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30 junho, 2019

LUCAS, Prof. João de Almeida - POETAS LÍRICOS DO SÉCULO XVI. Sá de Miranda; Bernardim Ribeiro; Cristovão Falcão; Luís de Camões; António Ferreira; Diogo Bernardes. Prefácio, compilação e notas do... Vice-Reitor do Liceu de D. João de Castro. Lisboa, Livraria Popular de Francisco Franco, 1960. In-8.º (21cm) de 375, [1] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Antologia de composições líricas dos nossos principais poetas quinhentistas, que inclui uma breve biografia de cada um em jeito de apresentação. Ilustrada no texto com bonitos retratos desenhados dos biografados.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O presente volume que agora se edita pela primeira vez destina-se principalmente ao ensino da Literatura Portuguesa nos nossos liceus. Consiste ele na compilação muito cuidada não só dos textos que os programas expressamente indicam para o estudo de parta da matéria do 6.º ano, mas também de outras composições que nos pareceram necessárias a um mais amplo e melhor conhecimento do fenómeno literário na nossa lírica quinhentista.
Cremos não trazer novidade alguma com a afirmação de que uma literatura deverá ser estudada quase sòmente, se não exclusivamente, pela leitura e pela análise crítica pormenorizada dos textos. Tudo o que assim não seja representará um lamentável falseamento de finalidades. [...]
Foi dentro deste espírito que lançámos mão à tarefa de organizar e anotar esta nossa antologia. Tarefa melindrosa que exigiu um rigor extremo na fixação e na modernização sempre delicada, dos textos, e no cuidado posto nas anotações, que deverão dar ao aluno um conhecimento seguro dos significados mais correctos e apropriados de vocábulos e expressões do século XVI, tantas vezes controversos."
(Excerto do Prefácio)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

25 junho, 2019

CABRAL, Guilherme Read - GLORIAS E PRIMORES DE PORTUGAL. [Por]... Commendador da Ordem de Christo e Cavalleiro da Torre e Espada. Porto, Typ. da Casa Editora Alcino Aranha & C.ª, [1889]. In-8.º (22,5cm) de 292, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Obra rara e muito curiosa. É composta por uma parte poética - Glorias de Portugal - que inclui três pequenos poemas históricos ocupando apenas as primeiras 50 páginas do livro, e por outra parte em prosa - Primores de Portugal -, que descreve algumas vilas e cidades do continente e todas as ilhas dos Açores e a Madeira.
"Escrevi essa epopeia que occupa as primeiras paginas d'este livro: adicionei-lhe o - Infante D. Henrique impresso em Dezembro de 1887 e que se limitára a poucos exemplares distribuidos a alguns amigos, a que accrescentei a Visão de Camões que publiquei no Correio da Manhã de 9 d'Abril de 1888, por ser aquelle grande poeta uma das glorias legendarias do paiz.
Mas eu tinha ficado maravilhado com a grandeza e bellezas do Porto: vira Villa do Conde e Vianna do Castello: chegára a Valença e visitára Aveiro: tinha corrido em todo o seu littoral as nove ilhas dos Açores n'uma dupla commissão do Governo; demorara-me em cada uma d'ellas mais tempo do que ninguem; conhecia a de S. Miguel palmo a palmo desde a minha infancia, e pareceu-me que a descripção d'estas pérolas do atlantico seria uma novidade para continentaes, assim como a do Porto e outras cidades do norte do paiz o devia ser para insulanos que, só por excepção, passam da capiital.
Não podia exceptuar a Madeira que assenta em primeira plana no soberbo quadro insular, mas apenas posso apresentar um esboço muito incompleto d'esta formosa ilha por isso que só a conheço de passagem nas poucas horas em que o vapor da carreira ahi se demora."
(Excerto do Prologo)
Indice:
Glorias de Portugal: - Soldado e rei - (epopeia, seguida de epilogo e nota). - O infante D. Henrique (poemeto). - A visão de Camões. Primores de Portugal: Prologo. - O Porto; - Villa da Conde; - Vianna do Castello; - Aveiro; - Ilha de S. Miguel; - Ilha Terceira. - Nota. - Ilha do Faial; - Ilha do Pico; - Ilha das Flores; - Ilha do Corvo; - Ilha de S. Jorge; - Ilha Graciosa; - Ilha de Santa Maria; - Ilha da Madeira (em viagem de Lisboa); - Ilha da Madeira (em viagem dos Açôres).
Guilherme Read Cabral (1821?-1897). "[N. Portsmouth, Inglaterra, 1821 ? m. Ponta Delgada, 18.6.1897]. Veio menino para Ponta Delgada na companhia do pai, irmão do cônsul inglês, William Harding Read com quem foi educado devido à morte daquele. Estudou em S. Miguel e tornou-se cidadão português adoptando mesmo o apelido Cabral de seu cunhado, António Bernardo da Costa Cabral, futuro Marquês de Tomar. Fez uma carreira burocrática nas Alfândegas, tendo sido director das Alfândegas do Funchal, Horta e Ponta Delgada, tornando-se um especialista em matéria alfandegária, sobre a qual escreveu várias obras. Foi governador civil do distrito da Horta, entre 14.9.1893 e 4.1.1894, numa época difícil no referente a abastecimento de cereais, o que o levou a publicar uma proclamação justificativa. Comendador da Ordem de Cristo e Cavaleiro da Torre-Espada. No campo literário, fez parte da geração romântica de Ponta Delgada, que se desenvolveu na roda de Castilho, quando este habitou a cidade. Colaborou assiduamente no órgão do grupo, Revista dos Açores, principalmente como poeta. Foi, porém, poeta menor e como romancista também não saiu da mediocridade. Foi ainda tradutor. J. G. Reis Leite (Jan.2001). Obras Principais: (1870), Breves considerações sobre a simplificação do serviço das Alfândegas, seu pessoal e protecção ao comércio do distrito de Ponta Delgada. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1890), Compêndio de Legislação fiscal. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1893), Proclamação aos habitantes do distrito da Horta, Horta, Tip. Hortense. (s.d.), Glórias e primores de Portugal, Lisboa, Tip. Ed. Alcino Aranha. (1897), No interior da terra e nas profundezas do mar, Ponta Delgada, Tip. Elzeveriana."

(Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=431)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capa com rasgão (sem perda de papel) e aparada no pé ficando mais curta relativamente ao miolo do livro. Contracapa apresenta pequenas falhas de papel no canto superior direito. Lombada fendida. Deve ser recuperado e encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

24 junho, 2019

VILLAS, Coronel Gaspar do Couto Ribeiro - HISTÓRIA COLONIAL. [Volume I e Volume II]. [Pelo]... Professor da Escola Superior Colonial. Vila Nova de Famalicão, Grandes Atelieres Gráficos «Minerva», de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão, 1937-1938. 2 vols in-4.º (23,5cm) de 308 p. (Vol. I) e 428, [4] p. (Vol. II) ; B.
1.ª edição.
Obra em 2 volumes (completa).
"O presente volume - História Colonial - destina-se a apreciar, em síntese de vulgarização os factos essenciais, fundamentais, que assinalam, definem e explicam a marcha de acontecimentos vinda de longe e alcançando os nossos dias, acabando por constituir o Movimento de Expansão, que, no limite, criou o Problema Colonial no seu aspecto de hoje, de tam alto alcance na vida social moderna. [...]
Encarando agora o tema da História Colonial - o Movimento de Expansão referido - êle próprio nos diz como homens vindos de terra incerta se estabeleceram em terra estranha para a trabalharem e fazerem progredir tornando-a um valor, integrando-a em vida social mais perfeita. [...]
... Nós os portugueses podemos libertar-nos de preconceitos, pois se na parte Descobrimentos pode ser gasta tinta da discussão de certas passagens, a Obra Colonial, essa - representada, por exemplo, pela Madeira - primeira manifestação logo no século XV - pelo Brasil, e pela ligação espiritual dos filhos do Oriente ainda com o Portugal de hoje -, é tam expressiva, que basta apresentar o facto, mesmo despido da sua análise, para êle falar alto e claro por si e pelo esfôrço de Portugal.
Com esta garantia de verdade se escreveu êste livro, de maneira ao Feito Colonial aparecer no seu lugar dentro da História, embora formando um todo: não como aconteecimento quási inexplicável, com carácter miraculoso em si e nos seus grandes vultos realizadores da idea, mas como um aspecto, embora particular mas normal e lógico, da marcha da Humanidade assinalada pela História."
(Excerto da Introdução)
Exemplares brochados em bom estado de conservação. Capas levemente oxidadas, com desgaste marginal.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€

18 junho, 2019

ANTIGUIDADES CURIOSAS. Colligidas por Antonio Luiz Monteiro e publicadas por seu filho Abilio Monteiro. Porto, Nova Typ. de Silva & Valbom, 1870. In-8.º (18,5cm) de 287, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso conjunto de transcrições (53) comentadas pelo autor - verdadeiras antiguidades curiosas - onde se contam documentos de vária ordem, tais como, alvarás, proclamações, decretos, cartas, tratados, forais, etc.
Alguns documentos reproduzidos: «Juramento d'el-rei D. Affonso Henriques, pelo qual confirma a apparição de Jesus Christo, acontecida ao mesmo soberano»; «Castigo imposto por D. João 1.º, á villa de Barcellos»; «Artigos 7.º e 8.º das côrtes de Lamego, que prohibem ás princezas herdeiras casar fóra do reino»; Leis promordiaes da nobreza Lusitana»; «Doação que Theodomiro, rei Suevo, fez ao Mosteiro de Cedofeita»; «Alvara que veda a entrada de certos clerigos em Villa do Conde»; «Convenção secreta entre o imperador dos francezes, e o rei d'Hespanha, pela qual se regula todo o relativo á occupação de Portugal [e á sorte futura de Portugal]»; «Baliagem de Leça»; «Foral do Porto».
Encadernação cartonada com ferros gravados a seco e a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura original.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa algo manchada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
30€

15 junho, 2019

VIEIRA, Affonso Lopes - AO SOLDADO DESCONHECIDO (morto em França). Por... [S.l.], [s.n. - Imp. Libanio da Silva, Lisboa], [1921]. In-4º (25cm)  de 4 p. (inc. capas] ; B.
1.ª edição.
Poema publicado em homenagem ao soldado desconhecido. Obra polémica, foi apreendida na época. Na contracapa está impresso: "vendido a favor de um orfão da guerra : preço...... um tostão".
A respeito deste folheto, e com a devida vénia pelo excelente trabalho publicado pela Professora Cristina Nobre nos Cadernos de Estudos Leirienses – 4 Maio 2015, sob o título «O Soldado Desconhecido: o público e o privado em Afonso Lopes Vieira», reproduzimos dois excertos exemplificativos da celeuma levantada pelo poema de ALV.
"Em Março de 1921, o poeta Afonso Lopes Vieira vive uma experiência dolorosa com a apreensão da sua poesia “Ao Soldado Desconhecido (Morto em França)”, texto que o leva a ser interrogado pelas instâncias oficiais, já que o Exército se sente melindrado e retratado em algumas das referências aí feitas, tomando à letra os versos: “[…] a tua imensa / presença acusadora e aterradora / para quem te exportou como um animal, / se estenda sobre o céu de Portugal!”. Vários contemporâneos reagem a este acontecimento de um modo violento, atribuindo-lhe um significado político. [...]
Escrevendo esses versos, que me honro de ter escrito, prestei ao heroe a melhor e a mais bela homenagem que o meu espirito foi capaz de conceber. Esses versos estão muito acima de todas as preocupações partidarias ou sectarias, — as quaes me não interessam — porque elas são a glorificação do Povo que se sacrificou com tanto e tão belo heroismo, a saudação funebre e heroica do recem-vindo á sua terra. E eu tenho a absoluta convicção de que nunca escrevi uma pagina mais patriotica do que esta poesia, e de que a sua intenção pelo menos, é digna do heroe. (entrevista ao jornal Epoca de 19 de março de 1921, apud R I, f. 128 v.)"

"Sem discursos, sem frases,
sem alexandrinos,
porque a Piedade que nos fazes
deshonrá-la-hiam os hinos,
vem, oh Soldado Português da Guerra,
dormir enfim na tua terra
de Portugal,
e que a voz dela te embale
numa caricia enorma:
- Dorme, meu menino, dorme...

Sem discursos, sem frases,
ah! mas com quanto pranto
interior,
porque a Piedade que nos fazes
nos alanceia de Amor,
vem, oh Soldado Português da Guerra,
dormir enfim na tua terra,
e que a tua presença
espectral,
a tua imensa
presença acusadora e aterradora
para quem te exportou como um animal,
se estenda sobre o céu de Portugal!
E que essa voz te embale
numa caricia enorme:
- Dorme, meu menino, dorme..."

