se determinar a responsabilidade criminal do hypnotizado, verdadeiro automato sem consciencia nem liberdade, obedecendo á vontade a só á vontade de quem lhe suggere a idéa do acto criminoso; a sciencia procura avidamente estabelecer de um modo positivo as condições physiologicas e pathologicas d'estes phenomenos tão extraordinarios; finalmente, nos theatros surgem a todos os momentos hypnotizados e hypnotizadores, deslumbrando o publico com as suas experiencias tão maravilhosas - como, até certo ponto, verdadeiras e sinceras. [...]
O assumpto é, com effeito, tão interessante, tão palpitante de actualidade, tão cheio de elementos imprevistos, que, acreditamos piamente, não pranteará o curioso leitor como perdido o tempo que gastar em ler o presente livrinho."
(Excerto da Introducção)
Indice:
Introducção. | I - O Magnetismo e o Hypnotismo no passado. II - Que é o Hypnotismo? III - Phenomenos geraes do Hypnotismo. IV - Suggestão. V - Suggestões no estado de vigilia. Dupla vista. VI - Fascinação. VII - Theoria do Hypnotismo. VIII - Applicação do Hypnotismo á cura das doenças. IX - Suggestão e criminalidade.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
20€
18 setembro, 2019
DISCURSO SOBRE OS ACONTECIMENTOS DO DIA 30 DE MAIO DE 1823. Lisboa, Na Typographia de J. F. M. de Campos, 1823. In-8.º (21 cm) de 8 p.1.ª edição.
Inflamado
opúsculo anónimo de forte pendor absolutista, anti-liberal e maçónico,
publicado na sequência da “Vila-Francada”, golpe de Estado ocorrido
entre 27 de Maio e 3 de Junho de 1823, e que pôs fim à primeira
experiência liberal em Portugal.
“Graças,
Portuguezes, à benéfica providencia, com que o Altissimo nos
singulariza e protege! […] A infame vergonhosa e desgraçada escravidão, a
que hum bando de egoístas miseráveis, tão ignorantes como malvados e
atrevidos tinha reduzido esta ínclita nação, fingindo querer regenera-la
[…] essa infame escravidão ou Rebellião Maçonica, de que resultou a
separação do Brasil […] quando ella se preparava para reproduzir no meio
de nós os últimos horrores da Revolução de França e nos tinha conduzido
á borda do precipício, expirou e desappareceo, como e quando menos se
esperava. […] Cessou, expirou esse tyrannico Imperio da impostura
liberal, que por 3 annos tem flagellado a nossa desgraçada Nação com
huma impudência e iniquidade apenas própria de Cannibais! Está patente
que essa liberdade, e igualdade que nos promettião, he mil vezes mais
insuportável do que esse monstruoso despotismo, que eles fingião e se
gloriavão de vir destruir. […] Consolai-vos, Portugueses honrados,
estaes livres do jugo desse bando de impostores Liberaes. Voltareis cedo
á fruição de vossos Empregos e Bens, e não sereis mais excluidos
d’elles, ou inhibidos de fazer fortuna, só pelo motivo de não terdes o
vosso nome escripto na matricula de alguma Loja de Pedreiros Livres…”
(Excerto do texto)
(Excerto do texto)
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação.
Raro.
15€
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História,
História de Portugal,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Lutas Liberais,
Política
13 setembro, 2019
TEIXEIRA, José da Silva - METHODO PRATICO DE VOLAPÜK. Por... Porto, Livraria Gutenberg de Antonio José da Silva Teixeira, 1886. In-4.º (23 cm) de V, [1], 57, [1] p. ; B.
1.ª edição.
1.ª edição.
"Língua artificial que o seu autor, o alemão J. Martin Schleyer (1839-1913), pretendia universalizar, e que se compunha de dezoito consoantes e oito vogais, com correspondência exata entre a pronúncia e a escrita."
(Fonte: infopédia)
Publicação pioneira entre nós. Manual de divulgação do volapük, língua universal precursora do «esperanto».
Publicação pioneira entre nós. Manual de divulgação do volapük, língua universal precursora do «esperanto».
"Volapük, de vol, mundo, e pük, lingua, é uma lingua commercial universal, inventada pelo snr. Johann Martin de Schleyer, de Constança, Alemanha.
O snr. Schleyer estudou theologia catholica, philosophia, historia, alguma coisa de medicina e cincoenta e cinco linguas... [...]
Além de poeta e litterato é o snr. Schleyer um distinctissimo philologo. [...]
Para a propagação do volapük tèm-se organisado desde 1882 até hoje setenta e tantas associações. O volapük tem resistido aos ataques de todos os seus adversários, e ainda até hoje se não apresentou contra esta maravilhosa descoberta um unico argumento que não fosse immediatamente destruhido pelos homens que comprehendem o merecimento d'este meio de communicação e que comprehendem o seu immenso alcance. Em todo o mundo ha numerosissimos cursos gratuitos de volapük, e o numero de pessoas que sabem esta lingua augmenta todos os mezes alguns milhares nas cinco partes do mundo.
Ha já muitas casas commerciaes em todas as nações que fazem a sua correspondencia estrangeira em volapük e em breve tempo todas as casas commerciaes terão pessoal habilitado para fazer a correspondencia n'esta lingua universal. [...]
Todos os beneficios que o volapük proporciona á humanidade são já conhecidos em Portugal; pareceu-nos, pois, que não seria fóra de proposito a publicação d'um methodo pratico de volapük ao alcance de todos os que quizerem aproveitar-se d'este meio de communicação. Todas as nações da Europa e algumas da America possuem já, cada uma em seu idioma, grammaticas, methodos e diccionarios para o estudo do volapük: sigamos o seu exemplo."
(Excerto de Prefacio)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas com defeitos e falhas de papel nas margens. Deve ser encadernado.
Raro.
Com interesse histórico e filológico.
Sem registo na BNP.
20€
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*TEIXEIRA (José da Silva),
1ª E D I Ç Ã O,
Curiosidades,
Filologia,
História,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Manuais / Compêndios
10 setembro, 2019
DOCUMENTOS APRESENTADOS ÁS CORTES NA SESSÃO LEGISLATIVA DE 1879 PELO MINISTRO E SECRETARIO D'ESTADO DOS NEGOCIOS ESTRANGEIROS. - Questão das Pescarias. - NEGOCIOS EXTERNOS. Lisboa, Imprensa Nacional, 1879. In-fólio (30x21 cm) de [4], 270, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Relatório de 1879, inscrito no Livro Branco das Pescas, que retrata o estado da actividade piscatória em Portugal na época. Trata-se de um documento importantíssimo cuja origem se deve a um incidente entre pescadores portugueses e espanhóis, por estes últimos se encontrarem a pescar sem autorização ao largo de Vila Real de Santo António. A 'questão local', evoluiu rapidamente para um conflito diplomático entre os dois países que ficaria conhecido para a história por "Questão das Pescarias", e que obrigou a intensas negociações, com troca de correspondência entre as autoridades dos dois países (Outubro de 1877-Setembro de 1878), inclusas no presente Livro Branco.
"Parece certo que a institucionalização do sector das pescas, em Portugal (e em Espanha) foi acelerada pela necessidade de negociações com interlocutores que se impunham, suscitando um amplo debate de aferição do impacto do Convénio de 1878, relatado em sucessivos Livros Brancos (1879, 1882, 1886), reveladores das questões à volta da apropriação do espaço económico e territorial, e que culminará no Convénio de 1885. As questões decorrentes do acordo focam, fundamentalmente, dois pontos da costa: no Rio Minho, fronteira entre a Galiza e o Norte de Portugal, e o Guadiana, entre Vila Real de S. António e Ayamonte. No primeiro caso as informações compiladas reflectem uma convivência pacífica, com raras excepções. No segundo, no limite do Algarve, os conflitos ganharam grande amplitude.
A Questão das Pescarias ou Livro Branco, de 1879, subsequente ao tratado de 1878, constitui um conjunto considerável de documentos (124) que, no âmbito da sessão legislativa de 1879 foram apresentados às Cortes Portuguesas. Focam, acima de tudo, as relações de pesca entre Portugal e Espanha, mas cingindo-se muito particularmente às relações entre a costa do Algarve e a costa Andaluza. Os livros subsequentes (1882 e 1886) denunciam as mesmas questões. O episódio, que fez despoletar a discussão pública, sucedeu a 2 de Outubro de 1877, relatado pelo administrador do concelho de Vila Real de Santo António. Informava acerca de alguns galeões espanhóis que haviam sido apanhados a pescar ao largo do mesmo concelho, mesmo sem as autorizações devidas, exorbitando o limite das águas espanholas, por “boa ou má interpretação dada ao limite da linha onde termina a autoridade marítima de Portugal e começa a liberdade dos mares …”, a chamada “linha de respeito”. A presença de um vapor de guerra espanhol que se encontrava ao largo de Vila Real a proteger os pescadores espanhóis, teria feito exaltar os ânimos de pescadores portugueses que se lançaram sobre os espanhóis. As trocas de palavras azedas e agressões exigiram um inquérito."(Fonte: http://www.usc.es/estaticos/congresos/histec05/b6_amorim.pdf)
"Estação telegraphica de Faro, em 2 de outubro de 1877, ás duas horas e dez minutos da tarde. - Ao em.mo ministro do reino. - Lisboa. - Por telegramma de hoje o administrador do concelho de Villa Real de Santo Antonio participou que alguns galeões hespanhoes tinham apparecido em a nossa costa, pretendendo pescar, como effectivamente pescaram, dentro da linha de respeito, e que por isso receiava se levantassem conflictos com os barcos de pesca portuguezes.
Por outro telegramma o mesmo administrador participou que os previstos conflictos começaram arrombando um galeão hespanhol um barco de pesca portuguez, e atacando a tripulação d'este com cutelos e navalhas, não havendo porém desgraças a lamentar.
por este governo civil ordenou-se ao administrador do concelho que, de accordo com a auctoridade maritima d'aquelle porto, empregasse todos os meios ao seu alcance para evitar novos conflictos emquanto se pediam ao governo, como peço, as necessarias providencias. Pelo ministerio da marinha baixou a este governo civil, para ser informada, uma correspondencia trocada entre o chefe do departamento maritimo do sul e o capitão do porto de Villa Real sobre o mesmo assumpto, informação que pelo correio de hoje tenho a honra de remetter."
