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27 setembro, 2018

LINS, Ivan - A SANTIFICAÇÃO DE ANCHIETA. Coimbra, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas da Coimbra Editora, Limitada»], 1964. In-4.º (24cm) de 13, [3] p. ; B. Sep. de Brasília, vol XII
1.ª edição independente.
Homenagem ao padre jesuíta José de Anchieta (1534-1597) a propósito do movimento na época em prol da sua santificação.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

25 setembro, 2018

MARTINS, Padre Luiz Alves - BREVI VIVENS TEMPORE. Elogio funebre proferido na Sé Cathedral do Funchal nas solemnes exequias celebradas em 31 de Março de 1908 em suffragio de Sua Magestade El-Rei D. Carlos I e de Sua Alteza Real o Principe D. Luiz Fillipe. [Pelo]... Capellão militar e prégador régio. Funchal, Typographia "Esperança", 1908. In-4.º (24cm) de 56 p. ; [2] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em extratexto com os retratos dos falecidos Rei e Príncipe herdeiro, ambos impressos sobre papel couché.
Livro valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao conhecido magistrado, escritor e político Júlio de Vilhena.
"Sobre aquelle moimento funebre e magestoso parece erguer-se lacrimosa e tragica a estatua da dor e do soffrimento!
Com uma das mãos ella aponta o Pantheon de S. Vicente de Fóra, onde jazem os tristes despojos de um rei e de um principe barbaramente aassassinados, e com a outra está gravando na léla da historia, em gottas de sangue, a ignominia que impende sobre a vida de um povo.
Uma pesada atmosphera de lucto e de lagrimas ensombra a nossa patria. [...]
O espectaculo da morte, da morte violenta, attingindo principalmente uma creança, que minutos antes sorria ingenua e desprevenida á multidão que a saudava, é um espectaculo que anniquilla as vontades mais firmes."
Só uma abominavel perversão moral admitte ou desculpa todo o horror d'esse duplo assassinio inteiramente brutal e inutil."
(Excerto do Elogio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Ausência da lombada e da capa posterior. Cadernos soltos. Deve ser encadernado.
Raro.
Indisponível

22 setembro, 2018

LEITÃO, António - INSTRUÇÃO CÍVICA. [Por]... Professor da Escola Normal de Coimbra. Porto, Livraria Chardron de Lélo &Irmão, editores, 1917. In-8.º (18,5cm) de 45, [3] p. ; il. ; E.
Curiosa "cartilha" republicana.
"O homem civilizado não pode dispensar o auxílio dos seus similhantes.
Sòzinho êle não consegue cultivar a terra que lhe dá o pão, tecer o pano que o há-de vestir, construir a casa onde se há-de abrigar, e produzir tudo o mais, que são imensas coisas, absolutamente indispensável à sua vida.
Faz o que pode, na arte, profissão ou indústria a que se dedicou; mas vai ter com os outros, para que lhe dêem aquilo que não é capaz de produzir e lhe falta, dispondo por sua vez a favor dêles do que o seu trabalho dá e êles tambêm precisam."
(Excerto do Cap. I, O Estado)
Ilustrada no texto com desenhos e fotogravuras, algumas delas em página inteira, e com a reprodução fotográfica do busto da República de Simões de Almeida.
Matérias: I - O Estado. II - Os poderes do Estado: 1.º Poder legislativo; 2.º Poder executivo; 3.º Poder judicial. III - Organização Administrativa: 1.º Divisão administrativa; 2.º Delegados do poder central. IV - A Defesa Nacional: a) A armada; b) O exército metropolitano; c) O exército colonial. V - Deveres e Direitos do Cidadão: 1.º Deveres cívicos; 2.º Direitos do cidadão.
Encadernação editorial cartonada com desenhos a negro na capa anterior e o retrato de Bernardino Machado na capa posterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

19 setembro, 2018

ALVES Junior, José Ribeiro - O MAGNETISMO, O HYPNOTISMO E A SUGESTÃO NA TERAPEUTICA E NA CRIMINOLOGIA. Estudos de investigação scientifica. Apresentados á Academia de Sciencias de Portugal. Discutidos e aprovados na sessão de 2 de Dezembro de 1920. Prefácio de Ex.ᵐᵒ Sr. Dr. Julio de Bettencourt Ferreira. Lisboa, Portugal-Brasil Limitada, 1921. In-8.º (18cm) de 88 p. ; B.
1.ª edição.
"Os estudos de hypnologia não contam entre nós uma literatura abundante, longe disso, para que deixe de se notar o aparecimento de alguma produção sobre o assunto, seja sobre a filosofia, que leve o autor á teorização imaginativa, hipotese sobre hipotese, conjectura a conjectura, seja sobre a feição pratica, que se traduz nos multiplos casos de experiencia e aplicação. [...]
Convidados a escrever sobre o seu apreço e interesse scientificos, no intuito de autorizar a sua publicação, em breves palavras o fizemos, como hoje, salientando o esforço de não vulgar erudição do autor e o método com que dispõe as suas considerações e aproveita os conhecimentos teoricos e praticos sobre a materia tantas vezes debatida nos circuitos scientificos mais notaveis e até com calor discutida, onde as questões interessantissimas que ela suscita tomam maior incremento.
Assim foi que noutros tempos se poz em duvida a legitimidade de privar alguem, ainda que momentaneamente, de liberdade moral, para lhes impor (sugerir) uma ideia, um acto, antes de se reconhecer que o hypnotismo repousa em uma serie de fenómenos naturais. Contrapunha-se a este conhecimento essencial a confusão com a magia e os sortilegios. Hoje poré, que a nuvem dos preconceitos se desfez deante do sopro vigoroso do positivismo, não só é permitido o emprego do hypnotismo pela sciencia, mas até pela religião. Sai de uma fase de tentativa, de duvida e de controversia, para se formar um método, um processo de investigação, de analise psiquica e de cura."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Consagração. Dedicatoria. Prefacio. Introdução.
Primeira Parte: O Magnetismo, o Hypnotismo e a Sugestão. Um pouco de historia. Desvendando o misterio. Causas e efeitos. Não existe o magnetismo? Contradições. Algumas observações criticas.
Segunda Parte: A Sugestão e a Auto-sugestão na Medicina. Sua pratica como meio terapeutico. Critica. Utilidade na creação d'uma cadeira especial de Magnetismo animal, Hypnotismo e Sugestão nas Faculdades de Medicina de Portugal.
Terceira Parte: As sciencias fisico-experimentaes na criminologia. Seus beneficios. Fraudes a prevenir. Legislação. Critica.
Bibliografia. Referencias. Indice.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada apresenta restauros com fita translúcida.
Raro.
Indisponível
COMISSÃO DOS PADRÕES DA GRANDE GUERRA. Relatório de 1935 e parecer acêrca da sucessão na guarda do «Museu das Oferendas». Lisboa, Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, 1936. In-8.º (18cm) de 31, [1] p. ; [1] tabela desd. ; B.
1.ª edição.
Relatório da Comissão dos Padrões da Grande Guerra relativo ao ano de 1935. Este foi o último, e precedeu o Relatório Geral que viria a dar por concluído o trabalho da Comissão.
Com uma folha desdobrável extratexto.
"Em cumprimento do artigo 18.º dos nossos Estatutos, a Comissão Executiva dos Padrões da Grande Guerra entrega a V. Ex.ª Sr. General Norton de Matos, como eminente Presidente na nossa Comissão Central, o relatório da gerência do ano de 1935.
Relatório muito breve, visto que, prestes a concluirmos a nossa obra, já preparamos e submeteremos à apreciação da Comissão Central, na ocasião em que fôr discutido êste relatório, nos termos do artigo 10.º dos Estatutos, o plano do Relatório Geral da Comissão, no qual daremos conta do nosso mandato, e nos dissolveremos em observância das disposições estatutárias, que nos regem, e com o qual a Obra dos Padrões da Grande Guerra finalizará sua patriótica missão, publicando o resultado da sua taréfa.
A ano de 1935 foi, pois, um ano de realizações. Com inteira satisfação a vossa Comissão Executiva regista êste facto e cumpre-lhe salientá-lo, pois que tal èxito foi devido ao esfôrço persistente e cheio de entusiásmo, com o apoio decidido e patriótico dos Srs. Governadores Gerais de Angola e de Moçambique, das nossas Comissões Executivas locais, de Luanda e de Lourenço Marques, a que presidiram, dando aos trabalhos finais, valioso e tenaz impulso, os nossos camaradas Ex.mos Srs. Major Raul Rato, em Luanda, e Capitão de Mar e Guerra José Valentim Pedroso de Lima, em Lourenço Marques.
Assim como êsse prestimosos auxílio foi possível fazer a entrega, em 15 de Setembro, à cidade de Luanda e, em 11 de Novembro, à cidade de Lourenço Marques, dos monumentos dos Padrões da Grande Guerra, que nas duas Capitais se erguem por nossa iniciativa, exaltando o esfôrço da intervenção militar de Portugal na Grande Guerra e glorificando os nossos camaradas mortos nos campos de batalha de Angola, de Moçambique, de França e do Atlântico - mare mostrum."
(Excerto do Relatório)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