(Excerto do poema)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com significado histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

10 junho, 2019

GALLIS, J. Alfredo - SYNOPSE DOS HOMENS CELEBRES DE PORTUGAL DESDE A FUNDAÇÃO DA MONARCHIA. Por... Lisboa, Typographia de J. C. de d'Ascensão Almeida, 1883. In-8.º (16cm) de 149, [1], VII, [1] p. ; [4] f. il. ; E.
1.ª edição.
Edição original daquela que terá sido a primeira obra do autor, publicada com apenas 23/24 anos. Trata-se de uma síntese histórica preenchida com os apontamentos biográficos das mais relevantes personalidades da História de Portugal - de Egas Moniz a D. Pedro de Souza Holstein (1781-1850). No final do livro os editores incluíram o Juizo da imprensa onde se encontram reproduzidas as opiniões sobre a obra veiculadas nos principais jornais da época.
O livro divide-se em quatros secções: - Armas; - Descobridores; - Poetas e eruditos; - Factos diversos.
Contém 4 gravuras abertas em metal hors-texte, de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões e do Marquês de Pombal. O retrato de Camões é da autoria de Pastor; os restantes não foi possível determinar.
"Antes de se lerem as modestas paginas d'esta simplicissima obra, é necessario avisar o leitor, que não deve phantasiar ideaes quanto á essencia do que aqui vae encontrar. Ao ser encarregado de fazer o livro em questão, observei que elle não poderia deixar de ser um modestissimo resumo, em que apenas a escolha dos biographados, e a verdade dos factos lhe dessem algum valor, visto não ser necessario uma vasta intelligencia para a conformação d'estas obras especiaes. No genero, conheço como completo e de grande valor o Diccionario bibliographico do fallecido bibliographo Innocencio da Silva.
É preciso notas que Innocencio escreveu a sua obra em sete grossos volumes, nos quaes cada biographia é uma synthese muito perfeita e completa.
Não pretendo, nem jamais pretendi, escrever um livro biographico de indiscutivel merecimento, mas sim collocal-o ao alcance de todas as bolsas e de todas as intelligencias.
A nossa historia em geral pouco sabida, contem vultos de enorme importancia em todos os ramos do saber humano, vultos que seria um incrivel desleixo, não ir pouco a pouco fazendo sahir da obscuridade em que jazem para os menos versados em leitura.
N'este intuito segui o systema de biographar resumidamente cada um dos homens mais notaveis de Portugal, certo de que os que lerem estas biographias sentirão o desejo de mais desenvolvidamente conhecerem o heroe do seu agrado."
(Excerto da introdução, Ao leitor)
Joaquim Alfredo Gallis (1859-1910). "Mais conhecido por Alfredo Gallis, foi um jornalista e romancista muito afamado nos anos finais do século XIX, que exerceu o cargo de escrivão da Corporação dos Pilotos da Barra e o de administrador do concelho do Barreiro (1901-1905). Usou múltiplos pseudónimos, entre os quais 'Anthony', 'Rabelais', 'Condessa do Til' e 'Katisako Aragwisa'. Desde muito jovem redigiu artigos e folhetins em jornais e revistas, entre os quais a Universal, a Illustração Portugueza, o Jornal do Comércio, a Ecos da Avenida e o Diário Popular (onde usou o pseudónimo Anthony). Como romancista conquistou grande popularidade, especializando-se em textos impregnados de sensualismo exaltado que viviam das «fraquezas e aberrações de que eram possuídas, eram desenvolvidas entre costumes libertinos e explorando o escândalo». Escreveu cerca de três dezenas de romances, por vezes publicados com o pseudónimo 'Rabelais'. Alguns dos seus romances têm títulos sugestivos da sensualidade que exploram, nomeadamente Mulheres perdidas, Sáficas, Mulheres honestas, A amante de Jesus, O marido virgem, As mártires da virgindade, Devassidão de Pompeia e O abortador. É autor dos dois volumes da História de Portugal, apensos à História, de Pinheiro Chagas, referentes ao reinado do rei D. Carlos I de Portugal.”
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado; pastas cansadas com desgaste marginal.
Raro.
45€
Reservado

08 junho, 2019

CASTRO, Rodrigo de - CINZAS IMORTAIS : na morte de Antonio Granjo. Porto, Tipografia Lusitana, 1922. In-8.º (19,5cm) de 271, [3] p. ; [7] f. il. ; B.
1.ª edição.
Obra de homenagem a António Granjo, insígne figura da República, barbaramente assassinado na madrugada de 21 de Outubro de 1921, durante o episódio que ficaria conhecido para a história como 'Noite Sangrenta'. Esta biografia é mais um contributo para o estudo dos acontecimentos políticos da época que concorreram para o desfecho conhecido.
Inclui testemunhos de pesar de António José de Almeida, Cunha Leal, Agatão Lança, Trindade Coelho, Sousa Costa  e António Maria Pereira Júnior.
Livro ilustrado com 7 folhas hors-texte que inclui dois retratos do biografado, um deles de corpo inteiro.
Valorizado pela extensa dedicatória autógrafa do autor.
"Noite trágica em que mal se descobre já, por entre fantasmas e sombras, a figura outr'ora austera e bela da República.
Quanto mais tento afasta-la do espírito, mais ela teima em lá viver.
Como força oculta que o meu ser domina, sinto-a uma necessidade de mim mesmo.
Falar dela é, de alguma maneira, desprender-me dela. [...]
Porque mataram o Granjo!?
Esta interrogação que anda na boca de todos, e que mesmo junto do seu ataúde foi formulada, na possível convicção, de que, o éco do além, não acordaria em lábios que para sempre se cerraram, palavras que como ferros em braza ficaram pezando na consciência dos vivos, penetrou-me por tal forma o espírito que o subconsciente, dominando todo o meu ser consciente, transforma a materia inerte em materia viva, fazendo passar atravez dos meus lábios o que os seus lábios no meu coração vertem:
«Parece haver muitos portuguêses que trazem dentro de si os corações mortos. A nossa vida parece estar só nos nossos olhos para nos odiarmos e nos nossos lábios para nos caluniarmos».
Porque mataram o Granjo!?... [...]
De facto, a política,, com as suas ambições, os seus egoismos, os seus despeitos e os seus odios, abalando as mais fortes consciências, corrompendo os mais integros caractéres, pervertendo os mais puros sentimentos e aniquilando as mais decididas vontades, adormece no homem todas as qualidades e virtudes que, em coração amigo, afecto, ternura e lealdade exprimem.
A morte do pobre Granjo é bem o espelho vivo dessas desoladoras mas incontestaveis verdades.
A nossa inteligência e a nossa razão fazem-nos fugir apavorado ao tentar desvendar os mistérios dessa horrivel tragedia.
Quanto amigos urdindo a teia em que o homem de bôa fé e sã moral se havia de ver enredado, e, por fim, trazido áquela dolorosa situação, já anunciada, das transigências que deprimem ou das violências que comprometem?"
(Excerto de 1921 : 19 de Outubro!...)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos. Lombada apresenta falhas de papel.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