(Questão das Pescarias, N.º 1 - O Governador Civil Interino de Faro ao sr. Marquez d'Avilla e de Bolama, Ministro do Reino | Telegramma.)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis, oxidadas, com um rasgão na capa (sem perda de papel) e pequenas falhas e defeitos marginais. Miolo limpo.
Raro.
Com interesse histórico.
125€
1.ª edição.
Relatório de 1879, inscrito no Livro Branco das Pescas, que retrata o estado da actividade piscatória em Portugal na época. Trata-se de um documento importantíssimo cuja origem se deve a um incidente entre pescadores portugueses e espanhóis, por estes últimos se encontrarem a pescar sem autorização ao largo de Vila Real de Santo António. A 'questão local', evoluiu rapidamente para um conflito diplomático entre os dois países que ficaria conhecido para a história por "Questão das Pescarias", e que obrigou a intensas negociações, com troca de correspondência entre as autoridades dos dois países (Outubro de 1877-Setembro de 1878), inclusas no presente Livro Branco.
"Parece certo que a institucionalização do sector das pescas, em Portugal (e em Espanha) foi acelerada pela necessidade de negociações com interlocutores que se impunham, suscitando um amplo debate de aferição do impacto do Convénio de 1878, relatado em sucessivos Livros Brancos (1879, 1882, 1886), reveladores das questões à volta da apropriação do espaço económico e territorial, e que culminará no Convénio de 1885. As questões decorrentes do acordo focam, fundamentalmente, dois pontos da costa: no Rio Minho, fronteira entre a Galiza e o Norte de Portugal, e o Guadiana, entre Vila Real de S. António e Ayamonte. No primeiro caso as informações compiladas reflectem uma convivência pacífica, com raras excepções. No segundo, no limite do Algarve, os conflitos ganharam grande amplitude.
A Questão das Pescarias ou Livro Branco, de 1879, subsequente ao tratado de 1878, constitui um conjunto considerável de documentos (124) que, no âmbito da sessão legislativa de 1879 foram apresentados às Cortes Portuguesas. Focam, acima de tudo, as relações de pesca entre Portugal e Espanha, mas cingindo-se muito particularmente às relações entre a costa do Algarve e a costa Andaluza. Os livros subsequentes (1882 e 1886) denunciam as mesmas questões. O episódio, que fez despoletar a discussão pública, sucedeu a 2 de Outubro de 1877, relatado pelo administrador do concelho de Vila Real de Santo António. Informava acerca de alguns galeões espanhóis que haviam sido apanhados a pescar ao largo do mesmo concelho, mesmo sem as autorizações devidas, exorbitando o limite das águas espanholas, por “boa ou má interpretação dada ao limite da linha onde termina a autoridade marítima de Portugal e começa a liberdade dos mares …”, a chamada “linha de respeito”. A presença de um vapor de guerra espanhol que se encontrava ao largo de Vila Real a proteger os pescadores espanhóis, teria feito exaltar os ânimos de pescadores portugueses que se lançaram sobre os espanhóis. As trocas de palavras azedas e agressões exigiram um inquérito."(Fonte: http://www.usc.es/estaticos/congresos/histec05/b6_amorim.pdf)
"Estação telegraphica de Faro, em 2 de outubro de 1877, ás duas horas e dez minutos da tarde. - Ao em.mo ministro do reino. - Lisboa. - Por telegramma de hoje o administrador do concelho de Villa Real de Santo Antonio participou que alguns galeões hespanhoes tinham apparecido em a nossa costa, pretendendo pescar, como effectivamente pescaram, dentro da linha de respeito, e que por isso receiava se levantassem conflictos com os barcos de pesca portuguezes.
Por outro telegramma o mesmo administrador participou que os previstos conflictos começaram arrombando um galeão hespanhol um barco de pesca portuguez, e atacando a tripulação d'este com cutelos e navalhas, não havendo porém desgraças a lamentar.
por este governo civil ordenou-se ao administrador do concelho que, de accordo com a auctoridade maritima d'aquelle porto, empregasse todos os meios ao seu alcance para evitar novos conflictos emquanto se pediam ao governo, como peço, as necessarias providencias. Pelo ministerio da marinha baixou a este governo civil, para ser informada, uma correspondencia trocada entre o chefe do departamento maritimo do sul e o capitão do porto de Villa Real sobre o mesmo assumpto, informação que pelo correio de hoje tenho a honra de remetter."
(Questão das Pescarias, N.º 1 - O Governador Civil Interino de Faro ao sr. Marquez d'Avilla e de Bolama, Ministro do Reino | Telegramma.)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis, oxidadas, com um rasgão na capa (sem perda de papel) e pequenas falhas e defeitos marginais. Miolo limpo.
Raro.
Com interesse histórico.
125€
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05 setembro, 2019
PORTUGAL, João da Cunha Neves e Carvalho - MEMORIA ÁCERCA DO CONVENIO, OU PACTO SUCCESSORIO, CELEBRADO ENTRE O CONDE D. HENRIQUE, E SEU PRIMO, O CONDE D. REIMÃO, SOBRE OS ESTADOS DE SEU SOGRO COMMUM, O IMPERADOR D. AFFONSO SEXTO. Por... Socio da Academia Real das Sciencias. Lisboa, Na Typographia da mesma Academia, 1844. In-fólio (31,5x22 cm) de [2], 24 p.
1.ª edição.
Estudo histórico com interesse para a fundação da nacionalidade. Reproduz o pacto firmado entre os dois primos - D. Henrique (pai de D. Afonso Henriques) e D. Raimundo - para a partilha do território após a morte do sogro de ambos, D. Afonso VI de Leão e Castela (1043-1109).
"Este notavel acontecimento, Senhores, pareceo tão insolito, e extraordinario a alguns Auctores nacionaes, e estrangeiros, que, desesperando dar-lhe explicação, negárão-lhe a existencia. He esta a mais curta das soluções scientificas; mas he igualmente o mais funesto, e atrazor resultado do scepticismo ignavo, e orgulhoso. Eu preferiria dos dois extremos, antes a creduliade historica, pia, e benevola, do que o dogmatismo desdenhoso, que engeita tudo, o que não comprehende: aquella, ao menos, dilata a esphera á imaginação, e dá hum certo prazer á alma, que naturalmente se deleita com a contemplação de successos fóra do commum, com a apparição de phenomenos raros; este, pelo contrario, encurta, e amesquinha o exercicio da intelligencia; tudo o que he fóra do vulgar, ou regeita, ou dá de suspeito; e apagando a ambição nobre do exame, e discussão, córta o caminho unico, seguro, de chegar á verdade, á evidencia. [...]
Trasladado em vulgar, diz assim «Ao muito pio, e veneravel Hugo, abbade de Cluni, e a toda a Congregação do bemaventurado S. Pedro, que lhe está sugeita, o conde Raimundo, seu filho, e o conde Henrique, seu familiar, envião muito saudar. Sabei charissimo Padre, que depois de havermos visto, e tratado o Legado, que nos enviaste, assentámos, pelo amor de Deos, e do Apostolo S. Pedro, não menos que em reverencia á vossa alta dignidade, depositar nas mãos do veneravel Dalmacio Gevet, o seguinte nosso concerto: = Em nome do Padre, do Filho, e do Espirito Santo. Em penhor de inteiro amor, e concordia, que nos une, accordamos, e promettemos, com juramento, hum ao outro, nós ditos condes, Raimundo e Henrique, o seguinte: Pela minha parte, eu o conde Henrique prometto lealmente, e asseguro, sem sombra de dissimulação, e falsidade, ao conde D. Raimundo todo o auxilio, e assistencia, que em mim couber, para a incolumidade da sua pessoa, para sua liberdade inteira, com perfeita, e constante amisade, pondo-me em campo, se necessario for, para este effeito, o que juro. Juro igualmente, que depois do fallecimento del-rei D. Affonso, nosso sogro, defenderei, contra todos, homem, ou mulher, toda esta Terra de sua herança, afim de que elle dito conde D. Raimundo, a possua, e adquira, como seu particular senhor. Da mesma sorte juro, que se acaso me tocar haver ás mãos, primeiro que elle, o thesouro existente dentro da cidade de Toledo, lhe entregarei duas partes, e só para mim reservarei a terceira. Amen."
(Excerto do texto)
Exemplar desencadernado, por aparar, com margens generosas, em bom estado de conservação. Apresenta picos de acidez ao longo do livro, sobretudo junto ao corte das folhas.
Raro.
Com interesse histórico.
40€
1.ª edição.
Estudo histórico com interesse para a fundação da nacionalidade. Reproduz o pacto firmado entre os dois primos - D. Henrique (pai de D. Afonso Henriques) e D. Raimundo - para a partilha do território após a morte do sogro de ambos, D. Afonso VI de Leão e Castela (1043-1109).
"Este notavel acontecimento, Senhores, pareceo tão insolito, e extraordinario a alguns Auctores nacionaes, e estrangeiros, que, desesperando dar-lhe explicação, negárão-lhe a existencia. He esta a mais curta das soluções scientificas; mas he igualmente o mais funesto, e atrazor resultado do scepticismo ignavo, e orgulhoso. Eu preferiria dos dois extremos, antes a creduliade historica, pia, e benevola, do que o dogmatismo desdenhoso, que engeita tudo, o que não comprehende: aquella, ao menos, dilata a esphera á imaginação, e dá hum certo prazer á alma, que naturalmente se deleita com a contemplação de successos fóra do commum, com a apparição de phenomenos raros; este, pelo contrario, encurta, e amesquinha o exercicio da intelligencia; tudo o que he fóra do vulgar, ou regeita, ou dá de suspeito; e apagando a ambição nobre do exame, e discussão, córta o caminho unico, seguro, de chegar á verdade, á evidencia. [...]
Trasladado em vulgar, diz assim «Ao muito pio, e veneravel Hugo, abbade de Cluni, e a toda a Congregação do bemaventurado S. Pedro, que lhe está sugeita, o conde Raimundo, seu filho, e o conde Henrique, seu familiar, envião muito saudar. Sabei charissimo Padre, que depois de havermos visto, e tratado o Legado, que nos enviaste, assentámos, pelo amor de Deos, e do Apostolo S. Pedro, não menos que em reverencia á vossa alta dignidade, depositar nas mãos do veneravel Dalmacio Gevet, o seguinte nosso concerto: = Em nome do Padre, do Filho, e do Espirito Santo. Em penhor de inteiro amor, e concordia, que nos une, accordamos, e promettemos, com juramento, hum ao outro, nós ditos condes, Raimundo e Henrique, o seguinte: Pela minha parte, eu o conde Henrique prometto lealmente, e asseguro, sem sombra de dissimulação, e falsidade, ao conde D. Raimundo todo o auxilio, e assistencia, que em mim couber, para a incolumidade da sua pessoa, para sua liberdade inteira, com perfeita, e constante amisade, pondo-me em campo, se necessario for, para este effeito, o que juro. Juro igualmente, que depois do fallecimento del-rei D. Affonso, nosso sogro, defenderei, contra todos, homem, ou mulher, toda esta Terra de sua herança, afim de que elle dito conde D. Raimundo, a possua, e adquira, como seu particular senhor. Da mesma sorte juro, que se acaso me tocar haver ás mãos, primeiro que elle, o thesouro existente dentro da cidade de Toledo, lhe entregarei duas partes, e só para mim reservarei a terceira. Amen."
(Excerto do texto)
Exemplar desencadernado, por aparar, com margens generosas, em bom estado de conservação. Apresenta picos de acidez ao longo do livro, sobretudo junto ao corte das folhas.
Raro.
Com interesse histórico.
40€
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Idade Média,
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Livros séc. XIX
31 agosto, 2019
MANUAL DO PRESTIDIGITADOR. Escamoteio de cartas, ligeireza de mãos, desapparições mysteriosas, illusionismo, magnetismo, fascinação, Trucs de sala, e physica recreativa. AO ALCANCE DE TODOS. 4.ª edição illustrada com 100 gravuras explicativas. E consideravelmente augmentada com muitas sortes de novidade entre as quaes uma de Transmissão do Pensamento. Lisboa, Editor - Arnaldo Bordallo : Successor de Joaquim José Bordallo, 1894. In-8.º (20 cm) de 234, [6] p. ; mto il. ; E.
Curioso manual de ilusionismo.
Ilustrado ao longo do texto com bonitos desenhos exemplificativos.
"Para ser um bom prestidigitador necessita-se duas coisas essenciaes: ligeireza de mãos e espirito.
O espirito é indispensavel á prestidigitação para não tornar monotonas as experiencias, sobretudo quando são mais complicadas e demoradas. Preferimos ver um mau discipulo de Hermann espirituoso, que um soberbo Cagliostro semsaborão.
A 4.ª edição do Manual do Prestidigitador, consideravelmente augmentada em texto e em gravuras explicativas - razão porque fomos obrigados a elevar o seu preço - vae desvendar certos mysterios da magia, ainda até hoje ignorados por muitos.
Que nos desculpem os senhores magicos de officio as nossas revelações.
Mas que prazer não sentirá o leitor ao executar estas sortes? Quando em um salão, depois de ter divertido as pessoas presentes, vir todos os olhos maravilhados pelos seus prodigios, ouvir os bravos e as palmas, ha de sentir evidentemente uma certa alegria."
(Excerto da Introducção).
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Lombada cansada nas extremidades. Carimbo oleográfico na f. rosto.
Raro.
50€
Curioso manual de ilusionismo.
Ilustrado ao longo do texto com bonitos desenhos exemplificativos.
"Para ser um bom prestidigitador necessita-se duas coisas essenciaes: ligeireza de mãos e espirito.
O espirito é indispensavel á prestidigitação para não tornar monotonas as experiencias, sobretudo quando são mais complicadas e demoradas. Preferimos ver um mau discipulo de Hermann espirituoso, que um soberbo Cagliostro semsaborão.
A 4.ª edição do Manual do Prestidigitador, consideravelmente augmentada em texto e em gravuras explicativas - razão porque fomos obrigados a elevar o seu preço - vae desvendar certos mysterios da magia, ainda até hoje ignorados por muitos.
Que nos desculpem os senhores magicos de officio as nossas revelações.
Mas que prazer não sentirá o leitor ao executar estas sortes? Quando em um salão, depois de ter divertido as pessoas presentes, vir todos os olhos maravilhados pelos seus prodigios, ouvir os bravos e as palmas, ha de sentir evidentemente uma certa alegria."
(Excerto da Introducção).
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Lombada cansada nas extremidades. Carimbo oleográfico na f. rosto.
Raro.
50€
28 agosto, 2019
CARVALHO, Rozendo Antonio de - POESIAS DE ROZENDO ANTONIO DE CARVALHO. Obra pósthuma precedida d'uma nota biographica sobre o auctor. Coimbra, Livraria de José Mesquita, 1866. In-8.º (20,5 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Poeta natural da Bairrada, cirurgião num regimento na guerra com os franceses, "trocou a arte de tirar dentes e de compor canellas, pela de versejar", em Coimbra, sua cidade por adopção.
"O empenho que o publico tem mostrado em ler e possuir as poesias do famoso Rozendo nos fez conceber a empreza de as colligir e publicar.
Não consta que o nosso poeta tivesse reunido em um só corpo os ricos productos do seu raro talento; era generoso e desalinhado, predicados caracteristicos da maior parte dos grandes poetas. Contava com a sua fecundidade, e feliz inspiração, não enthesourava; este encargo deixava-o, com nobre orgulho, ao zelo dos seus admiradores. Rozendo improvisava, e com este sublime dote attrahia energicos applausos dos seus ouvintes estupefactos. [...]
1.ª edição.
Poeta natural da Bairrada, cirurgião num regimento na guerra com os franceses, "trocou a arte de tirar dentes e de compor canellas, pela de versejar", em Coimbra, sua cidade por adopção.
"O empenho que o publico tem mostrado em ler e possuir as poesias do famoso Rozendo nos fez conceber a empreza de as colligir e publicar.
Não consta que o nosso poeta tivesse reunido em um só corpo os ricos productos do seu raro talento; era generoso e desalinhado, predicados caracteristicos da maior parte dos grandes poetas. Contava com a sua fecundidade, e feliz inspiração, não enthesourava; este encargo deixava-o, com nobre orgulho, ao zelo dos seus admiradores. Rozendo improvisava, e com este sublime dote attrahia energicos applausos dos seus ouvintes estupefactos. [...]
A rapaziada academica considerava o poeta Rozendo como um dos primeiros elementos das suas patuscadas, e o appelidavam causa Nostra Lætitiæ. O que na verdade era uma autonomasia gloriosa.
Conversando fóra de delirio poetico não desdizia de razão, mas tornava-se um perfeito maniaco logo que se convencia, ou fingia convencer-se, de que tinha inspirações sublimes. Então as idéas perturbavam-se e affluiam-lhe essas rajadas de absurdos, bem ou mal metrificados - Rozendices - que os ouvintes applaudiam com estrepitosas gargalhadas. Rozendo, sem falta de senso comum, fazia o que um homem com perfeito juizo, ainda mesmo depois de grande esforço, não seria capaz de fazer. Eis aqui o principal merecimento de Rozendo."
(Excerto da Advertencia e noticia biographica do auctor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos, levemente descoloridas.
Raro.
A BNP dá notícia de um exemplar existente na Bib. João Paulo II (UCP).
35€
Reservado
Reservado
25 agosto, 2019
MONTEIRO, D. J. de Nautet - O GUARDA-LIVROS POPULAR. Pelo guarda-livros... [Lisboa], Editor: Alfredo da Costa Braga, 1889 (na capa 1890]. In-8.º (19 cm) de 171, [5] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Curioso tratado prático de contabilidade.
Ilustrado ao longo das páginas de texto com quadros e tabelas contabilísticas.
"O presente tratado procura preencher uma lacuna que existe no ensino da contabilidade commercial, evitando verbosidade que prende o espirito de quem aprende, obrigando-o a procurar, entre muitas palavras desnecessarias, o que pretende saber, nem tão pouco indo ao outro extremo de ser tão abstracto, que sómente os muito entendidos na materia o possam comprehender.
Procuramos por meio de exemplificações, acompanhadas de claras explicações, demonstrar a arte de guarda livros, a quem procura sel-o; pois é certo que as demonstrações praticas valem muito mais que a percepção do que longas explicações, que confundem em vez de illucidar."
(Excerto do Prefacio)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Ausência da f. anterrosto.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
Curioso tratado prático de contabilidade.
Ilustrado ao longo das páginas de texto com quadros e tabelas contabilísticas.
"O presente tratado procura preencher uma lacuna que existe no ensino da contabilidade commercial, evitando verbosidade que prende o espirito de quem aprende, obrigando-o a procurar, entre muitas palavras desnecessarias, o que pretende saber, nem tão pouco indo ao outro extremo de ser tão abstracto, que sómente os muito entendidos na materia o possam comprehender.
Procuramos por meio de exemplificações, acompanhadas de claras explicações, demonstrar a arte de guarda livros, a quem procura sel-o; pois é certo que as demonstrações praticas valem muito mais que a percepção do que longas explicações, que confundem em vez de illucidar."
(Excerto do Prefacio)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Ausência da f. anterrosto.
Raro.
Indisponível
15 agosto, 2019
MARTINS, J. P. Oliveira - AS ELEIÇÕES (1878). Lisboa, Em Casa da Viuva Bertrand & C.ª (Successores, Carvalho & C.ª), 1878. In-8.º (22,5 cm) de 66, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Rara edição original deste interessante ensaio histórico e político sobre o sufrágio democrático.
"As idéas que exponho ao publico n'este opusculo já por vezes e verbalmente as tinha exposto a pessoas de elevado criterio, larga experiencia politica e provados conhecimentos. O acolhimento e meditada approvação com que foram recebidas incitaram-me a dar-lhes circulação mais geral.
Esperava o desdenhoso sorrir dos que tomam como paradoxos tudo o que sáe da estreita esphera da rotina constitucional: encontrei cousa diversa em muitos conservadores e em bastantes demagogos das minhas relações.
Decidi-me, pois, a publicar, n'um rapido esboço o systema das minhas idéas sobre a Representação do poder politico. Não lhe dei, nem penso dar-lhe o desenvolvimento conveniente, porque é provavel que o publico portuguez acolha o plano de um modo inteiramente diverso: isto é, com aquelle soberano desdem dos que possuem a consciencia de quanto valem."
(Preâmbulo)
"Cousa alguma demonstra melhor do que as eleições o conflicto permanente entre o modo real de sentir dos cidadãos e o modo convencional que faz com que á manifestação dos interesses e ambições de uma minoria minima se chame nos jornaes expressão da opinião publica.
O publico portuguez não tem opinião politica, nem partido. O interesse, quasi sempre nas suas fórmas mais elementares, muitas vezes nos seus aspectos mais abjectos, é o unico propulsor da machina eleitoral. Aquelles a quem nenhum interesse chama a votar, não votam; os que votam, fazem-no com um sentimento de tedio e de indifferença, e como quem tem a consciencia de praticar uma acção antiphatica.