18 setembro, 2018

CARVALHO, Licinio F. C. de - OS DOUS PROSCRIPTOS OU O JUGO DE CASTELLA. Drama historico em cinco actos e seis quadros. Por... Porto, Typ. de J. L. de Sousa, 1850. In-8.º (20cm) de [2], 174, [2] p. ; [4] f. il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada em separado com quatro estampas - o retrato do autor, e três cenas históricas.
"Esta peça teve várias edições e, segundo Jorge de Faria, "até há pouco, notavelmente adulterada, se exibia em palcos brasileiros no primeiro de Dezembro".
À casa do Duque de Bragança chegaram alguns proscritos, há muito afastados da pátria, mas que agora tencionam ajudar a libertar da ocupação filipina. Aqui se encontram 40 fidalgos que, depois de debaterem a situação, combinam levar a cabo, no dia 1.º de Dezembro, uma conjuração.
Um desses proscritos, D. Álvaro de Abranches, fora levado pela Inquisição a professar, depois de o fazerem acreditar que a sua amada, D. Maria de Vilhena, tinha morrido. Pretende agora que Roma anule os seus votos para poder desposar Maria, no que sofre a rivalidade de um castelhano, La Puebla. Este conflito de interesses vai fazer despoletar inúmeras peripécias, verosímeis apenas neste real construído, acabando La Puebla por morrer, permitindo, finalmente, que Álvaro e Maria gozem o seu amor, num Portugal agora já liberto do jugo castelhano."

(Fonte: http://ww3.fl.ul.pt/biblioteca/biblioteca_digital/publicacoes/th/obras/ULFLOM02470/ULFLOM02470_item1/index.html)
Licínio Fausto Cardoso de Carvalho (1827-1854). "Foi engenheiro nas obras públicas do Porto. Na contenda civil de 1846-47 serviu como oficial no corpo de "Fuzileiros da Liberdade" sob ordens da Junta do Porto. Publicou dois volumes de teatro. O primeiro, de 1850, inclui o drama histórico Os dois proscritos ou O jugo de Castela, a que depois no Brasil, [em 1854], deram o nome de Dois proscritos ou a restauração de Portugal em 1640, e que foi representado com imenso êxito. O segundo volume, publicado em 1854, inclui o drama heróico O Rajah de Bounsoló, precedido de um estudo intitulado "História da origem da arte dramática".
(Fonte: http://ww3.fl.ul.pt/biblioteca/biblioteca_digital/publicacoes/th/html/carvalho-licinio.html, com correcções)
Encadernaçãop simples em meia de pele. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado, fendido junto à lombada. Páginas apresentam, aqui e ali, manchas de oxidação.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar registado no seu acervo.
25€

16 setembro, 2018

LIMA, Alfredo Pereira de - OS MILHÕES DE KRUGER. Com um prefácio do Dr. Alexandre Lobato. Lourenço Marques, [s.n. - Tip. Minerva Central, Lourenço Marques], 1963. In-4.º (23cm) de 78, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Investigação levada a cabo pelo autor sobre o tesouro de Paul Kruger. Os "Milhões de Kgruger" é um tesouro de ouro que terá sido escondido na África do Sul por, ou em nome do, presidente Paul Kruger (1825-1904), para evitar que fosse capturado pelos britânicos durante a guerra dos Boer (1899-1902). De acordo com o mito, cerca de dois milhões de libras em ouro e diamantes foram enterrados na área do rio Blyde, na província de Mpumalanga. O seu valor nos dias de hoje ronda os US $ 500.000.000.
Livro integralmente impresso em papel couché, muito ilustrado com fotogravuras a preto e branco no texto.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"A razão que me levou a escrever este livro é simples. Nada ainda encontrei escrito na nossa língua sobre uma das mais apaixonantes histórias de tesouros em África - Os Milhões de Kruger.
Todas as fonte de informação são de origem inglesa ou sul-africana e falavam, até agora, apenas no Transval como palco do drama. [...]
Encontrei casualmente uma ligação de Moçambique com a história dos «Milhões de Kruger» e tanto bastou para que sobre o assunto me debruçasse.
Não sou caçador de tesouros, nem me move o intuito de poder vir a sê-lo um dia. O interesse histórico da questão é que me levou a ocupar-me dela e a apresentar ao leitor o resultado das minhas pesquisas. Tudo o que se vai ler é real, autêntico. Tudo isso aconteceu.
Apresento ainda como exemplo dos extremos a que pode chegar a ambição de enriquecer, essa de todas a mais ferina das paixões humanas. Já Eça dizia que onde aparece ouro, imediatamente os homens em redor se entreolham com rancor e levam as mãos às faca.
É ue não há histórias de tesouros em que não esteja envolvida essa louca ambição que a maior parte das vezes se suja com sangue e se afunda em lama.
Esta é uma delas.
"
(Excerto da introdução, Pórtico...)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo manchadas.
Raro.
20€

