MURY, Paulo de - HISTORIA DE GABRIEL MALAGRIDA DA COMPANHIA
DE JESUS : Apostolo do Brazil no seculo XVIII estrangulado e queimado no Rocio
de Lisboa em 21 de setembro de 1761. Traduzida de Paulo Mury, Padre de mesma
Companhia [por Camillo Castello Branco].
Lisboa, Santos & Vieira : Empreza Litteraria Fluminense, [s.d.]. In-8º (18cm) de XXIX, 188, [2] p. ; E.
Lisboa, Santos & Vieira : Empreza Litteraria Fluminense, [s.d.]. In-8º (18cm) de XXIX, 188, [2] p. ; E.
Contém a reprodução integral do opúsculo de Malagrida
mandado apreender pelo Marquês de Pombal.
Obra muito valorizada pelo extenso prefácio de Camilo Castelo Branco.
Gabriel Malagrida (1689-1761) foi um jesuíta místico italiano que passou parte da sua vida no Brasil a pregar e evangelizar, tendo granjeado fama de taumaturgo. Depois de uma estada anterior em Lisboa, regressa a pedido da rainha, viúva de D. João V.
Obra muito valorizada pelo extenso prefácio de Camilo Castelo Branco.
Gabriel Malagrida (1689-1761) foi um jesuíta místico italiano que passou parte da sua vida no Brasil a pregar e evangelizar, tendo granjeado fama de taumaturgo. Depois de uma estada anterior em Lisboa, regressa a pedido da rainha, viúva de D. João V.
"[...] O marquês de Pombal não se importou com aquele
jesuíta santo, enquanto as suas santidades não contrariavam os seus projectos,
mas o conflito era inevitável. Sobreveio o terramoto de 1755, estando Malagrida
em Lisboa. Aquela catástrofe ocasionou um terror imenso na população da
capital, e um dos grandes empenhos do marquês de Pombal era levantar os
espíritos abatidos. Para isso mandou compor e publicar um folheto escrito por
um padre, em que se explicavam as causas naturais dos terramotos, e se desviava
a crença desanimadora de que fora castigo de Deus, e de que eram indispensáveis
a penitência e a compunção. Saiu a campo indignado o padre Malagrida escrevendo
um folheto intitulado: Juizo da verdadeira causa do terremoto que padeceu a
corte de Lisboa no 1.º de Novembro de 1755. Nesse folheto combatia com
indignação as doutrinas do outro que Pombal fizera espalhar, atribuía a castigo
de Deus o terramoto, citava profecias de freiras, condenava severamente os que
levantaram abrigos nos campos, os que trabalhavam em levantar das ruínas da
cidade, e recomendava procissões, penitencias, e sobretudo recolhimento e
meditação de seis dias nos exercícios de santo Inácio de Loyola…"
(www.arqnet.pt)
Encadernação inteira de percalina com dourados na lombada.
Sem guardas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar, com interesse histórico.
40€

Sem comentários:
Enviar um comentário