04 novembro, 2016

JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO : 1775-1842. Coordenação de João Pedro d'Alvarenga. Lisboa, Presidência do Conselho de Ministros : Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 1993. In-4.º (24cm) de 271, [1] p. ; [40] p. il. ; [4] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo comemorativo do 150.º aniversário da morte do compositor português, organizado com material da secção de música da Biblioteca Nacional, com textos, catalogação e índices do coordenador da obra.
Ilustrado no texto e em separado com retratos do compositor e de portadas de algumas das suas obras impressas, autógrafos, fac-símiles de manuscritos, partituras, etc.
"O Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro não quis deixar passar a data dos 150 anos decorridos sobre a morte de João Domingos Bomtempo, talvez o mais importante compositor e pianista português do século XIX. [...]
Pouco conhecido do grande público, Bomtempo merece ser divulgado, para que não se verifique no nosso tempo aquilo que foi na verdade durante a sua vida: embora o seu valor fosse reconhecido em Portugal, pelas circunstâncias políticas, tanto no período que se seguiu às Invasões Francesas como durante as lutas liberais, foi sobretudo em Paris e Londres que o compositor se viu justamente aplaudido e também como intérprete."
(excerto da Apresentação)
Sumário:
Apresentação
 João Domingos Bomtempo e o Conservatório de Lisboa, por Maria José de La Fuente.
Catálogo, por João Pedro d'Alvarenga
- Abreviaturas e sinais. - Siglas: 1. Bibliotecas, Arquivos e outras instituições. 2. Referências bibliográficas. - Introdução. - Cronologia de João Domingos Bomtempo. - Classificação das obras de João Domingos Bomtempo: I. Manuscritos: 1) Obras de João Domingos Bomtempo. 2) Obras espúrias e duvidosas. 3) Documentos. II. Impressos: A) Obras de João Domingos Bomtempo: A.1) Edições oitocentistas. A.2) Facsimiles. A.3) Edições modernas. 2) Libretos. 3) Bibliografia. III. Iconografia: 1) Gravuras. 2) Pinturas. IV. Discografia.
Índices:
1. Obras de João Domingos Bomtempo por títulos uniformes. 2. Marcas de posse. 3. Tipos de papel por filigranas encontradas nas partituras e nos materiais manuscritos.
Apêndice:
João Domingos Bomtempo: Estudo para piano em Dó Maior, B65 revisão e nota crítica por João Pedro d'Alvarenga.
João Domingos Bomtempo (1775-1842). "Pianista e compositor de música muito afamado, que se tornou conhecido no estrangeiro, sendo calorosamente aplaudido em Paris e em Londres. Nasceu em Lisboa a 28 de dezembro de 1775, faleceu na mesma cidade a 18 de agosto de 1842. Era filho de Francisco Saverio Buontempo, um dos músicos italianos que vieram a Portugal para o serviço do rei D. José, e que a exemplo de muitos dos seus patrícios aportuguesou o nome, passando a chamar-se Francisco Xavier Bomtempo. Sua mãe chamava-se Mariana da Silva Bomtempo, natural de Lisboa. 
Dedicando-se à música desde a infância sob a direcção paterna, aprendeu a tocar oboé, instrumento em que seu pai era especialista, sendo o primeiro oboé da orquestra real; ao mesmo tempo estudava piano e contraponto com os mestres do Seminário Patriarcal. Ainda não contava catorze anos completos, quando foi admitido na irmandade de Santa Cecília, a 9 de julho de 1789, classificado como cantor da Bemposta. Seu pai faleceu em 1795, deixando numerosa família em más circunstâncias, e João Domingos Bomtempo, que já tinha vinte anos, foi nomeado para o lugar de seu pai na orquestra real, com o encargo de sustentar mãe e irmãs, porque os irmãos todos encontraram colocação. Desejando aperfeiçoar-se na arte a que se dedicara, resolveu ir estudar fora do reino, influído com o exemplo de Marcos de Portugal, que estava então na Itália. Em 1801, estando o país mais sossegado das agitações políticas pelo tratado de paz assinado em Badajoz entre Portugal, Espanha e França, saiu de Lisboa, em direcção a Paris, levando apenas consigo duas peças de ouro e uma carta de recomendação escrita pelo barão de Sobral, Geraldo Venceslau Braamcamp. Nessa época existia em Paris uma numerosa colónia portuguesa em que se encontravam alguns emigrados políticos, entre os quais se contava o poeta Francisco Manuel do Nascimento, Filinto Elísio. Era justamente a época em que o consulado de Bonaparte sucedera ao directório republicano, época de reconstituição social, favorável aos artistas, que se viam festejados nos salões parisienses, onde se reuniam aristocratas e burgueses, esquecendo passados ódios e entregues à cultura do espírito. Com tais qualidades, um artista de natural vocação, estudioso e hábil, dedilhando ao piano com facilidade, não podia deixar de ser bem acolhido no meio social em que se encontrava. Em 1802 chegou a Paris o criador da moderna escola de piano, Macio Clementi, acompanhado do seu discípulo John Field. A impressão causada pelo novo estilo daquele professor foi imensa, e Bomtempo decerto observou e estudou com a maior atenção os processos desse estilo, porque se identificou com ele adquirindo-o duma forma completa e perfeita. A primeira composição que publicou, foi uma sonata dedicada a D. Carlota Joaquina, mulher do príncipe regente D. João, depois D. João VI. Existe na biblioteca da Ajuda, e tem o seguinte titulo: Grande Sonate pour le Piano Forte, composée et dediée à Son Altesse Royale Ia Princesas de Portugal, par J. D. Bomtempo."(fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/bomtempojd.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com pequenos defeitos no revestimento das capas. Anotação a tinta na 1.ª página do sumário.
Muito invulgar.
25€

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