14 setembro, 2018

SERZEDELLO, Carlos - A MOEDA DA REPUBLICA. Por... Lisboa, 20 de Maio de 1911. PREÇO 5 CENTAVOS (meio tostão). Lisboa, Typographia A Publicidade, 1911. In-8.º (20,5cm) de 13, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo técnico e estético sobre o "escudo". O escudo português, cujo símbolo é o cifrão ($), foi uma moeda implementada por ocasião da proclamação da República, que veio substituir a anterior, designada por Réis.
Opúsculo dedicado pelo autor a José Relvas, conhecido político republicano, e uma das mais insignes figuras do regime.
Ilustrado com um quadro-resumo sobre a Moeda da República.
Livrinho valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao Ex.mo Snr. José Ferreira Dias.
"É o povo o supremo da nação e, por isso, a ele me dirijo e aos denodados soldados de terra e mar que em 5 d'outubro evolucionarm e implantarm a Republica, bem como ao Governo provisorio, o primeiro, em toda a extensão da palavra, que, na continuação d'esta obra sublime, em poucos dias fez o que poderosas nações fizeram en annos, grangeando pelos seus trabalhos o respeito e a admiração e todo o mundo.
Cidadãos: Desculpem esta minha impertinencia, e peço licença para explicar este quadro, que é uma simples idéa que apresento como inspector quimico; vou dizer o que penso e o que sei da nova moeda da Republica. [...]
Cidadãos sobre a estética da moeda honra-me sobre maneira o voto de v. ex.as - no anverso, apresentará a efige da Republica, inspirada na Venus de Milo, sintese de feições ideais; porém, para lhe dar o cunho da formosura nacional teriamos de modelar-lhe a saliente rectilinidade da sua linha facial, conforme o perfil das nossas portuguezas d'Aquem e d'Alem mar, beijadas estas pelo sol da America, que lhes imprime subtilisando, o sentimento patrio - saudade - e no conjunto das suas graciosas feições a expressão de ternura e energia, humildade e altivez, amôr e abnegação."
(Excerto do texto)
Matérias:
- Extracto das conferencias feitas nas sédes dos Batalhões Voluntarios 4 de Outubro, Miguel Bombarda, Almirante Candido Reis e Centro Antonio José d'Almeida antes de ser decretada a nova lei da moeda; e «Omnia spont». - Quadro. - Unidade Monetaria. - Titulo ou toque. - Moedas de Nickel. - Moedas de prata. - Moedas de ouro. - Quadro-resumo.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos marginais.
Raro.
Peça de colecção.
Sem registo na BNP.
Indisponível

11 setembro, 2018

VEIGA-SIMÕES, Alberto da - A FUNÇÃO SOCIAL DO TEATRO. Tése de concurso para a 3.ª cadeira da Escola da Arte de Representar. Por... Lisboa, Typographia Mendonça, 1912. In-4.º (23cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante dissertação histórica sobre a função social do teatro, e a sua expressão artística. O autor - personagem fascinante, - hoje pouco conhecido, foi figura de relevo nos meios diplomáticos, políticos e culturais do Estado Novo.
"Isso que por aí anda apregoado em críticas e papeis, a propósito de cada obra, e que se chama - a função social do teatro, constitue um vasto logar comum digno de quem desconhece o conceito da obra de arte o ignora que o princípio artístico é fonte imanente no próprio organismo humano, e por isso mesmo, e só por isso, é social.
Em todo o caso, a enorme frase tem ganho fóros taes que será interessante destrinçar o que ella tem de lógico e de certo, - neste país em que o teatro é uma blague e a crítica teatral vive à custa duma coisa que não eziste.
Quando sobre uma fórma geral se formúla a interrogação da função social do teatro, surgem-nos naturalmente duas respostas em estremo diferentes. Uma atende ás conveniéncias imediatas duma obra teatral; a outra eleva-se ao horisonte mais vasto do conceito de obra de arte, e procura naturalmente seguir o conceito da obra de arte teatral atravez duma longa evolução que revestiu as maiores modalidades."
(Excerto da dissertação)
Alberto da Veiga Simões (Arganil, 1888 - Paris, 1954). "Intelectual e historiador, pertenceu à geração de António Sérgio (1883-1969) e Jaime Cortesão (1884-1960). Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, entrou, cedo, para a carreira diplomática. Entretanto, colaborou na imprensa, publicou os primeiros livros, incluindo poesia, memórias da vida estudantil coimbrã, teatro e os resultados dos primeiros passos dados na investigação histórica. Entre os últimos, destaca-se um estudo sobre as recentes tendências literárias, publicado em 1911 com o título “A nova geração: estudo sobre as tendências actuaes da literatura portuguesa”. A sua participação na revista “A Rajada” (1912), ao lado de Vergílio Correia e do muito jovem Almada Negreiros, revela também a sua ativa participação em movimentos literários e artísticos. [...] O seu prestígio como diplomata foi reconhecido politicamente, o que lhe valeu a pasta de ministro dos Negócios Estrangeiros (1921), durante a Primeira República, num governo que não foi além dos cinquenta e nove dias. [...] Em 1933, Veiga Simões foi nomeado ministro plenipotenciário em Berlim (Portugal não tinha na Alemanha representação ao nível de embaixada). Nos seus relatórios para Lisboa, passou a analisar a ascensão de Hitler. As políticas de expansão imperial alemãs, conforme escreveu de Berlim em abril 1938, assentavam no “primarismo confortável da doutrina nazista”, recorda Lina Madeira num outro livro, “Alberto da Veiga Simões: esboço biográfico”, de 2002. A sua oposição ao nazismo era, pois, inequívoca. Advertiu também que Portugal se deveria demarcar da Alemanha e optar por um alinhamento com a França e a Grã-Bretanha. A partir de 1938, a sua correspondência com o MNE revela um envolvimento direto na concessão de vistos a judeus que procuravam emigrar e fugir da política racista do Reich. Porém, não se sabe quantos vistos terão sido passados por sua iniciativa nem em que condições concretas. Em Lisboa, nos círculos do MNE e da PVDE, existiam interpretações diferentes acerca da mesma política de concessão dos vistos, a par de diferentes sensibilidades em relação à figura de Veiga Simões."
(Excerto de um notável artigo da autoria do historiador Diogo Ramada Curto, publicado no semanário Expresso (05.11.17). Consultar no link: http://expresso.sapo.pt/cultura/2017-11-05-O-desconhecido-Veiga-Simoes)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Capa apresenta pequena falha de papel no canto inferior direito.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
15€

