O MODO DE RESUSCITAR OS MORTOS. Conto persiano. Lisboa, Na Typografia Rollandiana. 1819. Com Licença da Meza do Dezembargo do Paço. Vende-se em Casa do Editor F. B. O. de M. Mechas, no Largo do Caes de Sodré, N. 3 A. In-8.º (15cm) de 24 p. ; B.
Curioso conto oriental(?) em prosa pré-romântica de autor indefinido. Elaborado sem grandes cuidados literários, ao gosto da época, é no entanto muito mais do que um "pequeno conto"; com subtileza, foi convertido num interessante ensaio filosófico sobre a felicidade.
"Feridoun, Rei da Persia, tinha visto expirar entre seus braços a bella Irandocte; e tal era o seu extremado amor, que aborrecendo a vida queria acompanhar na sepultura esta esposa terna, e virtuosa. Já eraõ passados tres dias, e tres noites; e sem comer, nem dormir, encantoado, sómente o cortejava a sua desesperaçaõ. Já a este tempo a morte se preparava para descarregar a fatal foice sobre esta nova victima; quando eis-que hum Filosofo Indiano, que o Monarcha honrava com a sua confiança, de repente entra neste retiro lugubre, e lhe diz: Rei dos Reis, dignai-vos escutar-me hum momento. Naõ venho de modo algum irritar a vossa dôr por meio de consolações frivolas: só venho annunciar-vos a tornada proxima do bem, por que suspirais. Dentro em pouco tempo, naõ duvideis do que vos digo, dentro em pouco tempo a mesma Rainha enxugará as lagrimas, que vos fez derramar. Viverá, e fará tambem a vossa felicidade, e a nossa... Vejo o espanto, em que vos põe este discurso; porém sabei, Senhor, que acabo de descobrir nos escriptos de hum antigo sábio o modo de ressuscitar a amavel Irandocte; modo sem dúvida seguro, e que parece taõ simples, como facil."
(Excerto da 1.ª parte da obra)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Por deficiente trabalho da tipografia, as páginas 21-24 estão entre a página 16 e 17.
Raro.
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06 abril, 2018
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Oriente
02 novembro, 2017
VELLOSO, Custodio - BRADOS D'ALMA : breves dissertações sobre assumptos de religião, phylosophia e litteratura. Braga, Typoggraphia Lusitana, 1873. In-8.º (19,5cm) de XVIII, [2], 295, [5] p. ; E.
1.ª edição.
Conjunto de reflexões filosóficas do autor sobre diversos temas.
"[...] Uma aspiração da consciencia intima, profundamente convicta das eternas verdades que ahi ficam relembradas e estampadas, e sempre allumiada pela serena luz da rectidão possivel em obras do homem, foi o que determinou a confeccionação d'estas paginas despretensiosas e immeritas. [...]
A tres grandes assumptos se resumem todos os capitulos reunidos n'este livro, cosntituindo as tres partes em que vae dividido. O seu rotulo está expresso, com exacção, n'estas tres palavras:
Religião - Phylosophia - Litteratura.
Na inquietadora duvida do que ha-de ser o dia de amanhã, no meio da oscillação dos fundamentos sociaes, a qual presenceamos, por entre o oceano de descrença e septicismo que caracterisa a nossa epoca, é mister erguerem-se todas as vozes de verdade e consciencia, com desassombro, sem temor de ultrages, energicamente, para combaterem o espirito do mal que predomina, e preservarem os povos do abysmo que os ameaça."
Index:
Introducção. I Parte: Religião: - A Cruz; A Egreja; O Christianismo; A Civilisação Christã; A Moral Universal; O Racionalismo; A Auctoridade da Egreja; Caridade ou Philantropia; A noute de S. Bartholomeu; Estudos Biblicos; A Oração, I-II; Deprecemur Faciem Dei. II Parte: Philosophia: Dous systemas phylosophicos; O Fundamento do direito natural, I-II-III; O Ecletismo Phylosophico, I-II-III-IV. III Parte: Litteratura: A Poesia antiga - I. Introducção. II. Homero. III. Hesiodo. IV. Pindaro. V. Aristophanes. VI. Virgilio. VII. Ovidio. VIII. Horacio. IX. Juvenal; Poetas modernos - I. Ariosto. II. Tasso. III. La Fontaine. IV. Boileau. V. Lopo de Vega. VI. Calderon de la Barca. VII. Shakspeare. VIII. Milton. IX. Klopstock, Schiller e Goethe. X. Byron. XI. Victor Hugo. XII. Stael. XIII. O Romanticismo. XIV. Chateaubriand. XV. Walter Scott. XVI. Monti; Apreciações geraes - I. Critica. II. Litteratura ingleza. III. Litteratura allemã. IV. Litteratura scandinava. V. Litteratura hungara. VI. Litteratura finlandica. VII. Litteratura portugueza. Notas.
Custódio Veloso (1845-1910). "Nasceu em Vila do Conde, a 28 de Março de 1845 e morreu a 2 de Novembro de 1910. Estudou na Universidade de Coimbra '"onde se veio a formar em direito, a 30 de Maio de 1874. No âmbito da sua actividade jornalística salienta-se a fundação e direcção do jornal Civilização, de Coimbra. Foi ainda redactor e director da União Católica, de Braga. Além de jornalista, consta que fez várias traduções e publicou uma obra de carácter filosófico: Brados de Alma. A esta produção juntaram-se alguns trabalhos de carácter jurídico que lhe mereceram salientar-se no âmbito da geração literária do seu tempo. Discursou na 1.ª sessão do Congresso Católico, no Porto. Registe-se ainda que D. António de Almeida quando se refere a Custodio Vellozo, nas Páginas Católicas, lhe chama padre."
(fonte: http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/4450/3/LS_S2_12_AnaMJorge.pdf)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse (carimbo) na f. rosto.
Raro.
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1.ª edição.
Conjunto de reflexões filosóficas do autor sobre diversos temas.
"[...] Uma aspiração da consciencia intima, profundamente convicta das eternas verdades que ahi ficam relembradas e estampadas, e sempre allumiada pela serena luz da rectidão possivel em obras do homem, foi o que determinou a confeccionação d'estas paginas despretensiosas e immeritas. [...]
A tres grandes assumptos se resumem todos os capitulos reunidos n'este livro, cosntituindo as tres partes em que vae dividido. O seu rotulo está expresso, com exacção, n'estas tres palavras:
Religião - Phylosophia - Litteratura.
Na inquietadora duvida do que ha-de ser o dia de amanhã, no meio da oscillação dos fundamentos sociaes, a qual presenceamos, por entre o oceano de descrença e septicismo que caracterisa a nossa epoca, é mister erguerem-se todas as vozes de verdade e consciencia, com desassombro, sem temor de ultrages, energicamente, para combaterem o espirito do mal que predomina, e preservarem os povos do abysmo que os ameaça."
Index:
Introducção. I Parte: Religião: - A Cruz; A Egreja; O Christianismo; A Civilisação Christã; A Moral Universal; O Racionalismo; A Auctoridade da Egreja; Caridade ou Philantropia; A noute de S. Bartholomeu; Estudos Biblicos; A Oração, I-II; Deprecemur Faciem Dei. II Parte: Philosophia: Dous systemas phylosophicos; O Fundamento do direito natural, I-II-III; O Ecletismo Phylosophico, I-II-III-IV. III Parte: Litteratura: A Poesia antiga - I. Introducção. II. Homero. III. Hesiodo. IV. Pindaro. V. Aristophanes. VI. Virgilio. VII. Ovidio. VIII. Horacio. IX. Juvenal; Poetas modernos - I. Ariosto. II. Tasso. III. La Fontaine. IV. Boileau. V. Lopo de Vega. VI. Calderon de la Barca. VII. Shakspeare. VIII. Milton. IX. Klopstock, Schiller e Goethe. X. Byron. XI. Victor Hugo. XII. Stael. XIII. O Romanticismo. XIV. Chateaubriand. XV. Walter Scott. XVI. Monti; Apreciações geraes - I. Critica. II. Litteratura ingleza. III. Litteratura allemã. IV. Litteratura scandinava. V. Litteratura hungara. VI. Litteratura finlandica. VII. Litteratura portugueza. Notas.
Custódio Veloso (1845-1910). "Nasceu em Vila do Conde, a 28 de Março de 1845 e morreu a 2 de Novembro de 1910. Estudou na Universidade de Coimbra '"onde se veio a formar em direito, a 30 de Maio de 1874. No âmbito da sua actividade jornalística salienta-se a fundação e direcção do jornal Civilização, de Coimbra. Foi ainda redactor e director da União Católica, de Braga. Além de jornalista, consta que fez várias traduções e publicou uma obra de carácter filosófico: Brados de Alma. A esta produção juntaram-se alguns trabalhos de carácter jurídico que lhe mereceram salientar-se no âmbito da geração literária do seu tempo. Discursou na 1.ª sessão do Congresso Católico, no Porto. Registe-se ainda que D. António de Almeida quando se refere a Custodio Vellozo, nas Páginas Católicas, lhe chama padre."
(fonte: http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/4450/3/LS_S2_12_AnaMJorge.pdf)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse (carimbo) na f. rosto.
Raro.
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*VELOSO (Custódio),
1ª E D I Ç Ã O,
Filosofia,
Literatura Clássica,
Literatura Portuguesa,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Religião,
Vila do Conde
02 junho, 2017
SAMPAIO, Albino Forjaz de - SCHOPENHAUER. Lisboa, Editôres - Santos & Vieira : Empresa Literária Fluminense, [1918]. In-8.º (19cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição independente.
Biografia do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), pai do "pessimismo filosófico".
Este estudo é separata do prefácio de Dores do Mundo, de Schopenhauer, obra traduzida pelo autor.
Edição de apenas 32 exemplares (informação manuscrita do autor) de uma tiragem não declarada, e por si assinada.
Opúsculo duplamente valorizado pela dedicatória autógrafa de Forjaz de Sampaio ao Conde de Almarjão.
"Para se dizer de Schopenhauer tem de se falar do pessimismo. E o pessimismo, de que êle foi o filósofo, como Salomão o estilista e Leopardi o poeta, não nasceu naquela sexta feira em que o filósofo alemão veio ao mundo. O «mal de viver» apareceu com o primeiro ser vivente na génesis dos teólogos, ou na época neozóica dos geólogos.
A Dor, que é «geral e contínua», é nos humanos tara ancestral. Vem já dos 5.00 ou 6.00 anos antes de Cristo e pelos tempos fora ela não fêz mais do que tornar-se de manante fio de água em pujantíssimo Amazonas, de ínfimo grão de areia em gigantesco Himalaia.
A Dor engendrou a Revolta e o Ódio. O Homem revelou-se desde o primeiro dia o lôbo do homem (velho e sempre novo homo homini lupus!)."
1.ª edição independente.
Biografia do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), pai do "pessimismo filosófico".
Este estudo é separata do prefácio de Dores do Mundo, de Schopenhauer, obra traduzida pelo autor.
Edição de apenas 32 exemplares (informação manuscrita do autor) de uma tiragem não declarada, e por si assinada.
Opúsculo duplamente valorizado pela dedicatória autógrafa de Forjaz de Sampaio ao Conde de Almarjão.
"Para se dizer de Schopenhauer tem de se falar do pessimismo. E o pessimismo, de que êle foi o filósofo, como Salomão o estilista e Leopardi o poeta, não nasceu naquela sexta feira em que o filósofo alemão veio ao mundo. O «mal de viver» apareceu com o primeiro ser vivente na génesis dos teólogos, ou na época neozóica dos geólogos.
A Dor, que é «geral e contínua», é nos humanos tara ancestral. Vem já dos 5.00 ou 6.00 anos antes de Cristo e pelos tempos fora ela não fêz mais do que tornar-se de manante fio de água em pujantíssimo Amazonas, de ínfimo grão de areia em gigantesco Himalaia.
A Dor engendrou a Revolta e o Ódio. O Homem revelou-se desde o primeiro dia o lôbo do homem (velho e sempre novo homo homini lupus!)."
(excerto do texto)
Albino Forjaz de Sampaio (1884-1949). Jornalista, escritor e
bibliógrafo de nomeada. A crónica de crítica social que procurava inverter a
moral comum da época tornou-o famoso sobretudo pelo escândalo que as suas
opiniões originavam. Dono de extensa produção bibliográfica, Forjaz de Sampaio
nunca se afirmou um escritor mas bradou aos quatro ventos que era um
“jornalista levado dos diabos”.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. O livro apresenta cadernos soltos.
Muito raro.
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§ AUTÓGRAFOS,
*SAMPAIO (Albino Forjaz de),
1ª E D I Ç Ã O,
Biografias,
Filosofia,
História,
Schopenhauer
28 abril, 2017
BARROS, Manuel Corrêa de - LIÇÕES DE FILOSOFIA TOMISTA. Pôrto, Livraria Figueirinhas, 1945. In-4.º (24cm) de 430, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra de referência sobre a Filosofia Tomista.
"Reúnem-se nêste volume, com as adições e as modificações aconselhadas pela experiência, os textos das lições de filosofia tomista realizadas por mim, na sede da Juventude Universitária Católica do Põrto, de Janeiro a Maio de 1942. [...]
Ao fazer estas lições, sabia a quem me dirigia. Agora, publicas em volume, não me é possível saber a que mãos irão parar. Se fõr ás mãos dum católico, inclinado a olhas com simpatia a filosofia tomista, por causa da aprovação que a Igreja lhe tem manifestado pùblicamente, não quero deixar de lhe apontar o exemplo de S. Tomás, que nunca hesitou em abordar, com a maior objectividade, os grandes problemas intelectuais do seu tempo, convicto de que todos, se forem encarados com largueza de vistas, se podem resolver dentro da mais rigorosa ortodoxia. Se fôr às mão de um não católico, disposto, pelo mesmo motivo, a ver o tomismo com desconfiança, devo lembrar-lhe insistentemente que não se trata, para S. Tomás, de proselitismo, mas duma tentativa honesta, dum esfôrço sincero de compreensão da realidade. Quando S. Tomás pretende convencer, - e fá-lo sempre com firmeza e simplicidade -, não é para chamar os outros ao seu campo, mas para lhes levar o que, segundo pensa convictamente, é a expressão da verdade."
(excerto do prefácio)
Índice:
Prefácio. 1 - S. Tomás Aquino. 2 - O que é a Filosofia. 3 - Resumo Histórico. 4 - Os Primeiros Princípios. 5 - O Ser. 6 - Deus. 7 - A Criação. Os Anjos. 8 - O Homem. 9 - O Conhecimento. 10 - As Leis do Pensamento. 11 - O Mundo Material. 12 - A Moral Filosófica.
Manuel Corrêa de Barros Júnior (1904-1991). “Engenheiro português que marcou a sua época, que influenciou com o seu ensino e com o seu exemplo a carreira de muitos dos seus alunos na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Ilustre professor, que possuía duas licenciaturas em engenharia — Civil (1928) e Electrotécnica (1929) - e que ao longo da sua vida desenvolveu uma carreira profissional vasta e uma carreira académica que o levou a desempenhar os mais altos cargos docentes e administrativos na Universidade do Porto: foi Professor Catedrático do 6º Grupo (Electrotecnia) da Faculdade de Engenharia (1944), foi Director dessa Faculdade (1950 a 1961) e foi Reitor da Universidade (1961 a 1969). Todos estes cargos desempenhou com mérito e distinção. Para além destes factos de uma vida dedicada ao ensino e à vivência da engenharia como profissão, traduzida em muitas outras publicações para além das citadas, há que salientar os outros interesses intelectuais do Prof. Manuel Corrêa de Barros, que o levaram a publicar um curso de Filosofia Tomista ministrado aos membros da Juventude Universitária Católica em 1942 [editado em livro], e a publicar em 1982 um último livro - “Reflexões de um Estudioso de S. Tomás de Aquino” -, análise racional de algumas situações científicas, técnicas e sociais do seu tempo e síntese das suas reflexões pessoais influenciadas pela filosofia de S. Tomás de Aquino.”
(fonte: http://paginas.fe.up.pt/histel/MCB_info.pdf)
Exemplar brochado, maioritariamente por abrir, em bom estado geral de conservação. Dedicatória - não do autor - na 1.ª f. (em bco). Capas oxidas. Contracapa e últimas folhas do livro apresentam pequena mancha antiga de humidade no canto inferior esquerdo.
Invulgar.
15€
1.ª edição.
Obra de referência sobre a Filosofia Tomista.
"Reúnem-se nêste volume, com as adições e as modificações aconselhadas pela experiência, os textos das lições de filosofia tomista realizadas por mim, na sede da Juventude Universitária Católica do Põrto, de Janeiro a Maio de 1942. [...]
Ao fazer estas lições, sabia a quem me dirigia. Agora, publicas em volume, não me é possível saber a que mãos irão parar. Se fõr ás mãos dum católico, inclinado a olhas com simpatia a filosofia tomista, por causa da aprovação que a Igreja lhe tem manifestado pùblicamente, não quero deixar de lhe apontar o exemplo de S. Tomás, que nunca hesitou em abordar, com a maior objectividade, os grandes problemas intelectuais do seu tempo, convicto de que todos, se forem encarados com largueza de vistas, se podem resolver dentro da mais rigorosa ortodoxia. Se fôr às mão de um não católico, disposto, pelo mesmo motivo, a ver o tomismo com desconfiança, devo lembrar-lhe insistentemente que não se trata, para S. Tomás, de proselitismo, mas duma tentativa honesta, dum esfôrço sincero de compreensão da realidade. Quando S. Tomás pretende convencer, - e fá-lo sempre com firmeza e simplicidade -, não é para chamar os outros ao seu campo, mas para lhes levar o que, segundo pensa convictamente, é a expressão da verdade."
(excerto do prefácio)
Índice:
Prefácio. 1 - S. Tomás Aquino. 2 - O que é a Filosofia. 3 - Resumo Histórico. 4 - Os Primeiros Princípios. 5 - O Ser. 6 - Deus. 7 - A Criação. Os Anjos. 8 - O Homem. 9 - O Conhecimento. 10 - As Leis do Pensamento. 11 - O Mundo Material. 12 - A Moral Filosófica.
Manuel Corrêa de Barros Júnior (1904-1991). “Engenheiro português que marcou a sua época, que influenciou com o seu ensino e com o seu exemplo a carreira de muitos dos seus alunos na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Ilustre professor, que possuía duas licenciaturas em engenharia — Civil (1928) e Electrotécnica (1929) - e que ao longo da sua vida desenvolveu uma carreira profissional vasta e uma carreira académica que o levou a desempenhar os mais altos cargos docentes e administrativos na Universidade do Porto: foi Professor Catedrático do 6º Grupo (Electrotecnia) da Faculdade de Engenharia (1944), foi Director dessa Faculdade (1950 a 1961) e foi Reitor da Universidade (1961 a 1969). Todos estes cargos desempenhou com mérito e distinção. Para além destes factos de uma vida dedicada ao ensino e à vivência da engenharia como profissão, traduzida em muitas outras publicações para além das citadas, há que salientar os outros interesses intelectuais do Prof. Manuel Corrêa de Barros, que o levaram a publicar um curso de Filosofia Tomista ministrado aos membros da Juventude Universitária Católica em 1942 [editado em livro], e a publicar em 1982 um último livro - “Reflexões de um Estudioso de S. Tomás de Aquino” -, análise racional de algumas situações científicas, técnicas e sociais do seu tempo e síntese das suas reflexões pessoais influenciadas pela filosofia de S. Tomás de Aquino.”
(fonte: http://paginas.fe.up.pt/histel/MCB_info.pdf)
Exemplar brochado, maioritariamente por abrir, em bom estado geral de conservação. Dedicatória - não do autor - na 1.ª f. (em bco). Capas oxidas. Contracapa e últimas folhas do livro apresentam pequena mancha antiga de humidade no canto inferior esquerdo.
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15€
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*BARROS (Manuel Corrêa de),
1ª E D I Ç Ã O,
Estudos históricos,
Filosofia,
História,
Religião
26 novembro, 2016
KYRWAN, C. de - COMO PODE ACABAR O MUNDO. Segundo a sciencia e segundo a Biblia. Por... Membro associado da Academia delphinal, correspondente da Academia de Besançon. Traducção de Tito Martins. Lisboa, Empreza Lusitana Editora, [19--]. In-8.º (17cm) de 82 p. ; B. Encyclopedia Popular, 1
1.ª edição.
Interessante trabalho filosófico sobre «o fim do mundo». Trata-se do 1.º número desta pouco conhecida colecção, publicado no final do século XIX - princípio do século XX.
"Muito se tem escripto sobre a interpretação dos primeiros capitulos do Genesis e sobre a maior ou menor concordancia das theorias scientificas actualmente admittidas com os phenomenos cosmologicos citados pela Biblia, ou aos quaes se faz allusão no Livro inspirado, sobre tudo no que diz respeito ás origens do universo. Bem menos ha, comtudo, quem se tenha occupado, sob esse ponto de vista, das predicções contidas nas Sagradas Escripturas, com relação ao fim dos tempos.
É certo que n'esta ordem de factos, analogias de offerecem muito mais difficeis de estabelecer. Os textos que se referem aos derradeiros dias da humanidade são obscuros, quiçá ainda mais metaphoricos que os que tratam de creação; além de que, são relativamente raros e os respectivos interpretes nem sempre se encontram concordes quanto á sua applicação, relacionando, uns, em parte, com o fim do mundo, o que outros attribuem, exclusivamente, á destruição de Jerusalem, por exemplo.
Por outro lado, nem sempre se offerecem d'uma precisão absoluta as conclusões a que as recentes descobertas da sciencia tem permittido os sabios chegar, conservando-se ainda, pelo menos até um certo ponto, no campo das generalidades vagas e longinquas."
(Excerto da Introducção)
Matérias:
I - Affirmações, previsões e conjecturas da Sciencia. II - Previsões extrahidas da Escriptura Sagrada. III - Confronto dos dados scientificos com os textos sagrados. IV - Conveniencia dos confrontos feitos. Objecções e respostas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
15€
1.ª edição.
Interessante trabalho filosófico sobre «o fim do mundo». Trata-se do 1.º número desta pouco conhecida colecção, publicado no final do século XIX - princípio do século XX.
"Muito se tem escripto sobre a interpretação dos primeiros capitulos do Genesis e sobre a maior ou menor concordancia das theorias scientificas actualmente admittidas com os phenomenos cosmologicos citados pela Biblia, ou aos quaes se faz allusão no Livro inspirado, sobre tudo no que diz respeito ás origens do universo. Bem menos ha, comtudo, quem se tenha occupado, sob esse ponto de vista, das predicções contidas nas Sagradas Escripturas, com relação ao fim dos tempos.
É certo que n'esta ordem de factos, analogias de offerecem muito mais difficeis de estabelecer. Os textos que se referem aos derradeiros dias da humanidade são obscuros, quiçá ainda mais metaphoricos que os que tratam de creação; além de que, são relativamente raros e os respectivos interpretes nem sempre se encontram concordes quanto á sua applicação, relacionando, uns, em parte, com o fim do mundo, o que outros attribuem, exclusivamente, á destruição de Jerusalem, por exemplo.
Por outro lado, nem sempre se offerecem d'uma precisão absoluta as conclusões a que as recentes descobertas da sciencia tem permittido os sabios chegar, conservando-se ainda, pelo menos até um certo ponto, no campo das generalidades vagas e longinquas."
(Excerto da Introducção)
Matérias:
I - Affirmações, previsões e conjecturas da Sciencia. II - Previsões extrahidas da Escriptura Sagrada. III - Confronto dos dados scientificos com os textos sagrados. IV - Conveniencia dos confrontos feitos. Objecções e respostas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
15€
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*KYRWAN (C. de),
1ª E D I Ç Ã O,
Ciência,
Curiosidades,
Estudos críticos,
Filosofia,
História,
Religião
14 novembro, 2016
DUARTE, Amazonas - TORRE DE BABEL. I - Labyrintho de Creta. II - Memorias do Lago Tiberiade. Rio de Janeiro, Typ. do Gymnasio 28 de Setembro, 1919. In-8.º (18cm) de 275, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Ensaio filosófico sobre a vida de Jesus Cristo.
"Já se tem escripto uma bibliotheca inteira e variada sobre a vida de Christo. As mais duras polemicas se têm travado em torno do rabbino com tal calor impiedoso e destruidor, que nos deixam a padecer de duvidas sobre a verdade da sua existencia a belleza da sua vida mansa contemplativo; ao mesmo passo que as mais bellas palavras se têm dito da sua moral e das suas attitudes de mystico, solitario e bohemio illustre.
No entanto, o bom e manso philosopho existiu. Sobre a sua cabeça loura de galileu rolaram, como perolas inestimaveis, as gottas do Jordão, no baptismo iniciador e symbolico; nos seus hombros innocentes carregou a cruz nefanda e pesada, como accusado de um crime que nunca pensara commeter; amou os olhos mansos, arrependidos de Maria Magdalena; nas brancas noites de luar macio, no monte das Oliveiras, deixou-se inundar a alma da luz oriental, cabellos soltos ao vento, ao doce vento da noite; e, nos caminhos floridos da Perêa, falou, balsamico e suave, á infancia libellulesca, que sorria ás suas palavras unctadas de carinho..."
(excerto de Labyrintho de Creta, Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas, com pequenos defeitos.
Invulgar.
15€
1.ª edição.
Ensaio filosófico sobre a vida de Jesus Cristo.
"Já se tem escripto uma bibliotheca inteira e variada sobre a vida de Christo. As mais duras polemicas se têm travado em torno do rabbino com tal calor impiedoso e destruidor, que nos deixam a padecer de duvidas sobre a verdade da sua existencia a belleza da sua vida mansa contemplativo; ao mesmo passo que as mais bellas palavras se têm dito da sua moral e das suas attitudes de mystico, solitario e bohemio illustre.
No entanto, o bom e manso philosopho existiu. Sobre a sua cabeça loura de galileu rolaram, como perolas inestimaveis, as gottas do Jordão, no baptismo iniciador e symbolico; nos seus hombros innocentes carregou a cruz nefanda e pesada, como accusado de um crime que nunca pensara commeter; amou os olhos mansos, arrependidos de Maria Magdalena; nas brancas noites de luar macio, no monte das Oliveiras, deixou-se inundar a alma da luz oriental, cabellos soltos ao vento, ao doce vento da noite; e, nos caminhos floridos da Perêa, falou, balsamico e suave, á infancia libellulesca, que sorria ás suas palavras unctadas de carinho..."
(excerto de Labyrintho de Creta, Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas, com pequenos defeitos.
Invulgar.
15€
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*DUARTE (Amazonas),
1ª E D I Ç Ã O,
Brasil,
Ensaios,
Filosofia,
História,
Jesus Cristo,
Religião
02 novembro, 2016
CEREJEIRA, Dr. Manuel Gonçalves - DISCURSO pronunciado na sala dos Capelos da Universidade de Coimbra, em o dia 28 de Maio de 1922, pelo Professor da Faculdade de Letras Dr. Manuel Gonçalves Cerejeira, no acto de se conferirem as insígnias doutorais ao novo Doutor em Letras (secção de Sciências Geográficas) o Senhor Aristides de Amorim Girão. Coimbra, Casa Tipográfica, MDCCCCXXII [1922]. In-4.º (25cm) de 13, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Discurso pronunciado por Manuel Gonçalves Cerejeira, futuro Cardeal Patriarca de Lisboa, figura de proa da Igreja Católica portuguesa no século passado, apoiante do Estado Novo de Oliveira Salazar de quem era amigo e confidente desde os tempos de Coimbra.
Além do discurso cerimonial propriamente dito, Gonçalves Cerejeira permite-se tecer algumas consideração de ordem religiosa e espiritual sobre a vida em geral, e a Universidade de Coimbra em particular, o que empresta a este opúsculo um interesse indubitável e verdadeiramente imprevisto.
Exemplar n.º 19 da curta tiragem de 100 exemplares assinados por Cerejeira. Duplamente valorizado pela dedicatória pelo seu punho dirigida ao Dr. Manuel Rodrigues.
"Ao ter de tomar a palavra nesta festa universitária - há tantos anos interrompida! - de consagração a uma espécie de nobreza que se não confere por... decreto - o talento: acodem-me ao espírito aquelas palavras de Dante
«Non senza tema a dicer mi conduco».
É que a Ordem dos Doutores de capêlo, aqui erecta nesta velha e gloriosa Universidade de Coimbra pela lei e pela fôrça da tradição, volta hoje a reünir-se no estilo dos dias antigos para receber festivamente no seu seio, com o usado abraço fraternal, o novo Doutor, Ex.mo Senhor Aristides de Amorim Girão, que nela acaba de entrar por direito de conquista.
Parecerá talvez a alguns que é um símbolo morto que se ressuscita. Ora, alêm de que o que ressuscita é porque... não está morto, os símbolos podem transformar-se, mas não morrem... senão com a morte da civilização, pois que com ela nascem e perduram."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Raro.
50€
1.ª edição.
Discurso pronunciado por Manuel Gonçalves Cerejeira, futuro Cardeal Patriarca de Lisboa, figura de proa da Igreja Católica portuguesa no século passado, apoiante do Estado Novo de Oliveira Salazar de quem era amigo e confidente desde os tempos de Coimbra.
Além do discurso cerimonial propriamente dito, Gonçalves Cerejeira permite-se tecer algumas consideração de ordem religiosa e espiritual sobre a vida em geral, e a Universidade de Coimbra em particular, o que empresta a este opúsculo um interesse indubitável e verdadeiramente imprevisto.
Exemplar n.º 19 da curta tiragem de 100 exemplares assinados por Cerejeira. Duplamente valorizado pela dedicatória pelo seu punho dirigida ao Dr. Manuel Rodrigues.
"Ao ter de tomar a palavra nesta festa universitária - há tantos anos interrompida! - de consagração a uma espécie de nobreza que se não confere por... decreto - o talento: acodem-me ao espírito aquelas palavras de Dante
«Non senza tema a dicer mi conduco».
É que a Ordem dos Doutores de capêlo, aqui erecta nesta velha e gloriosa Universidade de Coimbra pela lei e pela fôrça da tradição, volta hoje a reünir-se no estilo dos dias antigos para receber festivamente no seu seio, com o usado abraço fraternal, o novo Doutor, Ex.mo Senhor Aristides de Amorim Girão, que nela acaba de entrar por direito de conquista.
Parecerá talvez a alguns que é um símbolo morto que se ressuscita. Ora, alêm de que o que ressuscita é porque... não está morto, os símbolos podem transformar-se, mas não morrem... senão com a morte da civilização, pois que com ela nascem e perduram."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Raro.
50€
Etiquetas:
§ AUTÓGRAFOS,
*CEREJEIRA (Manuel Gonçalves),
*GIRÃO (Aristides de Amorim),
1ª E D I Ç Ã O,
Coimbra,
Conferências / Discursos,
Filosofia,
História,
Homenagem,
Religião,
Universidade de Coimbra
29 outubro, 2016
COIMBRA, Leonardo - JESUS. Porto, Edição de a «Renascença Portuguesa», 1923. In-12.º (12,5cm) de 88, [4] p. ; [1] f. il. ; E. Edições escolhidas, II
1.ª edição.
Curioso estudo filosófico sobre Jesus Cristo.
Ilustrado em extratexto com o «Cristo no horto», estampa que sobejamente falta nos raros exemplares que vão aparecendo no mercado.
"Uma noite imensa caíra sôbre as almas e começara a fazer cinza com o lume vivo dos astros do firmamento...
Frio e dúvida nas almas, degradação e morte na viva luz dos mundos originários...
No princípio era o Verbo criador e as entranhas dos mundos e dos sêres eram o próprio fogo dêsse Verbo: a alma era luz, os olhos eram luz e as próprias rochas eram ainda línguas de fogo vivo e criador.
O Universo era a torrente luminosa e candente do Verbo originário.
Os mundos não se emprestavam uns aos outros o calor duns momentos de vida; eram o desenvolvimento musical da palavra criadora.
Todos ao mesmo nível térmico, perdiam-se num Oceano de imaculada brancura; não havia mundos; era o Eden."
(excerto de A Criação e a Queda)
Cristo é a redenção: é, pois, o encerrar do vôo das almas no puro amôr de Deus, o termo da queda dos mundos físicos no aniquilamento duma espiritualização integral.
Aniquilamento da sua fragmentária realidade actual, sem que se perca o que nêles há de vida, antes aumentando essa vida, que é a unidade de sua diversidade, pela eliminação integral do que nêles era a marca do Morte.
Nos mundos actuais, o sêlo divino, o sinal da Unidade, que os contém, é essa mesma tendência única da queda até ao equilíbrio.
Aí desapareceriam os fenómenos físicos e as suas possíveis apreensões por uma sensibilidade como a do homem actual.
É a marca da Criação, porque é a prova de que os acidentes da Matéria se não bastam, antes, entregues a si, de pronto se sumiriam no Nada; mas é também a marca da queda, ou melhor, da ressonância material da queda, pois que a unidade dos sistemas siderais com uma energia útil sem diminuição, teria sido a primeira obra de Deus.
Essa unidade dos mundos, a harmonia dos seus movimentos revelando a Mão que lhes riscou as órbitas, seria a sua vida sem morte; a unidade de suas órbitas, como linhas de maior declive, revela as órbitas desviadas do seu concêrto primitivo para a fatalidade duma queda em comum até ao aniquilamento de todo o movimento ou o encerrar dos tempos, que as almas não produzam por suas obras de amôr.
A espiritualização da matéria será o seu regresso a uma perfeita e pronta obediência às ordens do espírito."
(excerto de Cristo é a Beleza)
Índice:
Encadernação editorial, cartonada, revestida de tecido estampado com motivos abstractos. Rótulo com título e autor aposto na pasta frontal.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas e lombada cansadas. Rótulo identificativo da obra parcialmente suprimido. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
35€
1.ª edição.
Curioso estudo filosófico sobre Jesus Cristo.
Ilustrado em extratexto com o «Cristo no horto», estampa que sobejamente falta nos raros exemplares que vão aparecendo no mercado.
"Uma noite imensa caíra sôbre as almas e começara a fazer cinza com o lume vivo dos astros do firmamento...
Frio e dúvida nas almas, degradação e morte na viva luz dos mundos originários...
No princípio era o Verbo criador e as entranhas dos mundos e dos sêres eram o próprio fogo dêsse Verbo: a alma era luz, os olhos eram luz e as próprias rochas eram ainda línguas de fogo vivo e criador.
O Universo era a torrente luminosa e candente do Verbo originário.
Os mundos não se emprestavam uns aos outros o calor duns momentos de vida; eram o desenvolvimento musical da palavra criadora.
Todos ao mesmo nível térmico, perdiam-se num Oceano de imaculada brancura; não havia mundos; era o Eden."
(excerto de A Criação e a Queda)
Cristo é a redenção: é, pois, o encerrar do vôo das almas no puro amôr de Deus, o termo da queda dos mundos físicos no aniquilamento duma espiritualização integral.
Aniquilamento da sua fragmentária realidade actual, sem que se perca o que nêles há de vida, antes aumentando essa vida, que é a unidade de sua diversidade, pela eliminação integral do que nêles era a marca do Morte.
Nos mundos actuais, o sêlo divino, o sinal da Unidade, que os contém, é essa mesma tendência única da queda até ao equilíbrio.
Aí desapareceriam os fenómenos físicos e as suas possíveis apreensões por uma sensibilidade como a do homem actual.
É a marca da Criação, porque é a prova de que os acidentes da Matéria se não bastam, antes, entregues a si, de pronto se sumiriam no Nada; mas é também a marca da queda, ou melhor, da ressonância material da queda, pois que a unidade dos sistemas siderais com uma energia útil sem diminuição, teria sido a primeira obra de Deus.
Essa unidade dos mundos, a harmonia dos seus movimentos revelando a Mão que lhes riscou as órbitas, seria a sua vida sem morte; a unidade de suas órbitas, como linhas de maior declive, revela as órbitas desviadas do seu concêrto primitivo para a fatalidade duma queda em comum até ao aniquilamento de todo o movimento ou o encerrar dos tempos, que as almas não produzam por suas obras de amôr.
A espiritualização da matéria será o seu regresso a uma perfeita e pronta obediência às ordens do espírito."
(excerto de Cristo é a Beleza)
Índice:
- A Criação e a Queda. - A Saudade no Exílio. - A Vinda de Cristo. - Cristo é a Verdade. - Cristo é a Beleza. - Cristo é a Bondade.
José Leonardo Coimbra (1883-1936). “Dedicou a vida à filosofia
e ao ensino, tendo desenvolvido, em especial
na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, por ele criada, uma notável acção
pedagógica que, directamente ou através dos discípulos, marcou o ambiente cultural português. Bem cedo o seu pensamento atingiu
uma enunciação definitiva e sistemática (O Criacionismo - esboço de um sistema filosófico,
Porto, Renascença Portuguesa, 1912). As obras posteriores, ou desenvolveram certos
tópicos desse sistema, ou o esclareceram na perspectiva existencial dos grandes
temas antropológicos, designadamente o do Mal e o da Morte.”
(SOVERAL, Eduardo Abranches, Análise de «O Criacionismo» de Leonardo Coimbra (1883-1936))Encadernação editorial, cartonada, revestida de tecido estampado com motivos abstractos. Rótulo com título e autor aposto na pasta frontal.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas e lombada cansadas. Rótulo identificativo da obra parcialmente suprimido. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
35€
17 setembro, 2016
ROCHA, Hugo - O PROBLEMA DOS FANTASMAS. Ensaio sôbre certos aspectos da fenomenologia sôbrenatural. Por... Pôrto, Sociedade Portuense de Investigações Psíquicas, 1937. In-8.º (19,5cm) de 168, [12] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
Capa de A. Nascimento.
Curioso estudo fenomenológico sobre os fantasmas.
Ilustrado com 4 estampas intercaladas no texto: 2 gravuras de Gustavo Doré, retiradas de A Divina Comédia de Dante (O Paraíso; O Inferno); 1 reprodução fotográfica duma cena de Fausto; 1 fotogravura, representativa dos fantasmas de mortos, obtida pelo músico italiano Maestro Ettore Bosio, em 30 de Janeiro de 1920.
"Ao falar de fantasmas, no sentido próprio ou no sentido figurado do vocábulo, subentende-se, em geral, algo de aterrador e enigmático, inatingível pela inteligência humana e, portanto, coroado pelo prestígio do sôbrenatural. É êsse prestígio, engrandecido pela ignorância quási geral dos que falam e ouvem falar de fantasmas, faz dêstes uma espécie de tabu para todos quantos - e são a quási totalidade - votam um respeito instintivo a tudo o que os impressiona e não sabem, não podem, nem querem explicar. Respeitável até à superstição para muitos crédulos, ridículo até à insensatez para muitos cépticos, o problema dos fantasmas permanece insolúvel, talvez, mercê do sagrado terror dos primeiros e da indiferença chocarreira dos segundos. Certo, não compete aos profanos o estudo do problema. Cabe a êstes, porém, não lhe exagerarem nem amesquinharem a importância.
Não pertencendo, pròpriamente, aos domínios da ciência e da filosofia, porque a ambas, na sua base actual, transcende, o problema dos fantasmas é, talvez, para-científico e para-filosófico. Assim, se, por um lado, o podemos considerar em relações com a metafísica, por outro (e é por êsse que os poucos investigadores de especialidade o têm considerado), podemos considerá-lo em relações com a metapsíquica."
(excerto de Introdução ao problema)
Matérias:
- Dedicatória. - Antelóquio. - Introdução ao problema. - Dos fantasmas divinos. - Dos fantasmas diabólicos. - Dos fantasmas humanos. I - Dos fantasmas dos vivos. - Dos fantasmas humanos. II - Dos fantasmas dos mortos. - Considerações finais.
Hugo Rocha (1907-1993). Jornalista e escritor português, autor de mais de uma dezena de obras de temática variada, desde a produção de romances, à literatura de viagens e ao esoterismo. Natural do Porto, Hugo Rocha dedicou-se desde cedo ao Jornalismo. Integrou a redacção do jornal O Comércio do Porto, ao qual esteve ligado até se reformar, aos 74 anos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Assinatura de posse na f. rosto. Contracapa apresenta pequeno orifício e trabalho de traça superficial.
Muito invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Capa de A. Nascimento.
Curioso estudo fenomenológico sobre os fantasmas.
Ilustrado com 4 estampas intercaladas no texto: 2 gravuras de Gustavo Doré, retiradas de A Divina Comédia de Dante (O Paraíso; O Inferno); 1 reprodução fotográfica duma cena de Fausto; 1 fotogravura, representativa dos fantasmas de mortos, obtida pelo músico italiano Maestro Ettore Bosio, em 30 de Janeiro de 1920.
"Ao falar de fantasmas, no sentido próprio ou no sentido figurado do vocábulo, subentende-se, em geral, algo de aterrador e enigmático, inatingível pela inteligência humana e, portanto, coroado pelo prestígio do sôbrenatural. É êsse prestígio, engrandecido pela ignorância quási geral dos que falam e ouvem falar de fantasmas, faz dêstes uma espécie de tabu para todos quantos - e são a quási totalidade - votam um respeito instintivo a tudo o que os impressiona e não sabem, não podem, nem querem explicar. Respeitável até à superstição para muitos crédulos, ridículo até à insensatez para muitos cépticos, o problema dos fantasmas permanece insolúvel, talvez, mercê do sagrado terror dos primeiros e da indiferença chocarreira dos segundos. Certo, não compete aos profanos o estudo do problema. Cabe a êstes, porém, não lhe exagerarem nem amesquinharem a importância.
Não pertencendo, pròpriamente, aos domínios da ciência e da filosofia, porque a ambas, na sua base actual, transcende, o problema dos fantasmas é, talvez, para-científico e para-filosófico. Assim, se, por um lado, o podemos considerar em relações com a metafísica, por outro (e é por êsse que os poucos investigadores de especialidade o têm considerado), podemos considerá-lo em relações com a metapsíquica."
(excerto de Introdução ao problema)
Matérias:
- Dedicatória. - Antelóquio. - Introdução ao problema. - Dos fantasmas divinos. - Dos fantasmas diabólicos. - Dos fantasmas humanos. I - Dos fantasmas dos vivos. - Dos fantasmas humanos. II - Dos fantasmas dos mortos. - Considerações finais.
Hugo Rocha (1907-1993). Jornalista e escritor português, autor de mais de uma dezena de obras de temática variada, desde a produção de romances, à literatura de viagens e ao esoterismo. Natural do Porto, Hugo Rocha dedicou-se desde cedo ao Jornalismo. Integrou a redacção do jornal O Comércio do Porto, ao qual esteve ligado até se reformar, aos 74 anos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Assinatura de posse na f. rosto. Contracapa apresenta pequeno orifício e trabalho de traça superficial.
Muito invulgar.
Indisponível
27 julho, 2016
CORRÊA, José Augusto - PHILOSOPHIA DIVINA E HUMANA. Paris; Lisboa, Aillaud, Alves & Cia : Rio de Janeiro; S. Paulo; Belo Horizonte, Francisco Alves & Cia, 1912. In-8.º (19cm) de 342, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Quando o espirito soffre das miserias humanas e não encontra lenitivo nas affeições terrenas, o pensamento eleva-se a páramos divinos e haure o balsamo espiritual nas sublimidades do infinito. Eis a origem e a necessidade da philosophia. Todo o philosopho de genio tenta crear um mundo moral differente do que existe e encerra, para elle, profundos defeitos que lhe cumpre remediar. D'ahi a variedade de systemas philosophicos que teem iluminado os periodos historicos."
(excerto da Introdução, Necessidade da Philosophia)
Índice Geral:
Introducção: Evolução Humana e Scientifica. Necessidade da Philosophia.
Primeira Parte - Philosofia Divina
- Formação dos Mundos. - Espirito e Materia. - A Ideia Religiosa. - Existencia de Deus. - Mysticismo e Fanatismo. - O Infinito. - Religião e Militarismo. - O Genio. - A Religião e o Civismo na Educação e na Instrucção. - Critica e Cultos. - Decadencia das Religiões. - A Religião do Futuro.
Segunda Parte - Philosofia Humana
- A Mulher. - O Homem. - O Amôr. - A Liberdade. - Educação e Instrucção. - Direitos e Deveres. - O Bello e o Sublime em a Natureza e na Arte. - Politica. - Fraternisação e Associação dos Povos pela Instrucção. - O Cultivo do Espirito. - A Justiça. - O Espirito Associativo. - Das Leis. - O Duello e o Suicidio. - Depopulação. - A Coragem na Morte. - Immortalidade.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Quando o espirito soffre das miserias humanas e não encontra lenitivo nas affeições terrenas, o pensamento eleva-se a páramos divinos e haure o balsamo espiritual nas sublimidades do infinito. Eis a origem e a necessidade da philosophia. Todo o philosopho de genio tenta crear um mundo moral differente do que existe e encerra, para elle, profundos defeitos que lhe cumpre remediar. D'ahi a variedade de systemas philosophicos que teem iluminado os periodos historicos."
(excerto da Introdução, Necessidade da Philosophia)
Índice Geral:
Introducção: Evolução Humana e Scientifica. Necessidade da Philosophia.
Primeira Parte - Philosofia Divina
- Formação dos Mundos. - Espirito e Materia. - A Ideia Religiosa. - Existencia de Deus. - Mysticismo e Fanatismo. - O Infinito. - Religião e Militarismo. - O Genio. - A Religião e o Civismo na Educação e na Instrucção. - Critica e Cultos. - Decadencia das Religiões. - A Religião do Futuro.
Segunda Parte - Philosofia Humana
- A Mulher. - O Homem. - O Amôr. - A Liberdade. - Educação e Instrucção. - Direitos e Deveres. - O Bello e o Sublime em a Natureza e na Arte. - Politica. - Fraternisação e Associação dos Povos pela Instrucção. - O Cultivo do Espirito. - A Justiça. - O Espirito Associativo. - Das Leis. - O Duello e o Suicidio. - Depopulação. - A Coragem na Morte. - Immortalidade.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível
Etiquetas:
§ AUTÓGRAFOS,
*CORREIA (José Augusto),
1ª E D I Ç Ã O,
Filosofia,
História,
Religião
10 outubro, 2015
TOLSTOÏ, Léon - O QUE É A RELIGIÃO? Traducção de Heliodoro Salgado. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, 1902. In-8º (19cm) de 84 p. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Curioso ensaio de Tolstoi acerca da religião, publicado em Portugal 1 ano após a sua excomunhão pelo Santo Sínodo (1901).
"Em todas as sociedades humanas, a certos periodos da sua existencia, chega sempre um tempo em que a religião, a principio omnipotente, declinando em seguida de cada vez mais, perde a sua significação principal e toma emfim uma fórma definitiva na qual se fixa; desde então diminue progressivamente sobre a vida dos homens e sua acção. Em taes epocas, a minoria instruida, não crendo na religião existente, apenas finge crêr, parecendo-lhe ser isso necessario para reter as massas populares nas fórmas estabelecidas da vida; e essas mesmas massas populares, embora afferarradas pela inercia ás fórmas da religião uma vez estabelecidas, deixam de se guiar pelas exigencias d'essa mesma religião, subordinando-se simplesmente aos costumes populares e ás leis do Estado."
(excerto do Cap. I)
Lev Nikolaievitch Tolstoi (1828-1910). “O conde Lev Nikolaievitch Tolstoi nasceu a 28 de agosto, segundo o calendário juliano, ou 9 de setembro, segundo o calendário gregoriano, de 1828, em Isnaia Poliana, na Rússia central. Os seus pais pertenciam a famílias distintas da nobreza russa. Órfão bastante cedo, é colocado com os seus irmãos sob a tutela de familiares. Sentindo necessidade de uma vida regrada, segue a carreira militar, o que não o impede de publicar várias narrativas autobiográficas. Infância, o seu primeiro trabalho, aparece na revista O Contemporâneo, em 1852. Seguem-se Adolescência (1854) e Juventude (1855). Entre 1852 e 1856 publica igualmente narrativas sobre as suas experiências militares. Estas novelas trazem-lhe a celebridade. Defende os valores da autenticidade, do natural, presentes na vida dos camponeses, em oposição aos valores artificiais das classes privilegiadas. Posiciona-se como um liberal moderado, o que não o impede de se colocar a favor da abolição da servidão dos camponeses e desenvolve mesmo métodos pedagógicos de educação popular. Em 1862 casa-se com Sofia Andreevna Bers e instala-se na sua propriedade em Isnaia Poliana. Termina Os Cossacos em 1863 e nesse mesmo ano inicia o projeto de Guerra e Paz (1863-69). Para o autor, não são os grandes nomes que fazem a História e que comandam os acontecimentos; é ao povo, enquanto guardião da verdade e fiel aos seus instintos, que compete representar o papel principal no desenrolar dos factos históricos. O romance Ana Karenine (1873-77) relata o amor trágico de uma mulher sob fundo de emancipação feminina e de mudanças sociais profundas. Nos anos seguintes, uma grave crise moral e psicológica, relatada no ensaio Confissão (1879), leva-o a encetar uma busca da essência da mensagem espiritual, resumida nos princípios cristãos de amor a Deus e ao próximo. A rutura com a Igreja será irreversível em 1901, com a sua excomunhão, o que não deixa de o tornar popular entre a juventude intelectual. Entretanto, nos últimos romances, a condição humana é analisada através de uma lucidez sombria; o ser humano só pode resgatar-se pela conversão espiritual. A Morte de Ivan Ilitch (1886), A Sonata a Kreutzer (1890), Ressurreição (1889-99) e Hadji Mourat (1890-1904) fazem parte deste período. Escreve igualmente ensaios em que condena as sociedades modernas baseadas na procura do supérfluo e evidencia uma exigência moral que resultará num conflito interior extremo. É alvo de todas as atenções quando apenas procura a simplicidade e a renúncia. A sua autoridade, a celebridade que conquistou, tornam-se um obstáculo à sua questão espiritual. Em fuga, acaba por encontrar a morte a 7 de novembro de 1910, na estação de caminhos de ferro de Astapovo.”
(in http://www.infopedia.pt/$leao-tolstoi)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas; miolo amarelecido devido à qualidade do papel utilizado na impressão.
Invulgar.
10€
1.ª edição portuguesa.
Curioso ensaio de Tolstoi acerca da religião, publicado em Portugal 1 ano após a sua excomunhão pelo Santo Sínodo (1901).
"Em todas as sociedades humanas, a certos periodos da sua existencia, chega sempre um tempo em que a religião, a principio omnipotente, declinando em seguida de cada vez mais, perde a sua significação principal e toma emfim uma fórma definitiva na qual se fixa; desde então diminue progressivamente sobre a vida dos homens e sua acção. Em taes epocas, a minoria instruida, não crendo na religião existente, apenas finge crêr, parecendo-lhe ser isso necessario para reter as massas populares nas fórmas estabelecidas da vida; e essas mesmas massas populares, embora afferarradas pela inercia ás fórmas da religião uma vez estabelecidas, deixam de se guiar pelas exigencias d'essa mesma religião, subordinando-se simplesmente aos costumes populares e ás leis do Estado."
(excerto do Cap. I)
Lev Nikolaievitch Tolstoi (1828-1910). “O conde Lev Nikolaievitch Tolstoi nasceu a 28 de agosto, segundo o calendário juliano, ou 9 de setembro, segundo o calendário gregoriano, de 1828, em Isnaia Poliana, na Rússia central. Os seus pais pertenciam a famílias distintas da nobreza russa. Órfão bastante cedo, é colocado com os seus irmãos sob a tutela de familiares. Sentindo necessidade de uma vida regrada, segue a carreira militar, o que não o impede de publicar várias narrativas autobiográficas. Infância, o seu primeiro trabalho, aparece na revista O Contemporâneo, em 1852. Seguem-se Adolescência (1854) e Juventude (1855). Entre 1852 e 1856 publica igualmente narrativas sobre as suas experiências militares. Estas novelas trazem-lhe a celebridade. Defende os valores da autenticidade, do natural, presentes na vida dos camponeses, em oposição aos valores artificiais das classes privilegiadas. Posiciona-se como um liberal moderado, o que não o impede de se colocar a favor da abolição da servidão dos camponeses e desenvolve mesmo métodos pedagógicos de educação popular. Em 1862 casa-se com Sofia Andreevna Bers e instala-se na sua propriedade em Isnaia Poliana. Termina Os Cossacos em 1863 e nesse mesmo ano inicia o projeto de Guerra e Paz (1863-69). Para o autor, não são os grandes nomes que fazem a História e que comandam os acontecimentos; é ao povo, enquanto guardião da verdade e fiel aos seus instintos, que compete representar o papel principal no desenrolar dos factos históricos. O romance Ana Karenine (1873-77) relata o amor trágico de uma mulher sob fundo de emancipação feminina e de mudanças sociais profundas. Nos anos seguintes, uma grave crise moral e psicológica, relatada no ensaio Confissão (1879), leva-o a encetar uma busca da essência da mensagem espiritual, resumida nos princípios cristãos de amor a Deus e ao próximo. A rutura com a Igreja será irreversível em 1901, com a sua excomunhão, o que não deixa de o tornar popular entre a juventude intelectual. Entretanto, nos últimos romances, a condição humana é analisada através de uma lucidez sombria; o ser humano só pode resgatar-se pela conversão espiritual. A Morte de Ivan Ilitch (1886), A Sonata a Kreutzer (1890), Ressurreição (1889-99) e Hadji Mourat (1890-1904) fazem parte deste período. Escreve igualmente ensaios em que condena as sociedades modernas baseadas na procura do supérfluo e evidencia uma exigência moral que resultará num conflito interior extremo. É alvo de todas as atenções quando apenas procura a simplicidade e a renúncia. A sua autoridade, a celebridade que conquistou, tornam-se um obstáculo à sua questão espiritual. Em fuga, acaba por encontrar a morte a 7 de novembro de 1910, na estação de caminhos de ferro de Astapovo.”
(in http://www.infopedia.pt/$leao-tolstoi)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas; miolo amarelecido devido à qualidade do papel utilizado na impressão.
Invulgar.
10€
Etiquetas:
*SALGADO (Heliodoro),
*TOLSTOI (Leão),
1ª E D I Ç Ã O,
Ensaios,
Estudos críticos,
Estudos históricos,
Filosofia,
História,
Religião
31 maio, 2015
COIMBRA, Leonardo - A ALEGRIA, A DÔR E A GRAÇA. Porto, Edição da «Renascença Portuguesa», [1916]. In-8.º (17cm) de 325, [5] p. ; E.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor ao poeta Vaz Passos.
Edição original daquela que é considerada, por muitos, a obra maior de Leonardo Coimbra.
"As almas verídicas (porque ha aparencias, esboços d'alma) nutrem-se dum unico alimento - o absoluto.
Procurar a substancia, o intimo das cousas, o que é, para além do que aparece, eis a ansiosa tarefa das almas.
O homem comum vive numa concha, formada dos seus habitos, deposito dum secular arranjo social.
Não se interroga, não pressente que, em torno dessa concha, marulha um infinito Oceano, removido de infinitas actividade e fórmas.
No entanto, ele mesmo acredita na absoluta solidez da sua concha, ele mesmo tem um direito e um dever. E quem deve, crê na singular excelencia do seu dever.
Por maior que seja o circulo do septicismo, alguns pontos solidos, alguns nucleos de realidade se encontram donde em onde, inexpugnaveis e serenos, sob o embate vertiginoso da duvida.
Entre eles, elevado e rutilo, como no meio dum oceano brumôso, soberba Montanha de verdes pâmpanos e poeiras de Sol, abre em asa o Píncaro da Alegria.
Nenhuma expressão mais clara, mais viva, mais fresca, mais originaria e directa que a Alegria!
Tão directa que quasi não é expressão!"
(excerto de A Alegria)
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor ao poeta Vaz Passos.
Edição original daquela que é considerada, por muitos, a obra maior de Leonardo Coimbra.
"As almas verídicas (porque ha aparencias, esboços d'alma) nutrem-se dum unico alimento - o absoluto.
Procurar a substancia, o intimo das cousas, o que é, para além do que aparece, eis a ansiosa tarefa das almas.
O homem comum vive numa concha, formada dos seus habitos, deposito dum secular arranjo social.
Não se interroga, não pressente que, em torno dessa concha, marulha um infinito Oceano, removido de infinitas actividade e fórmas.
No entanto, ele mesmo acredita na absoluta solidez da sua concha, ele mesmo tem um direito e um dever. E quem deve, crê na singular excelencia do seu dever.
Por maior que seja o circulo do septicismo, alguns pontos solidos, alguns nucleos de realidade se encontram donde em onde, inexpugnaveis e serenos, sob o embate vertiginoso da duvida.
Entre eles, elevado e rutilo, como no meio dum oceano brumôso, soberba Montanha de verdes pâmpanos e poeiras de Sol, abre em asa o Píncaro da Alegria.
Nenhuma expressão mais clara, mais viva, mais fresca, mais originaria e directa que a Alegria!
Tão directa que quasi não é expressão!"
(excerto de A Alegria)
Leonardo Coimbra (1883-1936). Professor, orador, político e
filósofo português. “Leonardo José Coimbra nasceu na Lixa (Borba de Godim),
concelho de Felgueiras, em 29 de Dezembro de 1883, filho do Dr. António Inácio
Coimbra, médico, e de D. Bernardina Teixeira Leite Coimbra.
Fez os estudos secundários no Colégio do Carmo, em Penafiel, e posteriormente frequentou a Universidade de Coimbra, a Escola Naval de Lisboa, a Academia Politécnica do Porto e o Curso Superior de Letras.
Fez os estudos secundários no Colégio do Carmo, em Penafiel, e posteriormente frequentou a Universidade de Coimbra, a Escola Naval de Lisboa, a Academia Politécnica do Porto e o Curso Superior de Letras.
Leccionou em diversos liceus: no Liceu Central, no Porto
(1910-1911); no Liceu Eça de Queiroz, da Póvoa de Varzim (1912-1913); nos
Liceus Rodrigues de Freitas e Sampaio Bruno, do Porto (1914-1918); no Liceu Gil
Vicente, de Lisboa (1918-1919). Leccionou, também, na Universidade Popular da
Póvoa de Varzim (de 27 de Dezembro de 1913 a 8 de Abril de 1914) e na Universidade
do Porto (de Abril a Maio de 1914). Mas a sua principal actividade pedagógica
foi a que exerceu de 1919 a 1931 como professor catedrático e director do grupo
de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, por ele fundada
quando Ministro da Instrução Pública, em 1919, de que também foi Director. Com
a extinção da Faculdade de Letras do Porto, regressou ao Liceu Rodrigues de
Freitas (1931-1936).
Entre 1911 e 1912 dirigiu o Colégio dos Órfãos de Braga.
Neste último ano, fundou a Renascença Portuguesa. Professor Filósofo, criador
de "O Criacionismo" (Esboço de um Sistema Filosófico), publicou cerca
de vinte livros entre 1912 e 1935.
Em 1913, filiou-se no Partido Republicano Português e aderiu
à Maçonaria. A filiação neste partido cessou em 1925 quando aderiu à Esquerda
Democrática, onde fez propaganda a favor da intervenção de Portugal na Primeira
Grande Guerra. Em 1918, durante o Sidonismo, esteve preso.
Foi eleito deputado ao Parlamento por Penafiel (Maio de
1919) e pelo Porto (Janeiro de 1922) e, por duas vezes, foi Ministro da
Instrução Pública. A primeira, entre 2 de Abril e 28 de Junho de 1919, a
segunda, de 30 de Novembro de 1922 a 8 de Janeiro de 1923.
Nos finais de 1935 converteu-se à Igreja Católica, casou e
baptizou o filho. Faleceu a 2 de Janeiro de 1936, no Porto, três dias depois de
um despiste de automóvel na descida da Serra de Baltar.”
(Texto de Maria de Fátima Coelho Videira, 2008, in https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?P_pagina=1000779)
Belíssima encadernação em meia de pele com nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Aparado à cabeça, com o corte das folhas carminado. Capa posterior apresenta falha de papel no canto inferior direito.
Raro.
Indisponível
(Texto de Maria de Fátima Coelho Videira, 2008, in https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?P_pagina=1000779)
Belíssima encadernação em meia de pele com nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Aparado à cabeça, com o corte das folhas carminado. Capa posterior apresenta falha de papel no canto inferior direito.
Raro.
Indisponível
Etiquetas:
§ AUTÓGRAFOS,
*COIMBRA (Leonardo),
1ª E D I Ç Ã O,
Filosofia
17 fevereiro, 2015
ANTUNES, João - A HIPNOLOGIA TRANSCENDENTAL : o hipnotismo e a sugestão. Introdução do Dr. Raul de Oliveira Leal. Lisboa, Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira, 1913. In-8º (19cm) de 220, [4] p. ; B. Colecção "Psicologia Experimental", III
1.ª edição.
Os problemas modernos e as Sciencias Antigas. A Hipnologia e a Magnetologia. O Transcendentalismo operatorio. A transmissão do pensamento. O desdobramento da personalidade. A estigmatização e a hematidrose. O «envoutelement». Os fantasmas. «Maisons hantées». O magnetismo pessoal, a irradiação do pensamento e da vontade. A hipotese espirita. A hipotese positivista.
"A presente obra não tende a solucionar uma tese. Acima de tudo é uma serie de hipoteses e documentos concatenados pela logica da dedução. O agrupa-los sob o aspecto hipnologico significa o intuito de seria-los num criterio o mais naturalista possivel.
Hipno-magnetologos, teosofos, dinamistas, hilomorfistas e em geral todas as escolas, que tentam desvendar o cripto-dinamismo cosmico são concordes em aceitar a existencia duma força unica, que agita o Universo e, qual Proteu antigo, se modaliza nas mil e uma fórmas da energia universal."
(excerto da apresentação)
Matérias:
- Introdução (A teoria do Vertiginismo e a sua amplitude filosófica). - Os problemas modernos e as Sciencias Antigas. - A Hipnologia e a Magnetologia. - O Transcendentalismo operatorio. - Perante a critica. - A Hipotese espirita. - A Hipotese positivista.
João Antunes (1885-1956). Advogado e Professor, nasceu em Lisboa em 10 de Fevereiro de 1885. “Escreveu com rara inteligência, um conjunto apreciável de artigos (em revistas) e livros, sobre "conhecimentos que pela sua natureza se não devem vulgarizar". Trata-se, evidentemente, de temas ligados ao ocultismo (na sua versão primitiva, via Papus), cabalismo, esoterismo, teosofia, martinismo, teurgia, templarismo, maçonaria, carbonarismo, etc. Mas foi, particularmente, um grande mentor do pensamento teosófico, quando este estava ainda (por cá) no seu começo, tendo sido um dos fundadores (e primeiro presidente: até 1924?) da Sociedade de Teosofia de Portugal [STP], nascida em 1921."
1.ª edição.
Os problemas modernos e as Sciencias Antigas. A Hipnologia e a Magnetologia. O Transcendentalismo operatorio. A transmissão do pensamento. O desdobramento da personalidade. A estigmatização e a hematidrose. O «envoutelement». Os fantasmas. «Maisons hantées». O magnetismo pessoal, a irradiação do pensamento e da vontade. A hipotese espirita. A hipotese positivista.
"A presente obra não tende a solucionar uma tese. Acima de tudo é uma serie de hipoteses e documentos concatenados pela logica da dedução. O agrupa-los sob o aspecto hipnologico significa o intuito de seria-los num criterio o mais naturalista possivel.
Hipno-magnetologos, teosofos, dinamistas, hilomorfistas e em geral todas as escolas, que tentam desvendar o cripto-dinamismo cosmico são concordes em aceitar a existencia duma força unica, que agita o Universo e, qual Proteu antigo, se modaliza nas mil e uma fórmas da energia universal."
(excerto da apresentação)
Matérias:
- Introdução (A teoria do Vertiginismo e a sua amplitude filosófica). - Os problemas modernos e as Sciencias Antigas. - A Hipnologia e a Magnetologia. - O Transcendentalismo operatorio. - Perante a critica. - A Hipotese espirita. - A Hipotese positivista.
João Antunes (1885-1956). Advogado e Professor, nasceu em Lisboa em 10 de Fevereiro de 1885. “Escreveu com rara inteligência, um conjunto apreciável de artigos (em revistas) e livros, sobre "conhecimentos que pela sua natureza se não devem vulgarizar". Trata-se, evidentemente, de temas ligados ao ocultismo (na sua versão primitiva, via Papus), cabalismo, esoterismo, teosofia, martinismo, teurgia, templarismo, maçonaria, carbonarismo, etc. Mas foi, particularmente, um grande mentor do pensamento teosófico, quando este estava ainda (por cá) no seu começo, tendo sido um dos fundadores (e primeiro presidente: até 1924?) da Sociedade de Teosofia de Portugal [STP], nascida em 1921."
(in http://almocrevedaspetas.blogspot.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
12 outubro, 2014
FIGUEIREDO, Fidelino de - UM COLECCIONADOR DE ANGÚSTIAS. Lisboa, Guimarães & C.ª Editores,[1953]. In-8º (19,5cm) de 321, [7] p. ; E. Colecção Filosofia e Ensaios
Conjunto de interessantes crónicas e reflexões filosóficas.
"Quem primeiro juntou ao seu ofício de ganhar o pão o gosto de coleccionar alguma coisa - copos, relógios, caixas de fósforos, selos de correio, ingratidões - fez dois achados preciosos: um motivo de interesse para a existência pardacenta de cada dia e um expediente para apressar o correr da máquina do tempo. [...]
Através das sinuosidades temáticas destas pobres notas, ou deste rosário de angústias e anedotas, há uma unidade. Sem algum critério unificador não se colecciona, reúne-se um confuso «bric-à-brac», ferro velho, sucata das experiências mortas. Essa unidade ou o critério coleccionista poderia ser a composição de um esboço de retrato, que se vai delineando descontínuamente, mas com firmeza em cada traço, de alguma consciência que transpusesse para problemas pessoais seus as grandes dores colectivas, que visse a existência toda como Stendhal viu a batalha de Waterloo."
(excerto do prólogo, O gosto de coleccionar)
Índice:
Prólogo: O gosto de coleccionar. I - A rua. II - O mestre desconhecido. III - Mortos e vivos na Academia. IV - Biografia de uma escola. V - «Juventud, divino tesoro». VI - O doente de Alpedrinha. VII - O homem e a bengala. VIII - Falsificação da cultura. IX - A sombra de Fradique. X - Catálise psicológica. XI - A linhagem dos Zagalos. XII - A angústia política. XIII - Lisboa e Madrid através de Angola. XIV - Saloios. XV - A angústia da ventura. XVI - O espírito foi antes carne. XVII - A angústia do irracional. XVIII - Um retrato da Morte. XIX - O túnel. XX - Música e vida. Epílogo: D. Quixote partiu ao anoitecer.
Fidelino de Figueiredo (1889-1967). "Notabilizou-se como professor, historiador e crítico literário, tal como na faceta de ensaísta e de intelectual cosmopolita (Lisboa, 20.VII.1889 – 20.III.1967). Licenciou-se em Ciências Histórico-Geográficas na Faculdade de Letras, em 1910, iniciando a sua vida profissional por se dedicar ao ensino e à vida política nos conturbados tempos que se seguiram à implantação da República. Exerceu vários cargos públicos: funções no Ministério da Educação, director da Biblioteca Nacional e deputado. Fundou e dirigiu a Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos e a Revista de História (1912-1928). Exilando-se em Madrid em finais da década de 20, por razões políticas, é contratado como professor de Literatura pela Universidade Central. Já na década de 30, depois de regressado a Portugal, celebrizou-se nas actividades de conferencista e professor convidado de Literatura em várias universidades europeias e americanas. Contratado pela recém-criada Universidade de S. Paulo (1938-1951), funda aí e, lodo de seguida, também na Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro, os Estudos de Literatura Portuguesa, de cujo magistério nasce um dinâmico grupo de discípulos, de entre os quais se contam prestigiados docentes e investigadores (António Soares Amora, Cleonice Berardinelli, Segismundo Spina, Carlos de Assis Pereira, Massaud Moisés, etc.). Além dos vários cursos de graduação e pós-gradução, dirigiu e colaborou activamente na revista de Letras (1938-1954), publicação da referida Univ. de São Paulo. Atingido por incurável e progressiva doença, deixou as funções docentes em S. Paulo, regressando definitivamente a Portugal, à sua casa de Alvalade. Na área dos Estudos Literários, deixou uma vasta, fecunda e influente obra, nos campos da Crítica Literária e do Ensaio, da História e da Literatura Comparada, bem como da Teoría Literária. O seu grande contributo reside no propósito de contribuir para a profunda modernização teórico-metodológica das disciplinas que integram esta área de conhecimento. Foi ainda pioneiro na nova área da Literatura Comparada em Portugal, quer no domínio da sua conceptualização teórica, quer na elaboração de sugestivos estudos de crítica comparativista. Ao mesmo tempo, patenteando um agudo sentido cívico e manifestas preocupações existenciais, dedicou-se a uma contínua reflexão ensaística, de natureza cultural e filosófica, mais acentuada no final da sua vida."
Belíssima encadernação em meia de pele com nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. seguinte ao rosto. Contém sublinhados e anotações em rodapé.
Invulgar.
15€
Conjunto de interessantes crónicas e reflexões filosóficas.
"Quem primeiro juntou ao seu ofício de ganhar o pão o gosto de coleccionar alguma coisa - copos, relógios, caixas de fósforos, selos de correio, ingratidões - fez dois achados preciosos: um motivo de interesse para a existência pardacenta de cada dia e um expediente para apressar o correr da máquina do tempo. [...]
Através das sinuosidades temáticas destas pobres notas, ou deste rosário de angústias e anedotas, há uma unidade. Sem algum critério unificador não se colecciona, reúne-se um confuso «bric-à-brac», ferro velho, sucata das experiências mortas. Essa unidade ou o critério coleccionista poderia ser a composição de um esboço de retrato, que se vai delineando descontínuamente, mas com firmeza em cada traço, de alguma consciência que transpusesse para problemas pessoais seus as grandes dores colectivas, que visse a existência toda como Stendhal viu a batalha de Waterloo."
(excerto do prólogo, O gosto de coleccionar)
Índice:
Prólogo: O gosto de coleccionar. I - A rua. II - O mestre desconhecido. III - Mortos e vivos na Academia. IV - Biografia de uma escola. V - «Juventud, divino tesoro». VI - O doente de Alpedrinha. VII - O homem e a bengala. VIII - Falsificação da cultura. IX - A sombra de Fradique. X - Catálise psicológica. XI - A linhagem dos Zagalos. XII - A angústia política. XIII - Lisboa e Madrid através de Angola. XIV - Saloios. XV - A angústia da ventura. XVI - O espírito foi antes carne. XVII - A angústia do irracional. XVIII - Um retrato da Morte. XIX - O túnel. XX - Música e vida. Epílogo: D. Quixote partiu ao anoitecer.
Fidelino de Figueiredo (1889-1967). "Notabilizou-se como professor, historiador e crítico literário, tal como na faceta de ensaísta e de intelectual cosmopolita (Lisboa, 20.VII.1889 – 20.III.1967). Licenciou-se em Ciências Histórico-Geográficas na Faculdade de Letras, em 1910, iniciando a sua vida profissional por se dedicar ao ensino e à vida política nos conturbados tempos que se seguiram à implantação da República. Exerceu vários cargos públicos: funções no Ministério da Educação, director da Biblioteca Nacional e deputado. Fundou e dirigiu a Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos e a Revista de História (1912-1928). Exilando-se em Madrid em finais da década de 20, por razões políticas, é contratado como professor de Literatura pela Universidade Central. Já na década de 30, depois de regressado a Portugal, celebrizou-se nas actividades de conferencista e professor convidado de Literatura em várias universidades europeias e americanas. Contratado pela recém-criada Universidade de S. Paulo (1938-1951), funda aí e, lodo de seguida, também na Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro, os Estudos de Literatura Portuguesa, de cujo magistério nasce um dinâmico grupo de discípulos, de entre os quais se contam prestigiados docentes e investigadores (António Soares Amora, Cleonice Berardinelli, Segismundo Spina, Carlos de Assis Pereira, Massaud Moisés, etc.). Além dos vários cursos de graduação e pós-gradução, dirigiu e colaborou activamente na revista de Letras (1938-1954), publicação da referida Univ. de São Paulo. Atingido por incurável e progressiva doença, deixou as funções docentes em S. Paulo, regressando definitivamente a Portugal, à sua casa de Alvalade. Na área dos Estudos Literários, deixou uma vasta, fecunda e influente obra, nos campos da Crítica Literária e do Ensaio, da História e da Literatura Comparada, bem como da Teoría Literária. O seu grande contributo reside no propósito de contribuir para a profunda modernização teórico-metodológica das disciplinas que integram esta área de conhecimento. Foi ainda pioneiro na nova área da Literatura Comparada em Portugal, quer no domínio da sua conceptualização teórica, quer na elaboração de sugestivos estudos de crítica comparativista. Ao mesmo tempo, patenteando um agudo sentido cívico e manifestas preocupações existenciais, dedicou-se a uma contínua reflexão ensaística, de natureza cultural e filosófica, mais acentuada no final da sua vida."
Belíssima encadernação em meia de pele com nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. seguinte ao rosto. Contém sublinhados e anotações em rodapé.
Invulgar.
15€
Etiquetas:
*FIGUEIREDO (Fidelino de),
Crónicas,
Filosofia,
História
26 julho, 2014
MACEDO, Francisco Newton de - ASPECTOS DO PROBLEMA PSICOLÓGICO. Criteriologia. Lisboa, Livraria Férin, 1919. In-8º (19cm) de 89, [7] p. ; B.
1.ª edição.
"Desde que Fechner julgou ter resolvido na simplicidade abstracta duma expressão logaríthmica o problema eterno e sempre instante das relações entre a matéria e o espirito, inúmeras teem sido as tentativas realizadas para elevar (dentro dum critério scientista) a psicologia á categoria de sciencia exacta.
Á grandeza do ideal a atingir só pode ser comparada a tenacidade dos esforços realizados, a crença, na possibilidade de realização, de todos aqueles que, seguindo a via traçada pelo fundador da Psicofísica, tentaram descobrir, na complexidade estonteante e fugidia da fenomenalidade psicologica, invariantes que permitissem o estabelecimento de relações causais."
(excerto do Cap. I, A Crise da Psicologia)
Matérias:
I - A crise da psicologia. II - A psicologia racional e o conceito de alma. III - O Associacionismo. IV - A psicologia scientifica e o conceito de casualidade. V - O problema.
Francisco Romano Newton de Macedo (1894-1944). “Professor Universitário e Publicista. Natural da cidade de Lisboa, nasceu a 6 de Novembro de 1894, aí cursou a Faculdade de Letras e se graduou como bacharel em Filosofia, com a dissertação "A Crise Moral e a Acção Pedagógica". Como professor de Filosofia no Liceu Central de Gil Vicente, em Lisboa, desde 1916, conheceu Leonardo Coimbra e com ele estabeleceu uma fértil convivência profissional e intelectual que acabaria por se transformar numa amizade duradoura. Aquando da primeira passagem de Leonardo Coimbra pela pasta da Instrução Pública, Francisco de Macedo foi nomeado pelo Governo para um dos novos lugares de professor ordinário na Faculdade de Letras de Coimbra. Contudo, na sequência do conflito gerado pela criação da 1.ª Faculdade de Letras do Porto, solicitou a sua transferência para esta nova instituição, iniciando a carreira docente universitária a partir de 18 de Outubro de 1919. Nomeado pouco depois Professor Ordinário do 6.º Grupo (Ciências Filosóficas) e, mais tarde, professor catedrático, ao abrigo do Estatuto da Instrução Universitária de 1926, teve a seu cargo a regência das cadeiras de História da Filosofia Antiga, História da Filosofia Medieval, História da Filosofia Moderna e Contemporânea, História da Civilização, História das Religiões e de Psicologia Experimental. Por duas vezes eleito e nomeado para Bibliotecário da 1.ª Faculdade de Letras do Porto (1920-1929), serviu ainda como director interino durante o afastamento de Leonardo Coimbra para funções governativas. Em 1925, foi convidado para Chefe do Gabinete do Ministério da Instrução de João Camoesas. No final do ano retomou as funções docentes na Faculdade de Letras, tendo-lhe sido outorgado o grau de Doutor em Letras – Ciências Filosóficas no dia 2 de Dezembro. Com o triunfo da Ditadura Militar, em 1926, foi eleito pelo Conselho Escolar da Faculdade como seu vogal no Conselho Superior de Instrução Pública. Aqui lutou contra as ameaças de encerramento da Faculdade de Letras que, no entanto, acabariam por triunfar com a publicação do Decreto n.º 15 365, de 12 de Abril de 1928. Manteve-se em funções nesta instituição até 31 de Outubro de 1930. Uma bolsa da Junta de Educação Nacional permitiu-lhe deslocar-se a Paris, onde se especializou em Psicologia Experimental. De regresso ao país, já na qualidade de adido, prosseguiu os seus estudos e investigações até à colocação como professor provisório no Liceu Passos Manuel, em Lisboa, em Novembro de 1933. Não obstante a sua reconhecida cultura e inteligência, as posições políticas que assumiu ditaram o seu afastamento do ensino oficial, acabando por leccionar em colégios particulares de Lisboa, cidade onde viria a falecer a 17 de Agosto de 1944.” (in sigarra.up.pt)
I - A crise da psicologia. II - A psicologia racional e o conceito de alma. III - O Associacionismo. IV - A psicologia scientifica e o conceito de casualidade. V - O problema.
Francisco Romano Newton de Macedo (1894-1944). “Professor Universitário e Publicista. Natural da cidade de Lisboa, nasceu a 6 de Novembro de 1894, aí cursou a Faculdade de Letras e se graduou como bacharel em Filosofia, com a dissertação "A Crise Moral e a Acção Pedagógica". Como professor de Filosofia no Liceu Central de Gil Vicente, em Lisboa, desde 1916, conheceu Leonardo Coimbra e com ele estabeleceu uma fértil convivência profissional e intelectual que acabaria por se transformar numa amizade duradoura. Aquando da primeira passagem de Leonardo Coimbra pela pasta da Instrução Pública, Francisco de Macedo foi nomeado pelo Governo para um dos novos lugares de professor ordinário na Faculdade de Letras de Coimbra. Contudo, na sequência do conflito gerado pela criação da 1.ª Faculdade de Letras do Porto, solicitou a sua transferência para esta nova instituição, iniciando a carreira docente universitária a partir de 18 de Outubro de 1919. Nomeado pouco depois Professor Ordinário do 6.º Grupo (Ciências Filosóficas) e, mais tarde, professor catedrático, ao abrigo do Estatuto da Instrução Universitária de 1926, teve a seu cargo a regência das cadeiras de História da Filosofia Antiga, História da Filosofia Medieval, História da Filosofia Moderna e Contemporânea, História da Civilização, História das Religiões e de Psicologia Experimental. Por duas vezes eleito e nomeado para Bibliotecário da 1.ª Faculdade de Letras do Porto (1920-1929), serviu ainda como director interino durante o afastamento de Leonardo Coimbra para funções governativas. Em 1925, foi convidado para Chefe do Gabinete do Ministério da Instrução de João Camoesas. No final do ano retomou as funções docentes na Faculdade de Letras, tendo-lhe sido outorgado o grau de Doutor em Letras – Ciências Filosóficas no dia 2 de Dezembro. Com o triunfo da Ditadura Militar, em 1926, foi eleito pelo Conselho Escolar da Faculdade como seu vogal no Conselho Superior de Instrução Pública. Aqui lutou contra as ameaças de encerramento da Faculdade de Letras que, no entanto, acabariam por triunfar com a publicação do Decreto n.º 15 365, de 12 de Abril de 1928. Manteve-se em funções nesta instituição até 31 de Outubro de 1930. Uma bolsa da Junta de Educação Nacional permitiu-lhe deslocar-se a Paris, onde se especializou em Psicologia Experimental. De regresso ao país, já na qualidade de adido, prosseguiu os seus estudos e investigações até à colocação como professor provisório no Liceu Passos Manuel, em Lisboa, em Novembro de 1933. Não obstante a sua reconhecida cultura e inteligência, as posições políticas que assumiu ditaram o seu afastamento do ensino oficial, acabando por leccionar em colégios particulares de Lisboa, cidade onde viria a falecer a 17 de Agosto de 1944.” (in sigarra.up.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível
20 agosto, 2013
DINIZ, Almachio - MORAL E CRITICA (estudos, escriptos e polemicas). Porto, Magalhães & Moniz, 1912. In-8º (19cm) de 402, [2] p. ; B.
1ª edição.
Conjunto de crónicas sobre História, Filosofia e Direito relacionadas com Portugal e Brasil.
Almachio Diniz Gonçalves (1880-1937). “Foi um advogado, professor, escritor e poeta brasileiro. Formado em Direito, três anos depois, mediante concurso torna-se lente da Faculdade Livre de Direito da Bahia especializando-se no campo da filosofia jurídica. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, também ali faz-se catedrático da Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, lecionando Direito Civil. Foi um dos fundadores da Faculdade Teixeira de Freitas, em Niterói."
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Parte superior da capa levemente descolorida.
Invulgar.
10€
Conjunto de crónicas sobre História, Filosofia e Direito relacionadas com Portugal e Brasil.
Almachio Diniz Gonçalves (1880-1937). “Foi um advogado, professor, escritor e poeta brasileiro. Formado em Direito, três anos depois, mediante concurso torna-se lente da Faculdade Livre de Direito da Bahia especializando-se no campo da filosofia jurídica. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, também ali faz-se catedrático da Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, lecionando Direito Civil. Foi um dos fundadores da Faculdade Teixeira de Freitas, em Niterói."
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Parte superior da capa levemente descolorida.
Invulgar.
10€
Etiquetas:
*DINIZ (Almachio),
1ª E D I Ç Ã O,
Brasil,
Crónicas,
Direito,
Filosofia,
História,
História de Portugal,
História do Brasil,
Literatura Brasileira,
Polémica,
Portugal
13 janeiro, 2013
BRUNO – A IDÉA DE DEUS. Porto, Livraria Chardron : Lello
& Irmão, Editores, 1902. In-8.º (19cm) de LXIV, 483, [3] p. ; E.
1ª edição.
A Ideia de Deus, uma das obras mais importantes da bibliografia de Sampaio Bruno.
Matérias: I - Philosophia e Metaphysica. II - Mathematica e Poesia. III - Superstição e Religião. IV - Theologia e Moral. V - Contingente e Necessario. VI - Infinito e Perfeito. VII - Mal e Bem.
José Pereira de Sampaio (1857-1915). "De pseudónimo Bruno (do
nome de Giordano Bruno) e Sampaio Bruno para a posteridade, foi um escritor,
ensaísta e filósofo portuense e figura cimeira do pensamento português do seu
tempo. Seu pai era maçom e proprietário duma padaria na Rua do Bonjardim, no
Porto, que o filho viria a herdar. O racionalismo deísta e as ideias liberais
foram as influências dominantes na formação do seu pensamento. Combatente pelo
ideário republicano, Sampaio Bruno integraria o Directório do Partido
Republicano Português - PRP. Fundou vários semanários portuenses (O
Democrata, O Norte Republicano) bem como o diário A Discussão.
Com Antero de Quental e Basílio Teles elaborou os estatutos da Liga Patriótica
do Norte, no seguimento do Ultimato britânico de 1890. Participou na malograda
Revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, de cujo Manifesto foi redactor,
exilando-se depois em Paris com João Chagas. O exílio parisiense pode ter
contribuído para encaminhar a sua pesquisa no sentido do misticismo e do
esoterismo, mergulhando na literatura gnóstica de inspiração judaica, na cabala
e na ideologia maçónica. Regressou a Portugal em 1893. Em 1902, ano em que
também publicou A Ideia de Deus, teve uma grave desavença com Afonso
Costa, abandonando então definitivamente a militância no PRP."
Encadernação em meia de pele com ferros a ouro na lombada.
Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
02 outubro, 2012
MANSO, Joaquim – PEDRAS PARA A CONSTRUÇÃO DUM MUNDO. Lisboa, Livraria Bertrand, 1936. In-8º (19,5cm) de 266, [6] p. ; [1] f. il. ; B.
Contém reprodução fotolitográfica a 2 tons do retrato do autor, sanguínea de António Carneiro.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
“Majestoso Oceano, vela errante das minhas esperanças – cada vaga com o seu mistério e cada quadrante com a sua barragem de nuvens – tu sabes como eu sou frágil e inquieto!” (excerto do prelúdio)
Joaquim Manso (1878-1956). “Notabilizou-se como escritor, ensaísta e jornalista. Para além de colaborar em diversos jornais, tornou-se redactor principal de "A Pátria". Ocupou este cargo até 1921, ano de fundação do "Diário de Lisboa", de que foi logo director, função que desempenhou durante 35 anos. Muito cedo Joaquim Manso assumiu o desafio literário. De entre os vários livros que publicou, destacam-se: "Pedras para a Construção dum Mundo", "Consciência Nua e Abandonada", "Fábulas" e "Manuel", entre outros. Juntam-se a estes títulos inúmeras conferências.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Sem indicação de registo na BNP.
20€
17 outubro, 2011
SOUZA, José Soriano de - COMPENDIO DE PHILOSOFIA : Ordenado Segundo os Principios e Methodo do Doutor Evangelico S. THOMAZ D'AQUINO : por... Doutor em Medicina, Cavalleiro da Ordem Pontificia de S. Gregorio Magno. Recife, Typographia da Esperança, 1867. In-8º (22cm) de XL, 679, [1] p. ; E.
1ª edição.
José Soriano de Souza "nasceu em 15 de setembro de 1833, na Paraíba, e faleceu em 12 de agosto de 1895 no Recife. Formou-se em medicina, em 1860, revelando interesse pela filosofia, seguindo a corrente tradicionalista, iniciada no país por D. Romualdo Antonio de Seixas. Logo adiante, entretanto, decide estudar filosofia em Louvaina, onde concluiu o doutorado e regressa ao Brasil em 1866. Já no ano seguinte publica um compêndio de filosofia destinado a popularizar as doutrinas de São Tomás. Deste modo, trona-se um dos precursores da pretensão de que a renovação escolástica se faça segundo o tomismo, a exemplo das vozes isoladas que se levantavam estão na Europa, porquanto a encíclica que formaliza essa orientação (Aeterni Patris) é de 1879, datando de 1882 a criação da posteriormente famosa cadeira do Padre Mercier, em Louvaina. Soriano de Souza não encontraria ambiente favorável à difusão de sua mensagem. Entre os católicos a preferência era pelo tradicionalismo, enquanto a intelectualidade formava do lado do ecletismo espiritualista." (in www.cdpb.org.br)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros a ouro na lombada; cansada; s/ guardas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação; falha de papel lateral no rosto; miolo firme, páginas limpas.
Raro.
25€
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