01 junho, 2019

FONSECA, Thomaz da - CARTILHA NOVA. Para o José Povinho lêr á noite, ao serão. Eis aqui o que eu julguei dever escrever-vos ácerca d'aquelles que vos enganam. S. João-Epist. 1-Cap. 11-26. Edição do Gremio "O Futuro". Lisboa, Typographia Bayard, 1911. In-12.º (14,5cm) de 30, (inc. capas) ; B.
1.ª edição.
Folheto de propaganda republicana para ilustração popular, de forte pendor anticlerical. Trata-se da raríssima edição original, publicada pouco tempo após a instauração da República, dedicada pelo autor "Aos que morreram luctando pela causa da Liberdade e da Justiça".
Para melhor compreensão do "povo", a cartilha foi escrita sob a forma de diálogo entre dois personagens - o João da Quinta, pequeno lavrador, e o Manuel Martins, professor primário.
"João - Mas... Senta-te ahi, Manuel, e diz-me cá uma coisa: Então a Republica sempre poderá sustentar-se? Os republicanos não andam já em guerra aberta uns contra os outros por não saberem como háo de governar o paiz? Disse-me o nosso padre... Mas olha que tu, vê lá, não digas nada d'isto... Disse-me elle que lá em Lisboa já ninguem se entende e que entre os proprios republicanos ha muitos que trabalham para que volte a monarquia. Disse-me até que já temos nem sei quantos navios de guerra, e que a maior parte dos regimentos estão prontos a sair para a rua, afim de porem outra vez D. Manuel no trono.
Manuel - E tu acreditaste n'esse jesuita?
João - Eu, se queres que te diga...
Manuel - Pobre homem, que tão ingenuo me saiste! Pois tu não vês que isso são altas manobras!... Os padres, como sabes, (e quando digo padres, digo jesuitas, porque em Portugal os padres acabaram) os padres vendo que o tal Couceiro comia quanto dinheiro lhe mandavam e sem nada fazer, cortaram-lhe a maquia...
João - E parece que não era pequena... Só do Brazil lhe vieram muitos milhares de libras.
Manuel - Do Brazil, de Paris, de Roma,de toda a parte. D. Manuel, D. Miguel, D. Amelia, todos mais ou menos deram. Mas estes cansaram-se depressa. Quem continuou a aguentar-se no balanço foram os jesuitas, que estão furiosos contra o bando de comedores e covardes que na fronteira tem passado tempo a embebedar se e a dansar o tango, com as espanholas. Outros jogam a batota. Não ha muitos dias ainda que o thesoureiro foi deposto por ter perdido só n'uma noite, trinta contos de réis! Ora foi por estas e outras como estas que os taes jesuitas, de combinação com o papa e os bispos portuguezes...
João - Os bispos tambem? D'essa é que eu não sabia!
Manuel - Pois tu não sabes nada, porque se soubesses não andavas por ahi ás ordens dos nossos inimigos... Os bispos são até os que maior mal estão fazendo á Republica. Ultimamente houve entre todos elles uma combinação secreta, proveniente d'umas ordens que receberam do alto, como se costuma dizer, onde combinaram mudar de tactica, para com mais facilidade destruirem a Republica. Resolveram elles ordenar ao padres das suas dioceses que em todos os domingos e em todas as egrejas de Portugal se façam praticas e conferencias acerca do valor e das vantagens moraes da confissão, de modo que aos pés dos confessores vá o maior numero de gente possivel. E uma vez no confissionario, o padre se encarregará de levar esse paroquiano e esse penitente, a combater e difamar a Republica, por todos os modos e feitios... Eu, como toda a gente sabe, nunca gostei muito d'essa tal confissão. Mas desconfiando de coisas, por certas palavras que ouvi a umas mulheres, ao sairem da missa, fui tambem confessar-me."
(Excerto do diálogo de O confissionario como arma de guerra)
Matérias:
Encontro; Os inimigos da Republica; O confissionario como arma de guerra; Porque não querem elles a Republica?; A lei da separação; As egrejas e o culto; A doutrina nas escolas; Um anno feliz.
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Nasceu em Laceiras, Mortágua, a 10 de Março de 1877. Escritor, poeta, jornalista, professor e propagandista, professou desde cedo ideias liberais e republicanas. Frequentou Teologia no seminário de Coimbra, escrevendo 'Evangelho de um seminarista', após a sua saída em 1903. Pertenceu à Maçonaria, sendo iniciado em 1906. Foi um dos mais activos propagandistas republicanos, estando presente na organização de várias associações de carácter cultural e social. Jornalista, escreveu em vários órgãos de imprensa, nomeadamente O Mundo, Pátria, Vanguarda, Voz Pública, Norte, República, Povo, Batalha, Alma Nacional, sendo director do Arquivo Democrático. Escreveu também em jornais estrangeiro (España Nueva e Lanterna, do Brasil). Depois da implantação da República em 5 de Outubro de 1910, foi chefe do gabinete de Teófilo Braga, em 1910-1911, foi eleito em 1911 para a Assembleia Constituinte, por Santa Comba Dão, deputado na primeira legislatura e, em 1915, senador por Viseu, pelo Partido Democrático. Muito ligado à questão da educação e do ensino, foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director das Escolas Normais de Lisboa e da Universidade Livre de Coimbra. Foi presidente do Conselho de Arte e Arqueologia de Coimbra. Em 1920 visitou a França, a Bélgica e a Inglaterra, numa missão de estudo a escolas, museus e bibliotecas. Da sua vasta obra, de cariz essencialmente pedagógico e de propaganda anti-clerical (especialmente contra a exploração de Fátima), cumpre referir os seguintes títulos: Sermões da Montanha (1909), Cartilha Nova para o Zá Povinho ler à noite ao serão (1911), Origem da vida (1912), Memórias do Cárcere (1919), Cartas Espirituais – A mulher e a Igreja (1922), História da Civilização, relacionada com a História de Portugal (1922), Ensino Laico (1923), No Rescaldo de Lourdes (1932), A igreja e o Condestável (1933), Fátima (1955), Na Cova dos Leões (1958), Bancarrota (1962). Morreu em Lisboa a 12 de Fevereiro de 1968."
(fonte: http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/biografias?registo=Tom%C3%A1s%20da%20Fonseca)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas levemente oxidadas.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

25 maio, 2019

GUERRA, L. DE FIGUEIREDO DA - A CAPELLA DE SANTO ABDÃO DA CORRELHÃ. Por... Viana, Tip. Comercial «A Aurora do Lima», 1924. In-8.º (21,5cm) de 15, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo histórico sobre as disputas políticas e territoriais na Idade Média entre a Arquidiocese de Braga e a Igreja de Compostela, com epicentro na Correlhã - a antiga Vila Corneliana - cuja capela foi utilizada por Diogo Gelmires, Bispo de Iria, aquando do furto e transporte para a Galiza das relíquias de quatro santos.
Opúsculo ilustrado com uma reprodução fotográfica da Capela de Santo Abdão.
"A capella junto ao adro paroquial de S. Thome da Correlhã, no concelho de Ponte do Lima, é uma antiga ermida corporal, ou funeraria, como outras que conhecemos nos Mosteiros medievais da Galiza e de Portugal; algumas tinham tão pequenas dimensões, que mal se podiam celebrar n'ellas os officios divinos.
Sobem aos seculos X e XI.
Sendo outr'ora prohibidos os enterros dentro das egrejas, distribuiram-se as sepulturas, fóra e em roda dos templos, em recinto vedado, conservado sempre os tumulos a respectiva orientação.
Convém não confundir esta nossa Correlhã, a antiga - Villa Corneliana -, pertencente a Sant'Iago de Compostella, com a outra Villa, do comêço do seculo XI, situada perto de Oviêdo, nas Asturias, e chamada tambem Corneliana.
Assentava aquella velha Villa wisigothica na margem esquerda do rio Lima, a dous kilometros, a jusante da ponte de pedra, onde passava a - Via Romana - de Braga para Tuy, e que lhe vinha atravessar os limites."
(Excerto dos Cap. I e II)
Luís de Figueiredo da Guerra (Viana do Castelo, 1853 - 1931). "Foi um historiador e historiógrafo vianense que se distinguiu no estudo da história local da região em torno da foz do Lima. Foi director do Museu Municipal e da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel nos cantos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com interesse para a histórico.
20€