09 setembro, 2018

MACHADO, António de Sousa - A FORÇA SOCIOLÓGICA DA SAUDADE. Braga, [s.n. - Tip. Editorial Franciscana, Braga], 1970. In-8.º (21cm) de 37, [3] p. ; B. Separata dos n.os 53, 54 e 55 do «Boletim da Academia Portuguesa de Ex-Libris»
1.ª edição.
Na capa: O Desterrado, de Soares dos Reis.
Tiragem: 250 exemplares (informação BNP).
Interessante estudo sociológico sobre a "Saudade", sentimento abstracto tão português.
"É sabido que a arte de lidar com os homens é uma arte difícil; sendo a política a arte de organizar, manter e administrar a sociedade humana, é, lògicamente, ofício ingrato.
Mas não é só a arte de lidar com os homens que é difícil porque as próprias ciências que se originam no intercâmbio humano encontram por vezes graves dificuldades em precisar os seus conceitos. Vamos hoje considerar um deles qual seja o que está na base do aglomerando nacional fazendo algumas considerações sobre o vínculo que se estabelece entre os homens dando origem ao que se chama Nação. [...]
É um facto que a vida comum feita no passado, garante a coesão no presente e projecta-se no futuro, pelo que os homens conviventes sentem iguais necessidades que melhor se satisfazem pela solidariedade estabelecida. E, para nação, nenhuma outra definição se pode encontrar com melhor precisão que qualquer que se baseie na existência desse vínculo estabelecido por uma história comum. [...]
O conceito de nação está pois desligado da vinculação a uma terra, pelo que à nação portuguesa pertencem todos aqueles que deixaram a sua pátria e em terras estranhas trabalham, como os milhares de portugueses que povoam o Rio de Janeiro, S. Paulo ou outros núcleos de qualquer parte do mundo.
Acima de tudo, parece, pois, que uma base sentimental está na formação e manutenção dos agregados nacionais.
Qual ou quais serão esses sentimentos?
Estarão ainda por traduzir ou serem revelados?"
(Excerto do Estudo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
20€

05 setembro, 2018

ABREU, Adelino de - SERRA DA ESTRELLA. Topographia. Viriatho. Ethnographia. Hydrographia. Estações pre-historicas. Crusta do terreno. Monographias locaes. Instantaneos da Serra. Por... Alumno do 5.º anno juridico, socio ordinario da Sociedade de Geographia de Lisboa e da Real Associação dos Archeologos Portuguezes da mesma cidade. Coimbra, Francisco França Amado - Editor : Antiga Livraria Orcel, 1895. In-8.º (20cm) de [8], 173, [5] p. ; [3] f. il. ; [1] mapa ; E.
1.ª edição.
Rara edição original desta apreciada monografia sobre a Serra da Estrela.
Ilustrada com três fotogravuras intercaladas no texto e um mapa desdobrável da Serra (26x32,5cm).
"Quando em agosto de 1892 visitámos pela primeira vez as altitudes da Serra da Estrella, resolvemos escrever este livro; para isso começámos de colher alguns apontamentos.
Tal foi a impressão assombrosa, que nos deixaram tão sublimas paisagens!
Careciamos, porém, de melhor conhecer a topographia da serra; uma só excursão não bastava para descrever conscienciosamente os sitios que visitámos.Continuaram nos annos subsequentes as nossas explorações pelas altitudes da cordilheira da Estrella. Só este anno damos a lume o resultado do nosso esforço, pois assim o permitiu a fadiga dos trabalhos universitarios e uma ou outra publicação congenere.
Certamente ficou muito por descrever. A secção ethnographica da serra é demasiadamente vasta, e n'estas condições se torna impossivel elaborar um trabalho completo; por isso escaparam, sem duvida, muitas curiosissimas lendas da tradição oral, que não chegaram ao nosso conhecimento.
Não vimos, portanto, apresentar um trabalho definitivo de critica historica ou de complata erudição bibliographica; o nosso fim é simplesmente vulgarisar o Herminius Mons como estancia aprasivel para os que se deliciam nas grandes altitudes e na contemplação dos vastissimos horisontes."
(Preâmbulo)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Página 1 apresenta pequeno restauro à cabeça.
Raro.
75€
Reservado

03 setembro, 2018

QUINTANILHA, A. - A UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA : discurso pronunciado na sua sessão inaugural. Coimbra, Edição da Universidade Livre, 1925. In-8.º (17,5cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Rara edição original do discurso de Aurélio Quintanilha que assinalou oficialmente o início do projecto da Universidade Livre (1925-1933), "expondo os objectivos dêste estabelecimento de cultura e educação populares". Sobre este assunto, e com a devida vénia, reproduzimos excerto do post assinado por Octávio Sérgio publicado no blog "Guitarra de Coimbra".
"A Universidade Livre de Coimbra (ULC), fundada em 05 de Fevereiro de 1925 foi uma instituição de curta duração. À semelhança de outros projectos democratizantes, de inspiração republicana e orientação laica, a ULC viu-se condenada a curto prazo pela emergência do vigilante Estado Novo, regime que não estava disposto a tolerar a existência de projectos de instrução alheios à sua filosofia centralizadora. O modo como eram interpretados e expostos temas como a sexualidade ou a santidade não era de molde a agradar aos intelectuais da Igreja Católica.
Sem sede social própria, a ULC ficou instalada na Torre de Almedina (arquivo, reuniões, conferências, correspondência), recorrendo a espaços contíguos aos Paços do Conselho, Ateneu Comercial e Associação dos Artistas para realizar as palestras.
Na sessão inaugural, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho estiveram presentes Bernardino Machado e o Vice-Reitor da UC Manuel Fernandes Costa. Bernardino Machado foi de opinião que a ULC era a legítima continuadora das experiências encetadas em 1897 no Instituto de Coimbra. O discurso inaugural coube a Aurélio Quintanilha que, fazendo jus aos valores republicanos, laicos e libertários, elogiou o operariado, a aproximação entre operários e intelectuais, o papel da instrução enquanto ferramenta de promoção das classes populares, o combate ao fanatismo e à ignorância."