Blazonar-se de não votar é cousa que se ouve a cada instante. Abster-se, passa por um acto nobre. Os que não tém politica, confessam-no com orgulho. Muitos dos que a tém chamam galés á profissão, e dizendo-o, ou exprimem o sentimento de nojo que se lhes levanta na consciencia, ou affectam partilhar uma repugnancia que a intelligencia lhe diz ser fundada.
As eleições são um acto condemnado. Quem as não verbera, escarnece-as. Quando não provocam anathemas, provocam chascos: duas fórmas de reprovação, identicas em si, mas expressas por modos que differem com os temperamentos. A maxima parte das vezes não provocam, porém, senão a indifferença com que quasi toda a gente olha para a miseria e para a immundice."
(Excerto do Cap. I)
Joaquim Pedro de Oliveira Martins (1845-1894). "Historiador, economista, antropólogo, crítico social e político, a sua ação e os seus trabalhos suscitaram controvérsia e tiveram considerável influência, não apenas em historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX, mas na própria vida política portuguesa contemporânea. Desde 1867, Oliveira Martins experimentou diversos géneros de divulgação cultural: romance e drama históricos, ensaios de reflexão histórica e política e doutrinária. Mas essas tentativas, de valor desigual, não alcançaram grande sucesso. Em 1879, dá-se uma inflexão no seu percurso intelectual, com o início da publicação da Biblioteca das Ciências Sociais, de sua exclusiva autoria. Embora alheia a intenções doutrinárias e ao espírito de sistema dominante na época (positivismo, determinismos vários), não deixaria de, pontualmente, exprimir estas tendências. Pelo largo fôlego e diversidade de matérias que pretendia abarcar - história peninsular, história nacional e ultramarina, história de Roma, antropologia, mitos religiosos, demografia, temas de economia e finanças, etc. - a coleção constituiu um projeto sem precedentes no meio cultural português da Regeneração, com o objetivo de generalizar todo um conjunto de saberes entre um público alargado. O empreendimento editorial ficaria marcado pelo autodidatismo de Oliveira Martins, uma curiosidade científica sem limites e um bem evidente pendor interdisciplinar e globalizante. Esse autodidatismo é afinal indissociável do próprio percurso biográfico e profissional do historiador."
(Fonte: http://cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xix/oliveira-martins.html#.XVLSqkfOWM8)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos marginais; falha de papel no canto inferior esquerdo da contracapa. Deve ser encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
30€
1.ª edição.
Rara edição original deste interessante ensaio histórico e político sobre o sufrágio democrático.
"As idéas que exponho ao publico n'este opusculo já por vezes e verbalmente as tinha exposto a pessoas de elevado criterio, larga experiencia politica e provados conhecimentos. O acolhimento e meditada approvação com que foram recebidas incitaram-me a dar-lhes circulação mais geral.
Esperava o desdenhoso sorrir dos que tomam como paradoxos tudo o que sáe da estreita esphera da rotina constitucional: encontrei cousa diversa em muitos conservadores e em bastantes demagogos das minhas relações.
Decidi-me, pois, a publicar, n'um rapido esboço o systema das minhas idéas sobre a Representação do poder politico. Não lhe dei, nem penso dar-lhe o desenvolvimento conveniente, porque é provavel que o publico portuguez acolha o plano de um modo inteiramente diverso: isto é, com aquelle soberano desdem dos que possuem a consciencia de quanto valem."
(Preâmbulo)
"Cousa alguma demonstra melhor do que as eleições o conflicto permanente entre o modo real de sentir dos cidadãos e o modo convencional que faz com que á manifestação dos interesses e ambições de uma minoria minima se chame nos jornaes expressão da opinião publica.
O publico portuguez não tem opinião politica, nem partido. O interesse, quasi sempre nas suas fórmas mais elementares, muitas vezes nos seus aspectos mais abjectos, é o unico propulsor da machina eleitoral. Aquelles a quem nenhum interesse chama a votar, não votam; os que votam, fazem-no com um sentimento de tedio e de indifferença, e como quem tem a consciencia de praticar uma acção antiphatica.
Blazonar-se de não votar é cousa que se ouve a cada instante. Abster-se, passa por um acto nobre. Os que não tém politica, confessam-no com orgulho. Muitos dos que a tém chamam galés á profissão, e dizendo-o, ou exprimem o sentimento de nojo que se lhes levanta na consciencia, ou affectam partilhar uma repugnancia que a intelligencia lhe diz ser fundada.
As eleições são um acto condemnado. Quem as não verbera, escarnece-as. Quando não provocam anathemas, provocam chascos: duas fórmas de reprovação, identicas em si, mas expressas por modos que differem com os temperamentos. A maxima parte das vezes não provocam, porém, senão a indifferença com que quasi toda a gente olha para a miseria e para a immundice."
(Excerto do Cap. I)
Joaquim Pedro de Oliveira Martins (1845-1894). "Historiador, economista, antropólogo, crítico social e político, a sua ação e os seus trabalhos suscitaram controvérsia e tiveram considerável influência, não apenas em historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX, mas na própria vida política portuguesa contemporânea. Desde 1867, Oliveira Martins experimentou diversos géneros de divulgação cultural: romance e drama históricos, ensaios de reflexão histórica e política e doutrinária. Mas essas tentativas, de valor desigual, não alcançaram grande sucesso. Em 1879, dá-se uma inflexão no seu percurso intelectual, com o início da publicação da Biblioteca das Ciências Sociais, de sua exclusiva autoria. Embora alheia a intenções doutrinárias e ao espírito de sistema dominante na época (positivismo, determinismos vários), não deixaria de, pontualmente, exprimir estas tendências. Pelo largo fôlego e diversidade de matérias que pretendia abarcar - história peninsular, história nacional e ultramarina, história de Roma, antropologia, mitos religiosos, demografia, temas de economia e finanças, etc. - a coleção constituiu um projeto sem precedentes no meio cultural português da Regeneração, com o objetivo de generalizar todo um conjunto de saberes entre um público alargado. O empreendimento editorial ficaria marcado pelo autodidatismo de Oliveira Martins, uma curiosidade científica sem limites e um bem evidente pendor interdisciplinar e globalizante. Esse autodidatismo é afinal indissociável do próprio percurso biográfico e profissional do historiador."
(Fonte: http://cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xix/oliveira-martins.html#.XVLSqkfOWM8)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos marginais; falha de papel no canto inferior esquerdo da contracapa. Deve ser encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
30€
04 agosto, 2019
CONCEIÇÃO, Antonio Pereira da - ROTEIRO DE CABO FRIO ATÉ AO PORTO DE SANTOS. Por... Porto, Typ. de Alexandre da Fonseca Vasconcellos, 1875. In-8.º (20,5 cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso roteiro técnico, descritivo de todos os pontos marítimos relevantes entre Cabo Frio (Rio de Janeiro) e Santos (São Paulo). Inclui uma pormenorizada descrição do porto do Rio de Janeiro e as suas particularidades, bem como os conselhos do autor para uma correcta entrada no Porto.
"Cabo Frio - É um promontorio bastante elevado, tendo da parte do Sudoeste a ilha do mesmo nome; por esta circumstancia fórma entre o continente e a ilha da parte do Noroeste um bom ancoradouro, abrigado de todos os ventos excepto do Nordeste."
(Cabo Frio)
"Chegando o navio de noite, não havendo a bordo pessoa bem conhecedora do porto do Rio de Janeiro, é prudente dar fundo em frente ao Pão de Assucar, isto é É. O. com elle, para pela manhã ir para dentro coma briza do mar, porque muitas vezes a corrente sendo contraria á maré, faz desgovernar o navio no lugar mais perigoso, que é entre a Fortaleza de Santa Cruz e o forte do Lage."
(Para se entrar no Porto do Rio de Janeiro)
Matérias:
- Cabo Frio. - Cano Negro ou Ponta Negra. - A Gavia. - Pão de Assucar. - Farol da Ilha Raza. - A Ilha Redonda. - Para se entrar no Porto do Rio de Janeiro. - Ilha da Marambaia. - Bahia da Ilha Grande. - Ilha de S. Sebastião. - Estreito de S. Sebastião. - Os Alcatrazes. - Santos. - Para se entrar em Santos. - Barra de S. Vicente. - Queimada Grande.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Possui apenas a capa frontal, simples e lisa.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo, em "mau estado", com acesso restrito.
40€
1.ª edição.
Curioso roteiro técnico, descritivo de todos os pontos marítimos relevantes entre Cabo Frio (Rio de Janeiro) e Santos (São Paulo). Inclui uma pormenorizada descrição do porto do Rio de Janeiro e as suas particularidades, bem como os conselhos do autor para uma correcta entrada no Porto.
"Cabo Frio - É um promontorio bastante elevado, tendo da parte do Sudoeste a ilha do mesmo nome; por esta circumstancia fórma entre o continente e a ilha da parte do Noroeste um bom ancoradouro, abrigado de todos os ventos excepto do Nordeste."
(Cabo Frio)
"Chegando o navio de noite, não havendo a bordo pessoa bem conhecedora do porto do Rio de Janeiro, é prudente dar fundo em frente ao Pão de Assucar, isto é É. O. com elle, para pela manhã ir para dentro coma briza do mar, porque muitas vezes a corrente sendo contraria á maré, faz desgovernar o navio no lugar mais perigoso, que é entre a Fortaleza de Santa Cruz e o forte do Lage."
(Para se entrar no Porto do Rio de Janeiro)
Matérias:
- Cabo Frio. - Cano Negro ou Ponta Negra. - A Gavia. - Pão de Assucar. - Farol da Ilha Raza. - A Ilha Redonda. - Para se entrar no Porto do Rio de Janeiro. - Ilha da Marambaia. - Bahia da Ilha Grande. - Ilha de S. Sebastião. - Estreito de S. Sebastião. - Os Alcatrazes. - Santos. - Para se entrar em Santos. - Barra de S. Vicente. - Queimada Grande.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Possui apenas a capa frontal, simples e lisa.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo, em "mau estado", com acesso restrito.
40€
Etiquetas:
*CONCEIÇÃO (António Pereira da),
1ª E D I Ç Ã O,
Brasil,
Cabo Frio,
História,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Marinha,
Rio de Janeiro,
Roteiros
01 agosto, 2019
HOGAN, Alfredo - AS BRAZILEIRAS : comedia-drama em tres actos. Original portuguez por... Preço 300 réis. Lisboa, Typographia do Panorama, 1857. In-8.º (22,5cm) de 127, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Peça de teatro cuja acção decorre na corte do Rio de Janeiro, dezasseis anos após a Revolução Pernambucana.
Alfredo Possolo Hogan (1830-1865). "Nasceu e faleceu em Lisboa. Funcionário dos correios, cultivou a literatura negra, tornando-se um romancista e um dramaturgo bastante popular em Lisboa. Nas suas obras notam-se influências de Eugène Sue e Alexandre Dumas. Escreveu vários romances históricos: Marco Túlio ou o Agente dos Jesuítas (1853), Mistérios de Lisboa (romance em 4 volumes, 1851), Dois Ângelos ou Um Casamento Forçado (romance em 2 volumes, 1851-1852), etc. Das peças de teatro, destacam-se: Os Dissipadores (1858), A Máscara Social (1861), Nem Tudo que Luz É Oiro (1861), A Vida em Lisboa (em parceria com Júlio César Machado, 1861), O Dia 1.º de Dezembro de 1640 (1862), As Brasileiras; Segredos do Coração e O Colono. Foi-lhe atribuída (e com propriedade) a autoria do romance A Mão do Finado (1853), publicado anonimamente em Lisboa, pretendendo ser a continuação de O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas."
(Fonte: http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/hogan.htm)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
Peça de teatro cuja acção decorre na corte do Rio de Janeiro, dezasseis anos após a Revolução Pernambucana.
Alfredo Possolo Hogan (1830-1865). "Nasceu e faleceu em Lisboa. Funcionário dos correios, cultivou a literatura negra, tornando-se um romancista e um dramaturgo bastante popular em Lisboa. Nas suas obras notam-se influências de Eugène Sue e Alexandre Dumas. Escreveu vários romances históricos: Marco Túlio ou o Agente dos Jesuítas (1853), Mistérios de Lisboa (romance em 4 volumes, 1851), Dois Ângelos ou Um Casamento Forçado (romance em 2 volumes, 1851-1852), etc. Das peças de teatro, destacam-se: Os Dissipadores (1858), A Máscara Social (1861), Nem Tudo que Luz É Oiro (1861), A Vida em Lisboa (em parceria com Júlio César Machado, 1861), O Dia 1.º de Dezembro de 1640 (1862), As Brasileiras; Segredos do Coração e O Colono. Foi-lhe atribuída (e com propriedade) a autoria do romance A Mão do Finado (1853), publicado anonimamente em Lisboa, pretendendo ser a continuação de O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas."
(Fonte: http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/hogan.htm)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
Etiquetas:
*HOGAN (Alfredo),
1ª E D I Ç Ã O,
Brasil,
História,
História do Brasil,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Teatro
31 julho, 2019
MAGALHÃES, Luiz de - NOTAS E IMPRESSÕES. Artes e Lettras - Politica e Costumes. Porto, Livraria Portuense de Lopes & C.ª - editores, 1890. In-8.º (21,5cm) de 184, [6] p. ; B.
1.ª edição.
"Volume que reúne artigos escritos entre 1884 e 1889, originariamente publicados no jornal A Província e repartidos pelas secções anunciadas no subtítulo Artes e Letras - Política e Costumes. No artigo introdutório, "As Belas-Artes em Portugal", Luís de Magalhães esboça o quadro pessimista do movimento artístico português nas últimas décadas do século XIX. Em"Naturalismo e realismo", avalia as duas escolas literárias "criadas num movimento de reação contra os excessos espiritualistas e idealistas do romantismo" e denuncia o que considera serem os seus erros (a estética da cópia, a desvalorização do ideal), entendendo Naturalismo e Realismo como meros "pontos de vista relativos por onde se podem encarar os homens, as coisas e os sucessos". A tais correntes, que constituem importações literárias, Luís de Magalhães contrapõe o regresso da literatura portuguesa às suas tradições populares e nacionais, onde poderia colher "uma força, um ímpeto, uma vida, que raramente podem ter as transplantações e aclimações de sentimentos e lendas estranhas" ("A nau Catrineta"). Nos artigos que compõem a secção Política e Costumes, o autor critica o materialismo e a falência de crenças e de ideais que minam todos os setores da vida social portuguesa."
(Notas e Impressões in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-27 15:00:59]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$notas-e-impressoes)
Luís Cipriano Coelho de Magalhães (Lisboa, 13 de setembro de 1859 - Porto, 14 de dezembro de 1935), mais conhecido por Luís de Magalhães, foi um jornalista, escritor e poeta, deputado e ministro, filho de José Estêvão. Desde muito cedo ligado à política, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo como objectivo aceder a uma carreira ma magistratura. Foi nomeado por José Dias Ferreira, então presidente do ministério, para o cargo de governador civil do Distrito de Aveiro. A partir daí ingressou na vida política, sendo eleito em 1897 deputado por Vila do Conde e em 1899 pela Póvoa de Varzim. A 19 de Maio de 1906 foi nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo chefiado por João Franco.
Após a implantação da República Portuguesa manteve as suas convicções monárquicas e em 1919 apoiou a tentativa de golpe de Estado da Monarquia do Norte, sendo então nomeado novamente para a pasta dos negócios estrangeiros do governo revolucionário.
Foi poeta e prosador de grande mérito, seguidor da corrente literária do realismo. Fundou várias revistas e muitas tertúlias. Tem colaboração na revista A Sátira (1911). Entre as suas obras merece destaque o romance O Brasileiro Soares, publicado com um prefácio de Eça de Queirós. Viveu na Quinta do Mosteiro de Moreira da Maia, que sua mãe adquirira em 1874. A sua casa foi local de reunião de grandes vultos da intelectualidade portuguesa, incluindo Eça de Queirós, Antero de Quental, Joaquim Pedro de Oliveira Martins, Jaime de Magalhães Lima, Alberto Sampaio e António Feijó."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Contracapa com rasgão (sem perda de papel). Deve ser encadernado.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
"Volume que reúne artigos escritos entre 1884 e 1889, originariamente publicados no jornal A Província e repartidos pelas secções anunciadas no subtítulo Artes e Letras - Política e Costumes. No artigo introdutório, "As Belas-Artes em Portugal", Luís de Magalhães esboça o quadro pessimista do movimento artístico português nas últimas décadas do século XIX. Em"Naturalismo e realismo", avalia as duas escolas literárias "criadas num movimento de reação contra os excessos espiritualistas e idealistas do romantismo" e denuncia o que considera serem os seus erros (a estética da cópia, a desvalorização do ideal), entendendo Naturalismo e Realismo como meros "pontos de vista relativos por onde se podem encarar os homens, as coisas e os sucessos". A tais correntes, que constituem importações literárias, Luís de Magalhães contrapõe o regresso da literatura portuguesa às suas tradições populares e nacionais, onde poderia colher "uma força, um ímpeto, uma vida, que raramente podem ter as transplantações e aclimações de sentimentos e lendas estranhas" ("A nau Catrineta"). Nos artigos que compõem a secção Política e Costumes, o autor critica o materialismo e a falência de crenças e de ideais que minam todos os setores da vida social portuguesa."
(Notas e Impressões in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-27 15:00:59]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$notas-e-impressoes)
Luís Cipriano Coelho de Magalhães (Lisboa, 13 de setembro de 1859 - Porto, 14 de dezembro de 1935), mais conhecido por Luís de Magalhães, foi um jornalista, escritor e poeta, deputado e ministro, filho de José Estêvão. Desde muito cedo ligado à política, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo como objectivo aceder a uma carreira ma magistratura. Foi nomeado por José Dias Ferreira, então presidente do ministério, para o cargo de governador civil do Distrito de Aveiro. A partir daí ingressou na vida política, sendo eleito em 1897 deputado por Vila do Conde e em 1899 pela Póvoa de Varzim. A 19 de Maio de 1906 foi nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo chefiado por João Franco.
Após a implantação da República Portuguesa manteve as suas convicções monárquicas e em 1919 apoiou a tentativa de golpe de Estado da Monarquia do Norte, sendo então nomeado novamente para a pasta dos negócios estrangeiros do governo revolucionário.
Foi poeta e prosador de grande mérito, seguidor da corrente literária do realismo. Fundou várias revistas e muitas tertúlias. Tem colaboração na revista A Sátira (1911). Entre as suas obras merece destaque o romance O Brasileiro Soares, publicado com um prefácio de Eça de Queirós. Viveu na Quinta do Mosteiro de Moreira da Maia, que sua mãe adquirira em 1874. A sua casa foi local de reunião de grandes vultos da intelectualidade portuguesa, incluindo Eça de Queirós, Antero de Quental, Joaquim Pedro de Oliveira Martins, Jaime de Magalhães Lima, Alberto Sampaio e António Feijó."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Contracapa com rasgão (sem perda de papel). Deve ser encadernado.
Raro.
Indisponível
27 julho, 2019
ROQUETE, José Ignacio - MANUAL DA MISSA E DA CONFISSÃO. Contendo exercicios quotidianos; a explicação das ceremonias da missa, todas as festividades, epistolas e evangelhos dos domindos do anno, e muitas orações que pela primeira vez sáem à luz em linguagem portugueza; extrahido dos melhores autores nacionaes e estrangeiros, especialmente do Principe de Hohenlohe, e do B. Affonso de Legorio, por..., Presbytero Secularisado por Breve Apostolico, Ex-Lente de Theologia, e Pregador da Sancta Igreja Patriarchal de Lisboa. Ornado com numerosas Estampas. Paris, Em Casa de J. P. Aillaud, 1837. In-12.º (14,5x9cm) de [8], 462 p. ; [6] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Rara edição original do Manual da missa e da confissão, obra clássica da literatura religiosa nacional que conheceu múltiplas reedições ao longo do século XIX. Trata-se de um bom exemplar, revestido por encadernação artística com corte das folhas em ouro.
Livro muito ilustrado com bonitos desenhos ao longo do texto, e seis belíssimas estampas abertas em metal extratexto.
"Entre os deveres do Christão alguns ha, cujo perfeito cumprimento depende de certos formularios, ou adoptados e recebidos pela Igreja, ou approvados e seguidos por Pastores zelosos e Varões conspicuos em sciencia e virtude; guiado pelos quaes o commum dos fieis possa aspirar ao desejado fructo de suas bôas obras, e ao maior aproveitamento de suas almas: d'este numero são certamente os deveres de orar, ouvir Missa, e confessar-se.
Bem sabido é que a Oração ensinada por Jesu-Christo é o Padre Nosso, na qual se contèm tudo quanto se pode pedir á Magestade Divina; e o Christão que devota e attentamente a recitar tem satisfeito ao preceito de orar: mas quem duvida que aquelle que (ao menos pela manhã e á noite) procura conformar suas orações com as que a Igreja tem ordenado para a recitação do Officio Divino, seguindo nisto o methodo adoptado por Prelados veneraveis e Varões de conhecida virtude, cumpre com mais perfeição este dever; e que por isso mesmo deverão ser mais avultados os fructos de suas Orações?!
É igualmente certo que satisfaz ao preceito de ouvir Missa aquelle, que aos Domingos e Festas vai á Igreja, e nella com devoção e respeito assiste ao santo Sacrificio do Altar; mas quem pode duvidar que, se ao passo que vê as ceremonias da Santa Missa, tiver estampada diante de seus olhos a explicação dos mysterios que ali se representão, será mais viva sua devoção, e mais profundo seu respeito? e que, acompanhando o celebrante em suas oblações, receberá maior cópia das celestiaes graças, que prodigiosamente manão d'aquelle estupendo sacrificio, fonte da vida, em que se recorda a memoria da Paixão de Jesu-Christo, e em que elle mesmo é Sacerdote e Victima?!"
(Excerto do prólogo, Ao pio leitor)
José Inácio Roquete (Alcabideche, 1800 - Santarém, 1870). "Natural da freguezia de Alcabideche, no concelho de Cascaes, professando em 1821 a regra de S. Francisco no convento de Sancto Antonio do Estoril, da provincia dos Algarves, situado proximo da villa de Cascaes, tomando então o nome de Fr. José de Nossa Senhora do Cabo Roquette. Aos 29 annos d’edade foi tambem nomeado prégador regio da Sancta Egreja Patriarchal, por carta do cardeal patriarcha D. Patricio I em 1830. As demonstrações que dera no periodo decorrido de 1828 em diante de «sincera affeição ao governo do Sr. D. Miguel chegaram todavia a concitar contra elle o odio de alguns, resultando-lhe ser preso tumultuariamente no dia 24 de Julho de 1833, e conduzido para o castello de S. Jorge, d’onde sahiu restituido á liberdade passados poucos dias, por se mostrar sem crime. Decorridas algumas semanas depois da convenção d’Evora-Monte, veiu embarcar no Tejo a bordo de um paquete inglez, seguindo viagem para Londres. Ahi se apresentou ao ministro portuguez n’aquella côrte, juntamente com os Duques de Cadaval e Lafões, o bispo de Viseu, e outros portuguezes como elle emigrados, assignando a pedido do mesmo ministro uma declaração de que não pegaria em armas, nem conspiraria de modo algum contra o governo de Sua Magestade a Senhora D. Maria II. Sahindo de Londres para França com passaporte da legação portugueza, obteve mui bom acolhimento do arcebispo de París. Deu-se então á traducção e composição de varias obras, com o fim de tornar-se prestavel aos seus compatriotas, e tambem de recolher para si maiores recursos do que podiam provir-lhe dos escassos proventos do ministerio ecclesiastico. Pelo mesmo tempo, e nos annos seguintes coadjuvou efficazmente o Visconde de Santarem nos trabalhos da commissão litteraria de que estava encarregado, sem que todavia recebesse por isso alguma retribuição pecuniaria do governo. Voltou portanto para Portugal, e chegou a Lisboa pelo meiado de Agosto de 1858. Cavalleiro da Ordem Imperial da Rosa, conferida por S. M. o Imperador do Brasil em 1847, cavalleiro da ordem de N. S. da Conceição de Villa-Viçosa, socio correspondente da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc."
(Inocêncio, Vol. IV, 373-375 pp.)
Encadernação artística inteira de pele com as pastas trabalhadas em relevo e ferros a ouro na lombada. Corte em dourado.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Miolo em bom estado, páginas apresentam manchas de oxidação.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar da 1.ª edição no seu acervo.
50€
1.ª edição.
Rara edição original do Manual da missa e da confissão, obra clássica da literatura religiosa nacional que conheceu múltiplas reedições ao longo do século XIX. Trata-se de um bom exemplar, revestido por encadernação artística com corte das folhas em ouro.
Livro muito ilustrado com bonitos desenhos ao longo do texto, e seis belíssimas estampas abertas em metal extratexto.
"Entre os deveres do Christão alguns ha, cujo perfeito cumprimento depende de certos formularios, ou adoptados e recebidos pela Igreja, ou approvados e seguidos por Pastores zelosos e Varões conspicuos em sciencia e virtude; guiado pelos quaes o commum dos fieis possa aspirar ao desejado fructo de suas bôas obras, e ao maior aproveitamento de suas almas: d'este numero são certamente os deveres de orar, ouvir Missa, e confessar-se.
Bem sabido é que a Oração ensinada por Jesu-Christo é o Padre Nosso, na qual se contèm tudo quanto se pode pedir á Magestade Divina; e o Christão que devota e attentamente a recitar tem satisfeito ao preceito de orar: mas quem duvida que aquelle que (ao menos pela manhã e á noite) procura conformar suas orações com as que a Igreja tem ordenado para a recitação do Officio Divino, seguindo nisto o methodo adoptado por Prelados veneraveis e Varões de conhecida virtude, cumpre com mais perfeição este dever; e que por isso mesmo deverão ser mais avultados os fructos de suas Orações?!
É igualmente certo que satisfaz ao preceito de ouvir Missa aquelle, que aos Domingos e Festas vai á Igreja, e nella com devoção e respeito assiste ao santo Sacrificio do Altar; mas quem pode duvidar que, se ao passo que vê as ceremonias da Santa Missa, tiver estampada diante de seus olhos a explicação dos mysterios que ali se representão, será mais viva sua devoção, e mais profundo seu respeito? e que, acompanhando o celebrante em suas oblações, receberá maior cópia das celestiaes graças, que prodigiosamente manão d'aquelle estupendo sacrificio, fonte da vida, em que se recorda a memoria da Paixão de Jesu-Christo, e em que elle mesmo é Sacerdote e Victima?!"
(Excerto do prólogo, Ao pio leitor)
José Inácio Roquete (Alcabideche, 1800 - Santarém, 1870). "Natural da freguezia de Alcabideche, no concelho de Cascaes, professando em 1821 a regra de S. Francisco no convento de Sancto Antonio do Estoril, da provincia dos Algarves, situado proximo da villa de Cascaes, tomando então o nome de Fr. José de Nossa Senhora do Cabo Roquette. Aos 29 annos d’edade foi tambem nomeado prégador regio da Sancta Egreja Patriarchal, por carta do cardeal patriarcha D. Patricio I em 1830. As demonstrações que dera no periodo decorrido de 1828 em diante de «sincera affeição ao governo do Sr. D. Miguel chegaram todavia a concitar contra elle o odio de alguns, resultando-lhe ser preso tumultuariamente no dia 24 de Julho de 1833, e conduzido para o castello de S. Jorge, d’onde sahiu restituido á liberdade passados poucos dias, por se mostrar sem crime. Decorridas algumas semanas depois da convenção d’Evora-Monte, veiu embarcar no Tejo a bordo de um paquete inglez, seguindo viagem para Londres. Ahi se apresentou ao ministro portuguez n’aquella côrte, juntamente com os Duques de Cadaval e Lafões, o bispo de Viseu, e outros portuguezes como elle emigrados, assignando a pedido do mesmo ministro uma declaração de que não pegaria em armas, nem conspiraria de modo algum contra o governo de Sua Magestade a Senhora D. Maria II. Sahindo de Londres para França com passaporte da legação portugueza, obteve mui bom acolhimento do arcebispo de París. Deu-se então á traducção e composição de varias obras, com o fim de tornar-se prestavel aos seus compatriotas, e tambem de recolher para si maiores recursos do que podiam provir-lhe dos escassos proventos do ministerio ecclesiastico. Pelo mesmo tempo, e nos annos seguintes coadjuvou efficazmente o Visconde de Santarem nos trabalhos da commissão litteraria de que estava encarregado, sem que todavia recebesse por isso alguma retribuição pecuniaria do governo. Voltou portanto para Portugal, e chegou a Lisboa pelo meiado de Agosto de 1858. Cavalleiro da Ordem Imperial da Rosa, conferida por S. M. o Imperador do Brasil em 1847, cavalleiro da ordem de N. S. da Conceição de Villa-Viçosa, socio correspondente da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc."
(Inocêncio, Vol. IV, 373-375 pp.)
Encadernação artística inteira de pele com as pastas trabalhadas em relevo e ferros a ouro na lombada. Corte em dourado.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Miolo em bom estado, páginas apresentam manchas de oxidação.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar da 1.ª edição no seu acervo.
50€
20 julho, 2019
ROQUETE, J.-I. & FONSECA, José da - DICCIONARIO DOS SYNONYMOS POETICO E DE EPITHETOS DA LINGUA PORTUGUEZA. Por... Paris, Guillard, Aillaud & Cia, 1888. In-8.º (16cm) de XXIII, 559 p. ; [4], 290 p. ; E.
Obra interessante e muito apreciada.
Belíssima encadernação coeva inteira de carneira com rótulos carmim e dourados na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Discreta rubrica de posse na f. rosto.
Invulgar.
25€
Obra interessante e muito apreciada.
Belíssima encadernação coeva inteira de carneira com rótulos carmim e dourados na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Discreta rubrica de posse na f. rosto.
Invulgar.
25€
18 julho, 2019
SCOTT, Walter - SERÕES DE WALTER SCOTT. [A Barba]. Por P. L. Jacob, bibliophilo, e membro de todas as Academias. Traduzido por D. A. P. C. C. Insulana. Lisboa, Typ. de Maria Feliciana das Neves, 1851. In-8.º (16,5cm) de 48 p.
1.ª edição.
História da Barba. Texto curiosíssimo, trata-se de uma crónica do século XVI (1535) retirada do título Soirées de Walter Scott À Paris (1829), obra de recolha que P. L. Jacob (pseudónimo de Paul Lacroix (1806-1884)), romancista e jornalista, fez de textos originais do conhecido novelista inglês Walter Scott (1771-1832).
"Oferecendo ao Publico respeitavel, a pequena, mas interessante Historia da Barba, traduzida dos Serões de Walter Scott, esperamos que todos os senhores barbudos honrem a nossa pequena publicação comprando-a, pois até o seu preço é modesto."
(Excerto do preâmbulo)
"A Historia da barba faz parte essencial da historia de França, e devemos admirar que o conego Thiers, que ajuntou ao seu curioso Tractado das superstições, as Perrucas, tenha omittido de consagrar suas doutas indagações ás revoluções da barba.
Clodion, o barbudo, introduziu o uso dos bigodes nas Gaulas, que elle submetteu ás modas e costumes dos francos. Esses bigodes, esguios e pendentes, á maneira dos chinezes, desappareceram sob Chilpérico para reapparecer mais tarde em fórma de escôva. Isto era um attributo veneravel dos reis e senhores. Clovis enviou embaixadores ao chefe dos visigodos, Alarico, offerecendo-lhe o tocar a sua barba em signal de alliança: o visigoth não quiz ouvir fallar em barba, e os francos juraram de não tosquiar a sua antes de ter vingado esta affronta. Alarico foi morto pela propria mão de Clovis."
(Excerto do texto)
Exemplar desencadernado em bom estado geral de conservação. Sem capas. Com pequenos defeitos marginais. Deve ser aparado e encadernado.
Raro.
Sem registo na BNP.
25€
1.ª edição.
História da Barba. Texto curiosíssimo, trata-se de uma crónica do século XVI (1535) retirada do título Soirées de Walter Scott À Paris (1829), obra de recolha que P. L. Jacob (pseudónimo de Paul Lacroix (1806-1884)), romancista e jornalista, fez de textos originais do conhecido novelista inglês Walter Scott (1771-1832).
"Oferecendo ao Publico respeitavel, a pequena, mas interessante Historia da Barba, traduzida dos Serões de Walter Scott, esperamos que todos os senhores barbudos honrem a nossa pequena publicação comprando-a, pois até o seu preço é modesto."
(Excerto do preâmbulo)
"A Historia da barba faz parte essencial da historia de França, e devemos admirar que o conego Thiers, que ajuntou ao seu curioso Tractado das superstições, as Perrucas, tenha omittido de consagrar suas doutas indagações ás revoluções da barba.
Clodion, o barbudo, introduziu o uso dos bigodes nas Gaulas, que elle submetteu ás modas e costumes dos francos. Esses bigodes, esguios e pendentes, á maneira dos chinezes, desappareceram sob Chilpérico para reapparecer mais tarde em fórma de escôva. Isto era um attributo veneravel dos reis e senhores. Clovis enviou embaixadores ao chefe dos visigodos, Alarico, offerecendo-lhe o tocar a sua barba em signal de alliança: o visigoth não quiz ouvir fallar em barba, e os francos juraram de não tosquiar a sua antes de ter vingado esta affronta. Alarico foi morto pela propria mão de Clovis."
(Excerto do texto)
Exemplar desencadernado em bom estado geral de conservação. Sem capas. Com pequenos defeitos marginais. Deve ser aparado e encadernado.
Raro.
Sem registo na BNP.
25€
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*SCOTT (Walter),
1ª E D I Ç Ã O,
Crónicas,
História,
Livros antigos,
Livros séc. XIX
09 julho, 2019
MORAES, Francisco de - OBRAS DE FRANCISCO DE MORAES. [Palmeirim de Inglaterra]. Tomo I [Tomo II e Tomo III]. Lisboa, Escriptorio da Bibliotheca Portugueza, 1852. 3 vols in 12.º (13,5cm) de 480 p. (T. I) ; 474 p. (T. II) ; 404, 47, [1] p. (T. III) ; E.
"O Palmeirim de Inglaterra, de nome completo Cronica do famoso e muito esforçado cavalleiro Palmeirim d'Inglaterra, é um romance de cavalaria português escrito por Francisco de Morais (1500-1572) entre 1541 e 1543. O livro possui algumas lembranças autobiográficas do autor. É considerado um dos melhores romances de cavalaria do século XVI, e foi como tal elogiado por Cervantes em Dom Quixote."
(Fonte: wikipédia)
Obra em 3 volumes (completa). As últimas 47 páginas do Tomo III são preenchidas com os Dialogos de Francisco de Moraes, author de Palmeirim de Inglaterra. Com um desengano de amor, sobre certos amores, que o author teve em França com uma dama franceza da Rainha Dona Leonor, offerecidos a Gaspar de Faria Severim, Executor Mór do Reino, etc.
"Ignora-se em que terra de Portugal nascesse Francisco de Moraes Cabral, que depois, por este seu livro do Palmeirim de Inglaterra, se ficou chamando Francisco de Moraes Cabral o Palmeirim. Seu Bisneto, o Padre Balthasar Telles, da Companhia de Jesus, o denomina Brigantino; e Barbosa depois de o ter dado em uma parte como natural de Bragança, n'outra o põe filho de Lisboa. [...]
Francisco de Moraes serviu de Thesoureiro d'elrei D. João III, e esteve em França na companhia do Embaixador de Portugal, o conde de Linhares, D. Francisco de Noronha. Ahi se affeiçoou a uma dama da Rainha D. Leonor, chamada Torsi, com a qual comtudo não casou, e sim com Barbosa Madeira, da qual teve numerosa descendencia. Foi cavalleiro e commendador da ordem de Christo, e morreu violentamente(*), como conta Barbosa Machado, á porta do Rocio de Evora no anno de 1572."
(Excerto do Prologo)
(*) A 'morte violenta' do autor poderá estar relacionada com as insinuações desrespeitosas que Morais terá proferido a respeito da linhagem da Casa de Bragança, e de D. Nuno Álvares Pereira.
"A primeira referência conhecida à morte violenta de Francisco de Morais é a de João Franco Barreto (1600-após 1674) que regista na sua Bibliotheca Luzitana: «dizem foi morto, a ferro, em Evora, a Porta do Roçio junto Aorta delRey, estando ali a corte» (Barreto 1674?: fl. 475Av). Posteriormente, Camilo Castelo Branco (1920: 60-61) segue-lhe no encalço, afirmando claramente a relação direta entre esta morte «a ferro» e o seguinte trecho que se encontra no diálogo moraisiano entre o Escudeiro e o Fidalgo: «Até o Conde Dom Nuno Alveres que deixou o Estado de Bragança, quereis que tivesse hum quarto disso. E dais por prova d’isso a capella dos Corvos que está em Evoramonte, feita por João Gonçalvez Barbadão seu avô. E que por esta razão há hy muitos que se desprezão de Pereiras»."
(Fonte: https://ielt.fcsh.unl.pt/wp-content/uploads/2018/01/dialogos-ou-coloquios.pdf)
Encadernações em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplares em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto (3 exs). Carimbo de biblioteca privada na f. rosto (3 exs).
Raro.
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"O Palmeirim de Inglaterra, de nome completo Cronica do famoso e muito esforçado cavalleiro Palmeirim d'Inglaterra, é um romance de cavalaria português escrito por Francisco de Morais (1500-1572) entre 1541 e 1543. O livro possui algumas lembranças autobiográficas do autor. É considerado um dos melhores romances de cavalaria do século XVI, e foi como tal elogiado por Cervantes em Dom Quixote."
(Fonte: wikipédia)
Obra em 3 volumes (completa). As últimas 47 páginas do Tomo III são preenchidas com os Dialogos de Francisco de Moraes, author de Palmeirim de Inglaterra. Com um desengano de amor, sobre certos amores, que o author teve em França com uma dama franceza da Rainha Dona Leonor, offerecidos a Gaspar de Faria Severim, Executor Mór do Reino, etc.
"Ignora-se em que terra de Portugal nascesse Francisco de Moraes Cabral, que depois, por este seu livro do Palmeirim de Inglaterra, se ficou chamando Francisco de Moraes Cabral o Palmeirim. Seu Bisneto, o Padre Balthasar Telles, da Companhia de Jesus, o denomina Brigantino; e Barbosa depois de o ter dado em uma parte como natural de Bragança, n'outra o põe filho de Lisboa. [...]
Francisco de Moraes serviu de Thesoureiro d'elrei D. João III, e esteve em França na companhia do Embaixador de Portugal, o conde de Linhares, D. Francisco de Noronha. Ahi se affeiçoou a uma dama da Rainha D. Leonor, chamada Torsi, com a qual comtudo não casou, e sim com Barbosa Madeira, da qual teve numerosa descendencia. Foi cavalleiro e commendador da ordem de Christo, e morreu violentamente(*), como conta Barbosa Machado, á porta do Rocio de Evora no anno de 1572."
(Excerto do Prologo)
(*) A 'morte violenta' do autor poderá estar relacionada com as insinuações desrespeitosas que Morais terá proferido a respeito da linhagem da Casa de Bragança, e de D. Nuno Álvares Pereira.
"A primeira referência conhecida à morte violenta de Francisco de Morais é a de João Franco Barreto (1600-após 1674) que regista na sua Bibliotheca Luzitana: «dizem foi morto, a ferro, em Evora, a Porta do Roçio junto Aorta delRey, estando ali a corte» (Barreto 1674?: fl. 475Av). Posteriormente, Camilo Castelo Branco (1920: 60-61) segue-lhe no encalço, afirmando claramente a relação direta entre esta morte «a ferro» e o seguinte trecho que se encontra no diálogo moraisiano entre o Escudeiro e o Fidalgo: «Até o Conde Dom Nuno Alveres que deixou o Estado de Bragança, quereis que tivesse hum quarto disso. E dais por prova d’isso a capella dos Corvos que está em Evoramonte, feita por João Gonçalvez Barbadão seu avô. E que por esta razão há hy muitos que se desprezão de Pereiras»."
(Fonte: https://ielt.fcsh.unl.pt/wp-content/uploads/2018/01/dialogos-ou-coloquios.pdf)
Encadernações em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplares em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto (3 exs). Carimbo de biblioteca privada na f. rosto (3 exs).
Raro.
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08 julho, 2019
O-B. - AGONIA DO PAPADO. Lisboa, Typographia de Salles, 1868. In-8.º (20,5cm) de 32 p. ; B.
1.ª edição.
Estudo histórico-religioso sobre a Questão Romana, ou o poder espiritual (representado pela autoridade papal, que o autor prevê ter os "dias contados") e o poder temporal.
A Questão Romana diz respeito à disputa territorial entre o governo italiano e o Papa, ente 1861 e 1929, que culminaria na criação do Estado do Vaticano pelo Tratado de Latrão, ratificado em 11 de Fevereiro de 1929, por Pietro Gasparri e Benito Mussolini.
"No fim de junho de 1790, depois d'um mez de acaloradas discussões, a Assembleia constituinte promulgava essa collecção de decretos politico-religiosos que foi designada com o nome de Constituição civil do clero. [...]
Quatro annos mais tarde, renovando a tentativa de 1790, o antigo advogado d'Arras fazia decretar a existencia de Deus e a immortalidade da alma. A Constituição civil dera em resultado a quéda do catholicismo; o voto ridiculamente famoso da Convenção foi o signal da quéda de Robespierre."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP possui apenas um exemplar.
15€
1.ª edição.
Estudo histórico-religioso sobre a Questão Romana, ou o poder espiritual (representado pela autoridade papal, que o autor prevê ter os "dias contados") e o poder temporal.
A Questão Romana diz respeito à disputa territorial entre o governo italiano e o Papa, ente 1861 e 1929, que culminaria na criação do Estado do Vaticano pelo Tratado de Latrão, ratificado em 11 de Fevereiro de 1929, por Pietro Gasparri e Benito Mussolini.
"No fim de junho de 1790, depois d'um mez de acaloradas discussões, a Assembleia constituinte promulgava essa collecção de decretos politico-religiosos que foi designada com o nome de Constituição civil do clero. [...]
Quatro annos mais tarde, renovando a tentativa de 1790, o antigo advogado d'Arras fazia decretar a existencia de Deus e a immortalidade da alma. A Constituição civil dera em resultado a quéda do catholicismo; o voto ridiculamente famoso da Convenção foi o signal da quéda de Robespierre."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP possui apenas um exemplar.
15€
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1ª E D I Ç Ã O,
Estudos históricos,
Estudos religiosos,
História,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Polémica,
Política,
Religião
25 junho, 2019
CABRAL, Guilherme Read - GLORIAS E PRIMORES DE PORTUGAL. [Por]... Commendador da Ordem de Christo e Cavalleiro da Torre e Espada. Porto, Typ. da Casa Editora Alcino Aranha & C.ª, [1889]. In-8.º (22,5cm) de 292, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Obra rara e muito curiosa. É composta por uma parte poética - Glorias de Portugal - que inclui três pequenos poemas históricos ocupando apenas as primeiras 50 páginas do livro, e por outra parte em prosa - Primores de Portugal -, que descreve algumas vilas e cidades do continente e todas as ilhas dos Açores e a Madeira.
"Escrevi essa epopeia que occupa as primeiras paginas d'este livro: adicionei-lhe o - Infante D. Henrique impresso em Dezembro de 1887 e que se limitára a poucos exemplares distribuidos a alguns amigos, a que accrescentei a Visão de Camões que publiquei no Correio da Manhã de 9 d'Abril de 1888, por ser aquelle grande poeta uma das glorias legendarias do paiz.
Mas eu tinha ficado maravilhado com a grandeza e bellezas do Porto: vira Villa do Conde e Vianna do Castello: chegára a Valença e visitára Aveiro: tinha corrido em todo o seu littoral as nove ilhas dos Açores n'uma dupla commissão do Governo; demorara-me em cada uma d'ellas mais tempo do que ninguem; conhecia a de S. Miguel palmo a palmo desde a minha infancia, e pareceu-me que a descripção d'estas pérolas do atlantico seria uma novidade para continentaes, assim como a do Porto e outras cidades do norte do paiz o devia ser para insulanos que, só por excepção, passam da capiital.
Não podia exceptuar a Madeira que assenta em primeira plana no soberbo quadro insular, mas apenas posso apresentar um esboço muito incompleto d'esta formosa ilha por isso que só a conheço de passagem nas poucas horas em que o vapor da carreira ahi se demora."
(Excerto do Prologo)
Indice:
Glorias de Portugal: - Soldado e rei - (epopeia, seguida de epilogo e nota). - O infante D. Henrique (poemeto). - A visão de Camões. Primores de Portugal: Prologo. - O Porto; - Villa da Conde; - Vianna do Castello; - Aveiro; - Ilha de S. Miguel; - Ilha Terceira. - Nota. - Ilha do Faial; - Ilha do Pico; - Ilha das Flores; - Ilha do Corvo; - Ilha de S. Jorge; - Ilha Graciosa; - Ilha de Santa Maria; - Ilha da Madeira (em viagem de Lisboa); - Ilha da Madeira (em viagem dos Açôres).
Guilherme Read Cabral (1821?-1897). "[N. Portsmouth, Inglaterra, 1821 ? m. Ponta Delgada, 18.6.1897]. Veio menino para Ponta Delgada na companhia do pai, irmão do cônsul inglês, William Harding Read com quem foi educado devido à morte daquele. Estudou em S. Miguel e tornou-se cidadão português adoptando mesmo o apelido Cabral de seu cunhado, António Bernardo da Costa Cabral, futuro Marquês de Tomar. Fez uma carreira burocrática nas Alfândegas, tendo sido director das Alfândegas do Funchal, Horta e Ponta Delgada, tornando-se um especialista em matéria alfandegária, sobre a qual escreveu várias obras. Foi governador civil do distrito da Horta, entre 14.9.1893 e 4.1.1894, numa época difícil no referente a abastecimento de cereais, o que o levou a publicar uma proclamação justificativa. Comendador da Ordem de Cristo e Cavaleiro da Torre-Espada. No campo literário, fez parte da geração romântica de Ponta Delgada, que se desenvolveu na roda de Castilho, quando este habitou a cidade. Colaborou assiduamente no órgão do grupo, Revista dos Açores, principalmente como poeta. Foi, porém, poeta menor e como romancista também não saiu da mediocridade. Foi ainda tradutor. J. G. Reis Leite (Jan.2001). Obras Principais: (1870), Breves considerações sobre a simplificação do serviço das Alfândegas, seu pessoal e protecção ao comércio do distrito de Ponta Delgada. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1890), Compêndio de Legislação fiscal. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1893), Proclamação aos habitantes do distrito da Horta, Horta, Tip. Hortense. (s.d.), Glórias e primores de Portugal, Lisboa, Tip. Ed. Alcino Aranha. (1897), No interior da terra e nas profundezas do mar, Ponta Delgada, Tip. Elzeveriana."
(Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=431)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capa com rasgão (sem perda de papel) e aparada no pé ficando mais curta relativamente ao miolo do livro. Contracapa apresenta pequenas falhas de papel no canto superior direito. Lombada fendida. Deve ser recuperado e encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
1.ª edição.
Obra rara e muito curiosa. É composta por uma parte poética - Glorias de Portugal - que inclui três pequenos poemas históricos ocupando apenas as primeiras 50 páginas do livro, e por outra parte em prosa - Primores de Portugal -, que descreve algumas vilas e cidades do continente e todas as ilhas dos Açores e a Madeira.
"Escrevi essa epopeia que occupa as primeiras paginas d'este livro: adicionei-lhe o - Infante D. Henrique impresso em Dezembro de 1887 e que se limitára a poucos exemplares distribuidos a alguns amigos, a que accrescentei a Visão de Camões que publiquei no Correio da Manhã de 9 d'Abril de 1888, por ser aquelle grande poeta uma das glorias legendarias do paiz.
Mas eu tinha ficado maravilhado com a grandeza e bellezas do Porto: vira Villa do Conde e Vianna do Castello: chegára a Valença e visitára Aveiro: tinha corrido em todo o seu littoral as nove ilhas dos Açores n'uma dupla commissão do Governo; demorara-me em cada uma d'ellas mais tempo do que ninguem; conhecia a de S. Miguel palmo a palmo desde a minha infancia, e pareceu-me que a descripção d'estas pérolas do atlantico seria uma novidade para continentaes, assim como a do Porto e outras cidades do norte do paiz o devia ser para insulanos que, só por excepção, passam da capiital.
Não podia exceptuar a Madeira que assenta em primeira plana no soberbo quadro insular, mas apenas posso apresentar um esboço muito incompleto d'esta formosa ilha por isso que só a conheço de passagem nas poucas horas em que o vapor da carreira ahi se demora."
(Excerto do Prologo)
Indice:
Glorias de Portugal: - Soldado e rei - (epopeia, seguida de epilogo e nota). - O infante D. Henrique (poemeto). - A visão de Camões. Primores de Portugal: Prologo. - O Porto; - Villa da Conde; - Vianna do Castello; - Aveiro; - Ilha de S. Miguel; - Ilha Terceira. - Nota. - Ilha do Faial; - Ilha do Pico; - Ilha das Flores; - Ilha do Corvo; - Ilha de S. Jorge; - Ilha Graciosa; - Ilha de Santa Maria; - Ilha da Madeira (em viagem de Lisboa); - Ilha da Madeira (em viagem dos Açôres).
Guilherme Read Cabral (1821?-1897). "[N. Portsmouth, Inglaterra, 1821 ? m. Ponta Delgada, 18.6.1897]. Veio menino para Ponta Delgada na companhia do pai, irmão do cônsul inglês, William Harding Read com quem foi educado devido à morte daquele. Estudou em S. Miguel e tornou-se cidadão português adoptando mesmo o apelido Cabral de seu cunhado, António Bernardo da Costa Cabral, futuro Marquês de Tomar. Fez uma carreira burocrática nas Alfândegas, tendo sido director das Alfândegas do Funchal, Horta e Ponta Delgada, tornando-se um especialista em matéria alfandegária, sobre a qual escreveu várias obras. Foi governador civil do distrito da Horta, entre 14.9.1893 e 4.1.1894, numa época difícil no referente a abastecimento de cereais, o que o levou a publicar uma proclamação justificativa. Comendador da Ordem de Cristo e Cavaleiro da Torre-Espada. No campo literário, fez parte da geração romântica de Ponta Delgada, que se desenvolveu na roda de Castilho, quando este habitou a cidade. Colaborou assiduamente no órgão do grupo, Revista dos Açores, principalmente como poeta. Foi, porém, poeta menor e como romancista também não saiu da mediocridade. Foi ainda tradutor. J. G. Reis Leite (Jan.2001). Obras Principais: (1870), Breves considerações sobre a simplificação do serviço das Alfândegas, seu pessoal e protecção ao comércio do distrito de Ponta Delgada. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1890), Compêndio de Legislação fiscal. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1893), Proclamação aos habitantes do distrito da Horta, Horta, Tip. Hortense. (s.d.), Glórias e primores de Portugal, Lisboa, Tip. Ed. Alcino Aranha. (1897), No interior da terra e nas profundezas do mar, Ponta Delgada, Tip. Elzeveriana."
(Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=431)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capa com rasgão (sem perda de papel) e aparada no pé ficando mais curta relativamente ao miolo do livro. Contracapa apresenta pequenas falhas de papel no canto superior direito. Lombada fendida. Deve ser recuperado e encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
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