02 julho, 2017

LIMA, Marcelino - POR CAUSA DUM RAMALHETE. A caça da baleia - Um duelo de John Bull e Uncle Sam em águas portuguesas. Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1933. In-8.º (19cm) de 189, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com bonitos desenhos nas páginas de texto.
Obra composta de três textos: 1.º - Por causa dum ramalhete. Trata-se de uma novela histórica vertida por Marcelino Lima de um documento original redigido pelo protagonista da história - D. João de Almeida Portugal (1726-1802) - militar que, sob o comando do Conde de Lippe, participou na Guerra Fantástica - nome pelo qual ficou conhecida a participação de Portugal na Guerra dos Sete Anos (1756-1763). Tem por enredo, o amor proibido entre D. João de Almeida e uma moça da velha nobreza minhota. 2.º - À caça da baleia. Narrativa da caça à baleia, perigosa faina marítima que se desenrola ao largo da Ilha do Pico. Em rodapé, contém numerosas explicações sobre o rico vocabulário picuense que enriquece o texto - as suas expressões típicas e linguajar. 3.º - Um duelo de John Bull e Uncle Sam em águas portuguesas. Narrativa baseada em documentos coevos, do episódio naval ocorrido no Porto da Horta (Faial) entre o navio corsário americano General Armstrong e três navios de guerra da Royal Navy, que entenderam violar a neutralidade do porto português para capturar o veleiro yankee. Esta recontro causou centenas de baixas do lado inglês, e prenunciou o início do fim da guerra civil americana.
Marcelino de Almeida Lima (Horta, 1868 - Lisboa, 1961). “Foi um jornalista, romancista e historiógrafo açoriano, autor dos Anais do Município da Horta e de vasta bibliografia sobre a ilha do Faial. Marcelino Lima nasceu na cidade da Horta, onde frequentou a instrução primária, ingressando em 1879 no Liceu da Horta. Empregou-se como funcionário dos Correios e Telégrafos, atingindo o posto de chefe da Estação Telégrafo-Postal da Horta. Ingressou muito cedo nas lides jornalísticas, pois com apenas 17 anos de idade já dirigia, com Júlio Lacerda, o semanário literário da ilha do Faial intitulado O Bibliófilo. Dirigiu também, e foi redactor principal, da Revista Faialense, um semanário literário, e da segunda série do semanário literário e noticioso O Faialense (1899). Foi colaborador assíduo de múltiplos periódicos, com destaque para os jornais faialenses O Telégrafo, A Democracia, Correio da Horta e Arauto. Embora mantivesse activa colaboração na imprensa periódica, a partir de finais da década de 1920 passou a dedicar-se a estudos históricos e genealógicos, com especial incidência sobre as questões relacionadas com as famílias e a história faialense. Fixou-se em Lisboa a partir de 1927, dedicando-se então ao estudo da história faialense. Quando a Câmara Municipal da Horta resolveu elaborar os Anais do Município, um trabalho que andava em preparação há mais de meio século, resolveu, em sessão de 14 de Agosto de 1939, convidar Marcelino Lima para os redigir. Este aceitou o convite, conseguindo levar a termo, em 1943, a produção dos Anais, naquela que é a sua obra de maior vulto."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
30€

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