(Fonte: https://guitarradecoimbra.blogspot.com/2007/02/o-estatuto-da-universidade-livre-de.html)
"Afirmar que o nosso povo, inculto e deseducado, carece de uma cuidada educação que venha a integrá-lo nas ideias e costumes do século, é, na verdade, afirmação tão repetida, ideia tão velha e sediça, que vos parecerá estranho, talvez, que venham repeti-la espíritos moços que buscam, por novas veredas, horizontes mais largos. E, todavia, nunca a necessidade de cuidar a sério dêste problema fundamental foi, como agora, tão imperiosa.
Parai um pouco no meio da tarefa absorvente de todos os dias e olhai por cima dêste mar de cabeças que à vossa volta formiga e tumultua. É porventura possível continuar assistindo de cabeça baixa e braços cruzados, numa passividade desonesta, numa indiferença criminosa, ao desencadear furioso das paixões, à luta de classes, encarniçada e cruel que se anuncia no horizonte por uma aurora de fogo e sangue?"
(Excerto do Discurso)
Aurélio Pereira da Silva Quintanilha GOL (Angra do Heroísmo, Santa Luzia, 1892 - Lisboa, 1987). "Professor universitário e cientista português. Foi um investigador de renome internacional nas áreas da genética, da biologia dos fungos e da cultura do algodoeiro. Desde cedo opositor ao regime do Estado Novo, foi obrigado a exilar-se, tendo vivido em França e depois em Moçambique, onde durante quase duas décadas se dedicou à investigação da cultura do algodão. Foi sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e grande-oficial da Ordem da Liberdade."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

01 setembro, 2018

J. F. M. M. - BREVE NOTICIA // DE // Como entrou neste Reyno a devoçam da gloriosa // SANTA ROSALIA // VIRGEM // Padroeira da Cidade de Palermo Cabeça do Reyno // de Secilia, // E mercê, que modernamente fez aos moradores da Villa // da Ponte da Barca aonde se venera a sua Santa // Imagem neste mez de de Março de 1754. / Escrita à instancia de hum devoto // POR // J. F. M. M. // [No cólofon] LISBOA: // Na Officina de Pedro Ferreira, Impressor da Augus- // tissima Rainha Nossa Senhora. // Anno do Senhor 1754. // Com todas as licenças necessarias, e Privilegio Real. In-8.º (21cm) de 4 p.
1.ª edição.
Raro folheto sobre o culto da Santa Rosália em Ponte da Barca, e a intervenção milagrosa da santa para acabar com uma epidemia que assolou a vila em Março de 1754. Quando todos os outros santos "falharam", Santa Rosália não vacilou. Inclui ainda alguns casos de curas miraculosas por interseção da mesma.
"Navegando para a Ilha de Maltha hum Portuguez natural da Villa da Ponte da Barca, situada na comarca de Vianna do Lima, lhe sobreveyo na altura da Ilha de Sicilia hum vento tam contrario, que lhe foy precizo arribar ao porto de Palermo, Cidade principal, e cabeça daquelle Reyno. Sahiu do navio para ver aquella antiquissima povoaçam; e encontrando hum grande concurso de gente sem saber o motivo o foy seguindo, e viu que toda se encaminhava a vezitar a sepultura da glorioza Virgem Santa Rosalia, natural do mesmo Reyno, onde se lhe tributa huma especialissima veneraçam, que a Santa retribue pelas infinitas merces que cósegue de Deos para os seus devotos, os quaes em reconhecimêto lhe dà o titulo de milagrosa. O que notou, e o que produziu nelle huma dovoçam tam grande à mesma Santa, que mandou esculpir huma Imagem que trouze consigo para o Reyno quando voltou, e querendo-a introduzir na sua Patria a colocou na hermida de Santo Antonio, chamado da carreira na mesma Villa da Ponte da Barca, onde tres annos sucessivos a festejou muy solemnemente.
Cresceram os devotos da Santa, e começo ella a florecer el milagres, que destribuia por todos os que recorriam a fazerlhe prèces diante da sua veneranda Imagem. Esfriou depois este fervor devoto, e poucos se lembravam já da Santa, nem do culto da mesma Imagem senam quando a viam. Parece que se servia Deos de que ella continuasse, porque permitiu que houvesse na Villa da Ponte da Barca huma epidemia malina, e como especie de contagio, de maneira que se fecharam muitas cazas por haverem perecido todos os seus habitantes. Fizeram os mais da Villa huma procissam de préces em que levaram as Imagens de Nossa Senhora da Conceiçam, de Santo Antonio dito do buraco, e de S. Sebastiam. Prègou sobre o motivo o Reverendo P. M. Prégador geral Fr. Diogo de Santa Gitrudes Mexia Monge Beneditino; reprehendendo os peccados como cuasa de tal castigo, e amoestando a emmenda para fazer cessar o falgello; mas nam só nam cessou antes se aumentou com tanta força que morria muito mais gente de que antes, e com tanto excesso, que os Medicos prohibiam que nam entrasse ja ninguem nas cazas dos doentes mais q os Parocos para lhes administrarem os Sacramentos. Notouse que na rua da carreira de Santo Antonio, e nas suas vezinhanças era a parte onde o mal fazia mais estrago, e cauzava mais mortandade o contagio, e ponderouse que poderia ser o motivo nam se haver recorrido á proteçam de Santa Rozalia..."
(Excerto do texto)
Exemplar desencadernado em bom estado geral de conservação.
Raro e muito curioso.
Com interesse histórico e religioso.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

26 agosto, 2018

BARROS, Major Francisco José de - PORTUGUESES NA GRANDE GUERRA. Narrativas dum trincheirista. Angustias do cativeiro. Lisboa, Serviços Gráficos de Exército, 1925. In-8.º (18cm) de 226, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Colecção de memórias da Grande Guerra. O autor, na época capitão, narra as suas "peripécias" em França - no front e, por fim, enquanto prisioneiro dos alemães após o 9 de Abril. As miseráveis condições de vida nos campos de detenção, e o impressionante relato dos maus tratos, físicos e pscicológicos, fazem desta obra uma das mais interessantes e significativas que se publicaram sobre a 1.ª Guerra Mundial, e um importante testemunho para a história dos prisioneiros de guerra portugueses.
Livro extremamente raro, ilustrado com alguns desenhos no texto.
"A 12-6.º-918, três oficiais portugueses, conseguiram efectuar a fuga do Campo de Rastatt, o cap. Pires do B. I. 13, e os tenente Neto e alferes Calazans do B. I. 4.
Haviam organizado um farnel bastante escasso para tão longa viagem pelo Vale do Rheno até à Suissa, para o qual concorreram alguns camaradas com o pouco de que puderam dispôr, algumas conservas, bolachas e algum pão negro.
Correndo o risco de serem descobertos pelas ferozes sentinelas instruidas com as ordens mais severas de matar quem o tentasse, realizaram o seu intento com o auxilio de um alicate corta arame alcançado pelo Calazans da ferramenta dum carpinteiro alemão, com que conseguiram cortar os arames das vedações, depois de terem rastejado da barraca até elas, seguindo um caminho prévia e cautelosamente estudado ao longo da fraca sombra de leve ondulação do terreno contra a intensa luz dos arcos voltaicos dispostos em volta do campo bem iluminado."
(Excerto de Audaciosa fuga de 3 prisioneiros portugueses)
Índice: 1. - Um aventureiro precóce. 2. - O arrancar d'um coração. 3. - Instrução e Humorismo. 4. - Vicissitudes e preparativos. 5. - Baptismo de fogo. O que é a sorte. 6. - Na Instrução de patrulhas. 7. - Seis dias de trincheira (1 a 6 de Março de 1918). 8. - Abnegação. 9. - O meu boleto. A minha cama. 10. - Um curto passeio na Terra de Ninguem. 11. - Rendição de serviço. Entrada nas trincheiras. 12. - Rendição de serviço. Sahida das trincheiras. 13. - Altruismo de bom camarada. 14. - Um belo episodio (Dezembro de 1917). 15. - Tenente Manuel Fernandes d'Oliveira. 16. - No «9 de Abril». 17. - Prisioneiros de Guerra (9 de Abril de 1918): 1) Desinfecção; 2) Mais sevicias e outros aspectos; 3) Morte d'um camarada; 4) Secção Pietas da Cruz Vermelha Suissa. C. V. Portuguesa; 5) Audaciosa fuga de 3 prisioneiros portugueses; 6) O que se vae passando e sofrendo; 7) Viagem de Rastatt a Breesen in Mecklemburg; 8) Mais notas diarias e martyrios; 9) Mais ephemerides. 18. - O que a experiencia comprova. 19. - Saudação da comissão Técnica da Arma d'Infanteria.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Indisponível

18 agosto, 2018

NOTAS SÔBRE A GUERRA DE TRINCHEIRA - Corpo Expedicionário Português : Quartel General. Publicação reservada. É expressamente proibido divulgar à imprensa ou a qualquer indivíduo estranho ao exército as informações contidas neste livro. Igualmente não é permitido levá-lo para as trincheiras, a fim de evitar a sua apreensão pelo inimigo. Lisboa, Imprensa Nacional, 1916. In-8.º (19cm) de 83 p. ; [44] f. il. ; B.
1.ª edição.
Manual de guerra das trincheiras, publicado sob responsabilidade do Quartel General do Exército Português e de acesso reservado.
Ilustrado no texto, e em separado com 44 figuras - reproduzindo desenhos esquemáticos, plantas, mapas, etc. -, algumas delas em folhas desdobráveis.
Matérias: I. Características especiais da guerra de trincheira: I. - Considerações gerais; II. - Natureza dos trabalhos de organização defensiva de campanha; III. - Espírito ofensivo na guerra de trincheira; IV. - Operações nocturnas; V. - Disciplina; VI. - Instrução de especialistas. II. Localização e construção de trincheiras:  I. - Considerações gerais; II. - Localização das trincheiras em presença do inimigo; III. - Ocultação das obras; IV. - Edificações; V. - Bosques; VI. - Descrição geral duma linha de trincheira; VII. - Pontos fortificados e localidades organizadas defensivamente; VIII. - Defesas à retaguarda do sistema avançado; IX. - Construção de trincheiras na presença do inimigo; X. - Detalhes de construção; XI. - Obstáculos; XII. - Protecção contra o tiro da artilharia; XIII. - Abrigos para metralhadoras; XIV. - Latrinas ; XV. - Drenagem e pavimentos; XVI. - Defesa de edificações; XVII. - Execução dos trabalhos. III. Ocupação, rendição das guarnições e serviço das trincheiras: I. - Generalidades; II. - Método empregado para a rendição das guarnições; III. - Precauções e disposições necessárias durante a rendição; IV. - Medidas de segurança nas trincheiras; V. - Serviço geral nas trincheiras; VI. - Trabalhos de fortificação nas trincheiras; VII. - Observadores; VIII. - Cooperação com a artilharia; IX. - Medidas sanitárias; X. - Comunicações; XI. - Relatórios. IV. Organização duma linha de trincheiras: I. - Considerações gerais; II. - Distribuição das tropas na trincheira; III. - Metralhadoras. V. Acção defensiva: I. - Organização do plano de defesa. Acção da infantaria; II. - Acção da artilharia. VI. Acção ofensiva: I. - Necessidade duma preparação prévia; II. - Preparação da infantaria para o ataque; III. - Equipamento e material a transportar pelas tropas de assalto; IV. - Bombardeamento preliminar; V. - Assalto; VI. - Acção da artilharia durante o assalto; VII. - Emprêgo das metralhadoras; VIII. - Emprêgo dos granadeiros. Apêndices: A. Emprêgo de gazes asfixiantes e lacrimogénios. B. Ferramenta portátil. C. Particularidades sobre a construção dos entrincheiramentos. D. Redutos. E. Defesas acessórias. F. Seteiras. G. Disposições para a defesa próxima no interior das trincheiras. H. Abrigos. I. A ferramenta e as dimensões das trincheiras. J. Abrigo para metralhadora ligeira (tipo Lewis).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Falha de papel no canto superior esquerdo, junto à lombada (intencional?), suprimindo o número manuscrito que todos os exemplares distribuídos possuíam. Rubrica de posse na capa.
Raro.
Com grande interesse histórico e militar
Peça de colecção.
45€