23 maio, 2019

THOMAZ, M. - ELOGIO // DE // RENATO DUGUAY // TROUIN, // TENENTE GENERAL // DAS ARMADAS NAVAES DE FRANÇA, // COMMENDADOR DA ORDEM REAL MILITAR // DE S. LUIZ, // Por M. THOMAZ, // Traduzido da lingua Franceza, com todas // as Notas, e huma Advertencia Proemial // do Traductor, que em parte póde ser- // vir para exame da Obra, // POR HUM HOMEM DE MAR, //Em Lisboa anno de 1774. // Discurso, que ganhou o premio da Academia // Franceza em 1761. // LISBOA // NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. // ANNO MDCCLXXIV. // Com licença da Real Meza Censoria. In-12.º (15cm) de LXXX, 114, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Tradução da biografia militar de René Duguay-Trouin (1673-1736), corsário francês ao serviço do monarca Luís XIV - o Rei Sol -, cujo maior feito de armas terá sido a conquista do Rio de Janeiro em Setembro de 1711, e que nesta obra é tratado com o devido relevo. O autor, Antoine Léonard Thomas (1732-1785), relata a vida do almirante francês através de uma narrativa pejada de incongruências e inverdades, só explicada por manifesto desconhecimento dos factos (ou sabujice).
Gaspar Pinheiro da Câmara Manuel (1766-1791), o Homem de mar que assina a tradução, é um experimentado oficial da marinha de guerra portuguesa, que corrige e "desmascara" com algum humor o Elogio. A sua Advertência proemial é uma lição de história, bem como as notas e referências históricas que preenchem parte substancial da tradução da obra.
"A maior acção, que se confiou a Duguay Trouin, e de que o Orador faz o mais relevante apreço, foi o ataque, e tomada do Rio de Janeiro: facção sempre memoravel, e conseguida na verdade com poucas forças, porém reduzida a fabula no elogio. Bastava escrever tudo o que se soubesse, e se presumisse do valor, prudencia, e disciplina daquelle Capitão; porém não contar trezentos canhões combinados para a defensa da entrada do Rio de Janeiro, aonde certamente não havia sessenta para este fim. Sete Náos, que servião de barreira ás Fortalezas, sendo sómente quatro, e desarmadas. Suppôr a Ilha das Cobras fortificada em 1711, quando a primeira pedra da sua fortificação foi lançada pelo Brigadeiro José da Silva Pais, que em 1736 partio de Lisboa para delinear as fortificações daquella parte da America."
(Excerto da Advertencia proemial)
Encadernação recente em meia de pele com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada.
Livro em bom estado de conservação. Não possui errata (v. exemplar digitalizado da Biblioteca Nacional do Brasil), antes uma folha em branco, parte do livro, que nos leva a crer, salvo melhor opinião, ter saído dos prelos como está, sem emendas.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
750€

20 maio, 2019

CHAGAS, João - DIARIO DE UM CONDEMNADO POLITICO (1892-1893). Porto,  Livraria Internacional de Ernesto Chardron . Casa Editora : M. Lugan, Successor, 1894. In-8.º (18cm) de [8], 261, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Raríssima edição original do 1.º livro do autor, composto por reflexões sobre a vida política nacional em forma de cartas, escritas a partir da Angola onde se encontra a cumprir pena de degredo.
"Em virtude de circumstancias que perderam interesse e não vale a pena recordar, os governos do meu paiz, que tanto timbram em favorecer prevaricadores como se empenham em perseguir os homens de pensamento que ousam dizer-lh'o, obrigaram-me um dia a abalar, caminho d'Africa, em um navio mercante que, entre tripulação e rezes, conduziu a seu bordo funccionarios do Estado, negociantes da café e degredados de 1.ª classe. Eu pertencia a este numero.
Durante essa viagem, e, mais tarde, em um presidio d'Angola, ao acaso e no desconforto de uma existencia violenta, escrevi para um jornal do Porto, um grande numero das cartas que vão lêr-se. A essa correspondencia chamei impropriamente Diario; não foi isso o que sahiu. Obedecendo mais aos impulsos do meu temperamento, do que ás suggestões do meu instincto litterario, desviei-me do plano que primitivamente traçára, e, logo encetado o meu Diario tinha perdido o seu caracter de memorandum intimo para passar a ser o que foi, uma obra de combate, estridente e publica. [...]
Este volume não se recommenda, pois, pelo seu interesse litterario - é o meu primeiro livro, cumpre-me dizer isto; mas tem algum interesse politico e essa foi a razão que me levou a publical-o."
(Excerto da introdução)
João Pinheiro Chagas (1863-1925). “Jornalista. Republicano histórico, próximo de Brito Camacho. Em 1890 publica no Porto o jornal A República Portuguesa . Estava preso por crime de imprensa na Relação do Porto quando se deu a revolta do 31 de janeiro de 1891. Será condenado por instigar à mesma. Desterrado para Luanda e Moçâmedes, foge daqui. Volta ao Porto e volta a ser preso em finais de 1892. De novo desterrado para Luanda. Amnistiado pelo governo de Dias Ferreira. Edita no Porto entre 21 de dezembro de 1893 e 3 de junho de 1894 o Panfleto. Edita depois A Marselhesa e O País. Preso em 28 de janeiro de 1908. Libertado pelo governo de Ferreira do Amaral, começa a editar, entre 10 de dezembro de 1908 e 25 de dezembro de 1910, as Cartas Políticas. Presidente do ministério de 3 de setembro a 12 de novembro de 1911, acumula as pastas do interior e dos negócios estrangeiros, esta até 12 de outubro, onde surge Augusto de Vasconcelos. Tem a oposição do grupo de Afonso Costa. Nomeado chefe do governo em 15 de maio de 1915. Sofre atentado no Entrocamento, sendo substituído por José de Castro. Retoma o lugar de ministro de Portugal em Paris em 10 de setembro de 1915.”
(Fonte: Politipedia)
Encadernação da época sem pele na lombada, com as pastas cansadas.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Deve ser reencadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
45€
Reservado

17 maio, 2019

SOUSA, Comandante Jaime de - AGONIA DE UM HERÓI : a derradeira viagem do "Adamastor". Lisboa, Editora Marítimo-Colonial, Lda., 1945. In-8.º (19cm) de 448, [2] p. ; [20] p. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrado em extratexto com retratos do autor e do capitão Ferreira do Amaral, e fotografias a p.b. do navio e de alguns locais visitados.
"O Adamastor foi um cruzador da Marinha Portuguesa, construído nos Estaleiros Navais de Livorno (Itália), em 1896, entregue à Marinha Portuguesa em 1897, e financiado pelas receitas provenientes de uma subscrição pública organizada como resposta portuguesa ao Ultimatum britânico de 1890. O seu primeiro comandante foi o Capitão de Mar-e-Guerra Ferreira do Amaral. 
O Adamastor desempenhou um papel importante no golpe revolucionário de 5 de Outubro de 1910, que levou à implantação da República, sendo responsável pelo bombardeamento do Palácio das Necessidades.  Durante o seu período de serviço o Adamastor percorreu em missões de soberania quase todos os territórios ultramarinos, de Angola a Timor. Também fez várias visitas oficiais a países estrangeiros, como o Brasil e o Japão. Na Primeira Guerra Mundial, o Adamastor tomou parte activa nas operações militares contra os alemães, no norte de Moçambique."
Jaime Júlio Velho Cabral Botelho de Sousa (1875-1945). “Foi um político e militar da Marinha Portuguesa, tendo chegado ao posto de capitão-de-fragata. Exerceu as funções deputado e de Ministro das Colónias de 20 a 29 de Novembro de 1820 no governo de Álvaro de Castro. Nasceu em Ponta Delgada. Depois de completar os estudos liceais, partiu para Lisboa, tendo ali concluído o curso da Escola Naval. Após a Primeira Guerra Mundial exerceu funções diplomáticas como Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário de Portugal à Comissão de Reparações de Guerra."
Exemplar brochado, revestido de sobrecapa policromada, em bom estado geral de conservação. Sobrecapa apresenta falhas marginais. Orifícios de traça nas derradeiras 4 folhas, à cabeça, sem prejuízo da mancha tipográfica.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€

07 maio, 2019

CASTRO, Alvaro de - ELOGIO HISTÓRICO DO GENERAL ALVES ROÇADAS. Por... pronunciado na Câmara Municipal de Lisboa em 28 de Maio de 1926. Comissão dos Padrões da Grande Guerra. [S.l.], Edição da Comissão, 1936. In-8.º (17,5cm) de 25, [3] p. ; [2] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada extratexto com os retratos do General Alves Roçadas e do Dr. Álvaro de Castro, impressos sobre papel couché.
"1914 - Os exércitos da Alemanha forçam o Luxemburgo, invadem a Belgica, e a Inglaterra eclara o estado de guerra com os Impérios Centrais. Obscuras combinações diplomáticas colocam Portugal na situação indecisa de não beligerante, sem ser neutral: está em paz com tôdas as nações mas reafirma a sua aliança com a Grã-Bretanha. Os alemães preparam o golpe de surpresa sôbre Angola: estudam, inspecionam e activam a espionagem.
O massacre de Maziú, em Moçambique, é uma cruel prevenção.
Prepara-se a defesa das colónias e da metrópole; seguem com destino às duas costas expedições encarregadas de vigiar as fronteiras. A missão de defesa de Angola é confiada ao General José Alves Roçadas.
Os manejos alemães continuam a revelar audácia e precisão. O heroico alferes Seremo destroi em um momento, pela sua decisão e energia, o bem aquitectado plano alemão duma rápida penetração em Angola.
Já a êsse tempo Alves Roçadas organiza e destribui as forças destinadas à defesa do Sul.
Em Dezembro de 1914 o Comandante Alves Roçadas estabelece as suas tropas na linha fronteiriça de Naulila - Caluéque, sobre o Cunéne.[...]
No dia 12 de Dezembro, de manhã, há a primeira notícia das tropas inimigas; desenvolvem, operam e preparam o ataque, a coberto, em território alemão. No dia 18 atacam o posto de Naulila pelo flanco esquerdo da posição. Durante cinco horas desenvolve-se um renhido combate em que a vitória paira indecisa e vária.
No mais aceso da luta, Alves Roçadas, reconhecendo a desorganização da defesa, tenta um golpe de audácia.
Reune as fôrças dispersas, anima-as, incita-as e lança~se ao assalto, dando o exemplo da coragem e do arrôjo."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa com selo de bilbioteca e carimbo oleográfico.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
Indisponível

04 maio, 2019

EXTREMOSAS AVENTURAS // DE // LIZARDA, // INCONSTANCIAS // DE // RAULINO, //E // GENEROSIDADES // DO // CAPITÃO SISNANDO. // LISBOA: // Na Off. de Simão Thaddeo Ferreira. // ANNO M. DCC. XCIV. // Com Licença da Real Meza da Commissão Geral sobre o Exame, e Censura dos Livros. Vende-se na loja do Livreiro Francisco José Alvares, na Rua de S. Bento. In-12.º (14,5cm) de [2], 133, [1] p. ; E.
Novela de cavalaria sobre os amores desencontrados de dois cavaleiros que tomam parte no cerco de Lisboa. Edição original? Nada foi possível apurar a esse respeito por total ausência de referências bio-bibliográficas; estamos no entanto em presença de uma obra muitíssimo interessante, por certo concebida por autor luso, dada a profusão e qualidade dos pormenores e referências históricas à tomada de Lisboa e ao nosso primeiro rei.
"Governando com prosperos augmentos, á custa de muito sangue de perfidos inimigos, o Serenissimo Dom Affonso Henriques a maior parte deste venturoso Reino, como verdadeiro Rei, eleito pelo mesmo Christo. Tendo posto cerco á Cidade Ulyssea, por ser edificada pelo antigo Elisso, se he que não furtando a Ulysses esta gloria, dissermos que era a populosa Lisboa no mundo tão celebrada, que nunca Athenas fora de Platão por divina encarecida, se já a este tempo a conhecêra. Não consultando o piedoso Rei algum oraculo para alcançar victoria, como Gustino conta de Leonila, mas confiando em o auxilio supremo, que logo se mostrou propicio a seu fervoroso zelo, permittindo que entrasse pela fóz do Téjo huma grande armada, que da parte do Norte sahíra, para ajudar a conquista da Terra Santa. E conhecendo os Capitães della, que erão santos os piedosos intentos do virtuoso Rei, condescendêrão facilmente aos largos offerecimentos, que lhe fazia promettendo, que se o ajudassem a ganhar aquella Cidade (além do grande serviço, que a Deos farião) lhes daria por premio, praças, terras, campos, e mais despojos, que tomassem aos inimigos. Acceitárão todos desinteressados, que nunca o interesse vence animos generosos, e mais quando muita parte delles era de Varões mui illustres. E contente o zeloso Rei com tão felices principios, e foi para a parte, aonde em nascendo o dourado Phebo désse com seus raios lustre sómente ás armas, que trazião vestidas, que dálo a seu valor era escusado, pois o publicavão as heroicas obras, que tinhão feito no mundo, aonde depois o mesmo Rei por seu respeito deo principio ao celebre Templo de São Vicente de Fóra, que néssa era póde apostar vantagens aos mais sumptuosos da Europa.
Ficárão os nossos Portuguezes na costa de hum monte, mais visinho ao mar Oceano, aonde o sol se escondia descançado, porque o grande valor, com que exercitavão suas forças em os opprimidos Mouros, o segurava do antigo impedimento, que puzera a petição de hum Capitão valeroso a seu accelarado curso. E porque a larga conversação entre os discretos faz tratar como visinhos aos mais estranhos, sendo bastante a de cinco mezes de cerco, houve lugar a que se communicassem entre si huns, e outros soldados, como se já de muitos tempos fossem conhecidos.
Succedeo pois em o entremeio deste tempo, que temos dito, sahir de sua enstancia (havendo já tres horas que o Sol se ausentára) hum Capitão Portuguez dos que tinhão menor idade, mas dos mais illustres, e valerosos, que ElRei Dom Affonso tinha em seus exercitos, e o que mais dera a conhecer suas forças aos Mouros, que vinhão socorrer os cercados em huma ponte, que franqueva um braço do visinho Téjo, que por ter braço, e o sangue muito, parecia então sangrado sem estar enfermo; levou o tempo esta testemunha, mas deixou a piedade Christã uma memoria augmentada depois por hum prudente Mouro, e he hum Religioso Convento, situado aonde primeiro fora o castello de hum Mouro convertido. Chamava-se elle Dom Sisnando, e ainda parente do Conde Sisnando, que tinha sido Consul em as terras de entre Douro, e Mondego. O qual levado da curiosidade de ver como os estrangeiros vigiavão suas estancias, vestido em suas armas, foi discorrendo por entre algumas tendas, e chegando perto de huma, que estava mais apartada, á qual os troncos de humas antigas arvores servião de amparo, ouvio proferir vozes baixas, mas tão encarecidas, que o confrangêrão a deter o passo, e avivar os sentidos, para que melhor percebessem, o que hum soldado dizia em sua lingua, o que em a nossa era desta maneira:
Como he possivel falso Raulino, que mereças de tuas grandes obras alguma gloria, se tuas cruezas me tem causado tão rigorosa pena?"
(Excerto da 1.ª parte do texto)
Encadernação recente, cartonada, com ferros gravados a seco e a ouro nas pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Sem registo na BNP ou qualquer outra fonte bibliográfica.
Peça de colecção.
Indisponível

30 abril, 2019

BASTO, A. J. Pinto - CRUZADOR S. GABRIEL. Viagem de Circumnavegação. Por... Lisboa, Livraria Ferreira : Ferreira, L.da-Editores, 1912. In-8.º (20,5cm) de 444, [4] p. ; [3] f. desdob. ; il. ; E.
1.ª edição.
Diário da viagem de circum-navegação do comandante António Pinto Basto (1862-1946).
Livro profusamente ilustrado com reproduções fotográficas e belíssimos desenhos do autor. Contém interessantes descrições dos lugares de aportamento, seus usos e costumes. Inclui ainda três folhas desdobráveis, representando uma delas o Canal do Panamá, outra, a vermelho e negro, um exemplar de caligrafia japonesa e ainda outra, de grandes dimensões, o Mappa-mundo com o percurso da viagem. Com referências a Wenceslau de Moares, então cônsul de Portugal em Kobe.
"Foi o S. Gabriel não só o primeiro navio de guerra portuguez que realisou uma viagem de circumnavegação, mas o primeiro navio portuguez que passou pelo estreito de Magalhães e Canaes da Patagonia, e entrou nos portos do Chili, Peru, Panamá, Mexico, California e ilhas de Hawai, fazendo, sem duvida, uma das mais interessantes, se não a mais interessante viagem, dos ultimos annos.
Como Commandante do S. Gabriel, entendemos que nos cabia a obrigação moral de informar o publico, e os nossos camaradas em especial, do que foi essa viagem, das difficuldades que encontrámos, e da maneira como ellas foram resolvidas, o que tudo pode ser vantajoso para os que tenham de desempenhar mais tarde uma commissão semelhante."
(Excerto do preâmbulo, Aos leitores)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas cansadas. Assinatura de posse na f. rosto. Mapa-mundo apresenta rasgões (sem perda de papel).

Invulgar.
35€

27 abril, 2019

RESUMO HISTORICO DA VIDA E TRAGICO FIM DE AGOSTINHO JOZE FREIRE, que foi Deputado da Nação em quatro Legislaturas... &c. &c. Offerecido a sua filha a illustrissima e excellentissima senhora D. Maria da Piedade Freire. Segunda edicção correcta, e accrescentada pelo Author. Lisboa, Tip. Patriotica de C. J. da Silva e Comp.ª, 1837. In-8.º (19cm) de 23, [1] p. ; B.
Breve biografia de Agostinho José Freire, oficial do exército, estadista e defensor acérrimo da causa liberal, e a descrição do atentado que o vitimou no sítio da Pampulha, em Lisboa.
Opúsculo publicado sob anonimato, sabe-se que o seu autor foi João Baptista Felgueiras (1790-1948), natural de Guimarães, Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Deputado, Procurador-geral da Coroa, etc. Depois da sua formatura, seguiu a carreira da magistratura, e chegou a ser juiz de fora em Viana do Castelo, depois de seguir os trâmites que, para se chegar a esse cargo, as leis de então exigiam. Sendo eleito deputado depois da revolução de 1820 para as primeiras Cortes constituintes, exerceu sempre o cargo de secretário. Quando em 1823 a reacção restabeleceu o absolutismo e os direitos inauferíveis da realeza, João Baptista Felgueiras afastou-se da politica, e assim se conservou, tendo contudo aplaudido fervorosamente o restabelecimento do regime liberal pela outorga da Carta Constitucional, quando em 1828 o surpreendeu a reacção Miguelista. As suas ideias altamente liberais o obrigaram a fugir das perseguições do partido absolutista. [...] Foi talvez, bem involuntariamente e bem ocasionalmente, causa da morte de Agostinho José Freire. No dia em que se deu este triste acontecimento, João Baptista Felgueiras, que morava na rua do Quelhas, convidara-o a jantar, desejando que ele comesse dum pavão com que o haviam presenteado. Agostinho José Freire morava então em Rilhafoles; acedeu ao convite, e em casa de Felgueiras soube que a rainha D. Maria II partira para o palácio de Belém, e se planeara a contra-revolução. Não pensou mais em jantar, e metendo-se na sua carruagem, foi para Belém pelo caminho de Alcântara, que lhe ficava mais perto, onde teve a infelicidade de encontrar a morte. Deixou impresso: Necrologia de Agostinho José Freire, que foi ministro e secretario de Estado honorário, conselheiro de Estado, par do reino, etc., Lisboa, 1837; saiu depois, ainda em 1837, mais ampliada, com o título: Resumo histórico da vida e trágico fim do conselheiro de Estado Agostinho José Freire, etc.; saiu sem o nome do autor, e parece que não foi posto à venda.
(Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/felgueirasjb.html)
"Agostinho José Freire, filho d'um cidadão nobre do mesmo nome, nasceu na cidade d'Evora aos 28 de Agosto de 1780. Transportado em tenra idade para Leiria, ahi passou a infancia, e concluiu os estudos menores. Veio para Lisboa seguir as aulas de instrucção secundaria, e foi matricular-se na Universidade de Coimbra, onde tomou o grau de Bacharel, e fez formatura na faculdade de Mathematica no anno de 1807. [...]
Era sua tenção seguir a Universidade; porém a invasão franceza, que ameaçava escravisar a patria de Pacheco e de Albuquerque, o fez trocar a tranquilidade das letras pelo estrondo das armas. Recolhendo-se a casa de seu pae estabelecida no logar de Vidaes, comarca de Leiria, empregou desde logo todos os esforços para coadjuvar os povos na sua resistencia contra o inimigo commum..."
(Excerto do Resumo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos e falhas de papel marginais.
Raro.
Com interesse histórico.
30€

18 abril, 2019

SILVA, Rodrigues da - SOLDADOS DESCONHECIDOS. Lisboa, Tip. Palhares, 1924. In-8.º (19cm) de 40, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra poética sobre a Grande Guerra.
Edição de mil exemplares, numerados e rubricado pelo autor. O presente leva o n.º 782.

"Vai lindo o sol da Flandres. - Sob um céu de anil
Dormem, entre a metralha, os Soldados de Abril.

Restos de canhões... Terra revolvida... Sangue...
Corpos esfacelados... tudo em monte. Exangue

Jaz completo ainda êste ou aquele soldado.
Vê!... Quem será aquele? tão desfigurado...

Olha aquel'outro - além! Dorme?... Sonha talvez?...

Restos sagrados são do Sector Português.

[...]

E, à noite, ao voltar do trabalho,
Era manhã se sol perolada de orvalho

O rosto do bom povo. A Pátria já em festa;
Sinos a repicar; ensaios na orquestra;

Te Deums e foguetes no vale e na serra...
Meu velho Portugal, venceste a grande guerra!...

Mas... no solo da Flandres, sob um céu de anil,
Dormem, entre a metralha, os Soldados de Abril."

Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

12 abril, 2019

BAIÃO, Antonio - AFFONSO D'ALBUQUERQUE. Por... Director do Arquivo da Torre do Tombo e Secretario da Comissão Academica dos centenarios de Ceuta e Albuquerque. Lisboa, Livraria Ferin, Editora : Baptista, Torres & C.ᵀᴬ, 1913 [na capa, 1914]. In-8.º (18,5cm) de 158, [2] p. ; [2] f. il. ; E. Col. Grandes Vultos Portuguêses, III
1.ª edição.
Biografia de Afonso de Albuquerque (1452-1515), líder militar e o 2.º Vice-Rei e Governador da Índia Portuguesa, cujas ações guerreiras, políticas e religiosas foram determinantes para o estabelecimento do Império Português no Oriente.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado em extratexto com um retrato do biografado reproduzido das «Lendas da India» e um fac-símile "do único documento conhecido todo do punho de Albuquerque".
"No principio de Abril de 1503 sahia de Belem uma armada, composta de seus náos, convenientemente providas de gente, artilharia e munições de guerra, pertencendo a capitania-mór de tres velas a Affonso d'Albuquerque e das tres restantes a seu primo Francisco. As suas instrucções são-nos hoje conhecidas, se bem que os Commentarios nos digam apenas serem a edificação de uma fortaleza em Cochim. Façamos o seu resumo, porque na verdade bem interessantes são: economia nas provisões, mas não miseria, devendo, por causa d'isso, ter na mão a chave da dispensa dos paioes; quanto a vinho, só dar a cada marinheiro tres quartilhos por dia. Se a agua que leva não chegar, não deve parar em Cabo Verde, e, sendo assim, deverá ir fazer aguada á costa de Biziguiche, com pequena demora. Para os navios se não perderem uns dos outros devem dar salvas ao capitão-mór e, quando quizér o seu navio fa-lo-ha saber, dando dois tiros, ao que os outros corresponderão e outros sinaes identicos assim são determinados.
Se antes de chegarem ás Canarias o vento fôr demasiado e não poderem pairar, voltem á costa de Portugal, tentando aportar ao Restello, ou, sendo isso impossivel, a Setubal. Se depois de atravessarem as Canarias, alguma náo não responder aos sinaes, déve o capitão-mór ir direito a Biziguiche para a esperar ahi, ainda que não precise de agua; no caso d'ella não aparecer deixará sinaes da sua estada, assim como em Moçambique, onde ficará algum degradado d'isso encarregado. Ainda o caso de extravio de alguma náo: se a náo perdida chegar primeiro a Biziguiche deve esperar ahi oito dias e a sua derrota são pontos forçados, Melinde, Angediva e Cananor.
Se a fróta pudér tocar em Melinde deve o capitão-mór dizer ao rei que D. Manoel I d'elle muito se lembrava, entregando-lhe uma carta e um presente. Da mesma forma amistosa procederá com o rei de Cananor, a quem entregará a carta e encommendas e dir-lhe-ha como el-rei com elle estava contente, fallando-lhe ao mesmo tempo nas mercadorias. Para as náos mouras, ou do rei de Calicut, não deve haver contemplação, embora este queira dar explicações. Quando porém chegar a Cochim deve Albuquerque entregar as encommendas cujo portador é, com protestos de amizade, fazendo com elle a compra e venda de mercadorias, conforme a combinação com o almirante.
Finalmente, se em Calcoulão houver alguma carga devia mandar recebê-la.
Como se vê, tinham procurado prever todas as hypotheses e eventualidades."
(Excerto do Cap. III, Na India - A primeira expedição)
Indice:
I. A Familia. Ascendentes e Descendentes. II. A aprendizagem do grande capitão. III. Na India. IV. O Governador da India. V. A memoria de Albuquerque. O seu testamento - Onde param os seus restos mortaes e a urna que os encerrou? // - Bibliographia. - Tentativa chronologica. - As nossas gravuras. - Indice alfabetico.
Bonita encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível