01 janeiro, 2017

CESARINY, Mário - [JORNAL DO GATO]. Contribuição ao saneamento do livro pacheco versus cesariny edição pirata da editorial estampa colecção direcções velhíssimas. Lisboa, Assírio & Alvim, 2004. In-8.º (20,5cm) de 59, [5] p. ; il. ; B.
Este livro foi publicado pela primeira vez em 1974, em edição de autor com o apoio de Raul Vitorino Rodrigues. Trata-se da correspondência trocada entre Mário Cesariny, Luiz Pacheco, António Maria Lisboa, Victor Silva Tavares, … aqui divulgada por forma a responder às incorrecções que surgiram na edição que Luiz Pacheco publicou na Estampa, sem o conhecimento dos destinatários das cartas publicadas. 
Exemplar autografado, muitíssimo valorizado pela extensa e melancólica dedicatória hard-core do poeta a... sobre amores desencontrados... com trocadilhos "hereges".
Ilustrado com uma fotografia em página inteira de Cesariny "correndo pelas ruas de Toledo".
Mário Cesariny (Lisboa, 1923-2006). "Poeta e pintor, a sua formação artística conta com o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio, estudos na área da música com o compositor Fernando Lopes Graça e a frequência da academia parisiense La Grande Chaumière. Mário Cesariny é considerado o mais importante poeta do surrealismo português, tendo exercido grande influência na criação do Grupo Surrealista de Lisboa, em 1947, no mesmo ano em que se encontrou com André Breton, facto que marcaria o seu trabalho pictórico e literário. A sua personalidade inquieta e algumas discordâncias ideológicas levariam-no a afastar-se desse grupo e a lançar Os Surrealistas, escrevendo o Manifesto Abjeccionista, com Pedro Dom. Da obra escrita: poesia, intervenção, sempre polémica, significativas antologias, para o que é do surrealismo em Portugal e no mundo, traduções de Rimbaud, Buñuel, Novalis. Dos primeiros anos da década de 40 datam as suas primeiras pinturas, poemas e desenhos. Após uma breve passagem pelo neo-realismo e de influências de Cesário Verde e do futurismo de Álvaro Campos, é na corrente surrealista que encontra o seu estilo. No entanto, a pintura de Cesariny nunca foi citação, nem recitação, dos temas, formas e paisagens que fazem a imagem vulgar e banalizada do surrealismo. A propósito da sua pintura não faz sentido fazer uma teoria geral. Como a poesia, a pintura de Cesariny é espontânea e subversiva, marcada por uma dimensão algo mágica e onírica, com predomínio da cor, da desordem ou do caos associados ao automatismo e ao acaso próprios do surrealismo. O recurso ao "non-sense" e ao absurdo, tão caros às primeiras vanguardas, aparecem na sua obra pictórica, mas também nos objectos e nas "assemblages", a par de uma atitude estética de experimentação, através do uso de métodos menos convencionais (colagens, tintas de água) mas que se traduzem numa consistente obra plástica. Defensor e impulsionador de um movimento surrealista em Portugal, Cesariny influenciou diversos artistas portugueses, tendo visto reconhecida a sua contribuição para a arte portuguesa do século XX com a atribuição do Grande Prémio EDP 2002."
(fonte: cvc.instituto-camoes.pt)
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar e polémico.
125€

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