17 agosto, 2018

RELAÇÃO CHRONOLOGICA SUMMARIA DAS NAVEGAÇÕES, DESCOBRIMENTOS E CONQUISTAS DOS PORTUGUEZES. Lisboa, Na Imprensa Nacional, 1840. In-16.º (12,5cm) de 32 p. ; E.
1.ª edição.
Obra publicada sob anonimato, foi seu autor Fr. Francisco de São Luís Saraiva, popularmente conhecido como Cardeal Saraiva. Trata-se da singela, e raríssima edição original, que viria a ser reimpressa, muito acrescentada, no ano seguinte, em 1841.
Livro revestido por bonita encadernação artística.
D. Frei Francisco de São Luís Saraiva, "Cardeal Saraiva" (1766-1845). "Natural de Ponte de Lima, onde nasceu em 26 de Janeiro de 1766. Desempenhou o cargo de Ministro do Reino entre 24 de Setembro de 1834 e 16 de Fevereiro de 1835, integrando o primeiro governo constitucional, presidido pelo Duque de Palmela, nomeado por D. Maria II, D. Frei Francisco de São Luís Saraiva começou por ordenar a libertação dos presos sem culpa formada e conceder providências em favor dos estudantes das academias de Coimbra, Lisboa e Porto afectados pela sua dedicação à causa liberal. Não foi, todavia, neste cargo que mais se distinguiu na sua dimensão maior de político influente e respeitado, reconhecido como uma das figuras mais proeminentes da sociedade portuguesa da sua época. O seu prestígio resulta, sobretudo, da sua vincada personalidade, dos ideias que perfilhou e dos altos lugares a que ascendeu, com destaque para os de Reitor da Universidade de Coimbra, Bispo de Coimbra, Deputado em sucessivas legislaturas, Presidente da Câmara dos Deputados, Regente do Reino, Guarda-Mor da Torre do Tombo, Conselheiro de Estado e, finalmente, Patriarca de Lisboa, onde viria a morrer em 7 de Maio de 1845, com 79 anos de idade."
(Fonte: https://www.pontedelimacultural.pt/Blog.asp?t=paginas&pid=1464&mpid=1433)
Encadernação inteira de pele, gravada a seco e a ouro nas pastas.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Ausência da lombada. Pastas algo desgastadas, com defeitos. Pelo interesse e raridade recomenda-se restauro apropriado.
Raro.
50€

15 agosto, 2018

CALADO, Rafael Salinas - MEMÓRIAS DUM FERRO-VELHO. [Por]... Director Honorário do Museu e Biblioteca Municipais de Torres Vedras. Lisboa, Portugália Editora, [1947]. In-8.º (22,5cm) de 207, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de interessantes crónicas versando os mais diversos assuntos, vivenciadas ou do conhecimento do autor.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa de Salinas Calado.
"A reincidência na elaboração de novas memórias, nasce em mim dum defeito congénito: a tendência para juntar velharias ou arquivar na memória factos passados do meu conhecimento, ou a que assisti no ultrapassado meio século da minha vida.
Assim, tenho trazido, aglomeradas e até talvez mal arrumadas na memória, recordações de acontecimentos, algumas de interesse, ainda que pequeno, que, juntas a impressões colhidas em viagens no nosso país, me animaram a encetar este esvaziar de reminiscências. [...]
E assim porque neste livro se entrelaçam recordações emotivas com assuntos de tempos passados, no revolver de uma memória que não foi má, eu entendi que poderia baptizá-la com o nome com que o apadrinho de «Memórias dum Ferro-Velho»."
(Excerto do preâmbulo, Breves Palavras)
Índice:
Breves Palavras. - História dum livro de arte. - Um móvel histórico no Museu Municipal de Torres Vedras. - A cadeirinha dourada do Paço do Cardido. - Lenda sobre a Arrábida. - O Manuel Pedro. - Uma grande dama portuguesa. - Autógrafos. - O coração do antiquário. - Aquilino Ribeiro e o arroz de caril. - Maria das Dores Pintora. - Comezainas nacionais, discursatas e menús. - O protes dental. - Um passeio maravilhoso à Senhora do Socorro. - A visita do «Richelieu» e a galantaria dum oficial da armada francesa. - Um mês de férias em Santa Comba Dão. - Quem pintou os quadros de Santa Maria do Castelo de Torres Vedras? - João Neves da Fontoura. - Tipos castiços de torrenses. - Dois velhos de espírito moço. - Um grande português. - A revolução do 19 de Outubro e a vila de Torres Vedras. - Atentados políticos: Regicídio e magnicídios. - O meu primeiro despacho. - A exposição de Henrique Pousão em Lisboa. - Um autógrafo em verso de Júlio Mardel de Arriaga. - O Album dos visitantes da Quinta de Mira-Mar na Figueira da Foz. - Vencer na vida. - Casa paterna.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Lombada apresenta falha de papel na extremidade superior.
Invulgar e muito curioso.
20€

14 agosto, 2018

ARAÚJO, Maria Benedita - SUPERSTIÇÕES POPULARES PORTUGUESAS : contribuição para um estudo. Lisboa, Edições Colibri, 1997. In-4.º (23cm) de [2], 150, [2] p. ; il. ; B.
Capa: Ricardo Moita.
1.ª edição.
Importante estudo académico sobre a superstição em Portugal.
Ilustrado com mapas estatísticos no texto.
"Ao trazermos à colação usos, costumes e tradições portuguesas, em muitos casos rotulados de supersticiosos pela Igreja Católica, apresentamos preferencialmente um conjunto de crenças populares que atingiram os nossos dias. Na sabedoria transmitida de pais a filhos nada é supérfluo, cada segmento ocupa uma posição bem determinada na economia salvífica, de modo a preservar o corpo e o espírito. Conforme os casos, no universo da forças antagónicas que circunda o microcosmos da vivência humana, acções e reacções podem e dever ser favorecidas ou contrariadas, potenciadas ou anuladas. Por isso, do nascimento à morte, do indivíduo à sociedade, as técnicas tradicionais de protecção e de apaziguamento de tensões estão sempre presentes. Aborda-se neste livro, a maneira como, através dos séculos, o povo português foi cimentando uma resposta ao meio, preservando os valores bioculturais herdados da sua ancestralidade."
(Apresentação retirada da contracapa)
Índice:
Introdução. 1 - Do Indivíduo: costumes, tradições e superstições respeitantes ao nascimento e baptismo, infância e adolescência. 2 -  Fa Família: costumes, tradições e superstições relativos ao casamento e à virgindade da mulher. Embaraço ou prenhez. Parto e aleitação. Cautelas em relação aos filhos. 3 - Do Corpo Social: costumes, tradições e superstições relacionados com outros aspectos da comunicação inter-pessoas: grupo de vizinhança e grupo de consanguinidade. O enigma do futuro e a arte de "dominar vontades"... 4 - Do Quotidiano - Trabalho e Sobrevivência: costumes, tradições e superstições relacionados com o labor da terra e a faina do mar. Agricultura e práticas agro.pecuárias. 5 - Da Saúde e da Doença. Da Morte: Costumes, tradições e superstições respeitantes à enfermidade e ao deperecimento. O funeral. 6 - Do Sobrenatural: Costumes, tradições e superstições respeitantes à religião popular e à sua polarização: Deus e o Demónio. Os santos e as suas relíquias. O culto dos mortos. As almas. Os "Fieis" e os "Infiéis" de Deus. Conclusão. Mapas.
Maria Benedita Araújo (n. 1933). "Concluiu as provas de doutoramento em História Moderna e Contemporânea na FLUL em Janeiro de 1989, desempenhando desde então as funções pedagógicas, científicas e de coordenação inerentes, quer no Departamento de História quer nos Centros de Apoio Universitário de Faro, Beja e Funchal, onde teve igualmente a seu cargo as cadeiras de História da Expansão e dos Descobrimentos Portugueses, História do Brasil e História da Cultura Moderna."
(Dados biográficos retirados da contracapa do livro)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
25€

13 agosto, 2018

PADRÕES DA GRANDE GUERRA. Consagração do Esfôrço Militar de Portugal : 1914 a 1918. Relatório  Geral da Comissão dos Padrões da Grande Guerra (1921 a 1936). [Prefácio do General Norton de Matos]. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da «Liga dos Combatentes da Grande Guerra»], 1936. In-fólio (32x24cm) de 315, [5] p. ; [17] p. il. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Magnifica monografia em livro volumoso sobre os Padrões da Grande Guerra. Trabalho muitíssimo relevante, verdadeira "bíblia" sobre o intenso labor desenvolvido pela Comissão dos Padrões da Grande Guerra ao longo dos 15 anos em que esteve em funções, pugnando pela memória dos expedicionários portugueses combatentes em África e em França. Trata-se de uma obra de fôlego, imenso repositório devotado ao tema.
Profusamente ilustrada no texto e em separado (sobre papel couché), com mapas, quadros, desenhos e fotogravuras reproduzindo retratos de insignes militares, dos Padrões da Grande Guerra, dos memoriais dedicados à Grande Guerra espalhados pelo território português, e a partitura da marcha A Portuguesa, de H. Lopes de Mendonça e A. Keil.
Os exemplares desta edição são numerados de 1 a 500 e autenticados com o carimbo desta comissão. (N.º 239).
"Organizada em Dezembro de 1921 por iniciativa de um grupo de antigos combatentes, presidido pelo general Gomes da Costa, a comissão seria responsável pela construção de vários padrões da Grande Guerra - em França, Luanda, Lourenço Marques e Açores -, pela criação do Museu das Oferendas ao Soldado Desconhecido e pela organização das grandes comemorações do 9 de Abril e do 11 de Novembro, afirmando-se como uma das principais instituições republicanas responsável pelo movimento de sagração da memória nacional."
(in jornal Público on-line)
"Resolveram os meus companheiros dos «Padrões da Grande Guerra» que se fizesse preceder o Relatório que vai lêr-se, de palavras minhas. Vou escrevê-las, e naturalmente será êste o meu último acto de intervenção nas cousas da «Grande Guerra». [...]
Mostra-nos a História que aos homens, que regressam à terra natal apoz campanhas distantes e prolongadas, lhes nasce na alma um tal desgôsto que passam a viver cheios de cansaço e de desânimo, vida apagada e isolada, unindo-se com os antigos companheiros de armas apenas para não se deixarem desprestigiar pelos da sua geração, que não combateram, e pelos que só atingiram a idade de soldados, quando a guerra já tinha acabado.
E, cousa curiosa, transformam-se, em regra, essas associações de antigos soldados em agrupamentos de pacifistas, quási que a pedirem ao mundo desculpa de terem combatido, praticando assim um acto que as multidões não compreendem e que, portanto, em nada concorre para o advento da Paz que todos nós desejamos. [...]
Resolveu, em 1921, um grupo de portugueses fazer face às campanhas contra a intervenção de Portugal na guerra, que estavam alastrando, não de maneira violenta, mas aproveitando imperdoáveis esquecimentos e indiferenças. Dessa resolução nasceu, apoiadas por quatro altas figuras da República, António José de Almeida, Bernardino Machado, Afonso Costa e Teixeira Gomes, a romagem à Batalha e a Comissão dos Padrões da Grande Guerra.
Abramos o seu regimento:
«A Comissão dos Padrões da Grande Guerra é um agrupamento constituído por oficiais do Exército, da Armada, e indivíduos da classe civil, antigos combatentes portugueses da Grande Guerra».
O objectivo da Comissão é exaltar o esfôrço da Raça, manifestado na intervenção militar de Portugal nos diversos teatros de operações da Grande Guerra».
Como atingir êste objectivo? - perguntou-se então.
Erigindo padrões, em terra estranha e em terra nossa, elucidando a opinião pública «por meio de uma intensa propaganda patriótica, em sessões solénes, comemorações, conferências e festivais» e celebrando as datas mais notáveis da nossa acção militar. [...]
Principiaram a erguer-se, de norte a sul, «monumentos à memória dos soldados» que tinham morrido na guerra, e em dia solénes os seus conterrâneos vinham em piedosa romagem juncar de flôres as bases dos cenotáfios. A alma nacional, que durante a guerra fôra minada pela mais nefasta e pela mais tenebrosa das propagandas, principiava a vêr claramente o que representava o esfôrço, que a sua segurança e a sua honra tinham exigido ao povo português. [...]
O que foi a obra dos Padrões di-lo o Relatório que vai lêr-se. A Comissão dos Padrões da Grande Guerra atingiu integralmente o seu objectivo, e nos termos do seu regimento, publica «o relatório geral da sua actividade» e considera-se dissolvida."
(Excerto do Prefácio)
Matérias: 1.ª Parte - A Obra da Comissão. 2.ª Parte - Glorificação dos Mortos da Grande Guerra. 3.ª Parte - Efemérides da Intervenção de Portugal na Grande Guerra (1 de Agosto de 1914 - 2 de Abril de 1920).
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

10 agosto, 2018

MARTY, Dr. Francisco de A. Vargas – O MATRIMONIO, O DIVORCIO E O ADULTERIO. Estudo medico social pelo... Traducção de J. A. Bentes. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, 1908. In-8.º (17cm) de 91, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo sobre o relacionamento conjugal, com incursão no tema do celibato religioso. Publicado no início do século XX, este ê um trabalho pioneiro que revela algum desassombro para a época.
Sumário:
O Matrimonio: Funccionamento d’esta instituição em diversos povos. – O pedido de casamento. – O consentimento. – Os esponsaes, donativos, proclamas, etc. – O casamento religioso e o casamento civil. – As festas nupciaes. – A viagem de núpcias: seus inconvenientes. – Causas de nullidade ou de impedimento do matrimonio. – Obrigações e direitos. – O celibato em geral. – O celibato como causa de dissolução de costumes. – O celibato eclesiástico. – A natureza e o voto de castidade. – Os padres devem casar? – O Divorcio: Causas e efeitos. – O Adulterio: Penas e castigos. – O adultério e a legislação. – O marido assassino. – Tolerancia com os adulteros em determinadas épocas. – Tarifa das absolvições: um documento curioso. Canones do Concilio de Trento porque ainda se rege hoje o matrimonio. – Projecto de lei Naquet, que serviu de base à lei do divorcio da Republica franceza.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior direito.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível